Nosso Sumo Sacerdote

Lições da Bíblia1:

Quando Moisés supervisionou a construção do tabernáculo, ele não foi autorizado a usar qualquer projeto que desejasse. Deus lhe deu o projeto e disse: “Tenha o cuidado de fazer tudo segundo o modelo que foi mostrado a você no monte” (Êx 25:40). O padrão usado no tabernáculo era o de uma realidade superior, o santuário celestial.

1. Leia Hebreus 9:11-15, que apresenta Cristo como nosso Sumo Sacerdote no santuário celestial. O que Ele está fazendo por nós?

Hebreus 9:11-15 (NAA)2: 11 Quando, porém, Cristo veio como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos humanas, quer dizer, não desta criação, 12 e não pelo sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, ele entrou no Santuário, uma vez por todas, e obteve uma eterna redenção. 13 Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam quanto à purificação da carne, 14 muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo! 15 Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que os que foram chamados recebam a promessa da herança eterna, visto que houve uma morte para remissão das transgressões que foram cometidas sob a primeira aliança.

O santuário terrestre prefigurava a Pessoa e a obra de Jesus em detalhes surpreendentes, desde o sacerdote e as ofertas até os móveis e outros detalhes da construção. Tudo falava a respeito de Jesus.

O Apocalipse está repleto de imagens do santuário. Encontramos o candelabro do santuário (Ap 1:12, 13), a sala do trono (Ap 4:2-5), o altar de incenso (Ap 8:3), a arca da aliança (Ap 11:19) e outras referências ao templo. Sem uma compreensão do santuário do AT, é simplesmente impossível compreender o que João queria dizer ao descrever suas visões. Segundo Paulo, as experiências de Israel “aconteceram com eles para servir de exemplo e foram escritas como advertência a nós, para quem o fim dos tempos tem chegado” (1Co 10:11).

Podemos aprender muito estudando os detalhes do templo do AT. No Livro dos Salmos, encontramos uma verdade importante para entender alguns desses detalhes: como o povo de Deus interagia pessoalmente com o templo. Obtemos vislumbres de como Davi se envolvia com o santuário e seus serviços, e vemos a reação espiritual do povo de Deus ao que o Messias faria por eles. O santuário não apresenta apenas símbolos que nos ajudam a ver Jesus, mas por meio dele também podemos explorar as experiências pessoais daqueles que compreenderam o que Deus desejava ensinar por meio dos seus serviços. Assim, podemos tirar lições para nós mesmos em nossa própria experiência com o Senhor.

Leia o Salmo 122. Não podemos ir à “Casa do Senhor” terrena, pois o templo não existe mais. No entanto, que elementos desse salmo revelam o que Cristo fez por nós e que motivação ele nos traz? Observe os temas de paz, segurança, louvor e juízo.

Salmo 122 (NAA)2: 1 Alegrei-me quando me disseram: “Vamos à Casa do Senhor.” 2 Pararam os nossos pés junto às suas portas, ó Jerusalém! 3 Jerusalém, você que está construída como uma cidade bem sólida, 4 para onde sobem as tribos, as tribos do Senhor, como convém a Israel, para renderem graças ao nome do Senhor. 5 Lá estão os tronos de justiça, os tronos da casa de Davi. 6 Orem pela paz de Jerusalém! Que sejam prósperos aqueles que a amam. 7 Reine paz dentro de suas muralhas e prosperidade nos seus palácios. 8 Por amor dos meus irmãos e amigos, eu peço: “Haja paz em você!” 9 Por amor da Casa do Senhor, nosso Deus, buscarei o seu bem.

Domingo, 18 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Alusões, imagens e símbolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 520, abr. maio. jun. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Nos Salmos – parte 1

Lições da Bíblia1:

Verso para memorizar: “Olhei, e eis que o Cordeiro estava em pé sobre o monte Sião. Com Ele estavam cento e quarenta e quatro mil, que tinham escrito na testa o nome do Cordeiro e o nome de Seu Pai” (Ap 14:1).

