Isaque e Rebeca

Lições da Bíblia1:

Quando Abraão já estava idoso e, sem dúvida, pensando nas promessas que Deus lhe havia feito sobre seus descendentes (ver Gn 15:5), ele deu uma tarefa solene ao seu servo mais velho e de mais confiança.

4. Leia Gênesis 24:1-4. Por que era tão importante para Abraão que seu filho não se casasse com alguma das “filhas dos cananeus” (Gn 24:3)?

Gênesis 24:1-4 (NAA)2: “1 Abraão já era velho, de idade bem avançada, e o Senhor o havia abençoado em tudo. 2 Abraão disse ao mais antigo servo da sua casa, que governava tudo o que possuía: — Ponha a sua mão por baixo da minha coxa, 3 para que eu faça com que você jure pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que você não buscará uma esposa para o meu filho entre as filhas dos cananeus, no meio dos quais estou morando, 4 mas que você irá à minha parentela e ali buscará uma esposa para Isaque, meu filho.

A advertência de Abraão parece exclusivista. No entanto, essa questão era espiritual, não étnica; era teológica, não nacional. Abraão sabia que as práticas religiosas de Canaã eram moralmente corrompidas e envolviam a adoração a falsos deuses. Para Isaque, seria fácil cair nessas práticas se ele se casasse com uma cananeia.

A história de grande parte do antigo Israel, e até mesmo da igreja ao longo dos séculos, revela que o povo de Deus, que deveria testemunhar ao mundo, muitas vezes imita o mundo em seus falsos ensinos e crenças religiosas. Um dos maiores exemplos disso é a introdução do domingo, o dia pagão do Sol, no lugar do sábado bíblico, uma realidade que desempenhará um papel bastante destacado nos últimos dias.

5. Leia Gênesis 24:57-67. Que lições aprendemos sobre Cristo e Sua igreja a partir dos detalhes que encontramos nessa história? Por exemplo, o que aprendemos sobre nosso estado pecaminoso a partir do fato de que Rebeca era uma parente distante e afastada de Isaque?

Gênesis 24:57-67 (NAA)2: “57 Disseram: — Vamos chamar a moça para ver o que ela diz. 58 Chamaram, pois, Rebeca e lhe perguntaram: — Você quer ir com este homem? Ela respondeu: — Sim, quero. 59 Então deixaram que Rebeca, a irmã deles, partisse, junto com a sua ama, com o servo de Abraão e os homens que estavam com ele. 60 Abençoaram Rebeca e lhe disseram: — Que você, nossa irmã, seja a mãe de milhares de milhares, e que a sua descendência tome posse das cidades dos seus inimigos. 61 Então Rebeca se levantou com as suas servas e, montando os camelos, seguiram o homem. O servo de Abraão tomou Rebeca e partiu. 62 Ora, Isaque veio de Beer-Laai-Roi, porque morava na terra do Neguebe. 63 Ao cair da tarde, Isaque saiu para meditar no campo. Erguendo os olhos, viu, e eis que vinham camelos. 64 Também Rebeca levantou os olhos e, vendo Isaque, desceu do camelo, 65 e perguntou ao servo: — Quem é aquele homem que vem pelo campo ao nosso encontro? O servo respondeu: — É o meu senhor. Então ela pegou o véu e se cobriu. 66 O servo contou a Isaque todas as coisas que havia feito. 67 Isaque a conduziu até a tenda de Sara, mãe dele. Ele tomou Rebeca, e esta se tornou a mulher dele. Ele a amou; e assim Isaque foi consolado depois da morte de sua mãe.”

Estamos ligados ao nosso Criador, pois fomos originalmente feitos à Sua imagem. Apesar da separação de Deus provocada pelo pecado, somos considerados a noiva certa para Ele, ainda que, por causa de decisões erradas, possamos tornar o casamento turbulento.

