As nações – parte 2 – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 89-94 (“A Torre de Babel”).

“O fogo que consome os ímpios purifica a Terra. Todo vestígio de maldição é removido. Não existirá nenhum inferno ardendo eternamente para fazer os resgatados se lembrarem das terríveis consequências do pecado.

“Apenas uma lembrança permanece: nosso Redentor conservará para sempre as marcas de Sua crucifixão. Em Sua fronte ferida, em Seu lado e em Suas mãos e pés estarão os únicos vestígios da obra cruel realizada pelo pecado. Ao contemplar Cristo em Sua glória, o profeta declarou: ‘Raios brilhantes saíam da Sua mão, e ali estava o esconderijo da Sua força’ (Hc 3:4, ARC). Suas mãos e Seu lado ferido de onde fluiu a corrente carmesim que reconciliou o ser humano com Deus – ali está a glória do Salvador, ali está ‘o esconderijo da Sua força’. Sendo ‘poderoso para salvar’ (Is 63:1), mediante o sacrifício da redenção, Ele foi forte para executar justiça sobre aqueles que desprezaram a misericórdia de Deus. E os sinais de Sua humilhação são Sua mais elevada honra. […] Os ferimentos do Calvário proclamarão o louvor e declararão o poder de Cristo” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 557).

Perguntas para consideração

1. No fim, as realizações e glórias terrenas serão transformadas em pó e cinzas e, por último, desaparecerão. Isso inclui as coisas que você realizou ou esteja realizando. É importante ter essa perspectiva em mente? Isso nos ajuda a estabelecer prioridades?

2. Estude as características da besta que sobe do mar (Ap 13:1-10). Em que aspectos ela é a consequência natural da mentalidade de Babel? Essa besta é a soma de todas as “nações”, desde Babilônia até o poder do chifre pequeno. Quais características de cada império você observa que persistiram ao longo da história? De que maneira o mundo ainda reflete, por exemplo, os valores de Babilônia ou de Roma?

3. Como ter o equilíbrio entre seguir o Senhor e obedecer às leis da nação? O que ocorre quando a obediência a um leva à desobediência ao outro?

Sexta-feira, 02 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Alusões, imagens e símbolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 520, abr. maio. jun. 2025. Adulto, Professor.

Profetize de novo

Lições da Bíblia1:

A igreja remanescente nasceu no “Novo Mundo”, para onde fugiram nos séculos 17 e 18 os que buscavam liberdade religiosa. Por causa dos obstáculos religiosos e políticos que existiam em outros lugares, dificilmente o início desse movimento teria sido veloz e poderoso em outro lugar como foi no território que se tornou os Estados Unidos.

Leia Apocalipse 10:1-11, que descreve o nascimento do movimento remanescente. Procure os elementos que estudamos, como nações, terra e mar. Quais são as principais ideias apresentadas nesse texto?

Apocalipse 10:1-11 (NAA)2: 1 Vi outro anjo forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça. O rosto dele era como o sol, e as pernas eram como colunas de fogo. 2 O anjo tinha na mão um livrinho aberto. Pôs o pé direito sobre o mar e o pé esquerdo sobre a terra 3 e gritou com voz forte, como ruge um leão. E, quando ele gritou, os sete trovões fizeram soar as suas próprias vozes. 4 Logo que os sete trovões falaram, eu ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, dizendo: — Guarde em segredo as coisas que os sete trovões falaram. Não escreva nada. 5 Então o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu 6 e jurou por aquele que vive para todo o sempre, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há, dizendo: — Já não haverá demora, 7 mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, então se cumprirá o mistério de Deus, como ele anunciou aos seus servos, os profetas. 8 A voz que ouvi, vinda do céu, estava de novo falando comigo e dizendo: — Vá e pegue o livro que se acha aberto na mão do anjo que está em pé sobre o mar e sobre a terra. 9 Então fui ao anjo, pedindo-lhe que me desse o livrinho. Ele, então, me falou: — Pegue o livrinho e devore-o. No seu estômago ele será amargo, mas na sua boca será doce como mel. 10 Peguei o livrinho da mão do anjo e o devorei. Na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo. 11 Então me disseram: — É necessário que você ainda profetize a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis.

O anjo grita “com voz forte”, assim como os três anjos (Ap 14:7, 9) e o outro anjo (Ap 18:2). Esse é um momento urgente na história, quando é estabelecida a obra da igreja remanescente, que diz respeito a “povos, nações, línguas e reis” (Ap 10:11).

