Identificando o chifre pequeno

Lições da Bíblia

“Durante séculos, os reformadores protestantes identificaram o poder do chifre pequeno em Daniel 7 e 8 como a igreja romana. Por quê?”1

“4. Leia Daniel 7:1-25; 8:1-13. Quais são as características comuns do chifre pequeno em ambos os capítulos? Como podemos identificá-lo?”1

Daniel 7:1-25 (ARA)2: “1 No primeiro ano de Belsazar, rei da Babilônia, teve Daniel um sonho e visões ante seus olhos, quando estava no seu leito; escreveu logo o sonho e relatou a suma de todas as coisas. 2 Falou Daniel e disse: Eu estava olhando, durante a minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar Grande. 3 Quatro animais, grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar. 4 O primeiro era como leão e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, foi levantado da terra e posto em dois pés, como homem; e lhe foi dada mente de homem. 5 Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou sobre um dos seus lados; na boca, entre os dentes, trazia três costelas; e lhe diziam: Levanta-te, devora muita carne. 6 Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio. 7 Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível, espantoso e sobremodo forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez chifres. 8 Estando eu a observar os chifres, eis que entre eles subiu outro pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava com insolência. 9 Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias se assentou; sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a pura lã; o seu trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente. 10 Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades estavam diante dele; assentou-se o tribunal, e se abriram os livros. 11 Então, estive olhando, por causa da voz das insolentes palavras que o chifre proferia; estive olhando e vi que o animal foi morto, e o seu corpo desfeito e entregue para ser queimado. 12 Quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio; todavia, foi-lhes dada prolongação de vida por um prazo e um tempo. 13 Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. 14 Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído. 15 Quanto a mim, Daniel, o meu espírito foi alarmado dentro de mim, e as visões da minha cabeça me perturbaram. 16 Cheguei-me a um dos que estavam perto e lhe pedi a verdade acerca de tudo isto. Assim, ele me disse e me fez saber a interpretação das coisas: 17 Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis que se levantarão da terra. 18 Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, de eternidade em eternidade. 19 Então, tive desejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal, que era diferente de todos os outros, muito terrível, cujos dentes eram de ferro, cujas unhas eram de bronze, que devorava, fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobejava; 20 e também a respeito dos dez chifres que tinha na cabeça e do outro que subiu, diante do qual caíram três, daquele chifre que tinha olhos e uma boca que falava com insolência e parecia mais robusto do que os seus companheiros. 21 Eu olhava e eis que este chifre fazia guerra contra os santos e prevalecia contra eles, 22 até que veio o Ancião de Dias e fez justiça aos santos do Altíssimo; e veio o tempo em que os santos possuíram o reino. 23 Então, ele disse: O quarto animal será um quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços. 24 Os dez chifres correspondem a dez reis que se levantarão daquele mesmo reino; e, depois deles, se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis. 25 Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo.”

Daniel 8:1-13 (ARA)2: “1 No ano terceiro do reinado do rei Belsazar, eu, Daniel, tive uma visão depois daquela que eu tivera a princípio. 2 Quando a visão me veio, pareceu-me estar eu na cidadela de Susã, que é província de Elão, e vi que estava junto ao rio Ulai. 3 Então, levantei os olhos e vi, e eis que, diante do rio, estava um carneiro, o qual tinha dois chifres, e os dois chifres eram altos, mas um, mais alto do que o outro; e o mais alto subiu por último. 4 Vi que o carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte, e para o sul; e nenhum dos animais lhe podia resistir, nem havia quem pudesse livrar-se do seu poder; ele, porém, fazia segundo a sua vontade e, assim, se engrandecia. 5 Estando eu observando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; este bode tinha um chifre notável entre os olhos; 6 dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres, o qual eu tinha visto diante do rio; e correu contra ele com todo o seu furioso poder. 7 Vi-o chegar perto do carneiro, e, enfurecido contra ele, o feriu e lhe quebrou os dois chifres, pois não havia força no carneiro para lhe resistir; e o bode o lançou por terra e o pisou aos pés, e não houve quem pudesse livrar o carneiro do poder dele. 8 O bode se engrandeceu sobremaneira; e, na sua força, quebrou-se-lhe o grande chifre, e em seu lugar saíram quatro chifres notáveis, para os quatro ventos do céu. 9 De um dos chifres saiu um chifre pequeno e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa. 10 Cresceu até atingir o exército dos céus; a alguns do exército e das estrelas lançou por terra e os pisou.11 Sim, engrandeceu-se até ao príncipe do exército; dele tirou o sacrifício diário e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo. 12 O exército lhe foi entregue, com o sacrifício diário, por causa das transgressões; e deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou. 13 Depois, ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?”