Deus ama Sua noiva (que somos nós) mais do que nós O amamos. Quais escolhas fortalecem nosso amor por Deus? Quais escolhas enfraquecem esse amor?

Quarta-feira, 16 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Alusões, imagens e símbolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 520, abr. maio. jun. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A esposa prostituta de Oseias

Lições da Bíblia1:

O pedido de Deus ao profeta Oseias foi uma das tarefas mais estranhas que Ele já deu a um de Seus servos: casar-se com uma prostituta! Mas Deus usou Oseias para nos ajudar a compreender, a partir de Sua própria perspectiva, a dor do pecado e da rebelião humana. Deus amou e escolheu uma esposa, Israel. Ela O traiu inúmeras vezes. Ainda assim, surpreendentemente, Ele a aceitava de volta e a restaurava.

3. O que é a “prostituição” mencionada na Bíblia? Que lições a igreja aprende com a história de Oseias? De que maneira os cristãos repetiram os pecados de Israel? Os 1:2; 3:1; Ap 17:1, 2; 18:1-4

Os 1:2 (NAA)2: “Quando, pela primeira vez, o Senhor falou por meio de Oseias, o Senhor lhe disse: — Vá e case com uma prostituta, e tenha com ela filhos de uma prostituta. Porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor.”

Os 3:1 (NAA)2: “O Senhor me disse: — Vá outra vez e ame uma mulher, que é amada por outro e é adúltera, assim como o Senhor ama os filhos de Israel, embora eles olhem para outros deuses e amem bolos de passas.”

Ap 17:1, 2 (NAA)2: “1 Um dos sete anjos que tinham as sete taças veio e falou comigo, dizendo: — Venha! Vou lhe mostrar o julgamento da grande prostituta que está sentada sobre muitas águas. 2 Os reis da terra se prostituíram com ela, e os que habitam na terra se embriagaram com o vinho da sua prostituição.

Ap 18:1-4 (NAA)2: “1 Depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a terra se iluminou com a sua glória. 2 Então exclamou com potente voz, dizendo: — Caiu! Caiu a grande Babilônia! Ela se tornou morada de demônios, refúgio de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo tipo de ave imunda e detestável, 3 pois todas as nações beberam do vinho do furor da sua prostituição. Com ela se prostituíram os reis da terra. Também os mercadores da terra se enriqueceram à custa da sua luxúria. 4 Ouvi outra voz do céu, dizendo: “Saiam dela, povo meu, para que vocês não sejam cúmplices em seus pecados e para que os seus flagelos não caiam sobre vocês.

A Bíblia revela que os erros de Israel no AT seriam repetidos pela igreja de Cristo. O povo de Deus, com o qual Ele fez uma aliança, se desviou completamente antes do exílio de Babilônia, imitando as práticas idólatras das nações vizinhas. A tragédia é que o povo de Deus a partir do período do Novo Testamento acabou fazendo a mesma coisa que o Seu povo do Antigo Testamento havia feito, levando à transgressão e apostasia que permanecem até hoje. Em ambos os casos, o povo de Deus se afastou do relacionamento com Ele e procurou supostas “soluções” humanas para seus problemas.

As palavras que Deus usou no livro de Oseias mostram que Ele não estava apenas tentando nos mostrar o que fizemos de errado, mas como Se sentiu diante disso. Quem já foi traído pelo cônjuge pode ter uma pálida noção dos sentimentos que nossa infidelidade a Cristo despertam nos seres celestiais. Talvez a parte mais surpreendente da história de Oseias seja o que ele fez para redimir sua esposa rebelde.

Quando lemos o último convite à humanidade, chamando o povo de Deus para sair de Babilônia, é impressionante que Ele o chama de “povo Meu” (Ap 18:4), e não de desconhecidos. Ele os conhece profundamente e os ama. Quando o mundo avança em direção ao seu momento mais sombrio, Deus ainda oferece o preço da redenção que Ele pagou para nos comprar de volta com Seu sangue. A cruz de Cristo, mais do que qualquer coisa, mostra o desejo intenso do Senhor de salvar Seu povo rebelde.

