O quarto homem

Lições da Bíblia

“4. Leia Daniel 3:19-27. O que aconteceu? Quem era a outra pessoa na fornalha? Assinale ‘V’ para verdadeiro ou ‘F’ para falso:”1

Daniel (3:19-27 ARA)2: “19 Então, Nabucodonosor se encheu de fúria e, transtornado o aspecto do seu rosto contra Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, ordenou que se acendesse a fornalha sete vezes mais do que se costumava. 20 Ordenou aos homens mais poderosos que estavam no seu exército que atassem a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego e os lançassem na fornalha de fogo ardente. 21 Então, estes homens foram atados com os seus mantos, suas túnicas e chapéus e suas outras roupas e foram lançados na fornalha sobremaneira acesa. 22 Porque a palavra do rei era urgente e a fornalha estava sobremaneira acesa, as chamas do fogo mataram os homens que lançaram de cima para dentro a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. 23 Estes três homens, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, caíram atados dentro da fornalha sobremaneira acesa. 24 Então, o rei Nabucodonosor se espantou, e se levantou depressa, e disse aos seus conselheiros: Não lançamos nós três homens atados dentro do fogo? Responderam ao rei: É verdade, ó rei. 25 Tornou ele e disse: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante a um filho dos deuses. 26 Então, se chegou Nabucodonosor à porta da fornalha sobremaneira acesa, falou e disse: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, servos do Deus Altíssimo, saí e vinde! Então, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego saíram do meio do fogo. 27 Ajuntaram-se os sátrapas, os prefeitos, os governadores e conselheiros do rei e viram que o fogo não teve poder algum sobre os corpos destes homens; nem foram chamuscados os cabelos da sua cabeça, nem os seus mantos se mudaram, nem cheiro de fogo passara sobre eles.”

A. (   ) O fogo não queimou aqueles homens. Jesus Cristo ficou com eles na fornalha.
B. (   ) A fornalha acabou se apagando, e o rei desistiu da ideia de ­jogá-los ali.

Resposta sugestiva: V; F.

“Tendo jogado os fiéis hebreus na fornalha, Nabucodonosor ficou perplexo ao perceber a presença de uma quarta pessoa em meio ao fogo. Pelo que era de seu conhecimento, o rei identificou a quarta figura como ‘um filho dos deuses’ (Dn 3:25).”1

“Nabucodonosor não conseguiu dizer muito mais, porém sabemos quem era Aquele quarto personagem. Ele havia aparecido a Abraão antes da destruição de Sodoma e Gomorra, lutado com Jacó ao lado do vau de Jaboque e Se revelado a Moisés em uma sarça ardente. Era Jesus Cristo em uma forma pré-encarnada vindo mostrar que Deus permanece com Seu povo em suas provações.”1

“Ellen G. White diz: ‘O Senhor não esqueceu os Seus. Sendo Suas testemunhas lançadas na fornalha, o Salvador Se lhes revelou em Pessoa e junto com eles andava no meio do fogo. Na presença do Senhor do calor e do frio, as chamas perderam seu poder de consumir’ (Profetas e Reis, p. 508, 509).”1

“Deus declarou em Isaías: ‘Quando passares pelas águas, Eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti’ (Is 43:2).”1

“Embora amemos histórias como essa, ela nos faz indagar sobre outros que não foram miraculosamente livrados da perseguição por causa de sua fé. Aqueles homens certamente conheciam a experiência de Isaías e Zacarias, que haviam sido mortos por reis impiedosos. Em toda a História sagrada, até hoje, cristãos fiéis suportaram sofrimentos terríveis cujo fim, pelo menos aqui na Terra, não foi um livramento miraculoso, mas uma morte dolorosa. O relato de Daniel foi um caso em que os fiéis foram livrados de forma extraordinária, mas, como sabemos, essas coisas geralmente não acontecem.”1

“Qual livramento miraculoso ocorrerá com todos os fiéis de Deus, independentemente de seu destino aqui na Terra?”1

“(Veja 1Co 15:12-26 [‘12 Ora, se é corrente pregar-se que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como, pois, afirmam alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? 13 E, se não há ressurreição de mortos, então, Cristo não ressuscitou. 14 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé; 15 e somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos asseverado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam. 16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. 17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. 18 E ainda mais: os que dormiram em Cristo pereceram. 19 Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. 20 Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. 21 Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. 22 Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo. 23 Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda. 24 E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder. 25 Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés. 26 O último inimigo a ser destruído é a morte.’]2).”

