Quando alguns gentios se tornaram judeus

Lições da Bíblia

“8. Leia Ester 8. Concentre-se especificamente no verso 17. Como podemos entender isso em termos de testemunho e de alcançar pessoas?”1 “1 Naquele mesmo dia, deu o rei Assuero à rainha Ester a casa de Hamã, inimigo dos judeus; e Mordecai veio perante o rei, porque Ester lhe fez saber que era seu parente. 2 Tirou o rei o seu anel, que tinha tomado a Hamã, e o deu a Mordecai. E Ester pôs a Mordecai por superintendente da casa de Hamã. 3 Falou mais Ester perante o rei e se lhe lançou aos pés; e, com lágrimas, lhe implorou que revogasse a maldade de Hamã, o agagita, e a trama que havia empreendido contra os judeus. 4 Estendeu o rei para Ester o cetro de ouro. Então, ela se levantou, pôs-se de pé diante do rei 5 e lhe disse: Se bem parecer ao rei, se eu achei favor perante ele, se esta coisa é reta diante do rei, e se nisto lhe agrado, escreva-se que se revoguem os decretos concebidos por Hamã, filho de Hamedata, o agagita, os quais ele escreveu para aniquilar os judeus que há em todas as províncias do rei. 6 Pois como poderei ver o mal que sobrevirá ao meu povo? E como poderei ver a destruição da minha parentela? 7 Então, disse o rei Assuero à rainha Ester e ao judeu Mordecai: Eis que dei a Ester a casa de Hamã, e a ele penduraram numa forca, porquanto intentara matar os judeus. 8 Escrevei, pois, aos judeus, como bem vos parecer, em nome do rei, e selai-o com o anel do rei; porque os decretos feitos em nome do rei e que com o seu anel se selam não se podem revogar. 9 Então, foram chamados, sem detença, os secretários do rei, aos vinte e três dias do mês de sivã, que é o terceiro mês. E, segundo tudo quanto ordenou Mordecai, se escreveu um edito para os judeus, para os sátrapas, para os governadores e para os príncipes das províncias que se estendem da Índia à Etiópia, cento e vinte e sete províncias, a cada uma no seu próprio modo de escrever, e a cada povo na sua própria língua; e também aos judeus segundo o seu próprio modo de escrever e a sua própria língua. 10 Escreveu-se em nome do rei Assuero, e se selou com o anel do rei; as cartas foram enviadas por intermédio de correios montados em ginetes criados na coudelaria do rei. 11 Nelas, o rei concedia aos judeus de cada cidade que se reunissem e se dispusessem para defender a sua vida, para destruir, matar e aniquilar de vez toda e qualquer força armada do povo da província que viessem contra eles, crianças e mulheres, e que se saqueassem os seus bens, 12 num mesmo dia, em todas as províncias do rei Assuero, no dia treze do duodécimo mês, que é o mês de adar. 13 A carta, que determinava a proclamação do edito em todas as províncias, foi enviada a todos os povos, para que os judeus se preparassem para aquele dia, para se vingarem dos seus inimigos. 14 Os correios, montados em ginetes que se usavam no serviço do rei, saíram incontinenti, impelidos pela ordem do rei; e o edito foi publicado na cidadela de Susã. 15 Então, Mordecai saiu da presença do rei com veste real azul-celeste e branco, como também com grande coroa de ouro e manto de linho fino e púrpura; e a cidade de Susã exultou e se alegrou. 16 Para os judeus houve felicidade, alegria, regozijo e honra. 17 Também em toda província e em toda cidade aonde chegava a palavra do rei e a sua ordem, havia entre os judeus alegria e regozijo, banquetes e festas; e muitos, dos povos da terra, se fizeram judeus, porque o temor dos judeus tinha caído sobre eles.1 Embora nem sempre as pessoas aceitem a verdade pela motivação correta, o Espírito Santo pode alcançá-las posteriormente.1

“Sem dúvida, o livro de Ester não é uma história ‘típica’ sobre alcançar pessoas e testemunho. Contudo, à medida que nos aproximamos do fim, veremos acontecer algo parecido com esse cenário. Como resultado do edito do rei em favor dos judeus, ‘muitos, dos povos da Terra, se fizeram judeus, porque o temor dos judeus tinha caído sobre eles’ (Et 8:17). Alguns comentaristas argumentam que a conversão dessas pessoas não poderia ter sido verdadeira, já que o medo e a ansiedade não devem ter lugar na conquista de pessoas. Embora isso seja verdade, qualquer que tenha sido a motivação inicial dessas pessoas, quem sabe qual teria sido a resposta delas à atuação do Espírito Santo no futuro, especialmente depois de terem visto as grandes diferenças entre o que elas acreditavam e a crença no único Deus verdadeiro, bem como o culto a Ele?”1

“9. Leia Romanos 1:18-20. Como os conceitos ensinados ali poderiam estar envolvidos no caso das pessoas mencionadas no livro de Ester?”1 “18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; 19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. 20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;” (Romanos 1:18-20 ARA)1. “Os atributos de Deus foram demonstrados na atitude honesta dos judeus. Isso foi uma oportunidade de salvação para os sinceros e advertência de juízo para os injustos.1

“No decreto original contra os judeus, estes não só deveriam ser mortos, mas aqueles que fizessem isso deveriam ‘saquear os seus bens’ (Et 3:13, NVI). E também quando foi dada aos judeus permissão para matar seus inimigos, a eles também foi dito que poderiam ‘saquear os bens dos seus inimigos’ (Et 8:11, NVI). Contudo, três vezes no livro de Ester (9:10, 15, 16, NVI) é dito especificamente que os judeus ‘não se apossaram de seus bens’. Embora as passagens não digam a razão, a tripla menção do fato mostra a ênfase colocada nessa atitude. Muito provavelmente eles tivessem optado por se abster de tocar no despojo porque desejavam tornar conhecido que estavam agindo em defesa própria e não por ganância.”1

“Em nossos esforços missionários e em nosso testemunho a outros, que atitudes devemos evitar para que as pessoas não tenham oportunidade de questionar nossos motivos? Por que isso é tão importante?”1

