Terminando bem

Lições da Bíblia1:

5. Leia as últimas palavras do livro de Josué, que foram escritas por um editor inspirado por Deus (Js 24:29-33). De que forma essas palavras não se referem apenas ao passado (a vida de Josué), mas também ao futuro?

Js 24:29-33 (NAA)2: 29 Depois destas coisas, Josué, filho de Num, servo do Senhor, morreu com a idade de cento e dez anos. 30 Foi sepultado na sua própria herança, em Timnate-Sera, que fica na região montanhosa de Efraim, para o norte do monte Gaás. 31 Israel serviu o Senhor todos os dias de Josué e todos os dias dos anciãos que ainda sobreviveram por muito tempo depois de Josué e que sabiam de todas as obras que o Senhor tinha feito por Israel. 32 Os ossos de José, que os filhos de Israel trouxeram do Egito, foram sepultados em Siquém, naquela parte do campo que Jacó havia comprado dos filhos de Hamor, pai de Siquém, por cem peças de prata, e que veio a ser a herança dos filhos de José. 33 Morreu também Eleazar, filho de Arão, e o sepultaram em Gibeá, cidade que pertencia a Fineias, seu filho, e que lhe tinha sido dada na região montanhosa de Efraim.

O epílogo, que relata a morte de Josué e Eleazar, o sumo sacerdote, encerrou o livro de Josué com um final sóbrio. Ao descrever o enterro de Josué, de Eleazar e dos ossos de José, o autor apresentou um contraste entre a vida fora da Terra Prometida e o início da vida dentro dela. Não havia mais necessidade de ficar vagando. Os restos mortais dos líderes não precisavam mais ser carregados com eles. Os patriarcas sepultaram seus parentes na caverna “de Macpela, em frente de Manre, que é Hebrom” (Gn 23:13, 19; 25:9, 10), enquanto os ossos de José foram sepultados em Siquém, no campo que Jacó havia comprado “dos filhos de Hamor” (Gn 33:19). Agora, a nação enterrava seus líderes no território de sua própria herança, expressando assim um senso de permanência. As promessas feitas aos patriarcas haviam sido cumpridas. A fidelidade de Yahweh é o fio condutor da história que liga a posteridade de Israel ao seu presente e futuro.

Os últimos parágrafos do livro ligam toda a narrativa a uma história maior no passado e também abrem o caminho para o futuro. O ex-arcebispo da Cantuária (Inglaterra), George Carey, em um discurso proferido na Igreja da Santíssima Trindade, em Shrewsbury, declarou que a Igreja Anglicana estava “a uma geração da extinção”.

De fato, a igreja está sempre a uma geração da extinção, e assim foi com o povo de Deus do AT. Um grande capítulo da história de Israel havia chegado ao fim. O futuro do povo dependia do tipo de resposta que ele daria às muitas perguntas que dizem respeito ao futuro: Israel seria fiel ao Senhor? Será que conseguiria continuar a tarefa inacabada de possuir toda a Terra Prometida? Conseguiria se apegar a Yahweh e não se envolver com a adoração de ídolos? Sob o comando de Josué, uma geração permaneceu fiel ao Senhor, mas será que a próxima geração manteria a mesma direção espiritual traçada por seu grande líder? Cada geração sucessiva do povo de Deus, ao ler o livro de Josué, deve responder a essas mesmas perguntas. Seu êxito depende das respostas que derem em sua vida cotidiana e de como se relacionarem com as verdades que receberam.

Josué, assim como Paulo, podia dizer: “Combati o bom combate” (2Tm 4:7). Qual foi a chave para o sucesso de Josué? Que decisões você precisa tomar hoje para terminar com a mesma certeza da salvação?

Quinta-feira, 25 de dezembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Os perigos da idolatria

Lições da Bíblia1:

4. Leia Josué 24:22-24. Por que Josué precisava repetir seu apelo para que os israelitas se livrassem de seus ídolos?

Josué 24:22-24 (NAA)2: 22 Josué disse ao povo: — Vocês são testemunhas contra vocês mesmos de que escolheram o Senhor para o servir. E eles disseram: — Sim, somos testemunhas. 23 E Josué continuou: — Agora, pois, joguem fora os deuses estranhos que há no meio de vocês e inclinem o coração ao Senhor, Deus de Israel. 24 O povo disse a Josué: — Ao Senhor, nosso Deus, serviremos e obedeceremos à sua voz.

