História em formato de sanduíche – parte 1

Lições da Bíblia1:

Essa passagem contém a primeira “história em formato de sanduíche” encontrada em Marcos. Nessa técnica narrativa, uma história começa e então é interrompida por outra história, sendo que a primeira é completada somente depois.

A história externa – que fica na parte externa do “sanduíche” – fala sobre os parentes de Jesus, que se preparavam para levá-Lo à força, porque achavam que Ele estava fora de Si (Mc 3:21). A história interna – que fica na parte interna do “sanduíche” – menciona os escribas acusando Jesus de estar em complô com o diabo. (O estudo de hoje se concentra na história interior, encontrada em Mc 3:22-30.)

Mc 3:22-30 (NAA)2: “22 Os escribas, que tinham vindo de Jerusalém, diziam: — Ele está possuído de Belzebu. Ele expulsa os demônios pelo poder do maioral dos demônios. 23 Então, convocando-os, Jesus lhes disse, por meio de parábolas: — Como pode Satanás expulsar Satanás? 24 Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode subsistir. 25 Se uma casa estiver dividida contra si mesma, tal casa não poderá subsistir. 26 Se Satanás se levantou contra si mesmo e está dividido, não pode subsistir; é o seu fim. 27 Ninguém pode entrar na casa do valente para roubar-lhe os bens, sem primeiro amarrá-lo; e só então saqueará a casa dele. 28 Em verdade lhes digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem. 29 Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão, visto que é réu de pecado eterno. 30 Jesus disse isto porque diziam: ‘Está possuído de um espírito imundo.’”

De acordo com Marcos 3:22, os escribas disseram que o poder de cura de Jesus vinha do diabo. Ele respondeu primeiro com uma pergunta abrangente: “Como pode Satanás expulsar Satanás?” (Mc 3:23). Não faz sentido que Satanás trabalhe contra si mesmo. Jesus passou a falar sobre divisão dentro de um reino, de uma casa, e na atuação do próprio Satanás, mostrando que isso destruiria o sucesso deles. Mas então o Senhor “virou a mesa” e falou sobre amarrar um homem forte para levar os seus bens. Nesse último exemplo, Jesus é apresentado como o ladrão que entra na casa de Satanás, amarrando o príncipe das trevas para libertar seus cativos.

7. Qual é o pecado imperdoável, e o que isso significa? Mc 3:28-30

Mc 3:28-30 (NAA)2: “28 Em verdade lhes digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem. 29 Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão, visto que é réu de pecado eterno. 30 Jesus disse isto porque diziam: ‘Está possuído de um espírito imundo.’”

O pecado imperdoável é o pecado contra o Espírito Santo, que consiste em atribuir ao diabo a obra do Espírito Santo. A razão pela qual Jesus fez Sua declaração (Mc 3:28-30) é que os escribas diziam que Ele tinha um espírito imundo, quando na realidade Ele tinha o Espírito Santo. Se atribuirmos ao diabo a obra divina, não conseguiremos ouvir o Espírito Santo, porque ninguém deseja seguir o diabo.

Por que o receio de que tenha cometido o “pecado imperdoável” revela que você não o cometeu? Por que esse receio é uma evidência de que você não chegou a esse ponto?

Quarta-feira, 17 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Senhor do sábado

Lições da Bíblia1:

Em Marcos 2:23 e 24, os fariseus acusaram os discípulos de transgredir o sábado. De acordo com a tradição judaica, 39 formas de trabalho eram proibidas no sábado, o que, na mente dos fariseus, incluía o que os discípulos tinham feito.

4. Como Jesus contestou a acusação feita pelos fariseus? Mc 2:23-28

Mc 2:23-28 (NAA)2: “23 Aconteceu que, num sábado, Jesus atravessava as searas, e os seus discípulos, ao passar, começaram a colher espigas. 24 Então os fariseus disseram a Jesus: — Olhe! Por que eles estão fazendo o que não é lícito aos sábados? 25 Ele lhes respondeu: — Vocês nunca leram o que Davi fez quando se viu em necessidade e teve fome, ele e os seus companheiros? 26 Como entrou na Casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu os pães da proposição, os quais só aos sacerdotes era lícito comer, e ainda deu esses pães aos seus companheiros? 27 E Jesus acrescentou: — O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. 28 Assim, o Filho do Homem é senhor também do sábado.

