O ano de 1844

Lições da Bíblia1

Os primeiros 490 anos da profecia de 2.300 anos foram designados especialmente para a nação judaica da antiguidade e para a vinda do Messias. A última parte dos 2.300 anos tem a ver com o povo de Deus, tanto judeus quanto gentios, juntamente com a purificação do santuário celestial e, finalmente, a segunda vinda de Cristo.

Os primeiros 490 anos se aplicam ao primeiro advento do Messias e terminaram em 34 d.C. Ao subtrairmos 490 anos dos 2.300 anos nos restam 1.810 anos. Esses 1.810 anos se aplicam ao povo de Deus. Se partirmos de 34 d.C. e somarmos 1.810 anos, chegaremos a 1844 d.C.

À luz da purificação do santuário ou da restauração da verdade sobre o santuário e o juízo celestial no tempo do fim, em Apocalipse 14:6, 7 Deus faz Seu último apelo a toda a humanidade para que responda ao Seu amor, aceite Sua graça e viva de forma piedosa e obediente.

7. Leia Levítico 16:16. Qual foi a razão para a purificação do santuário, e o que isso nos ensina sobre o evangelho?

Levítico 16:16 (ARA)2: “Assim, fará expiação pelo santuário por causa das impurezas dos filhos de Israel, e das suas transgressões, e de todos os seus pecados. Da mesma sorte, fará pela tenda da congregação, que está com eles no meio das suas impurezas.

Por causa dos pecados e das iniquidades do povo, o santuário tinha que ser purificado, o que só acontecia por meio do sangue de animais. Isso também acontece conosco. Precisamos de um Salvador, cuja vida é simbolizada pelos animais mortos no Dia da Expiação, como o único modo de sermos absolvidos no juízo.

8. Leia Levítico 23:26-29. O que Deus ordenou que Seu povo fizesse no dia do juízo, e o que isso significa para nós?

Levítico 23:26-29 (ARA)2: “26 Disse mais o Senhor a Moisés: 27 Mas, aos dez deste mês sétimo, será o Dia da Expiação; tereis santa convocação e afligireis a vossa alma; trareis oferta queimada ao Senhor. 28 Nesse mesmo dia, nenhuma obra fareis, porque é o Dia da Expiação, para fazer expiação por vós perante o Senhor, vosso Deus. 29 Porque toda alma que, nesse dia, se não afligir será eliminada do seu povo.

“Afligireis as vossas almas” (ACF). Essa expressão indica que os israelitas deviam se humilhar, examinar o coração, se arrepender, confessar seus pecados e pedir que Deus os purificasse enquanto o sumo sacerdote purificava o santuário.

Os capítulos de Daniel 7 a 9 e Apocalipse 14 se concentram especialmente nos apelos urgentes de preparação para a hora do juízo. Desde 1844, vivemos na hora do juízo, proclamada na mensagem do primeiro anjo (Ap 14:7). Como afligir nossa alma?

Quinta-feira, 04 de maio de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. As três mensagens do Apocalipse. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 512, abr. maio jun. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O Messias morto

Lições da Bíblia1

Gabriel explicou que o ponto de partida para a profecia de 490 anos seria um evento importante para Daniel e para os judeus – a ordem para restaurar e reconstruir Jerusalém. Embora vários decretos tenham sido aprovados em relação a Jerusalém, em Esdras 7 descobrimos que o decreto aprovado no ano 457 a.C. permitiu que os judeus não apenas retornassem à sua terra, mas também se estabelecessem como uma comunidade religiosa (Ed 7:13, 27).

O decreto de Artaxerxes foi emitido no outono de 457 a.C. A partir dele até o Messias seriam 69 semanas, ou 483 anos. Se começarmos o cálculo em 457 a.C. e seguirmos em frente na linha do tempo da história, chegaremos a 27 d.C.