O anjo tinha na mão um “livrinho”, representando o livro de Daniel (Dn 12:4), que estava aberto pela primeira vez depois de muitas gerações. Ele tinha um pé sobre o mar e outro sobre a terra. Isso pode indicar que a mensagem alcançaria o mundo inteiro, tanto o Velho Mundo quanto o Novo Mundo. Também pode se referir ao fato de que essa mensagem se destina a todas as nações: os que vivem na terra (o povo de Deus) e os que vivem no mar (os “gentios”).

No fim da história, o mundo será iluminado com a glória de Deus, e as mensagens de Apocalipse 14 serão levadas a todas as pessoas. Assim como a missão de Israel, nossa tarefa como igreja é pregar o evangelho ao mundo (Mt 24:14).

Deus está conduzindo a história humana à sua grande conclusão: o fim dos impérios humanos e a entronização eterna de Cristo (Dn 2:34, 35, 44, 45). A Bíblia deixa claro que todos os reinos deste mundo serão destruídos, e não restarão vestígios deles e de seus legados horríveis, e serão substituídos pelo reino eterno de Deus, onde pecado, sofrimento, doença, mal e morte nunca mais entrarão.

Observe a exatidão com que as profecias de Daniel 2 e 7 previram o surgimento e a queda de grandes impérios. Por que essa precisão, com séculos de antecedência, nos ajuda a confiar no que elas prometem a respeito do reino final e eterno?

Quinta-feira, 01 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Alusões, imagens e símbolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 520, abr. maio. jun. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Entre a terra e o mar

Lições da Bíblia1:

As imagens de terra e mar na Bíblia, especialmente nas profecias, são muito instrutivas. Pense nos símbolos de terra e mar contrastados nas profecias bíblicas.

“Simbolicamente, quando a terra e o mar estão justapostos, ‘terra’ frequentemente representa o mundo ordenado, ou mesmo a terra de Israel, ao passo que ‘mar’ se refere às nações gentílicas que a ameaçam, como o mar ameaça a terra” (Beatrice S. Neall, “Os santos selados e a grande tribulação”, em Estudos Sobre Apocalipse: Temas Introdutórios, ed. Frank B. Holbrook [Unaspress, 2021], p. 306).

Nesse contexto, a terra é um lugar de estabilidade, com base no governo de Deus; já o mar representa a turbulência das nações com base no orgulho humano.

4. Tendo em mente a ideia apresentada acima, leia Apocalipse 12:15, 16; 13:1, 11. Observe a justaposição entre água e terra. Como esses símbolos são usados e como nos ajudam a compreender a profecia?

Apocalipse 12:15, 16 (NAA)2: 15 Então, a serpente lançou da boca água como um rio atrás da mulher, a fim de fazer com que ela fosse arrastada pelas águas. 16 A terra, porém, socorreu a mulher: abriu a sua boca e engoliu o rio que o dragão tinha lançado de sua boca.

Apocalipse 13:1, 11 (NAA)2: 1 Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças, e, sobre os chifres, dez diademas, e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia. […] 11 Vi ainda outra besta emergir da terra. Tinha dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão.

O dragão usa água para perseguir a mulher (a igreja). Nas profecias, a água frequentemente simboliza governos terrestres, bem como a turbulência e o caos que os acompanham. Portanto, vemos que Satanás foi capaz de usar os povos, instigados por seus líderes, para perseguir o povo de Deus durante grande parte da história da igreja.

Os adventistas entendem que Apocalipse 12:16 se refere à migração de crentes perseguidos em direção ao “Novo Mundo”, a América. Com base no que vimos sobre o simbolismo de terra e mar, o que isso diz sobre a fundação dos Estados Unidos?

Poderíamos considerar essa “terra”, para onde o povo de Deus fugiu, como uma espécie de “terra prometida”? Seria por isso que a besta que subiu da terra inicialmente se parece com um cordeiro? Embora os Estados Unidos nunca tenham sido o “Novo Israel” que seus fundadores gostariam que fosse, por muito tempo essa nação tem sido uma terra de liberdade religiosa para pessoas oprimidas por suas crenças.

No futuro, a besta semelhante a um cordeiro falará “como dragão” (Ap 13:11). Os Estados Unidos, que têm sido um farol de liberdade, se tornarão o perseguidor! Isso ocorre quando nações governam a si mesmas, em vez de serem governadas por Deus.