Quarta-feira, 22 de janeiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A prova de fogo

Lições da Bíblia

“Para os três hebreus, a adoração da estátua imposta pelo rei era uma flagrante contrafação da adoração no templo em Jerusalém, que eles tinham vivenciado em seus primeiros anos. Embora eles ocupassem cargos no império e fossem leais ao rei, sua fidelidade a Deus estabelecia um limite à sua lealdade humana. Eles certamente estavam dispostos a continuar servindo ao rei como administradores fiéis; no entanto, não podiam participar da cerimônia.”1

“3. Leia Êxodo 20:3-6 e Deuteronômio 6:4. O que deve ter influenciado a decisão dos três homens? Assinale a alternativa correta:”1

Êxodo (20:3-6 ARA)2: “3 Não terás outros deuses diante de mim.Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 5 Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem 6 e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.”

Deuteronômio (6:4 ARA)2: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.”

A. (   ) O medo de que Deus os amaldiçoasse caso fizessem algo errado.
B. (   ) O mandamento de adorar unicamente o Deus Criador.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

“Seguindo as instruções dadas pelo rei, todas as pessoas, ao som dos instrumentos musicais, curvaram-se e adoraram a estátua de ouro. Somente os três (Sadraque, Mesaque e Abede-Nego) ousaram desobedecer ao rei. Imediatamente, alguns babilônios levaram a questão à atenção do monarca. Os acusadores buscaram enfurecê-lo, dizendo que: (1) tinha sido o próprio rei que havia colocado aqueles três jovens para administrar a província de Babilônia; (2) que os homens judeus não serviam aos deuses do rei; e que (3) eles não adoravam a imagem de ouro que Nabucodonosor havia estabelecido (Dn 3:12). Mas apesar de sua fúria contra eles, o rei ofereceu aos três homens uma segunda chance. Ele estava disposto a repetir todo o procedimento para que aqueles homens pudessem se retratar e adorar a imagem. Se eles se recusassem a obedecer, seriam jogados na fornalha ardente. E Nabucodonosor encerrou seu apelo com uma afirmação muito arrogante: ‘E quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?’ (Dn 3:15).”1

“Dotados de coragem sobrenatural, eles responderam ao rei: ‘Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, Ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste’ (Dn 3:17,18).”1

“Embora soubessem que seu Deus poderia livrá-los, os três jovens não tinham a garantia de que Ele o faria. No entanto, eles se recusaram a obedecer à ordem do rei, mesmo sabendo que poderiam ser queimados vivos. Como podemos obter esse tipo de fé?”1

Terça-feira, 21 de janeiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O chamado à adoração

Lições da Bíblia

“2. Leia Daniel 3:8-15 e Apocalipse 13:11-18. Quais paralelos podemos ver entre o que aconteceu no tempo de Daniel e o que acontecerá no futuro?”1

Daniel (3:8-15 ARA): “8 Ora, no mesmo instante, se chegaram alguns homens caldeus e acusaram os judeus; 9 disseram ao rei Nabucodonosor: Ó rei, vive eternamente! 10 Tu, ó rei, baixaste um decreto pelo qual todo homem que ouvisse o som da trombeta, do pífaro, da harpa, da cítara, do saltério, da gaita de foles e de toda sorte de música se prostraria e adoraria a imagem de ouro; 11 e qualquer que não se prostrasse e não adorasse seria lançado na fornalha de fogo ardente. 12 Há uns homens judeus, que tu constituíste sobre os negócios da província da Babilônia: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego; estes homens, ó rei, não fizeram caso de ti, a teus deuses não servem, nem adoram a imagem de ouro que levantaste. 13 Então, Nabucodonosor, irado e furioso, mandou chamar Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. E trouxeram a estes homens perante o rei. 14 Falou Nabucodonosor e lhes disse: É verdade, ó Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que vós não servis a meus deuses, nem adorais a imagem de ouro que levantei? 15 Agora, pois, estai dispostos e, quando ouvirdes o som da trombeta, do pífaro, da cítara, da harpa, do saltério, da gaita de foles, prostrai-vos e adorai a imagem que fiz; porém, se não a adorardes, sereis, no mesmo instante, lançados na fornalha de fogo ardente. E quem é o deus que vos poderá livrar das minhas mãos?”