“Existem sete características comuns entre o chifre pequeno de Daniel 7 e o de Daniel 8: (1) ambos são descritos como um chifre; (2) ambos são poderes perseguidores (Dn 7:21, 25; 8:10, 24); (3) ambos são blasfemos e exaltam a si mesmos (Dn 7:8, 20, 25; 8:10, 11, 25); (4) ambos têm como alvo o povo de Deus (Dn 7:25, 8:24); (5) ambos têm aspectos de sua atividade descritos pelo tempo profético (Dn 7:25; 8:13, 14); (6) ambos se estendem até o fim dos tempos (Dn 7:25, 26; 8:17, 19); e (7) ambos devem ser destruídos de maneira sobrenatural (Dn 7:11, 26; 8:25).”1

“A História identifica o primeiro reino como Babilônia (Dn 2:38), o segundo como a Média-Pérsia (Dn 8:20) e o terceiro como a Grécia (Dn 8:21). A História mostra, de maneira incontestável, que depois desses impérios mundiais vem Roma.”1

“Em Daniel 2, o ferro que representa Roma continua nos pés de ferro misturado com barro; isto é, até o fim dos tempos. O chifre pequeno de Daniel 7 surge do quarto animal, mas permanece como parte desse quarto animal.”1

“Qual poder surgiu de Roma e exerceu influência político-religiosa por pelo menos 1.260 anos? Apenas um poder se encaixa na História e na profecia: o papado, que chegou ao poder entre as dez tribos bárbaras da Europa e exterminou três delas. Esse poder era ‘diferente dos primeiros’ (Dn 7:24), indicando sua singularidade em comparação com as outras tribos. O papado falava ‘palavras contra o Altíssimo’ (Dn 7:25) e ­’engrandeceu-se até ao príncipe do exército’ (Dn 8:11), usurpando a função de Jesus e ­substituindo-a pela figura do papa. Durante a Contrarreforma, o papado cumpriu a profecia de perseguir ‘os santos do Altíssimo’ e lançar por terra ‘alguns do exército’ (Dn 8:10), quando os protestantes foram massacrados. O papado buscou ‘mudar os tempos e a Lei’ ao remover o segundo mandamento e mudar o sábado para o domingo.”1

“Em Daniel 2, 7 e 8, depois da Grécia, surge um poder que subsiste até o fim dos tempos. Qual poder seria esse, senão Roma, agora em seu estágio papal? Não importa quanto seja politicamente incorreto, por que esse é um ensinamento fundamental das três mensagens angélicas e, portanto, um elemento crucial da verdade presente?”1

Terça-feira, 09 de junho de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O princípio do dia/ano

Lições da Bíblia

“Uma das chaves interpretativas do historicismo é o princípio do dia/ano. Ao longo dos séculos, muitos estudiosos aplicaram esse princípio às profecias de tempo de Daniel e Apocalipse. Eles o retiraram de vários textos fundamentais e do contexto imediato das próprias profecias.”1

“3. Leia Números 14:34 e Ezequiel 4:6, 7. Nesses textos, como Deus explicou o princípio do dia/ano?”1

Números 14:34 (ARA)2: “Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniquidades quarenta anos e tereis experiência do meu desagrado.”

Ezequiel 4:6, 7 (ARA)2: “6 Quando tiveres cumprido estes dias, deitar-te-ás sobre o teu lado direito e levarás sobre ti a iniquidade da casa de Judá. 7 Quarenta dias te dei, cada dia por um ano. Voltarás, pois, o rosto para o cerco de Jerusalém, com o teu braço descoberto, e profetizarás contra ela.”

“Nesses textos, vemos muito claramente a ideia do princípio do dia/ano. Mas como justificamos o uso desse princípio com algumas profecias de tempo, como em Daniel 7:25 e 8:14, bem como Apocalipse 11:2, 3; 12:6, 14; e 13:5?”1

“Três outros elementos apoiam o princípio do dia/ano nessas profecias de Daniel e Apocalipse: o uso de símbolos, longos períodos de tempo e expressões peculiares.”1

“Primeiramente, a natureza simbólica dos animais e chifres representando os reinos sugere que as expressões de tempo também devam ser entendidas simbolicamente. Os animais e chifres não devem ser considerados de maneira literal. Eles simbolizam outra coisa. Portanto, visto que o restante da profecia é simbólico, não literal, por que deveríamos considerar literais as profecias de tempo? Evidentemente, não devemos.”1

“Em segundo lugar, muitos acontecimentos e reinos descritos nas profecias abrangem um período de muitos séculos, o que seria impossível se as profecias de tempo que as descrevem fossem tomadas literalmente. Aplicando o princípio do dia/ano, o tempo se ajusta aos eventos de maneira precisa, o que seria impossível se as profecias de tempo fossem consideradas literalmente.”1