Como adventistas do sétimo dia, estamos acostumados a procurar os símbolos do Apocalipse nas histórias do AT a fim de compreendê-los. Essas narrativas, no entanto, não são a única fonte de nosso estudo, pois, a fim de compreender as profecias, precisamos examinar todo o AT.

Uma fonte especialmente rica é o Livro dos Salmos, uma coleção de poesia sagrada que apresenta inúmeras experiências humanas e interações com Deus, que variam desde o desânimo e o sofrimento pelo pecado até a alegria quase desenfreada na presença do Senhor e em Suas repetidas promessas de perdão e salvação.

Uma leitura atenta dos salmos leva muitas partes do Apocalipse a ganhar vida, especialmente o capítulo 14, que descreve a obra final da igreja remanescente de Deus. O povo de Deus dos últimos dias recebeu a mesma tarefa que o antigo Israel: devemos ser luz para as nações, levando o último chamado de misericórdia para todos, a fim de que adorem e obedeçam ao Criador.

Detalhes providos nos salmos nos proporcionam novas maneiras de compreender e avaliar nosso papel nos momentos finais da história da Terra.

Sábado, 17 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Fundamentos proféticos – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 553-555, 558-560 (“A vitória do amor”).

Satanás, que já foi um querubim da guarda, procurou destruir a confiança no trono de Deus. O Criador permitiu que os anjos caídos continuassem sua rebelião para mostrar ao Universo o mal que vem da exaltação própria. E embora Satanás tenha levado o ser humano a se unir a ele na guerra contra Deus, Cristo o derrotou na cruz, garantindo que a humanidade ocupasse o lugar que pertencia aos anjos caídos. Por meio de Cristo, os pecadores se voltam publicamente contra as alegações de Lúcifer. O resultado é uma revelação maior do amor de Deus do que existia antes da rebelião. Ainda que Deus não tenha criado o mal, quando tudo estiver feito, o amor do Criador será revelado de um modo que não ocorreria se o pecado não tivesse existido.

No fim da história, Cristo “olha para os redimidos, renovados conforme Sua própria imagem, cada um trazendo no coração a impressão perfeita da Divindade e com o rosto refletindo a semelhança de seu Rei. Contempla neles o resultado de Seu sofrimento e fica satisfeito. Então, com voz que atinge as multidões congregadas dos justos e ímpios, Jesus declara: ‘Eis a aquisição de Meu sangue! Por estes Eu sofri e por estes morri, para que pudessem morar em Minha presença por toda a eternidade.’ E aqueles que estão vestidos de branco em redor do trono cantam em louvor: ‘Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor’” (Ap 5:12; O Grande Conflito, p. 555).

Perguntas para consideração

1. Imagine estar diante de Deus com todos os seus pecados! O que você mereceria? Qual é sua única esperança? Por que a “justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo” (Rm 3:22) nos cobre agora e no juízo, quando mais precisaremos?

2. João Batista desempenhou o papel dos serafins – era uma lâmpada que iluminava (Jo 5:35). Ele foi o precursor de Cristo, anunciando a primeira vinda do Messias. Como o povo de Deus dos últimos dias desempenha um papel profético semelhante?

Sexta-feira, 16 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A queda de Lúcifer

Lições da Bíblia1:

Não podemos compreender o fato de que algum dia Lúcifer já ocupou a posição de querubim da guarda, ao lado do trono de Deus. Uma de suas funções era revelar a glória de Deus ao Universo. Mas, em vez disso, ele começou a se concentrar em sua própria glória, e não na glória do Criador. Para ser mais preciso, ele começou a imaginar que não estava recebendo toda a honra que merecia.

