Jesus, nosso Irmão fiel – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Jesus disse: “Eis aqui estou Eu e os filhos que Deus Me deu” (Hb 2:13). Patrick Gray sugere que Jesus é descrito como guardião de Seus irmãos. O sistema romano de tutela impuberum determinava que, com a morte do pai, “um tutor, muitas vezes um irmão mais velho, tornava-se responsável pelo cuidado dos filhos menores e de sua herança até que atingissem a maioridade, aumentando assim o dever natural do irmão mais velho de assumir o cuidado de seus irmãos mais novos” (Godly Fear: The Epistle to the Hebrews and Greco-Roman Critiques of Superstition [Atlanta: Society of Biblical Literature, 2003], p. 126). Por isso, Hebreus se refere a nós como irmãos de Jesus e como Seus filhos. Sendo Irmão mais velho, Jesus é nosso Tutor, Guardião e Protetor.

“Cristo veio à Terra, tomando sobre Si a humanidade e constituindo-Se Representante do homem, para mostrar, no conflito com Satanás, que o homem, tal como Deus o criou, unido ao Pai e ao Filho, poderia obedecer a todo reclamo divino” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 253).

“Em Sua vida e ensinos, Cristo deu um perfeito exemplo do abnegado ministério que tem sua origem em Deus. Ele não vive para Si. Criando o mundo, mantendo todas as coisas, Ele está constantemente ministrando em benefício de outros. ‘Faz o Seu Sol nascer sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos’ (Mt 5:45). Esse ideal de ministério Deus confiou a Seu Filho. A Jesus foi dado pôr-Se como Cabeça da humanidade, para que por Seu exemplo pudesse ensinar o que significa servir” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 649).

Perguntas para consideração

1. Jesus Se tornou nosso Irmão para nos salvar. Virar as costas para isso seria trágico?

2. É importante para nós que Jesus não tenha nascido na escravidão do pecado (Rm 7:14)? Foi importante para os israelitas que Moisés não fosse escravo como eles? A história de Moisés nos ajuda a entender o que Jesus fez por nós?

3. Ainda que o sofrimento resulte em algum bem, ele, em si, é algo bom?

Sexta-feira, 21 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 

O Irmão como modelo

Lições da Bíblia1

Outra razão pela qual Jesus adotou nossa natureza humana e viveu entre nós foi para que pudesse ser nosso exemplo, o único que poderia ser um modelo da maneira certa de viver diante de Deus.

7. Leia Hebreus 12:1-4. Segundo o apóstolo, como devemos correr a corrida espiritual da vida cristã?

Hebreus 12:1-4 (ARA)2: “1 Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, 2 olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. 3 Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma. 4 Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue”

Nessa passagem, Jesus é a culminância de uma longa lista de personagens de exemplos de fé. O texto chama Jesus de “Autor e Consumador da fé”. A palavra grega archegos (“fundador”) também pode ser traduzida como “pioneiro”. Jesus é o Pioneiro da corrida no sentido de que corre à frente dos crentes. Hebreus 6:20 chama Jesus de nosso “Precursor”. A palavra “Autor” dá a ideia de que Ele demonstrou fé em Deus da maneira mais pura possível. Essa passagem ensina que Jesus é o primeiro a ter corrido nossa corrida com sucesso e que aperfeiçoou a arte de viver pela fé.

Hebreus 2:13 diz: “Eu porei Nele a Minha confiança.” E ainda: “Eis aqui estou Eu e os filhos que Deus Me deu.” Essa referência é uma alusão a Isaías 8:17, 18.

Isaías disse essas palavras em face de uma terrível ameaça de invasão por parte do reino do Norte de Israel e da Síria (Is 7:1, 2). Sua fé contrastava com a falta de fé de Acaz, o rei (2Rs 16:5-18). Deus exortou Acaz a confiar Nele e a pedir um sinal de que o livraria (Is 7:1-11). Deus já havia prometido que protegeria Acaz como Seu próprio filho, e graciosamente ofereceu-lhe um sinal para confirmar essa promessa. O rei, no entanto, recusou-se a pedir um sinal e, em vez disso, enviou mensageiros a Tiglate-Pileser, rei da Assíria, dizendo: “Eu sou seu servo e seu filho” (2Rs 16:7). Que triste! Acaz preferiu ser “filho” de Tiglate-Pileser a ser filho de Deus.