“Por fim, as expressões peculiares usadas para designar esses períodos de tempo sugerem uma interpretação simbólica. Em outras palavras, não são normais as maneiras pelas quais o tempo é expresso nessas profecias (por exemplo, ‘2.300 tardes e manhãs’, em Daniel 8:14), mostrando-nos que os períodos de tempo descritos devem ser tomados simbolicamente e não literalmente.”1

“Se a profecia das 70 semanas (Dn 9:24-27) fosse literal, o período ‘desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe’ (Dn 9:25), seria de 69 semanas, ou seja, um ano e quatro meses. A profecia não teria sentido. Os eventos proféticos ficam claros quando aplicamos o princípio do dia/ano, e as 70 semanas se tornam 490 anos?”1

Segunda-feira, 08 de junho de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O historicismo e as profecias

Lições da Bíblia

“O método fundamental aplicado pelos Adventistas do Sétimo Dia para estudar as profecias chama-se historicismo. É a ideia de que muitas das principais profecias da Bíblia seguem um fluxo linear ininterrupto da História, do passado ao presente, e ao futuro. Esse método é semelhante à maneira pela qual a História é estudada nas escolas. Adotamos esse método porque a própria Bíblia interpreta as profecias dessa maneira.”1

“1. Leia Daniel 2:27-45. Quais aspectos do sonho indicam uma sucessão contínua e ininterrupta de poderes ao longo da História? De que maneira a própria Bíblia nos mostra como interpretar a profecia apocalíptica (relacionada ao tempo do fim)?”1

Daniel 2:27-45 (ARA)2: “27 Respondeu Daniel na presença do rei e disse: O mistério que o rei exige, nem encantadores, nem magos nem astrólogos o podem revelar ao rei; 28 mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios, pois fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser nos últimos dias. O teu sonho e as visões da tua cabeça, quando estavas no teu leito, são estas: 29 Estando tu, ó rei, no teu leito, surgiram-te pensamentos a respeito do que há de ser depois disto. Aquele, pois, que revela mistérios te revelou o que há de ser. 30 E a mim me foi revelado este mistério, não porque haja em mim mais sabedoria do que em todos os viventes, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei, e para que entendesses as cogitações da tua mente. 31 Tu, ó rei, estavas vendo, e eis aqui uma grande estátua; esta, que era imensa e de extraordinário esplendor, estava em pé diante de ti; e a sua aparência era terrível. 32 A cabeça era de fino ouro, o peito e os braços, de prata, o ventre e os quadris, de bronze; 33 as pernas, de ferro, os pés, em parte, de ferro, em parte, de barro. 34 Quando estavas olhando, uma pedra foi cortada sem auxílio de mãos, feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou. 35 Então, foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a palha das eiras no estio, e o vento os levou, e deles não se viram mais vestígios. Mas a pedra que feriu a estátua se tornou em grande montanha, que encheu toda a terra. 36 Este é o sonho; e também a sua interpretação diremos ao rei. 37 Tu, ó rei, rei de reis, a quem o Deus do céu conferiu o reino, o poder, a força e a glória; 38 a cujas mãos foram entregues os filhos dos homens, onde quer que eles habitem, e os animais do campo e as aves do céu, para que dominasses sobre todos eles, tu és a cabeça de ouro. 39 Depois de ti, se levantará outro reino, inferior ao teu; e um terceiro reino, de bronze, o qual terá domínio sobre toda a terra. 40 O quarto reino será forte como ferro; pois o ferro a tudo quebra e esmiúça; como o ferro quebra todas as coisas, assim ele fará em pedaços e esmiuçará. 41 Quanto ao que viste dos pés e dos artelhos, em parte, de barro de oleiro e, em parte, de ferro, será esse um reino dividido; contudo, haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo. 42 Como os artelhos dos pés eram, em parte, de ferro e, em parte, de barro, assim, por uma parte, o reino será forte e, por outra, será frágil. 43 Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão mediante casamento, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro. 44 Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre, 45 como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. O Grande Deus fez saber ao rei o que há de ser futuramente. Certo é o sonho, e fiel, a sua interpretação.”

“Observe que o reino de Nabucodonosor é reconhecido como a cabeça de ouro. Portanto, Daniel identificou Babilônia como o primeiro reino (Dn 2:38). Em seguida, ele disse: “Depois de ti, se levantará outro reino, inferior ao teu; e um terceiro reino” (Dn 2:39) e depois um quarto (Dn 2:40). O fato de que esses reinos tinham uma sequência, um após o outro, sem quaisquer lacunas, também está implícito na própria estátua, pois cada reino é representado em partes de um corpo maior, movendo-se da cabeça aos dedos dos pés. Essas partes estavam conectadas, assim como o tempo e a História estão conectados.”1

“Em Daniel 7 e 8, em vez de uma estátua, são usados símbolos específicos de animais para ensinar sobre os mesmos acontecimentos. Vemos uma sequência ininterrupta de quatro reinos terrestres (três em Daniel 8). Eles começam na Antiguidade e atravessam a História até o presente e o futuro, quando Cristo retornará, e Deus estabelecerá Seu reino eterno.”1

“Portanto, a estátua de Daniel 2 e as sucessivas visões de Daniel 7 e 8 proveram o fundamento para a interpretação historicista protestante das profecias, que os Adventistas do Sétimo Dia ainda defendem.”1

“2. Leia João 14:29. Segundo as palavras de Jesus, como as profecias podem funcionar? Assinale a alternativa correta:”1

João 14:29 (ARA)2: “Disse-vos agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós creiais.”

