Preceitos dos homens

Lições da Bíblia.

"Não cessou ainda a substituição dos preceitos de Deus pelos dos homens. Mesmo entre os cristãos acham-se instituições e costumes que não têm melhor fundamento que as tradições dos pais. Essas instituições, fundamentadas em autoridade meramente humana, têm suplantado as de indicação divina. Os homens se apegam às suas tradições e reverenciam seus costumes, nutrindo ódio contra os que lhes procuram mostrar que estão em erro. […] Em lugar da autoridade dos chamados pais da Igreja, Deus pede que aceitemos a Palavra do Pai eterno, o Senhor do Céu e da Terra"1

“4. Leia Mateus 15:3-6. Levando em conta o contexto de Êxodo 20:12, Deuteronômio 5:16, Mateus 19:19 e Efésios 6:2, quais foram as duas graves acusações feitas por Jesus contra os fariseus?”2 “Ele, porém, lhes respondeu: Por que transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição? Porque Deus ordenou: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte. Mas vós dizeis: Se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: É oferta ao Senhor aquilo que poderias aproveitar de mim; esse jamais honrará a seu pai ou a sua mãe. E, assim, invalidastes a palavra de Deus, por causa da vossa tradição.” (Mt 16:3-6 RA)3. “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.” (Ex 20:12 RA)3; “Honra a teu pai e a tua mãe, como o SENHOR, teu Deus, te ordenou, para que se prolonguem os teus dias e para que te vá bem na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.” (Dt 5:16 RA)3; “honra a teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mt 19:19 RA)3; “Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa),” (Ef 6:2 RA)3. Jesus acusou os fariseus de deixar de ajudar aos pais com o pretexto dedicar seus recursos a Deus segundo a tradição. Com isso violavam o mandamento de Deus desonrando seus pais.

“Quando os fariseus confrontaram Jesus a respeito do incidente relacionado à questão de lavar as mãos, esperavam que Ele respondesse diretamente à sua acusação. No entanto, em Seu estilo único, Jesus os confrontou com uma pergunta que era o verdadeiro cerne da questão. Jesus queria que eles soubessem que o problema não era lavar as mãos nem a entrega do dízimo, mas a elevação dos padrões humanos acima dos padrões divinos. Honra a teu pai e a tua mãe, como o SENHOR, teu Deus, te ordenou, para que se prolonguem os teus dias e para que te vá bem na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.Os fariseus podiam apresentar uma explicação lógica para sua posição sobre o ato de lavar as mãos. Provavelmente, eles também argumentassem que sua canalização de recursos para a causa de Deus, e não para seus pais, era uma expressão de seu incomparável amor a Deus.”2

“Embora os fariseus possam ter tido motivos lógicos para suas ações, Deus não espera que os seres humanos O amem de acordo com a própria vontade humana. Era bom que eles estivessem preocupados com disciplina e vida santa, mas essa preocupação jamais deveria obscurecer a vontade de Deus. Os fariseus deveriam ter lembrado que as 613 leis registradas na lei de Moisés eram harmoniosas e não contraditórias. Nenhuma das leis tinha por objetivo suplantar as outras. No entanto, a insistência deles em seguir a ‘tradição dos anciãos’ invalidava a Palavra de Deus (Mt 15:6), pelo menos no que dizia respeito aos próprios fariseus. Vendo a si mesmos como os protetores da lei, devem ter ficado chocados, e até escandalizados, pela alegação de que estavam transgredindo e invalidando a lei, mediante as próprias tradições que eles achavam que ajudavam as pessoas a observar fielmente a lei!”2

“Convide um amigo para ir ao seu Pequeno Grupo orar e estudar a Bíblia.”

Quarta-feira, 16 de abril de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 WHITE, Ellen Gould. O desejado de todas as nações. Tradução de Isolina A Waldvogel. 22. ed. São Paulo – SP: Casa Publicadora Brasileira, 2004. p. 398

2 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

3 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Tradições dos anciãos

Lições da Bíblia.

