Adorai o Criador – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Textos de Ellen G. White: Beneficência Social, p. 29-34 (“Isaías 58 – A Prescrição Divina”); O Desejado de Todas as Nações, p. 610-620 (“Ais Sobre os Fariseus”).

“Insistindo sobre o valor da piedade prática, o profeta estava unicamente repetindo o conselho dado a Israel séculos antes […]. De século em século esses conselhos foram repetidos pelos servos de Jeová aos que estavam em perigo de cair nos hábitos do formalismo e de esquecer de demonstrar misericórdia” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 326, 327).1

“Tenho sido instruída a chamar a atenção de nosso povo para o capítulo 58 de Isaías. Leiam cuidadosamente esse capítulo e compreendam a espécie de ministério que levará vida às igrejas. A obra do evangelho deve ser promovida por meio de nossa liberalidade bem como de nossos labores. Quando vocês encontrarem pessoas sofredoras necessitando auxílio, deem-lhes. Quando acharem os que estão famintos, alimentem-nos. Assim fazendo vocês estarão trabalhando nas linhas do ministério de Cristo. O santo trabalho do Mestre era de benevolência. Que nosso povo em todos os lugares seja encorajado a tomar parte nele” (Ellen G. White, Beneficência Social, p. 29).1

Perguntas para discussão

“1. Você já pensou na prática da justiça e da misericórdia como atos de adoração? Isso pode mudar sua maneira de cuidar dos outros e de adorar?”1

“2. Como evitar a negligência aos ‘preceitos mais importantes da Lei’ (Mt 23:23), de maneira individual e coletiva? Você já coou ‘mosquito e’ engoliu ‘camelo’? (Mt 23:24, NVI)?”1

“3. Por que a hipocrisia é um pecado grave?”1

“4. Como a visão de Deus e Sua paixão pelos pobres e necessitados devem mudar sua visão de mundo? Você leria ou ouviria as notícias de maneira diferente caso as visse ou as ouvisse com os olhos e ouvidos de um profeta?”1

Resumo:

“Embora os profetas se preocupassem com o mal na terra, eles se concentraram especialmente no mal cometido por pessoas que alegavam ser adoradoras de Deus. Para os profetas e para Jesus, a adoração é incompatível com a injustiça, e a prática de uma religião assim é hipocrisia. A verdadeira adoração que Deus busca envolve o trabalho contra a opressão e o cuidado para com os pobres e necessitados.”1

Sexta-feira, 09 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 

Misericórdia e fidelidade

Lições da Bíblia

“Quando Jesus foi confrontado por alguns líderes religiosos de Sua época, que O criticaram por comer com ‘pecadores’, Ele citou o profeta Oseias, ordenando que eles voltassem a seus livros e descobrissem o que Deus realmente quis dizer quando declarou: ‘Misericórdia quero e não holocaustos’ (Mt 9:13, citando Os 6:6).”1

“Como veremos, Jesus teve uma vida de cuidado e serviço. Seu relacionamento com os outros, Seus milagres de cura e muitas de Suas parábolas demonstraram e enfatizaram que viver dessa maneira é a melhor forma de expressar verdadeira devoção a Deus. Os líderes religiosos foram Seus maiores críticos, mas também foram o alvo de Suas críticas mais severas. Como os religiosos da época de Isaías, eles acreditavam que asseguravam seu relacionamento especial com Deus por causa de suas práticas religiosas, enquanto estavam explorando os pobres e ignorando os necessitados. Sua adoração estava em desacordo com suas ações, e Jesus não foi discreto em condenar essa hipocrisia.”1

“5. Leia Marcos 12:38-40. O comentário de Jesus de que eles devoravam ‘as casas das viúvas’ parece não ‘caber’ nessa lista ou era essa ideia que Jesus estava tentando defender? Por que essas pessoas sofreriam ‘juízo muito mais severo’?”

Marcos (12:38-40 ARA)2: “38 E, ao ensinar, dizia ele: Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes talares e das saudações nas praças; 39 e das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos primeiros lugares nos banquetes; 40 os quais devoram as casas das viúvas e, para o justificar, fazem longas orações; estes sofrerão juízo muito mais severo.”

