A parábola do filho perdido – parte 1

Lições da Bíblia

“Aclamada na História como a mais bela narrativa contada sobre a natureza perdoadora do amor, a parábola do filho pródigo (Lc 15:11-32), narrada apenas por Lucas, pode, com razão, ser chamada de a parábola do pai amoroso e de dois filhos perdidos. Um filho preferiu a vida desordenada numa terra distante em vez do amor do pai. O outro filho escolheu ficar em casa, mas não conhecia plenamente o amor do pai nem o significado de ter um irmão. A parábola pode ser estudada em sete partes, sendo que quatro delas tratam do pródigo, duas do pai e uma do irmão mais velho.”1

“1. ‘Dá-me’ (Lc 15:12) [‘o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres.’]2. A decisão do filho mais novo de requerer do pai sua parte na propriedade não foi uma atitude repentina, impulsiva. Frequentemente, o pecado ocorre após um longo tempo de concentração da mente em prioridades errôneas. O filho mais novo deve ter ouvido amigos falarem sobre o brilho e o glamour de terras distantes. A vida no lar era muito rígida. Ali havia amor, mas o amor impunha limites; a terra distante lhe oferecia uma vida sem restrições. O pai era demasiadamente protetor, e seu amor cerceava muito. O filho desejava liberdade e, na busca pela liberdade irrestrita estava a semente da rebelião.”1

“2. ‘Por que eu?’ (Lc 15:13-16) [‘13 Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. 14 Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. 15 Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos. 16 Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada.’]2. O filho pegou toda a sua parte em dinheiro e partiu para uma ‘terra distante’. A terra distante é um lugar longe da casa do pai. Os olhos solícitos do amor, a cerca protetora da lei e a graça, sempre presente, a envolver, são estranhos à terra distante. A terra distante é de vida dissoluta (Lc 15:13). A palavra grega traduzida como ‘dissolutamente’ (asotos) aparece outras três vezes no Novo Testamento como substantivo, traduzida como ‘dissolução’ relacionada à embriaguez (Ef 5:18), ‘dissolução’ associada à rebelião (Tt 1:6) e como ‘devassidão’, que inclui libertinagem, sensualidade, bebedeiras, orgias e farras, e idolatria repugnante (1Pe 4:3, 4). Esses prazeres da vida imoral acabaram com a saúde e com a riqueza do filho, e logo ele ficou sem dinheiro, sem amigos e sem comida. Sua vida brilhante terminou na sarjeta. Sem comida, ao ponto de viver em perpétua penúria, ele achou emprego para cuidar de porcos, um destino cruel para um judeu.”1

“3. ‘Faze-me’ (Lc 15:17-19, ARC) [‘17 E, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! 18 Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti. 19 Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores.’]. Mas até o pródigo ainda é filho, e tem o poder de escolher dar meia-volta. Assim, o filho, ‘caindo em si’, lembrou-se de um lugar chamado lar, de uma pessoa conhecida como pai, de um laço de relacionamento chamado amor. Ele voltou a pé para casa, com um discurso preparado, para suplicar ao pai: ‘Faze-me’. Isto é, faça de mim o que o senhor quiser, mas deixe-me estar diante de seus olhos vigilantes, dentro do cuidado de seu amor. Que melhor lar existe do que o coração do pai?”1

“Por quais coisas do mundo você se vê particularmente tentado, e se vê pensando: ‘Oh, isso não é tão ruim’, quando, no íntimo, você sabe que é?”1

Segunda-feira, 18 de maio de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O evangelho de Lucas. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 480, Abr. Mai. Jun. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A ovelha perdida e a moeda perdida

Lições da Bíblia

1. Leia Lucas 15:4-7 [‘4 Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? 5 Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo. 6 E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. 7 Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.’]2. O que o texto nos diz sobre o amor de Deus por nós? Por que é tão importante entender que o pastor foi procurar a ovelha perdida?”1 “O texto nos diz que Deus nos ama tanto que vem em nossa procura para nos salvar. É importante entender que o pastor é que foi procurar a ovelha perdida porque precisamos compreender que a iniciativa é sempre de Deus, e não nossa. Jamais iríamos até Deus se Ele não viesse nos procurar.1

