Inabalável como o monte Sião

Lições da Bíblia1

9. Como os que confiam em Deus são retratados no Salmo 125:1, 2?

Sl 125:1, 2 (NAA)2: “1 Os que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se abala, firme para sempre. 2 Como em redor de Jerusalém estão os montes, assim o Senhor, em derredor do seu povo, desde agora e para sempre.

Os que confiam no Senhor são comparados ao monte Sião, símbolo de firmeza e força. A vista magnífica das montanhas que cercavam Jerusalém inspirou o salmista a reconhecer a certeza da proteção divina (Sl 5:12; 32:7, 10). Ao contrário dos montes governados pelos ímpios, que são lançados ao mar (Sl 46:2), a impressionante durabilidade do monte sobre o qual Jerusalém foi construída inspira confiança. A certeza da proteção divina se torna mais ousada diante da realidade de que o mal parece prevalecer às vezes. No entanto, mesmo em meio a esse mal, temos esperança.

10. Como os justos são tentados? Qual é a lição para nós? Sl 125:3-5

Sl 125:3-5 (NAA)2: “3 O cetro dos ímpios não permanecerá sobre a sorte dos justos, para que o justo não estenda a mão à iniquidade. 4 Faze o bem, Senhor, aos bons e aos retos de coração. 5 Quanto aos que se desviam para sendas tortuosas, levá-los-á o Senhor juntamente com os malfeitores. Paz sobre Israel!”

Os fiéis podem ser desencorajados pelo sucesso dos ímpios e, talvez, tentados a seguir seus caminhos (Sl 73:2-13; 94:3). A grandiosa estabilidade do monte Sião não pode firmar os que se afastam do Senhor. O povo ainda tem liberdade para “praticar a iniquidade” (Sl 125:3) e desviar-se “para caminhos tortuosos” (Sl 125:5). O Senhor é justo e julgará os que permanecem em rebelião e não se arrependem dos pecados.

Eis o chamado para que o povo de Deus permaneça com fé e confiança inabaláveis no Senhor, assim como o monte Sião é seu refúgio inabalável. Ou seja, mesmo quando não entendemos as provações, ainda podemos confiar na bondade de Deus.

“A entrada do pecado no mundo, a encarnação de Cristo, a regeneração, a ressurreição e muitos outros assuntos apresentados na Bíblia são mistérios por demais profundos para a mente humana explicar ou mesmo entender plenamente. Não temos, porém, razões para duvidar da Palavra de Deus pelo fato de não entendermos os mistérios de Sua providência. […] Por toda parte há maravilhas que estão além da nossa compreensão. […] A dificuldade está na debilidade e na pequenez da mente humana. Deus nos deu, nas Escrituras, provas suficientes do seu caráter divino, e não devemos duvidar da Sua Palavra pelo fato de não podermos compreender todos os mistérios de Sua providência” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 106, 107).

Quinta-feira, 14 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Segurança e paz de Sião

Lições da Bíblia1

7. Como o mundo é poeticamente retratado no Salmo 46:1-7?

Sl 47:1-7 (NAA)2: “1 Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. 2 Portanto, não temeremos, ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares;ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes estremeçam. 4 Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. 5 Deus está no meio dela; jamais será abalada. Deus a ajudará desde o romper da manhã. 6 Bramam nações, reinos se abalam. Deus faz ouvir a sua voz, e a terra se dissolve. 7 O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.

O salmo faz uma descrição vívida do mundo em confusão, retratado com as imagens de desastres naturais de intensidade sem precedentes (Sl 46:2, 3). A imagem das águas perturbadas muitas vezes retrata as nações rebeldes e vários problemas que os ímpios causam no mundo (Sl 93:3, 4; 124:2-5). Da mesma forma, no Salmo 46, as imagens de calamidades naturais retratam o mundo controlado por nações que guerreiam (Sl 46:6). Evidentemente o mundo não conhece a Deus, pois o Senhor está no meio de Seu povo, e onde Ele habita há paz (Sl 46:4, 5). No entanto, embora o mundo O rejeite, Deus não abandona o mundo. Ele está presente no mundo, pois está entre o Seu povo. Em outras palavras, ainda que tudo pareça ruim, a presença divina está aqui, e, conhecendo essa verdade fundamental, encontramos esperança e encorajamento.