De que maneira uma igreja, mesmo a nossa, pode se envolver em adultério espiritual?

Terça-feira, 15 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A bela noiva

Lições da Bíblia1:

Ezequiel 16 apresenta uma ilustração surpreendente do interesse de Deus por Seu povo e descreve a nação de Israel como uma criança abandonada, que foi deixada em campo aberto para morrer. Deus a levou para casa, deu banho nela e, quando estava crescida, casou-Se com ela. É uma imagem poderosa de um casamento bastante improvável.

2. Leia Ezequiel 16:4-14. O que a história dessa noiva nos ensina sobre as intenções de Deus para conosco?

Ezequiel 16:4-14 (NAA)2: “4 Quanto ao seu nascimento, no dia em que você nasceu, não lhe cortaram o cordão umbilical, nem a lavaram com água para que ficasse limpa, nem a esfregaram com sal, nem a enrolaram em panos. 5 Ninguém olhou para você com piedade, para lhe fazer qualquer dessas coisas, compadecendo-se de você. Pelo contrário, no dia em que nasceu, você foi jogada em campo aberto, porque tiveram nojo de você.” 6 — “Quando passei por perto e vi que você se revolvia no seu sangue, eu lhe disse: ‘Ainda que você esteja coberta de sangue, fique viva! Sim, ainda que você esteja coberta de sangue, fique viva!’ 7 Eu a fiz crescer como uma planta do campo. Você cresceu, se desenvolveu e ficou muito bonita. Os seus seios tomaram forma, os cabelos cresceram, mas você estava completamente nua.” 8 — “Quando passei de novo por perto e olhei para você, eis que você tinha chegado à idade do amor. Estendi sobre você as abas do meu manto e cobri a sua nudez. Fiz um juramento e entrei em aliança com você, diz o Senhor Deus; e você passou a ser minha.” 9 — “Então eu a lavei com água, limpei o sangue que a cobria e a ungi com óleo. 10 Também a vesti com roupas bordadas e lhe dei sandálias feitas com couro da melhor qualidade; eu a cingi de linho fino e a cobri de seda. 11 Também a enfeitei com joias: braceletes nas mãos e um colar no pescoço. 12 Coloquei um pendente em seu nariz, brincos nas orelhas e uma linda coroa na cabeça. 13 Assim, você foi enfeitada com ouro e prata; as suas roupas eram de linho fino, de seda e de bordados. Você se alimentou da melhor farinha, de mel e azeite; você era muito bonita e chegou a ser rainha. 14 A sua fama correu entre as nações, por causa da sua beleza, pois você era perfeita, por causa do meu esplendor que eu tinha posto sobre você, diz o Senhor Deus.”

Deus disse a Israel que, sob Seus cuidados, a nação se tornou “muito bonita” (Ez 16:13). Quando o Senhor a encontrou pela primeira vez, ninguém a achava bonita; ela foi rejeitada, deixada para morrer. Mas, à medida que Deus expressava atenção por ela, ficou cada vez mais bonita, até que se tornou o centro das atenções do mundo. Na época de Davi e Salomão, reis de Israel, isso era especialmente verdadeiro. A rainha de Sabá viajou de longe para ver o esplendor de Israel! (1Rs 10:1-13).

No entanto, a beleza de Israel era um presente de Deus. A nação era bonita. As nações comentavam sobre ela, porque Israel era a noiva do Senhor. Deus disse: “Você era perfeita, por causa do Meu esplendor que Eu tinha posto sobre você” (Ez 16:14).

Esse é um tema recorrente na Bíblia: a noiva de Deus é bonita, não por causa de algo que ela fez, mas porque o Senhor derramou Seu favor sobre ela e a tornou assim. De igual modo, somos belos aos olhos do Céu, não por causa de algo que fizemos para merecer isso, mas pela graça que Deus nos deu. Somos belos por estarmos revestidos com a justiça de Cristo, que é a “justiça de Deus” em pessoa (2Co 5:21).