Quita-feira, 06 de agosto de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Missionários. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 481, Jul. Ago. Set. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Mordecai e Hamã

Lições da Bíblia

“6. De acordo com o livro de Ester (5–8), como a rainha conseguiu salvar seu povo?”1

1 Ao terceiro dia, Ester se aprontou com seus trajes reais e se pôs no pátio interior da casa do rei, defronte da residência do rei; o rei estava assentado no seu trono real fronteiro à porta da residência. 2 Quando o rei viu a rainha Ester parada no pátio, alcançou ela favor perante ele; estendeu o rei para Ester o cetro de ouro que tinha na mão; Ester se chegou e tocou a ponta do cetro. 3 Então, lhe disse o rei: Que é o que tens, rainha Ester, ou qual é a tua petição? Até metade do reino se te dará. 4 Respondeu Ester: Se bem te parecer, venha o rei e Hamã, hoje, ao banquete que eu preparei ao rei. 5 Então, disse o rei: Fazei apressar a Hamã, para que atendamos ao que Ester deseja. Vindo, pois, o rei e Hamã ao banquete que Ester havia preparado, 6 disse o rei a Ester, no banquete do vinho: Qual é a tua petição? E se te dará. Que desejas? Cumprir-se-á, ainda que seja metade do reino. 7 Então, respondeu Ester e disse: Minha petição e desejo são o seguinte: 8 se achei favor perante o rei, e se bem parecer ao rei conceder-me a petição e cumprir o meu desejo, venha o rei com Hamã ao banquete que lhes hei de preparar amanhã, e, então, farei segundo o rei me concede. 9 Então, saiu Hamã, naquele dia, alegre e de bom ânimo; quando viu, porém, Mordecai à porta do rei e que não se levantara, nem se movera diante dele, então, se encheu de furor contra Mordecai. 10 Hamã, porém, se conteve e foi para casa; e mandou vir os seus amigos e a Zeres, sua mulher. 11 Contou-lhes Hamã a glória das suas riquezas e a multidão de seus filhos, e tudo em que o rei o tinha engrandecido, e como o tinha exaltado sobre os príncipes e servos do rei. 12 Disse mais Hamã: A própria rainha Ester a ninguém fez vir com o rei ao banquete que tinha preparado, senão a mim; e também para amanhã estou convidado por ela, juntamente com o rei. 13 Porém tudo isto não me satisfaz, enquanto vir o judeu Mordecai assentado à porta do rei. 14 Então, lhe disse Zeres, sua mulher, e todos os seus amigos: Faça-se uma forca de cinqüenta côvados de altura, e, pela manhã, dize ao rei que nela enforquem Mordecai; então, entra alegre com o rei ao banquete. A sugestão foi bem aceita por Hamã, que mandou levantar a forca.” (Ester 5 ARA)2. “Naquela noite, o rei não pôde dormir; então, mandou trazer o Livro dos Feitos Memoráveis, e nele se leu diante do rei. 2 Achou-se escrito que Mordecai é quem havia denunciado a Bigtã e a Teres, os dois eunucos do rei, guardas da porta, que tinham procurado matar o rei Assuero. 3 Então, disse o rei: Que honras e distinções se deram a Mordecai por isso? Nada lhe foi conferido, responderam os servos do rei que o serviam. 4 Perguntou o rei: Quem está no pátio? Ora, Hamã tinha entrado no pátio exterior da casa do rei, para dizer ao rei que se enforcasse a Mordecai na forca que ele, Hamã, lhe tinha preparado. 5 Os servos do rei lhe disseram: Hamã está no pátio. Disse o rei que entrasse. 6 Entrou Hamã. O rei lhe disse: Que se fará ao homem a quem o rei deseja honrar? Então, Hamã disse consigo mesmo: De quem se agradaria o rei mais do que de mim para honrá-lo? 7 E respondeu ao rei: Quanto ao homem a quem agrada ao rei honrá-lo, 8 tragam-se as vestes reais, que o rei costuma usar, e o cavalo em que o rei costuma andar montado, e tenha na cabeça a coroa real; 9 entreguem-se as vestes e o cavalo às mãos dos mais nobres príncipes do rei, e vistam delas aquele a quem o rei deseja honrar; levem-no a cavalo pela praça da cidade e diante dele apregoem: Assim se faz ao homem a quem o rei deseja honrar. 10 Então, disse o rei a Hamã: Apressa-te, toma as vestes e o cavalo, como disseste, e faze assim para com o judeu Mordecai, que está assentado à porta do rei; e não omitas coisa nenhuma de tudo quanto disseste. 11 Hamã tomou as vestes e o cavalo, vestiu a Mordecai, e o levou a cavalo pela praça da cidade, e apregoou diante dele: Assim se faz ao homem a quem o rei deseja honrar. 12 Depois disto, Mordecai voltou para a porta do rei; porém Hamã se retirou correndo para casa, angustiado e de cabeça coberta. 13 Contou Hamã a Zeres, sua mulher, e a todos os seus amigos tudo quanto lhe tinha sucedido. Então, os seus sábios e Zeres, sua mulher, lhe disseram: Se Mordecai, perante o qual já começaste a cair, é da descendência dos judeus, não prevalecerás contra ele; antes, certamente, cairás diante dele. 14 Falavam estes ainda com ele quando chegaram os eunucos do rei e apressadamente levaram Hamã ao banquete que Ester preparara.” (Ester 6 ARA)2. “1 Veio, pois, o rei com Hamã, para beber com a rainha Ester. 2 No segundo dia, durante o banquete do vinho, disse o rei a Ester: Qual é a tua petição, rainha Ester? E se te dará. Que desejas? Cumprir-se-á ainda que seja metade do reino. 