O Senhor, que é o refúgio perfeito, é a Fonte da paz e da segurança duradouras de Sião. As palavras que destacam a segurança de Sião no Salmo 46:3 são “ainda que”. Embora o mundo esteja em confusão, o povo de Deus está seguro. Isso mostra que a paz não é o resultado da total ausência de provações, mas um dom de Deus a Seus filhos confiantes. Confiança irrestrita em Deus pode dar ao Seu filho paz e segurança em meio à tempestade (Mt 8:23-27). A questão é: Deus deixará o mundo às suas escolhas e ações destrutivas para sempre?

8. Como Deus responde à violência e destruição no mundo? Sl 46:6-11

Sl 46:6-11 (NAA)2: “6 Bramam nações, reinos se abalam. Deus faz ouvir a sua voz, e a terra se dissolve.O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio. Venham contemplar as obras do Senhor, que tem feito desolações na terra.Ele faz cessar as guerras até os confins do mundo, quebra o arco e despedaça a lança; queima os carros no fogo. 10 Aquietem-se e saibam que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra. 11 O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.”

Deus responde com tamanho desagrado que Sua palavra, que criou a Terra, agora faz com que ela se dissolva (Sl 46:6). No entanto, a dissolução não termina em destruição, mas em renovação. Observe que Deus estende Sua paz de Sião até os confins da Terra. Ele fará cessar as guerras e extinguirá as ferramentas de destruição, que as nações perversas usaram para trazer opressão ao mundo (Sl 46:9). Essa é a grande esperança dos cristãos, que se cumprirá na segunda vinda de Jesus.

Como podemos ter paz e confiar em Deus em meio a um mundo turbulento?

Quarta-feira, 13 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Sião – lar de todas as nações

Lições da Bíblia1

5. Leia Salmo 87:1, 2. O que faz de Sião um lugar tão estimado?

Sl 87:1, 2 (NAA)2: “1 Fundada por ele sobre os montes santos, 2 o Senhor ama as portas de Sião mais do que todas as habitações de Jacó.

O Salmo 87 é um hino que celebra Sião como a cidade especialmente escolhida e amada por Deus. O fundamento do templo de Deus está no monte Sião (Sl 2:6; 15:1). No fim dos tempos, Sião se elevará acima de todos os montes, indicando a supremacia do Senhor sobre o mundo (Sl 99:2; Is 2:2; Mq 4:1). O Salmo 87 refere-se a Sião como “montes” para destacar sua majestade (Sl 133:3). Deus ama as portas de Sião “mais do que todas as habitações de Jacó” (Sl 87:2), expressando a superioridade de Sião sobre todos os outros lugares em Israel que foram locais especiais de reunião do povo de Deus no passado, como Siló e Betel. Portanto, o salmo afirma que a verdadeira adoração a Deus está em Seu lugar escolhido e no modo prescrito por Ele.

6. Leia Salmo 87:3-7. Que coisas gloriosas se diz sobre Sião?

Sl 87:3-7 (NAA)2: 3 Coisas gloriosas são ditas a respeito de você, ó cidade de Deus! 4 “Dentre os que me conhecem, farei menção de Raabe e da Babilônia. Eis aí a Filístia e Tiro com a Etiópia; ‘nasceram em Sião’, é o que se diz.”E a respeito de Sião se dirá: “Este e aquele nasceram nela”; e o próprio Altíssimo a estabelecerá. O Senhor, ao registrar os povos, dirá: “Este nasceu lá.” Todos os cantores, saltando de alegria, dirão: “Todas as minhas fontes estão em ti.

A glória de Sião atrai todas as nações para Deus, e assim as fronteiras do Seu reino se estendem para incluir o mundo inteiro. Observe que Deus não trata as outras nações como cidadãos de segundo nível, mesmo que Sião seja retratada como o local de nascimento espiritual de todos os povos que aceitam o Senhor como Salvador.