Jesus respondeu com o relato em que Davi comeu os pães sagrados (1Sm 21:1-6). Os pães da proposição eram retirados no dia de sábado; então, a jornada de Davi pode muito bem ter sido uma fuga de emergência ocorrida nesse dia. Jesus argumentou que se Davi e seus homens estavam justificados em se alimentar desses pães, então os Seus discípulos estavam justificados em colher espigas e se alimentar delas.

Jesus indicou ainda que o sábado foi feito para o benefício da humanidade, e não o contrário, e que a base dessa afirmação é o fato de que Ele é o Senhor do sábado.

Leia Marcos 3:1-6. Como essa história ilustra o ensino de Jesus de que o sábado foi feito para a humanidade?

Marcos 3:1-6 (NAA)2: “1 De novo, Jesus entrou na sinagoga. E estava ali um homem que tinha uma das mãos ressequida. 2 E estavam observando Jesus para ver se curaria aquele homem no sábado, a fim de o acusarem. 3 Jesus disse ao homem da mão ressequida: — Venha aqui para o meio! 4 Então lhes perguntou: — É lícito nos sábados fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixar morrer? Mas eles ficaram em silêncio. 5 Então Jesus, olhando em volta, indignado e entristecido com a dureza de coração daquelas pessoas, disse ao homem: — Estenda a mão. O homem estendeu a mão, e ela lhe foi restaurada. 6 Os fariseus saíram dali e, com os herodianos, logo começaram a conspirar contra Jesus, procurando ver como o matariam.”

Novamente Jesus entrou em controvérsia com os líderes por causa do sábado (no entanto, a controvérsia nunca foi sobre o dia em si). Os líderes queriam acusar Jesus caso Ele curasse no sábado. Jesus os enfrentou estabelecendo um contraste entre fazer o bem e fazer o mal, salvar a vida e deixar morrer. A resposta à Sua pergunta era evidente: fazer o bem e salvar a vida são atividades apropriadas para o sábado.

Jesus então curou o homem, o que irritou Seus oponentes, que imediatamente começaram a planejar Sua morte. A ironia da história é que aqueles que procuravam acusar Jesus de violar o sábado estavam violando esse mandamento ao tramar a Sua morte naquele mesmo dia.

Que princípios sobre a observância do sábado vemos nesses relatos? Eles nos ajudam a lidar com os desafios que enfrentamos hoje para guardar esse mandamento?

Terça-feira, 16 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O chamado de Levi e a questão do jejum

Lições da Bíblia1:

Leia Marcos 2:13-22. Quem era Levi, filho de Alfeu, e por que alguém se oporia ao seu chamado para ser discípulo de Jesus?

Marcos 2:13-22 (NAA)2: “13 De novo, Jesus foi para junto do mar, e toda a multidão vinha ao encontro dele, e ele os ensinava. 14 Quando ia passando, viu Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria e lhe disse: — Siga-me! Ele se levantou e o seguiu. 15 Achando-se Jesus à mesa, na casa de Levi, estavam junto com ele e com os seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque estes eram muitos e também o seguiam. 16 Os escribas dos fariseus, vendo Jesus comer em companhia dos pecadores e publicanos, perguntavam aos discípulos dele: — Por que ele come e bebe com os publicanos e pecadores? 17 Tendo ouvido isto, Jesus lhes respondeu: — Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; eu não vim chamar justos, e sim pecadores. 18 Ora, os discípulos de João e os fariseus estavam jejuando. Algumas pessoas foram perguntar a Jesus: — Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, mas os seus discípulos não jejuam? 19 Jesus respondeu: — Como podem os convidados para o casamento jejuar enquanto o noivo está com eles? Durante o tempo em que o noivo estiver presente, não podem jejuar. 20 No entanto, virão dias em que o noivo lhes será tirado, e então, naquele dia, eles vão jejuar. 21 Ninguém costura um remendo de pano novo em roupa velha; porque o remendo novo tira um pedaço da roupa velha, e o buraco fica ainda maior. 22 E ninguém põe vinho novo em odres velhos, porque, se fizer isso, o vinho romperá os odres e se perdem tanto o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos.”