A.(  ) Como sinais para confirmar nossa fé no Senhor.
B.(  ) Como indicações para calcularmos a data da volta de Cristo.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

“Que enorme vantagem temos hoje, em relação a alguém que viveu no tempo de Babilônia, considerando que grande parte da história já se passou?”1

Domingo, 07 de junho de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A Bíblia e as profecias

Lições da Bíblia

“Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado” (Dn 8:14)

“As profecias bíblicas são essenciais para nossa identidade e missão. Elas apresentam um mecanismo interno e externo para confirmar a exatidão da Palavra de Deus. Jesus disse: ‘Disse-vos agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós creiais’ (Jo 14:29; veja também Jo 13:19). A pergunta crucial é: como podemos interpretar as profecias corretamente a fim de saber quando elas realmente aconteceram?”1

“Durante a Reforma, os reformadores adotaram o método historicista. Esse método é o mesmo que Daniel e João usaram como chave para sua própria interpretação. O método historicista considera as profecias um cumprimento progressivo e contínuo da História, começando no passado e terminando com o reino eterno de Deus.”1

“Nesta semana estudaremos os pilares da interpretação profética historicista. ‘Devemos ver na História o cumprimento da profecia, estudar as operações da Providência nos grandes movimentos reformatórios, e entender o progresso dos acontecimentos ao ver as nações ­mobilizando-se para o combate final do grande conflito’ (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 8, p. 307).”1

Um aperto de mão dado por um cristão pode transformar vidas. Experimente olhar para as pessoas como Cristo olhava!

Sábado, 06 de junho de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 

A Bíblia como História – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Textos de Ellen G. White: Patriarcas e Profetas, p. 643-648 (“Davi e Golias”); Profetas e Reis, p. 331-339 (“Ezequias”) e p. 349-366 (“Libertos da Assíria”); “Métodos de Estudo da Bíblia”, seção 4.k: acesse em http://www.centrowhite.org.br/metodos-de-estudo-da-biblia.

“A Bíblia é a história mais antiga e abrangente que a humanidade possui. Veio diretamente da fonte da verdade eterna, e, ao longo dos séculos, a mão divina tem preservado sua pureza. Ilumina o remoto passado, que a pesquisa humana em vão procura desvendar. Somente na Palavra de Deus contemplamos o poder que lançou os fundamentos da Terra e estendeu os céus. Unicamente ali encontramos um relato autêntico da origem das nações. Apenas ali se apresenta a história de nossa humanidade, não maculada por orgulho e preconceito humanos” (Ellen G. White, Educação, p. 173).1

“Aquele que tem conhecimento de Deus e de Sua Palavra tem consumada fé na origem divina das Santas Escrituras. Ele não testa a Bíblia pelas ideias científicas do homem. Ele traz essas ideias ao teste da norma infalível. Sabe que a Palavra de Deus é verdade, e a verdade jamais pode se contradizer; seja o que for que, nos ensinamentos da chamada ciência, contradiga a verdade da revelação divina, é mera suposição humana. Para o homem verdadeiramente sábio, os conhecimentos científicos abrem vastos campos de pensamento e informações” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 8, p. 325).1

Perguntas para consideração

“1. O que acontece quando evidências arqueológicas são interpretadas de uma forma que contradiga a história bíblica? O que isso revela sobre o fato de que devemos depender da Palavra de Deus e confiar nela, independentemente das alegações da arqueologia ou de qualquer outra ciência humana?”1

“2. Pense nas profecias bíblicas cumpridas no passado. Por exemplo, a maioria dos reinos de Daniel 2 e 7. Como podemos aprender com essas profecias, que foram cumpridas na História, e confiar no Senhor acerca das profecias que ainda não se cumpriram?”1

Sexta-feira, 05 de junho de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 

Fé e História

Lições da Bíblia

“Não vivemos isolados. Nossas escolhas influenciam não apenas a nós mesmos, mas a outros também. Da mesma forma, muitas pessoas do antigo povo de Deus impactaram grandemente o futuro de outras. Em Hebreus 11, o famoso capítulo da fé, vemos um resumo da influência de muitos desses antigos heróis da fé.”1

“5. Leia Hebreus 11:1-40. Quais lições podemos aprender com a vida desses heróis antigos?”1

Enoque: Hebreus 11:5 (ARA)2: “Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o trasladara. Pois, antes da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus.”