Tudo estava bem até que algo aconteceu: “Mas você confiou em sua beleza, e a sua fama fez com que você se prostituísse; e você se ofereceu a todos os que passavam, para ser deles” (Ez 16:15).

Fomos criados para refletir a glória de Deus. Mas quando as criaturas pensam que sua beleza vem delas mesmas, essa beleza perde seu valor, e surgem problemas.

Quais são os perigos de confiar em nossa “beleza”? Pensamos que temos méritos ou algo que nos torna merecedores do amor de Deus? Como evitar o orgulho espiritual?

Segunda-feira, 14 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Uma só carne

Lições da Bíblia1:

O casamento é uma das metáforas bíblicas que ressaltam mais profundamente a intimidade que Deus deseja ter com a humanidade. Essa ilustração é usada com tanta frequência na Bíblia, e aparece de forma tão marcante no Apocalipse, que é essencial que os estudantes da Palavra compreendam o que Deus deseja comunicar ao usá-la.

Leia Gênesis 2:23-25 e Efésios 5:29-32. De que maneira o casamento humano ilustra a conexão de Cristo com a humanidade?

Gênesis 2:23-25 (NAA)2: “23 E o homem disse: ‘Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; será chamada varoa, porque do varão foi tirada.’ 24 Por isso, o homem deixa pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. 25 Ora, um e outro, o homem e a sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam.”

Efésios 5:29-32 (NAA)2: “29 Porque ninguém jamais odiou o seu próprio corpo. Ao contrário, o alimenta e cuida dele, como também Cristo faz com a igreja; 30 porque somos membros do seu corpo. 31 Eis por que ‘o homem deixará o seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne’. 32 Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja.”

Em certa ocasião, conversando com os fariseus, Jesus citou o relato de Gênesis sobre o casamento de Adão e Eva. Os fariseus rapidamente questionaram: “Então por que Moisés ordenou dar uma carta de divórcio e repudiar a mulher?” (Mt 19:7).

Moisés era considerado um dos fundadores da nação. Imagine questionar o Criador do casamento colocando-O contra um de Seus profetas. Uma das estratégias dos fariseus era tentar provar que os ensinos de Jesus contradiziam as Escrituras.

Um casamento duradouro e marcado pela fidelidade era o ideal de Deus ao criar o ser humano. Infelizmente, a humanidade corrompeu esse dom fundamental de Deus.

Pela importância que as Escrituras atribuem ao casamento, não deve ser coincidência que essa instituição divina sempre tenha sido atacada pelo inimigo. Junto com o sábado, ele é uma dádiva que recebemos do Éden, e ambos têm a intenção de mostrar o anseio de Deus por um relacionamento com Suas criaturas.

O casamento, que é a união entre duas pessoas imperfeitas, sempre produzirá conflitos. O casamento entre Cristo e a igreja é a união entre um Salvador perfeito e uma noiva bastante imperfeita. No entanto, podemos aprender sobre o amor de Deus com aquilo que existe em um bom casamento.

Aqui estão três princípios para o casamento: (1) Perdoe seu cônjuge, por mais que ele não mereça, assim como Cristo nos perdoa sem merecermos; (2) Aceite seu cônjuge, com todas as suas falhas, assim como Cristo nos aceita com todas as nossas imperfeições; (3) Assim como Cristo nos colocou antes de Si mesmo, pense no seu cônjuge antes de você mesmo. Esses princípios fundamentados no evangelho nos ajudam a entender como Deus Se relaciona conosco? Eles fortalecem o casamento?

Domingo, 13 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Imagens do casamento

Lições da Bíblia1:

“Então o anjo me disse: – Escreva: ‘Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro.’ E acrescentou: – São estas as verdadeiras palavras de Deus” (Ap 19:9).