“Talvez o sermão mais assustador de Jesus, especialmente para os religiosos, seja aquele que se encontra em Mateus 23. Cristo não apenas descreveu a religião deles como algo que não ajudava os desfavorecidos, mas considerou essa forma de culto um acréscimo aos fardos desses religiosos. Por suas ações ou, às vezes, pela omissão e falta de cuidado, Jesus disse que eles fechavam ‘o reino dos Céus diante dos homens’ (Mt 23:13).”1

“Mas, ao ecoar os profetas dos séculos anteriores, Jesus também tratou diretamente da discrepância entre as sérias práticas desses religiosos e as injustiças que eles toleravam e das quais tiravam proveito. ‘Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!’ (Mt 23:23). Jesus logo acrescentou que as práticas e observâncias religiosas não são erradas em si mesmas, mas não devem tomar o lugar do tratamento justo para com as outras pessoas.”1

“Como podemos evitar a armadilha de pensar que o conhecimento da verdade seja suficiente?”1

Quinta-feira, 08 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Uma forma de adorar

Lições da Bíblia

“Quando explicaram a relação entre adoração e justiça, os profetas recomendaram insistentemente outro passo: que o interesse em socorrer os pobres, os oprimidos e os necessitados fosse parte importante da adoração. Isaías 58 torna essa relação evidente.”1

“4. Conforme a descrição da primeira parte de Isaías 58, o que estava errado no relacionamento entre Deus e Seu povo? Assinale ‘V’ para verdadeiro ou ‘F’ para falso:”1

Isaías (58 ARA)2: “1 Clama a plenos pulmões, não te detenhas, ergue a voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão e à casa de Jacó, os seus pecados. 2 Mesmo neste estado, ainda me procuram dia a dia, têm prazer em saber os meus caminhos; como povo que pratica a justiça e não deixa o direito do seu Deus, perguntam-me pelos direitos da justiça, têm prazer em se chegar a Deus, 3 dizendo: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos a nossa alma, e tu não o levas em conta? Eis que, no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho.Eis que jejuais para contendas e rixas e para ferirdes com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz no alto. 5 Seria este o jejum que escolhi, que o homem um dia aflija a sua alma, incline a sua cabeça como o junco e estenda debaixo de si pano de saco e cinza? Chamarias tu a isto jejum e dia aceitável ao SENHOR?  6 Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo?Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante? 8 Então, romperá a tua luz como a alva, a tua cura brotará sem detença, a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do SENHOR será a tua retaguarda; 9 então, clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás por socorro, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o dedo que ameaça, o falar injurioso; 10 se abrires a tua alma ao faminto e fartares a alma aflita, então, a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia. 11 O SENHOR te guiará continuamente, fartará a tua alma até em lugares áridos e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas jamais faltam. 12 Os teus filhos edificarão as antigas ruínas; levantarás os fundamentos de muitas gerações e serás chamado reparador de brechas e restaurador de veredas para que o país se torne habitável.  13 Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, 14 então, te deleitarás no SENHOR. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do SENHOR o disse.”

A. (   ) Deus havia feito o povo perecer nas mãos dos inimigos.
B. (   ) O povo buscava a Deus de modo egoísta, e jejuava para violência e contendas.

Resposta sugestiva: F; V.

“Essa crítica foi dirigida a um povo ativamente religioso. Os adoradores aparentavam buscar a Deus com sinceridade, mas parece que essa busca não estava funcionando. Então, o Senhor declarou que eles deveriam mudar sua maneira de adorar. A adoração escolhida por Ele era que eles soltassem ‘as correntes da injustiça’, desatassem ‘as cordas do jugo’, pusessem ‘em liberdade os oprimidos’ e rompessem ‘todo jugo’ (Is 58:6, NVI). Eles também deveriam alimentar os famintos, acolher os desabrigados e ajudar os necessitados.”1

“Essas atividades não são a única maneira de adorar, mas Deus as recomendou como uma forma de adoração que não se concentra apenas no interior, mas em algo que traz bênçãos para todos ao redor dos adoradores de Deus. ‘O verdadeiro propósito da religião é libertar o ser humano dos fardos do pecado, eliminar a intolerância e a opressão e promover justiça, liberdade e paz’ (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 4, p. 325).”1

“Em Isaías 58:8-12, Deus prometeu bênçãos em resposta a essa forma de adoração. Com efeito, o Senhor disse que, se o povo fosse menos concentrado em si mesmo, perceberia Deus trabalhando com ele e por meio dele para trazer cura e restauração.”

