A transfiguração

Lições da Bíblia

“5. Leia os relatos da transfiguração nos três evangelhos (Lc 9:27-36; Mt 17:1-9; Mc 9:2-8). (Leia também o relato de primeira mão feito por Pedro acerca do incidente, e note a verdade que o apóstolo estabeleceu a partir de sua experiência como testemunha ocular; ver 2Pe 1:16-19). Quais informações adicionais Lucas apresenta, e por que elas são importantes?”1 “27 Verdadeiramente, vos digo: alguns há dos que aqui se encontram que, de maneira nenhuma, passarão pela morte até que vejam o reino de Deus. 28 Cerca de oito dias depois de proferidas estas palavras, tomando consigo a Pedro, João e Tiago, subiu ao monte com o propósito de orar. 29 E aconteceu que, enquanto ele orava, a aparência do seu rosto se transfigurou e suas vestes resplandeceram de brancura. 30 Eis que dois varões falavam com ele: Moisés e Elias, 31 os quais apareceram em glória e falavam da sua partida, que ele estava para cumprir em Jerusalém. 32 Pedro e seus companheiros achavam-se premidos de sono; mas, conservando-se acordados, viram a sua glória e os dois varões que com ele estavam. 33 Ao se retirarem estes de Jesus, disse-lhe Pedro: Mestre, bom é estarmos aqui; então, façamos três tendas: uma será tua, outra, de Moisés, e outra, de Elias, não sabendo, porém, o que dizia. 34 Enquanto assim falava, veio uma nuvem e os envolveu; e encheram-se de medo ao entrarem na nuvem. 35 E dela veio uma voz, dizendo: Este é o meu Filho, o meu eleito; a ele ouvi. 36 Depois daquela voz, achou-se Jesus sozinho. Eles calaram-se e, naqueles dias, a ninguém contaram coisa alguma do que tinham visto.” (Lucas 9:27-36 ARA)2. “1 Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. 2 E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. 3 E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. 4 Então, disse Pedro a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias. 5 Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi. 6 Ouvindo-a os discípulos, caíram de bruços, tomados de grande medo. 7 Aproximando-se deles, tocou-lhes Jesus, dizendo: Erguei-vos e não temais! 8 Então, eles, levantando os olhos, a ninguém viram, senão Jesus. 9 E, descendo eles do monte, ordenou-lhes Jesus: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do Homem ressuscite dentre os mortos.” (Mateus 17:1-9 ARA)2. “2 Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, Tiago e João e levou-os sós, à parte, a um alto monte. Foi transfigurado diante deles; 3 as suas vestes tornaram-se resplandecentes e sobremodo brancas, como nenhum lavandeiro na terra as poderia alvejar. 4 Apareceu-lhes Elias com Moisés, e estavam falando com Jesus. 5 Então, Pedro, tomando a palavra, disse: Mestre, bom é estarmos aqui e que façamos três tendas: uma será tua, outra, para Moisés, e outra, para Elias. 6 Pois não sabia o que dizer, por estarem eles aterrados. 7 A seguir, veio uma nuvem que os envolveu; e dela uma voz dizia: Este é o meu Filho amado; a ele ouvi. 8 E, de relance, olhando ao redor, a ninguém mais viram com eles, senão Jesus. 9 Ao descerem do monte, ordenou-lhes Jesus que não divulgassem as coisas que tinham visto, até o dia em que o Filho do Homem ressuscitasse dentre os mortos.” (Marco 9:2-8 ARA)2. “16 Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade, 17 pois ele recebeu, da parte de Deus Pai, honra e glória, quando pela Glória Excelsa lhe foi enviada a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. 18 Ora, esta voz, vinda do céu, nós a ouvimos quando estávamos com ele no monte santo. 19 Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração, (2 Pedro 1:16-19 ARA)2. “As informações que somente Lucas apresenta são de que o motivo pelo qual Jesus levou consigo Pedro, Tiago e João ao monte foi a oração; de que foi enquanto Jesus estava orando que Ele foi transfigurado; e de que o assunto de Sua conversa com Moisés e Elias era Sua partida. Essas informações nos revelam que Jesus foi orar porque queria ter a certeza de que o caminho que estava seguindo era da vontade do Pai, e que essa certeza Lhe foi dada por meio da glória derramada sobre Ele durante Sua oração, por meio da voz vinda do Céu e da conversa com Moisés e Elias.”