O registro dos indivíduos era feito de acordo com seu local de nascimento (Ne 7:5; Lc 2:1-3). Três vezes o salmo afirma que as nações nascem em Sião, o que significa que o Senhor lhes dá uma nova identidade e lhes concede todos os privilégios dos legítimos filhos de Sião (Sl 87:4-6).

O salmo 87 aponta para a salvação de judeus e gentios e para a união deles na igreja por meio da redenção em Cristo (Rm 3:22; 10:12; Gl 3:28, 29; Cl 3:11). O retrato da prosperidade de Sião é reminiscência da visão do reino de Deus, que se torna uma montanha que enche a Terra (Dn 2:34, 35, 44, 45), e da parábola de Jesus sobre o reino que cresce e se torna uma enorme árvore que abriga as aves do céu (Mt 13:32).

A prontidão de Sião em adotar todos os povos se cumpre na Grande Comissão da igreja para pregar o evangelho e as três mensagens angélicas às nações (Mt 28:18-20)?

Mt 28:18-20 (NAA): “18 Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: — Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. 19 Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, 20 ensinando-os a guardar todas as coisas que tenho ordenado a vocês. E eis que estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos.”

Terça-feira, 12 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Ore pela paz de Jerusalém

Lições da Bíblia1

3. Leia Salmo 122:1-5. Quais eram os sentimentos dos adoradores ao chegarem a Jerusalém? O que esperavam encontrar ali?

Salmo 122:1-5 (NAA)2: “1 Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor. 2 Pararam os nossos pés junto às tuas portas, ó Jerusalém! 3 Jerusalém, que estás construída como cidade compacta, 4 para onde sobem as tribos, as tribos do Senhor, como convém a Israel, para renderem graças ao nome do Senhor.Lá estão os tronos de justiça, os tronos da casa de Davi.

O Salmo 122 expressa a emoção dos peregrinos ao chegar a Jerusalém. Com alegria, os fiéis se juntavam três vezes durante o ano para comemorar a bondade de Deus para com eles no passado e no presente (Dt 16:16). Jerusalém era o centro da vida da nação, pois ali estavam o “testemunho de Israel” (Sl 122:4, ACF) e os tronos de justiça (Sl 122:5). “O testemunho de Israel” refere-se ao santuário, chamado de “o tabernáculo do testemunho” (Nm 1:50) e continha a “arca do testemunho” (Êx 25:22). Os tronos estabelecidos para justiça retratam o sistema judicial em Jerusalém (2Sm 8:15). A peregrinação era, portanto, o tempo em que se podia buscar e obter justiça. A fidelidade a Deus e a administração da justiça às pessoas deviam sempre andar juntas.

4. Leia Salmo 122:6-9. Qual é a principal oração do povo de Deus?

Salmo 122:6-9 (NAA)2: “6 Orai pela paz de Jerusalém! Sejam prósperos os que te amam. 7 Reine paz dentro de teus muros e prosperidade nos teus palácios. 8 Por amor dos meus irmãos e amigos, eu peço: haja paz em ti! Por amor da Casa do Senhor, nosso Deus, buscarei o teu bem.”

Orar pela paz de Jerusalém invocava as bênçãos divinas sobre a cidade e seus habitantes e unia os adoradores, fazendo com que a paz se espalhasse entre eles (Sl 122:8). Jerusalém só poderia ser a cidade da paz se existisse paz entre Deus e Seu povo, e entre os próprios filhos de Deus. Assim, a oração pela paz de Jerusalém transmitia um apelo ao povo para que vivesse em paz com Deus e uns com os outros. Na paz de Jerusalém, o povo prosperaria (Sl 147:12-14).

O salmo nos ensina que a oração pelo bem-estar da comunidade de fé deve ser o assunto principal das orações dos filhos de Deus, pois somente o povo forte e unido pode proclamar as boas-novas da paz e salvação de Deus ao mundo (Jo 13:34, 35).