Jesus, entretanto, confiou em Deus e em Sua promessa de que Ele colocaria Seus inimigos sob Seus pés (Hb 1:13; 10:12, 13). Deus fez a mesma promessa a nós, e precisamos crer Nele, assim como Jesus fez (Rm 16:20).

Como podemos confiar em Deus, fazendo escolhas que refletem essa confiança? Qual é a próxima escolha importante que você precisa fazer e como pode ter certeza de que ela revela confiança em Deus?

Quinta-feira, 20 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Aperfeiçoado por meio de sofrimentos

Lições da Bíblia1

6. Leia Hebreus 2:10, 17, 18 e 5:8, 9. Qual era a função do sofrimento na vida de Jesus?

Hebreus 2:10, 17, 18 (ARA)2: 10 Porque convinha que aquele, por cuja causa e por quem todas as coisas existem, conduzindo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse, por meio de sofrimentos, o Autor da salvação deles. […] 17 Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo. 18 Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados.”

Hebreus 5:8, 9 (ARA)2: “8 embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu 9 e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem,”

O apóstolo diz que Deus aperfeiçoou Jesus “por meio de sofrimentos”. Essa expressão é surpreendente. O autor disse que Jesus é “o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do Seu Ser” (Hb 1:3) e que Ele é santo, inculpável, sem mácula (Hb 4:15; 7:26-28; 9:14; 10:5-10). Isso significa que Jesus não teve que superar nenhum tipo de imperfeição moral ou ética.

No entanto, Hebreus diz que Jesus passou por um processo de “aperfeiçoamento” que Lhe deu os meios para nos salvar. Ele foi aperfeiçoado para ser nosso Salvador.

1. Jesus foi “aperfeiçoado” pelos sofrimentos para Se tornar o Capitão da nossa salvação (Hb 2:10). Teve que morrer na cruz como um sacrifício a fim de que o Pai pudesse ter os meios legais para nos salvar; foi a oferta de sacrifício perfeita, a única. Como Deus, Ele pode nos julgar; mas, por Seu sacrifício, também pode nos salvar.

2. O Filho aprendeu obediência por meio de sofrimentos (Hb 5:8). A obediência era necessária para duas coisas: tornar Seu sacrifício aceitável (Hb 9:14; 10:5-10) e torná-Lo nosso exemplo (Hb 5:9). Jesus aprendeu a obediência porque nunca a tinha experimentado. Como Deus, a quem Ele teria que obedecer? Como o Filho eterno e Um com Deus, Ele foi honrado como Governante do Universo. Portanto, Jesus não passou da desobediência à obediência, mas da soberania e domínio à submissão e obediência. O exaltado Filho de Deus tornou-Se o obediente Filho do Homem.

3. Os sofrimentos revelaram Jesus como Sumo Sacerdote misericordioso e fiel (Hb 2:17, 18). Os sofrimentos não O tornaram mais misericordioso, mas foi por Sua misericórdia que Ele Se ofereceu para morrer na cruz para nos salvar (Hb 10:5-10; compare com Rm 5:7, 8). Foi por meio dos sofrimentos que a realidade do amor fraterno de Jesus foi verdadeiramente expressa e revelada.

Se o Jesus sem pecado sofreu, nós, como pecadores, certamente sofreremos também. Como aprender a suportar as tragédias da vida e, ao mesmo tempo, obter esperança e certeza do Senhor, que nos revelou Seu amor de tantas maneiras?