“Lucas iniciou a narrativa com um detalhe que Mateus e Marcos não mencionam: Jesus levou Pedro, Tiago e João a um monte para orar. Jesus tinha os olhos e a mente fixos na direção de Jerusalém e predisse a vereda de sofrimento que se estendia diante dEle. Jesus desejava estar seguro de que estava fazendo o que Deus queria que Ele fizesse. Em momentos como esse, a oração é a única maneira de encontrar certeza e segurança. O processo da oração fez com que a glória divina se derramasse imediatamente sobre a pessoa de Jesus: ‘A aparência do Seu rosto se transfigurou e Suas vestes resplandeceram de brancura’ (Lc 9:29).”1

“O Jesus transfigurado estava conversando com Moisés e Elias sobre ‘Sua partida, que Ele estava para cumprir em Jerusalém’ (v. 31). A palavra ‘partida’ pode ser entendida de duas formas: Sua morte iminente em Jerusalém, embora a palavra grega usada aqui, exodus, não seja usada com frequência para a morte; portanto, “partida” pode também significar o grande “êxodo” que Jesus estava para efetuar em Jerusalém, o poderoso êxodo redentor que traria livramento do pecado.”1

“A conversa dos três terminou com uma voz de aprovação vinda do Céu: ‘Este é o Meu Filho […] a Ele ouvi’ (v. 35). A transfiguração ungiu Jesus com glória, assegurou-Lhe novamente Sua filiação, e anunciou que a redenção custaria a vida do Filho. Esse foi o motivo da ordem celestial para os discípulos: Ouçam-nO. Sem obediência e lealdade exclusiva a Ele, não há discipulado.”1

“‘Ellen G. White escreveu, referindo-se a Moisés e Elias, que esses homens, que haviam sido ‘escolhidos de preferência a todos os anjos que rodeiam o trono, tinham vindo para conversar com Jesus acerca das cenas de Seu sofrimento e confortá-Lo com a certeza da simpatia do Céu. A esperança do mundo, a salvação de toda criatura humana, eis o assunto de sua entrevista’ (O Desejado de Todas as Nações, p. 425).”1

“Até mesmo o próprio Jesus, que havia confortado tantas outras pessoas, buscou consolo e conforto para Si mesmo. O que isso deve nos dizer sobre o fato de que até os mais fortes espiritualmente entre nós, podem, às vezes, precisar de consolo, encorajamento e ajuda da parte de outros? Você conhece alguém que necessita de consolo, conforto e encorajamento?”1

Quinta-feira, 16 de abril de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O evangelho de Lucas. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 480, Abr. Mai. Jun. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

“O Cristo de Deus”

Lições da Bíblia

“4. Leia Lucas 9:18-27. Por que Jesus teria feito aos discípulos uma pergunta cuja resposta Ele já sabia? Que lição Ele estava procurando ensinar-lhes, não apenas sobre Si mesmo, mas sobre o que significa segui-Lo?”1 “18 Estando ele orando à parte, achavam-se presentes os discípulos, a quem perguntou: Quem dizem as multidões que sou eu? 19 Responderam eles: João Batista, mas outros, Elias; e ainda outros dizem que ressurgiu um dos antigos profetas. 20 Mas vós, perguntou ele, quem dizeis que eu sou? Então, falou Pedro e disse: És o Cristo de Deus. 21 Ele, porém, advertindo-os, mandou que a ninguém declarassem tal coisa, 22 dizendo: É necessário que o Filho do Homem sofra muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas; seja morto e, no terceiro dia, ressuscite. 23 Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. 24 Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará. 25 Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo? 26 Porque qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos anjos. 27 Verdadeiramente, vos digo: alguns há dos que aqui se encontram que, de maneira nenhuma, passarão pela morte até que vejam o reino de Deus.” (Lucas 9:18-27 ARA). “Jesus fez a pergunta para fazê-los pensar em qual seria o conceito que eles mesmos tinham dEle. Cristo estava procurando ensinar-lhes que Ele era, de fato, o Messias, e que, para segui-Lo, precisavam fazer uma entrega completa.

