Provisão de Deus para os pobres

Lições da Bíblia1

Os escritores da Bíblia incluíam muitas das prescrições de Deus em favor dos pobres, estrangeiros, viúvas e órfãos. Temos registros disso em diversos escritos desde o Monte Sinai. “Durante seis anos você semeará a sua terra e recolherá os seus frutos. Porém, no sétimo ano, deixe a terra descansar e não a cultive, para que os pobres do seu povo achem o que comer e os animais do campo comam do que sobrar. Faça o mesmo com a sua vinha e com o seu olival” (Êx 23:10, 11).

2. Leia Levítico 23:22 e Deuteronômio 15:11. Por mais diferente que seja o contexto hoje, que princípios devemos tirar desses versos?

Levítico 23:22 (ARA)2: “Quando segardes a messe da vossa terra, não rebuscareis os cantos do vosso campo, nem colhereis as espigas caídas da vossa sega; para o pobre e para o estrangeiro as deixareis. Eu sou o Senhor, vosso Deus.”

Deuteronômio 15:11 (ARA)2: “Pois nunca deixará de haver pobres na terra; por isso, eu te ordeno: livremente, abrirás a mão para o teu irmão, para o necessitado, para o pobre na tua terra.

Geralmente entende-se que “irmão” neste caso se refira a israelitas ou crentes. Também os consideramos como os pobres dignos ou os chamados “Meus pequeninos irmãos”. Os Salmos dão orientações sobre como devemos tratar os necessitados. “Defendam o direito dos fracos e dos órfãos, façam justiça aos aflitos e desamparados. Socorram os fracos e os necessitados, tirando-os das mãos dos ímpios” (Sl 82:3, 4). Essa passagem indica nosso envolvimento de maneiras que vão além de apenas oferecer alimento.

Há promessas para os que ajudam os necessitados. “Quem dá aos pobres não passará necessidade” (Pv 28:27). “O rei que julga os pobres segundo a verdade firmará o seu trono para sempre” (Pv 29:14). E o rei Davi observou: “Bem-aventurado é aquele que ajuda os necessitados; o Senhor o livra no dia do mal” (Sl 41:1). Isso sempre foi prioridade em Israel, mesmo que, às vezes, a tivessem perdido de vista.

Em contraste, mesmo nos tempos mais modernos, particularmente na Inglaterra, sob o impacto do que foi conhecido como “Darwinismo Social”, muitos pensaram que não só não havia imperativo moral para ajudar os pobres, mas que fosse, de fato, errado fazê-lo. Em vez disso, seguindo as forças da natureza, em que os fortes sobrevivem às custas dos fracos, os “darwinistas sociais” acreditavam que seria prejudicial para a sociedade ajudar os pobres, os doentes e os indigentes porque, se estes se multiplicassem, só enfraqueceriam o tecido social da nação. Por mais cruel que seja, esse pensamento foi o resultado lógico da crença na evolução e da sua falsa narrativa.

De que maneira o evangelho, a ideia de que Cristo morreu por todos, deve impactar nossa forma de tratar todos, independentemente de quem sejam?

Segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Administradores fiéis: à espera do Mestre. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 511, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Vida e ministério de Jesus

Lições da Bíblia1

No início do ministério público de Jesus, Ele viajou a Nazaré, na região da Galileia. Essa era Sua cidade natal, e as pessoas dali já tinham ouvido falar de Sua obra e de Seus milagres. Como era Seu costume, Jesus frequentava os cultos de sábado na sinagoga. Embora não fosse o rabino oficial, um dos presentes entregou-Lhe o pergaminho de Isaías e pediu-Lhe para fazer a leitura. Jesus leu Isaías 61:1, 2.

1. Leia Lucas 4:16-19 (compare com Is 61:1, 2; Lc 7:19-23). Por que Jesus escolheu essa passagem específica? Por que esses versos de Isaías eram considerados messiânicos? O que eles revelam sobre a obra do Messias?

Lucas 4:16-19 (ARA)2: “16 Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler. 17 Então, lhe deram o livro do profeta Isaías, e, abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito: 18 O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, 19 e apregoar o ano aceitável do Senhor.

