A lei e Israel (Dt 30:15-18)

Lições da Bíblia.

“A promulgação da lei para Israel foi um ato especial. Pouco antes da entrega da lei a Moisés, Deus lembrou Seu povo de que ele era um ‘reino de sacerdotes e nação santa’ (Êx 19:6). Entre todas as nações na face da Terra, foi a Israel que Deus especialmente revelou Sua lei (Rm 9:4). A lei não se destinava a ser um fardo para as pessoas, mas a ser um instrumento por meio do qual a nação escolhida revelaria às multidões o código moral que é a base do governo de Deus. Israel devia ser parceiro de Deus na missão de evangelizar o mundo, e a lei de Deus devia ser a marca de identificação dos porta-vozes de Deus.”1

“3. De acordo com Deuteronômio 30:15-20, qual é a relação entre a lei e as promessas feitas a Abraão, Isaque e Jacó? Como esses princípios se aplicam a nós, na Nova Aliança? Leia Mt 7:24-27.”1. “Vê que proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal; se guardares o mandamento que hoje te ordeno, que ames o SENHOR, teu Deus, andes nos seus caminhos, e guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, então, viverás e te multiplicarás, e o SENHOR, teu Deus, te abençoará na terra à qual passas para possuí-la. Porém, se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido, e te inclinares a outros deuses, e os servires, então, hoje, te declaro que, certamente, perecerás; não permanecerás longo tempo na terra à qual vais, passando o Jordão, para a possuíres. Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando o SENHOR, teu Deus, dando ouvidos à sua voz e apegando-te a ele; pois disto depende a tua vida e a tua longevidade; para que habites na terra que o SENHOR, sob juramento, prometeu dar a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó.” (Deuteronômio 30:15-20 RA)2; “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.” (Mateus 7:24-27 RA)2. Deus propôs para Israel a vida e o bem, a morte e o mal, a escolha pela vida dependeria da fidelidade a Deus, a infidelidade acarretaria a morte. Jesus compara o homem prudente com aquele que pratica a vontade de Deus. Portanto, tanto na velha como na nova aliança, a obediência a Deus foi e continua sendo um elemento necessário, em ambas as alianças obediência deveria ser o resultado da fé, da redenção operada por Deus no homem, e nunca um meio de salvação.

“Deus escolheu Israel para ser Seu representante. Israel seria o povo por meio do qual as nações da Terra receberiam as bênçãos prometidas a Abraão, Isaque e Jacó. No entanto, as bênçãos não eram automáticas. Sendo uma nação escolhida, Israel precisava andar em harmonia com a vontade do Senhor. Moisés deixou claro que a vida e a prosperidade sobreviriam ao povo somente se ele observasse os mandamentos, estatutos e juízos de Deus (Dt 30:15, 16).”1

“Dados os inúmeros relatos de rebelião que mancharam a história de Israel, a nação não conseguiu viver de acordo com as condições da aliança. No entanto, não devemos esquecer que ‘todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus’ (Rm 3:23). Nenhuma nação na Terra cumpriu a vontade de Deus. Mesmo na história recente, nações que professam ser cristãs têm representado mal a causa de Deus com guerras, preconceitos e opressão.”1

“Em sua experiência, qual é a relação entre obediência e fé? Quando você obedece, o que acontece com sua fé? E quando você desobedece? A obediência fortalece a fé?”1

“Entre em contato com os irmãos da igreja e organize a distribuição do livro.”1

Segunda-feira, 26 de maio de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

2 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

O pecado e a lei

Lições da Bíblia.

“1. Leia Romanos 7:7-12. O que Paulo disse sobre a relação entre o pecado e a lei? O que ele quis dizer com a seguinte pergunta: ‘É a lei pecado?’”1 “Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás. Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de concupiscência; porque, sem lei, está morto o pecado. Outrora, sem a lei, eu vivia; mas, sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri. E o mandamento que me fora para vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para morte. Porque o pecado, prevalecendo-se do mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou. Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom.” (Romanos 7:7-12 RA)2. A lei não é pecado, pelo contrário a lei é santa e boa. Paulo argumenta que a lei mostra o pecado que cometemos e cujo o salário é a morte.

“Paulo relacionou a lei e o pecado de modo tão estreito que fez a pergunta retórica: ‘É a lei pecado?’ A resposta, certamente, é não. Ao contrário, no fim da seção, ele disse: ‘Assim, a lei é santa; e o mandamento, santo, justo e bom’ (Rm 7:12, ARC). O ‘assim’ mostra a conclusão de seu argumento: longe de ser pecado, a lei é, de fato, santa e boa.”1

“O que Paulo diz aqui é semelhante à relação entre a lei criminal e o crime. Algo só é criminoso se uma lei o retrata como tal. Você pode ir para a cadeia em um país por fazer algo que em outro país é lícito. Por quê? Um país tem uma lei que proíbe essa ação, o outro não. É a mesma ação, mas com duas consequências diferentes. O que faz a diferença? A lei.”1

“Um ponto crucial a ser lembrado é que, simplesmente porque uma coisa é lei não significa que seja boa. No início da América, a lei exigia que as pessoas devolvessem escravos fugitivos aos seus senhores. Era a lei. No entanto, estava longe de ser uma lei justa. Porém, no caso da lei de Deus, sabemos que ela reflete Seu caráter amoroso. Por isso, temos as palavras de Paulo de que a lei é santa e boa. O que mais ela poderia ser, considerando quem a criou?”1

“2. Que significado existe no mandamento que Paulo menciona em Romanos 7:7 para provar seu ensinamento sobre a lei? Por que ele não escolheu outro mandamento, como ‘Não furtarás’?”1 “Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás.” (Romanos 7:7 RA)2. A cobiça é um pecado que nasce e se manifesta, muitas vezes, de forma imperceptível, ao salientar o mandamento “não cobiçaras” Paulo enfatiza a importância da lei ao mencioná-lo, se assim não fosse muitos talvez, não considerassem sua existência.

“Talvez Paulo tenha usado esse mandamento específico, em lugar de alguns dos outros, porque não parece tão óbvio que a cobiça seja pecado. Muitas pessoas podem não acreditar que a cobiça seja um erro. Homicídio e furto, sim. Geralmente, nem precisamos dos Dez Mandamentos para saber isso. Mas, e a cobiça? Assim, esse mandamento é um exemplo perfeito para revelar que é a lei que nos mostra o pecado. Caso contrário, não poderíamos saber que a cobiça é algo errado.”

“Já leu o livro? Leia e conheça histórias de vidas transformadas.”1

Domingo, 25 de maio de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

2 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

Cristo, a lei e o evangelho

Lições da Bíblia.

“A lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo” (Jo 1:17).1

“Um século antes de Cristo, o poeta romano Lucrécio escreveu um famoso poema que se perdeu na história até a Idade Média, chamado ‘Sobre a Natureza das Coisas’. Embora geralmente acusado de ser ateu, em seu poema Lucrécio não negou a existência dos deuses. Apenas argumentou que, em virtude de serem deuses, eles não teriam nenhum interesse nas questões humanas.”2

“Em contraste com isso, a Bíblia afirma que só existe um Deus e que Ele está muito interessado no que acontece aqui. Duas manifestações desse interesse apaixonado pela humanidade são encontradas em Sua lei (que deve orientar nossa maneira de viver) e em Sua graça (Seu meio de nos salvar, mesmo que tenhamos transgredido a lei). Ainda que sejam muitas vezes consideradas como contraditórias entre si, a lei e a graça estão necessariamente ligadas. Seus métodos de operação podem ser diferentes, mas juntas elas revelam que a justiça deve triunfar sobre o pecado. As manifestações da lei de Deus e Sua graça oferecem forte evidência de Seu amor pela humanidade e de Seu desejo de nos salvar para Seu reino eterno.”2

“Ore pelas pessoas que receberão de você o livro A Única Esperança.2

Sábado, 24 de maio de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

2 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

A lei de Deus e a lei de Cristo

Lições da Bíblia.

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

 

“Leia, de Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 7, p. 260-264: ‘Disciplina da Igreja’; p. 265, 266: ‘Consideração Mútua’.”1

“’Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo’ (Gl 6:2, ARC). Aqui, de novo, acha-se claramente exposto o nosso dever. Como podem os professos seguidores de Cristo considerar tão levianamente essas ordens inspiradas? […] Pouco sabemos de nosso próprio coração, e pouca intuição temos de nossa própria necessidade da misericórdia de Deus. Por isso é que tão pouco acariciamos aquela suave compaixão que Jesus manifesta para conosco, e que devemos também manifestar uns para com os outros. Devemos lembrar-nos de que nossos irmãos são fracos e falíveis mortais, tais como nós mesmos. Suponhamos que um irmão, por falta de vigilância, tenha sido arrastado pela tentação e que, contrariamente à sua conduta geral, tenha cometido algum erro. Que procedimento devemos ter para com ele? Aprendemos, da história bíblica, que homens empregados por Deus para realizar uma grande e boa obra cometeram pecados graves. O Senhor não os passou por alto, sem repreensão, tampouco rejeitou Seus servos. […] Considerem os pobres e fracos mortais quão grande é sua necessidade de misericórdia e longanimidade de Deus e de seus irmãos. Guardem-se eles de julgar e condenar os outros”2

Perguntas para reflexão

“1. Reflita sobre a citação acima. Por que é tão importante que ofereçamos graça aos que pecam?”1

“2. Pense em alguns personagens bíblicos bem conhecidos que caíram em pecado. Deus os perdoou e continuou a usá-los. Que lição importante existe para nós nesses exemplos?”1

“3. De que forma podemos aplicar a disciplina da igreja e, ao mesmo tempo, mostrar graça e misericórdia aos que cometem pecado? Por que devemos entender que esses dois conceitos, disciplina e graça, não estão em contradição?”1

Sexta-feira, 23 de maio de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 WHITE, Ellen Gould; PAGANI, Cesar Luis. Testemunhos para a igreja. v. 5. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2006. p. 246, 247

Lei e julgamento (Jo 5:30)

Lições da Bíblia.

“Embora a lei de Deus seja uma lei de misericórdia, Deus finalmente a usará como padrão de julgamento. Deus continuamente oferece oportunidades para que os pecadores se arrependam e decidam ser fiéis a Ele, mas chegará a hora em que o clamor será ouvido: ‘Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se’ (Ap 22:11). Esse anúncio serve como prelúdio para o juízo final.”1

“5. Em Apocalipse 14:7, o primeiro anjo proclama o juízo de Deus, ainda que outros textos falem do julgamento de Cristo (At 17:31; 2Tm 4:1; 2Co 5:10). Como João 5:30 nos ajuda a compreender o papel de Jesus no julgamento?” “dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” (Apocalipse 14:7 RA)2; “porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos.” (Atos 17:31 RA)2; “Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino:” (2 Timóteo 4:1 RA)2; “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.” (2 Coríntios 5:10 RA)2. Jesus será o juiz dos seres humanos dos quais tornou-se semelhante, embora sem pecado. Essa proximidade da humanidade permitirá a Cristo ser justo em cada julgamento, por experiência Ele conhece o valor de cada alma pelas quais morreu.

“Embora Cristo tenha deixado de lado Sua natureza divina quando Se tornou humano (Fp 2:5-11), Ele ainda tinha um relacionamento especial com o Pai. Quando os líderes religiosos O acusaram de blasfêmia, Ele informou Seus acusadores de que Deus Lhe tinha dado autoridade para cumprir tarefas divinas específicas (Jo 5:19-30), uma das quais era o julgamento. O fato de ter Cristo recebido a responsabilidade do julgamento demonstra a misericórdia de Deus. Visto que Cristo Se uniu à humanidade, está em posição de julgar com imparcialidade. Por causa da Sua familiaridade com a experiência humana, Ele não condenaria uma pessoa injustamente. Na verdade, Cristo sugere que a condenação não provém dEle, mas o pecador impenitente condena a si mesmo quando se recusa a atender à ordem de Deus (Jo 12:48).”1

“Muitos estão familiarizados com o conteúdo da lei de Deus, mas não sabem como guardá-la. A lei não é uma lista de verificação que usamos para ver se estamos perto do reino. Em vez disso, é um instrumento que expressa vários princípios do amor. Cumprir a lei não se limita a obedecer à lei a fim de obter o favor de Deus, mas chama o cristão a compartilhar o amor de Deus com aqueles que dele necessitam. Como padrão de julgamento, a lei serve para medir o nível de amor que o indivíduo tem para com Deus e com a humanidade. Quando Cristo presidir o julgamento final, usará a imutável lei do amor como padrão para julgar (Tg 2:12).”1

Quinta-feira, 22 de maio de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Cumprindo a lei de Cristo (Gl 6:2)

Lições da Bíblia.

“Seja revelada em documentos escritos ou na natureza, a lei de Deus mostra Sua vontade para toda pessoa capaz de compreendê-la (Rm 1:20; 2:12-16). Consequentemente, ninguém pode alegar ser ignorante acerca dos requisitos básicos de Deus. ‘Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus’ (Rm 3:23, ARC) e, portanto, são destinados à destruição (Rm 6:23; Ez 18:4). No entanto, nem tudo está perdido: a maldição foi revertida pelo dom da vida eterna, que se tornou disponível mediante a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo (Ef 2:8).”1

“Segundo Paulo, a graça deve capacitar o cristão a ter uma vida de obediência (Rm 6:15; Ef 2:10; Tt 2:11-14), embora, como sabemos muito bem, nem sempre vivemos de maneira tão obediente e fiel como deveríamos.”1

“4. De acordo com Gálatas 6:1-5, de que forma podemos manifestar a ‘lei de Cristo’?”1 “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado. Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo. Porque, se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada, a si mesmo se engana. Mas prove cada um o seu labor e, então, terá motivo de gloriar-se unicamente em si e não em outro. Porque cada um levará o seu próprio fardo.” (Gálatas 6:1-5 RA)2. A lei de Cristo pode ser manifesta quando levamos as cargas uns dos outros. Pôs, alei de Cristo é a lei do amor, e deve dar lugar a misericórdia.

“É importante lembrar que todos são sujeitos à tentação e podem cair em pecado nos momentos de fraqueza. Com esse reconhecimento, condenar imediatamente uma pessoa que caiu é uma atitude insensível. Até mesmo Jesus, que nunca pecou, estava disposto a ajudar os que haviam sido vencidos pelo pecado. Como Ellen G. White escreveu sobre Jesus: Ele ‘não censurava a fraqueza humana’ (O Desejado de Todas as Nações, p. 353). Paulo exortou os cristãos a oferecer auxílio com a finalidade de restauração (Gl 6:1). Em outras palavras, a pessoa que houvesse pecado devia ser incentivada novamente a viver de acordo com os preceitos da lei de Deus.”1

“A lei de Cristo é dirigida pela misericórdia. Se não fosse por Sua morte sacrifical, não haveria razão para guardar a lei de Deus. No entanto, porque Cristo tornou possível a vida eterna, há um incentivo para que os fiéis prossigam observando a lei de Deus depois de momentos de fraqueza. Os cristãos devem usar a lei de Cristo como um veículo para conduzir o pecador arrependido de volta para o caminho da divina lei do amor.”1

“Pense em um momento em que você errou e recebeu graça, ainda que não merecesse isso (afinal, se merecesse, não seria graça). Você se lembrará da graça recebida na próxima vez que for necessário demonstrá-la a alguém?”1

Quarta-feira, 21 de maio de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Todas as coisas para todos os homens

Lições da Bíblia.

“3. Considere com atenção as referências à lei em 1 Coríntios 9:19-23. O que Paulo está dizendo ali? Por que há uma ênfase tão forte na lei?”1 “Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus; para os que vivem sob o regime da lei, como se eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que vivem debaixo da lei, embora não esteja eu debaixo da lei. Aos sem lei, como se eu mesmo o fosse, não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo, para ganhar os que vivem fora do regime da lei. Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns. Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele.” (1 Coríntios 9:19-23 RA)2. Paulo, em todas as circunstâncias, procurava ganhar pessoas para Cristo, mesmo que isso exigisse dele uma adaptação aos costumes, a cultura daqueles para quem pregava, essa adaptação se fazia pela Lei de Cristo cuja princípio norteador é o amor. Assim, para os que eram legalista como também para os que viviam sem lei, ele agia a fim de cumprir sua missão, leva-los a Jesus Cristo. O mesmo Jesus autor da dos dez mandamentos dados no Sinai e cujo fundamento também é o amor. Assim, Paulo ressaltou sua obediência a lei não apenas fundamentado em sua letra, mas no princípio que a fundamenta, o amor de Cristo.

“O desejo de Deus é que todas as pessoas aceitem Seu dom de vida eterna e se tornem cidadãs de Seu reino eterno. Em 1 Coríntios 9, Paulo revelou seu método de atrair pessoas para o reino de Deus. Ele entendia que existem barreiras culturais que as impedem de tomar uma decisão pelo evangelho. Paulo estava disposto a adaptar-se à cultura das pessoas para as quais ele testemunhava com o único propósito de vê-las salvas.”1

“No fim, todos os que se tornam parte do reino de Deus se sujeitam à Sua lei. Consequentemente, os que ministram em nome de Deus também devem estar em harmonia com a vontade de Deus. Paulo não hesitou em afirmar que, embora ele usasse métodos inovadores para alcançar as pessoas, ele sempre tinha o cuidado de permanecer submisso aos preceitos da lei de Deus. Seu desejo de salvá-las não permitia que ele comprometesse as leis do Deus ao qual elas eram convidadas a servir. Ele podia se adaptar às leis culturais, desde que não houvesse conflito com a lei suprema. O princípio que regia seu método era a ‘lei de Cristo’ (1Co 9:21).”1

“Podemos também entender a referência de Paulo à ‘lei de Cristo’ como o método que Cristo usou. Era um método fundamentado no amor para todas as pessoas e não apenas para alguns escolhidos. Paulo não pretendia que a lei de Cristo fosse vista como alternativa à lei de Deus. As duas trabalham harmoniosamente juntas quando a lei de amor de Cristo é usada para apresentar aos salvos pela graça a lei de um Deus amoroso. Na verdade, toda a seção, na qual Paulo explica abertamente tudo que ele estava disposto a fazer para alcançar os perdidos, é um perfeito exemplo do tipo de amor abnegado revelado na ‘lei de Cristo’.”1

“Até que ponto você está disposto a negar a si mesmo a fim de alcançar outros para Cristo? Até que ponto você já se negou para alcançá-los? Você segue a ‘lei de Cristo’?”1

Terça-feira, 20 de maio de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Os “mandamentos” do amor (Jo 15:10)

Lições da Bíblia.

“As Escrituras oferecem uma série de exemplos da fidelidade de Jesus à lei de Deus. Por exemplo, embora Suas palavras em Lucas 2:49 impliquem o entendimento que, ainda na infância, Ele possuía sobre Sua identidade, quando Sua mãe expressou preocupação por causa de Seu afastamento da família, Ele humildemente acompanhou Seus pais para casa ‘e era-lhes obediente’ (Lc 2:51, NVI). Em outra ocasião, Jesus não quis Se curvar a Satanás quando tentado no deserto, porque a adoração é reservada somente a Deus (Lc 4:8). E há várias ilustrações de Sua observância do sábado (por exemplo, Lucas 4:16). Paulo escreveu que toda a vida de Jesus foi fundamentada na obediência à vontade de Deus (Fp 2:5-11). Hebreus diz que, apesar de tentado, Ele nunca pecou (Hb 4:15). Assim, Ele poderia dizer ao Se aproximar de Suas horas finais: ‘Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço’ (Jo 15:10).”1

“2. Leia João 13:34, 35. O que Jesus quis dizer com a expressão ‘novo mandamento’?” “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” (João 13:34-35 RA)2. Jesus realçou o amor, o princípio fundamental para a prática dos mandamentos, sem amor não há real obediência. Em resumo, guarda os mandamentos é amar a Deus e ao próximo.

“Jesus entendia que existe relação entre a observância dos mandamentos e o amor. Embora não estejamos acostumados a falar sobre ‘regras’ do amor, pode-se dizer que, na realidade, os Dez Mandamentos são essas regras. Eles nos mostram como Deus deseja que expressemos nosso amor por Ele e pelos outros.”1

“Deus é amor (1Jo 4:16). Por isso, ao apresentar Seu mandamento aos discípulos (Jo 13:34, 35), Jesus estava simplesmente ampliando a lei do amor que se originou com Seu Pai (Jo 3:16). Agora, porém, mais do que apenas amar uns aos outros como a nós mesmos, devemos amar como Jesus nos amou.”1

“Ao tempo em que essas palavras foram pronunciadas, os discípulos não as puderam compreender; mas depois de haverem testemunhado os sofrimentos de Cristo, depois de Sua crucificação, ressurreição e ascensão ao Céu, e após haver o Espírito Santo repousado sobre eles no dia do Pentecostes, tiveram mais clara compreensão do amor de Deus, e da natureza desse amor que deviam ter uns pelos outros”3

“Com a lição de hoje em mente, leia 1 João 3:16. [‘Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.’]Como podemos ter esse tipo de amor? Como podemos morrer para o eu, a fim de expressarmos esse amor?”1

Segunda-feira, 19 de maio de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

3 WHITE, Ellen Gould. Atos dos apóstolos: na proclamação do evangelho de jesus cristo. Tradução de Carlos Alberto Trezza. 9. ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2010. p. 547