Na época de Jesus, os cobradores de impostos eram funcionários públicos que trabalhavam para o governo local ou para Roma. Eles eram impopulares entre os judeus que moravam na Judeia porque cobravam mais do que o necessário e enriqueciam às custas de seus compatriotas. Um comentário judaico a respeito de leis religiosas diz: “Se os cobradores de impostos entrarem em uma casa, [tudo o que está dentro dela] se tornará impuro” (Mishná, tratado Tohoroth).

Portanto, não é de surpreender que os escribas tenham questionado com desaprovação: “Por que Ele come e bebe com os publicanos e pecadores?” (Mc 2:16).

Como Jesus respondeu à pergunta deles? Ele não a ignorou. Em vez disso, Jesus a inverteu, indicando que quem precisa de médico são os doentes, e não as pessoas saudáveis. Com isso, Ele reivindicou o título de médico espiritual, Aquele que cura a alma adoecida pelo pecado. Um médico não deveria, afinal, ir aonde estão os doentes?

Marcos 2:18-22 introduz um novo tema. É a história central dessas cinco histórias que tratam de controvérsias. Enquanto a seção anterior incluía um banquete oferecido por Levi, a história seguinte gira em torno da questão do jejum. Algumas pessoas perguntaram por que os discípulos de Jesus não jejuavam, quando os discípulos de João Batista e os fariseus o faziam. Jesus respondeu com uma ilustração ou parábola na qual compara Sua presença a uma festa de casamento. Um casamento seria estranho se os convidados jejuassem. Jesus, no entanto, predisse um dia em que o noivo seria tirado – uma referência à cruz. Então haveria bastante tempo para jejuar.

Jesus usou duas ilustrações que contrastam Seu ensino com o dos líderes religiosos – pano novo em roupa velha e vinho novo em odres (recipientes de couro) velhos. Que modo interessante de contrastar o ensino de Cristo com o dos líderes! Os métodos daqueles mestres haviam se tornado bastante deturpados. Mesmo a verdadeira religião pode ser transformada em trevas se as pessoas não ficarem atentas.

Quem são os “publicanos” de hoje? Como podemos mudar nossa visão sobre eles?

Segunda-feira, 15 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Curando um paralítico

Lições da Bíblia1:

1. Leia Marcos 2:1-12. O que o paralítico estava procurando quando foi levado a Jesus e o que ele recebeu?

Marcos 2:1-12 (NAA)1: “1 Dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum, e logo se ouviu dizer que ele estava em casa. 2 Muitos se reuniram ali, a ponto de não haver lugar nem mesmo junto à porta. E Jesus anunciava-lhes a palavra. 3 Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 4 E, não podendo aproximar-se de Jesus, por causa da multidão, removeram o telhado no ponto correspondente ao lugar onde Jesus se encontrava e, pela abertura, desceram o leito em que o paralítico estava deitado. 5 Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: — Filho, os seus pecados estão perdoados. 6 Alguns escribas estavam sentados ali e pensavam em seu coração: 7 — Como ele se atreve a falar assim? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, a não ser um, que é Deus? 8 E Jesus, percebendo imediatamente em seu espírito que eles assim pensavam, disse-lhes: — Por que vocês estão pensando essas coisas em seu coração? 9 O que é mais fácil? Dizer ao paralítico: ‘Os seus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levante-se, tome o seu leito e ande’? 10 Mas isto é para que vocês saibam que o Filho do Homem tem autoridade sobre a terra para perdoar pecados. E disse ao paralítico: 11 — Eu digo a você: Levante-se, pegue o seu leito e vá para casa. 12 Ele se levantou e, no mesmo instante, pegando o leito, retirou-se à vista de todos, a ponto de todos se admirarem e darem glória a Deus, dizendo: — Jamais vimos coisa assim!”