3 Então, respondeu a rainha Ester e disse: Se perante ti, ó rei, achei favor, e se bem parecer ao rei, dê-se-me por minha petição a minha vida, e, pelo meu desejo, a vida do meu povo. 4 Porque fomos vendidos, eu e o meu povo, para nos destruírem, matarem e aniquilarem de vez; se ainda como servos e como servas nos tivessem vendido, calar-me-ia, porque o inimigo não merece que eu moleste o rei. 5 Então, falou o rei Assuero e disse à rainha Ester: Quem é esse e onde está esse cujo coração o instigou a fazer assim? 6 Respondeu Ester: O adversário e inimigo é este mau Hamã. Então, Hamã se perturbou perante o rei e a rainha. 7 O rei, no seu furor, se levantou do banquete do vinho e passou para o jardim do palácio; Hamã, porém, ficou para rogar por sua vida à rainha Ester, pois viu que o mal contra ele já estava determinado pelo rei. 8 Tornando o rei do jardim do palácio à casa do banquete do vinho, Hamã tinha caído sobre o divã em que se achava Ester. Então, disse o rei: Acaso, teria ele querido forçar a rainha perante mim, na minha casa? Tendo o rei dito estas palavras, cobriram o rosto de Hamã. 9 Então, disse Harbona, um dos eunucos que serviam o rei: Eis que existe junto à casa de Hamã a forca de cinqüenta côvados de altura que ele preparou para Mordecai, que falara em defesa do rei. Então, disse o rei: Enforcai-o nela. 10 Enforcaram, pois, Hamã na forca que ele tinha preparado para Mordecai. Então, o furor do rei se aplacou.” (Ester 7 ARA)2. “1 Naquele mesmo dia, deu o rei Assuero à rainha Ester a casa de Hamã, inimigo dos judeus; e Mordecai veio perante o rei, porque Ester lhe fez saber que era seu parente. 2 Tirou o rei o seu anel, que tinha tomado a Hamã, e o deu a Mordecai. E Ester pôs a Mordecai por superintendente da casa de Hamã. 3 Falou mais Ester perante o rei e se lhe lançou aos pés; e, com lágrimas, lhe implorou que revogasse a maldade de Hamã, o agagita, e a trama que havia empreendido contra os judeus. 4 Estendeu o rei para Ester o cetro de ouro. Então, ela se levantou, pôs-se de pé diante do rei 5 e lhe disse: Se bem parecer ao rei, se eu achei favor perante ele, se esta coisa é reta diante do rei, e se nisto lhe agrado, escreva-se que se revoguem os decretos concebidos por Hamã, filho de Hamedata, o agagita, os quais ele escreveu para aniquilar os judeus que há em todas as províncias do rei. 6 Pois como poderei ver o mal que sobrevirá ao meu povo? E como poderei ver a destruição da minha parentela? 7 Então, disse o rei Assuero à rainha Ester e ao judeu Mordecai: Eis que dei a Ester a casa de Hamã, e a ele penduraram numa forca, porquanto intentara matar os judeus.
Escrevei, pois, aos judeus, como bem vos parecer, em nome do rei, e selai-o com o anel do rei; porque os decretos feitos em nome do rei e que com o seu anel se selam não se podem revogar. 9 Então, foram chamados, sem detença, os secretários do rei, aos vinte e três dias do mês de sivã, que é o terceiro mês. E, segundo tudo quanto ordenou Mordecai, se escreveu um edito para os judeus, para os sátrapas, para os governadores e para os príncipes das províncias que se estendem da Índia à Etiópia, cento e vinte e sete províncias, a cada uma no seu próprio modo de escrever, e a cada povo na sua própria língua; e também aos judeus segundo o seu próprio modo de escrever e a sua própria língua. 10 Escreveu-se em nome do rei Assuero, e se selou com o anel do rei; as cartas foram enviadas por intermédio de correios montados em ginetes criados na coudelaria do rei. 11 Nelas, o rei concedia aos judeus de cada cidade que se reunissem e se dispusessem para defender a sua vida, para destruir, matar e aniquilar de vez toda e qualquer força armada do povo da província que viessem contra eles, crianças e mulheres, e que se saqueassem os seus bens, 12 num mesmo dia, em todas as províncias do rei Assuero, no dia treze do duodécimo mês, que é o mês de adar. 13 A carta, que determinava a proclamação do edito em todas as províncias, foi enviada a todos os povos, para que os judeus se preparassem para aquele dia, para se vingarem dos seus inimigos. 14 Os correios, montados em ginetes que se usavam no serviço do rei, saíram incontinenti, impelidos pela ordem do rei; e o edito foi publicado na cidadela de Susã. 15 Então, Mordecai saiu da presença do rei com veste real azul-celeste e branco, como também com grande coroa de ouro e manto de linho fino e púrpura; e a cidade de Susã exultou e se alegrou. 16 Para os judeus houve felicidade, alegria, regozijo e honra. 17 Também em toda província e em toda cidade aonde chegava a palavra do rei e a sua ordem, havia entre os judeus alegria e regozijo, banquetes e festas; e muitos, dos povos da terra, se fizeram judeus, porque o temor dos judeus tinha caído sobre eles.” (Ester 8 ARA)2. “Jejuou três dias e foi à presença do rei, convidando-o, bem como Hamã, para um banquete. Então, convidou-os para um segundo banquete, no qual revelou que ela e seu povo estavam condenados à morte, e que o culpado era Hamã. O resultado foi a morte de Hamã e o direito de defesa para os judeus.1