“No mundo que aparentemente não se importa conosco e é indiferente a nós, essa parábola revela uma surpreendente verdade: Deus nos ama tanto que Ele mesmo virá nos procurar e nos levar consigo. Frequentemente falamos sobre pessoas buscarem a Deus; na verdade, Deus é que está nos buscando.”1

“‘A pessoa que se entregou a Cristo é mais preciosa a Seus olhos do que todo o mundo. O Salvador teria passado pela agonia do Calvário para que uma única pessoa fosse salva no Seu reino. Jamais abandonará uma pessoa por quem morreu. A menos que Seus seguidores O queiram deixar, Ele os há de segurar firmemente’ (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 483).”1

“Leia Lucas 15:8, 9 [‘8 Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma, não acende a candeia, varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-la? 9 E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido.’]2. Essa parábola é encontrada apenas em Lucas. A moeda perdida poderia ter um destes dois significados: Primeiro, a Judeia na época de Jesus era cheia de pessoas pobres, e na maioria das casas uma moeda (dracma) poderia representar mais de um dia de trabalho, e ser o suficiente para evitar que a família morresse de fome. Segundo: como um sinal de que eram casadas, algumas mulheres usavam um enfeite na cabeça formado por dez moedas – uma enorme quantia, economizada durante longo tempo no caso de famílias pobres.”1

“Em qualquer dos dois casos, a perda era um assunto sério. Assim, a mulher, em completa tristeza e profunda dor, acendeu uma lâmpada (a casa talvez não tivesse janelas, ou então tivesse apenas uma janela pequena), pegou uma vassoura e revirou a casa até encontrar a moeda. Sua alma estava transbordando de alegria, e esse transbordamento atingiu todas as suas amigas.”1

“‘Embora esteja sob pó e lixo, a moeda é ainda de prata. O possuidor a procura porque é de valor. Assim todo ser humano, embora degradado pelo pecado, é precioso aos olhos de Deus. Como a moeda traz a imagem e a inscrição do poder reinante, igualmente, quando foi criado, o homem trazia a imagem e a inscrição de Deus. E conquanto agora esteja manchada e desfigurada pela influência do pecado, permanecem em toda pessoa os traços dessa inscrição’ (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 194).”1

“A moderna ciência e a moderna filosofia nos dizem que não passamos de criações ao acaso num universo sem sentido que não se importa com nosso destino nem conosco. Que visão de mundo completamente diferente é apresentada nessas duas parábolas?”1

Domingo, 16 de maio de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O evangelho de Lucas. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 480, Abr. Mai. Jun. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A missão de Jesus

Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (Lc 19:10).

“Se fôssemos escrever uma declaração de missão para Jesus, o melhor que poderíamos fazer seria repetir Suas próprias palavras: ‘Buscar e salvar o perdido’. O que estava perdido? Era a própria humanidade, que estava alienada de Deus, sujeita à morte e cheia de medo, desapontamento e desespero. Se nada fosse feito em nosso favor, todos estaríamos perdidos.”1

“Graças a Jesus, porém, todos temos grandes razões para ter esperança. ‘Apostatando, o homem alienou-se de Deus. A Terra foi separada do Céu. Através do abismo existente entre eles, não podia haver comunicação. Mas por Cristo a Terra foi de novo ligada ao Céu. Com Seus próprios méritos, Cristo lançou uma ponte através do abismo que o pecado cavara. […] O homem caído, em sua fraqueza e desamparo, Cristo uniu à Fonte de infinito poder’ (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 20).”1

“De Gênesis ao Apocalipse, a Bíblia é a história de Deus à procura da humanidade perdida. Lucas ilustrou essa verdade usando três importantes parábolas: a da ovelha perdida (Lc 15:4-7), a da moeda perdida (v. 8-10) e a do filho perdido (v. 11-32).”1

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Sábado, 16 de maio de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O evangelho de Lucas. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 480, Abr. Mai. Jun. 2015. Adulto, Professor.