Apocalipse 13:11-18 ARA): “11 Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão. 12 Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada. 13 Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens. 14 Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu; 15 e lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta. 16 A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, 17 para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. 18 Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis.”

“A estátua de ouro na planície de Dura, cujo nome em acadiano significa ‘lugar murado’, dava àquela área murada a impressão de um vasto santuário. Como se não bastasse, a fornalha próxima podia muito bem lembrar um altar. A música babilônica devia ser parte da liturgia. Sete tipos de instrumentos musicais foram listados, como que para transmitir a perfeição e eficácia do protocolo de adoração.”1

“Hoje, somos bombardeados por apelos para que adotemos novos estilos de vida, novas ideologias, abandonemos nosso compromisso com a autoridade de Deus expressa em Sua Palavra e rendamos nossa lealdade aos sucessores contemporâneos do Império Babilônico. A sedução do mundo às vezes parece esmagadora, mas devemos nos lembrar de que nossa lealdade suprema pertence ao Deus Criador.”1

“De acordo com o calendário profético, estamos vivendo nos últimos dias da História da Terra. Apocalipse 13 anuncia que os habitantes da Terra serão chamados a adorar a imagem da besta. Essa entidade fará com que ‘todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos’ recebam ‘certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte’ (Ap 13:16).”1

“O Apocalipse declara que seis categorias de pessoas oferecem sua lealdade à imagem da besta: “os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos”. O número da besta, que é 666, também enfatiza o número seis. Isso mostra que a estátua erguida por Nabucodonosor é justamente uma ilustração do que a Babilônia escatológica fará nos últimos dias (veja em Daniel 3:1 os números seis e sessenta). Portanto, fazemos bem em prestar muita atenção ao que ocorre nessa narrativa e como Deus conduz de modo soberano os assuntos do mundo.”1

“Adorar não é apenas se curvar diante de algo ou alguém e lhe declarar abertamente lealdade suprema. Quais são outras maneiras, muito mais sutis, de adorar algo que não seja o Senhor?”1

Peça a Deus uma experiência de alegria e santidade a cada dia.

Segunda-feira, 20 de janeiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A estátua de ouro

Lições da Bíblia

“1. Leia Daniel 3:1-7. O que provavelmente tenha motivado o rei a fazer a estátua?”1

Daniel (3:1-7 ARA)2: “1 O Rei Nabucodonosor fez uma estátua de ouro, cuja altura era de sessenta côvados, e a sua largura, de seis côvados; levantou-a no campo de Dura, na província de Babilônia. 2 E o rei Nabucodonosor mandou ajuntar os sátrapas, os prefeitos, os presidentes, os juízes, os tesoureiros, os conselheiros, os oficiais e todos os governadores das províncias, para que viessem à consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado. 3 Então, se ajuntaram os sátrapas, os prefeitos, os presidentes, os juízes, os tesoureiros, os conselheiros, os oficiais e todos os governadores das províncias, para a consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado, e estavam em pé diante da imagem que Nabucodonosor tinha levantado. 4 E o arauto apregoava em alta voz: Ordena-se a vós, ó povos, nações e gente de todas as línguas: Quando ouvirdes o som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles e de toda sorte de música, vos prostrareis e adorareis a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor tem levantado.E qualquer que se não prostrar e não a adorar será na mesma hora lançado dentro do forno de fogo ardente. 7 Portanto, no mesmo instante em que todos os povos ouviram o som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério e de toda sorte de música, se prostraram todos os povos, nações e línguas e adoraram a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor tinha levantado.”