“Como vimos, alguns dos rabinos prestavam tanta atenção às regras e tradições criadas para auxiliar na observância da lei de Moisés que não conseguiam distinguir as diferenças entre elas. Depois de algum tempo, as palavras dos rabinos ganharam status canônico. As pessoas pensavam que elas eram tão obrigatórias quanto as Escrituras. Com toda a probabilidade, quando os rabinos originalmente escreveram seus comentários, não tinham a intenção de adicioná-los às páginas das Escrituras. No entanto, seus dedicados discípulos provavelmente considerassem ser seu dever compartilhar essas interpretações únicas com a população em geral.”1

“3. Leia novamente Mateus 15:1, 2. Em qual texto dos primeiros cinco livros de Moisés essa tradição estava fundamentada? Que lição podemos aprender com isso? Leia também Mc 7:3, 4; Mt 15:11”1 “Então, vieram de Jerusalém a Jesus alguns fariseus e escribas e perguntaram: Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos, quando comem.” (Mt 15:1-2 RA); “(pois os fariseus e todos os judeus, observando a tradição dos anciãos, não comem sem lavar cuidadosamente as mãos; quando voltam da praça, não comem sem se aspergirem; e há muitas outras coisas que receberam para observar, como a lavagem de copos, jarros e vasos de metal [e camas]),” (Mc 7:3-4); “não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem.” (Mt 15:11). Em nenhum texto do pentateuco, provavelmente esse costume tenha se originado em alguma cerimônia religiosa de purificação. Embora a higiene seja importante a mais importante das purificações é a do coração e essa só Deus pode realiza-la se o assim o permitirmos.

“Somos levados a procurar um texto bíblico que ordene: ‘Tu deves lavar as mãos antes de comer’. No entanto, essa ordem não teria surpreendido os escribas e fariseus quando eles confrontaram Jesus, porque eles deixaram claro que os discípulos não estavam transgredindo a lei mosaica, mas a ‘tradição dos anciãos’. A intensidade com que eles fizeram a pergunta faz parecer que, para os fariseus, essa era uma grave transgressão religiosa.”1

“Os profissionais de saúde e os pais provavelmente gostariam de dar uma justificativa higiênica ou psicológica para a aparente compulsão obsessiva dos fariseus com o ato de lavar as mãos. No entanto, estudiosos acreditam que a questão fosse realmente a impureza cerimonial. Aparentemente, a preocupação dos fariseus era que, enquanto as pessoas realizavam suas tarefas diárias, tocariam em coisas que haviam sido contaminadas. Consequentemente, se comessem sem lavar as mãos, seriam contaminadas cerimonialmente ao tocar no alimento.”1

“Visto que eles acusaram os discípulos de Jesus, podemos concluir que o próprio Jesus não transgrediu essa bem conhecida tradição (Mc 7:3). No entanto, Ele sabia muito bem que a maior preocupação dos fariseus estava nas coisas secundárias.”1

“Leia Isaías 29:13 [‘O Senhor disse: Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu,’]. Que princípios bíblicos importantes são revelados nessa passagem? Por que é tão importante nos lembrarmos deles?”1

Ore por decisões durante a Semana Santa. Participe hoje da reunião no seu Pequeno Grupo.

Terça-feira, 15 de abril de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Mandamentos humanos

Lições da Bíblia.

“Embora os escribas e fariseus se assentassem ‘na cadeira de Moisés’, sua fonte de autoridade para a instrução religiosa extrapolava o Antigo Testamento.”1

“A lei que os fariseus utilizavam consistia em interpretações bíblicas dos principais rabinos. Essas interpretações não tinham a intenção de substituir as Escrituras, mas de complementá-las. No início, elas circulavam por via oral. Posteriormente, os escribas começaram a reuni-las em livros.”1

“A primeira publicação oficial da lei rabínica não apareceu até o fim do segundo século d.C., quando o rabino Yehuda Ha-Nasi (Judá, o Príncipe) publicou a Mishná. As leis registradas na Mishná refletem cerca de quatro séculos de interpretação rabínica. Entre os rabinos que contribuíram estão muitos que viveram na época de Jesus, sendo os mais notáveis Hillel e Shammai. Houve também Gamaliel, neto de Hillel e também professor de Paulo.”1

“2. Leia Mateus 15:1-6. Qual foi a controvérsia nesse episódio? Qual erro Jesus procurou corrigir?”1 “Então, vieram de Jerusalém a Jesus alguns fariseus e escribas e perguntaram: Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos, quando comem. Ele, porém, lhes respondeu: Por que transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição? Porque Deus ordenou: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte. Mas vós dizeis: Se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: É oferta ao Senhor aquilo que poderias aproveitar de mim; esse jamais honrará a seu pai ou a sua mãe. E, assim, invalidastes a palavra de Deus, por causa da vossa tradição.” (Mt 15:1-6 RA)2. A controvérsia era o fato dos discípulos de Jesus não realizar a cerimônia tradicional dos anciãos de lavar as mãos várias vezes antes de comer pão. Jesus mostrou que os fariseus pecavam colocando suas as tradições acima da Lei moral.