A palavra Messias significa “Ungido”. Em 27 d.C., Jesus Cristo, o Messias, foi batizado (Mt 3:13-17). Daniel previu com séculos de antecedência o ano exato do batismo de Cristo, o tempo em que Ele começaria Seus três anos e meio de ministério.

6. Que grandes verdades são reveladas em Romanos 5:6-9 e Daniel 9:26?

Romanos 5:6-9 (ARA)2: “6 Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. 7 Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. 8 Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. 9 Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.”

Daniel 9:26 (ARA)2: “Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas.”

“E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias” (Dn 9:26, ACF). O Messias seria imolado ou crucificado. O verso acrescenta: “mas não para Si mesmo”. Em outras palavras, a morte de Cristo na cruz foi para nós, não para Ele mesmo. Por isso Paulo escreveu: “Deus prova o Seu próprio amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores” (Rm 5:8).

Em Daniel 9:27, lemos que na metade da semana dos últimos sete anos, Cristo faria “cessar o sacrifício e a oferta”. Na metade dessa sétima semana, em 31 d.C., Cristo confirmou a aliança eterna com Seu sangue ao morrer na cruz, e o sistema de sacrifícios perdeu todo e qualquer significado profético.

Essas profecias revelam que o Messias seria crucificado e, consequentemente, o sistema de sacrifícios perderia seu significado profético na primavera de 31 d.C. Essas previsões se cumpriram em todos os detalhes. Exatamente na Páscoa, quando o sumo sacerdote oferecia o cordeiro pascal, Cristo foi sacrificado por nós.

Tendo em mente o que foi escrito acima, leia Marcos 15:38 [“E o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo.”]  e Mateus 3:15, 16 [“15 Mas Jesus lhe respondeu: Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o admitiu. 16 Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele.”]. Como esses versos nos ajudam a entender a profecia de Daniel 9:24-27?

Quarta-feira, 03 de maio de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Instrução do anjo a Daniel

Lições da Bíblia1

4. Leia Daniel 9:23. Que instrução específica o anjo deu a Daniel? Por que isso é importante para compreender o significado da purificação do santuário em Daniel 8:14?

Daniel 9:23 (ARA)2: “No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a coisa e entende a visão.”

Daniel 8:14 (ARA)2: “Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.

O anjo instruiu Daniel: “Preste atenção à mensagem e entenda a visão” (Dn 9:23). Que mensagem, e que visão? Como não há visão registrada em Daniel 9, Gabriel estava falando da parte da visão que o profeta não havia entendido – os 2.300 dias (Dn 8:27).

5. Daniel 9:24-27 fala de quais eventos na vida de Jesus?

Daniel 9:24-27 (ARA)2: “24 Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos. 25 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. 26 Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas. 27 Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.”

A primeira parte dessa profecia diz respeito ao povo de Deus, os judeus. “Setenta semanas estão determinadas para o seu povo” – a nação judaica (Dn 9:24). Na profecia bíblica, um dia profético é igual a um ano profético literal (Ez 4:6; Nm 14:34). Em Daniel e Apocalipse, quando há imagens simbólicas, geralmente há também uma profecia simbólica de tempo. Uma forma de nos certificarmos de que o princípio profético do dia-ano se aplica nesse caso é que, quando o empregamos na profecia de Daniel, cada evento na linha do tempo se encaixa perfeitamente (veja a lição de amanhã). Se aplicarmos esse princípio, 70 semanas são compostas por 490 dias. Uma vez que um dia profético equivale a um ano literal, 490 dias são 490 anos literais.

Gabriel diz a Daniel que 490 anos estão “cortados” (significado literal da palavra hebraica chathak, traduzida algumas vezes como “determinados”). Cortados de quê? Da única outra profecia de tempo mencionada: os 2.300 dias de Daniel 8:14. Esses 490 anos, uma profecia temporal, estão diretamente ligados à profecia temporal de Daniel 8:14, a única parte da visão deixada sem explicação em Daniel 8 e a única profecia de tempo de Daniel 8. Assim, com essa profecia, Gabriel ajudou Daniel a entender o que ele não havia entendido no capítulo anterior: os 2.300 dias.