“Esse capítulo também relaciona a adoração à renovação da prazerosa guarda do sábado. Já refletimos sobre algumas fortes relações entre o sábado e o ministério, mas esses versos incluem ambas as atividades no chamado a que o povo revitalizasse sua adoração. Refletindo sobre eles Ellen G. White comentou: ‘Sobre os que guardam o sábado do Senhor é imposta a responsabilidade de realizar uma obra de misericórdia e beneficência’ (Beneficência Social, p. 121).”

Quarta-feira, 07 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Opressores religiosos

Lições da Bíblia

“Durante os melhores momentos dos reinos de Israel e de Judá, o povo retornou ao templo e à adoração a Deus, ainda que, mesmo nessas ocasiões, sua adoração muitas vezes fosse ‘mesclada’ com os avanços da idolatria e das religiões das nações circunvizinhas. Mas, de acordo com os profetas, até mesmo suas melhores tentativas de se dedicarem à religião não foram suficientes para afastá-los dos males cometidos na terra em seu cotidiano. E não importava quanto se esforçassem para ser religiosos por meio de seus rituais de adoração, a música de seus hinos não podia abafar os gritos dos pobres e oprimidos.”1

“Amós descreveu o povo de sua época como pessoas que tinham ‘gana contra o necessitado e’ destruíam ‘os miseráveis da terra’ (Am 8:4). Ele via o desejo do povo de terminar seus rituais para que pudessem reabrir o mercado e voltar ao seu comércio desonesto, em que compravam ‘os pobres por dinheiro e os necessitados por um par de sandálias’ (Am 8:6).

“3. Leia Isaías 1:10-17; Amós 5:21-24; Miqueias 6:6-8. O que o Senhor disse a essas pessoas religiosas acerca de seus rituais?”1

Isaías (1:10-17 ARA)2: “10 Ouvi a palavra do SENHOR, vós, príncipes de Sodoma; prestai ouvidos à lei do nosso Deus, vós, povo de Gomorra. 11 De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? —diz o SENHOR. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. 12 Quando vindes para comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes os meus átrios? 13 Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene. 14 As vossas Festas da Lua Nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer. 15 Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. 16 Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. 17 Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas.

Amós (5:21-24 ARA)2: “21 Aborreço, desprezo as vossas festas e com as vossas assembleias solenes não tenho nenhum prazer. 22 E, ainda que me ofereçais holocaustos e vossas ofertas de manjares, não me agradarei deles, nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais cevados. 23 Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras. 24 Antes, corra o juízo como as águas; e a justiça, como ribeiro perene.

Miqueias (6:6-8 ARA)2: “6 Com que me apresentarei ao SENHOR e me inclinarei ante o Deus excelso? Virei perante ele com holocaustos, com bezerros de um ano? 7 Agradar-se-á o SENHOR de milhares de carneiros, de dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão, o fruto do meu corpo, pelo pecado da minha alma? 8 Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.”

“Por intermédio de Seus profetas, Deus usou uma linguagem forte para ridicularizar a religião e a adoração incoerentes e em contraste com o sofrimento e a opressão daqueles que os rodeavam. Em Amós 5:21-24, Deus diz que Ele ‘aborrece’, ‘despreza’ e não tem prazer na adoração deles. Suas reuniões foram descritas como assembleias que não exalam bom cheiro (Am 5:21, ACF), e suas ofertas e músicas foram consideradas menos do que inúteis.”1

“Em Miqueias 6, vemos uma série de sugestões cada vez mais infladas, até mesmo zombeteiras, de como eles podiam adorar a Deus de maneira mais adequada. De modo escarnecedor, o profeta deu a sugestão de oferecer holocaustos, em seguida aumentou a oferta para ‘milhares de carneiros’, com ‘dez mil ribeiros de azeite’ (Mq 6:7), antes de chegar ao terrível, mas não desconhecido, extremo de sugerir o sacrifício de seu primogênito para ganhar o favor e o perdão de Deus.”1

“No fim, porém, o que o Senhor realmente desejava era que eles praticassem a justiça, amassem a misericórdia e andassem humildemente com seu Deus (Mq 6:8).”1

“Você já se sentiu culpado por estar mais preocupado com formas religiosas e rituais do que em ajudar os necessitados ao seu redor? O que você aprendeu com essa experiência?”1

Terça-feira, 06 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Uma razão para adorar

Lições da Bíblia

“A Bíblia exorta o povo de Deus a adorá-Lo, mas ela também apresenta repetidamente razões para isso. Somos instruídos a prestar culto ao Senhor por Ele ser Deus, pelo que Ele faz e por Seus muitos atributos. Entre eles estão Sua bondade, justiça e misericórdia. Quando somos lembrados de como Deus é, do que Ele fez por nós (especialmente na cruz de Cristo) e do que Ele promete fazer, ninguém fica sem motivos para adorar e louvar o Criador.”1