Is 61:1, 2 (ARA)2: “1 O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados;a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram”

Lc 7:19-23 (ARA)2: “19 enviou-os ao Senhor para perguntar: És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro? 20 Quando os homens chegaram junto dele, disseram: João Batista enviou-nos para te perguntar: És tu aquele que estava para vir ou esperaremos outro? 21 Naquela mesma hora, curou Jesus muitos de moléstias, e de flagelos, e de espíritos malignos; e deu vista a muitos cegos. 22 Então, Jesus lhes respondeu: Ide e anunciai a João o que vistes e ouvistes: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres, anuncia-se-lhes o evangelho. 23 E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço.”

Visto que os líderes religiosos aparentemente ignoravam as profecias que falavam de um Messias sofredor e aplicavam mal aquelas que apontavam para a glória de Sua segunda vinda (o que deveria servir como lembrete para nós de que é muito importante compreender a profecia), a maioria das pessoas acreditava na falsa ideia de que a missão do Messias seria libertar Israel dos romanos. Pensar que a declaração da missão do Messias vinha de Isaías 61:1, 2 deve ter sido um verdadeiro choque.

Os pobres geralmente eram desprezados pelos oficiais inescrupulosos, como cobradores de impostos, negociantes e até mesmo seus próprios vizinhos. Pensava-se que a pobreza fosse maldição de Deus e que sua condição fosse culpa deles mesmos. Com essa mentalidade, poucos se preocupavam com os pobres e sua situação difícil.

No entanto, o amor de Jesus pelos pobres foi uma das maiores evidências de Sua identidade como o Messias, conforme visto na resposta de Jesus à pergunta de João Batista sobre Ele ser o Prometido (Mt 11:1-6). “Como os discípulos do Salvador, João Batista não compreendia a natureza do reino de Cristo. Esperava que Jesus tomasse o trono de Davi; e, com o passar do tempo, sem que o Salvador reivindicasse qualquer autoridade real, João ficou perplexo e perturbado” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 164).

“A religião pura e sem mácula para com o nosso Deus e Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e guardar-se incontaminado do mundo” (Tg 1:27). Como esse verso deve nos ajudar a definir nossas prioridades religiosas?

Domingo, 12 de fevereiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Aos mais pequeninos irmãos

Lições da Bíblia1

“Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Venham, benditos de meu Pai! Venham herdar o Reino que está preparado para vocês desde a fundação do mundo.” (Mt 25:34).

A Bíblia fala muitas vezes dos estrangeiros (chamados às vezes de estranhos), dos órfãos e das viúvas. Esse grupo pode ser aquele a quem Jesus Se referiu como “Meus pequeninos irmãos” (Mt 25:40).

 Como podemos identificar essas pessoas hoje? Os estrangeiros dos tempos bíblicos eram indivíduos que tinham que deixar sua terra natal, talvez por causa da guerra ou da fome, O equivalente em nossos dias poderia  ser os milhões de refugiados que se tornaram necessitados por causa de circunstâncias em que não escolheram estar.

 Os órfãos são crianças que perderam os pais devido às guerras, a acidentes ou às doenças. Esse grupo também pode incluir aqueles cujos pais estão na prisão ou estão ausentes. Que amplo campo de serviço está exposto aqui!

 As viúvas são aquelas que perderam seus cônjuges pela mesma razão que os órfãos. Muitas são chefes de família e poderiam aproveitar toda a ajuda que a igreja pode oferecer,

Como veremos nesta semana, por sermos gestores dos negócios de Deus, ajudar os pobres não é apenas uma opção. Devemos seguir o exemplo de Jesus e obedecer às Suas ordens.

Sábado, 11 de fevereiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Ajuntem tesouros no Céu – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Deus honrou Sua parte na aliança abençoando Abraão, o qual honrou a Deus não ajuntando tesouros nesta Terra. “A herança que Deus prometeu a Seu povo não está neste mundo. Abraão não teve possessão na Terra, nem ainda o espaço de um pé (At 7:5). Ele possuía muitos recursos, e deles fazia uso para a glória de Deus e para o bem de seus semelhantes; mas não olhava para este mundo como sua pátria.