Jesus, o Espírito Santo e a oração – Estudo adicional

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

Estudo adicional

“‘A pessoa que se volta para Deus em busca de auxílio, apoio e poder, mediante diária e fervorosa oração, terá aspirações nobres, percepção clara da verdade e do dever, altos propósitos de ação e uma contínua fome e sede de justiça. Mantendo comunhão com Deus, seremos habilitados a difundir para outros, pelo nosso convívio com eles, a luz, a paz e a serenidade que reinam em nosso coração. A força obtida na oração a Deus, unida ao perseverante esforço em exercitar a mente na reflexão e no cuidado, prepara a pessoa para os deveres diários e mantém o espírito em paz em todas as circunstâncias’ (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 85).”1

“‘Ao chamarmos Deus nosso Pai, reconhecemos todos os Seus filhos como irmãos. Somos todos parte da grande teia da humanidade, todos membros de uma só família. Em nossas petições, devemos incluir nossos semelhantes bem como a nós mesmos. Pessoa alguma ora de maneira correta, se busca bênção unicamente para si’ (p. 105).”1

Perguntas para reflexão

“1. A ligação que Lucas apresenta entre Jesus e o Espírito Santo não termina com seu evangelho. Ninguém pode ler o livro de Atos, o segundo volume escrito por Lucas sobre a história da igreja cristã, sem notar a fascinante dinâmica do Espírito Santo na vida da comunidade cristã, em suas missões e em seus ministros. De fato, apenas Lucas registra a instrução de Jesus após a ressurreição para que os discípulos ficassem em Jerusalém até que ‘do alto [fossem] revestidos de poder’ (Lc 24:49), antes que pudessem ir aos confins da Terra com a mensagem do Salvador crucificado e ressurreto. Lucas então iniciou o livro de Atos com a repetição feita por Jesus da promessa do Espírito Santo (At 1:7, 8) e com o cumprimento dessa promessa no Pentecostes (At 2). O que tudo isso nos diz sobre o papel central do Espírito Santo na vida da igreja?”1

“2. De que maneiras o próprio ato da oração em si é um reconhecimento de nossa dependência de Deus e de nossa necessidade dEle? Leia Lucas 18:9. Que profundo problema espiritual Jesus estava abordando com a parábola que veio a seguir?”1

Sexta-feira, 15 de maio de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O evangelho de Lucas. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 480, Abr. Mai. Jun. 2015. Adulto, Professor.

Mais lições sobre a oração

Lições da Bíblia

“Imediatamente depois de dar a Seus discípulos uma oração modelo, Jesus, por meio da parábola do amigo inconveniente (Lc 11:5-13), lhes ensinou a necessidade da oração persistente. Depois, quando Ele Se aproximava do final de Seu ministério, lembrou a Seus seguidores a necessidade da penitência e da humildade na oração (Lc 18:9-14). Ambas as parábolas mostram que a oração não é simplesmente uma rotina religiosa, mas um persistente andar, falar e viver com o Pai.”1

“Leia Lucas 11:5-8. [‘5 Disse-lhes ainda Jesus: Qual dentre vós, tendo um amigo, e este for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, 6 pois um meu amigo, chegando de viagem, procurou-me, e eu nada tenho que lhe oferecer. 7 E o outro lhe responda lá de dentro, dizendo: Não me importunes; a porta já está fechada, e os meus filhos comigo também já estão deitados. Não posso levantar-me para tos dar; 8 digo-vos que, se não se levantar para dar-lhos por ser seu amigo, todavia, o fará por causa da importunação e lhe dará tudo o de que tiver necessidade.’ (Lucas 11:5-8 ARA)2] Jesus contou essa parábola para encorajar a perseverança na oração. A oração não deve se tornar uma rotina; deve ser o alicerce de um relacionamento – de absoluta, persistente e contínua confiança em Deus. A oração é a respiração da alma: sem ela, estamos espiritualmente mortos. Jesus conta a parábola de um vizinho que se recusa a agir segundo a política da boa vizinhança. A insistência do amigo em pedir um pão para que pudesse atender a uma emergência à meia-noite é inútil. Mas, finalmente, mesmo um vizinho assim desiste e cede ante a persistência de contínuas batidas à sua porta à meia-noite. Quanto mais atenderia Deus a alguém persistente na oração? Tal persistência não é para fazer Deus mudar de opinião, mas para fortalecer nossa confiança.”1

“4. Leia Lucas 18:9-14. No texto, qual é a lição crucial sobre a oração?”1 “9 Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: 10 Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. 11 O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; 12 jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. 13 O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! 14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.” (Lucas 18:9-14 ARA)2. “Que a oração deve ser acompanhada de arrependimento e do reconhecimento de que precisamos da misericórdia de Deus, pois somos aceitos somente por Sua graça.