“2. Leia Deuteronômio 10:17-22; Salmos 101:1; 146:5-10; Isaías 5:16; 61:11. Quais são as motivações para adorar e louvar a Deus nesses versos? Assinale a alternativa correta:”1

Deuteronômio (10:17-22)2: “17 Pois o SENHOR, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita suborno; 18 que faz justiça ao órfão e à viúva e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e vestes. 19 Amai, pois, o estrangeiro, porque fostes estrangeiros na terra do Egito. 20 Ao SENHOR, teu Deus, temerás; a ele servirás, a ele te chegarás e, pelo seu nome, jurarás. 21 Ele é o teu louvor e o teu Deus, que te fez estas grandes e temíveis coisas que os teus olhos têm visto. 22 Com setenta almas, teus pais desceram ao Egito; e, agora, o SENHOR, teu Deus, te pôs como as estrelas dos céus em multidão.”

Salmos (101:1; 146:5-10)2: 101:1 “1 Cantarei a bondade e a justiça; a ti, SENHOR, cantarei.”; 146:5-10 “5 Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, cuja esperança está no SENHOR, seu Deus, 6 que fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e mantém para sempre a sua fidelidade.Que faz justiça aos oprimidos e dá pão aos que têm fome. O SENHOR liberta os encarcerados. 8 O SENHOR abre os olhos aos cegos, o SENHOR levanta os abatidos, o SENHOR ama os justos. 9 O SENHOR guarda o peregrino, ampara o órfão e a viúva, porém transtorna o caminho dos ímpios. 10 O SENHOR reina para sempre; o teu Deus, ó Sião, reina de geração em geração. Aleluia!”

Isaías (5:16; 61:11)2: 5:16 “Mas o SENHOR dos Exércitos é exaltado em juízo; e Deus, o Santo, é santificado em justiça.” 61:11 “Porque, como a terra produz os seus renovos, e como o jardim faz brotar o que nele se semeia, assim o SENHOR Deus fará brotar a justiça e o louvor perante todas as nações.”

A. (   ) Sua imutabilidade e severidade.
B. (   ) Sua justiça, bondade e misericórdia.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

“Essas razões para adorar o Senhor não eram novas para o povo. Alguns dos mais animados momentos de adoração dos israelitas recém-libertados aconteceram em resposta à evidente intervenção de Deus em favor deles. Por exemplo, depois que eles foram tirados do Egito e atravessaram o Mar Vermelho, Moisés e Miriã conduziram o povo em cânticos de louvor a Deus pelo milagre que tinham acabado de ver e porque tinham sido resgatados da ameaça dos egípcios (Êx 15).”1

“O povo não deveria se esquecer da justiça e da misericórdia de Deus reveladas nesses acontecimentos. Enquanto mantinham essas histórias vivas ao recontá-las regularmente, os atos de Deus e a Sua justiça continuaram sendo uma inspiração para sua adoração nos anos seguintes e em gerações posteriores. Um exemplo dessas histórias recontadas e dessa adoração está registrado em Deuteronômio 10:17-22.”1

“A justiça de Deus é, em primeiro lugar, simplesmente parte de quem Ele é um componente essencial de Seu caráter. ‘Deus não procede maliciosamente; nem o Todo-Poderoso perverte o juízo’ (Jó 34:12). Deus é justo e Se interessa pela justiça – essa é uma razão para adorá-Lo e louvá-Lo.”1

“Em segundo lugar, a justiça de Deus é vista em Seus atos justos e retos em favor de Seu povo e de todos os pobres e oprimidos. Sua justiça jamais é uma mera descrição de Seu caráter. Ao contrário, a Bíblia retrata um Deus que ‘ouviu o lamento dos aflitos’ (Jó 34:28); que age e anseia corrigir os erros tão evidentes no mundo. Em última análise, isso será completamente realizado no juízo final de Deus e em Sua recriação do mundo.”1

“Se o antigo Israel tinha motivos para louvar ao Senhor, não temos muito mais motivos para louvá-Lo, especialmente depois da cruz?”1

Segunda-feira, 05 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Idolatria e opressão

Lições da Bíblia

“Logo depois que Deus tirou o povo de Israel do Egito, Ele Se encontrou com os israelitas no monte Sinai, dando-lhes os Dez Mandamentos em forma escrita, incluindo os dois primeiros mandamentos sobre não adorar outros deuses nem fazer ídolos

(veja Êx 20:2-6 [‘2 Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. 3 Não terás outros deuses diante de mim. 4 Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 5 Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem 6 e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.’]).