Noé: Hebreus 11:7 (ARA)2: “Pela fé, Noé, divinamente instruído acerca de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa; pela qual condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé.”

Abraão: Hebreus 11:8-10 (ARA)2: “8 Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia. 9 Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa; 10 porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador.”

Sara: Hebreus 11:11 (ARA)2: “Pela fé, também, a própria Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade, pois teve por fiel aquele que lhe havia feito a promessa.”

José: Hebreus 11:22 (ARA)2: “Pela fé, José, próximo do seu fim, fez menção do êxodo dos filhos de Israel, bem como deu ordens quanto aos seus próprios ossos.”

Moisés: Hebreus 11:24-29 (ARA)2: 24 Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, 25 preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; 26 porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão. 27 Pela fé, ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível. 28 Pela fé, celebrou a Páscoa e o derramamento do sangue, para que o exterminador não tocasse nos primogênitos dos israelitas. 29 Pela fé, atravessaram o mar Vermelho como por terra seca; tentando-o os egípcios, foram tragados de todo.”

Raabe: Hebreus 11:31 (ARA)2: “Pela fé, Raabe, a meretriz, não foi destruída com os desobedientes, porque acolheu com paz aos espias.”

Sansão: Hebreus 11:32-34 (ARA)2: “32 E que mais direi? Certamente, me faltará o tempo necessário para referir o que há a respeito de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas, 33 os quais, por meio da fé, subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões, 34 extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos em guerra, puseram em fuga exércitos de estrangeiros.”

“Fé não é simplesmente uma crença em algo ou alguém; é agir em resposta a essa crença. É uma fé que atua; e isso é considerado como justiça. Esses atos de fé mudam a História. Cada um deles depende da confiança na Palavra de Deus.”1

“Noé agiu com fé quando construiu a arca, confiando na Palavra de Deus acima da experiência e da razão. Em virtude de nunca ter chovido, a experiência e a razão sugeriam que um dilúvio não tinha absolutamente nenhum sentido. Mas Noé obedeceu a Deus, e a humanidade sobreviveu. Abraão, então chamado Abrão, deixou Ur no sul da Mesopotâmia, a cidade mais sofisticada do mundo naquela época, e saiu, sem saber aonde Deus o levaria. Mas ele escolheu agir de acordo com a Palavra do Senhor. Moisés escolheu tornar-se um pastor levando o povo de Deus à Terra Prometida, em vez de se tornar o rei do Egito, o maior império do seu tempo. Ele confiou na voz do Todo-Poderoso chamando-o da sarça ardente. Raabe decidiu confiar nos relatos da libertação promovida por Deus. Ela protegeu os dois espias e se tornou parte da linhagem de Jesus. Sabemos tão pouco sobre como nossas decisões afetarão a vida de inúmeras pessoas nesta geração e nas que estão por vir!”1

“Quais decisões cruciais estão diante de você? Como você faz escolhas? Por quê?”1

Quarta-feira, 04 de junho de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O Jesus histórico

Lições da Bíblia

“4. Leia Mateus 26:57-67; João 11:45-53; 18:29-31. Quem foi Caifás e qual foi seu papel na morte de Cristo? Quem foi Pôncio Pilatos? Qual foi a importância da sua decisão para que o Sinédrio realizasse seus objetivos?”1

Mateus 26:57-67 (ARA)2: “57 E os que prenderam Jesus o levaram à casa de Caifás, o sumo sacerdote, onde se haviam reunido os escribas e os anciãos. 58 Mas Pedro o seguia de longe até ao pátio do sumo sacerdote e, tendo entrado, assentou-se entre os serventuários, para ver o fim. 59 Ora, os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte. 60 E não acharam, apesar de se terem apresentado muitas testemunhas falsas. Mas, afinal, compareceram duas, afirmando: 61 Este disse: Posso destruir o santuário de Deus e reedificá-lo em três dias. 62 E, levantando-se o sumo sacerdote, perguntou a Jesus: Nada respondes ao que estes depõem contra ti? 63 Jesus, porém, guardou silêncio. E o sumo sacerdote lhe disse: Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. 64 Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste; entretanto, eu vos declaro que, desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu. 65 Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou! Que necessidade mais temos de testemunhas? Eis que ouvistes agora a blasfêmia! 66 Que vos parece? Responderam eles: É réu de morte. 67 Então, uns cuspiram-lhe no rosto e lhe davam murros, e outros o esbofeteavam, dizendo:”