“O Senhor o chamara para deixar seus compatriotas idólatras, com a promessa de dar-lhe a terra de Canaã para sempre; no entanto, nem ele nem seu filho, nem o filho de seu filho, a recebeu. Quando Abraão quis um lugar para sepultar seus mortos, teve de comprá-lo dos cananeus. Sua única posse na terra da promessa foi aquele túmulo cavado na pedra, na caverna de Macpela” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 135).

Às vezes somos tentados a ir em direção à riqueza e ao lazer. É preciso fé para praticar a gratificação adiada. “O majestoso palácio do faraó e o trono foram apresentados como uma forma de sedução a Moisés; mas ele sabia que era nas formas e costumes das cortes que estavam entronados os prazeres pecaminosos que fazem o povo se esquecer de Deus. Ele olhava para além do lindo palácio, para além da coroa, podendo ver as mais altas honras que os santos do Altíssimo receberão em um reino incontaminado pelo pecado. Pela fé, ele viu uma coroa incorruptível que o Rei do Céu colocará na cabeça do vencedor. Essa fé levou Moisés a se desviar dos nobres da Terra e se unir à nação humilde, pobre e desprezada que havia preferido obedecer a Deus em lugar de servir ao pecado” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 206).

Perguntas para consideração

No fim, o que acontecerá com nossas posses? (2Pe 3:10 [“Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas.”]2). O que pode ocorrer com elas antes do fim? (Mt 6:20 [“mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam;”]2). Por que devemos manter tudo na perspectiva adequada?

Jesus alertou contra “a fascinação da riqueza” (Mc 4:19 [“mas os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições, concorrendo, sufocam a palavra, ficando ela infrutífera.”]2). As riquezas nos enganam?

Moisés poderia ter justificado a decisão de ficar no Egito em vez de deixar tudo para trás a fim de fugir com um grupo de escravos? O que motivou a escolha dele?

Sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Moisés no Egito

Lições da Bíblia1

Moisés foi mantido vivo na providência de Deus, que atuou por meio de uma mãe empreendedora e de uma irmã carinhosa. Quando a filha do Faraó encontrou o bebê no cesto de junco, ela pediu à sua mãe hebreia que cuidasse dele e pagou-lhe para fazer isso. Que desafio abençoado para uma mãe escrava! Joquebede teve doze anos para ensinar seu filho a orar, confiar em Deus e honrá-Lo, e moldar seu caráter para uma vida de serviço. Durante anos, Moisés foi treinado nas cortes reais do Egito. “E Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras” (At 7:22). Já adulto, ele tomou uma decisão que mudou sua vida e o curso da história.

8. Leia Hebreus 11:24-29. O que Moisés deixou para trás e o que teve que enfrentar? Examine a situação da perspectiva de Moisés antes de tomar a decisão de sair.

Hebreus 11:24-29 (ARA)2: “24 Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, 25 preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; 26 porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão. 27 Pela fé, ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível. 28 Pela fé, celebrou a Páscoa e o derramamento do sangue, para que o exterminador não tocasse nos primogênitos dos israelitas. 29 Pela fé, atravessaram o mar Vermelho como por terra seca; tentando-o os egípcios, foram tragados de todo.”

O Egito era uma das maiores potências do mundo antigo na época, se não a maior. O rio Nilo criou terras tão férteis que o Egito, cheio de culturas, era uma nação rica e poderosa, e o próprio Moisés estaria no topo desse reino. É difícil imaginar como a atração do mundo e de todos os seus tesouros deve ter sido para ele em seus primeiros anos. Ele deve ter achado tentadores os prazeres, as riquezas, a adoração. Sem dúvida, Moisés poderia facilmente ter justificado ficar no Egito em vez de se unir a um grupo de escravos desprezados.

Porém, como dizem as Escrituras, ele escolheu “ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado” (Hb 11:25). O que dizer sobre as aflições? O livro de Êxodo trata das lutas e das provações de Moisés, que, mesmo depois de tudo o que passou, não pôde entrar na terra prometida (Nm 20:12). No entanto, no fim, sabemos que Moisés fez a escolha certa, muito embora às vezes ele deva ter se perguntado se de fato ele havia feito a melhor escolha.