O homem não conseguia andar; portanto, seus quatro amigos tiveram que carregá-lo até Jesus. Depois que abriram o telhado e ajudaram o homem a descer até Jesus, o Mestre viu a fé deles. Como alguém pode enxergar a fé? Assim como o amor, a fé se torna visível por meio das ações, como ilustra claramente a persistência dos amigos.

A necessidade física do homem era a mais evidente. No entanto, as primeiras palavras pronunciadas por Jesus se referem ao perdão dos pecados. O homem não disse uma palavra sequer durante toda a cena. Em vez disso, os líderes religiosos se opuseram (mentalmente) ao que Jesus tinha acabado de dizer. Eles consideraram Suas palavras como blasfemas, ofensivas a Deus, por supostamente assumirem prerrogativas que pertencem somente a Ele.

Jesus enfrentou os oponentes no próprio terreno deles, usando um estilo de argumentação que era bastante típico dos rabinos, conhecido como do menor para o maior. Uma coisa é dizer que os pecados de uma pessoa são perdoados; outra coisa é realmente fazer um paralítico andar. Se Jesus era capaz de fazer aquele homem andar pelo poder de Deus, então Sua reivindicação de perdoar pecados estava confirmada.

2. Leia Miqueias 6:6-8. Como esse texto explica o que estava acontecendo entre Jesus e os líderes?

Miqueias 6:6-8 (NAA)2: “6 Com que me apresentarei ao Senhor e me inclinarei diante do Deus excelso? Virei diante dele com holocaustos, com bezerros de um ano? 7 Será que o Senhor se agrada com milhares de carneiros, com dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão, o fruto do meu corpo, pelo pecado da minha alma? 8 Ele já mostrou a você o que é bom; e o que o Senhor pede de você? Que pratique a justiça, ame a misericórdia e ande humildemente com o seu Deus.”

Aqueles líderes tinham perdido de vista o que realmente importa: justiça, misericórdia e humildade. Estavam tão obcecados em defender a ideia que tinham de Deus, que ficaram cegos para a obra de Cristo que ocorria diante deles. Aqueles homens não mudaram sua percepção sobre Jesus, embora Ele tivesse dado evidências de que veio de Deus: Jesus mostrou que era capaz de ler a mente deles (o que já não era pouca coisa) e curou o paralítico na presença deles de forma que não podiam negar.

Domingo, 14 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Controvérsias

Lilçoes da Bíbia1:

“E Jesus acrescentou: — O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Assim, o Filho do Homem é senhor também do sábado” (Mc 2:27, 28).

Os textos de Marcos 2:1 a 28 e 3:1 a 6 contêm cinco histórias que ilustram o ensino de Jesus em contraste com o ensino dos líderes religiosos. Essas histórias são apresentadas sob um padrão literário no qual cada história sucessiva se liga à anterior por meio de um tema paralelo. A última história dá uma volta e se reconecta com a primeira.

Cada uma dessas histórias ilustra aspectos de quem Jesus é, conforme exemplificado pelas declarações de Marcos 2:10, 17, 20, 28. As lições de domingo, segunda e terça aprofundarão o significado desses relatos e das declarações de Cristo.

Marcos 3:20 a 35 é o texto do estudo de quarta e quinta. O que estudaremos também é um exemplo de uma técnica usada por Marcos, conhecida como “histórias em formato de sanduíche”. Essa técnica narrativa ocorre pelo menos seis vezes em Marcos. Em cada caso, o foco está em algum aspecto importante da natureza de Jesus e do Seu papel como Messias, ou na natureza do discipulado.

Nesta semana, vamos ler alguns relatos sobre Jesus e descobrir o que podemos aprender com eles.

Sábado, 13 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Um dia no ministério de Jesus – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 191-199 (“Em Cafarnaum”), e p. 200-208 (“Um ex-leproso”).

Que retrato de Jesus encontramos em Marcos 1? Jesus tinha autoridade para chamar discípulos, e eles respondiam. Ele era santo, em contraste com os espíritos impuros sob o domínio de Satanás. É apresentada uma grande batalha entre o bem e o mal, e Jesus tem mais poder do que os demônios. Ele demonstrava compaixão pelos doentes e os ajudava, tocando-os quando talvez ninguém mais o faria.

“Certa vez, Jesus estava falando na sinagoga sobre o reino que viera estabelecer e de Sua missão de libertar os cativos de Satanás, quando foi interrompido por um agudo grito de terror. […]

“Agora tudo era confusão e pavor. A atenção do povo se desviou de Cristo, e Suas palavras não foram escutadas. Esse era o desígnio de Satanás em levar a vítima à sinagoga. Mas Jesus repreendeu o demônio (Lc 4:35). […] Aquele que vencera Satanás no deserto da tentação foi novamente colocado face a face com Seu inimigo. O demônio exercia todo o poder para manter domínio sobre a vítima. Perder terreno aqui seria dar a Jesus uma vitória. […] Entretanto, o Salvador falou com autoridade e libertou o cativo” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 194).

Nosso Senhor desenvolveu um ministério bastante atarefado, indo de um lugar para outro, quase constantemente em contato com muitas pessoas. Por meio da oração Ele manteve calma e constância em relação às pessoas e ao Seu próprio ministério.

Organize um plano de oração e estudo das Escrituras. Reserve um tempo para desenvolver um temperamento tranquilo, guiado pelo Espírito Santo e pela Palavra de Deus.

Perguntas para consideração

Por que a oração é essencial? Você entende o propósito e a eficácia da oração?

Podemos dar um bom testemunho mesmo quando precisamos ficar em silêncio?

Quem são os “leprosos” de hoje? Como alcançar essas pessoas com o evangelho?

Quinta-feira, 12 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Você pode guardar um segredo?

Lições da Bíblia1:

Leia Marcos 1:40-45. O que essa história nos ensina sobre Jesus e Seu relacionamento com as pessoas marginalizadas da sociedade?

Marcos 1:40-45 (NAA)2: “40 Um leproso se aproximou de Jesus e lhe pediu, de joelhos: — Se o senhor quiser, pode me purificar. 41 E Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão, tocou nele e disse: — Quero, sim. Fique limpo! 42 No mesmo instante, a lepra desapareceu dele, e ele ficou limpo. 43 E, advertindo-o severamente, logo o despediu. 44 E lhe disse: — Olhe! Não conte nada a ninguém, mas vá, apresente-se ao sacerdote e ofereça, pela sua purificação, o sacrifício que Moisés ordenou, para servir de testemunho ao povo. 45 Mas, tendo ele saído, começou a proclamar muitas coisas e a divulgar a notícia, a ponto de Jesus não poder mais entrar publicamente em nenhuma cidade. Por isso, permanecia fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham ao encontro dele.”

A lepra mencionada nessa passagem, e em textos do Antigo Testamento, não se refere apenas ao que hoje é conhecido como hanseníase. Uma tradução mais exata do termo bíblico seria algo como “doença grave de pele” ou “dermatose”, porque incluía várias doenças epidérmicas. A hanseníase pode ter chegado ao antigo Oriente Próximo por volta do 3o século a.C. (David P. Wright e Richard N. Jones, “Leprosy”, Anchor Bible Dictionary [Doubleday, 1992], v. 4, p. 277-282). Ainda que esse leproso mencionado pudesse ter hanseníase, não sabemos ao certo qual era a grave doença que ele sofria.

O leproso teve fé que Jesus podia purificá-lo. Segundo Levítico 13, um leproso era ritualmente impuro e tinha que evitar o contato com os outros (Lv 13:45, 46).