Leituras da semana: Gn 2:23-25; Ef 5:29-32; Ez 16:4-14; Ap 18:1-4; Gn 24:1-4; Ap 19:1-9

A Bíblia está repleta de histórias de amor que revelam poderosamente aspectos da salvação e do amor de Deus por Seu povo. O relacionamento mais íntimo que existe, o casamento, é uma escola na qual, se permitirmos que seja experimentado da maneira que Deus planejou, podemos descobrir lições profundas sobre Seu amor por nós, sobre nosso relacionamento com Ele e sobre tudo o que Ele fez para nos redimir.

As ideias atuais sobre amor e casamento têm distorcido nossa capacidade de apreciar o que Deus deseja nos ensinar por meio da aliança matrimonial. Embora o pecado tenha distorcido o casamento (e tudo o mais), essa instituição ainda pode ser um meio poderoso de revelar a verdade, inclusive a respeito das profecias. Mais do que apenas nos fazer felizes, o casamento deve ser uma escola na qual aprendemos lições profundas sobre nós mesmos e sobre nosso relacionamento com Deus.

Nesta semana, estudaremos aspectos positivos e negativos do casamento, a fim de entender melhor como Deus Se relaciona com Seu povo, mesmo quando há falhas, e aprender algumas verdades sobre Seu amor que nos ajudarão a compreender melhor os eventos dos últimos dias.

Sábado, 12 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O fundamento de Gênesis – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], p. 368-376 (“O Apocalipse”).

Muitas religiões lidam com ideias, sem se preocupar com a história. Já a religião cristã está alicerçada em eventos históricos. A Bíblia é o registro das interações de Deus com a humanidade na história, e ao estudar milhares de anos dessas interações, aprendemos sobre o caráter imutável de Deus.

Alguns se queixam de que estão cansados de ouvir as mesmas coisas. Quando ouvem pregações sobre nossa mensagem, pensam que não têm nada para aprender. Contudo, o fato de nossa mensagem ser imutável e consistente não significa que ela seja simplista ou pouco desafiadora. Quando estudamos informações transmitidas pela mente de um Deus infinito, percebemos que nunca esgotaremos um assunto.

O Apocalipse foi escrito para alicerçar a igreja em sua mensagem histórica para todos os tempos. “Alguns dos obreiros mais jovens […] cansaram-se das verdades tantas vezes repetidas. Buscando algo novo e estimulante, procuraram introduzir novas propostas de doutrina” (Atos dos Apóstolos, p. 369). O Apocalipse é um livro sobre o futuro e sobre o passado, projetado para nos fortalecer na fé, para que não sejamos levados pelo desejo de buscar originalidade.

Perguntas para consideração

1. Quando estudamos as Escrituras, adquirimos novas informações e entendimentos. Como equilibrar o desejo de aprender coisas novas com a importância de permanecer alicerçados nas verdades que já compreendemos?

2. Como a igreja deve responder a novas interpretações das profecias? Embora sempre exista mais a aprender, como saber se a nova luz é verdadeira ou se é um erro?

3. Um marinheiro que estava morrendo disse ao médico: “Sou órfão. Depois que eu morrer, quem se lembrará de mim?” O médico respondeu: “Sempre me lembrarei de você.” Mas o médico morreria, junto com a memória do órfão. Esse relato nos ajuda a perceber que a vida seria fútil e não teria sentido se a morte tivesse a palavra final?

Sexta-feira, 11 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A serpente

Lições da Bíblia1:

A questão da adoração é um dos assuntos centrais do Apocalipse. O “dragão” é identificado como aquele que promove falsos sistemas de adoração (Ap 13:2-4), e não é por acaso que o Apocalipse o descreve como serpente. Essa imagem nos leva de volta ao jardim do Éden, onde uma serpente entrou no paraíso e convenceu Adão e Eva a segui-la na rebelião contra o Criador.

Compare Gênesis 3:1-5 com Apocalipse 12:1-9. Quais são os temas comuns nesses relatos? Os detalhes da menção à serpente em Gênesis nos ajudam a compreender as questões que levaram à guerra no Céu?

Gênesis 3:1-5 (NAA)2: “1 Mas a serpente, mais astuta que todos os animais selvagens que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: — É verdade que Deus disse: ‘Não comam do fruto de nenhuma árvore do jardim’? 2 A mulher respondeu à serpente: — Do fruto das árvores do jardim podemos comer, 3 mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: ‘Vocês não devem comer dele, nem tocar nele, para que não venham a morrer.’ 4 Então a serpente disse à mulher: — É certo que vocês não morrerão. 5 Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerem, os olhos de vocês se abrirão e, como Deus, vocês serão conhecedores do bem e do mal.”

Apocalipse 12:1-9 (NAA)2: “1 Viu-se grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça. 2 A mulher estava grávida e gritava com dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz. 3 Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças e dez chifres, e, nas cabeças, sete diademas. 4 A sua cauda arrastou a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a terra. E o dragão se deteve diante da mulher que estava para dar à luz, a fim de devorar o filho dela quando nascesse. 5 Ela deu à luz um filho homem, que há de governar todas as nações com cetro de ferro. E o filho da mulher foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono. 6 A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde Deus lhe havia preparado um lugar, para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias. 7 Então estourou a guerra no céu. Miguel e os seus anjos lutaram contra o dragão. Também o dragão e os seus anjos lutaram, 8 mas não conseguiram sair vitoriosos e não havia mais lugar para eles no céu. 9 E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo. Ele foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos.

Existem dois relatos em que Satanás leva o mundo inteiro para o caminho errado. O primeiro está em Gênesis, quando existiam apenas duas pessoas. O segundo é apresentado em Apocalipse 12 e 13, em que Satanás é identificado como o “sedutor de todo o mundo” (Ap 12:9) e como aquele que dá poder à besta do mar, de modo que “toda a terra se maravilhou, seguindo a besta” (Ap 13:2, 3). Um dos temas das profecias é a natureza imutável do grande conflito. O caráter de Deus e Sua Palavra não mudam, nem as ambições de Satanás.

Felizmente, a natureza do grande conflito não muda, e as Escrituras proféticas nos trazem todas as informações necessárias. Por isso, podemos compreender o mundo e reconhecer as armadilhas espirituais. Deus sempre será quem Ele é, e isso também é verdade em relação ao inimigo. Satanás pode usar mil disfarces, mas milênios de história de pecado, juntamente com o cenário profético descrito no Apocalipse, mostram que ele nunca se desviou das estratégias que usou no Éden. Deus nos prometeu sabedoria e discernimento (Tg 1:5), e armados com a certeza das Escrituras, não precisamos cair nas mentiras do diabo. Apesar disso, infelizmente muitos já caíram nessas mentiras, e muitos outros – a maior parte da humanidade – ainda cairão.

A cultura e os padrões sociais mudam; coisas antes aceitáveis se tornam inaceitáveis, e vice-versa. Considerando que as questões centrais e os participantes do grande conflito não mudam, como avaliar as mudanças no cenário cultural? Ainda encontramos hoje as mentiras originais do Éden, de que jamais morreremos e seremos como Deus?

Quinta-feira, 10 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Lidando com a morte

Lições da Bíblia1:

Talvez o aspecto mais cruel de viver em um mundo separado do Criador seja o fato de que a morte nos espreita. Ela é o “salário do pecado” (Rm 6:23), a penalidade que recebemos por termos sido desconectados da única Fonte de vida: o Criador. Assim, a morte tem papel importante nas profecias – tanto sua realidade quanto, ainda mais importante, sua solução, encontrada apenas em Jesus e em Sua morte e ressurreição.