“Na lição um, aprendemos que as leis rabínicas eram chamadas halakah, cujo significado é ‘caminhar’. Os rabinos consideravam que, se uma pessoa andasse nos caminhos das leis menores, acabariam cumprindo as leis mais importantes. No entanto, em algum lugar ao longo do caminho, as leis menores começaram a assumir maior status, e depois de um tempo ficou difícil distinguir o que era tradicional do que era bíblico.”1

“Não parece que Jesus tivesse problema com a existência das regras dos fariseus. Para Jesus, o problema era a elevação dessas regras à condição de ‘doutrina’. Nenhum ser humano tem o poder de criar restrições religiosas e elevá-las ao nível de mandamento divino. Mas isso não quer dizer que os cristãos estejam proibidos de criar regulamentos que ajudem a governar o comportamento da comunidade.”1

“A instrução prática poderia ajudar muito as pessoas na observância da lei. No entanto, jamais se deve permitir que a instrução assuma o lugar da própria lei.”1

“Quais regras, tradições e costumes da nossa igreja nos ajudam a viver com mais fidelidade e obediência à lei? Anote-os e comente com a classe. Qual é o papel dessas regras na sua comunidade de fé?”1

Tema de hoje: Você já deu um passo de humilhação? Participe no Pequeno Grupo.

Segunda-feira, 14 de abril de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A cadeira de Moisés

Lições da Bíblia.

“Embora os ‘escribas e fariseus’ pareçam ser dois grupos distintos, que simplesmente foram colocados no mesmo conjunto, os escribas provavelmente fossem um subgrupo dos fariseus (At 23:9). Os fariseus se tornaram um grupo notável durante o tempo do Império Grego. Acredita-se que fossem os remanescentes de uma seita judaica piedosa, conhecida como Hasidim (Os Piedosos), que ajudaram a combater na revolta dos Macabeus contra a Grécia.”1

“O título fariseu é derivado do hebraico paras, que significa ‘separar’. Numa época em que muitos judeus haviam se tornado muito influenciados pelas culturas pagãs, os fariseus entenderam que seu dever era garantir que a lei fosse ensinada a todos os homens judeus. Para realizar essa tarefa, eles estabeleceram a função do rabino, que significa literalmente ‘meu grande’ ou ‘meu professor’.”1

“Ao dizer que ‘na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus’, Jesus reconheceu a posição deles como mestres do povo (Mt 23:2, 3). Afinal, pelo menos eles tinham assumido a responsabilidade de assegurar que o povo fosse instruído no caminho da lei.”1

“1. Leia Mateus 23:1-7. Qual foi um dos maiores problemas de Jesus com os escribas e fariseus?”1 “Então, falou Jesus às multidões e aos seus discípulos: Na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus. Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem. Atam fardos pesados [e difíceis de carregar] e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los. Praticam, porém, todas as suas obras com o fim de serem vistos dos homens; pois alargam os seus filactérios e alongam as suas franjas. Amam o primeiro lugar nos banquetes e as primeiras cadeiras nas sinagogas, as saudações nas praças e o serem chamados mestres pelos homens.” (Mt 23:1-7 RA)2. A hipocrisia dos fariseus, pois ensinavam coisas que não cumpriam e exigiam que os outros fizessem.

“A maioria das referências aos escribas e fariseus nos evangelhos é negativa. Considerando a cumplicidade que muitos deles tiveram na morte de Jesus e na perseguição aos Seus seguidores, esse negativismo foi bem merecido. Membros desses grupos pareciam estar à espreita nas esquinas e se escondendo atrás das árvores, esperando que as pessoas cometessem erros, para que eles pudessem aplicar a lei contra elas. Essa imagem do fariseu é tão frequente nas Escrituras que essa palavra geralmente é usada como sinônimo de legalista.”1

“Ao considerar atentamente esse texto, descobrimos que o grande problema de Jesus com os fariseus não era seu desejo de que os outros guardassem a lei de Moisés, mas o fato de que eles não a estavam guardando. Eles eram hipócritas, pois diziam uma coisa, mas faziam outra, e até mesmo quando faziam as coisas certas, faziam isso pelas razões erradas.”1

“Leia novamente o que Jesus disse sobre os escribas e fariseus. Será que temos as mesmas atitudes dos fariseus? O que precisamos mudar?”1

“Começa hoje o Evangelismo de Semana Santa: ‘Nos Passos do Mestre’. Participe no seu pequeno grupo!”