A ameaça da idolatria não é teórica. Anteriormente, nas planícies de Moabe, em um contexto semelhante, Moisés havia pedido a mesma decisão (Dt 30:19, 20). Os deuses agora em questão não eram os do Egito ou da Mesopotâmia, mas aqueles que estavam “no meio deles”. Assim, Josué pediu ao povo que inclinasse o coração ao Senhor. O termo hebraico usado aqui, natah, significa “esticar”, “dobrar”. Ele descreve um Deus que Se inclina e ouve as orações (2Rs 19:16; Sl 31:2, 3; Dn 9:18). Essa também é a atitude exigida de Israel mais tarde pelos profetas (Is 55:3; Jr 7:24). Ela é empregada para indicar a apostasia de Salomão quando seu coração se inclinou para deuses estrangeiros (1Rs 11:2, 4, 9). O coração humano pecaminoso não possui a tendência natural de se inclinar e ouvir a voz de Deus. São necessárias decisões conscientes de nossa parte para incliná-lo a cumprir a vontade de Deus.

A resposta dos israelitas é literalmente a seguinte: “Daremos ouvidos à Sua voz.” Essa expressão destaca o aspecto relacional da obediência. Israel não deveria simplesmente seguir uma rotina de regras sem vida. A aliança trata de um relacionamento vivo com o Senhor, que não pode ser totalmente expresso por meros regulamentos. A religião de Israel nunca teve a intenção de ser legalista; em vez disso, deveria ser uma relação constante de fé e amor com um Salvador santo e misericordioso.

Mesmo após o povo dizer três vezes que serviria ao Senhor – o que, como Josué ordenou, envolvia remover os deuses estrangeiros do meio deles –, não há relatos de que isso realmente tenha acontecido. Ao longo de todo o livro, o cumprimento das ordens de Josué (ou de Moisés) são mencionados como exemplos de obediência. Mas a ausência disso no fim do livro deixa em aberto o apelo de Josué. O apelo central do livro para servir ao Senhor não se destinava apenas à geração de Josué, mas também a cada nova geração do povo de Deus que ler ou ouvir essa mensagem.

Quantas vezes você prometeu ao Senhor que faria algo, mas não o fez? Por que não o fez? O que sua resposta lhe diz sobre a graça de Deus?

Quarta-feira, 24 de dezembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Livres para servir

Lições da Bíblia1:

Como um líder verdadeiro e fiel, Josué respeitava o livre-arbítrio de seu povo e desejava que Israel servisse ao Senhor por livre escolha e não por obrigação. Essa era exatamente a ideia apresentada pelo verbo “escolher” (ver Josué 24:22). Em outras passagens, o termo bakhar (“escolher”) descreve a eleição de Israel por Yahweh (Dt 7:6, 7; 10:15; 14:2). Israel era livre para rejeitar Yahweh após sua eleição divina, mas isso seria absurdo e sem sentido. Israel poderia aceitar a Deus e continuar a viver ou dar as costas a Ele e deixar de existir.

3. Qual foi a resposta de Israel ao apelo de Josué? (Js 24:16-18.) Por que Josué reagiu daquela maneira à resposta deles? Js 24:19-21

Js 24:16-18 (NAA)2: 16 Então o povo respondeu: —Longe de nós abandonar o Senhor para servir outros deuses! 17 Porque o Senhor é o nosso Deus. Ele é quem nos tirou, a nós e aos nossos pais, da terra do Egito, da casa da servidão. Ele é quem fez estes grandes sinais aos nossos olhos e nos guardou por todo o caminho em que andamos e entre todos os povos pelo meio dos quais passamos. 18 O Senhor expulsou de diante de nós todas estas gentes, até o amorreu, morador da terra. Portanto, nós também serviremos o Senhor, pois ele é o nosso Deus.

Js 24:19-21 (NAA)2: 19 Então Josué disse ao povo: — Vocês não poderão servir o Senhor, porque é Deus santo, Deus zeloso, que não perdoará a transgressão e os pecados de vocês. 20 Se abandonarem o Senhor e servirem deuses estranhos, ele se voltará contra vocês, e lhes fará mal, e os destruirá, depois de lhes ter feito bem. 21 Então o povo disse a Josué: — Não! O que queremos é servir o Senhor.