A primeira menção da morte na Bíblia e a primeira vez em que ela ocorreu lançam luz sobre esse tema importante nas profecias, nos ajudando a compreender a gravidade do pecado e nos dando ferramentas para entender como Deus solucionou esse problema.

4. Qual foi a primeira menção e a primeira ocorrência de morte? Por que as pessoas morrem, como Deus vê a morte e qual é a Sua solução para esse problema? Gn 2:15-17; 4:8-15; 1Co 15:15-19; Ap 1:18

Gn 2:15-17 (NAA)2: “15 O Senhor Deus tomou o homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. 16 E o Senhor Deus ordenou ao homem: — De toda árvore do jardim você pode comer livremente, 17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal você não deve comer; porque, no dia em que dela comer, você certamente morrerá.

Gn 4:8-15 (NAA)2: “8 Caim disse a Abel, seu irmão: — Vamos ao campo. Estando eles no campo, Caim se levantou contra Abel, o seu irmão, e o matou. 9 O Senhor disse a Caim: — Onde está Abel, o seu irmão? Ele respondeu: — Não sei; por acaso sou o guardador do meu irmão? 10 E o Senhor disse: — O que foi que você fez? A voz do sangue do seu irmão clama da terra a mim. 11 E agora você é maldito sobre a terra, cuja boca se abriu para receber da sua mão o sangue do seu irmão. 12 Quando você cultivar o solo, ele não lhe dará a sua força; você será fugitivo e errante pela terra. 13 Então Caim disse ao Senhor: — Meu castigo é tão grande, que não poderei suportá-lo. 14 Eis que hoje me expulsas da face da terra, e da tua presença terei de me esconder; serei fugitivo e errante pela terra; quem se encontrar comigo me matará. 15 O Senhor, porém, lhe disse: — Não! E, se alguém matar Caim, será vingado sete vezes. E o Senhor pôs um sinal em Caim para que, se alguém viesse a encontrá-lo, não o matasse.”

1Co 15:15-19 (NAA)2: “15 Além disso, somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos testemunhado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam. 16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. 17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a fé que vocês têm, e vocês ainda permanecem nos seus pecados. 18 E ainda mais: os que adormeceram em Cristo estão perdidos. 19 Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos as pessoas mais infelizes deste mundo.

Ap 1:18 (NAA)2: “e aquele que vive. Estive morto, mas eis que estou vivo para todo o sempre e tenho as chaves da morte e do inferno.”

Alguns dizem que “a morte é simplesmente parte da vida”. Isso não é verdade. A morte é o oposto da vida, a destruição da vida; é uma intrusa que nunca deveria ocorrer. Mesmo que estejamos acostumados com a morte, nosso coração protesta quando nos deparamos com ela, como se a humanidade percebesse, de modo coletivo, que existe algo fundamentalmente errado com a morte. Há alguns casos de morte que parecem ainda mais trágicos, como a morte de uma criança. Na maioria das vezes, esperamos que os pais morram antes dos filhos, pois essa é a ordem natural das coisas.

Contudo, a primeira morte registrada nas Escrituras vai contra o padrão normal. Antes de Adão e Eva morrerem, eles vivenciaram a tragédia da morte quando seu filho justo foi morto pelo irmão ímpio. Foi uma morte especialmente injusta.

Jesus, o Justo, foi morto pelos ímpios, assim como Abel. Que morte poderia ter sido mais injusta do que a de Cristo? Que paralelos vemos entre a morte de Abel e a de Cristo? Como a morte de Abel nos ajuda a entender por que Jesus possui as “chaves da morte e do Hades [sepultura]” (Ap 1:18, NVI) e o que Deus nos oferece Nele?

Sem que o problema da morte seja resolvido, por que nossa vida é, em última análise, inútil, sem sentido e fútil? Somos gratos pela solução que Jesus nos oferece?

Quarta-feira, 09 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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