João 11:45-53 (ARA)2: “45 Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo visitar Maria, vendo o que fizera Jesus, creram nele. 46 Outros, porém, foram ter com os fariseus e lhes contaram dos feitos que Jesus realizara. 47 Então, os principais sacerdotes e os fariseus convocaram o Sinédrio; e disseram: Que estamos fazendo, uma vez que este homem opera muitos sinais? 48 Se o deixarmos assim, todos crerão nele; depois, virão os romanos e tomarão não só o nosso lugar, mas a própria nação. 49 Caifás, porém, um dentre eles, sumo sacerdote naquele ano, advertiu-os, dizendo: Vós nada sabeis, 50 nem considerais que vos convém que morra um só homem pelo povo e que não venha a perecer toda a nação. 51 Ora, ele não disse isto de si mesmo; mas, sendo sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus estava para morrer pela nação 52 e não somente pela nação, mas também para reunir em um só corpo os filhos de Deus, que andam dispersos. 53 Desde aquele dia, resolveram matá-lo.”

João 18:29-31 (ARA)2: “29 Então, Pilatos saiu para lhes falar e lhes disse: Que acusação trazeis contra este homem? 30 Responderam-lhe: Se este não fosse malfeitor, não to entregaríamos. 31 Replicou-lhes, pois, Pilatos: Tomai-o vós outros e julgai-o segundo a vossa lei. Responderam-lhe os judeus: A nós não nos é lícito matar ninguém;”

“Caifás foi um sumo sacerdote e instigou uma conspiração para buscar a morte de Jesus. Sua existência foi registrada também por Josefo, o historiador judeu que escreveu em nome dos romanos. ‘Além disso, ele também privou José, que também era chamado Caifás, do sumo sacerdócio e nomeou Jônatas, filho de Ananus, sumo sacerdote, para sucedê-lo’ (Josephus Complete Works; Grand Rapids, MI: Kregel Publications, 1969, livro 18, capítulo 4, p. 381).”1

“Em 1990, uma tumba familiar foi descoberta ao sul de Jerusalém, contendo doze ossuários, ou caixas de ossos. As moedas e a cerâmica da tumba datam de meados do primeiro século d.C. O ossuário mais ornamentado, com vários conjuntos de ossos, contém o nome ‘José, filho de Caifás’. Muitos estudiosos acreditam que essa tenha sido a tumba e caixa de ossos de Caifás, o sumo sacerdote tão diretamente envolvido na morte de Jesus.”1

“Em 1961, uma inscrição com o nome de Pôncio Pilatos, governador da Judeia sob o imperador Tibério César, foi encontrada em uma pedra no teatro de Cesareia Marítima.”1

“Assim, em ambos os casos, algumas das principais figuras que envolvem a morte de Cristo foram confirmadas pela História.”1

“Historiadores seculares dos dois primeiros séculos também falam sobre Jesus de Nazaré. Tácito, historiador romano, escreveu sobre Cristo, Sua execução por Pôncio Pilatos no reinado de Tibério César e acerca dos primeiros cristãos em Roma. Plínio, o Jovem, governador romano, escreveu em 112–113 d.C. ao imperador Trajano, perguntando como deveria tratar os cristãos. Ele os descreveu dizendo que se reuniam em determinado dia antes do alvorecer, cantando hinos como se fosse para um deus.”1

“Essas descobertas arqueológicas e fontes históricas apresentam uma base adicional, extra-bíblica para a existência de Jesus, que foi adorado nos primeiros 50 anos após Sua morte. Os próprios evangelhos são as fontes primárias sobre Jesus, e devemos estudá-los cuidadosamente para aprender mais sobre Cristo e Sua vida.”1

“Embora seja sempre bom ter evidências arqueológicas que apoiem nossa fé, por que nossa fé não deve depender dessas provas, por mais úteis que elas possam ser?”1

Quarta-feira, 03 de junho de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Daniel, Nabucodonosor e Babilônia

Lições da Bíblia

“Em julho de 2007, um estudioso da Universidade de Viena estava trabalhando em um projeto no Museu Britânico quando encontrou um tablete da época de Nabucodonosor, rei de Babilônia. No tablete, ele encontrou o nome ‘Sarsequim’ [Nebo-Sarsequim, NVI], o nome de um oficial babilônico mencionado em Jeremias 39:3. Sarsequim foi um dos muitos indivíduos, tanto reis como oficiais, que (graças à arqueologia) foram redescobertos da época de Daniel e Nabucodonosor.”1

“3. Leia Daniel 1 e 5. Como as primeiras decisões de Daniel correspondem às ações de Deus em usá-lo como Seu servo e profeta para influenciar milhões de pessoas ao longo da História?”1