“Cerca de vinte anos podem ter decorrido entre o sonho relatado no capítulo 2 e a construção da estátua. No entanto, parece que o rei não podia mais se esquecer do sonho e do fato de que Babilônia estava condenada a ser substituída por outros poderes. Não satisfeito em ser apenas a cabeça de ouro, o rei queria ser representado por uma estátua inteira de ouro, a fim de comunicar aos seus súditos que seu reino duraria ao longo de toda a História.”1

“Essa atitude de orgulho nos lembra dos construtores da Torre de Babel, que, em sua arrogância, tentaram desafiar o próprio Deus. Não menos arrogante foi Nabucodonosor nessa ocasião. Ele havia realizado muitas coisas como governante de Babilônia e não podia viver com a ideia de que seu reino, por fim, passaria. Por isso, em um esforço de exaltação própria, o rei construiu uma estátua para evocar seu poder e, assim, avaliar a lealdade de seus súditos. Embora não esteja claro se a estátua pretendia representar o rei ou uma divindade, devemos ter em mente que, na Antiguidade, as linhas que separavam a política da religião eram muitas vezes indistintas, se é que existiam.”1

“Devemos lembrar também que Nabucodonosor havia tido duas oportunidades de se familiarizar com o verdadeiro Deus. Primeiramente, ele tinha provado os jovens hebreus e os havia achado dez vezes mais sábios do que os sábios de Babilônia. Em seguida, depois que todos os outros especialistas falharam em lembrá-lo de seu sonho, Daniel relatou a ele os pensamentos de sua mente, o sonho e sua interpretação. Por fim, o rei havia reconhecido a superioridade do Deus de Daniel. Mas, surpreendentemente, essas lições anteriores da teologia não impediram Nabucodonosor de voltar à idolatria. Por quê? Provavelmente, por causa do orgulho. O ser humano pecaminoso resiste em reconhecer o fato de que suas realizações materiais e intelectuais são vaidade e estão condenadas ao desaparecimento. Às vezes, podemos agir como pequenos ‘Nabucodonosores’, ao darmos demasiada atenção às nossas realizações e nos esquecermos de como são insignificantes diante da eternidade.”1

“Como evitar cair, ainda que de modo sutil, na mesma armadilha em que Nabucodonosor caiu?”1

Domingo, 19 de janeiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Da fornalha ao palácio

Lições da Bíblia

“Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, Ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei” (Dn 3:17).1

“‘Assim aqueles jovens, imbuídos do Espírito Santo, declararam a toda a nação a sua fé, que Aquele que adoravam era o único Deus vivo e verdadeiro. Essa demonstração de sua fé foi a mais eloquente apresentação de seus princípios. Para impressionar os idólatras com o poder e a grandeza do Deus vivo, Seus servos devem revelar sua reverência para com Ele. Têm que tornar manifesto que o Senhor é o único objeto de sua honra e culto, e que consideração alguma, nem mesmo a preservação da vida, os pode induzir a fazer a menor concessão à idolatria. Essas lições têm influência direta e vital sobre nossa experiência nestes últimos dias’ (Ellen G. White, Nos Lugares Celestiais, p. 149). Embora a ideia de enfrentar ameaça de morte por causa da questão da adoração possa parecer algo de uma época pré-científica e supersticiosa, as Escrituras revelam que no fim dos tempos, quando o mundo tiver ‘avançado’ grandemente, algo semelhante ocorrerá, mas em escala mundial. Portanto, a partir do estudo dessa história, obtemos ideias sobre os problemas que, de acordo com as Escrituras, os fiéis de Deus enfrentarão.”1

Dez Dias de Oração e Resgate: ore por cinco amigos que já pertenceram à nossa comunidade e estão longe de Jesus. Planeje uma visita a essas pessoas. Peça que o Espírito Santo use você para resgatá-las.

Sábado, 18 de janeiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 

Do mistério à revelação – Estudo adicional

Lições da Bíblia

“É instrutivo ver que a estátua de Daniel 2 era feita de ouro e prata, metais relacionados ao poder econômico. Ela também era feita de bronze e ferro, usados para ferramentas e armas, e de barro, usado no mundo antigo para fins literários e domésticos. Assim, a estátua apresenta uma descrição vívida da humanidade e de suas realizações. De modo apropriado, as distintas partes anatômicas da estátua expressam a sucessão de reinos mundiais e a desunião final que prevalecerá nos últimos dias da História. Porém, a pedra foi descrita como algo realizado ‘sem auxílio de mãos’ (Dn 2:45), um poderoso lembrete do fim sobrenatural que virá a este mundo transitório e a todas as suas realizações.”