Quarta-feira, 19 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Carne e sangue como nós

Lições da Bíblia1

Hebreus diz que Jesus adotou a natureza humana para que pudesse nos representar e morrer por nós (Hb 2:9, 14-16; 10:5-10). Eis o fundamento do plano da salvação e nossa única esperança de vida eterna.

5. Leia Mateus 16:17; Gálatas 1:16; 1 Coríntios 15:50 e Efésios 6:12. A que debilidades da natureza humana essas passagens relacionam a expressão “carne e sangue”?

Mateus 16:17 (ARA)2: “Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.”

Gálatas 1:16 (ARA)2: “revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, sem detença, não consultei carne e sangue,”

1 Coríntios 15:50 (ARA)2: “Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.”

Efésios 6:12 (ARA)2: “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.”

A expressão “carne e sangue” enfatiza a fragilidade humana (Ef 6:12), falta de compreensão (Mt 16:17; Gl 1:16) e sujeição à morte (1Co 15:50). Jesus foi feito como Seus irmãos “em todas as coisas” (Hb 2:17), o que significa que Ele Se tornou humano. Jesus não apenas “parecia” humano, mas era verdadeiramente um de nós.

No entanto, a carta também diz que o Senhor era diferente de nós em relação ao pecado. Primeiro, Ele não cometeu nenhum pecado (Hb 4:15). Segundo, tinha uma natureza humana, mas era “santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores” (Hb 7:26). Temos tendências malignas, a escravidão ao pecado está arraigada em nossa natureza. Somos carnais, vendidos à escravidão do pecado (Rm 7:14-20). O orgulho e outras motivações pecaminosas poluem até mesmo nossas boas ações. Contudo, a natureza de Jesus não foi prejudicada pelo pecado. Se Ele tivesse sido “carnal, vendido à escravidão do pecado”, como nós, também teria precisado de um Salvador. Em vez disso, veio como Salvador e Se ofereceu como sacrifício “sem mácula” a Deus por nós (Hb 7:26-28; 9:14).

Jesus destruiu o poder do diabo morrendo como a oferta imaculada pelos pecados, tornando possível o perdão e a reconciliação com Deus (Hb 2:14-17). Jesus também destruiu o domínio do pecado ao nos dar o poder para ter vida justa pelo cumprimento da promessa da nova aliança de escrever a lei em nosso coração (Hb 8:10). Ele derrotou o inimigo e nos libertou para que servíssemos “ao Deus vivo” (Hb 9:14). A destruição de Satanás, entretanto, acontecerá no juízo final (Ap 20:1-3, 10).

Se temos a promessa da vitória em Cristo, por que lutamos contra o pecado? Onde temos errado e como podemos viver segundo a alta vocação que temos Nele?

Terça-feira, 18 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Não Se envergonha de chamá-los de irmãos

Lições da Bíblia1

Hebreus diz que Jesus não Se envergonhava de nos chamar de irmãos (Hb 2:11). Apesar de ser um com Deus, nos abraçou como parte de Sua família. Essa solidariedade contrasta com a vergonha pública que os leitores de Hebreus sofreram em suas comunidades (Hb 10:33).

3. Leia Hebreus 11:24-26. De que forma as decisões de Moisés exemplificam o que Jesus fez por nós?

Hebreus 11:24-26 (ARA)2: “24 Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, 25 preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; 26 porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão.”

Você já imaginou o que significava para Moisés ser chamado de “filho da filha de Faraó”? Ele foi uma figura importante no império mais poderoso da época, recebeu o mais alto treinamento civil e militar e se tornou notável. Estevão disse que Moisés era “poderoso em palavras e obras” (At 7:22). Ele havia se tornado “favorito dos exércitos do Egito” e o faraó “tinha resolvido fazer de seu neto adotivo seu sucessor no trono” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 245). Moisés abandonou esse privilégio ao escolher se identificar com os israelitas, escravos sem instrução e sem poder.

Leia Mateus 10:32, 33; 2 Timóteo 1:8, 12 e Hebreus 13:12-15. O que Deus nos pede?

Mateus 10:32, 33 (ARA)2: “32 Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; 33 mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus.”

