O testemunho de Tomé

Lições da Bíblia1:

4. Leia João 20:19-31. O que podemos aprender com a história de Tomé sobre fé e dúvida? Que grande erro ele cometeu?

João 20:19-31 (NAA)2: 19 Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos, com medo dos judeus, Jesus veio e se pôs no meio deles, dizendo: — Que a paz esteja com vocês! 20 E, dizendo isso, lhes mostrou as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram ao ver o Senhor. 21 E Jesus lhes disse outra vez: — Que a paz esteja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês. 22 E, havendo dito isso, soprou sobre eles e disse-lhes: — Recebam o Espírito Santo. 23 Se de alguns vocês perdoarem os pecados, são-lhes perdoados; mas, se os retiverem, são retidos. 24 Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando Jesus veio. 25 Então os outros discípulos disseram a Tomé: — Vimos o Senhor. Mas ele respondeu: — Se eu não vir o sinal dos pregos nas mãos dele, ali não puser o dedo e não puser a minha mão no lado dele, de modo nenhum acreditarei. 26 Passados oito dias, os discípulos de Jesus estavam outra vez reunidos, e Tomé estava com eles. Estando as portas trancadas, Jesus veio, pôs-se no meio deles e disse: — Que a paz esteja com vocês! 27 E logo disse a Tomé: — Ponha aqui o seu dedo e veja as minhas mãos. Estenda também a sua mão e ponha no meu lado. Não seja incrédulo, mas crente. 28 Ao que Tomé respondeu: — Senhor meu e Deus meu! 29 Jesus lhe disse: — Você creu porque me viu? Bem-aventurados são os que não viram e creram. O objetivo deste Evangelho 30 Na verdade, Jesus fez diante dos seus discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. 31 Estes, porém, foram registrados para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenham vida em seu nome.”

Cristo apareceu aos discípulos após a Sua ressurreição, quando estavam trancados em uma casa, com medo. Tomé não estava com eles. Mais tarde, ele ouviu os relatos da ressurreição feitos por outros discípulos, mas ficou bastante aflito. Isso não se harmonizava com o que Tomé pensava a respeito do Reino. Além disso, ele certamente deve ter se perguntado por que Jesus teria Se revelado aos outros, sem a presença dele.

Tomé disse: “Se eu não vir o sinal dos pregos nas mãos Dele, ali não puser o dedo e não puser a minha mão no lado Dele, de modo nenhum acreditarei” (Jo 20:25).

Tomé estava ditando condições para sua fé. Essa mesma atitude é mencionada várias vezes em João. Nicodemos respondeu a Jesus: “Como pode um homem nascer, sendo velho?” (Jo 3:4). A mulher que estava junto ao poço disse: “O senhor não tem balde e o poço é fundo. De onde vai conseguir essa água viva?” (Jo 4:11). A multidão que havia sido alimentada com pães e peixes perguntou: “Que sinal o senhor fará para que vejamos e creiamos no Senhor?” (Jo 6:30).

João contraria essa perspectiva de “ver para crer”. Quando Jesus encontrou Tomé após a ressurreição, Ele o convidou a vir, ver e tocar o Seu corpo ressuscitado. Mas então diz: “Bem-aventurados são os que não viram e creram” (Jo 20:29).

“Deus nunca pede que creiamos sem que nos dê suficientes provas sobre as quais possamos alicerçar nossa fé. Sua existência, Seu caráter e a veracidade de Sua Palavra se baseiam em testemunhos que falam à nossa razão; e esses testemunhos são numerosos. Apesar disso, Deus nunca removeu a possibilidade de dúvida. Nossa fé deve se basear em evidências, não em demonstrações” (Ellen G. White, Caminho a Cristo [CPB, 2003], p. 105).

Por meio da Palavra de Deus, da criação e da experiência pessoal, recebemos uma quantidade extraordinária de evidências que fortalecem nossa fé em Jesus.

Se alguém lhe perguntasse: “Por que você crê em Jesus?”, o que você responderia?

Quarta-feira, 13 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O testemunho involuntário de Pilatos

Lições da Bíblia1:

Várias vezes João registra as tentativas dos líderes religiosos de prender Jesus, levá-Lo a julgamento e sentenciá-Lo à morte. Um tema importante no Evangelho de João, frequentemente destacado por Jesus, é que o Seu momento ou hora ainda não havia chegado, o que se referia à crucifixão (Jo 2:4; 7:6, 8, 30; 12:7, 23, 27; 13:1; 17:1).

Agora havia chegado a hora. Jesus foi preso no jardim do Getsêmani, levado perante Anás, depois para o sumo sacerdote Caifás, e duas vezes perante Pilatos.

João recorreu a várias testemunhas de todas as esferas da vida para testificar que Jesus é o Cristo. Agora João menciona Pilatos, o governador que julgou Jesus. Esse é um testemunho importante porque Pilatos era romano, governador e juiz, enquanto muitos outros que testemunhavam eram judeus e pessoas comuns.

3. Como o veredito de Pilatos está relacionado ao tema central do Evangelho de João? Jo 18:38; 19:4-22

Jo 18:38 (NAA): “Pilatos perguntou: — O que é a verdade?

Jo 19:4-22 (NAA): “4 Pilatos saiu outra vez e disse aos judeus: — Eis que eu o apresento a vocês, para que saibam que não encontro nele crime algum. 5 Então Jesus saiu, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. E Pilatos lhes disse: — Eis o homem! 6 Quando viram Jesus, os principais sacerdotes e os seus guardas gritaram: — Crucifique! Crucifique! Pilatos repetiu: — Levem-no daqui vocês mesmos e o crucifiquem, porque eu não encontro nele crime algum. 7 Os judeus responderam: — Temos uma lei e, segundo essa lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus. 8 Pilatos, ouvindo tal declaração, ficou ainda mais atemorizado 9 e, entrando outra vez no Pretório, perguntou a Jesus: — De onde você é? Mas Jesus não lhe deu resposta. 10 Então Pilatos o advertiu: — Você não me responde? Não sabe que tenho autoridade tanto para soltar você como para crucificá-lo? 11 Jesus respondeu: — O senhor não teria nenhuma autoridade sobre mim se de cima não lhe fosse dada. Por isso, quem me entregou ao senhor tem maior pecado. 12 A partir desse momento, Pilatos queria soltá-lo, mas os judeus gritavam: — Se você soltar este homem, não é amigo de César! Todo aquele que se faz rei é contra César! 13 Quando Pilatos ouviu essas palavras, trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Pavimento, em hebraico Gabatá. 14 E era a preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. E Pilatos disse aos judeus: — Eis aqui o rei de vocês. 15 Eles, porém, clamavam: — Fora! Fora! Crucifique-o! Então Pilatos perguntou: — Devo crucificar o rei de vocês? Os principais sacerdotes responderam: — Não temos rei, senão César! 16 Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. 17 Jesus, carregando ele mesmo a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, Gólgota em hebraico. 18 Ali o crucificaram e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. 19 Pilatos escreveu também um título e o colocou no alto da cruz. E o que estava escrito era: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”. 20 Muitos judeus leram este título, porque o lugar em que Jesus havia sido crucificado era perto da cidade; e estava escrito em hebraico, latim e grego. 21 Os principais sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: — Não escreva: “Rei dos judeus”, e sim: “Ele disse: Sou o rei dos judeus.” 22 Pilatos respondeu: — O que escrevi escrevi.

Jesus foi levado a Pilatos na manhã de sexta-feira (Jo 18:28). O plano do governador era despachar o prisioneiro rapidamente para o Seu destino. Mas o comportamento de Jesus chamou a atenção de Pilatos. Ele interrogou Jesus e ouviu de Seus lábios: “Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a Minha voz” (Jo 18:37).

Embora o governador tenha finalmente condenado Jesus à morte, três vezes O reconheceu inocente (Jo 18:38; 19:4, 6). E escreveu sobre a cruz as palavras “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus” (Jo 19:19), completando seu testemunho de quem Jesus é. No entanto, apesar do seu testemunho de que Cristo era inocente, o governador O condenou à morte.

Pilatos tinha a própria Verdade diante de si e, ainda assim, permitindo que a multidão o intimidasse, condenou Jesus à morte! Que exemplo trágico de que nem sempre conseguimos seguir o que a consciência e o coração nos dizem ser correto!

O que podemos aprender com o exemplo de Pilatos sobre os perigos de permitir que as ideias e a pressão popular nos impeçam de fazer o que acreditamos ser correto?

Terça-feira, 12 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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De volta a Abraão

Lições da Bíblia1:

Jesus não teve receio de declarar quem é, nem de chamar pessoas para testemunhar quem Ele é, mesmo testemunhas que já haviam morrido há muito tempo, incluindo Abraão. Ele disse: “Abraão, o pai de vocês, alegrou-se por ver o Meu dia; e ele viu esse dia e ficou alegre” (Jo 8:56).

Por que o testemunho de Abraão era tão importante a ponto de ser incluído no Evangelho de João? Gn 12:3; 18:16-18; 26:4; Mt 1:1; At 3:25

Gn 12:3 (NAA)2: “Abençoarei aqueles que o abençoarem e amaldiçoarei aquele que o amaldiçoar. Em você serão benditas todas as famílias da terra.”

Gn 18:16-18 (NAA)2: “16 Quando aqueles homens se levantaram dali, olharam para Sodoma; e Abraão ia com eles, para os encaminhar. 17 O Senhor disse: — Será que eu devo esconder de Abraão o que estou para fazer, 18 visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra?

Gn 26:4 (NAA)2: “Multiplicarei a sua descendência como as estrelas dos céus e a ela darei todas estas terras. Na sua descendência serão benditas todas as nações da terra,”

Mt 1:1 (NAA)2: “Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.”

At 3:25 (NAA)2: “Vocês são os filhos dos profetas e da aliança que Deus estabeleceu com os pais de vocês, dizendo a Abraão: ‘Na sua descendência, serão abençoadas todas as nações da terra.’”

“Por símbolos e promessas, Deus ‘preanunciou o evangelho a Abraão’ (Gl 3:8). E a fé do patriarca se fixou no Redentor que viria. Cristo Disse aos judeus: ‘Abraão, o pai de vocês, alegrou-se por ver o Meu dia; e ele viu esse dia e ficou alegre’ (Jo 8:56). O carneiro oferecido em lugar de Isaque representava o Filho de Deus, que seria sacrificado em nosso lugar. Quando o ser humano foi condenado à morte pela transgressão da lei de Deus, o Pai, olhando para o Filho, disse ao pecador: ‘Viva, pois encontrei resgate para sua vida” (Jó 33:24; Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 121, 122).

Abraão foi o pai da nação judaica. Ele recebeu a promessa de que, por meio dele, todas as nações seriam abençoadas. Essa bênção veio pelo Messias, nascido de sua linhagem.

Abraão também é o pai de todos aqueles que respondem a Deus com fé (Hb 11:8, 17-19). Sua disposição de sacrificar Isaque (Gn 22), o filho da promessa, não foi apenas uma evidência de fé, mas também uma janela para o plano da salvação.

Quando Jesus disse: “Abraão, o pai de vocês, alegrou-se por ver o Meu dia”, responderam: “Você não tem nem cinquenta anos e viu Abraão?” (Jo 8:56, 57). A resposta de Jesus foi surpreendente: “Antes que Abraão existisse, Eu Sou” (Jo 8:58).

Jesus Se referiu ao que Deus disse a Moisés na sarça ardente, reivindicando que Ele é Deus, o Ser que existe por Si mesmo. Os líderes entenderam o significado do que Jesus disse, porque naquele momento “pegaram pedras para atirar Nele” (Jo 8:59).

Leia Romanos 4:1-5. [“1 Que diremos, então, a respeito de Abraão, nosso pai segundo a carne? O que foi que ele conseguiu? 2 Porque, se Abraão foi justificado por obras, tem do que se orgulhar, porém não diante de Deus. 3 Pois o que diz a Escritura? Ela diz: ‘Abraão creu em Deus, e isso lhe foi atribuído para justiça.’ 4 Ora, para quem trabalha, o salário não é considerado como favor, mas como dívida. 5 Mas, para quem não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça.”

Como Paulo usa a história de Abraão para revelar a verdade de que a salvação é somente pela graça mediante a fé, não pelas obras da lei? Esses versos ajudam a compreender a verdade de que Abraão é o pai dos que vivem pela fé?

Domingo, 10 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O testemunho de Maria

Lições da Bíblia1:

Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi visitar Maria, Marta e o irmão delas, Lázaro, a quem havia ressuscitado. Simão, que tinha sido curado da lepra, organizou uma festa em gratidão pelo que Jesus havia feito por ele. Marta estava servindo, e Lázaro estava sentado à mesa com os convidados (Jo 12:1-8).

2. Qual foi o significado das ações de Maria? Aquele foi um testemunho de quem Jesus realmente é? Jo 12:1-3

Jo 12:1-3 (NAA)2: “1 Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi para Betânia, onde estava Lázaro, a quem ele tinha ressuscitado dentre os mortos. 2 Prepararam-lhe, ali, uma ceia. Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com Jesus. 3 Então Maria, pegando um frasco de perfume de nardo puro, muito precioso, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos. E toda a casa se encheu com o cheiro do perfume.”

O perfume era muito caro, valendo cerca de um ano de salário do trabalhador comum. Maria levou esse presente expressando gratidão ao Salvador pelo perdão dos seus pecados e pela ressurreição do seu irmão. Ela pretendia que fosse usado futuramente no sepultamento de Jesus. Mas então ouviu que Ele logo seria ungido Rei. Nesse caso, ela seria a primeira a honrá-Lo.

Maria provavelmente não pretendia que seu gesto fosse notado, mas João observa que “toda a casa se encheu com o cheiro do perfume” (Jo 12:3). Judas respondeu com uma rápida repreensão, afirmando que o perfume deveria ter sido vendido e o dinheiro dado aos pobres. Jesus tranquilizou Maria ao dizer: “Deixe-a! […] Os pobres estão sempre com vocês, mas a Mim vocês nem sempre terão” (Jo 12:7, 8).

Um tema recorrente em João é que Jesus sabe o que existe nas pessoas (Jo 2:24, 25; 6:70, 71; 13:11; 16:19). Nesse caso, na festa de Simão, Jesus sabia o que havia em Judas. João é criterioso em mencionar quem era Judas: um ladrão egoísta (Jo 12:6).

“A perfumada oferta que Maria pensara em oferecer ao corpo inanimado do Salvador derramou-a sobre Ele vivo. No sepultamento, seu agradável odor teria apenas impregnado o túmulo. Naquele momento, porém, alegrou o coração Dele com a certeza de sua fé e seu amor. […] E, ao descer às trevas de Seu grande teste, Cristo levou Consigo a lembrança desse ato, amostra do amor que Seus remidos teriam por Ele” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 446).

Jesus sabia o que havia no coração de Maria e no coração de Judas. Ele também sabe o que existe em nosso coração. O que isso nos diz sobre a necessidade de ter Cristo como nossa justiça, transformando-nos e cobrindo-nos com Seu manto de justiça?

Segunda-feira, 11 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Bem-aventurados os que creram

Lições da Bíblia1:

“Jesus lhe disse: – Você creu porque Me viu? Bem-aventurados são os que não viram e creram” (Jo 20:29).

João apresenta uma diversidade de pessoas, com diferentes origens, crenças e experiências, que testemunham sobre quem é Jesus.

João Batista declarou aos seus discípulos: “Eis o Cordeiro de Deus!” (Jo 1:36). André disse a seu irmão: “Achamos o Messias!” (Jo 1:41). Filipe disse a Natanael: “Achamos Aquele de quem Moisés escreveu” (Jo 1:45). Natanael disse a Cristo: “Mestre, o senhor é o Filho de Deus! O senhor é o Rei de Israel!” (Jo 1:49). A samaritana indagou: “Não seria Ele, por acaso, o Cristo?” (Jo 4:29). Os samaritanos afirmaram: “Nós mesmos ouvimos, e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo” (Jo 4:42). Pedro disse: “Senhor, para quem iremos? O senhor tem as palavras da vida eterna” (Jo 6:68). Marta declarou: “Eu creio que o senhor é o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo” (Jo 11:27). O ex-cego afirmou: “Uma coisa sei: eu era cego e agora vejo” (Jo 9:25). Pilatos disse aos judeus: “Eis aqui o rei de vocês” (Jo 19:14). “Eu não encontro Nele crime algum” (Jo 19:6). Tomé se entregou e disse: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20:28).

Por que essas pessoas deram esses testemunhos impressionantes a respeito da identidade de Jesus? Esse será o nosso estudo nesta semana.

Sábado, 09 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Mais testemunhos sobre Jesus – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 300- 310 (“Crise na Galileia”); p. 497-502 (“‘Queremos ver Jesus’”).

“‘Para quem iremos?’ Os mestres de Israel eram escravos do formalismo. Os fariseus e saduceus viviam em contínuas disputas. Deixar Jesus significava associar-se a pessoas que discutiam de forma obstinada ritos e cerimônias e a homens ambiciosos que buscavam a própria glória. Os discípulos haviam encontrado mais paz e alegria desde que tinham aceitado a Cristo do que em toda a sua vida anterior. Como voltariam para os que haviam desprezado e perseguido o Amigo dos pecadores? Por muito tempo aguardaram o Messias; agora Ele viera, e não podiam se afastar de Sua presença para ir àqueles que estavam procurando tirar Sua vida e os tinham perseguido por se tornarem seguidores Dele.

“‘Para quem iremos?’ Não podiam se afastar dos ensinos de Cristo, de Suas lições de amor e misericórdia e ir para as trevas da incredulidade e para a perversidade do mundo. Enquanto o Salvador era abandonado por muitos que haviam testemunhado Suas maravilhosas obras, Pedro expressava a fé dos discípulos: ‘Tu és o Cristo’ (Mt 16:16). O próprio pensamento de perder essa âncora de seu coração os enchia de temor e pesar” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 309, 310).

Perguntas para consideração

1. Diante das evidências de Jesus como o Messias e da verdade do cristianismo, por que alguns as aceitam e outros as rejeitam?

2. Jesus morreu pelos nossos pecados. Existe uma verdade mais importante do que essa? Como chegamos a conhecer essa verdade? A ciência, a lei natural, a teologia natural, a lógica e a razão podem até nos levar a crer no Criador, na Causa Primeira ou no Motor Imóvel, mas essas disciplinas não podem ensinar a verdade mais importante de que precisamos: que Cristo morreu pelos nossos pecados. O que isso nos ensina sobre quão crucial é fazer da Bíblia a autoridade final em questões de fé?

3. Por que é importante para nossa fé contar aos outros o que Deus fez em nossa vida?

Sexta-feira, 08 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O testemunho da multidão

Lições da Bíblia1:

“Se alguém tem sede, venha a Mim e beba. Quem crer em Mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (Jo 7:37, 38).

João registra várias vezes em que Jesus fez declarações ousadas sobre Si mesmo, sobre quem Ele é e o que veio fazer.

O texto de João 7:37 e 38 é outro exemplo do que Jesus afirmou sobre Si mesmo e sobre o que faria a todos que fossem até Ele. Essas também foram reivindicações impressionantes.

6. Quando Jesus falou aos judeus que participavam da Festa dos Taber-náculos, qual foi a resposta de muitos da multidão? Jo 7:37-53

Jo 7:37-53 (NAA)2: 37 No último dia, o grande dia da festa, Jesus se levantou e disse em voz alta: — Se alguém tem sede, venha a mim e beba. 38 Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. 39 Isso ele disse a respeito do Espírito que os que nele cressem haviam de receber; pois o Espírito até aquele momento não tinha sido dado, porque Jesus ainda não havia sido glorificado. 40 Quando ouviram essas palavras, alguns do meio do povo diziam: — Este é verdadeiramente o profeta. 41 Outros diziam: — Ele é o Cristo. Outros, porém, perguntavam: — Por acaso o Cristo virá da Galileia? 42 Não diz a Escritura que o Cristo vem da descendência de Davi e da aldeia de Belém, de onde era Davi? 43 Assim, houve divisão entre o povo por causa dele. 44 Alguns queriam prendê-lo, mas ninguém lhe pôs as mãos. 45 Os guardas voltaram à presença dos principais sacerdotes e fariseus, e estes lhes perguntaram: — Por que vocês não o trouxeram? 46 Eles responderam: — Jamais alguém falou como este homem. 47 Os fariseus disseram aos guardas: — Será que também vocês foram enganados? 48 Por acaso alguma das autoridades ou algum dos fariseus creu nele? 49 Mas esse povo que nada sabe da lei é maldito. 50 Nicodemos, um deles, que antes tinha ido conversar com Jesus, perguntou-lhes: 51 — Será que a nossa lei condena um homem sem primeiro ouvi-lo e saber o que ele fez? 52 Eles responderam: — Por acaso também você é da Galileia? Examine e verá que da Galileia não se levanta profeta. 53 E cada um foi para a sua casa.

Alguns disseram que Jesus era o Profeta que Moisés predisse (Dt 18:15-19). Outros pensavam que Ele fosse o Cristo. Mas isso levantou o argumento de que o Messias não viria da Galileia, pois Ele seria descendente de Davi e nasceria em Belém. Tudo isso era verdade sobre Jesus (Mt 1; 2), embora muitos não soubessem!

Até mesmo os guardas enviados para prender Jesus ficaram impressionados com a eloquência de Suas palavras. Os fariseus responderam aos guardas com outra pergunta: “Por acaso alguma das autoridades ou algum dos fariseus creu Nele?” (Jo 7:48). A pergunta dos fariseus deu a João a oportunidade de mencionar novamente Nicodemos, que, depois de ter se encontrado com Jesus, tentava protegê-Lo das maquinações dos líderes religiosos: “Será que a nossa lei condena um homem sem primeiro ouvi-lo e saber o que ele fez?” (Jo 7:51).

Será que Nicodemos já aceitava Jesus como o Messias? Embora essa cena não prove que ele já aceitasse, a Bíblia dá evidências sólidas de que Nicodemos passou a crer Nele entre esse momento e o que ocorreu depois da morte de Jesus (Jo 19:39, 40).

Assim, a resposta àquela pergunta dos fariseus era: sim, um dos fariseus acreditava Nele.

Leia João 7:49 [Mas esse povo que nada sabe da lei é maldito.]. O que os líderes diziam que mostrava o desprezo deles pelas multidões que seguiam Jesus? Que lição podemos tirar desse fato?

Quinta-feira, 07 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O testemunho do Pai

Lições da Bíblia1:

O Evangelho de João começa dizendo que a Palavra (o Logos) estava com Deus – isto é, Deus, o Pai (Jo 1:1). Quando a Palavra Se tornou carne, o Espírito Santo testemunhou sobre Jesus, repousando sobre Ele em Seu batismo (Jo 1:32-34). Mas o Pai também deu testemunho de Jesus durante Seu ministério terrestre.

Leia João 5:36-38. O que Jesus disse sobre o Pai?

João 5:36-38 (NAA)2: 36 Mas eu tenho maior testemunho que o de João; porque as obras que o Pai me confiou para que eu as realizasse, essas que eu faço testemunham a meu respeito de que o Pai me enviou. 37 O Pai, que me enviou, esse mesmo é que tem dado testemunho de mim. Vocês nunca ouviram a voz dele, nem viram a sua forma. 38 Também não têm a palavra dele permanente em vocês, porque não creem naquele a quem ele enviou.”

Jesus relacionou o Pai às obras e aos milagres que realizava. Ele deixou bem claro que o Pai O enviou e testemunhou sobre Cristo.

5. O que o Pai disse sobre Jesus? Mt 3:17; 17:5; Mc 1:11; Lc 3:22; veja também 2Pe 1:17, 18

Mt 3:17 (NAA)2: “E eis que uma voz dos céus dizia: — Este é o meu Filho amado, em quem me agrado.”

Mt 17:5 (NAA)2: “Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: — Este é o meu Filho amado, em quem me agrado; escutem o que ele diz!

Mc 1:11 (NAA)2: “Então veio uma voz dos céus, que dizia: — Tu és o meu Filho amado, em ti me agrado.”

Lc 3:22 (NAA)2: “22 o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba, e do céu veio uma voz, que dizia: — Tu és o meu Filho amado, em ti me agrado.

2Pe 1:17, 18 (NAA)2: “17 Porque ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando, pela Suprema Glória, lhe foi enviada a seguinte voz: ‘Este é o meu Filho amado, em quem me agrado.’ 18 Ora, nós ouvimos esta voz vinda do céu quando estávamos com ele no monte santo.”

No batismo de Jesus, o Pai e o Espírito Se juntaram ao Filho para marcar essa importante ocasião: o início do ministério de Jesus. O Pai declarou que Jesus é o Seu Filho amado, em quem Ele Se agrada. Mas, em um momento crucial do ministério de Cristo, o Pai falou mais uma vez, conforme registrado no Evangelho de João.

A situação estava atingindo o auge nos últimos dias do ministério de Jesus. Os líderes religiosos, incapazes de detê-Lo (veja Jo 12:19), O queriam morto, agora mais do que nunca. As multidões estavam entusiasmadas com Ele, porque cada vez mais pessoas, ouvindo o testemunho dos que O viram ressuscitar Lázaro (Jo 12:17, 18), estavam começando a seguir Jesus. Até os gregos presentes na festa queriam vê-Lo.

Nesse momento, em resposta às palavras de Jesus, “Pai, glorifica o Teu nome”, o Pai novamente falou do Céu: “Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei” (Jo 12:28).

A hora da glória de Jesus é a cruz. Assim, o testemunho do Pai sobre Ele aponta para o grande sacrifício do Cordeiro de Deus pelos pecados do mundo. É o auge do Seu ministério terrestre. Sua morte em nosso favor pagou a penalidade completa pelos nossos pecados, e Nele, pela fé, jamais teremos que enfrentar essa penalidade.

Quarta-feira, 06 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.