Terça-feira, 02 de maio de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Os 2.300 dias e o tempo do fim

Lições da Bíblia1

3. Segundo o anjo, a que período de tempo se aplicam a visão de Daniel 8 e os 2.300 dias, e por que é importante entender isso? Dn 8:17, 19, 26

Dn 8:17, 19, 26 (ARA)2: “17 Veio, pois, para perto donde eu estava; ao chegar ele, fiquei amedrontado e prostrei-me com o rosto em terra; mas ele me disse: Entende, filho do homem, pois esta visão se refere ao tempo do fim. […] 19 e disse: Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira, porque esta visão se refere ao tempo determinado do fim. […] 26 A visão da tarde e da manhã, que foi dita, é verdadeira; tu, porém, preserva a visão, porque se refere a dias ainda mui distantes.

Alguns argumentam que os 2.300 dias são literais. Acreditam que o chifre pequeno de Daniel 8 se refira ao líder militar selêucida Antíoco Epifânio (216 a.C.–164 a.C.), que atacou Jerusalém e profanou o templo judeu, embora os 2.300 dias não se encaixem sequer na sua época. Essa interpretação, no entanto, é contrária à clara instrução do anjo de que a visão se aplica ao “tempo do fim”. Antíoco não viveu nesse tempo.

Em Daniel 8, Gabriel começou a explicação sobre a profecia dos 2.300 dias. Ele disse que o carneiro representava a Média e a Pérsia e o bode representava a Grécia (Dn 8:20, 21). Embora não tenha sido nomeado, como foi o caso dos dois poderes antes dele, o elemento seguinte, o chifre pequeno, é obviamente Roma (Dn 8:9, 23, 24). Ele, então, retratou uma espécie de fase político-religiosa de Roma, que lançaria “por terra a verdade” e interferiria no ministério celestial de Cristo (Dn 8:10-12, 25). A purificação do santuário em Daniel 8:14, o clímax do capítulo, é a resposta de Deus ao desafio dos poderes terrenos e religiosos que tentaram usurpar a autoridade divina. É parte da solução de Deus para o problema do pecado.

Gabriel estava pronto para explicar os detalhes no cronograma profético. No fim do capítulo 8, vemos que o profeta não entendeu a parte da visão sobre os 2.300 dias (Dn 8:27). A parte anterior sobre o carneiro, o bode e o chifre pequeno tinha sido explicada, sendo que os dois primeiros poderes tinham sido identificados pelo nome (Dn 8:20, 21). A purificação do santuário, no entanto, não tinha sido explicada.

Gabriel, que apareceu em Daniel 8, manifestou-se em Daniel 9 e disse: “Quando você começou a fazer as suas súplicas, foi dada uma ordem, e eu vim para explicar tudo a você, porque Deus o ama muito. Portanto, preste atenção à mensagem e entenda a visão” (Dn 9:23). Que visão? Como veremos amanhã, trata-se da visão dos 2.300 dias, a única parte da visão de Daniel 8 que o anjo ainda não tinha explicado a Daniel.

Gabriel disse que Daniel era amado. Isso indica uma ligação entre o Céu e a Terra?

Segunda-feira, 01 de maio de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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A purificação do santuário

Lições da Bíblia1

Como já vimos, haverá um juízo antes de Cristo voltar. O anjo anuncia em alta voz: “é chegada a hora em que Ele vai julgar” (Ap 14:7). O livro de Daniel nos informa quando esse juízo começa.

1. Leia Daniel 8:14. Que tempo específico Daniel apresenta para a purificação do santuário?

Daniel 8:14 (ARA)2: “Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.

Todo judeu entendia claramente o significado da purificação do santuário terrestre. Acontecia no Dia da Expiação, que era o dia do juízo. Embora Daniel entendesse o conceito da purificação do santuário e do juízo, ele ficou confuso sobre esses 2.300 dias.