Orar pela paz de Jerusalém ainda é um privilégio e uma responsabilidade dos crentes, pois mantém viva a esperança da vinda do reino de paz de Deus no fim dos tempos, que abrangerá não apenas a cidade de Jerusalém, mas o mundo inteiro (Is 52:7; 66:12, 13; Ap 21–22).

Na prática, como podemos promover a harmonia entre nós como povo de Deus?

Segunda-feira, 11 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Um dia nos Teus átrios vale mais que mil

Lições da Bíblia1

1. Leia Salmo 84:1-4. Por que o salmista anseia por habitar no santuário?

Sl 84:1-4 (NAA)2: “1 Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos!A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo! 3 O pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si, onde acolha os seus filhotes, perto dos teus altares, SENHOR dos Exércitos, Rei meu e Deus meu! 4 Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvam-te perpetuamente.

O salmista “suspira” e “desfalece” para fazer do santuário sua morada permanente, para que ele possa estar perto de Deus para sempre (Sl 84:1, 2). A presença viva de Deus (Sl 84:2) faz do santuário um lugar único. Ali, os adoradores podem “contemplar a beleza do Senhor” (Sl 27:4; ver também Sl 63:2) e estar “satisfeitos com a bondade de [Sua] casa” (Sl 65:4). No Salmo 84, a felicidade incomparável é alcançada no relacionamento com Deus, que consiste em louvá-Lo (Sl 84:4), encontrar força Nele (Sl 84:5) e confiar na Sua proteção (Sl 84:12). O santuário é o lugar em que tal relacionamento é nutrido através da adoração e comunhão com outros crentes. A presença divina viva no santuário dá aos adoradores um vislumbre do reino glorioso de Deus e um sabor da vida eterna.

2. Leia Salmo 84:5-12. Quem mais pode ser abençoado pelo santuário?

Sl 84:5-12 (NAA)2: “5 Bem-aventurado é aquele cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados! 6 Quando passa pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva. 7 Vão indo de força em força; cada um deles aparece diante de Deus em Sião. 8 Senhor, Deus dos Exércitos, escuta a minha oração; ouve-me, ó Deus de Jacó! 9 Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido. 10 Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil; prefiro estar à porta da casa do meu Deus a permanecer nas tendas da perversidade. 11 Porque o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dá graça e glória; não recusa nenhum bem aos que andam retamente. 12 Ó Senhor dos Exércitos, feliz é aquele que em ti confia.

As bênçãos de Deus são descritas irradiando do santuário, concedidas primeiramente àqueles que servem ali (Sl 84:4), depois aos peregrinos a caminho do santuário (Sl 84:5-10) e, finalmente, chegam até os confins da Terra. A expectativa de encontrar Deus no santuário fortalece a fé dos peregrinos (Sl 84:7). Enquanto a força do viajante comum enfraquece sob o fardo da jornada cansativa, a força dos peregrinos ao santuário aumenta quanto mais se aproximam dali.

Mesmo quando fisicamente distantes do santuário, os filhos de Deus continuam a ter um selo do santuário de Deus andando retamente (Sl 84:11), o que caracteriza os justos que entram no santuário do Senhor (Sl 15:1, 2). O Senhor é chamado de “sol”, mostrando que as bênçãos do santuário, como os raios solares, se estendem até os confins da Terra (Sl 84:11). Assim, aqueles que permanecem com Deus por meio da fé recebem Sua graça, independentemente de onde estejam.

Leia Apocalipse 21:3. Que esperança refletida no santuário terrestre nos é revelada nesse texto? Como, mesmo agora, podemos imaginar como será essa experiência?

Apocalipse 21:3 (NAA): “Então ouvi uma voz forte que vinha do trono e dizia: — Eis o tabernáculo de Deus com os seres humanos. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles e será o Deus deles.”

Domingo, 10 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Anseio por Deus em Sião

Lições da Bíblia1

“A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!” (Sl 84:2).