“‘Mas vós […] quem dizeis que Eu sou?’ (Lc 9:20). A pergunta que Jesus fez dois mil anos atrás ainda perturba a História. As pessoas têm dado diferentes respostas: um grande mestre; um profundo filósofo ético; uma personificação da verdade; um monumento de autossacrifício; um profeta destemido; um reformador social; um grande modelo de tudo que o ser humano deve ser. Mas nenhuma resposta serve, a não ser a confissão que a pergunta original arrancou dos lábios de Pedro.”1

“Depois de revelar Sua autoridade sobre a natureza (Lc 8:22-25), Seu poder sobre os demônios (v. 26-35), Seu poder sobre as doenças (Lc 5:12-15, 8:43-48), Sua capacidade de alimentar cinco mil pessoas a partir de quase nada (Lc 9:13-17) e Seu poder sobre a própria morte (Lc 8:51-56), Jesus confrontou Seus discípulos com o que, na realidade, são duas perguntas: primeiro, o que os outros pensavam dEle; depois, o que os próprios discípulos pensavam. Ele não perguntou a fim de Se informar sobre algo que ainda não soubesse. Ao contrário, perguntou a fim de ajudá-los a compreender que o fato de Ele ser quem era exigiria deles, na verdade, uma entrega que custaria tudo.”1

“‘Nosso conhecimento de Jesus nunca deve ser de segunda mão. Podemos conhecer todas as opiniões dadas sobre Jesus; podemos conhecer toda a Cristologia já formulada por mentes humanas; podemos ser capazes de dar um resumo abalizado do que todos os grandes pensadores e teólogos já ensinaram sobre Cristo – e mesmo assim não ser cristãos. O cristianismo nunca consiste em saber sobre Jesus; sempre consiste em conhecer Jesus. Cristo sempre exige um veredito pessoal. Ele não perguntou apenas a Pedro, mas pergunta a cada um de nós: ‘Você – o que você pensa de Mim?’ (William Barclay, The Gospel of Matthew. Bangalore, Theological Publications in India, 2009; v. 2, p. 161).”1

“Nossa resposta à pergunta que Jesus fez não pode ser outra senão a confissão de Pedro: Jesus é ‘o Cristo de Deus’ (Lc 9:20). Cristo significa ‘o Ungid’, o Messias, cuja missão não é a de um libertador político, mas a de um Salvador que libertará a humanidade das garras de Satanás e do pecado e inaugurará o reino da justiça.”1

“Não basta simplesmente saber quem foi Jesus. Precisamos conhecê-Lo por nós mesmos. Se, então, você afirma que conhece Jesus, o que, de fato, você sabe sobre Ele? Isto é, o que seu próprio conhecimento pessoal de Jesus lhe ensina sobre Ele e como Ele é?”1

Quarta-feira, 15 de abril de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O evangelho de Lucas. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 480, Abr. Mai. Jun. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Filho do Homem

Lições da Bíblia

“Embora Jesus tivesse plena consciência de que era tanto o Filho do Homem como o Filho de Deus (Lc 22:67-70), ‘Filho do Homem’ era a maneira favorita de nosso Salvador Se referir a Si mesmo. Ninguém mais se dirigiu a Ele por esse título. As únicas outras ocorrências do termo estão no discurso de Estêvão (At 7:56) e em Apocalipse 1:13 e 14:14. O termo aparece mais de 80 vezes nos evangelhos, e 25 vezes em Lucas. O uso que Lucas faz do título mostra o profundo interesse do autor na humanidade de Jesus como o Homem universal enviado por Deus para proclamar as boas-novas da salvação.”1

“‘A humanidade do Filho de Deus é tudo para nós. É a corrente de ouro que nos liga a Cristo, e por meio de Cristo a Deus. Isso deve constituir nosso estudo. Cristo foi um homem real; deu prova de Sua humildade, tornando-Se homem. Entretanto, era Ele Deus na carne’ (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 244).”1

O uso do termo ‘Filho do Homem’ em Lucas apresenta várias revelações da natureza, missão e destino do Jesus encarnado.”