2. Leia Daniel 8:27 e 9:21, 22. Qual foi a reação de Daniel à visão dos 2.300 dias, e o que Deus lhe respondeu?

Daniel 8:27 (ARA)2: “Eu, Daniel, enfraqueci e estive enfermo alguns dias; então, me levantei e tratei dos negócios do rei. Espantava-me com a visão, e não havia quem a entendesse.”

Daniel 9:21, 22 (ARA)2: “21 Falava eu, digo, falava ainda na oração, quando o homem Gabriel, que eu tinha observado na minha visão ao princípio, veio rapidamente, voando, e me tocou à hora do sacrifício da tarde. 22 Ele queria instruir-me, falou comigo e disse: Daniel, agora, saí para fazer-te entender o sentido.

No fim do capítulo 8 de Daniel, o profeta desfaleceu e disse: “Fiquei espantado com a visão, e não havia quem a entendesse” (Dn 8:27). Ou seja, a visão dos 2.300 dias (o restante da visão já havia sido explicada; ver Dn 8:19-22). O capítulo seguinte, Daniel 9, registra o anjo Gabriel indo explicar a Daniel a profecia dos 2.300 dias. “Daniel, agora eu vim para dar a você inteligência e discernimento” (Dn 9:22).

Gabriel surpreendeu Daniel ao revelar uma resposta muito mais ampla à sua oração do que ele jamais havia imaginado. O anjo conduziu o profeta pelo fluxo do tempo e revelou a verdade sobre o Messias vindouro, apontando as datas exatas do início de Seu ministério e Sua morte cruel, eventos que estavam diretamente ligados à purificação do santuário, mencionada em Daniel 8. Em outras palavras, a morte de Cristo e o juízo estão inseparavelmente ligados.

Por que é significativo que a morte de Jesus, revelada em Daniel 9:24-27, esteja diretamente ligada ao juízo de Daniel 8:14? Que grande verdade é ensinada por meio disso?

Domingo, 30 de abr. de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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A hora do Seu juízo

Lições da Bíblia1

“E digo isto a vocês que conhecem o tempo: já é hora de despertarem do sono, porque a nossa salvação está agora mais perto do que quando no princípio cremos. Vai alta a noite, e o dia vem chegando” (Rm 13:11, 12).

Há muitos anos, a revista National Geographic contou sobre um incêndio florestal no Parque Nacional Yellowstone, nos Estados Unidos. Depois que o fogo cessou, guardas florestais subiram uma montanha para avaliar os danos. Um guarda encontrou um pássaro literalmente em cinzas ao pé de uma árvore. Perplexo pela visão triste, empurrou o pássaro com um graveto.

Nisso, três passarinhos pequenos correram de debaixo das asas de sua mãe morta. A mãe amorosa, profundamente consciente do desastre iminente, tinha levado seus filhotes para a base da árvore e os havia reunido sob suas asas. Ela poderia ter voado em segurança, mas se recusou a abandonar seus bebês. Que imagem do crente que está seguro em Cristo!

O fogo do juízo divino ardeu sobre Ele no Calvário, e todos os que estão em Cristo estão seguros para sempre sob Suas asas. Na cruz, Cristo foi julgado como um pecador condenado para que pudéssemos ser julgados como cidadãos justos do reino celestial. Ele foi julgado como um criminoso para que pudéssemos ser libertos do fogo destrutivo da perdição eterna, tanto de modo figurado quanto literalmente.

Sábado, 29 de abr. de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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A boa notícia do juízo – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Observe as fortes revelações sobre a condição do povo de Deus nos últimos dias:

“Sua única esperança está na misericórdia de Deus, sua única defesa será a oração. Como Josué pleiteou diante do Anjo, assim a igreja remanescente, com coração quebrantado e fervorosa fé, pleiteará perdão e livramento por meio de Jesus, seu Advogado. Está plenamente consciente da pecaminosidade de sua vida, vê sua fraqueza e indignidade e, ao olhar para si mesma, fica a ponto de desesperar. O tentador está ao seu lado para a acusar, como esteve ao lado de Josué, para lhe resistir. Aponta para suas vestes imundas, seu caráter defeituoso. Apresenta sua fraqueza e descaminhos, seus pecados de ingratidão, sua dessemelhança de Cristo, a qual desonrou seu Redentor. […]