“Os relatos dos dois banquetes de Ester levam a história ao clímax. Também registram a grande reviravolta em relação ao extermínio étnico que havia sido tramado. Ao mesmo tempo, a história expõe a diferença entre merecer a verdadeira honra e buscar honra para si mesmo, e registra a punição do vilão. Essas intrigas na corte tiveram consequências de longo alcance. Elas nos mostram, nos bastidores, a atuação de um monarca absoluto e de sua corte. Ester e Mordecai usaram suas posições, seu conhecimento da cultura em que viviam e sua fé nas promessas da aliança de Deus com Seu povo, para efetuar o livramento desse povo.”1

“Enquanto isso, apesar de sua silenciosa vida de serviço, Mordecai tornou sua fé conhecida, se não por algum outro modo, pelo menos ao recusar curvar-se diante de Hamã. As pessoas notaram isso e o admoestaram, mas ele se recusou a comprometer sua fé (Et 3:3-5). Isso foi, seguramente, um testemunho a outros.”1

“7. Leia Ester 6:1-3. O que esses versos nos dizem sobre Mordecai? Que lições podemos extrair sobre a maneira como o povo de Deus pode atuar, e até mesmo testemunhar, em terras estrangeiras?”1 “Naquela noite, o rei não pôde dormir; então, mandou trazer o Livro dos Feitos Memoráveis, e nele se leu diante do rei. 2 Achou-se escrito que Mordecai é quem havia denunciado a Bigtã e a Teres, os dois eunucos do rei, guardas da porta, que tinham procurado matar o rei Assuero. 3 Então, disse o rei: Que honras e distinções se deram a Mordecai por isso? Nada lhe foi conferido, responderam os servos do rei que o serviam.” (Ester 6:1-3 ARA)2. “Ele era leal ao rei, pois havia denunciado uma trama para assassiná-lo. Isso nos mostra que os cristãos devem ser bons cidadãos, leais aos seus governantes, enquanto isso não ferir a lei de Deus.1 

“Embora Mordecai estivesse obviamente seguindo o Senhor, mostrou, contudo, fidelidade e lealdade ao soberano da nação em que vivia. Embora tivesse se recusado a curvar-se diante de um homem, ainda assim foi bom cidadão, pois denunciou a trama contra o rei. Embora não possamos descobrir muita coisa a respeito do fato de ele não ter sido honrado por essa ação, muito possivelmente ele a praticou e depois simplesmente continuou sua vida, sem esperar qualquer recompensa. No devido tempo, porém, como mostra a história, sua boa ação foi mais do que recompensada. Talvez a melhor forma de expressar seu exemplo aqui seja com estas palavras: ‘Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus’ (Mt 22:21).”1

Quarta-feira, 05 de agosto de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Missionários. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 481, Jul. Ago. Set. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

“Para um momento como este” (Et 2:19–5:8, NVI)

Lições da Bíblia

“Em Ester 3:1-5, a trama da história começa a se desenrolar. Mordecai, um judeu, seguindo o mandamento contra a idolatria, recusou curvar-se diante de Hamã, um mero homem. Furioso, Hamã procurou uma forma de se vingar daquilo que considerou uma desfeita. Por seus atos, de certa forma, Mordecai estava testemunhando em meio àqueles pagãos sobre o Deus verdadeiro.”1

“5. Que desculpa Hamã usou para tentar livrar o império dos judeus? É fácil deixar que as diferenças culturais nos ceguem para a humanidade de todas as pessoas? Et 3:8-13; At 17:26”1 “8 Então, disse Hamã ao rei Assuero: Existe espalhado, disperso entre os povos em todas as províncias do teu reino, um povo cujas leis são diferentes das leis de todos os povos e que não cumpre as do rei; pelo que não convém ao rei tolerá-lo. 9 Se bem parecer ao rei, decrete-se que sejam mortos, e, nas próprias mãos dos que executarem a obra, eu pesarei dez mil talentos de prata para que entrem nos tesouros do rei. 10 Então, o rei tirou da mão o seu anel, deu-o a Hamã, filho de Hamedata, agagita, adversário dos judeus, 11 e lhe disse: Essa prata seja tua, como também esse povo, para fazeres dele o que melhor for de teu agrado. 12 Chamaram, pois, os secretários do rei, no dia treze do primeiro mês, e, segundo ordenou Hamã, tudo se escreveu aos sátrapas do rei, aos governadores de todas as províncias e aos príncipes de cada povo; a cada província no seu próprio modo de escrever e a cada povo na sua própria língua. Em nome do rei Assuero se escreveu, e com o anel do rei se selou. 13 Enviaram-se as cartas, por intermédio dos correios, a todas as províncias do rei, para que se destruíssem, matassem e aniquilassem de vez a todos os judeus, moços e velhos, crianças e mulheres, em um só dia, no dia treze do duodécimo mês, que é o mês de adar, e que lhes saqueassem os bens.” (Ester 3:8-13 ARA)2. “de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação;” (Atos 17:26 ARA)2. “As leis dos judeus eram diferentes das de todos os outros povos; as diferenças culturais muitas vezes despertam preconceitos e geram oposição.”1

“Quando a conspiração de Hamã se tornou conhecida, Mordecai expressou visivelmente sua dor, usando o único ritual religioso judaico mencionado no livro de Ester: ‘Vestiu-se de pano de saco, cobriu-se de cinza, e saiu pela cidade, chorando amargamente em alta voz’ (Et 4:1, NVI). Nesse ínterim, Ester se preparava para viver à altura da acusação de Hamã. Ela se tornaria uma transgressora judia da lei real persa ao entrar heroicamente na presença do rei sem convite, como parte de um plano para anular a trama de Hamã. O rei a admitiu e aceitou o convite dela para um banquete. Ester então tomou a dianteira no drama enfrentado pelos exilados judeus em toda a Pérsia. Nessa história, Ester mostrou abnegação e heroísmo (Et 4:16), tato (Et 5:8) e coragem (Et 4:6).”1

“Por intermédio da rainha Ester, o Senhor efetuou um poderoso livramento em favor de Seu povo. Numa ocasião em que parecia que ninguém poderia salvá-lo, Ester e as mulheres associadas a ela, por meio de jejum, oração e ação imediata, enfrentaram a questão e trouxeram salvação a seu povo.”1

“‘O trabalho das mulheres em conexão com a causa de Deus, nos tempos do Antigo Testamento, ensina lições que nos habilitam a enfrentar emergências na obra de Deus hoje. Talvez não sejamos levados a uma situação tão crítica e notória como o povo de Deus no tempo de Ester. Muitas vezes, porém, mulheres convertidas podem desempenhar parte importante em posições mais humildes’ (Comentários de Ellen G. White, Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 3, p. 1290, 1291).”1

“Ester 4:14 traz as famosas palavras de Mordecai: ‘Quem sabe se não foi para um momento como este que você chegou à posição de rainha?’ (NVI). De que forma o princípio por trás dessas palavras se aplica a você nos dias atuais?”1

Terça-feira, 04 de agosto de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Missionários. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 481, Jul. Ago. Set. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Ester na corte do rei