2 Timóteo 1:8, 12 (ARA)2: 8 Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem do seu encarcerado, que sou eu; pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus, […] 12 e, por isso, estou sofrendo estas coisas; todavia, não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia.”

Hebreus 13:12-15 (ARA)2: “12 Por isso, foi que também Jesus, para santificar o povo, pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta. 13 Saiamos, pois, a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério. 14 Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir. 15 Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.”

Depois de sofrer perseguição e rejeição, muitos dos hebreus começaram a se sentir envergonhados de Jesus. Por suas ações, alguns correram o risco de expor Jesus “à zombaria”, em vez de honrá-Lo (Hb 6:6). Assim, Paulo constantemente chamou os leitores a conservar firme a confissão de sua fé (Hb 4:14; 10:23).

Deus quer que reconheçamos Jesus como Deus e nosso Irmão. Como Redentor, Ele pagou nossa dívida; como nosso Irmão, foi enviado pelo Pai para mostrar o caminho para sermos “conformes à imagem de Seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8:29).

Jesus decidiu nos abraçar como “irmãos”. Por que isso foi muito mais significativo do que as ações de Moisés, e o que nos diz sobre o amor de Deus por nós?

Segunda-feira, 17 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
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O Irmão como Redentor

Lições da Bíblia1

1. Leia Levítico 25:25-27, 47-49. Quem poderia resgatar alguém que tivesse perdido a propriedade ou a liberdade devido ao empobrecimento?

Levítico 25:25-27, 47-49 (ARA)2: “25 Se teu irmão empobrecer e vender alguma parte das suas possessões, então, virá o seu resgatador, seu parente, e resgatará o que seu irmão vendeu. 26 Se alguém não tiver resgatador, porém vier a tornar-se próspero e achar o bastante com que a remir, 27 então, contará os anos desde a sua venda, e o que ficar restituirá ao homem a quem vendeu, e tornará à sua possessão. […] 47 Quando o estrangeiro ou peregrino que está contigo se tornar rico, e teu irmão junto dele empobrecer e vender-se ao estrangeiro, ou peregrino que está contigo, ou a alguém da família do estrangeiro, 48 depois de haver-se vendido, haverá ainda resgate para ele; um de seus irmãos poderá resgatá-lo: 49 seu tio ou primo o resgatará; ou um dos seus, parente da sua família, o resgatará; ou, se lograr meios, se resgatará a si mesmo.”

A lei de Moisés estipulava que, se alguém viesse a empobrecer a ponto de ter que vender a propriedade, ou a si mesmo, para sobreviver, ele receberia a propriedade ou a liberdade de volta no ano do jubileu, o quinquagésimo ano, o “grande” ano sabático em que dívidas eram perdoadas, propriedades reclamadas e liberdade proclamada.

Porém, como cinquenta anos era muito tempo, a lei de Moisés também estipulava que o parente mais próximo poderia pagar a parte que ainda era devida e, assim, resgatar seu parente muito antes.

O parente mais próximo era também quem garantia que a justiça fosse feita em caso de homicídio. Ele era o vingador do sangue que perseguiria o assassino de seu parente próximo e o puniria (Nm 35:9-15).

2. Leia Hebreus 2:14-16. Como Jesus e nós somos descritos nessa passagem?

Hebreus 2:14-16 (ARA)2: “14 Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, 15 e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida. 16 Pois ele, evidentemente, não socorre anjos, mas socorre a descendência de Abraão.”

A passagem nos descreve como escravos do diabo e Jesus como nosso Redentor. Quando Adão pecou, os seres humanos caíram sob o poder de Satanás. Como resultado, não temos por nós mesmos poder para resistir ao pecado (Rm 7:14-24). E, ainda pior, havia uma pena de morte exigida pela transgressão, a qual não poderíamos pagar (Rm 6:23). Portanto, a situação do ser humano seria aparentemente desesperadora.