Em sua resposta categoricamente positiva, os israelitas descreveram o Deus dos patriarcas e de seus antepassados como “o nosso Deus” (Js 24:17, 18, itálico acrescentado), a quem estavam dispostos a servir com fidelidade total. Depois de uma afirmação tão inquestionável de sua lealdade, esperaríamos palavras de afirmação e encorajamento de Josué. No entanto, esse não é o caso. O diálogo entre Josué e o povo apresenta uma grande revira-volta, na qual Josué parecia desempenhar o papel de “advogado do diabo”. Ele deixou de falar sobre providência de graça que Deus havia revelado no passado e passou a destacar as dificuldades de servir a Deus.

Josué havia conhecido a instabilidade da primeira geração, que também havia prometido obedecer a Deus (Êx 19:8; 24:3; Dt 5:27), mas que tinha se esquecido rapidamente de suas promessas (Êx 32). Assim, Josué, por meio da retórica, desejava conscientizar os israelitas de algumas verdades. Primeiro, a decisão de servir a Deus é séria. Ela terá de moldar toda a nação de acordo com a revelação de Deus. As bênçãos de buscar esse objetivo são evidentes, mas as consequências da desobediência também devem ser bem compreendidas. O perdão dos pecados não é um direito inalienável da humanidade, mas um milagre da graça de Deus.

Em segundo lugar, a decisão dos israelitas de servir a Deus deveria ser uma decisão pessoal, e não algo imposto por um líder, nem mesmo por Josué.

Terceiro, Israel deveria perceber que os seres humanos são incapazes de servir a Deus com suas próprias forças. Servir ao Senhor não se resumia a seguir formalmente as exigências da aliança, mas requeria um relacionamento pessoal com o Senhor e Salvador (ver Êx 20:1, 2; Dt 5:6, 7).

Êx 20:1, 2 (NAA)2: 1 Então Deus falou todas estas palavras: 2 — Eu sou o Senhor, seu Deus, que o tirei da terra do Egito, da casa da servidão.

Dt 5:6, 7 (NAA): 6 — “Eu sou o Senhor, seu Deus, que o tirei da terra do Egito, da casa da servidão.” 7 — “Não tenha outros deuses diante de mim.”

Terça-feira, 23 de dezembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Com sinceridade e verdade

Lições da Bíblia1:

2. O que Josué pediu que os israelitas fizessem? (Js 24:14, 15.) O que significa servir ao Senhor com integridade e com fidelidade?

Js 24:14, 15 (NAA)2: 14 — Agora, pois, temam o Senhor e o sirvam com integridade e com fidelidade. Joguem fora os deuses que os pais de vocês serviram do outro lado do Eufrates e no Egito e sirvam o Senhor. 15 Mas, se vocês não quiserem servir o Senhor, escolham hoje a quem vão servir: se os deuses a quem os pais de vocês serviram do outro lado do Eufrates ou os deuses dos amorreus em cuja terra vocês estão morando. Eu e a minha casa serviremos o Senhor.

O apelo de Josué expressava claramente o fato de que Israel precisava decidir se, por meio da lealdade ao Criador, manteria sua identidade especial e viveria na Terra Prometida, ou se voltaria a ser mais um entre muitos povos idólatras, sem identidade, propósito ou missão claros. A escolha era deles.

O apelo de Josué era duplo: Israel deveria temer o Senhor e servi-Lo “com integridade e com fidelidade” (Js 24:14). Temer o Senhor não significa viver em constante medo e insegurança emocional. Ao contrário, refere-se à reverência e ao temor que resultam do reconhecimento da insondável grandeza, santidade e infinitude de Deus, por um lado, e de nossa pequenez, pecaminosidade e finitude, por outro. Temer a Deus é ter uma consciência constante da magnitude de Suas exigências, um reconhecimento de que Ele não é apenas nosso Pai celestial, mas também nosso Rei divino. Essa consciência levará a uma vida de obediência ao Senhor (Lv 19:14; 25:17; Dt 17:19; 2Rs 17:34). Embora a palavra “temor” descreva a atitude interior que devia caracterizar um israelita, o resultado prático da reverência a Deus era o serviço.