Lições da Bíblia

3. Leia Ester 2:10, 20. Por que Mordecai instruiu Ester a não revelar sua origem? Por que, às vezes, pode ser prudente não revelarmos imediatamente nossa filiação religiosa?1 “10 Ester não havia declarado o seu povo nem a sua linhagem, pois Mordecai lhe ordenara que o não declarasse. 20 Ester não havia declarado ainda a sua linhagem e o seu povo, como Mordecai lhe ordenara; porque Ester cumpria o mandado de Mordecai como quando a criava.” (Ester 2:10, 20 ARA)2. “Em situações de hostilidade ou preconceitos que impeçam as pessoas de ouvir a verdade.”1

4. Leia João 4:1-26, a história de Jesus e a mulher junto ao poço. Por que Ele disse abertamente que era o Messias, enquanto entre Seu próprio povo não falou de maneira tão franca? Como esse relato nos ajuda a entender as palavras de Mordecai a Ester?1 “1 Quando, pois, o Senhor veio a saber que os fariseus tinham ouvido dizer que ele, Jesus, fazia e batizava mais discípulos que João 2 (se bem que Jesus mesmo não batizava, e sim os seus discípulos), 3 deixou a Judéia, retirando-se outra vez para a Galiléia. 4 E era-lhe necessário atravessar a província de Samaria. 5 Chegou, pois, a uma cidade samaritana, chamada Sicar, perto das terras que Jacó dera a seu filho José. 6 Estava ali a fonte de Jacó. Cansado da viagem, assentara-se Jesus junto à fonte, por volta da hora sexta. 7 Nisto, veio uma mulher samaritana tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. 8 Pois seus discípulos tinham ido à cidade para comprar alimentos. 9 Então, lhe disse a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana (porque os judeus não se dão com os samaritanos)? 10 Replicou-lhe Jesus: Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. 11 Respondeu-lhe ela: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva? 12 És tu, porventura, maior do que Jacó, o nosso pai, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, e, bem assim, seus filhos, e seu gado? 13 Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede; 14 aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. 15 Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la. 16 Disse-lhe Jesus: Vai, chama teu marido e vem cá; 17 ao que lhe respondeu a mulher: Não tenho marido. Replicou-lhe Jesus: Bem disseste, não tenho marido; 18 porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade. 19 Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que tu és profeta. 20 Nossos pais adoravam neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. 21 Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. 22 Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. 23 Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. 24 Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. 25 Eu sei, respondeu a mulher, que há de vir o Messias, chamado Cristo; quando ele vier, nos anunciará todas as coisas. 26 Disse-lhe Jesus: Eu o sou, eu que falo contigo.” (João 4:1-26 ARA)2. “A mulher estava com o coração pronto para aceitar a verdade, enquanto o povo judeu não estava. A ordem que Mordecai deu a Ester de que ela não revelasse sua nacionalidade provavelmente estivesse relacionada à mesma questão.1

“Duas vezes Mordecai recomendou a Ester que não revelasse sua nacionalidade nem sua origem familiar. Isso tem deixado muitos comentaristas perturbados, e eles têm questionado a necessidade dessa atitude de ocultação, especialmente numa época em que o povo judeu não estava sob ameaça. Será que ela não poderia ter sido uma testemunha de seu Deus para esses pagãos se tivesse sido clara sobre quem era e sobre o Deus a quem adorava? Ou se poderia argumentar que os judeus não tinham credibilidade na corte persa e que, se Ester tivesse revelado sua etnia, isso a teria impedido de obter acesso ao rei quando fosse pleitear por seu povo? Contudo, parece que mesmo antes de ter ocorrido a ameaça, Mordecai já havia advertido Ester a não revelar sua identidade. O fato é que a Bíblia não nos revela a razão das palavras de Mordecai a Ester; contudo, como podemos ver pelo exemplo de Jesus, não é preciso que alguém revele tudo imediatamente em todas as circunstâncias. A prudência é uma virtude.”1

“No entanto, por que Jesus falou tão abertamente à mulher junto ao poço e não ao Seu próprio povo?”1

“‘Era muito mais reservado quando falava com eles. Aquilo que fora retido aos judeus, e que os discípulos haviam recebido recomendação de guardar em segredo, foi a ela revelado. Jesus viu que ela empregaria seu conhecimento em levar outros a compartilhar de Sua graça’ (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 190).”1

“Você já esteve numa situação em que julgou prudente não dizer muita coisa sobre sua fé ou suas crenças? Que razões você teve para isso? Ao relembrar a situação, você acha que poderia ter feito algo diferente? Comente com a classe.”1

Segunda-feira, 03 de agosto de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Missionários. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 481, Jul. Ago. Set. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Ester na Pérsia