Da perspectiva mundana, Moisés devia ter ficado no Egito. No entanto, como cristãos, temos uma visão da realidade que nos leva além deste mundo. Quando somos tentados, como podemos manter diante de nós o cenário mais amplo? Por que é tão importante que façamos isso?

Quinta-feira, 09 de fevereiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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De enganador a príncipe

Lições da Bíblia1

Jacó amava a Deus, mas se sujeitou a conspirar com sua mãe para enganar seu pai e ganhar a bênção. Por isso, teve que fugir para evitar a morte. Rebeca disse a ele: “Fuja para a casa de Labão […]. Fique com ele alguns dias, até que passe o furor de seu irmão […]. Quando isso acontecer, enviarei alguém para trazer você de volta” (Gn 27:43-45). Jacó esteve fora de casa durante 20 anos, e nunca mais viu o rosto da mãe.

6. Leia Gênesis 32:22-31. O que aconteceu com Jacó? Que lições aprendemos sobre a graça, apesar das nossas decisões erradas?

Gênesis 32:22-31 (ARA)2: “22 Levantou-se naquela mesma noite, tomou suas duas mulheres, suas duas servas e seus onze filhos e transpôs o vau de Jaboque. 23 Tomou-os e fê-los passar o ribeiro; fez passar tudo o que lhe pertencia, 24 ficando ele só; e lutava com ele um homem, até ao romper do dia. 25 Vendo este que não podia com ele, tocou-lhe na articulação da coxa; deslocou-se a junta da coxa de Jacó, na luta com o homem. 26 Disse este: Deixa-me ir, pois já rompeu o dia. Respondeu Jacó: Não te deixarei ir se me não abençoares. 27 Perguntou-lhe, pois: Como te chamas? Ele respondeu: Jacó. 28 Então, disse: Já não te chamarás Jacó, e sim Israel, pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste. 29 Tornou Jacó: Dize, rogo-te, como te chamas? Respondeu ele: Por que perguntas pelo meu nome? E o abençoou ali. 30 Àquele lugar chamou Jacó Peniel, pois disse: Vi a Deus face a face, e a minha vida foi salva. 31 Nasceu-lhe o sol, quando ele atravessava Peniel; e manquejava de uma coxa.”

“Pela humilhação, arrependimento e entrega de si mesmo, esse pecador falível e mortal prevaleceu diante da Majestade do Céu. Havia firmado suas mãos trêmulas nas promessas de Deus, e o coração do Amor infinito não podia desviar a súplica do pecador.

“O erro que determinara o pecado de Jacó ao obter pela fraude a primogenitura estava agora apresentado claramente diante dele. Não havia confiado nas promessas de Deus, mas procurara pelos próprios esforços efetuar aquilo que Deus teria cumprido no tempo e da maneira Dele. Como prova de que fora perdoado, seu nome foi mudado de um que lembrava seu pecado para outro que comemorava sua vitória. ‘Já não te chamarás Jacó [‘suplantador’]’, disse o Anjo, “e sim Israel, pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste” (Gn 32:28).

“Jacó tinha recebido a bênção que seu coração havia desejado. Seu pecado como usurpador e enganador fora perdoado” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 160, 161).

7. Leia Gênesis 49:29-33. Embora Jacó não tivesse mais propriedades em Canaã, que instruções deu sobre seu sepultamento? Quais pessoas estão sepultadas naquela caverna? Por que Jacó fez esse pedido?

Gênesis 49:29-33 (ARA)2: “29 Depois, lhes ordenou, dizendo: Eu me reúno ao meu povo; sepultai-me, com meus pais, na caverna que está no campo de Efrom, o heteu, 30 na caverna que está no campo de Macpela, fronteiro a Manre, na terra de Canaã, a qual Abraão comprou de Efrom com aquele campo, em posse de sepultura. 31 Ali sepultaram Abraão e Sara, sua mulher; ali sepultaram Isaque e Rebeca, sua mulher; e ali sepultei Lia; 32 o campo e a caverna que nele está, comprados aos filhos de Hete. 33 Tendo Jacó acabado de dar determinações a seus filhos, recolheu os pés na cama, e expirou, e foi reunido ao seu povo.”