O serviço que era exigido de Israel é caracterizado por dois termos hebraicos traduzidos com as seguintes expressões: “com integridade” e “com fidelidade”. O primeiro termo (tamim) é usado especialmente como adjetivo para descrever a perfeição do animal sacrificado. O segundo termo que descreve o serviço de Israel é “fidelidade” ou “verdade” (’emet). O termo geralmente significa constância e estabilidade. Geralmente se refere a Deus, cujo caráter é essencialmente caracterizado pela fidelidade, que se manifesta em relação a Israel.

Alguém fiel é confiável e fidedigno. Basicamente, Josué estava pedindo a Israel que manifestasse a mesma lealdade a Deus que Ele havia demonstrado para com Seu povo ao longo da história. Não se trata apenas de conformidade externa com Suas exigências, mas daquilo que vem do coração. Nossa vida deve refletir gratidão a Deus pelo que Ele fez por nós. É assim que nós, hoje, também devemos nos relacionar com Jesus.

O que significa para você servir ao Senhor “com integridade” e “com fidelidade”? Quais são alguns dos fatores de distração que impedem sua total devoção a Deus?

Segunda-feira, 22 de dezembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Vocês estavam lá

Lições da Bíblia1:

“Depois Josué reuniu todas as tribos de Israel em Siquém e chamou os anciãos de Israel, os seus chefes, os seus juízes e os seus oficiais, e eles se apresentaram diante de Deus” (Js 24:1).

Siquém foi o lugar em que Abraão havia construído um altar ao chegar àquela terra e onde Deus lhe dera a promessa da Terra Prometida pela primeira vez (Gn 12:6, 7). Agora, quando as promessas feitas a Abraão haviam sido cumpridas, Israel estava renovando a aliança com Deus no mesmo lugar em que a primeira promessa tinha sido feita no início. O apelo de Josué relembra as palavras de Jacó: “Joguem fora os deuses estranhos que há no meio de vocês” (Js 24:23; compare com Gn 35:2-4). A geografia do evento, por si só, transmitia o chamado para demonstrar lealdade total ao Senhor, rejeitando todos os outros “deuses”.

1. Leia Josué 24:2-13. Qual é a ideia principal da mensagem de Deus para Israel?

Josué 24:2-13 (NAA)2: 2 Então Josué disse a todo o povo: — Assim diz o Senhor, Deus de Israel: “Antigamente, os pais de vocês, incluindo Tera, pai de Abraão e de Naor, viviam do outro lado do Eufrates e serviam outros deuses. 3 Eu, porém, trouxe Abraão, o pai de vocês, do outro lado do rio e o fiz percorrer toda a terra de Canaã. Também multipliquei a descendência dele e lhe dei Isaque. 4 A Isaque dei Jacó e Esaú. A Esaú dei como propriedade as montanhas de Seir, mas Jacó e seus filhos desceram para o Egito. 5 Então enviei Moisés e Arão e castiguei o Egito com o que fiz ali; e, depois, tirei vocês de lá. 6 Quando tirei os seus pais do Egito, vocês chegaram até o mar. Os egípcios perseguiram os pais de vocês, com carros de guerra e cavaleiros, até o mar Vermelho. 7 Os pais de vocês clamaram e o Senhor pôs escuridão entre vocês e os egípcios, e trouxe o mar sobre eles, e o mar os cobriu. Vocês viram com os seus próprios olhos o que eu fiz no Egito. Depois vocês viveram no deserto por muito tempo. 8 — Daí eu os trouxe à terra dos amorreus, que moravam do outro lado do Jordão. Eles lutaram contra vocês, mas eu os entreguei nas mãos de vocês. Vocês tomaram posse da terra deles, e eu os destruí diante de vocês. 9 Então o rei de Moabe, Balaque, filho de Zipor, se levantou e lutou contra Israel. Mandou chamar Balaão, filho de Beor, para que os amaldiçoasse. 10 Porém eu não quis ouvir Balaão, e ele teve de abençoar vocês. E assim eu os livrei das mãos de Balaque. 11 — Vocês atravessaram o Jordão e chegaram a Jericó. Os moradores de Jericó lutaram contra vocês e o mesmo fizeram também os amorreus, os ferezeus, os cananeus, os heteus, os girgaseus, os heveus e os jebuseus. Porém eu os entreguei nas mãos de vocês. 12 Enviei vespões adiante de vocês, que os expulsaram de diante de vocês, bem como os dois reis dos amorreus. E não foram as espadas nem os arcos de vocês que fizeram isso. 13 Eu lhes dei uma terra em que vocês não trabalharam e cidades que vocês não haviam construído. Vocês estão vivendo nessas cidades, e comem das vinhas e dos olivais que não plantaram.”