Primeira, o título O identifica como um ser humano (Lc 7:34), sem lar ou abrigo no mundo (Lc 9:58).”1

Segunda, Lucas usou o título para assegurar a natureza e a posição divinas de Cristo: pois ‘o Filho do Homem é Senhor do sábado’ (Lc 6:5). Portanto, Ele é também criador, com o poder de perdoar pecados (Lc 5:24).”1

Terceira, para realizar a missão redentora determinada pela Divindade antes da fundação do mundo (Ef 1:3-5), o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido (Lc 9:56, 19:10). Mas a redenção em si mesma não pôde ser completada até que ‘o Filho do Homem [sofresse] muitas coisas, [fosse] rejeitado [… e] morto e, no terceiro dia, [ressuscitasse]’ (Lc 9:22). Essa autoconsciência do Filho do Homem sobre o caminho que Ele tinha de trilhar e sobre o preço que tinha de pagar para redimir a humanidade do pecado revela não só a origem divina do plano da redenção, mas também a submissão de Cristo, em Sua humanidade, a esse plano.”

Quarta, note quanto é completo o quadro que Lucas apresenta do sofrimento do Messias nas seguintes passagens: Sua presciência da cruz (Lc 18:31-33), da traição (Lc 9:44), de Sua morte em cumprimento da profecia (Lc 22:22), de Sua crucifixão e ressurreição (Lc 24:7; ver Lc 11:30) e de Sua função como Mediador diante do Pai (Lc 12:8).”1

Quinta, Lucas via o Filho do Homem, em termos dos últimos dias, como Aquele que voltará à Terra para recompensar Seus santos e pôr fim ao grande conflito (Lc 9:26; 12:4; 17:24, 26, 30; 21:36; 22:69).”1

Em resumo, o título ‘Filho do Homem’ incorpora o aspecto multifacetado não só de quem Cristo é, mas do que Ele veio fazer, já fez e ainda fará por nós no plano da salvação.”1

Terça-feira, 14 de abril de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O evangelho de Lucas. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 480, Abr. Mai. Jun. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Filho de Deus

Lições da Bíblia

“‘Filho do Homem’ e ‘Filho de Deus’ são dois nomes usados nos evangelhos para descrever Jesus. O primeiro indica que Ele era Deus encarnado; o segundo aponta para Sua natureza divina como a segunda Pessoa da Divindade. Juntas, as duas frases nos convidam a refletir no milagre de Jesus Cristo: Deus que é tanto divino quanto humano. Esse é um conceito difícil de ser entendido, mas a dificuldade de forma alguma diminui essa verdade e a grande esperança que ela nos oferece.”1

“3. Leia Lucas 1:31, 32, 35; 2:11. O que esses versos nos dizem sobre quem Jesus realmente é?”1 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. 32 Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; 35 Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus. (Lucas 1:31, 32, 35 ARA)2. “é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” (Lucas 2:11 ARA)2. “Eles dizem que Jesus é o Filho de Deus, o Filho do Altíssimo, o Salvador e o Senhor, isto é, que Ele é um membro da Divindade.

“Em Lucas 1:31, 32, o anjo liga o nome ‘Jesus’ com o ‘Filho do Altíssimo’ a quem o Senhor ‘dará o trono de Davi’. Jesus é o Filho de Deus. É também o Cristo, o Messias, que restaurará o trono de Davi, não como um libertador terreno, mas no sentido escatológico de que Ele finalmente derrotará Satanás em sua tentativa de usurpar o trono do próprio Deus. Aos pastores, o anjo anunciou que o bebê que estaria na manjedoura era ‘o Salvador, que é Cristo, o Senhor’ (Lc 2:11).”1

“Ao mesmo tempo, o título ‘Filho de Deus’ não só afirma a posição de Cristo na Divindade, mas também revela a estreita e íntima relação que Jesus tinha com Deus, o Pai, enquanto esteve na Terra.”1

“Contudo, a relação entre o Pai e o Filho não é a mesma que nós temos com Deus. Enquanto nossa relação é resultado da obra de Cristo, tanto como Criador quanto como Redentor, Sua relação para com o Pai, como Filho, é a de um entre três parceiros iguais e eternos. Através de Sua divindade, Jesus conservou os laços mais íntimos possíveis com o Pai. ‘Jesus disse: ‘Meu Pai, que está nos Céus’, como a lembrar aos discípulos que, enquanto por Sua humanidade Ele Se achava ligado a eles, participante das provações deles, e compadecendo-Se deles em seus sofrimentos, por Sua divindade estava em comunicação com o trono do Infinito’ (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 442).”1