Os três patriarcas e suas esposas estão sepultados na mesma caverna. Jacó confiava em Deus e se considerava estrangeiro e peregrino na Terra (Hb 11:13). Apesar dos erros, ele saiu de casa sem nada, mas voltou para Canaã rico.

Apesar de nossos erros, Deus pode nos abençoar. No entanto, seria bom evitar as faltas. Que decisões você terá que tomar? Como evitar escolhas erradas?

Quarta-feira, 08 de fevereiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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As más decisões de Ló

Lições da Bíblia1

Quando Abraão deixou sua terra natal em resposta ao chamado de Deus, seu sobrinho Ló escolheu ir com ele em sua peregrinação. Gênesis 13 registra que o Senhor abençoou Abraão até que ele “era muito rico; possuía gado” (a principal medida de riqueza naquela cultura), “prata e ouro” (Gn 13:2). Ló também “tinha rebanhos, gado e tendas” (Gn 13:5). Ambos ficaram tão ricos com seus extensos rebanhos de gado que não podiam continuar morando juntos. A fim de evitar conflitos entre seus pastores, Abraão ofereceu a Ló a escolha de onde ele gostaria de viver. Ló deveria ter concedido o direito a Abraão, por ser o parente mais velho, e porque ele devia sua própria prosperidade à sua conexão com o patriarca. No entanto, ele não demostrou gratidão ao seu benfeitor e, com egoísmo, quis o que considerou a melhor terra disponível.

4. Leia Gênesis 13:10-12. Quais fatores racionais podem ter levado Ló a tomar a decisão mencionada?

Gênesis 13:10-12 (ARA)2: “10 Levantou Ló os olhos e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada (antes de haver o Senhor destruído Sodoma e Gomorra), como o jardim do Senhor, como a terra do Egito, como quem vai para Zoar. 11 Então, Ló escolheu para si toda a campina do Jordão e partiu para o Oriente; separaram-se um do outro. 12 Habitou Abrão na terra de Canaã; e Ló, nas cidades da campina e ia armando as suas tendas até Sodoma.”

Por mais fácil que tenha sido para Ló justificar sua decisão de se mudar para a cidade, a situação não foi tão boa para ele ali. No entanto, quando Abraão ouviu sobre o que lhe havia acontecido, não disse: “Bem feito, Ló. Você colheu o que plantou”. Em vez disso, foi ajudá-lo (ver Gn 14).

Às vezes, em nossa ganância, não aprendemos algumas lições. Ló voltou para Sodoma! Mas, em Sua graça, Deus o avisou sobre a iminente destruição da cidade.

5. Leia Gênesis 18:20-33. Que razão Deus deu para Sua visita? Qual foi a resposta de Abraão à notícia de que Deus destruiria as cidades?

Gênesis 18:20-33 (ARA)2: “20 Disse mais o Senhor: Com efeito, o clamor de Sodoma e Gomorra tem-se multiplicado, e o seu pecado se tem agravado muito. 21 Descerei e verei se, de fato, o que têm praticado corresponde a esse clamor que é vindo até mim; e, se assim não é, sabê-lo-ei. 22 Então, partiram dali aqueles homens e foram para Sodoma; porém Abraão permaneceu ainda na presença do Senhor. 23 E, aproximando-se a ele, disse: Destruirás o justo com o ímpio? 24 Se houver, porventura, cinquenta justos na cidade, destruirás ainda assim e não pouparás o lugar por amor dos cinquenta justos que nela se encontram? 25 Longe de ti o fazeres tal coisa, matares o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio; longe de ti. Não fará justiça o Juiz de toda a terra? 26 Então, disse o Senhor: Se eu achar em Sodoma cinquenta justos dentro da cidade, pouparei a cidade toda por amor deles. 27 Disse mais Abraão: Eis que me atrevo a falar ao Senhor, eu que sou pó e cinza. 28 Na hipótese de faltarem cinco para cinquenta justos, destruirás por isso toda a cidade? Ele respondeu: Não a destruirei se eu achar ali quarenta e cinco. 29 Disse-lhe ainda mais Abraão: E se, porventura, houver ali quarenta? Respondeu: Não o farei por amor dos quarenta. 30 Insistiu: Não se ire o Senhor, falarei ainda: Se houver, porventura, ali trinta? Respondeu o Senhor: Não o farei se eu encontrar ali trinta. 31 Continuou Abraão: Eis que me atrevi a falar ao Senhor: Se, porventura, houver ali vinte? Respondeu o Senhor: Não a destruirei por amor dos vinte. 32 Disse ainda Abraão: Não se ire o Senhor, se lhe falo somente mais esta vez: Se, porventura, houver ali dez? Respondeu o Senhor: Não a destruirei por amor dos dez. 33 Tendo cessado de falar a Abraão, retirou-se o Senhor; e Abraão voltou para o seu lugar.”