Domingo, 13 de abril de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Cristo e a tradição religiosa

Lições da Bíblia.

"Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. E em vão Me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens" (Mt 15:8, 9 RA).1

“John Wesley, fundador da Igreja Metodista, sugeriu que a teologia de alguém é influenciada por quatro fatores: fé, razão, Escrituras e tradição. No entanto, Ele não quis dizer que todos os quatro aspectos tenham igual autoridade. Ele reconheceu que a Bíblia é fundamental, mas também reconheceu que a fé, a capacidade de raciocinar e a tradição religiosa afetam a maneira pela qual a Bíblia é interpretada. Se Wesley fosse trazido de volta à vida hoje, ficaria chocado ao descobrir que muitos teólogos modernos na tradição Wesleyana (e em outras tradições também) agora dão mais valor à razão, à tradição ou à opinião pessoal do que ao claro ensino das Escrituras.”2

“A lição desta semana estuda as tradições religiosas sobre as quais os escribas e fariseus fundamentavam muitos dos seus ensinamentos. Os rabinos que originalmente escreveram essas tradições respeitavam muito as Escrituras e não tinham intenção de que essas tradições fossem elevadas à condição de Palavra de Deus. No entanto, alguns de seus zelosos discípulos confundiram o método com a mensagem e, com isso, deslocaram o foco da divina revelação escrita para a tradição humana.”2

“Chegou o grande dia! Que Deus abençoe seu envolvimento no evangelismo da amizade!”2

Sábado, 12 de abril de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

2 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

Cristo e a lei de Moisés – Vídeo

Lições da Bíblia.

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

 

“Leia de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 447-454: ‘Na Festa dos Tabernáculos’; p. 455-462: ‘Por Entre Laços’.”1

“Três vezes por ano era exigido dos judeus que se reunissem em Jerusalém para fins religiosos. Envolto na coluna de nuvem, o invisível Guia de Israel havia dado instruções quanto a essas reuniões. Durante o cativeiro dos judeus, elas não puderam ser observadas; […] Era desígnio de Deus que esses aniversários O trouxessem à mente do povo’.”2

"Era natural que os pais de Jesus O considerassem seu filho, pois Ele estava diariamente com eles. Em muitos aspectos, Sua vida era como a das outras crianças. Era difícil para os pais compreender que Ele era o Filho de Deus. Estavam em risco de deixar de reconhecer a bênção concedida a eles pela presença do Redentor do mundo. A aflição de sua separação dEle, e a branda reprovação contida em Suas palavras, tinham o objetivo de impressioná-los quanto à santidade do que lhes fora confiado"2.

Perguntas para reflexão

“1. Embora Jesus tivesse estabelecido essas leis, quando Ele assumiu a humanidade, submeteu-Se a elas. O que isso nos diz sobre o caráter de Deus?”

“2. Tente se colocar no lugar de José e Maria. É de admirar que eles não entendessem plenamente todos os aspectos que envolviam Jesus? Não há muitas coisas sobre Jesus que nós também não entendemos? Como podemos aprender a confiar e a obedecer, apesar das muitas coisas que não entendemos?”

“3. O que você diria para um cristão que declarasse que devemos cumprir as festas bíblicas? Uma sugestão é perguntar: ‘Como você pretende cumpri-las, uma vez que as festas estavam centralizadas no templo, que foi destruído há muito tempo, e no derramamento de sangue, que foi interrompido?’”

Sexta-feira, 11 de abril de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 WHITE, Ellen Gould. O desejado de todas as nações. Tradução de Isolina A Waldvogel. 22. ed. São Paulo – SP: Casa Publicadora Brasileira, 2004. p. 447, p. 89

Aplicação da lei (Mt 5:17-20)

Lições da Bíblia.