“Satanás possui um exato conhecimento dos pecados que ele o tentou a cometer e apresenta esses pecados como exageradamente graves, declarando: ‘Será que Deus vai banir a mim e os meus anjos de Sua presença, e contudo recompensar os que são culpados dos mesmos pecados? Não podes, ó Senhor, isso fazer com justiça. Teu trono não se achará fundamentado em justiça e juízo. A justiça requer que seja pronunciada sentença contra esse povo’. […]

“Embora os seguidores de Cristo tenham cometido pecado, não se entregaram ao domínio do mal. Abandonaram os pecados e buscaram o Senhor com humildade e contrição, e o divino Advogado pleiteia em seu favor” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja [CPB, 2021], v. 5, p. 404, 405).

Perguntas para consideração

Saber que “é chegada a hora em que Ele vai julgar” impacta nosso dia a dia? A maioria provavelmente diria que não, certo? Como podemos mudar isso?

O juízo é uma boa notícia? A atuação de Jesus por nós no juízo nos motiva a ser fiéis, sabendo que somente por causa do que Ele fez temos salvação?

O juízo revela o caráter de Deus. Isso se encaixa no cenário do grande conflito?

Sexta-feira, 28 de abr. de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Jesus é digno

Lições da Bíblia1

Em Apocalipse 5:1-5, mais uma vez vemos um trono. Há um livro em forma de rolo escrito por dentro e por fora e selado com o selo divino, e ninguém no Céu ou na Terra podia abrir o livro. Seres celestiais tremem. O problema é sério. Nenhum ser angelical pode representar a humanidade no juízo final da Terra. João chora porque ninguém pode abrir o livro. Então um dos anciãos, um dos seres humanos resgatados da Terra, fala palavras de encorajamento ao coração de João. Jesus, o Cordeiro de Deus, é digno de abrir o livro.

João contempla a resposta final para o problema do pecado em Apocalipse 5:5. O idoso profeta contempla a única maneira de absolver pecadores no juízo final.

“Então um dos anciãos me disse: – Não chore! Eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para quebrar os sete selos e abrir o livro. Então vi […] um Cordeiro que parecia que tinha sido morto” (Ap 5:5, 6).

5. Leia Apocalipse 5:8-12. Como todo o Céu reage ao anúncio de que Jesus é digno de abrir o livro do juízo e nos redimir?

Apocalipse 5:8-12 (ARA)2: “8 e, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos, 9 e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação 10  e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra. 11 Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares, 12 proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor.

Jesus, o Cordeiro de Deus, que sacrificou a vida pela salvação de toda a humanidade, pega o livro do juízo e o abre. Todo o Céu irrompe em louvor arrebatador. Sua vitória sobre as tentações de Satanás, Sua morte na cruz do Calvário, Sua ressurreição, Seu ministério sumo sacerdotal proveem salvação para todos os que escolhem responder à Sua graça pela fé. O juízo é uma notícia incrivelmente boa para o povo de Deus, pois fala do fim do reinado do pecado e da libertação deles.

Algo pode ser mais encorajador? Jesus nos defende no juízo. Sua vida perfeita e justa nos cobre. Sua justiça atua dentro de nós para nos transformar. Sua graça nos perdoa, nos transforma e nos dá poder para viver de forma piedosa.

Não precisamos temer. Jesus nos defende no juízo, e os poderes do mal são derrotados. O juízo é proferido em favor do povo de Deus (Dn 7:22). O objetivo do juízo não é revelar o quanto somos maus, mas revelar o quanto Deus é bom.

Mais uma vez, reflita sobre a grande esperança que temos no juízo: Jesus como nosso Substituto. Por que essa é nossa única esperança?

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