5. O que levou à queda de Lúcifer? Compare a queda de Lúcifer com a honra que os salvos recebem. Ez 28:11-17; Is 14:12-14; Ap 14:1-12

Ez 28:11-17 (NAA)2: 11 A palavra do Senhor veio a mim, dizendo: 12 — Filho do homem, faça uma lamentação sobre o rei de Tiro e diga-lhe: Assim diz o Senhor Deus: “Você era o modelo da perfeição, cheio de sabedoria e perfeito em formosura. 13 Você estava no Éden, jardim de Deus, e se cobria de todas as pedras preciosas: sárdio, topázio, diamante, berilo, ônix, jaspe, safira, carbúnculo e esmeralda. Os seus engastes e ornamentos eram feitos de ouro e foram preparados no dia em que você foi criado. 14 Você era um querubim da guarda, que foi ungido. Eu o estabeleci. Você permanecia no monte santo de Deus e andava no meio das pedras brilhantes. 15 Você era perfeito nos seus caminhos, desde o dia em que foi criado até que se achou iniquidade em você. 16 Na multiplicação do seu comércio, você se encheu de violência e pecou. Por isso, ó querubim da guarda, eu o profanei e lancei fora do monte de Deus; eu o expulsei do meio das pedras brilhantes. 17 Você ficou orgulhoso por causa da sua formosura; corrompeu a sua sabedoria por causa do seu resplendor. Por isso, eu o lancei por terra; eu o coloquei diante dos reis, para que o contemplem.

Is 14:12-14 (NAA)2: 12 Veja como você caiu do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Veja como você foi lançado por terra, você que debilitava as nações! 13 Você pensava assim: “Subirei ao céu, exaltarei o meu trono acima das estrelas e me assentarei no monte da congregação, nas extremidades do Norte. 14 Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.

Ap 14:1-12 (NAA)2: 1 Olhei, e eis que o Cordeiro estava em pé sobre o monte Sião. Com ele estavam cento e quarenta e quatro mil, que tinham escrito na testa o nome do Cordeiro e o nome de seu Pai. 2 Ouvi uma voz do céu como som de muitas águas, como som de um forte trovão. A voz que ouvi era como de harpistas quando tocam as suas harpas. 3 Entoavam um cântico novo diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém podia aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra. 4 Estes são os que não se macularam com mulheres, porque são virgens. Eles seguem o Cordeiro por onde quer que ele vá. São os que foram comprados dentre todos os seres humanos, primícias para Deus e para o Cordeiro; 5 e não se achou mentira na sua boca; não têm mácula. 6 Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que habitam na terra, e a cada nação, tribo, língua e povo, 7 dizendo com voz forte: — Temam a Deus e deem glória a ele, pois é chegada a hora em que ele vai julgar. E adorem aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas. 8 Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: — Caiu! Caiu a grande Babilônia que fez com que todas as nações bebessem o vinho do furor da sua prostituição. 9 Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo com voz forte: — Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na testa ou na mão, 10 também esse beberá do vinho do furor de Deus, preparado, sem mistura, no cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. 11 A fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre. E os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do nome da besta não têm descanso algum, nem de dia nem de noite. 12 Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.

Lúcifer foi lançado fora do “monte santo de Deus” (Ez 28:14, 16), enquanto os redimidos estão no monte Sião com o Cordeiro de Deus (Ap 14:1). Lúcifer “estava no Éden” (Ez 28:13); a raça humana também esteve lá, mas em contraste com o destino de Satanás, ela está sendo restaurada ao paraíso por meio de Cristo (Ap 22:1-3).

Esta citação de Ellen G. White é esclarecedora: “O Céu triunfará, pois as vagas deixadas pela queda de Satanás e de seus anjos serão preenchidas pelos redimidos do Senhor” (A Verdade Sobre os Anjos [CPB, 2022], p. 177).

Os salvos estarão no Céu somente por causa do evangelho. De fato, o tema do evangelho, a redenção, é encontrado de maneira bastante expressiva na cena da sala do trono (Ap 4; 5). Por exemplo, os anjos proclamam: “Digno és de pegar o livro e de quebrar os selos, porque foste morto e com o Teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação” (Ap 5:9). Que descrição do evangelho – a morte de Jesus pela redenção da humanidade!

Observe também que essa linguagem reflete a mensagem do primeiro anjo de Apocalipse 14, que nos chama a pregar o “evangelho eterno […] aos que habitam na terra, e a cada nação, tribo, língua e povo” (Ap 14:6). Que representação poderosa do que Cristo fez pelo mundo! Não há um ser humano em toda a história da Terra por quem Cristo não tenha morrido. É preciso somente conhecer essa verdade e decidir aceitá-la.

Qual é nosso papel em contar aos outros o que Cristo fez por todos nós?

Quinta-feira, 15 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Alusões, imagens e símbolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 520, abr. maio. jun. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Deus no meio de Seu povo

Lições da Bíblia1:

Guiados pela presença de Deus, que se manifestava na nuvem, os israelitas deveriam parar em sua jornada para a terra prometida e armar o tabernáculo, de modo que as tribos montassem seus acampamentos ao redor dele – três tribos de cada lado. A presença de Deus desceria ao lugar santíssimo e se estabeleceria no meio do povo.

4. Em cada um dos quatro lados do tabernáculo havia uma tribo guiando as demais. De acordo com Números 2, quais eram essas quatro tribos?

Números 2:3 (leste): Os que acamparem ao leste, para o lado do nascente, serão os do estandarte do arraial de Judá, segundo as suas turmas; e Naassom, filho de Aminadabe, será chefe dos filhos de Judá. (NAA)2
Números 2:10 (sul): O estandarte do arraial de Rúben, segundo as suas turmas, estará para o lado sul; e Elizur, filho de Sedeur, será chefe dos filhos de Rúben. (NAA)2
Números 2:18 (oeste): O estandarte do arraial de Efraim, segundo as suas turmas, estará para o lado oeste; e Elisama, filho de Amiúde, será chefe dos filhos de Efraim. (NAA)2
Números 2:25 (norte): O estandarte do arraial de estará para o norte, segundo as suas turmas; e Aiezer, filho de Amisadai, será chefe dos filhos de Dã. (NAA)2

Observe que cada uma dessas quatro tribos dominantes hasteava seu próprio estandarte para designar quem era. Embora as Escrituras não descrevam o que havia em cada bandeira, existe uma tradição interessante que usa como base Gênesis 49 e Deuteronômio 33 e que atribui os quatro rostos da visão de Ezequiel a cada um dos quatro pontos cardeais. “De acordo com a tradição rabínica, o estandarte de Judá tinha a figura de um leão, o de Rúben a semelhança de um homem ou a cabeça de um homem, o de Efraim a figura de um boi e o de Dã a imagem de uma águia. Assim, os quatro seres viventes descritos por Ezequiel eram representados nesses quatro estandartes” (Carl Friedrich Keil e Franz Delitzsch, Commentary on the Old Testament [Hendrickson, 2011], v. 1, p. 660).

Não podemos confiar muito nessa tradição, mas é bastante interessante compará-la com as descrições bíblicas da Nova Jerusalém. Vemos um padrão instigante: há portões representando três tribos em todos os quatro lados da cidade (Ap 21:12, 13).

As descrições tanto do acampamento de Israel quanto da Nova Jerusalém ressaltam um fato crucial: Deus pretende atrair a humanidade para perto de Seu trono. O Apocalipse afirma que o “santuário” da cidade santa “é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro” (Ap 21:22).

Mesmo não vivendo no acampamento de Israel, como podemos nos aproximar de Deus?

Quarta-feira, 14 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Como brasas vivas

Lições da Bíblia1:

Querubins são mencionados no AT como seres viventes (Ez 10:8, 14) ou como representações deles feitas de ouro (Êx 25:18). Eles são retratados como estando ao lado do trono de Deus, irradiando Sua glória para o Universo. Imagens deles foram bordadas no véu que estava diante do lugar santíssimo (Êx 26:1). Na descrição poética do poder de Deus sobre a criação, Ele “cavalgava um querubim” (Sl 18:10). Deus ordenou que a arca da aliança fosse coberta por dois querubins de ouro com suas asas estendidas uma em direção à outra (Êx 25:18-20).

3. Leia Ezequiel 1:4-14. Que semelhanças existem entre essa passagem e as cenas descritas em Isaías 6:1-6 e Apocalipse 4:1-11?

Ezequiel 1:4-14 (NAA)2: 4 Olhei, e eis que do Norte vinha um vento tempestuoso e uma grande nuvem envolta em fogo e rodeada de resplendor. E no meio disso havia uma coisa como metal brilhante, que saía do meio do fogo. 5 Do meio disso saía algo semelhante a quatro seres viventes, cuja aparência era esta: tinham a semelhança de ser humano. 6 Cada um tinha quatro rostos e quatro asas. 7 As suas pernas eram retas, e a planta dos pés era como a de um bezerro e brilhavam como bronze polido. 8 Debaixo das asas, nos quatro lados, tinham mãos humanas. Assim, todos os quatro seres viventes tinham rostos e asas. 9 As asas se uniam uma à outra. Eles não se viravam quando se moviam; cada um andava para a sua frente. 10 Quanto à forma de seus rostos, cada um tinha um rosto de ser humano. Do lado direito, os quatro tinham rosto de leão; do lado esquerdo, rosto de boi; e os quatro também tinham rosto de águia. 11 Assim eram os seus rostos. Suas asas se abriam para cima. Cada ser vivente tinha duas asas, unidas cada uma à do outro; com as outras duas asas eles cobriam o corpo. 12 Cada um andava para a sua frente. Para onde o espírito queria ir, eles iam; não se viravam quando se moviam. 13 O aspecto dos seres viventes era como carvão em brasa, à semelhança de tochas. O fogo corria resplandecente por entre os seres viventes, e dele saíam relâmpagos. 14 Os seres viventes ziguezagueavam à semelhança de relâmpagos.

Isaías 6:1-6 (NAA)2: 1 No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. 2 Serafins estavam por cima dele. Cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os pés e com duas voava. 3 E clamavam uns para os outros, dizendo: “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.” 4 Os umbrais das portas se moveram com a voz do que clamava, e o templo se encheu de fumaça. 5 Então eu disse: — Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de lábios impuros; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! 6 Então um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que havia tirado do altar com uma pinça.

Apocalipse 4:1-11 (NAA)2: 1 Depois destas coisas, olhei, e eis que havia uma porta aberta no céu. E a primeira voz que ouvi, que era como de trombeta ao falar comigo, disse: — Suba até aqui, e eu lhe mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas. 2 Imediatamente eu me achei no Espírito, e eis que havia um trono armado no céu, e alguém estava sentado no trono. 3 E esse que estava sentado era semelhante, no aspecto, à pedra de jaspe e ao sardônio, e ao redor do trono havia um arco-íris semelhante, no aspecto, à esmeralda. 4 Ao redor do trono havia também vinte e quatro tronos, e neles estavam sentados vinte e quatro anciãos, vestidos de branco e com coroas de ouro na cabeça. 5 Do trono saíam relâmpagos, vozes e trovões, e, diante do trono, estavam acesas sete tochas de fogo, que são os sete espíritos de Deus. 6 Diante do trono havia algo como um mar de vidro, semelhante ao cristal. No meio do trono e à volta do trono havia também quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás. 7 O primeiro ser vivente era semelhante a um leão, o segundo era semelhante a um novilho, o terceiro tinha o rosto semelhante ao de ser humano e o quarto ser vivente era semelhante à águia quando está voando. 8 E os quatro seres viventes, tendo cada um deles, respectivamente, seis asas, estavam cheios de olhos, ao redor e por dentro. Não tinham descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: “Santo, santo, santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir.” 9 Sempre que esses seres viventes davam glória, honra e ações de graças ao que está sentado no trono, ao que vive para todo o sempre, 10 os vinte e quatro anciãos se prostravam diante daquele que está sentado no trono, adoravam o que vive para todo o sempre e depositavam as suas coroas diante do trono, proclamando:  11  “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas e por tua vontade elas vieram a existir e foram criadas.”

Ezequiel viu uma impressionante manifestação do poder de Deus. Essa cena complexa, e às vezes confusa, combina com a situação difícil do povo: o povo escolhido não vivia na terra prometida, mas no cativeiro babilônico. Enquanto Ezequiel observava atentamente aquela cena, olhou para cima e viu o trono de Deus.

Observe as semelhanças com outras visões do trono de Deus. Os seres viventes que Ezequiel testemunhou tinham os mesmos rostos que os quatro seres viventes da visão de João: leão, boi, águia e homem.

Essas criaturas misteriosas, que tinham quatro rostos, não são nomeadas na descrição inicial de Ezequiel; porém mais tarde, em outra cena da sala do trono, elas são chamadas de “querubins” (Ez 10:1-21). Além disso, eles são associados às brasas vivas da visão que Isaías teve dos serafins.

Os querubins sempre estão presentes nas descrições do trono de Deus – seja na arca da aliança, que era o local de encontro de Deus com Moisés (Êx 25:22), seja nas visões de tirar o fôlego dos profetas. Eles estão intimamente ligados ao trono divino. Todas as criaturas de Deus foram projetadas para refletir Sua glória – tanto a raça humana, feita à Sua imagem, quanto os seres celestiais que estão ao lado de Seu trono.

“Santo, santo, santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso” (Ap 4:8). Como você se compara com a santidade vista pelos profetas? Qual é a sua necessidade do evangelho?

Terça-feira, 13 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Os dois querubins

Lições da Bíblia1:

Assim que nossos pais foram expulsos do Éden, Deus apresentou a esperança do Messias (Gn 3:15). Ele estabeleceu um símbolo poderoso nos portões do Éden: dois querubins e uma “espada flamejante” (Gn 3:24). Essa cena se assemelha bastante à arca da aliança, que representava o trono de Deus (Êx 25:18).

2. Leia Gênesis 3:21-24. Qual era a tarefa dos querubins? E por quê?

Gênesis 3:21-24 (NAA)2: 21 O Senhor Deus fez roupas de peles, com as quais vestiu Adão e sua mulher. 22 Então o Senhor Deus disse: — Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal. É preciso impedir que estenda a mão, tome também da árvore da vida, coma e viva eternamente. 23 Por isso o Senhor Deus o lançou fora do jardim do Éden, para cultivar a terra da qual havia sido tomado. 24 E, depois de lançar fora o homem, Deus colocou querubins a leste do jardim do Éden e uma espada flamejante que se movia em todas as direções, para guardar o caminho da árvore da vida.

Embora os querubins tivessem responsabilidade de impedir o acesso dos pecadores à árvore da vida (Gn 3:22), eram também símbolo de esperança, indicando a promessa de que um dia os salvos serão levados de volta ao paraíso. O “Éden permaneceu na Terra muito depois que o homem tinha sido expulso […] (Gn 4:16). Por um prolongado período, foi permitido à raça decaída contemplar o lar da inocência, cuja entrada era vedada pelos anjos vigilantes. À porta do paraíso, guardada pelos querubins, revelava-se a glória divina. Adão e seus filhos iam ali para adorar a Deus. Ali renovaram seus votos de obediência àquela lei cuja transgressão os havia banido do Éden. […] No entanto, na restauração final de todas as coisas, quando houver ‘novo céu e nova Terra’ (Ap 21:1), ele será restabelecido, mais gloriosamente adornado do que no princípio” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 38).

Quando a Bíblia diz que Deus “colocou” querubins a leste do Éden (Gn 3:24), o termo hebraico é shakan, de onde vem a palavra traduzida como “tabernáculo” (Êx 25:9; Nm 3:26). O tabernáculo era o lugar em que Deus habitava no meio do povo. Embora a palavra Shekiná (que se refere à presença de Deus) não ocorra na Bíblia, ela vem do termo traduzido como “tabernáculo”. Portanto, uma tradução literal de Gênesis 3:24 poderia ser: “Deus tabernaculou querubins a leste do jardim do Éden.”

Na Bíblia, os querubins são associados à presença de Deus (1Cr 13:6; Sl 80:1; Is 37:16), especialmente ao Seu trono, o lugar em que Seu nome é proclamado. Os 24 anciãos que estão diante do trono (Ap 4; 5) louvam e declaram o direito divino de governar, pois Ele é Criador (Ap 4:11). Isso nos ajuda a compreender a cena da sala do trono e nosso papel como pecadores perdoados em relação ao nosso Criador.

Segunda-feira, 12 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Eis-me aqui, envia-me a mim

Lições da Bíblia1:

Uma igreja decidiu reformar um porão antigo para criar um novo salão de reuniões sociais. Uma das primeiras coisas que fizeram foi instalar novas luzes, acreditando que elas tornariam o espaço mais bonito. Uma vez instaladas, no entanto, o espaço parecia ainda pior, porque luzes intensas geralmente revelam as imperfeições.

A visão impressionante do trono de Deus deixou Isaías dolorosamente ciente de seus defeitos. “Ai de mim! Estou perdido!”, lamentou ele. “Sou homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de lábios impuros; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!” (Is 6:5). Sentiríamos o mesmo se fôssemos subitamente levados à presença visível do Senhor. A luz celestial é brilhante o suficiente para deixarmos de lado todas as nossas desculpas. Na presença de Deus, sentimos que estamos perdidos. Isaías estava prestes a ter a experiência mais marcante de sua vida.

1. Leia Isaías 6:6-8. Isaías sabia que o pecado destrói, pois o salário do pecado é a morte. No entanto, em vez de nos abandonar às consequências do pecado, um Deus de amor nos atrai para Si. Qual foi o resultado do encontro de Isaías com Deus? Por que ele é importante?

Isaías 6:6-8 (NAA)2: 6 Então um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que havia tirado do altar com uma pinça. 7 Com a brasa tocou a minha boca e disse: — Eis que esta brasa tocou os seus lábios. A sua iniquidade foi tirada, e o seu pecado, perdoado. 8 Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: — A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Eu respondi: — Eis-me aqui, envia-me a mim.

Isaías foi purificado quando um serafim pegou uma brasa do altar e tocou sua boca com ela. Provavelmente era o altar de incenso, onde a intercessão era feita pelo povo (Ap 8:3, 4). Os pecados de Isaías foram perdoados, e ele estava apto a ficar na presença de Deus. Além disso, foi designado para representar Deus perante o mundo.

A palavra “serafim” significa “aquele que queima”. Jesus descreveu o ministério de João Batista usando as seguintes palavras: “João era a lâmpada que estava acesa e iluminava, e, por algum tempo, vocês quiseram se alegrar com a sua luz” (Jo 5:35). João obviamente era um pecador que necessitava de graça e salvação, mas seu ministério apontava para o Único que poderia trazer graça e salvação.

Jesus veio ao mundo como a representação perfeita da glória do Pai – e Deus enviou um profeta, um pecador, que realizou uma tarefa semelhante à dos serafins.

Somente depois de saber que seu pecado estava purificado, Isaías disse: “Eis-me aqui, envia-me a mim.” Purificados pelo sangue de Jesus, podemos responder como Isaías?

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Alusões, imagens e símbolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 520, abr. maio. jun. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.