“O que significa para nós o fato de que Jesus é Deus no mais pleno sentido? Embora essa verdade tenha muitas implicações, uma delas é que, embora fosse Deus, Jesus condescendeu não apenas em tomar sobre Si nossa humanidade, mas em Se oferecer como sacrifício por nós nessa humanidade. Estamos falando de Deus, aqui! Que maravilhosa esperança essa verdade tem para nós, devido ao que ela nos diz sobre Deus e como realmente Ele é?”1

Segunda-feira, 13 de abril de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O evangelho de Lucas. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 480, Abr. Mai. Jun. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Reações diante de Jesus

Lições da Bíblia

“Leia os evangelhos; leia o Novo Testamento. Nesses livros são feitas incríveis reivindicações, não apenas sobre o que Jesus fez, mas, o que é mais importante, sobre quem Ele era. Essas reivindicações – de que Ele é Deus, de que é nosso Redentor e de que somente Ele é o caminho para a vida eterna – exigem nossa atenção, porque estão cheias de implicações que têm consequências eternas para todo ser humano.”1

“1. Leia Lucas 4:16-30. O que fez com que as pessoas reagissem da maneira como o fizeram? Veja também João 3:19.”1 16 Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler. 17 Então, lhe deram o livro do profeta Isaías, e, abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito: 18 O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, 19 e apregoar o ano aceitável do Senhor. 20 Tendo fechado o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e todos na sinagoga tinham os olhos fitos nele. 21 Então, passou Jesus a dizer-lhes: Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir. 22 Todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que lhe saíam dos lábios, e perguntavam: Não é este o filho de José? 23 Disse-lhes Jesus: Sem dúvida, citar-me-eis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; tudo o que ouvimos ter-se dado em Cafarnaum, faze-o também aqui na tua terra. 24 E prosseguiu: De fato, vos afirmo que nenhum profeta é bem recebido na sua própria terra. 25 Na verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou por três anos e seis meses, reinando grande fome em toda a terra; 26 e a nenhuma delas foi Elias enviado, senão a uma viúva de Sarepta de Sidom. 27 Havia também muitos leprosos em Israel nos dias do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro. 28 Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira. 29 E, levantando-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até ao cimo do monte sobre o qual estava edificada, para, de lá, o precipitarem abaixo. 30 Jesus, porém, passando por entre eles, retirou-se.” (Lucas 4:16-30 ARA)2. “O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más.” (João 3:19 ARA)2. “As pessoas de Nazaré não creram que Alguém que fora criado entre elas como uma pessoa pobre e comum pudesse ser o Messias. Quando Jesus as repreendeu por sua incredulidade, elas se iraram contra Ele.1

“As pessoas que O ouviram em Sua cidade natal ficaram, a princípio, entusiasmadas ao ver Jesus, que havia voltado a Nazaré depois de realizar muitos milagres e maravilhas, e elas ‘se maravilhavam das palavras de graça’ que Ele falava (Lc 4:22). Mas a reação delas à repreensão de Jesus mostrou qual era o espírito que, na verdade, as movia.”1

“2. Leia Lucas 7:17-22. Qual foi a pergunta de João sobre Jesus, e qual seria a razão pela qual ele a fez?”1 “17 Esta notícia a respeito dele divulgou-se por toda a Judéia e por toda a circunvizinhança. 18 Todas estas coisas foram referidas a João pelos seus discípulos. E João, chamando dois deles, 19 enviou-os ao Senhor para perguntar: És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro? 20 Quando os homens chegaram junto dele, disseram: João Batista enviou-nos para te perguntar: És tu aquele que estava para vir ou esperaremos outro? 21 Naquela mesma hora, curou Jesus muitos de moléstias, e de flagelos, e de espíritos malignos; e deu vista a muitos cegos. 22 Então, Jesus lhes respondeu: Ide e anunciai a João o que vistes e ouvistes: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres, anuncia-se-lhes o evangelho.” (Lucas 7:17-22 ARA)2. “A pergunta foi se Jesus era, de fato, o Messias. João esperava que, quando o Messias viesse, acabaria com as injustiças e, quando ficou preso injustamente, sua fé vacilou. Por essa razão ele mandou fazer a pergunta.1

“Até mesmo João Batista, o precursor de Jesus, aquele que O anunciou como ‘o Cordeiro de Deus’, viu dúvidas se insinuarem nas profundezas de sua alma. Ele quis saber: ‘És Tu Aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?’ (Lc 7:19).”1

“Note, também, que Jesus não respondeu diretamente à pergunta de João; em vez disso, apontou para os atos que davam testemunho dEle: ‘Os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres, anuncia-se-lhes o evangelho’ (v. 22). Alguém poderia argumentar que Jesus não precisava responder diretamente à pergunta de João, pois Seus atos e Seus feitos davam amplo testemunho de quem Ele era.”1

“Em certo sentido, a resposta de Jesus poderia ter causado a João ainda mais consternação. Afinal de contas, se Jesus tinha o poder de fazer todas aquelas maravilhas, por que João estava ali definhando na prisão? Quem, em meio a suas próprias tragédias pessoais, já não teve questionamentos semelhantes: se Deus tem todo esse poder, por que isto está acontecendo comigo? Por que a cruz, e tudo o que ela representa e promete, é nossa única resposta?”1

Domingo, 12 de abril de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O evangelho de Lucas. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 480, Abr. Mai. Jun. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Quem é Jesus Cristo?

Lições da Bíblia

Mas vós, perguntou Ele, quem dizeis que Eu sou? Então, falou Pedro e disse: És o Cristo de Deus” (Lc 9:20).

“A pergunta não é um artifício filosófico nem sociológico. Ela chega até a essência daquilo que o ser humano é e do que a eternidade lhe reserva.”1

“As pessoas podem admirar as obras de Jesus, honrar Suas palavras, exaltar Sua paciência, advogar Sua não violência, aclamar Sua determinação, elogiar Sua abnegação e ficar sem palavras diante do cruel fim de Sua vida. Muitos podem até estar prontos a aceitar Jesus como um bom homem que tentou endireitar as coisas – infundir justiça onde havia injustiça, oferecer cura onde havia doença e levar conforto onde havia apenas miséria.”1

“Sim, Jesus poderia perfeitamente ganhar o título de o melhor professor, de um revolucionário, de um líder por excelência e de um psicólogo capaz de sondar as profundezas da alma. Ele era tudo isso e muito mais.”1

“Porém, nenhuma dessas coisas pode, nem de longe, ser a resposta da pergunta de suprema importância que o próprio Jesus suscitou: ‘Mas vós, […] quem dizeis que Eu sou?’ (Lc 9:20).”1

“Essa é uma pergunta que exige resposta, e dessa resposta depende o destino da humanidade.”1

Aproveite a distribuição do livro Viva com Esperança para realizar uma feira de saúde em benefício de sua comunidade. Será uma bênção para sua igreja e um serviço para sua cidade. Busque informações no departamento de saúde de sua associação.

Participe do projeto “Reavivados por Sua Palavra”: acesse o site http://reavivadosporsuapalavra.org/

Sábado, 11 de abril de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O evangelho de Lucas. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 480, Abr. Mai. Jun. 2015. Adulto, Professor.

O batismo e as tentações – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

Estudo adicional

“‘Se José e Maria houvessem firmado a mente em Deus, mediante meditação e oração, teriam avaliado a santidade do depósito que lhes era confiado, e não teriam perdido Jesus de vista. Pela negligência de um dia perderam o Salvador. Custou-lhes, porém, três dias de ansiosas buscas para tornar a encontrá-Lo. O mesmo quanto a nós; pelas conversas ociosas, por maledicência ou negligência da oração, podemos perder num dia a presença do Salvador, e talvez leve muitos dias de dolorosa busca para tornar a achá-Lo, e reconquistar a paz que perdemos’ (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 83).”1

Perguntas para reflexão

“1. A tentação em si não é pecado. No sentido bíblico, a tentação tem o potencial de confirmar a possibilidade de santidade. Ser tentado é uma coisa; cair em pecado é outra. Qual é nossa responsabilidade com respeito a fazer tudo o que podemos até mesmo para evitar a tentação?”1

“2. Filósofos e teólogos muitas vezes falam sobre o que chamam de ‘metanarrativa’, isto é, uma grande história ou tema global dentro do qual ocorrem outras histórias. Em outras palavras, uma metanarrativa é a tela de fundo, o contexto em que outras histórias e eventos se desenrolam. Como adventistas do sétimo dia, vemos o grande conflito como a ‘metanarrativa’, ou a tela de fundo do que tem acontecido na Terra e no Céu. Quais passagens da Bíblia nos mostram a realidade do grande conflito, e como ele nos ajuda a explicar o que está acontecendo no mundo?”1

“3. Quais são algumas das passagens bíblicas mais fortes que nos prometem vitória sobre as tentações que cruzam nosso caminho? Por que, porém, mesmo com essas promessas, ainda é tão fácil cair?”1

“4. ‘Duvidar da Palavra de Deus é o primeiro passo para ceder à tentação’. Você concorda?”1

“5. De que maneiras a idolatria pode ser muito mais sutil do que curvar-se e adorar algo que não seja o Senhor?”1

Sexta-feira, 10 de abril de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O evangelho de Lucas. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 480, Abr. Mai. Jun. 2015. Adulto, Professor.

Cristo, o Vencedor

Lições da Bíblia

“Lucas e Mateus apresentam a segunda e a terceira tentações em ordem invertida. A razão para tanto não é clara, mas não precisamos nos demorar nisso. A questão importante é a vitória final de Jesus sobre Satanás, proclamada pelos dois evangelhos. O fator significativo que emerge do estudo das tentações é que Jesus Cristo é uma Pessoa real. Ele foi tentado como nós, mas sem pecado (Hb 4:15). Com a vitória em cada uma das tentações, com Seu triunfo sobre Satanás, com a Palavra de Deus em Sua boca e ligado à fonte celestial de poder por meio da oração, Jesus saiu para proclamar o reino de Deus e para inaugurar a era messiânica.”

“5. Leia Lucas 4:9-13 e Mateus 4:5-7. Nas duas primeiras tentações, Jesus usou as Escrituras para vencer as provocações de Satanás. Então, na terceira, Satanás fez o mesmo e citou as Escrituras para testar se Jesus realmente levava a Palavra de Deus a sério. O que estava acontecendo ali, e como Jesus reagiu?” “9 Então, o levou a Jerusalém, e o colocou sobre o pináculo do templo, e disse: Se és o Filho de Deus, atira-te daqui abaixo; 10 porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; 11 e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra. 12 Respondeu-lhe Jesus: Dito está: Não tentarás o Senhor, teu Deus. 13 Passadas que foram as tentações de toda sorte, apartou-se dele o diabo, até momento oportuno.” (Lucas 4:9-13 ARA)2. “Satanás torceu o sentido das Escrituras para tentar fazer Jesus pôr Deus à prova e colocar-Se fora da vontade de Deus para provar que era Seu Filho.1

“Satanás levou Jesus ao pináculo do templo em Jerusalém, que é o lugar mais sagrado da história judaica. A cidade de Sião, o templo onde Deus habitava entre Seu povo, se tornou o palco do confronto entre Satanás e Cristo. Novamente, o prefácio foi: ‘Se és o Filho de Deus.’ Observe o que Satanás disse: Se Deus é de fato Seu Pai, e se Sua missão de fato é ordenada por Ele, atire-Se do pináculo abaixo e comprove isso de uma vez por todas. Certamente, se tudo isso é verdade, Deus não deixará que Você Se machuque. Ele então cita as Escrituras: ‘Aos Seus anjos ordenará a Teu respeito que Te guardem’ (Lc 4:10).”1

“Satanás conhecia a Bíblia, mas torceu sua interpretação. Sua tática foi levar Jesus a colocar Deus à prova. Deus, de fato, prometeu proteção por parte de Seus anjos, mas somente dentro do contexto da execução de Sua vontade, como no caso de Daniel e seus companheiros. Novamente Jesus, usando as Escrituras, deu uma resposta decisiva a Satanás, declarando que não nos compete pôr Deus à prova (v. 12). Nosso dever é nos colocar nas mãos de Deus e deixar que Ele faça o resto.”1

“Note quatro ensinos importantes da Bíblia sobre a tentação: (1) Ninguém está livre de tentações; (2) quando Deus permite que tentações nos sobrevenham, também provê graça para resistirmos a elas e força para as vencermos; (3) as tentações não vêm da mesma forma todas as vezes; (4) ninguém é tentado além do que é capaz de suportar (1Co 10:13).”1

Quinta-feira, 09 de abril de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O evangelho de Lucas. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 480, Abr. Mai. Jun. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.