“O fariseu esperava que Deus o aprovasse com base no que ele fez, em suas obras de justiça. O publicano se lançou sobre a misericórdia divina e suplicou para ser aceito com base na graça de Deus. A aceitação de Deus nos é concedida, não com base em quem ou no que somos, mas somente por meio de Sua graça. Somente aqueles que são penitentes, humildes e contritos de espírito podem receber essa graça. ‘Mansidão e humildade são condições de sucesso e vitória. Uma coroa de glória espera os que se prostram ao pé da cruz’ (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 590).”1

“Pessoas que não conheceram o Senhor tendem a se comparar com aquelas que supostamente são piores que elas, para se convencerem de que não são tão más assim. Por que isso é um engano espiritual?”1

Quinta-feira, 14 de maio de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O evangelho de Lucas. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 480, Abr. Mai. Jun. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A oração modelo – parte 2

Lições da Bíblia

“‘Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano’ (Lc 11:3, ACF). A petição começa com a palavra ‘dá’. Quer a palavra venha dos lábios de um milionário ou de um órfão sempre necessitado, a oração é imediatamente uma expressão de dependência e um reconhecimento de confiança. Todos nós somos dependentes de Deus, e a súplica imperativa ‘Dá’ nos força a reconhecer que Deus é a fonte de todos os dons. Ele é o Criador. NEle vivemos, e nos movemos, e existimos. ‘Foi Ele que nos fez, e não nós a nós mesmos’ (Sl 100:3, ACF).1

“3. Deus é o Pai que nos dá tudo o que precisamos. À luz dessa promessa, que grande segurança podemos encontrar em Lucas 11:9-13?”1 “9 Por isso, vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. 10 Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, abrir-se-lhe-á. 11 Qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir [pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir] um peixe, lhe dará em lugar de peixe uma cobra? 12 Ou, se lhe pedir um ovo lhe dará um escorpião? 13 Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lucas 11:9-13 ARA)2. “Podemos encontrar segurança no fato de que Deus nos ama como um pai ama o filho. Se nós, que somos maus, atendemos aos pedidos de nossos filhos, quanto mais nos atenderá Deus, que é bom e perfeito?”1

“‘Perdoa-nos os nossos pecados’ (Lc 11:4). O perdão se encontra no âmago do evangelho. Sem o perdão de Deus, não temos salvação: ‘E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões […] vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos’ (Cl 2:13). Aqueles que experimentaram o perdão de Deus precisam se aproximar daqueles que talvez os tenham ofendido e abraçá-­los. A oração para que Deus nos perdoe como ‘nós perdoamos’ (Lc 11:4) não significa que o perdão de Deus dependa de perdoarmos os outros; ao contrário, nossa condição de pessoas perdoadas exige que, como discípulos, vivamos sempre dentro do crescente círculo da graça, recebendo a benevolência de Deus por um lado e também estendendo Seu amor e perdão a outros que talvez nos tenham ofendido.”

“‘Não nos conduzas em tentação, mas livra-nos do mal’ (Lc 11:4, ARC). Dois fatos são dignos de nota. Primeiro: a tentação não é pecado. A palavra grega para ‘tentação’ é peirasmos. Os substantivos gregos que terminam em asmos normalmente descrevem um processo, não um produto. As Escrituras não olham para a tentação como um produto terminado; ela é um método, um processo usado para alcançar determinado produto. Embora a tentação não seja pecado, ceder a ela o é. Segundo: Deus não é o autor da tentação (Tg 1:13). Deus pode permitir que venham tentações, mas Ele nunca tenta no sentido de seduzir alguém a pecar. A oração, portanto, é um reconhecimento de que Deus é a fonte de suprema força para se resistir ao maligno.”1

“Recapitule Lucas 11:1-4. [“1 De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos. 2 Então, ele os ensinou: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; 3 o pão nosso cotidiano dá-nos de dia em dia; 4 perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo o que nos deve; e não nos deixes cair em tentação.” (Lucas 11:1-4 ARA)2.] Pense sobre todas as questões que a passagem envolve. De que maneiras sua experiência em cada uma dessas questões pode ser enriquecida e aprofundada por meio da oração?”1