Deus é o principal agente das ações do passado revisado: “tomei”, “dei”, “enviei”, “atormentei”, “fiz”, “te tirei”, “te livrei”, etc. Israel não era o protagonista da narrativa, mas seu coadjuvante. Foi Deus que havia criado Israel. Se Ele não tivesse intervindo na vida de Abraão, eles estariam ser-vindo aos mesmos ídolos. A existência de Israel como nação não era mérito de nenhum de seus ancestrais, mas obra exclusiva da graça de Deus. O fato de os israelitas serem estabelecidos na Terra Prometida não era motivo para se vangloriarem, mas a própria razão pela qual deveriam servir a Deus.

O discurso do Senhor contém uma mudança que ocorre cinco vezes entre “vocês” e “eles” (os antepassados). Os ancestrais e a geração de Siquém foram tratados como um só. Josué estava procurando mostrar o que Moisés já havia afirmado em Deuteronômio 5:3, que o Senhor não havia feito a aliança apenas com os antepassados, mas com todas as pessoas que estavam presentes no momento do discurso de Josué. A grande maioria que estava lá não tinha vivenciado o êxodo. Nem “todos” estiveram no Horebe. No entanto, Josué disse que todos eles estiveram lá. Em resumo, as lições do passado devem ser apropriadas pelas novas gerações. O Deus que atuou em favor dos antepassados, no passado, está pronto para agir em favor da geração atual.

Como igreja, de que maneira podemos ter melhor senso de responsabilidade corporativa, ou seja, compreender a ideia de que o que fazemos afeta todos na igreja?

Domingo, 21 de dezembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Escolham hoje

Lições da Bíblia1:

“Mas, se vocês não quiserem servir o Senhor, escolham hoje a quem vão servir […]. Eu e a minha casa serviremos o Senhor” (Js 24:15).

Leituras da semana: Js 24; Gn 12:7; Dt 17:19; 5:6; 1Rs 11:2, 4, 9; 2Tm 4:7, 8

O capítulo final de Josué se dá no contexto de uma cerimônia de renovação d a aliança, mas dessa vez conduzida pelo líder idoso de Israel. Embora não seja uma aliança propriamente dita, mas um relato de uma cerimônia de renovação d a aliança, o capítulo possui os elementos dos tratados de suserania do Antigo Oriente Próximo: (1) um preâmbulo no qual o suserano, o iniciador do tratado, é identificado; (2) o prólogo histórico, que descreve o relacionamento entre o suserano e o vassalo; (3) as estipulações da aliança pedindo ao vassalo que manifeste total lealdade ao suserano com base na gratidão e motivado por ela; (4) bênçãos pela obediência e maldições pela quebra da aliança; (5) testemunhas do juramento do vassalo; (6) depósito do documento para leitura futura; e (7) ratificação da aliança.

Josué se aproximava do fim de sua vida; não havia nenhum substituto à vista. A renovação da aliança era um lembrete para Israel de que seu rei era o próprio Yahweh e que, se permanecesse fiel a Ele, desfrutaria de Sua proteção. Israel não precisava de um rei humano. Como uma nação teocrática, precisava ter sempre em mente que seu único rei era o Senhor.

Sábado, 20 de dezembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Deus é fiel – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 456, 457 (“As últimas palavras de Josué”).

“Satanás engana muitos com a plausível teoria de que o amor de Deus para com Seu povo é tão grande que desculpará seu pecado. Alega que, embora as ameaças da Palavra de Deus tenham algum propósito em Seu governo moral, não se cumprirão literalmente. Entretanto, em toda a maneira de tratar Suas criaturas, Deus tem mantido os princípios da justiça, revelando o pecado em seu verdadeiro caráter e demonstrado que seu resultado certo é miséria e morte. Nunca houve nem nunca haverá perdão incondicional do pecado. Tal perdão mostraria o abandono dos princípios de justiça que constituem o próprio fundamento do governo de Deus e encheria de espanto o universo dos seres não caídos. […] A suposta benevolência que rejeita a justiça não é benevolência, mas fraqueza.