Daniel 1 (ARA)2: “1 No ano terceiro do reinado de Jeoaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei da Babilônia, a Jerusalém e a sitiou. 2 O Senhor lhe entregou nas mãos a Jeoaquim, rei de Judá, e alguns dos utensílios da Casa de Deus; a estes, levou-os para a terra de Sinar, para a casa do seu deus, e os pôs na casa do tesouro do seu deus. 3 Disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, tanto da linhagem real como dos nobres, 4 jovens sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência, versados no conhecimento e que fossem competentes para assistirem no palácio do rei e lhes ensinasse a cultura e a língua dos caldeus. 5 Determinou-lhes o rei a ração diária, das finas iguarias da mesa real e do vinho que ele bebia, e que assim fossem mantidos por três anos, ao cabo dos quais assistiriam diante do rei. 6 Entre eles, se achavam, dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Azarias. 7 O chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: a Daniel, o de Beltessazar; a Hananias, o de Sadraque; a Misael, o de Mesaque; e a Azarias, o de Abede-Nego. 8 Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se. 9 Ora, Deus concedeu a Daniel misericórdia e compreensão da parte do chefe dos eunucos. 10 Disse o chefe dos eunucos a Daniel: Tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e a vossa bebida; por que, pois, veria ele o vosso rosto mais abatido do que o dos outros jovens da vossa idade? Assim, poríeis em perigo a minha cabeça para com o rei. 11 Então, disse Daniel ao cozinheiro-chefe, a quem o chefe dos eunucos havia encarregado de cuidar de Daniel, Hananias, Misael e Azarias: 12 Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias; e que se nos deem legumes a comer e água a beber. 13 Então, se veja diante de ti a nossa aparência e a dos jovens que comem das finas iguarias do rei; e, segundo vires, age com os teus servos. 14 Ele atendeu e os experimentou dez dias. 15 No fim dos dez dias, a sua aparência era melhor; estavam eles mais robustos do que todos os jovens que comiam das finas iguarias do rei. 16 Com isto, o cozinheiro-chefe tirou deles as finas iguarias e o vinho que deviam beber e lhes dava legumes. 17 Ora, a estes quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria; mas a Daniel deu inteligência de todas as visões e sonhos. 18 Vencido o tempo determinado pelo rei para que os trouxessem, o chefe dos eunucos os trouxe à presença de Nabucodonosor. 19 Então, o rei falou com eles; e, entre todos, não foram achados outros como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; por isso, passaram a assistir diante do rei. 20 Em toda matéria de sabedoria e de inteligência sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino. 21 Daniel continuou até ao primeiro ano do rei Ciro.”