Quarta-feira, 13 de maio de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O evangelho de Lucas. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 480, Abr. Mai. Jun. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A oração modelo – parte 1

Lições da Bíblia

“2. Leia Lucas 11:1-4. De que modo esses versículos nos ajudam a entender como a oração funciona?”1 “1 De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos. 2 Então, ele os ensinou: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; 3 o pão nosso cotidiano dá-nos de dia em dia; 4 perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo o que nos deve; e não nos deixes cair em tentação.” (Lucas 11:1-4 ARA)2. “A oração consiste em nos achegarmos a Deus como nosso Pai, crendo que Ele nos ama e que podemos pedir-Lhe o que necessitamos, tanto no âmbito físico como no espiritual.1

“‘Pai’ é a maneira favorita de Cristo descrever Deus, e está registrada pelo menos 170 vezes nos quatro evangelhos. Ao nos dirigirmos a Deus como nosso Pai, reconhecemos que Ele é uma Pessoa, capaz do mais íntimo relacionamento com os seres humanos. Deus é tão pessoal, real, amoroso e solícito como um pai humano. Mas Ele é o Pai do Céu. Ele é diferente de nosso pai terreno, pois é onipotente, onisciente, onipresente e perfeitamente santo.”1

“A frase ‘Pai nosso, que estás no Céu’ (Lc 11:2, ACF) nos lembra para sempre que Deus é santo e pessoal, e que o cristianismo não é nem uma simples ideia filosófica, nem uma noção panteísta de que Deus é tudo.”1

“‘Santificado seja o Teu nome’ (Lc 11:2). Aqui temos outro lembrete da santidade de Deus. Aqueles que afirmam seguir o Senhor precisam santificar Seu nome em palavras e atos. Afirmar segui-Lo e, ao mesmo tempo, pecar contra Ele, é profanar Seu nome. As palavras de Jesus em Mateus 7:21-23 podem nos ajudar a compreender melhor o que significa santificar o nome de Deus.”1

“‘Venha o Teu reino’ (Lc 11:2). Os evangelhos se referem ao reino de Deus mais de 100 vezes: quase 40 em Lucas, quase 50 em Mateus, 16 em Marcos e 3 em João. Foi esse reino que Jesus veio revelar e estabelecer, tanto na realidade presente do reino da graça quanto na promessa futura do reino da glória. Sem a entrada no primeiro reino não haveria a entrada no segundo, e o desejo do Salvador é que Seus discípulos experimentem o primeiro na expectativa do segundo.”1

“‘Seja feita a Tua vontade, assim na Terra como no Céu’ (Lc 11:2, ACF). A vontade de Deus é reconhecida e obedecida no Céu. Jesus toma esse fato e o converte numa esperança de que isso ocorra na Terra, também. A expressão ‘na Terra’ não dá uma ideia de generalidade, mas de particularidade. Que a vontade de Deus seja feita na Terra, mas que isso comece conosco, com cada um de nós pessoalmente.”1

“Você conhece o Senhor, ou simplesmente conhece coisas sobre Ele? De que forma sua vida de oração pode fazer com que você se aproxime mais dEle?”1

Terça-feira, 12 de maio de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O evangelho de Lucas. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 480, Abr. Mai. Jun. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A vida de oração de Jesus

Lições da Bíblia

“Entre as muitas vezes que Jesus orou, algumas estão registradas apenas em Lucas. Note os seguintes incidentes que mostram Jesus em oração durante momentos importantes de Sua vida.”1

“1. Jesus orou em Seu batismo [‘E aconteceu que, ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus; e, estando ele a orar, o céu se abriu,’ (Lunas 3:21 ARA)2.] ‘Nova e importante fase se abria diante dEle. Entrava então, em mais amplo círculo, no conflito de Sua vida’ (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 111). Ele não ousou começar sem oração aquele estágio mais amplo de Seu ministério público, que acabaria levando-­­O à cruz do Calvário.”1