Os cânticos de Sião são hinos alegres que engrandecem a beleza de Sião e a soberania do Senhor, que reina de Seu santo monte. Esses salmos frequentemente louvam os méritos da casa do Senhor e expressam um amor pelo santuário que também pode ser encontrado em outros salmos. Muitos deles foram escritos pelos filhos de Corá, que tiveram experiência em primeira mão da bênção de estar na casa do Senhor como músicos do templo (1Cr 6:31-38) e guardas de suas portas (1Cr 9:19). O que faz de Sião a fonte de esperança e alegria? Sião representava a presença viva de Deus entre Seu povo. Assim como o povo de Israel é o povo escolhido de Deus (Dt 7:6), Sião é o monte escolhido de Deus (Sl 78:68; 87:2). Deus reina de Sião (Sl 99:1, 2) e fundou Seu templo também em Sião (Sl 87:1). Portanto, Sião é um lugar de bênçãos divinas e refúgio. Muitas vezes, menciona-se Sião paralelamente ou mesmo de forma intercambiável com Jerusalém e o santuário, o centro da obra divina de salvação para o mundo antigo.

As bênçãos de Sião transbordam até os confins da Terra, pois o Senhor e Sua graça excedem os limites de qualquer lugar santo. Sião é a alegria de toda a Terra (Sl 48:2), confirmando que toda a Terra pertence a Deus.

Sábado, 09 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Lições do passado – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia Atos 7 e Hebreus 11. Qual é o objetivo final da liderança soberana de Deus sobre Seu povo na história? Os salmos históricos sãoum testemunho da fidelidade de Deus ao Seu povo. Cada evento foi um passo providencial que levou ao cumprimento da promessa do Salvador na pessoa de Jesus. Mesmo as provações, que deixavam o povo perplexo e os fazia pensar que Deus o havia abandonado, estavam sob o controle de Deus e era parte de Sua providência, pois Deus é o Senhor da História. O salmista habilmente apresentou a verdade de que mesmo a deslealdade do povo não impediu Deus de Se manter fiel ao Seu povo e cumprir Suas promessas. No entanto, os indivíduos e grupos impenitentes foram excluídos das bênçãos da aliança, e seu fim desprezível serve de aviso de como a vida sem Deus ou em oposição a Ele destrói as pessoas.

Os salmos indicam que “nada temos a temer com relação ao futuro, a menos que nos esqueçamos da maneira pela qual o Senhor tem nos conduzido, e de seus ensinos em nosso passado” (Ellen G. White, Eventos Finais [CPB, 2021], p. 47).

Para que o povo de Deus avance sem medo, precisa conhecer sua história. Ellen G. White aconselhou os crentes a ler os Salmos 105 e 106 “pelo menos uma vez por semana” (Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 99). A história do povo de Deus demonstra que nenhuma promessa que Deus fez em Sua Palavra deixará de ser cumprida. Isso inclui as promessas de cuidado individual e a promessa da segunda vinda de Cristo, que estabelecerá o reino de justiça e paz. Perguntas para consideração 1. Quais são as bênçãos de recordar a liderança fiel de Deus sobre Seu povo na história? Quais são as consequências de esquecer ou ignorar as lições do passado? 2. Como os salmos nos encorajam a reconhecer o cuidado de Deus e a exercitar confiança nos Seus caminhos soberanos, mesmo quando é difícil entender tudo? 3. Como tornar o estudo da história do povo de Deus preeminente nos cultos? Como ser mais intencionais ao contar aos filhos sobre a história recente do povo de Deus?