Em resposta, o povo prometeu fazer tudo o que lhe havia sido ordenado

(veja Êx 24:1-13 [‘1 Disse também Deus a Moisés: Sobe ao SENHOR, tu, e Arão, e Nadabe, e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel; e adorai de longe. 2 Só Moisés se chegará ao SENHOR; os outros não se chegarão, nem o povo subirá com ele. 3 Veio, pois, Moisés e referiu ao povo todas as palavras do SENHOR e todos os estatutos; então, todo o povo respondeu a uma voz e disse: Tudo o que falou o SENHOR faremos. 4 Moisés escreveu todas as palavras do SENHOR e, tendo-se levantado pela manhã de madrugada, erigiu um altar ao pé do monte e doze colunas, segundo as doze tribos de Israel. 5 E enviou alguns jovens dos filhos de Israel, os quais ofereceram ao SENHOR holocaustos e sacrifícios pacíficos de novilhos. 6 Moisés tomou metade do sangue e o pôs em bacias; e a outra metade aspergiu sobre o altar. 7 E tomou o livro da aliança e o leu ao povo; e eles disseram: Tudo o que falou o SENHOR faremos e obedeceremos. 8 Então, tomou Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o SENHOR fez convosco a respeito de todas estas palavras. 9 E subiram Moisés, e Arão, e Nadabe, e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel. 10 E viram o Deus de Israel, sob cujos pés havia uma como pavimentação de pedra de safira, que se parecia com o céu na sua claridade. 11 Ele não estendeu a mão sobre os escolhidos dos filhos de Israel; porém eles viram a Deus, e comeram, e beberam. 12 Então, disse o SENHOR a Moisés: Sobe a mim, ao monte, e fica lá; dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que escrevi, para os ensinares. 13 Levantou-se Moisés com Josué, seu servidor; e, subindo Moisés ao monte de Deus,’]).”1

“Contudo, Moisés subiu o monte, ficando ali por quase seis semanas. E o povo começou a indagar o que havia acontecido com ele. Sob pressão da multidão, Arão fez um bezerro de ouro e levou o povo a fazer sacrifícios diante desse bezerro. Depois, ‘o povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se’ (Êx 32:6). Tanto o Senhor quanto Moisés ficaram indignados com a rapidez com que o povo se afastou de Deus para adorar ídolos – e parece que somente a intercessão de Moisés salvou Israel do merecido castigo

(veja Êx 32:30-34 [‘30 No dia seguinte, disse Moisés ao povo: Vós cometestes grande pecado; agora, porém, subirei ao SENHOR e, porventura, farei propiciação pelo vosso pecado. 31 Tornou Moisés ao SENHOR e disse: Ora, o povo cometeu grande pecado, fazendo para si deuses de ouro. 32 Agora, pois, perdoa-lhe o pecado; ou, se não, risca-me, peço-te, do livro que escreveste. 33 Então, disse o SENHOR a Moisés: Riscarei do meu livro todo aquele que pecar contra mim. 34 Vai, pois, agora, e conduze o povo para onde te disse; eis que o meu Anjo irá adiante de ti; porém, no dia da minha visitação, vingarei, neles, o seu pecado. 35 Feriu, pois, o SENHOR ao povo, porque fizeram o bezerro que Arão fabricara.’]).”1

“No entanto, o povo de Deus caía na tentação da idolatria com muita frequência. A história dos reis de Israel e de Judá é marcada por períodos de idolatria, nos quais alguns reis levaram o povo a cometer atos ultrajantes na adoração desses deuses. Essa infidelidade era uma ênfase recorrente dos profetas enviados por Deus para chamar o povo de volta a Ele. Muitas vezes, também, em meio aos clamores por reavivamento e reforma, os profetas apelavam para que o povo tratasse melhor os pobres, necessitados e desamparados entre eles.”1

“1. Leia o Salmo 115:1-8. Qual ponto crucial o autor está defendendo?”1

Salmo (115:1-8 ARA)2: “1 ‘Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia e da tua fidelidade. 2 Por que diriam as nações: Onde está o Deus deles? 3 No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada. 4 Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens. 5 Têm boca e não falam; têm olhos e não veem; 6 têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. 7 Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta. 8 Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam.”