“Como vimos, Jesus foi um cidadão fiel que cumpriu Suas responsabilidades como judeu, mesmo quando Sua vida estava em perigo (leia, por exemplo, João 7:1, 25, 26; 10:31). [‘Passadas estas coisas, Jesus andava pela Galiléia, porque não desejava percorrer a Judéia, visto que os judeus procuravam matá-lo.’ (João 7:1 RA)2; ‘Diziam alguns de Jerusalém: Não é este aquele a quem procuram matar?’ (João 7:25 RA)2; ‘Novamente, pegaram os judeus em pedras para lhe atirar.’ (João 10:31 RA)2.] Na verdade, Jesus deixou claro que não era Seu propósito abolir ‘a Lei ou os Profetas’ (Mt 5:17-20)2.”

“5. Como, então, devemos entender João 8:1-11 e Mateus 19:1-9, à luz de Deuteronômio 22:23, 24 e 24:1-4?” “Jesus, entretanto, foi para o monte das Oliveiras. De madrugada, voltou novamente para o templo, e todo o povo ia ter com ele; e, assentado, os ensinava. Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos, disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo. Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava. Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.]” (João 8:1-11 RA)2; “E aconteceu que, concluindo Jesus estas palavras, deixou a Galiléia e foi para o território da Judéia, além do Jordão. Seguiram-no muitas multidões, e curou-as ali. Vieram a ele alguns fariseus e o experimentavam, perguntando: É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo? Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Replicaram-lhe: Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar? Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio. Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério [e o que casar com a repudiada comete adultério].” (Mateus 19:1-9 RA)2; “Se houver moça virgem, desposada, e um homem a achar na cidade e se deitar com ela,” (Deuteronômio 22:23 RA)2. “então, trareis ambos à porta daquela cidade e os apedrejareis até que morram; a moça, porque não gritou na cidade, e o homem, porque humilhou a mulher do seu próximo; assim, eliminarás o mal do meio de ti.” (Deuteronômio 22:24 RA)2; “Se um homem tomar uma mulher e se casar com ela, e se ela não for agradável aos seus olhos, por ter ele achado coisa indecente nela, e se ele lhe lavrar um termo de divórcio, e lho der na mão, e a despedir de casa; e se ela, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem; e se este a aborrecer, e lhe lavrar termo de divórcio, e lho der na mão, e a despedir da sua casa ou se este último homem, que a tomou para si por mulher, vier a morrer, então, seu primeiro marido, que a despediu, não poderá tornar a desposá-la para que seja sua mulher, depois que foi contaminada, pois é abominação perante o SENHOR; assim, não farás pecar a terra que o SENHOR, teu Deus, te dá por herança.” (Deuteronômio 24:1-4 RA)2. Jesus não negligenciou a Lei, Ele a cumpriu fielmente, ao solicitar para aqueles que não tivessem pecado atirassem a primeira pedra, com ninguém ficou para acusar a mulher apanhada em adultério, para que fosse condenada era necessário, segundo a Lei, duas ou três testemunhas. Ao perdoar a mulher Jesus o fez nos méritos de seu sacrifício que ocorria na cruz do Calvário. Quanto ao divórcio, Jesus realçou que Moisés não ordenou que os homens se divorciassem de suas mulheres, no entanto tolerou que em algumas circunstancias isso fosse feito em virtude da dureza do coração humano, não sendo esse o plano original de Deus.

“Alguns dos fariseus estavam sempre tentando expor Jesus como um transgressor da lei (leia, por exemplo, João 8:6 ‘Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo.’). Quando apresentaram a Ele a mulher apanhada no ato de adultério, colocaram a seguinte questão: ‘Na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; Tu, pois, que dizes?’ (Jo 8:5). Curiosamente, Jesus não respondeu diretamente à pergunta. Na verdade, Ele confirmou a lei de Moisés com Sua resposta: ‘Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra’ (Jo 8:7). Ele não disse que ela não deveria ser apedrejada, mas simplesmente obrigou esses homens a pensar em suas próprias transgressões da lei. Mesmo a liberação da mulher estava em harmonia com a lei de Moisés, porque ninguém ficou para apontar um dedo acusador, e pelo menos duas testemunhas eram necessárias para administrar a justiça (Dt 17:6).”

“No incidente sobre divórcio e novo casamento, Jesus parece contradizer a lei de Moisés com Sua insistência em afirmar que originalmente não havia fundamento para o divórcio (Mt 19:4-6). Quando os fariseus mencionaram o mandamento de Moisés em Deuteronômio 24:1-4, Jesus colocou tudo na devida perspectiva. Em nenhuma parte Moisés ordenou o divórcio. No entanto, por causa da obstinação do povo, Moisés estabeleceu uma ‘tolerância’ para o divórcio (Mt 19:8). Assim, vemos que, mesmo quando Jesus avaliou uma lei de Moisés, Ele não a desprezou. Jesus era um judeu fiel em todos os sentidos, obedecendo às leis de Moisés.”