Sexta-feira, 08 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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A supremacia do Senhor na história

Lições da Bíblia1

6. Leia o Salmo 135. Que eventos históricos são destacados nesse salmo? Que lições o salmista tira deles?

Salmo 135 (NAA)2: “1 Aleluia! Louvem o nome do Senhor! Louvem-no vocês, servos do Senhor, 2 que estão na Casa do Senhor, nos átrios da casa do nosso Deus. 3 Louvem o Senhor, porque o Senhor é bom; cantem louvores ao seu nome, porque é agradável. 4 Pois o Senhor escolheu Jacó para ser dele, e Israel, para ser o seu tesouro especial. 5 De fato, eu sei que o Senhor é grande e que o nosso Deus está acima de todos os deuses. 6 Tudo o que agrada ao Senhor, ele o faz, nos céus e na terra, no mar e em todos os abismos. 7 Faz subir as nuvens dos confins da terra, faz os relâmpagos para a chuva, faz sair o vento dos seus reservatórios.Foi ele quem matou os primogênitos no Egito, tanto das pessoas como dos animais. Foi ele quem fez sinais e maravilhas em seu meio, ó Egito, contra Faraó e todos os seus servos. 10 Ele destruiu muitas nações e matou reis poderosos: 11 Seom, rei dos amorreus, Ogue, rei de Basã, e todos os reinos de Canaã. 12 E a terra deles deu em herança, em herança a Israel, seu povo. 13 O teu nome, Senhor, permanece para sempre; a tua memória, Senhor, passará de geração em geração. 14 Pois o Senhor julga o seu povo e se compadece dos seus servos. 15 Os ídolos das nações são prata e ouro, obra de mãos humanas. 16 Têm boca e não falam; têm olhos e não veem; 17 têm ouvidos e não ouvem; pois não há alento de vida em sua boca. 18 Tornam-se semelhantes a eles os que os fazem, e todos os que neles confiam. 19 Casa de Israel, bendigam o Senhor! Casa de Arão, bendigam o Senhor! 20 Casa de Levi, bendigam o Senhor! Vocês que temem o Senhor, bendigam o Senhor! 21 Desde Sião bendito seja o Senhor, que habita em Jerusalém! Aleluia!”

O Salmo 135 convoca o povo de Deus a louvar ao Senhor por Sua bondade e fidelidade demonstradas na criação (Sl 135:6, 7) e na história da salvação de Israel na época do Êxodo (Sl 135:8, 9) e na conquista da terra prometida (Sl 135:10-12). O Senhor demonstrou Sua graça escolhendo Israel como Seu tesouro especial (Sl 135:4). “Tesouro especial” transmite a distinta relação de aliança entre o Senhor e Seu povo (Dt 7:6-11; 1Pe 2:9, 10). A escolha de Israel foi baseada na vontade soberana do Senhor; portanto, Israel não tem motivo para se sentir superior a outros povos. O Salmo 135:6, 7 demonstra que os propósitos do Senhor para o mundo não começaram com Israel, mas com a criação. Por isso, Israel deve humildemente cumprir seu papel designado nos propósitos salvíficos de Deus para todo o mundo.

O relato das grandes obras de Deus em favor de Seu povo (Sl 135:8-13) culmina na promessa de que Deus o “julgará” e terá compaixão dele (Sl 135:14). O julgamento nesse sentido é a vindicação divina dos oprimidos e dos desamparados (Sl 9:4; 7:8; 54:1; Dn 7:22). A promessa é que o Senhor pleiteará a causa de Seu povo e o defenderá (Dt 32:36). Assim, o objetivo do Salmo 135 é motivar o povo de Deus a confiar no Senhor e a permanecer fiel à aliança com Ele.

A fidelidade do Senhor ao Seu povo levou o salmista a afirmar a inutilidade dos ídolos e a supremacia do Senhor no mundo (Sl 135:15-18). A confiança nos ídolos torna seus adoradores tão destituídos de esperança e desamparados quanto seus objetos de adoração. O salmo demonstra que Deus deve ser louvado como Criador e Salvador do povo. Isso é maravilhosamente transmitido nas duas versões complementares do quarto mandamento do Decálogo (Êx 20:8-11; Dt 5:12-15). Visto que o poder de Deus na criação e na história é incomparável, o povo de Deus deve sempre confiar Nele e adorar a Ele somente. Como nosso Criador e Redentor, somente Ele deve ser adorado, e a adoração de qualquer outra coisa, ou de qualquer outra pessoa, é idolatria.

Como saber que não temos ídolos? Por que é fácil cometer o pecado da idolatria?

Quinta-feira, 07 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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