Lições da Bíblia

1. Leia Ester 1:2-20. O que aconteceu ali? Que coisas, nessa história, são difíceis de entender numa perspectiva moderna? (Ao ler a passagem, lembre-se de que muitos detalhes não são apresentados.)’’1.  “2 naqueles dias, assentando-se o rei Assuero no trono do seu reino, que está na cidadela de Susã, 3 no terceiro ano de seu reinado, deu um banquete a todos os seus príncipes e seus servos, no qual se representou o escol da Pérsia e Média, e os nobres e príncipes das províncias estavam perante ele. 4 Então, mostrou as riquezas da glória do seu reino e o esplendor da sua excelente grandeza, por muitos dias, por cento e oitenta dias. 5 Passados esses dias, deu o rei um banquete a todo o povo que se achava na cidadela de Susã, tanto para os maiores como para os menores, por sete dias, no pátio do jardim do palácio real. 6 Havia tecido branco, linho fino e estofas de púrpura atados com cordões de linho e de púrpura a argolas de prata e a colunas de alabastro. A armação dos leitos era de ouro e de prata, sobre um pavimento de pórfiro, de mármore, de alabastro e de pedras preciosas. 7 Dava-se-lhes de beber em vasos de ouro, vasos de várias espécies, e havia muito vinho real, graças à generosidade do rei. 8 Bebiam sem constrangimento, como estava prescrito, pois o rei havia ordenado a todos os oficiais da sua casa que fizessem segundo a vontade de cada um. 9 Também a rainha Vasti deu um banquete às mulheres na casa real do rei Assuero. 10 Ao sétimo dia, estando já o coração do rei alegre do vinho, mandou a Meumã, Bizta, Harbona, Bigtá, Abagta, Zetar e Carcas, os sete eunucos que serviam na presença do rei Assuero, 11 que introduzissem à presença do rei a rainha Vasti, com a coroa real, para mostrar aos povos e aos príncipes a formosura dela, pois era em extremo formosa. 12 Porém a rainha Vasti recusou vir por intermédio dos eunucos, segundo a palavra do rei; pelo que o rei muito se enfureceu e se inflamou de ira. 13 Então, o rei consultou os sábios que entendiam dos tempos (porque assim se tratavam os interesses do rei na presença de todos os que sabiam a lei e o direito; 14 e os mais chegados a ele eram: Carsena, Setar, Admata, Társis, Meres, Marsena e Memucã, os sete príncipes dos persas e dos medos, que se avistavam pessoalmente com o rei e se assentavam como principais no reino) 15 sobre o que se devia fazer, segundo a lei, à rainha Vasti, por não haver ela cumprido o mandado do rei Assuero, por intermédio dos eunucos. 16 Então, disse Memucã na presença do rei e dos príncipes: A rainha Vasti não somente ofendeu ao rei, mas também a todos os príncipes e a todos os povos que há em todas as províncias do rei Assuero. 17 Porque a notícia do que fez a rainha chegará a todas as mulheres, de modo que desprezarão a seu marido, quando ouvirem dizer: Mandou o rei Assuero que introduzissem à sua presença a rainha Vasti, porém ela não foi. 18 Hoje mesmo, as princesas da Pérsia e da Média, ao ouvirem o que fez a rainha, dirão o mesmo a todos os príncipes do rei; e haverá daí muito desprezo e indignação. 19 Se bem parecer ao rei, promulgue de sua parte um edito real, e que se inscreva nas leis dos persas e dos medos e não se revogue, que Vasti não entre jamais na presença do rei Assuero; e o rei dê o reino dela a outra que seja melhor do que ela. 20 Quando for ouvido o mandado, que o rei decretar em todo o seu reino, vasto que é, todas as mulheres darão honra a seu marido, tanto ao mais importante como ao menos importante.” (Ester 1:2-20 ARA)2. “O rei Assuero deu uma festa e chamou a esposa para entreter os convidados, já embriagados. Como a rainha Vasti se recusou a fazê-lo, foi destituída. É difícil entender o fato de um rei querer expor sua esposa por estar embriagado, e depois repudiá-la por recomendação de seus conselheiros.1

“O banquete de uma semana que o rei Assuero deu aos seus nobres e oficiais parece extravagante e muito além do que a maioria dos cristãos poderia achar aceitável, mesmo para alguém no topo do poder político. O consumo irrestrito de álcool (Et 1:7, 8) não era incomum nessas ocasiões. Tais banquetes aconteceram em outros momentos da história bíblica, nos quais reis ofereceram banquetes a milhares de convidados em suas festas. Nesse caso, o excesso de bebidas obscureceu o raciocínio do rei a tal ponto que ele ordenou que sua esposa Vasti proporcionasse entretenimento aos convidados do rei, que eram todos homens e estavam bêbados. Isso ficava muito abaixo de sua dignidade como mulher casada e como membro da família real. Qualquer que fosse sua resposta, ela enfrentaria o dilema de perder a posição, e sua corajosa escolha de conservar a autoestima em face dos desejos perversos de um governante autocrata prepara o leitor para compreender o poder para o bem que uma mulher de princípios poderia exercer, mesmo numa corte real dominada por homens.”1

“Nesse ínterim, porém, temos que lidar com os atos de Ester. O capítulo 2:3 dá a impressão de que as mulheres não foram voluntárias. O rei emitiu o decreto e, por isso, Ester teve que ir. Se ela se houvesse recusado, quem sabe qual teria sido o desfecho da história?”1

“2. Leia 1 Coríntios 9:19-23. De que maneira podemos aplicar os princípios vistos nesses versos ao que aconteceu com Ester? Ou será que eles não se aplicam à história dela?”1 “19 Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. 20 Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus; para os que vivem sob o regime da lei, como se eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que vivem debaixo da lei, embora não esteja eu debaixo da lei. 21 Aos sem lei, como se eu mesmo o fosse, não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo, para ganhar os que vivem fora do regime da lei. 22 Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns. 23 Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele.” (1 Coríntios 9:19-23 ARA)2. “Esses princípios se aplicam ao caso de Ester, pois ela ocultou durante algum tempo sua nacionalidade e religião.1

“Até aqui, na história, a verdadeira heroína é Vasti, que, depois, desapareceu da narrativa. Sua modéstia e atitude com base em princípios prepararam o caminho para Ester. Porém, atitudes fundamentadas em princípios nem sempre levam a um aparente benefício. No fim, por que devemos fundamentar nossas atitudes em princípios, mesmo que não saibamos os resultados de nossos atos?”1

Domingo, 02 de agosto de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Missionários. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 481, Jul. Ago. Set. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Ester e Mordecai

Lições da Bíblia

“‘Não pense que pelo fato de estar no palácio do rei, de todos os judeus só você escapará, pois, se você ficar calada nesta hora, socorro e livramento surgirão de outra parte para os judeus, mas você e a família de seu pai morrerão. Quem sabe se não foi para um momento como este que você chegou à posição de rainha?’” (Et 4:14, NVI).1

“Ester foi usada para executar uma missão de alto nível, especializada, dentro do perigoso centro político do império persa. Sua missão a envolveu numa série de contrastes notáveis. Sendo órfã, do sexo feminino e membro de uma desprezada minoria étnica e religiosa que vivia na superpotência de sua época, ela acabou se tornando a esposa do rei persa. Esse não foi um conto de fadas sobre alguém que foi da miséria à riqueza. Em vez disso, ela foi tirada da obscuridade e preparada para executar uma missão altamente especializada. Isso exigiu de Ester a arriscada estratégia de trabalhar, a princípio, secretamente. Mais tarde, ela teve que fazer uma perigosa e completa revelação de sua etnia e de sua fé.”1

“Apoiada pelo primo e pai adotivo, Mordecai (ou Mardoqueu [ARC, NVI]), o ousado testemunho que ela deu na corte do império persa, que era dominada por intrigas, salvou seu povo, reverteu o baixo status social dos judeus e os tornou objetos de admiração em todo o império.”1

“Sem dúvida, como resultado de sua fidelidade, o conhecimento do Deus verdadeiro se tornou mais disseminado entre seus captores pagãos. Embora não seja uma história missionária comum, a narrativa de Ester e Mordecai apresenta alguns princípios interessantes que podem nos ajudar a compreender o que significa testemunhar em circunstâncias peculiares.”1

No mês de agosto, ofereça esperança à sua comunidade realizando o Projeto Quebrando o Silêncio. Sua dedicação pode salvar vidas.

Sábado, 01 de agosto de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Missionários. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 481, Jul. Ago. Set. 2015. Adulto, Professor.

Exilados que se tornaram missionários

Lições da Bíblia

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

Estudo adicional

“‘Multidões serão chamadas para um ministério mais amplo. O mundo todo se está abrindo para o evangelho. […] De toda parte deste nosso mundo, vem o clamor de corações feridos pelo pecado em busca de conhecimento do Deus de amor. […] Recai sobre nós, que recebemos esse conhecimento, e sobre nossos filhos, a quem o podemos comunicar, responder ao seu clamor. A toda casa e escola, a todo pai, professor e criança sobre quem resplandeceu a luz do evangelho, impõe-se, neste momento crítico, a pergunta feita à rainha Ester naquela grave crise da história de Israel: ‘Quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?’ (Et 4:14, ARC; Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 484, 485).”1

Perguntas para reflexão

“1. Comente as profecias do livro de Daniel, especialmente os capítulos 2, 7 e 8. De que forma essas profecias são um testemunho poderoso, não só da confiabilidade da Bíblia, mas do conhecimento que Deus tem do futuro? Note como, entre Daniel 2, 7 e 8, três dos quatro reinos principais são mencionados. Como isso nos ajuda a confiar na Palavra de Deus e em Suas promessas?”1

“2. Nos relatos de Daniel e em algumas outras histórias (como a de José) há alguns milagres que, naturalmente, aumentaram grandemente a credibilidade do testemunho dos servos de Deus aos pagãos que estavam ao seu redor. Ao mesmo tempo, que aspectos do caráter deles deu ainda mais credibilidade ao seu testemunho? Isto é, de que forma o caráter e a fidelidade, mais ainda do que sinais e maravilhas, podem ser um poderoso testemunho sobre a realidade de Deus e do que Ele pode fazer em nossa vida?”1

“3. Como vimos na lição de quarta-feira, Mateus 24:14 diz que o evangelho precisa ir até aos confins da Terra, e então virá o fim. Isso significa que Jesus só voltará depois que fizermos a obra que Ele nos chamou a fazer? Comente com a classe.”1

Sexta-feira, 31 de julho de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Missionários. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 481, Jul. Ago. Set. 2015. Adulto, Professor.

Mais exilados que se tornaram missionários

Lições da Bíblia

“Daniel foi um israelita que enfrentou um involuntário exílio de Israel, da mesma forma que José e Moisés no Egito, e Neemias e Ester na Pérsia. A vida deles revela que é possível viver de maneira fiel a Deus em um ambiente espiritual e culturalmente hostil. Com a direção de Deus, foi possível até mesmo chegar a importantes posições administrativas nesses lugares estrangeiros. Cada um deles viveu uma vida criativa e produtiva, ajustando habilmente complexas dinâmicas religiosas, sociais, políticas e econômicas, muito diferentes daquelas da cultura de sua pátria. Não somente foram membros leais das comunidades hebreias exiladas, mas foram também, a seu próprio modo, missionários eficientes para o Deus de Israel.”1

“O testemunho durante o exílio incluia tanto a presença passiva quanto a proclamação ativa.”1

Ester

Daniel

1. Não se identificou como membro do povo hebreu

1. Identificou-se como membro do povo hebreu

2. Manteve sua religião para si mesma 2. Tornou conhecidas suas convicções religiosas

3. Deus a protegeu, bem como sua família

3. Deus o protegeu, bem como os seus amigos

4. Testemunhou junto às pessoas de alta posição para salvar sua vida e a de seu povo

4. Testemunhou junto às pessoas de alta posição para salvar sua vida e a de outras pessoas

5. Ajudou a estabelecer a liberdade religiosa e o direito de defesa própria para uma minoria religiosa

5. Influenciou diretamente o rei Ciro a permitir que os exilados hebreus reconstruíssem o templo de Jerusalém

“8. Leia o capítulo 41 de Gênesis. De que forma José conseguiu testemunhar aos egípcios? Quais são os paralelos dessa história com a de Daniel e seus companheiros em Babilônia?”1 1 Passados dois anos completos, Faraó teve um sonho. Parecia-lhe achar-se ele de pé junto ao Nilo. 2 Do rio subiam sete vacas formosas à vista e gordas e pastavam no carriçal. 3 Após elas subiam do rio outras sete vacas, feias à vista e magras; e pararam junto às primeiras, na margem do rio. 4 As vacas feias à vista e magras comiam as sete formosas à vista e gordas. Então, acordou Faraó. 5 Tornando a dormir, sonhou outra vez. De uma só haste saíam sete espigas cheias e boas. 6 E após elas nasciam sete espigas mirradas, crestadas do vento oriental. 7 As espigas mirradas devoravam as sete espigas grandes e cheias. Então, acordou Faraó. Fora isto um sonho. 8 De manhã, achando-se ele de espírito perturbado, mandou chamar todos os magos do Egito e todos os seus sábios e lhes contou os sonhos; mas ninguém havia que lhos interpretasse. 9 Então, disse a Faraó o copeiro-chefe: Lembro-me hoje das minhas ofensas. 10 Estando Faraó mui indignado contra os seus servos e pondo-me sob prisão na casa do comandante da guarda, a mim e ao padeiro-chefe, 11 tivemos um sonho na mesma noite, eu e ele; sonhamos, e cada sonho com a sua própria significação. 12 Achava-se conosco um jovem hebreu, servo do comandante da guarda; contamos-lhe os nossos sonhos, e ele no-los interpretou, a cada um segundo o seu sonho. 13 E como nos interpretou, assim mesmo se deu: eu fui restituído ao meu cargo, o outro foi enforcado. 14 Então, Faraó mandou chamar a José, e o fizeram sair à pressa da masmorra; ele se barbeou, mudou de roupa e foi apresentar-se a Faraó. 15 Este lhe disse: Tive um sonho, e não há quem o interprete. Ouvi dizer, porém, a teu respeito que, quando ouves um sonho, podes interpretá-lo. 16 Respondeu-lhe José: Não está isso em mim; mas Deus dará resposta favorável a Faraó. 17 Então, contou Faraó a José: No meu sonho, estava eu de pé na margem do Nilo, 18 e eis que subiam dele sete vacas gordas e formosas à vista e pastavam no carriçal. 19 Após estas subiam outras vacas, fracas, mui feias à vista e magras; nunca vi outras assim disformes, em toda a terra do Egito. 20 E as vacas magras e ruins comiam as primeiras sete gordas; 21 e, depois de as terem engolido, não davam aparência de as terem devorado, pois o seu aspecto continuava ruim como no princípio. Então, acordei. 22 Depois, vi, em meu sonho, que sete espigas saíam da mesma haste, cheias e boas; 23 após elas nasceram sete espigas secas, mirradas e crestadas do vento oriental. 24 As sete espigas mirradas devoravam as sete espigas boas. Contei-o aos magos, mas ninguém houve que mo interpretasse. 25 Então, lhe respondeu José: O sonho de Faraó é apenas um; Deus manifestou a Faraó o que há de fazer. 26 As sete vacas boas serão sete anos; as sete espigas boas, também sete anos; o sonho é um só. 27 As sete vacas magras e feias, que subiam após as primeiras, serão sete anos, bem como as sete espigas mirradas e crestadas do vento oriental serão sete anos de fome. 28 Esta é a palavra, como acabo de dizer a Faraó, que Deus manifestou a Faraó que ele há de fazer. 29 Eis aí vêm sete anos de grande abundância por toda a terra do Egito. 30 Seguir-se-ão sete anos de fome, e toda aquela abundância será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá a terra; 31 e não será lembrada a abundância na terra, em vista da fome que seguirá, porque será gravíssima. 32 O sonho de Faraó foi dúplice, porque a coisa é estabelecida por Deus, e Deus se apressa a fazê-la. 33 Agora, pois, escolha Faraó um homem ajuizado e sábio e o ponha sobre a terra do Egito. 34 Faça isso Faraó, e ponha administradores sobre a terra, e tome a quinta parte dos frutos da terra do Egito nos sete anos de fartura. 35 Ajuntem os administradores toda a colheita dos bons anos que virão, recolham cereal debaixo do poder de Faraó, para mantimento nas cidades, e o guardem. 36 Assim, o mantimento será para abastecer a terra nos sete anos da fome que haverá no Egito; para que a terra não pereça de fome. 37 O conselho foi agradável a Faraó e a todos os seus oficiais. 38 Disse Faraó aos seus oficiais: Acharíamos, porventura, homem como este, em quem há o Espírito de Deus? 39 Depois, disse Faraó a José: Visto que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão ajuizado e sábio como tu. 40 Administrarás a minha casa, e à tua palavra obedecerá todo o meu povo; somente no trono eu serei maior do que tu. 41 Disse mais Faraó a José: Vês que te faço autoridade sobre toda a terra do Egito. 42 Então, tirou Faraó o seu anel de sinete da mão e o pôs na mão de José, fê-lo vestir roupas de linho fino e lhe pôs ao pescoço um colar de ouro. 43 E fê-lo subir ao seu segundo carro, e clamavam diante dele: Inclinai-vos! Desse modo, o constituiu sobre toda a terra do Egito. 44 Disse ainda Faraó a José: Eu sou Faraó, contudo sem a tua ordem ninguém levantará mão ou pé em toda a terra do Egito. 45 E a José chamou Faraó de Zafenate-Panéia e lhe deu por mulher a Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om; e percorreu José toda a terra do Egito. 46 Era José da idade de trinta anos quando se apresentou a Faraó, rei do Egito, e andou por toda a terra do Egito. 47 Nos sete anos de fartura a terra produziu abundantemente. 48 E ajuntou José todo o mantimento que houve na terra do Egito durante os sete anos e o guardou nas cidades; o mantimento do campo ao redor de cada cidade foi guardado na mesma cidade. 49 Assim, ajuntou José muitíssimo cereal, como a areia do mar, até perder a conta, porque ia além das medidas. 50 Antes de chegar a fome, nasceram dois filhos a José, os quais lhe deu Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. 51 José ao primogênito chamou de Manassés, pois disse: Deus me fez esquecer de todos os meus trabalhos e de toda a casa de meu pai. 52 Ao segundo, chamou-lhe Efraim, pois disse: Deus me fez próspero na terra da minha aflição. 53 Passados os sete anos de abundância, que houve na terra do Egito, 54 começaram a vir os sete anos de fome, como José havia predito; e havia fome em todas as terras, mas em toda a terra do Egito havia pão. 55 Sentindo toda a terra do Egito a fome, clamou o povo a Faraó por pão; e Faraó dizia a todos os egípcios: Ide a José; o que ele vos disser fazei. 56 Havendo, pois, fome sobre toda a terra, abriu José todos os celeiros e vendia aos egípcios; porque a fome prevaleceu na terra do Egito. 57 E todas as terras vinham ao Egito, para comprar de José, porque a fome prevaleceu em todo o mundo.” (Gênesis 41 ARA)2. “José conseguiu testemunhar aos egípcios por sua vida e por sua interpretação correta de sonhos dados por Deus ao rei, ressaltando ao mesmo tempo que essa interpretação não vinha dele, mas do Deus a quem ele servia. O mesmo ocorreu com Daniel.1

“Em que situações você se encontra agora nas quais pode testemunhar de sua fé? Você está dando um testemunho passivo, ativo ou ambos? Quais são as coisas que você pode dizer ou fazer que deixariam nos outros uma impressão mais poderosa sobre a bondade e o amor de Deus?”1

Quinta-feira, 30 de julho de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Missionários. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 481, Jul. Ago. Set. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.