“Como podemos equilibrar justiça e graça para os que caem em pecado? Se é inevitável errar, seria melhor errar ao lado da justiça ou da misericórdia? Por quê?”

Quarta-feira, 10 de abril de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Impostos (Mt 17:24-27)

Lições da Bíblia.

“Como foi mencionado na lição da semana passada, a lei de Moisés tinha componentes civis e cerimoniais. O aspecto cerimonial significa que o templo estava no centro da vida religiosa judaica. De fato, no primeiro século, provavelmente o templo fosse a única estrutura remanescente que dava aos judeus algum senso de identidade nacional.”1

“O templo que estava em Jerusalém passou por reformas durante o ministério de Jesus. Herodes, o Grande, tinha iniciado o grandioso projeto em cerca de 20 a.C., e a obra não seria totalmente concluída até 66 d.C. Reconhecendo a seriedade com a qual muitos judeus lidavam com a fé, os romanos permitiram que eles coletassem os próprios impostos, a fim de cobrir os custos envolvidos com a manutenção do templo. Todo judeu do sexo masculino com mais de vinte anos devia pagar o imposto de meio siclo (um siclo equivalia a cerca de 12 gramas), independentemente de sua condição econômica (Êx 30:13; 38:26).”1

“4. Leia Mateus 17:24-27. O que Jesus quis dizer quando declarou: ‘[…] para que não os escandalizemos’? Qual princípio contido nessas palavras devemos aplicar em nossa vida?” “Tendo eles chegado a Cafarnaum, dirigiram-se a Pedro os que cobravam o imposto das duas dracmas e perguntaram: Não paga o vosso Mestre as duas dracmas? Sim, respondeu ele. Ao entrar Pedro em casa, Jesus se lhe antecipou, dizendo: Simão, que te parece? De quem cobram os reis da terra impostos ou tributo: dos seus filhos ou dos estranhos? Respondendo Pedro: Dos estranhos, Jesus lhe disse: Logo, estão isentos os filhos. Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que fisgar, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáter. Toma-o e entrega-lhes por mim e por ti.” (Mateus 17:24-27 RA)2. Como o Filho de Deus Jesus não deveria pagar o imposto do templo, aquela era a casa de Seu Pai, portanto Ele deveria se isento. No entanto ele pagou o imposto depois de questioná-lo deixando claro a sua divindade.

“Parece que os coletores de impostos do templo viajavam por todas as províncias para assegurar que todo homem cumprisse sua obrigação legal. A resposta inicial de Pedro aos cobradores de impostos dá a impressão de que Jesus pagava regularmente Seus impostos (Mt 17:24, 25). No entanto, como Filho de Deus, Jesus parece questionar a cobrança do imposto para a manutenção da casa de Seu Pai. Ele não deveria ser isento?”1

"Se Jesus houvesse pago o tributo sem protestar, teria, virtualmente, reconhecido a justiça da reivindicação [de que Ele devia pagar], tendo assim negado Sua divindade. Mas ao passo que viu ser bom satisfazer à exigência, negou o direito sobre o qual ela estava fundamentada. Provendo o necessário para pagamento do tributo, Ele deu o testemunho de Seu caráter divino. Foi demonstrado que Ele era um com Deus e, portanto, não Se achava sob tributo, como um simples súdito do reino"3

“No entanto, Jesus escolheu sujeitar-Se às autoridades e ordenou que Pedro tirasse a moeda para o imposto da boca do primeiro peixe que ele pegasse. O siclo na boca do peixe foi suficiente para pagar o imposto de Jesus e Pedro. Jesus pagou o imposto do templo, mesmo sabendo que aquela magnífica estrutura em breve seria destruída (Mt 24:1, 2). O que isso deve nos dizer sobre nossa obrigação de ser fiel nos dízimos e ofertas, independentemente dos problemas que cremos que existam?”1

Quarta-feira, 09 de abril de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

3 WHITE, Ellen Gould. O desejado de todas as nações. Tradução de Isolina A Waldvogel. 22. ed. São Paulo – SP: Casa Publicadora Brasileira, 2004. p. 434