Por causa da preocupação de Abraão com Ló e sua família, ele intercedeu para que Deus poupasse a cidade caso encontrasse nela uma quantidade de pessoas justas, começando com 50 e indo até 10. Em harmonia com seu amor, Deus não parou de conceder misericórdia até que Abraão parou de perguntar! Os dois anjos pessoalmente libertaram Ló, sua esposa e suas duas filhas. Mas sua esposa olhou para trás e se tornou uma estátua de sal. Ló entrou em Sodoma como um homem rico e saiu dela com quase nada. Precisamos ter cuidado com as decisões que tomamos, em especial ao pensar em ganhos de curto prazo em contraste com o cenário geral (Mc 8:36, 37 [“36 Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? 37 Que daria um homem em troca de sua alma?”]).

Terça-feira, 07 de fevereiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Abraão, o pai dos fiéis

Liçõea da Bíblia1

Deus chamou Abraão para deixar sua terra natal e seus parentes e ir para uma terra que Ele lhe mostraria. Embora não sejam dados detalhes, Abraão teve que deixar a terra de seu nascimento e o lugar em que passou seus primeiros anos. Certamente, não foi uma decisão fácil. Sem dúvida, ele abriu mão de algum prazer terrestre e de conveniências para fazer o que Deus estava mandando.

2. Leia Gênesis 12:1-3. Como foram “benditas todas as famílias da Terra” em resultado dessa promessa e de sua aceitação?

Gênesis 12:1-3 (ARA)2: “1 Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; 2 de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.

Esse foi um grande evento transformador de vida para Abraão e sua família. “Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber como herança; e partiu sem saber para onde ia” (Hb 11:8). “Aquela obediência inquestionável de Abraão é uma das provas mais notáveis de fé a ser encontradas em toda a Bíblia” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 96).

A maioria das pessoas não estaria desejosa de deixar a sua pátria, amigos e familiares. Mas Abraão fez isso. Ele estava satisfeito em estar onde Deus queria que ele estivesse. Por mais estranho que possa parecer, Abraão, Isaque e Jacó não receberam essa terra – contudo, permaneceram fiéis a Deus de toda maneira.

3. Leia Hebreus 11:8-13. Qual é a mensagem relevante nesse texto?

Hebreus 11:8-13 (ARA)2: “8 Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia. Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa; 10 porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador. 11 Pela fé, também, a própria Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade, pois teve por fiel aquele que lhe havia feito a promessa. 12 Por isso, também de um, aliás já amortecido, saiu uma posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e inumerável como a areia que está na praia do mar. 13 Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra.”

Abraão era conhecido como príncipe por aqueles que viviam ao seu redor. Era visto como generoso, corajoso, hospitaleiro e um servo do Altíssimo. Seu testemunho para Deus foi exemplar. Pela graça divina, somos herdeiros de Abraão. “É o caso de Abraão, que creu em Deus, e isso lhe foi atribuído para justiça. Saibam, portanto, que os que têm fé é que são filhos de Abraão” (Gl 3:6, 7). “E, se vocês são de Cristo, são também descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gl 3:29).

No caso de Abraão, bem como no exemplo de Noé, vemos alguém que tomou uma grande decisão de mudança de vida como resultado de obedecer a Deus.

Leia 2 Coríntios 4:18 [“não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.”]. Como a mensagem desse verso deve impactar as decisões espirituais que tomamos? Como Moisés e Abraão seguiram esse mesmo princípio?

Segunda-feira, 06 de fevereiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Administradores fiéis: à espera do Mestre. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 511, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.