“É uma tendência humana nos tornarmos como o objeto ou pessoa a quem adoramos e focalizamos. Portanto, era natural que o interesse pelo próximo e pela justiça diminuísse quando o povo de Deus deixasse de adorar o Deus de justiça para adorar os falsos deuses das nações circunvizinhas, que eram, muitas vezes, projetados na forma de criaturas de guerra ou da fertilidade. Quando escolhiam outros deuses, o povo mudava de atitude em muitas coisas, inclusive em sua maneira de tratar os outros. Se os israelitas tivessem sido fiéis ao Senhor, teriam compartilhado Seu interesse pelos necessitados.”1

“Reflita sobre essa ideia de nos tornarmos parecidos com aquilo que adoramos. Podemos ver manifestações contemporâneas desse princípio? Quais?”1

Domingo, 04 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Adorai o Criador

Lições da Bíblia

“Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante?” (Is 58:6, 7).

“Até mesmo uma leitura rápida dos profetas do Antigo Testamento nos alerta para a preocupação deles quanto à crueldade para com os pobres e oprimidos. Os profetas e o Deus em nome de quem eles falavam ficavam indignados com o que viam em todas as nações vizinhas (veja, por exemplo, Amós 1 e 2). Mas eles também tinham especialmente um sentimento de ira e pesar diante das iniquidades cometidas pelo próprio povo de Deus, que havia recebido muitas bênçãos divinas. Levando em conta a história dos israelitas, bem como as leis dadas por Deus, eles deveriam ter agido com mais sabedoria. Infelizmente, esse nem sempre foi o caso, e os profetas tinham muito a dizer sobre esses tristes acontecimentos.”1

“É interessante perceber que muitas das declarações mais conhecidas dos profetas do Antigo Testamento sobre justiça e injustiça, na realidade, foram feitas no contexto das instruções sobre adoração. Como veremos, a verdadeira adoração não é algo que acontece apenas durante um ritual religioso, mas é também compartilhar do interesse de Deus pelo bem-estar dos outros, buscando elevar os oprimidos e negligenciados a uma condição mais digna e justa.”1

Sábado, 03 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 

O clamor dos profetas – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Textos de Ellen G. White: Profetas e Reis, p. 279-292 (“O Cativeiro Assírio”), e p. 303-310 (“O Chamado de Isaías”).

“Contra a indisfarçada opressão, a flagrante injustiça, o luxo inusitado e extravagante, despudorados banquetes e bebedeiras, a grosseira licenciosidade e deboche de seu tempo, os profetas ergueram a voz; mas seus protestos foram vãos, inútil foi a denúncia do pecado” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 282).1

Para Isaías, “A perspectiva era particularmente desencorajadora em relação à condição social do povo. Em seu desejo de ganho, estavam os homens adicionando casa a casa, campo a campo. […] A justiça havia sido pervertida; e nenhuma piedade era mostrada ao pobre. […] Mesmo os juízes, cujo dever era proteger o desamparado, faziam-se surdos aos clamores do pobre e necessitado, das viúvas e dos órfãos. […]

“Em face de tais condições, não é surpreendente que Isaías recuasse da responsabilidade, quando chamado a levar a Judá as mensagens de advertência e reprovação da parte de Deus. […] Ele bem sabia que haveria de encontrar obstinada resistência” (Profetas e Reis, p. 306, 307).1

“Esses claros pronunciamentos dos profetas […] deviam ser recebidos por nós como a voz de Deus a cada pessoa. Não devemos perder a oportunidade de praticar obras de misericórdia, de terna previdência e cortesia cristã em favor do sobrecarregado e oprimido” (Profetas e Reis, p. 327).1

Perguntas para discussão

“1. A função da profecia é vista como predição do futuro. Porém, o foco dos profetas estava no mundo em que viviam. Isso muda sua percepção da função de um profeta?”1

“2. A vida e a mensagem dos profetas demonstram como pode ser perigoso defender a verdade. Por que eles atuaram dessa maneira?”

“3. Deus parece alternar a ira e a preocupação para com o povo. Como você une esses dois aspectos do caráter de Deus?”

Resumo:

“Os profetas eram impetuosos, irados e consternados defensores da vontade de Deus. Esse ímpeto envolvia uma ênfase na justiça. As exortações dos profetas para que o povo retornasse a Deus incluíam o fim da injustiça, algo que Ele prometeu fazer em Sua visão de um futuro melhor para o povo.”1

Sexta-feira, 02 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor.