Nossas desculpas: inconveniência

Lições da Bíblia1

A experiência de Jonas no ventre do peixe (Jn 2) foi uma demonstração dramática do amor e da misericórdia divinas, e a oração de Jonas revelou que ele compreendeu a mensagem do amor de Deus. Contudo, só porque ele havia tido um encontro incrível com Deus não significava que sua antiga forma de pensar ou suas antigas atitudes mudariam facilmente, mesmo que tivesse ido para Nínive.

3. Leia Jonas 3. Como o povo reagiu ao que Jonas havia pregado? Quais são as lições sobre testemunho contidas nesse relato?

Jonas 3 “1 A palavra do Senhor veio a Jonas pela segunda vez, dizendo: 2 — Levante-se, vá à grande cidade de Nínive e pregue contra ela a mensagem que eu lhe darei. 3 Jonas se levantou e foi a Nínive, segundo a palavra do Senhor. Ora, Nínive era uma cidade muito importante diante de Deus; eram necessários três dias para percorrê-la. 4 Jonas começou a percorrer a cidade caminho de um dia, e pregava, dizendo: — Ainda quarenta dias, e Nínive será destruída. 5 Os ninivitas creram em Deus. Proclamaram um jejum e vestiram roupa feita de pano de saco, desde o maior até o menor. 6 Quando esta notícia chegou ao rei de Nínive, ele se levantou do seu trono, tirou os trajes reais, cobriu-se de pano de saco e sentou-se sobre cinzas. 7 E mandou proclamar e divulgar em Nínive o seguinte: — Por mandado do rei e dos seus nobres, ninguém — nem mesmo os animais, bois e ovelhas — pode comer coisa alguma; não lhes deem pasto, nem deixem que bebam água. 8 Todos devem ser cobertos de pano de saco, tanto as pessoas como os animais. Então clamarão fortemente a Deus e se converterão, cada um do seu mau caminho e da violência que há nas suas mãos. 9 Quem sabe? Talvez Deus se volte e mude de ideia, e então se afaste do furor da sua ira, para que não pereçamos. 10 Deus viu o que fizeram, como se converteram do seu mau caminho; e Deus mudou de ideia quanto ao mal que tinha dito que lhes faria e não o fez.

Independentemente dos sentimentos de Jonas sobre os ninivitas, ele pregou o que Deus lhe ordenou, e os resultados foram surpreendentes. Os ninivitas foram levados ao arrependimento! Sim, Jonas teve que passar por provas e fazer o que não queria, mas, quando cumpriu o dever, Deus foi glorificado.

A missão é levada adiante nos ombros dos que se sacrificam, mesmo que com relutância. Devemos dar lugar à prioridade de Deus para com os perdidos. Como Jonas, às vezes temos preconceitos que nos impedem de alcançar pessoas ou grupos.

Enfrentar nossos preconceitos requer humildade. A missão também requer tempo e energia emocional. Investir na vida de outros e realmente cuidar deles pode ser desgastante. Em um tempo em que nos estressamos cuidando de nossa própria vida e dos nossos problemas, dar apoio emocional pode parecer exaustivo demais.

E, finalmente, o envolvimento na missão requer que mudemos a forma de usar o dinheiro e como nos sentimos em relação a ele. Seja para auxiliar pessoas, comprar literaturas e materiais de divulgação, ou pagar por serviços ou comodidades para ganhar mais tempo para o trabalho missionário, existem gastos relacionados à missão. De um jeito ou de outro, o trabalho missionário requer sacrifício.

A boa notícia é que, apesar das falhas de Jonas, Deus operou de forma maravilhosa para levar os ninivitas ao arrependimento. Infelizmente, Jonas não compartilhou da mesma alegria do Céu.

Que sacrifício Deus pede que você faça, ou que esteja pronto a fazer, para compartilhar Seu amor? Você crê que Ele irá aperfeiçoá-lo por meio do sacrifício?

Terça-feira, 31 de outubro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Missão de Deus, minha missão. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 514, out. nov. dez. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Nossas desculpas: ideias falsas

Lições da Bíblia1

Quando veio a tempestade, Jonas culpou a si mesmo (Jn 1:1-12). Sua atitude revela algo sobre a visão de mundo e a compreensão de Deus ou “deuses” que muitos tinham naquela época. Visto que acreditavam que diferentes deuses governavam em suas respectivas regiões, o mar era considerado o reino caótico dos demônios. Na cosmovisão dos marinheiros, era necessário um sacrifício para apaziguar a ira deles. Embora Jonas fosse hebreu, era provável que sua visão de mundo fosse influenciada pelas crenças tradicionais de seu tempo.

2. Como Jonas começou a entender a providência divina? Jn 2:1-3, 7-10

Jn 2:1-3, 7-10 (NAA)2: “1 Então, Jonas, do ventre do peixe, orou ao Senhor, seu Deus,e disse: Na minha angústia, clamei ao Senhor, e ele me respondeu; do ventre do abismo, gritei, e tu me ouviste a voz. 3 Pois me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente das águas me cercou; todas as tuas ondas e as tuas vagas passaram por cima de mim. […] 7 Quando, dentro de mim, desfalecia a minha alma, eu me lembrei do Senhor; e subiu a ti a minha oração, no teu santo templo. 8 Os que se entregam à idolatria vã abandonam aquele que lhes é misericordioso. 9 Mas, com a voz do agradecimento, eu te oferecerei sacrifício; o que votei pagarei. Ao Senhor pertence a salvação! 10 Falou, pois, o Senhor ao peixe, e este vomitou a Jonas na terra.

Embora Jonas fugisse do território em que o povo tinha Jeová como Deus, ele aprendeu (da maneira mais difícil) que, mesmo quando viajava para além de sua região, para culturas diferentes, Jeová ainda era o soberano. O vento e as ondas pertenciam a Deus. Os peixes também. “Ao Senhor pertence a Terra e a sua plenitude” (Sl 24:1). Jonas voltou-se para o Soberano da Terra e do mar, confessou e foi salvo.

Nós também podemos ter mal-entendidos sobre Deus e o que Ele espera de nós. Um mal-entendido comum é que o desejo de Deus para nós é que nos concentremos em nossa própria salvação e nos retiremos da maldade do mundo ao nosso redor. Embora sejamos instruídos a nos manter incontaminados do mundo (Tg 1:27), nosso foco deve estar em como levar a esperança e as bênçãos divinas aos necessitados.

Outro mal-entendido que nos impede de aceitar o chamado é acreditar que o sucesso depende de nós. Somos tão incapazes de salvar pessoas quanto Jonas foi incapaz de salvar Nínive. Podemos ter uma mentalidade de “salvador”; porém, nosso chamado não é para salvar, mas para cooperar com Deus na Sua obra de salvar. Louvamos a Deus porque Ele nos transforma, mas só Ele atrai as pessoas para Si mesmo. Plantamos sementes da verdade, mas só Deus converte o coração. Às vezes confundimos nosso papel com o de Deus, o que nos leva a encontrar desculpas para não testemunhar. Deus usou Jonas, mas somente Ele, não Jonas, transformou Nínive.

Ganhar almas é muito difícil para que o ser humano faça isso por conta própria. Como aprender a deixar Deus converter pessoas, por intermédio de nós e do nosso testemunho?

Segunda-feira, 30 de outubro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Nossas desculpas: medo

Lições da Bíblia1

1. Leia Naum 1:1; 3:1-4; 2 Reis 17:5, 6; 19:32-37. O que esses versos revelam sobre Nínive e o relacionamento entre a Assíria e Israel? Como isso pode ter impactado a decisão de Jonas de ir para Társis?

Naum 1:1 (NAA)2: “Sentença contra Nínive. Livro da visão de Naum, da cidade de Elcos.”

Naum 3:1-4 (NAA)2:  1 Ai da cidade sanguinária, toda cheia de mentiras e de roubo e que não solta a sua presa!  2 Eis o estalo dos açoites, o estrondo das rodas, o galope dos cavalos e os carros que vão saltando!  Os cavaleiros que esporeiam, as espadas brilhantes, as lanças reluzentes, uma multidão de feridos, massa de cadáveres, mortos sem fimchegam a tropeçar sobre os mortos. Tudo isso por causa da grande prostituição da bela e encantadora prostituta, da mestra de feitiçarias, que seduzia as nações com a sua prostituição e os povos, com as suas feitiçarias.

2Reis 17:5, 6 (NAA)2: “5 Depois, o rei da Assíria passou por toda a terra, foi até a cidade de Samaria e a sitiou por três anos. 6 No nono ano do reinado de Oseias, o rei da Assíria conquistou Samaria e levou os israelitas para a Assíria. Ele os fez habitar em Hala, junto a Habor, rio de Gozã, e nas cidades dos medos.”

2Reis 19:32-37 (NAA)2: “32 — Portanto, assim diz o Senhor a respeito do rei da Assíria: “Ele não entrará nesta cidade, nem lançará nela flecha alguma. Não virá diante dela com escudo, nem construirá rampas de ataque contra ela.  33 Pelo caminho por onde vier, por esse voltará; mas nesta cidade não entrará”, diz o Senhor. 34 “Porque eu defenderei esta cidade, para a livrar, por amor de mim e por amor de meu servo Davi.” 35 Naquela mesma noite, o Anjo do Senhor saiu e matou cento e oitenta e cinco mil homens no arraial dos assírios. De manhã, quando os restantes se levantaram, lá estavam todos aqueles cadáveres. 36 Então Senaqueribe, rei da Assíria, levantou acampamento, foi embora, voltou para Nínive e por lá ficou. 37 Certo dia, quando ele estava adorando no templo de seu deus Nisroque, os seus filhos Adrameleque e Sarezer o mataram à espada; depois fugiram para a terra de Ararate. E Esar-Hadom, filho de Senaqueribe, reinou em seu lugar.”

Possivelmente, uma das razões pelas quais Jonas não estava disposto a ir a Nínive era o medo. Os assírios eram um inimigo terrível, e Nínive era a capital do reino.

“Entre as cidades do mundo antigo nos dias do reino de Israel dividido, uma das maiores foi Nínive, a capital do Império Assírio. […] No tempo de sua prosperidade temporal, era também um centro de crime e maldade. A Inspiração a caracterizou como ‘cidade sanguinária, toda cheia de mentiras e de roubo’ (Na 3:1). Em linguagem figurada, o profeta Naum comparou Nínive a um leão cruel, devorador. ‘Sobre quem’, interroga o profeta, ‘não passou continuamente a tua maldade?’ (Na 3:19; Ellen G. White, Profetas e Reis [CPB, 2021], p. 156).

Nínive era magnífica. Os historiadores dizem que Senaqueribe expandiu grandemente a cidade, incluindo a construção do enorme palácio a sudoeste, que media 503 metros de altura por 242 metros de largura e continha pelo menos 80 cômodos. Ele também construiu 18 canais para trazer água para a cidade, os quais ficavam até 65 quilômetros de distância. Seu tamanho por si só teria sido assustador.

Mas os assírios também eram implacáveis. Em seu relato da conquista de Babilônia, Senaqueribe se vangloriou de haver enchido as ruas com os cadáveres de seus habitantes, jovens e velhos. Esculturas em relevo encontradas durante escavações retratam cenas de soldados empalando vítimas. Eram as pessoas com as quais ninguém gostaria de encontrar. Não eram avessos ao uso da violência nem de crueldade gratuita contra aqueles de quem não gostavam. Ao se imaginar andando entre as massas populares em Nínive, Jonas deve ter tremido de medo.

Apesar disso, lemos a história de Jonas com o sentimento de reprovação porque ele deixou que o medo o impedisse de cumprir as instruções divinas. O que não percebemos é que fazemos o mesmo, ou seja, permitimos que o medo nos controle.

Você já sentiu fortemente que Deus o estava instruindo a fazer algo, mas, por medo, você não queria fazer? O que você aprendeu com essa experiência?

Domingo, 29 de outubro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Desculpas para evitar a missão

Lições da Bíblia1

“Depois disto, ouvi a voz do SENHOR, que dizia: – A quem enviarei, e quem há de ir por Nós? Eu respondi: – Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6:8).

Nem todas as pessoas chamadas para a missão foram tão submissas quanto Abraão. Deus chamou Jonas (leia Jn 1–4) para pregar em Nínive, capital da Assíria. Essa cidade, localizada no atual Iraque, ficava a cerca de 900 quilômetros de Jerusalém, uma viagem de um mês. Jonas não só se recusou a ir, mas correu na direção oposta. Chegando a Jope, comprou passagem para Társis, no atual sul da Espanha. Navegar 3.218 quilômetros teria levado pelo menos um mês, dependendo do clima. Como não queria confrontar o rei da Assíria, Jonas usou o mês que teria levado para chegar a Nínive para fugir dela. Por que um homem de Deus faria isso?

Os ninivitas eram conhecidos por sua maldade e crueldade e haviam atacado Israel e Judá. No entanto, Deus chamou Jonas para ir a Nínive e pregar contra sua grande maldade (Jn 1:2). A linguagem usada nessa passagem se assemelha à utilizada por Deus com Abraão a respeito de Sodoma e Gomorra, em Gênesis 18:20, 21. Porém, como veremos, Jonas não era como Abraão.

O que podemos aprender com a atitude de Jonas sobre as desculpas que podemos dar para não cumprir a missão?

Sábado, 28 de outubro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Compartilhando a missão de Deus – Estudo adicional

Lições da Bíbla1

“O amor pelas pessoas a perecer inspirava a oração de Abraão. Ao mesmo tempo que os pecados daquela cidade corrupta eram repugnantes a ele, desejava que os pecadores pudessem ser salvos. Seu profundo interesse por Sodoma mostra a ansiedade que devemos experimentar pelos impenitentes. Devemos alimentar ódio ao pecado, mas piedade e amor para com o pecador. Ao nosso redor, existem vidas que estão afundando em ruína tão irremediável e terrível como aquela que recaiu sobre Sodoma. A cada dia o tempo de graça de alguém se encerra. A cada hora alguns passam para além do alcance da misericórdia. E onde estão as vozes de aviso e apelo, dizendo para o pecador fugir dessa condenação terrível? Onde estão as mãos estendidas para fazê-lo retroceder do caminho da morte? Onde estão os que com humildade e fé perseverante intercedem junto a Deus por ele?

“O espírito de Abraão era o espírito de Cristo. E o Filho de Deus é o grande intercessor em favor do pecador. Aquele que pagou o preço pela redenção do ser humano sabe o valor de uma vida. Com tal oposição ao mal, que unicamente pode existir em uma natureza imaculadamente pura, Cristo manifestou para com o pecador um amor que apenas a infinita bondade poderia conceder” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 109, 110).

“Abraão era honrado pelos povos que o cercavam como um poderoso príncipe e chefe sábio e capaz. Não deixou de exercer sua influência entre os vizinhos. Sua vida, bem como seu caráter, em marcante contraste com a dos adoradores de ídolos, exercia uma influência eloquente em favor da verdadeira fé” (Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 103).

Perguntas para consideração

  1. Quais personagens bíblicos cumpriram a missão? João Batista teve sucesso?
  2. Leia Gênesis 19:30-36. Como era o caráter dos salvos de Sodoma?
    Gn 19:30-36 (NAA)2: “30 Ló partiu de Zoar e habitou no monte, ele e as duas filhas, porque receavam permanecer em Zoar. Ló habitou numa caverna, e com ele as duas filhas. 31 Então a primogênita disse à mais moça: — Nosso pai está velho, e não há homem na terra que venha unir-se conosco, segundo o costume de toda terra. 32 Venha, vamos embebedá-lo com vinho, deitemo-nos com ele e conservemos a descendência de nosso pai. 33 Naquela noite, deram de beber vinho a seu pai. E, entrando a primogênita, se deitou com ele, sem que ele o notasse, nem quando ela se deitou, nem quando se levantou. 34 No dia seguinte, a primogênita disse à mais nova: — Ontem à noite, deitei-me com o meu pai. Vamos embebedá-lo também esta noite; entre e deite-se com ele, para que preservemos a descendência de nosso pai. 35 De novo, naquela noite, deram de beber vinho a seu pai. E, entrando a mais nova, se deitou com ele, sem que ele o notasse, nem quando ela se deitou, nem quando se levantou. 36 E assim as duas filhas de Ló ficaram grávidas do próprio pai. 37 A primogênita deu à luz um filho e lhe deu o nome de Moabe. Este é o pai dos moabitas, até o dia de hoje. 38 A mais nova também deu à luz um filho e lhe deu o nome de Ben-Ami. Este é o pai dos amonitas, até o dia de hoje.”
  3. Que lições aprendemos com Abraão a respeito da missão e de como é realizada?
  4. A intercessão de Abraão por Sodoma e Gomorra foi bem-sucedida ou fracassou?

Sexta-feira, 27 de outubro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Submissão à vontade divina

Lições da Bíblia1

5. Leia Gênesis 12:1-9. O que esses versos ensinam sobre a submissão à vontade divina, mesmo quando o caminho à frente não parece claro?

Gênesis 12:1-9 (NAA)2: “1 O Senhor disse a Abrão: — Saia da sua terra, da sua parentela e da casa do seu pai e vá para a terra que lhe mostrarei. 2 Farei de você uma grande nação, e o abençoarei, e engrandecerei o seu nome. Seja uma bênção! 3 Abençoarei aqueles que o abençoarem e amaldiçoarei aquele que o amaldiçoar. Em você serão benditas todas as famílias da terra. 4 Partiu, pois, Abrão, como o Senhor lhe havia ordenado. E Ló foi com ele. Abrão tinha setenta e cinco anos quando saiu de Harã. 5 Abrão levou consigo a sua mulher Sarai, o seu sobrinho Ló, todos os bens que haviam adquirido e as pessoas que lhes foram acrescentadas em Harã. Partiram para a terra de Canaã e lá chegaram. 6 Abrão atravessou a terra até Siquém, até o carvalho de Moré. Nesse tempo os cananeus habitavam essa terra. 7 O Senhor apareceu a Abrão e lhe disse: — Darei esta terra à sua descendência. Ali Abrão edificou um altar ao Senhor, que lhe tinha aparecido. 8 Passando dali para o monte a leste de Betel, armou a sua tenda, ficando Betel a leste e Ai a oeste. Ali edificou um altar ao Senhor e invocou o nome do Senhor. 9 Depois, Abrão partiu dali, indo sempre na direção do Neguebe.”

Uma das principais qualidades de Abrão foi sua submissão à vontade divina. Todas as suas experiências com Deus foram caracterizadas por essa submissão.

Seu chamado: Abrão recebeu um chamado desafiador: “O Senhor disse a Abrão: – Saia da sua terra, da sua parentela e da casa do seu pai e vá para a terra que lhe mostrarei” (Gn 12:1). Ao ouvir uma voz do Céu, sua primeira reação poderia ter sido desconsiderar essa voz, pensando que fosse uma alucinação. Ou poderia ter desafiado a mensagem, dizendo algo como: “Eu não quero ir; gosto daqui”. “A terra que lhe mostrarei” pode ter parecido uma descrição estranha de um destino! Mas ele aceitou o chamado. Submeteu sua vontade à vontade de Deus e deixou a casa de seu pai e seu país: “Partiu, pois, Abrão, como o Senhor lhe havia ordenado” (Gn 12:4).

Escolha da terra: Houve uma discussão entre os servos de Ló e os de Abrão, mas Abrão não era homem de lutar com sua própria carne e sangue. Ele se submeteu à vontade de Deus, que novamente o abençoou: “O Senhor disse a Abrão, depois que Ló se separou dele: – Erga os olhos e olhe de onde você está para o norte, para o sul, para o leste e para o oeste; porque toda essa terra que você está vendo, Eu a darei a você e à sua descendência, para sempre” (Gn 13:14, 15).

Destruição de Sodoma e Gomorra: Quando Deus revelou o destino das cidades, Abraão tentou salvá-las. Como não havia sequer dez pessoas justas nesses lugares, eles foram destruídos. Abraão se submeteu ao Senhor e aceitou o juízo sobre as cidades.

O Senhor foi capaz de usar Abraão por causa de sua submissão a Ele em todas as circunstâncias. Assim devemos agir no presente.

Desafio: Em nossas cidades, enfrentamos obstáculos para pregar o evangelho de forma adequada e eficaz. Precisamos suplicar a intervenção divina.

Desafie-se: Encontre um meio de entrar em contato com alguém diretamente afetado por uma situação difícil. Diga a essa pessoa que está orando por ela e peça a Deus que lhe mostre o que você pode fazer para ajudar.

Quinta-feira, 26 de outubro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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A missão de Abraão

Lições da Bíblia1

4. Leia Gênesis 19:1-29. Qual foi o resultado do espírito de hospitalidade, amor e oração de Abraão?

Gênesis 19:1-29 (NAA)2: “1 Ao anoitecer, os dois anjos chegaram a Sodoma. Ló estava sentado junto ao portão da cidade. Quando viu os anjos, levantou-se e, indo ao encontro deles, prostrou-se com o rosto em terra 2 e lhes disse: — Por favor, meus senhores, venham para a casa deste servo de vocês. Poderão passar a noite, lavar os pés, levantar-se de madrugada e seguir o seu caminho. Mas eles responderam: — Não; passaremos a noite na praça. 3 Ló insistiu tanto, que eles foram e entraram na casa dele. Deu-lhes um banquete, fez assar uns pães sem fermento, e eles comeram. 4 Mas, antes que eles se deitassem, os homens daquela cidade cercaram a casa. Eram os homens de Sodoma, tanto os moços como os velhos, sim, todo o povo de todos os lados. 5 E chamaram Ló e lhe disseram: — Onde estão os homens que, à noitinha, entraram na sua casa? Traga-os aqui fora para que abusemos deles. 6 Então Ló foi até a porta, fechou-a atrás de si 7 e lhes disse: — Meus irmãos, peço-lhes que não cometam essa maldade. 8 Olhem aqui! Tenho duas filhas, virgens, e vou trazê-las para vocês. Façam com elas o que quiserem, porém não façam nada a estes homens, porque se acham sob a proteção do meu teto. 9 Eles, porém, disseram: — Saia daí! E acrescentaram: — Ele é estrangeiro, veio morar entre nós e pretende ser juiz em tudo? Vamos fazer com você pior do que com eles. E atiraram-se contra o homem, contra Ló, e se aproximaram para arrombar a porta. 10 Porém os homens, estendendo a mão, puxaram Ló para dentro e fecharam a porta. 11 E feriram de cegueira os que estavam do lado de fora, desde o menor até o maior, de modo que se cansaram à procura da porta. 12 Então os homens disseram a Ló: — Você tem aqui mais alguém dos seus? Genro, filhos, filhas, todos quantos você tem na cidade, faça-os sair daqui, 13 pois vamos destruir este lugar, porque o seu clamor tem aumentado, chegando até a presença do Senhor, e o Senhor nos enviou a destruí-lo. 14 Então Ló saiu e foi falar com os seus genros, os que estavam para casar com as suas filhas. Ele disse: — Levantem-se e saiam deste lugar, porque o Senhor vai destruir a cidade. Mas eles pensaram que Ló estava brincando. 15 Ao amanhecer, os anjos apressaram Ló, dizendo: — Levante-se, pegue a sua mulher e as suas duas filhas, que aqui se encontram, e saia daqui, para que você não morra quando a cidade for castigada. 16 Como, porém, ele se demorasse, aqueles homens o pegaram pela mão, a ele, a sua mulher e as duas filhas, sendo-lhe o Senhor misericordioso, e o tiraram, e o puseram fora da cidade. 17 Havendo-os levado para fora, um deles disse: — Corra, para sair daqui com vida! Não olhe para trás, nem pare em toda a campina. Fuja para o monte, para que você não morra. 18 Mas Ló disse a eles: — Assim não, meu Senhor! 19 Eis que o teu servo encontrou favor diante dos teus olhos, e engrandeceste a tua misericórdia para comigo, salvando-me a vida. Mas não posso fugir para o monte, pois receio que a destruição vá me alcançar, e eu morra. 20 Eis aqui perto uma cidadezinha para a qual eu posso fugir. Ela é bem pequena. Permita que eu fuja para lá — ela é bem pequena, não é verdade? —, e nela poderei salvar a minha vida. 21 O anjo respondeu: — Quanto a isso, estou de acordo, para não destruir a cidade de que você acaba de falar. 22 Vá depressa e refugie-se nela; pois nada posso fazer, enquanto você não tiver chegado lá. Por isso, a cidade recebeu o nome de Zoar. 23 O sol estava nascendo sobre a terra, quando Ló entrou em Zoar. 24 Então o Senhor fez chover enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra. Isso veio da parte do Senhor, desde os céus. 25 Ele destruiu aquelas cidades, e toda a campina, e todos os moradores das cidades, e o que nascia na terra. 26 E a mulher de Ló olhou para trás e virou uma estátua de sal. 27 Na manhã seguinte, Abraão se levantou de madrugada e foi para o lugar onde tinha estado na presença do Senhor. 28 Abraão olhou para Sodoma e Gomorra e para toda a terra da campina e viu que da terra subia fumaça, como se fosse a fumaça de uma fornalha. 29 Assim, quando destruiu as cidades da campina, Deus se lembrou de Abraão e tirou Ló do meio da destruição, quando subverteu as cidades em que Ló tinha morado.

O texto dá uma indicação interessante sobre a posição de Ló na cidade de Sodoma: “Ló estava sentado junto ao portão da cidade” (Gn 19:1). Isso significa que ele era alguém importante na cidade, certamente um oficial público, pois sentar-se junto ao portão era privilégio de oficiais, juízes e reis (2Sm 19:8; Jr 38:7; Rt 4:1).

Gênesis 19 é quase igual ao capítulo 18 e à história dos anjos com Abraão. Abraão e Ló estavam sentados junto a uma entrada ou a um portão (Gn 18:1; 19:1); cada um convidou estranhos para descansar em sua casa (Gn 18:3, 4; 19:2); Abraão e Ló prepararam comida para seus visitantes (Gn 18:4-8; 19:3). Ao que parece, ainda que tivesse defeitos, Ló tinha algumas qualidades.

“Então o Senhor fez chover enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra. Isso veio da parte do Senhor, desde os céus. Ele destruiu aquelas cidades, e toda a campina, e todos os moradores das cidades, e o que nascia na terra” (Gn 19:24, 25).

Não sabemos quantos viviam nas cidades de Sodoma e Gomorra no momento desse relato, mas entre essas milhares de pessoas apenas quatro deixaram a cidade, e apenas três foram salvas. O mesmo se deu no dilúvio. Não sabemos quantos estavam vivos naquela época, mas sabemos que a maioria não foi salva.

O pequeno número de moradores de Sodoma que foram salvos tem implicações para a nossa própria missão: nem todos serão salvos. Gostaríamos que todos aceitassem Jesus e Seu plano de salvação, mas cada um tem seu livre-arbítrio. Nossa tarefa é convidar o maior número possível de pessoas a escolher Jesus. Enquanto cumprimos nossa missão, Deus nos ajuda por meio do Espírito Santo, mas nunca irá contra a vontade de ninguém. Livre-arbítrio significa que, no fim, não importa o que façamos, não importa o quanto oremos, a salvação se resume à escolha de cada um.

Como não desanimar caso não observemos o tipo de resultados que gostaríamos de ter ao cumprir a missão?

Quarta-feira, 25 de outubro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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O espírito de oração de Abraão

Lições da Bíblia1

3. Leia Gênesis 18:23-32 e Tiago 5:16. O que isso nos ensina sobre o poder da oração intercessória?

Gênesis 18:23-32 (NAA)2: “23 E, aproximando-se, Abraão perguntou: — Será que vais destruir o justo com o ímpio? 24 Se houver, por acaso, cinquenta justos na cidade, ainda assim destruirás e não pouparás o lugar por amor dos cinquenta justos que nela se encontram? 25 Longe de ti fazeres tal coisa: matar o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio. Longe de ti! Será que o Juiz de toda a terra não faria justiça? 26 Então o Senhor disse: — Se eu encontrar cinquenta justos dentro da cidade de Sodoma, pouparei a cidade toda por amor a eles. 27 Abraão continuou: — Eis que me atrevi a falar ao Senhor, eu que sou pó e cinza. 28 Caso faltarem cinco para cinquenta justos, destruirás por isso toda a cidade? Deus respondeu: — Não a destruirei se eu encontrar ali quarenta e cinco. 29 Então Abraão disse: — E se, por acaso, houver ali apenas quarenta? Deus respondeu: — Não o farei por amor aos quarenta. 30 Abraão insistiu: — Não se ire o Senhor, se eu continuar a falar. E se houver ali apenas trinta? O Senhor respondeu: — Não o farei se eu encontrar ali trinta. 31 Abraão continuou: — Eis que me atrevi a falar ao Senhor. E se, por acaso, houver ali apenas vinte? O Senhor respondeu: — Não a destruirei por amor aos vinte. 32 Finalmente Abraão disse: — Não se ire o Senhor, se lhe falo somente mais esta vez. E se, por acaso, houver ali apenas dez? O Senhor respondeu: — Não a destruirei por amor aos dez.”

Tiago 5:16 (NAA)2: “Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros, para que vocês sejam curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.”

O diálogo entre Abraão e Deus é um tipo, uma representação, da oração intercessória. Abraão é apresentado como um intercessor diante de Deus pelo povo justo que houvesse em Sodoma e Gomorra. Ele suplicou por eles, em favor deles; isto é, de certa forma, agiu como um tipo, um símbolo, de Jesus, o nosso Intercessor diante do Pai. Nossa missão hoje só será bem-sucedida se prosseguirmos com esse tipo de oração.

Abraão havia aprendido a amar os habitantes de Sodoma, Gomorra e das outras cidades. Por isso, sua oração foi honesta e sincera. Ele havia lutado contra alguns reis que haviam derrotado os reis de Sodoma e Gomorra. Após a vitória de Abraão, Bera, o rei de Sodoma, foi ao encontro de Abraão com Melquisedeque. Bera pediu que o seu povo pudesse retornar para as suas casas: “Dê-me as pessoas e fique com os bens para você” (Gn 14:21). Essa é uma indicação do amor desse rei por seu povo. Visto que uma das grandes características de Abraão era o amor, ele amava os reis de Sodoma e Gomorra e orava por eles e por seu povo. “O amor pelas pessoas a perecer inspirava a oração de Abraão” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 109).

Abraão exercia humildade e perseverança em suas orações. Assim que Deus aceitou o primeiro pedido, salvar a cidade caso 50 pessoas justas vivessem ali, ele continuou sua intercessão.

Nossa missão não pode ter êxito sem oração intercessória. Depois de conhecer alguém, depois de apresentar um sermão ou dar um estudo bíblico, devemos orar pelas pessoas com quem estamos em contato. Deus está atento a essas orações e toca o coração das pessoas. Não são nossas palavras ou nossa eloquência que converterão nossos amigos ou conhecidos – é o Espírito Santo. Por isso, em qualquer missão em que estejamos envolvidos, devemos orar por todas as pessoas individualmente.

Leia Romanos 8:34 e Hebreus 7:25. O que essas passagens nos dizem sobre o que Jesus faz por nós, e como essa verdade nos ajuda a entender melhor nosso próprio papel como intercessores?

 Rm 8:34 (NAA)2: “Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu, ou melhor, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.”

Hb 7:25 “Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se aproximam de Deus, vivendo sempre para interceder por eles.”

Terça-feira, 24 de outubro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Missão de Deus, minha missão. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 514, out. nov. dez. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.