Quarta-feira, 30 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Daniel 7

Lições da Bíblia1:

O sonho de Daniel 2 foi apresentado inicialmente ao rei babilônico. A visão de Daniel 7, por outro lado, foi dada a um profeta hebreu, um membro do povo da aliança.

Daniel viu essencialmente a mesma coisa que Nabucodonosor, mas de uma perspectiva diferente. Em vez de uma estátua, ele contemplou nações surgindo do mar, com o vento agitando a água. Essas nações estavam em conflitos constantes, causando mudanças perpétuas no poder. A Bíblia usa a ilustração de inundações e ondas para descrever o tumulto entre as nações (Sl 65:5-8; Is 17:12, 13; Jr 46:7, 8).

Em contraste, a terra prometida, pelo menos durante algum tempo, foi uma espécie de ilha de paz e segurança em meio a um mar de reinos. Era uma nação sagrada firmada na base do governo de Deus, em oposição às nações rebeldes.

Leia Daniel 7:1-3. Essa cena contém bastante movimento e mostra bestas que subiam do mar. Que lições tiramos dessas imagens?

Daniel 7:1-3 (NAA)2: 1 No primeiro ano do reinado de Belsazar, rei da Babilônia, Daniel teve um sonho, e visões passaram diante de seus olhos, quando ele estava deitado em sua cama. Logo depois ele escreveu o sonho, fazendo um resumo de todas as coisas. 2 Daniel disse: — Eu estava olhando, durante a minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o grande mar. 3 Quatro animais, grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar.

Daniel observou os ventos agitando o mar, quando de repente os animais começaram a subir para a terra – ao seu território! Os problemas dos gentios se tornaram problemas de seu povo. Israel escolheu viver como gentios, então agora viveria com os gentios – sob o poder deles. Começando com a dominação babilônica, o povo da aliança nunca mais desfrutou autonomia completa ou duradoura.

Essa perda de autonomia durará até o fim, quando Cristo for restaurado ao Seu lugar como Rei. Na época do NT, o povo de Deus continuou a sofrer sob o Império Romano e, depois, sob as perseguições do chifre pequeno, o sucessor de Roma pagã.

Embora algumas nações tenham sido melhores do que outras, e alguns períodos tenham sido mais pacíficos do que outros, a maior parte da história tem sido uma tragédia após outra, um opressor depois do outro. E tudo isso sob o domínio de governantes que afirmam ter as melhores intenções para seu povo. Isso contrasta com o governo que Deus desejava, se a nação ao menos o tivesse escolhido.

Como Romanos 3:10-19 ajuda a explicar o mundo? Como especialmente o versículo 19 mostra por que precisamos desesperadamente do evangelho em nossa vida?

Romanos 3:10-19 (NAA)2: 10 Como está escrito: “Não há justo, nem um sequer, 11 não há quem entenda, não há quem busque a Deus.  12 Todos se desviaram e juntamente se tornaram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. 13 A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua enganam, veneno de víbora está nos seus lábios.  14 A boca, eles a têm cheia de maldição e amargura; 15 os seus pés são velozes para derramar sangue. 16 Nos seus caminhos, há destruição e miséria; 17 eles não conhecem o caminho da paz. 18 Não há temor de Deus diante de seus olhos.” 19 Ora, sabemos que tudo o que a lei diz é dito aos que vivem sob a lei, para que toda boca se cale, e todo o mundo seja culpável diante de Deus.

Terça-feira, 29 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Daniel 2

Lições da Bíblia1:

Durante o cativeiro babilônico, por meio de Daniel, Deus apresentou algumas das descrições mais convincentes do relacionamento entre Seu povo e os reinos do mundo. Seu povo não era mais autônomo; eles agora estavam colhendo as consequências de suas escolhas (e, quem sabe, aprendendo com elas).

2. Daniel 2:31-35 apresenta uma visão panorâmica da história do mundo até o fim. Que verdades aprendemos com essa profecia extraordinária?

Daniel 2:31-35 (NAA)2: 31 — O senhor, ó rei, estava olhando e viu uma grande estátua. Esta, que era imensa e de extraordinário esplendor, estava em pé, bem na sua frente; e a aparência dela era terrível. 32 A cabeça era de ouro puro, o peito e os braços eram de prata, o ventre e os quadris eram de bronze; 33 as pernas eram de ferro, e os pés eram em parte de ferro e em parte de barro. 34 Enquanto o senhor estava olhando, uma pedra foi cortada sem auxílio de mãos humanas, atingiu a estátua nos pés de ferro e de barro e os despedaçou. 35 O ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro foram despedaçados no mesmo instante, e se fizeram como a palha das eiras no verão. O vento os levou, e deles não se viu mais nenhum vestígio. Mas a pedra que atingiu a estátua se tornou uma grande montanha, que encheu toda a terra.

No fim do século 19, muitas pessoas estavam exalando uma nova confiança no progresso humano. A Exposição de Paris (1900), por exemplo, foi uma notável demonstração de otimismo sobre o futuro. Acreditava-se que, com todos os avanços tecnológicos e científicos, muitos dos piores problemas da humanidade chegariam ao fim! Quando a humanidade entrou no século 20, entre muitos pensadores havia o grande otimismo de que os ideais do Iluminismo, como o poder da razão e a capacidade humana de se aperfeiçoar continuamente, inaugurariam uma nova era.

No entanto, a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) destruiu esses sonhos e, no fim do século 20, mais de 200 milhões de pessoas haviam morrido em guerras. Avançamos em tecnologia, mas não no sentido moral. Martin Luther King Jr. disse: “Temos mísseis teleguiados, mas pessoas desnorteadas”. Isso é assustador.

Muitos estudiosos das profecias observam que os metais de Daniel 2 vão do mais valioso para o menos valioso: ouro, prata, bronze, ferro e, por último, parte de ferro e parte de barro.

Charles Darwin, Karl Marx e outros pensadores do século 19 tentaram nos convencer de que a humanidade está de alguma forma progredindo – evoluindo em termos biológicos e sociais. Ainda que a existência humana tenha melhorado em alguns aspectos, quando tentamos vislumbrar o futuro do mundo, observando como ele é governado, é muito difícil ter uma visão otimista, de paz, segurança e prosperidade.

Leia Mateus 24:6, 7 [6 E vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras. Fiquem atentos e não se assustem, porque é necessário que isso aconteça, mas ainda não é o fim. 7 Porque nação se levantará contra nação, e reino, contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares.]2 Apesar dessas advertências de Jesus, como podemos ser confortados por saber que Ele já nos falou sobre esses sinais?

Segunda-feira, 28 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O primeiro mandamento

Lições da Bíblia1:

O Éden era uma sala de aula para nossos pais, um lugar em que a interação com as criaturas ensinaria a eles e aos seus descendentes sobre Deus. “O santo casal não eram apenas filhos sob o cuidado paternal de Deus, mas alunos recebendo instrução do sábio Criador. […] Os mistérios do universo visível, ‘maravilhas Daquele que é perfeito em conhecimento’ (Jó 37:16), conferiam-lhes uma fonte inesgotável de instrução e prazer” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 26).

1. Leia Gênesis 2:9-17. Qual foi o primeiro mandamento (uma proibição) que Deus deu à humanidade, e por que ele era tão importante?

Gênesis 2:9-17 (NAA)2: “9 Do solo o Senhor Deus fez brotar todo tipo de árvores agradáveis à vista e boas para alimento; e também a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal. 10 E um rio saía do Éden para regar o jardim e de lá se dividia, repartindo-se em quatro braços. 11 O nome do primeiro é Pisom, que rodeia a terra de Havilá, onde há ouro. 12 O ouro dessa terra é bom; também se encontram lá o bdélio e a pedra de ônix. 13 O nome do segundo rio é Giom; é o que rodeia a terra de Cuxe. 14 O nome do terceiro rio é Tigre; é o que corre pelo leste da Assíria. E o quarto rio é o Eufrates. 15 O Senhor Deus tomou o homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. 16 E o Senhor Deus ordenou ao homem: — De toda árvore do jardim você pode comer livremente, 17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal você não deve comer; porque, no dia em que dela comer, você certamente morrerá.

O primeiro uso do verbo hebraico tsavah (traduzido como “ordenar”) ocorre em Gênesis 2:16 e 17, em que Deus deu aos seres humanos a ordem de não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. Como algum conhecimento pode ser proibido? Não é sempre benéfico experimentar mais e conhecer mais?

Segundo as Escrituras, a resposta é não. Deus tinha a intenção de transmitir uma educação completa ao Seu povo, poupando-o do sofrimento de longo prazo que algum conhecimento trouxesse, como o que aconteceria depois, quando as pessoas escolhessem governar a si mesmas em vez de serem governadas pelo próprio Senhor.

Milênios depois, quando Israel pediu um rei, o Senhor apresentou as consequências dessa escolha (como vimos na semana passada). Ele também informou que a decisão de se afastar de Seu governo direto duraria até o fim dos tempos.

À medida que os reis se corrompiam, o povo da aliança se tornou tão mundano que Ele lhes deu ainda mais do que desejavam: um governo humano.

É esclarecedor estudar o livro de Daniel tendo em mente esse pano de fundo: percebemos que a marcha dos impérios não é apenas uma acusação contra as “nações”, os gentios, mas também uma acusação contra as falhas de Israel, sua recusa em seguir os mitswot (mandamentos) de Deus. Séculos de dominação, em vez da liberdade dada no Éden, se tornariam uma nova sala de aula na qual corações dispostos poderiam testemunhar o contraste impressionante entre os reinos deste mundo e o reino de Deus.

Quais conhecimentos devem ser evitados? Foi sábia a proibição divina no Éden?

Domingo, 27 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

As nações – parte 2

Lições da Bíblia1:

“Aquietem-se e saibam que Eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na Terra” (Sl 46:10).

Leituras da semana: Gn 2:9-17; Dn 2:31-35; Is 17:12, 13; Dn 7:1-3; Rm 3:10-19; Ap 12:15, 16; 10:1-11

Ao longo dos séculos, alguns têm argumentado que Deus desejava a queda, que era Sua intenção que os seres humanos experimentassem o pecado e a morte, e assim O levassem, na Pessoa de Jesus, à cruz. De que outra forma Ele poderia ter demonstrado de modo impactante Seu amor pela humanidade? A ideia é que Deus precisava que a humanidade pecasse.

Essa ideia é uma sugestão horrível. Jamais foi intenção de Deus que Satanás ou a humanidade pecassem. A rebelião foi uma tragédia de grandes consequências, e nossa alegria em Deus teria permanecido completa se nossos primeiros pais não tivessem desobedecido.

Nesta semana, continuaremos examinando os problemas causados pela queda da humanidade e o desejo de estabelecer um governo humano em oposição ao governo divino. Essas verdades são reveladas poderosamente no livro de Daniel, que mostra que Deus estava certo quando advertiu Seu povo sobre o que aconteceria quando se afastasse Dele e escolhesse reis terrenos. Foi isso que os israelitas obtiveram: reis terrenos e pecadores dominando pecadores – o que nunca é uma boa combinação.

Sábado, 26 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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As nações – parte 1 – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia Isaías 44:24-28; 45:1-13.

“Pouco a pouco, a princípio de forma discreta e silenciosa e depois mais às claras, à medida que crescia em força e conquistava o domínio da mente das pessoas, o mistério da iniquidade levou avante sua obra de engano e blasfêmia. Quase imperceptivelmente, os costumes do paganismo ingressaram na igreja cristã.

“O espírito de transigência e conformidade fora restringido durante algum tempo pelas terríveis perseguições que a igreja suportou sob o paganismo. Mas, ao cessar a perseguição e entrando o cristianismo nas cortes e palácios dos reis, ela deixou de lado a humilde simplicidade de Cristo e de Seus apóstolos em troca da pompa e do orgulho dos sacerdotes e governadores pagãos; e, em lugar das ordenanças de Deus, colocou teorias e tradições humanas” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 38).

Corremos o risco de deixar “de lado a humilde simplicidade de Cristo e de Seus apóstolos”, trocando-a por ostentação, poder, elogios e tentações deste mundo? Se acharmos que não corremos esse risco, estaremos enganando a nós mesmos.

Perguntas para consideração

1. O exílio babilônico foi uma experiência dolorosa. Abraão havia sido chamado para fora da terra dos caldeus, a fim de tornar o povo da aliança uma luz para o mundo, e agora eles foram levados acorrentados. No cativeiro, Deus mostrou o que teria ocorrido se Israel tivesse sido fiel. Nabucodonosor, líder do sistema oposto a Deus, se voltou para Ele (Dn 4). No fim do cativeiro, o Senhor levantou um rei persa para representar Cristo, libertando Israel de Babilônia e devolvendo-o à terra prometida. Ciro não era israelita, mas Deus o escolheu para revelar o plano da salvação ao restabelecer o povo da aliança em Jerusalém. Deus usou pessoas de fora de Israel para cumprir Seus objetivos. O que aprendemos sobre como Deus vê a humanidade?

2. Se não estamos em Babilônia, quanto de Babilônia está em nós? É possível mudar?

Quinta-feira, 24 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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