“Deus é o doador da vida. Desde o princípio, todas as Suas leis foram estabelecidas em favor da vida. Contudo, o pecado se intrometeu na ordem que Deus tinha estabelecido, e o resultado foi a discórdia. Enquanto o pecado existir, o sofrimento e a morte serão inevitáveis. O ser humano só pode ter esperança de se livrar dos terríveis resultado da transgressão pelo fato de o Redentor ter suportado em nosso favor a maldição do pecado” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 457).

Perguntas para consideração

1. Que evidências da fidelidade de Deus você percebeu em sua vida? Como você reage quando as coisas não acontecem como esperava, ou quando as promessas de Deus parecem não se cumprir?

2. Discuta o ensino bíblico sobre a ira de Deus. Como você apresentaria a ira do Senhor como parte do evangelho (ou seja, boas-novas)?

3. Que princípios vimos nesta semana quanto à associação com incrédulos? Como equilibrar os limites em termos de princípios e práticas ao nos misturarmos com as pessoas para servi-las?

4. Quais obstáculos impedem você de se apegar ao Senhor?

Sexta-feira, 19 de dezembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Apegue-se a Deus

Lições da Bíblia1:

A única maneira pela qual Israel poderia evitar a tentação da idolatria e a ira de Deus não era se lembrando constantemente das proibições da aliança, mas promovendo uma fidelidade consciente e consistente ao Senhor. O mesmo verbo, “apegar-se, aderir” ao Senhor (ver Dt 4:4), também é usado para descrever a aliança matrimonial (Gn 2:24) ou a lealdade de Rute a Noemi (Rt 1:14). É importante observar que, de acordo com a avaliação de Josué, essa fidelidade havia caracterizado Israel como nação “até o dia de hoje”. Infelizmente, a mesma afirmação não seria verdadeira em períodos posteriores da história de Israel, como o livro de Juízes infelizmente demonstra (Jz 2:2, 7, 11; 3:7, 12; 4:1).

6. Josué apelou a Israel para que amasse o Senhor, seu Deus (Js 23:11; compare com Dt 6:5). O amor não pode ser forçado; caso contrário, ele deixará de ser o que é essencialmente. No entanto, em que sentido o amor pode ser ordenado?

Js 23:11 (NAA)2: Portanto, empenhem-se em amar o Senhor, seu Deus.

Dt 6:5 (NAA)2: Portanto, ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e com toda a sua força.

Para que Israel desfrutasse continuamente das bênçãos da aliança, teria que permanecer fiel a Deus. O hebraico é extremamente enfático: “Tenha muito cuidado para o bem de sua própria alma.” A palavra ’ahabah (“amor”) pode se referir a várias afeições humanas, incluindo apego amigável, intimidade sexual, ternura maternal, amor romântico e lealdade a Deus. Se entendermos o amor a Deus como o compromisso e a devoção consciente a Ele, esse amor pode ser ordenado sem que isso seja contrário à sua essência (ver Jo 13:34). Deus sempre pretendeu que a obediência a Seus mandamentos surgisse de um relacionamento pessoal com Ele, que se baseia no que Ele fez por nós em Sua grande misericórdia e amor: “[Eu] os trouxe para perto de Mim” (Êx 19:4; ver Dt 6:5; Mt 22:37).

O mandamento de amar a Deus também revela que esse amor deve ser recíproco, mesmo que os dois lados não estejam no mesmo nível. Deus deseja entrar em um relacionamento profundo e pessoal com cada pessoa que retribui Seu amor. Assim, Seu amor por todos é o fundamento para que expressemos nosso amor voluntário e recíproco.

Jesus deu um “novo mandamento” a Seus discípulos. Em que sentido esse mandamento era novo e, ao mesmo tempo, antigo? (Leia Jo 13:34; 15:17; 1Jo 3:11; compare com Lv 19:18.)

Jo 13.34 (NAA)2: Eu lhes dou um novo mandamento: que vocês amem uns aos outros. Assim como eu os amei, que também vocês amem uns aos outros.

Jo 15.17 (NAA)2: O que eu lhes ordeno é isto: que vocês amem uns aos outros.

1Jo 3.11 (NAA)2: Porque a mensagem que vocês ouviram desde o princípio é esta: que nos amemos uns aos outros.

Lv 19.18 (NAA)2: Não procure vingança, nem guarde ira contra os filhos do seu povo, mas ame o seu próximo como você ama a si mesmo. Eu sou o Senhor.

Quinta-feira, 18 de dezembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.