“2. Jesus orou antes de escolher Seus 12 discípulos [‘12 Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. 13 E, quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos:’ (Lucas 6:12, 13 ARA). Nenhum líder escolhe seus seguidores ao acaso. Mas Jesus não estava apenas escolhendo seguidores; estava escolhendo aqueles que entenderiam Sua pessoa e Sua missão e se identificariam completamente com elas. ‘Seu encargo era o mais importante a que já haviam sido chamados seres humanos, sendo-lhe superior apenas o do próprio Cristo’ (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 291).”1

“3. Jesus orou por Seus discípulos [‘Estando ele orando à parte, achavam-se presentes os discípulos, a quem perguntou: Quem dizem as multidões que sou eu?’ (Lucas 9:18 ARA)2]. O discipulado exige dedicação absoluta a Jesus e compreensão de Sua identidade. A fim de que os Doze pudessem saber quem Ele era, Jesus esteve ‘orando à parte’ e, depois disso, os desafiou com a pergunta crucial: ‘Mas vós, […] quem dizeis que Eu sou?’ (Lc 9:20).”1

“4. Jesus orou antes de Sua transfiguração [‘28 Cerca de oito dias depois de proferidas estas palavras, tomando consigo a Pedro, João e Tiago, subiu ao monte com o propósito de orar. 29 E aconteceu que, enquanto ele orava, a aparência do seu rosto se transfigurou e suas vestes resplandeceram de brancura. 30 Eis que dois varões falavam com ele: Moisés e Elias, 31 os quais apareceram em glória e falavam da sua partida, que ele estava para cumprir em Jerusalém. 32 Pedro e seus companheiros achavam-se premidos de sono; mas, conservando-se acordados, viram a sua glória e os dois varões que com ele estavam. 33 Ao se retirarem estes de Jesus, disse-lhe Pedro: Mestre, bom é estarmos aqui; então, façamos três tendas: uma será tua, outra, de Moisés, e outra, de Elias, não sabendo, porém, o que dizia. 34 Enquanto assim falava, veio uma nuvem e os envolveu; e encheram-se de medo ao entrarem na nuvem. 35 E dela veio uma voz, dizendo: Este é o meu Filho, o meu eleito; a ele ouvi. 36 Depois daquela voz, achou-se Jesus sozinho. Eles calaram-se e, naqueles dias, a ninguém contaram coisa alguma do que tinham visto.’ (Lucas 9:28-36 ARA)2], e obteve para Si o segundo endosso do Céu de ser o ‘Filho amado’ de Deus. As provações até então, e as que viriam, não podiam mudar a íntima afinidade que existia entre o Pai e o Filho. A oração também resultou no fato de os discípulos se tornarem ‘testemunhas oculares da Sua majestade’ (2Pe 1:16).”1

“5. Jesus orou no Getsêmani [‘39 E, saindo, foi, como de costume, para o monte das Oliveiras; e os discípulos o acompanharam. 40 Chegando ao lugar escolhido, Jesus lhes disse: Orai, para que não entreis em tentação. 41 Ele, por sua vez, se afastou, cerca de um tiro de pedra, e, de joelhos, orava, 42 dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua. 43 [Então, lhe apareceu um anjo do céu que o confortava. 44 E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.] 45 Levantando-se da oração, foi ter com os discípulos, e os achou dormindo de tristeza, 46 e disse-lhes: Por que estais dormindo? Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação.’ (Lucas 22:39-46 ARA). Essa talvez seja a oração mais importante da história da salvação. Aqui temos o Salvador ligando o Céu e a Terra. Ao fazê-lo, Ele estabeleceu três princípios fundamentais: a primazia da vontade e do propósito de Deus; o compromisso de Se submeter a essa primazia, mesmo com o risco de sangue e morte; e a força para vencer todas as tentações ao longo da senda do cumprimento do propósito de Deus.”1

“6. Jesus orou, entregando Sua vida nas mãos de Deus [‘Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.’ (Lucas 23:46 ARA)2]. Em Suas palavras finais na cruz: ‘Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito!’ Jesus nos mostra o propósito supremo da oração. No nascimento ou na morte, diante de inimigos ou de amigos, enquanto estamos dormindo ou acordados, a oração deve nos manter em permanente união com Deus.”1

“O que esses exemplos dizem a você sobre sua própria vida de oração?”1

Segunda-feira, 11 de maio de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O evangelho de Lucas. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 480, Abr. Mai. Jun. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.