Jesus, porém, teve compaixão daquele homem e tocou nele “e disse: – Quero, sim. Fique limpo!” (Mc 1:41). Em casos normais, essa ação teria contaminado Jesus até o pôr do sol, quando Ele deveria Se banhar para tornar-Se ritualmente puro (Lv 13–15). Contudo, Marcos deixa claro que a ação de Jesus de tocar o doente purificou o homem de sua lepra. Assim, Jesus não ficou contaminado ao tocar no leproso.

Jesus enviou o homem a um sacerdote com a instrução de oferecer o sacrifício que Moisés havia ordenado para tais casos (Lv 14). Jesus defendia e apoiava o que Moisés havia ensinado (Mc 7:10; 10:3, 4; 12:26, 29-31). Esse entendimento é o oposto da posição dos líderes religiosos, que distorciam a intenção original dos ensinos dados por intermédio de Moisés. Isso explica porque Jesus mandou que o homem mantivesse silêncio sobre o ocorrido (Mc 1:44). Se ele contasse sobre a cura, isso poderia prejudicar a decisão do sacerdote, levando-o a se opor a Jesus.

Mas o leproso curado parece não ter entendido isso e, desobedecendo ao mandamento de Jesus, espalhou a notícia por toda parte, tornando impossível que Ele entrasse publicamente nas cidades para desenvolver Seu ministério.

Como podemos ser cautelosos para não fazer aquilo que pode atrapalhar a pregação do evangelho, por melhores que sejam nossas intenções?

Quinta-feira, 11 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O segredo do ministério de Jesus

Lições da Bíblia1:

4. Que lições importantes aprendemos com essa história? Mc 1:35-39

Mc 1:35-39 (NAA)2: “35 Tendo-se levantado de madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus saiu e foi para um lugar deserto, e ali orava. 36 Simão e os que estavam com ele procuraram Jesus por toda parte. 37 Quando o encontraram, lhe disseram: — Todos estão à sua procura. 38 Jesus, porém, lhes disse: — Vamos a outros lugares, aos povoados vizinhos, a fim de que eu pregue também ali, pois foi para isso que eu vim. 39 Então ele foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas deles e expulsando os demônios.”

Jesus Se levantou antes do nascer do sol e foi a um local tranquilo para orar. A oração era o foco das ações de Jesus. Todos os outros verbos da frase são mencionados de forma bastante sucinta: Ele Se levantou, saiu e foi (em grego, todos esses verbos estão no tempo aoristo, o que indica ações concluídas). Mas o verbo “orar” está no tempo imperfeito, que é usado, especialmente nesse texto, para indicar um processo em andamento. Isto é, Jesus estava orando e continuou orando. Era muito cedo quando Jesus saiu de casa, o que indica que Ele passou bastante tempo em oração.

Os evangelhos descrevem Jesus como um homem de oração (Mt 14:23; Mc 6:46; Jo 17). Esse foi um dos principais segredos do poder de Seu ministério.

5. O que Lucas 6:12 ensina sobre a vida de oração de Jesus?

Lucas 6:12 (NAA)2: “Naqueles dias, Jesus se retirou para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus.”

Muitos cristãos estabelecem horários de oração. Essa prática é boa e correta, mas também pode se tornar uma rotina, algo feito de maneira quase mecânica. Uma forma de romper com um padrão fixo é mudar ocasionalmente o horário da oração ou orar durante mais tempo do que o habitual. A questão é não se prender a algum tipo de fórmula que nunca possa ser modificada.

Pedro e seus companheiros não acompanharam Jesus ao lugar de oração. Talvez soubessem da localização, porque O encontraram lá. Eles contaram a Jesus que todos O estavam procurando, sugerindo que o Mestre continuasse a emocionante experiência do dia anterior, com mais cura e ensino. Surpreendentemente, Jesus contestou, indicando que em outros lugares haveria um campo mais amplo de serviço. “Jesus, porém, lhes disse: – Vamos a outros lugares, aos povoados vizinhos, a fim de que Eu pregue também ali, pois foi para isso que Eu vim” (Mc 1:38).

Se o próprio Jesus precisou dedicar tanto tempo à oração, o que dizer de nós? O que o exemplo de Jesus nos ensina?

Quarta-feira, 10 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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