Daniel 5 (ARA)2: “1 O rei Belsazar deu um grande banquete a mil dos seus grandes e bebeu vinho na presença dos mil. 2 Enquanto Belsazar bebia e apreciava o vinho, mandou trazer os utensílios de ouro e de prata que Nabucodonosor, seu pai, tirara do templo, que estava em Jerusalém, para que neles bebessem o rei e os seus grandes, as suas mulheres e concubinas. 3 Então, trouxeram os utensílios de ouro, que foram tirados do templo da Casa de Deus que estava em Jerusalém, e beberam neles o rei, os seus grandes e as suas mulheres e concubinas. 4 Beberam o vinho e deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra. 5 No mesmo instante, apareceram uns dedos de mão de homem e escreviam, defronte do candeeiro, na caiadura da parede do palácio real; e o rei via os dedos que estavam escrevendo. 6 Então, se mudou o semblante do rei, e os seus pensamentos o turbaram; as juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos batiam um no outro. 7 O rei ordenou, em voz alta, que se introduzissem os encantadores, os caldeus e os feiticeiros; falou o rei e disse aos sábios da Babilônia: Qualquer que ler esta escritura e me declarar a sua interpretação será vestido de púrpura, trará uma cadeia de ouro ao pescoço e será o terceiro no meu reino. 8 Então, entraram todos os sábios do rei; mas não puderam ler a escritura, nem fazer saber ao rei a sua interpretação. 9 Com isto, se perturbou muito o rei Belsazar, e mudou-se-lhe o semblante; e os seus grandes estavam sobressaltados. 10 A rainha-mãe, por causa do que havia acontecido ao rei e aos seus grandes, entrou na casa do banquete e disse: Ó rei, vive eternamente! Não te turbem os teus pensamentos, nem se mude o teu semblante. 11 Há no teu reino um homem que tem o espírito dos deuses santos; nos dias de teu pai, se achou nele luz, e inteligência, e sabedoria como a sabedoria dos deuses; teu pai, o rei Nabucodonosor, sim, teu pai, ó rei, o constituiu chefe dos magos, dos encantadores, dos caldeus e dos feiticeiros, 12 porquanto espírito excelente, conhecimento e inteligência, interpretação de sonhos, declaração de enigmas e solução de casos difíceis se acharam neste Daniel, a quem o rei pusera o nome de Beltessazar; chame-se, pois, a Daniel, e ele dará a interpretação. 13 Então, Daniel foi introduzido à presença do rei. Falou o rei e disse a Daniel: És tu aquele Daniel, dos cativos de Judá, que o rei, meu pai, trouxe de Judá? 14 Tenho ouvido dizer a teu respeito que o espírito dos deuses está em ti, e que em ti se acham luz, inteligência e excelente sabedoria. 15 Acabam de ser introduzidos à minha presença os sábios e os encantadores, para lerem esta escritura e me fazerem saber a sua interpretação; mas não puderam dar a interpretação destas palavras. 16 Eu, porém, tenho ouvido dizer de ti que podes dar interpretações e solucionar casos difíceis; agora, se puderes ler esta escritura e fazer-me saber a sua interpretação, serás vestido de púrpura, terás cadeia de ouro ao pescoço e serás o terceiro no meu reino. 17 Então, respondeu Daniel e disse na presença do rei: Os teus presentes fiquem contigo, e dá os teus prêmios a outrem; todavia, lerei ao rei a escritura e lhe farei saber a interpretação. 18 Ó rei! Deus, o Altíssimo, deu a Nabucodonosor, teu pai, o reino e grandeza, glória e majestade. 19 Por causa da grandeza que lhe deu, povos, nações e homens de todas as línguas tremiam e temiam diante dele; matava a quem queria e a quem queria deixava com vida; a quem queria exaltava e a quem queria abatia. 20 Quando, porém, o seu coração se elevou, e o seu espírito se tornou soberbo e arrogante, foi derribado do seu trono real, e passou dele a sua glória. 21 Foi expulso dentre os filhos dos homens, o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; deram-lhe a comer erva como aos bois, e do orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre o reino dos homens e a quem quer constitui sobre ele. 22 Tu, Belsazar, que és seu filho, não humilhaste o teu coração, ainda que sabias tudo isto. 23 E te levantaste contra o Senhor do céu, pois foram trazidos os utensílios da casa dele perante ti, e tu, e os teus grandes, e as tuas mulheres, e as tuas concubinas bebestes vinho neles; além disso, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra, que não veem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus, em cuja mão está a tua vida e todos os teus caminhos, a ele não glorificaste. 24 Então, da parte dele foi enviada aquela mão que traçou esta escritura. 25 Esta, pois, é a escritura que se traçou: Mene, Mene, Tequel e Parsim. 26 Esta é a interpretação daquilo: Mene: Contou Deus o teu reino e deu cabo dele. 27 Tequel: Pesado foste na balança e achado em falta. 28 Peres: Dividido foi o teu reino e dado aos medos e aos persas. 29 Então, mandou Belsazar que vestissem Daniel de púrpura, e lhe pusessem cadeia de ouro ao pescoço, e proclamassem que passaria a ser o terceiro no governo do seu reino. 30 Naquela mesma noite, foi morto Belsazar, rei dos caldeus. 31 E Dario, o medo, com cerca de sessenta e dois anos, se apoderou do reino.”

“Daniel resolveu firmemente (Dn 1:8) permanecer fiel a Deus em relação à sua alimentação e às suas orações. Esses bons hábitos, formados no início de sua experiência, tornaram-se o padrão que lhe daria força para sua longa vida. O resultado foi um pensamento claro, sabedoria e entendimento que vinham do Céu. Isso foi reconhecido por Nabucodonosor e Belsazar, de modo que Daniel foi elevado às posições mais altas do reino. Contudo, talvez mais importante, seu testemunho resultou na conversão do próprio rei Nabucodonosor (Dn 4:34-37).”

“O rei era filho de Nabopolassar. Juntos, eles construíram uma cidade gloriosa, insuperável no mundo antigo (Dn 4:30). A cidade de Babilônia era enorme, com mais de 300 templos, um palácio espetacular e cercada por enormes muros duplos com cerca de 4 e 7 metros de espessura. Os muros eram intercalados por oito portões principais, todos nomeados em homenagem às principais divindades babilônicas. O mais famoso é o portão de Ishtar, escavado pelos alemães e reconstruído no Museu de Pérgamo, em Berlim.”1

“Em Daniel 7:4, Babilônia é descrita como um leão com asas de águia. O caminho de procissão que conduz ao portão de Ishtar é revestido com imagens de 120 leões. Uma imagem de um enorme leão lançando-se sobre um homem também foi encontrada durante escavações e permanece até hoje fora da cidade. Todas essas imagens testemunham do leão como símbolo apropriado para Babilônia, a Grande. A história bíblica e sua mensagem profética são confirmadas.”1

“Daniel 1:8 declara que o profeta resolveu firmemente. O que isso significa? Quais coisas você precisa decidir energicamente fazer ou deixar de fazer?”1

Terça-feira, 02 de junho de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.