Contudo, Jesus adotou nossa natureza humana e Se tornou carne e sangue como nós. Tornou-Se nosso Parente mais próximo e nos redimiu; não teve vergonha de nos chamar de “irmãos” (Hb 2:11).

Paradoxalmente, ao tomar nossa natureza e nos redimir, Jesus revelou Sua natureza divina. No AT, o Redentor de Israel, seu Parente mais próximo, é Yahweh (Sl 19:14; Is 41:14; 43:14; 44:22; Jr 31:11; Os 13:14).

Domingo, 16 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Jesus, nosso Irmão fiel

Lições da Bíblia1

“Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, também Jesus, igualmente, participou dessas coisas, para que, por Sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo” (Hb 2:14).

Os capítulos iniciais de Hebreus falam de Jesus como o Filho de Deus, o Governante sobre os anjos, “o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do Seu Ser” (Hb 1:3). Jesus é o Filho do Homem, pouco menor do que os anjos, que adotou a natureza humana com toda a sua fragilidade, até a morte (Hb 2:7).

Deus diz sobre Jesus: “Você é Meu Filho” (Hb 1:5). Jesus Se referiu aos filhos humanos como Seus “irmãos” (Hb 2:12). O Pai declarou a soberania divina do Filho (Hb 1:8-12). O Filho afirmou Sua fidelidade ao Pai (Hb 2:13, primeira parte). Em Hebreus 1, Jesus é o divino Senhor, Criador, Sustentador e Soberano.

Em Hebreus 2, Ele é o Sumo Sacerdote humano, misericordioso e fiel. Em resumo, Sua descrição como Irmão fiel e misericordioso é retratada na descrição do Filho como a manifestação suprema do Deus Criador Eterno (Hb 1:1-4).

Sábado, 15 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 

O Filho prometido – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

A vinda de Jesus à Terra cumpriu várias funções. Em primeiro lugar, como divino Filho de Deus, Jesus veio para nos revelar o Pai. Por meio de Suas ações e palavras, nos mostrou como o Pai realmente é e por que podemos confiar Nele e obedecer-Lhe.

Jesus também veio como o Filho prometido de Davi, Abraão e Adão, por meio de quem Deus prometeu que derrotaria o inimigo e governaria o mundo. Assim, Jesus veio para tomar o lugar de Adão à frente da humanidade e cumprir o propósito original do Criador (Gn 1:26-28; Sl 8:3-8). Jesus veio para ser o Governante justo que Deus sempre quis que este mundo tivesse.

“As palavras dirigidas a Jesus no Jordão – ‘Este é o Meu Filho amado, em quem Me comprazo’ (Mt 3:17) – abrangem a humanidade. Deus falou a Jesus como nosso Representante. Com todos os nossos pecados e fraquezas, não somos rejeitados como indignos. Deus ‘nos fez agradáveis a Si no Amado’ (Ef 1:6, ARC). A glória que veio sobre Cristo é uma garantia do amor de Deus para conosco. […] A luz que irradiou dos portais abertos sobre a cabeça de nosso Salvador brilhará sobre nós ao pedirmos auxílio para resistir à tentação. A voz que falou a Cristo diz a todo aquele que crê: ‘Este é o Meu filho amado, em quem Me comprazo’” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 113).

Perguntas para consideração

1. Compreender as palavras e ações de Jesus nos ajuda a entender melhor a Deus, o Pai. Na prática, como isso enriquece seu relacionamento com o Pai?

2. A maneira pela qual Deus falou com Jesus e O tratou é a mesma com que Ele deseja falar conosco e nos tratar. O que isso nos diz sobre como devemos tratar os outros?

3. Pense na importância da divindade eterna de Cristo. O que perdemos se cremos que Jesus foi apenas uma criatura que foi crucificada? Contraste esse pensamento com a realidade de que Cristo é o Deus eterno que foi voluntariamente para a cruz. Qual é a diferença?

4. Dar glória a Deus é parte da verdade presente? (Ap 14:7)

Sexta-feira, 14 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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