“Embora, ‘a olho nu, a história humana possa parecer uma caótica interação entre forças contrárias […], Daniel nos assegurou que, por trás de tudo isso, está Deus, observando de cima e agindo no meio delas para realizar o que Ele entende ser o melhor’ (William H. Shea, Daniel: A Reader’s Guide, Nampa, ID: Pacific Press, 2005, p. 98).

Perguntas para discussão

“1. Como é bom saber que, em meio a todo o caos e sofrimento deste mundo caído, Deus está no controle e concluirá todas as coisas de maneira gloriosa! Até lá, qual é a nossa função em buscar fazer o bem para aliviar as aflições que existem ao nosso redor?”1

“2. Por que Daniel e os cativos trabalharam de modo tão próximo e leal a um líder pagão que causou tanto dano ao povo de Israel?”1

“3. Alguns argumentam que a pedra cortada sem auxílio de mãos se refere à propagação do evangelho. Esse é um equívoco por várias razões, entre as quais a afirmação de que a pedra esmagaria os reinos anteriores, e o vento os levaria, e deles não se veriam mais vestígios (Dn 2:35). Isso não ocorreu após a cruz. Além disso, algumas tentativas de identificar o reino da pedra com a igreja deixam de observar que esse reino substitui as outras formas de domínio humano. É um reino que abrange todo o mundo. Por isso, somente a segunda vinda de Jesus cumprirá o clímax dessa profecia. Por que, então, a volta de Cristo é a única interpretação sensata para a ação da pedra no fim dos tempos?”1

Sexta-feira, 17 de janeiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 

A Pedra

Lições da Bíblia

“6. Leia Daniel 2:34,35,44,45. O que esses versos revelam sobre o destino final de nosso mundo? Assinale a alternativa correta:”1

Daniel (2:34,35,44,45 ARA)2: “34 Quando estavas olhando, uma pedra foi cortada sem auxílio de mãos, feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou. 35 Então, foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a palha das eiras no estio, e o vento os levou, e deles não se viram mais vestígios. Mas a pedra que feriu a estátua se tornou em grande montanha, que encheu toda a terra. […] 44 Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre, 45 como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. O Grande Deus fez saber ao rei o que há de ser futuramente. Certo é o sonho, e fiel, a sua interpretação.”

A. (   ) O reino de Deus substituirá todos os outros e será eterno.
B. (   ) Haverá outro império que substituirá o reino de Deus.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

“O foco do sonho está no que acontecerá nos ‘últimos dias’ (Dn 2:28). Por mais poderosos e ricos que tenham sido, os reinos de metal (e barro) nada mais são que um prelúdio do estabelecimento do reino representado pela pedra. Enquanto, até certo ponto, os metais e o barro podem ser produtos de manufatura humana, a pedra do sonho não é tocada por mãos humanas. Em outras palavras, embora cada um dos reinos anteriores deva chegar ao fim, o reino representado pela pedra durará para sempre. A metáfora da rocha, portanto, muitas vezes simboliza Deus (por exemplo, Dt 32:4; 1Sm 2:2; Sl 18:31), e a pedra também pode ser uma representação do Messias (Sl 118:22; 1Pe 2:4,7). Sendo assim, nada é mais apropriado do que a figura de uma pedra para simbolizar o estabelecimento do reino eterno de Deus.”1

“Alguns defendem que o reino representado pela pedra foi estabelecido durante o ministério terrestre de Jesus e que a propagação do evangelho é um indício de que o reino de Deus tomou conta do mundo inteiro. No entanto, o reino da pedra passará a existir somente depois que os quatro principais reinos caírem, e a história humana chegar aos dias dos reinos divididos, representados pelos pés e dedos da estátua. Esse fato descarta o cumprimento durante o primeiro século, pois o ministério terrestre de Jesus ocorreu durante o domínio do Império Romano, o quarto reino.”1

“Mas a pedra deu lugar a uma montanha. Isto é, ‘a pedra que feriu a estátua se tornou em grande montanha, que encheu toda a Terra’ (Dn 2:35). Uma montanha como essa evoca o Monte Sião, o lugar em que ficava o templo, a representação concreta do reino terrestre de Deus nos tempos do Antigo Testamento. Curiosamente, a pedra cortada do monte se torna uma montanha, que segundo o texto já existe e provavelmente aponta para a Sião celestial, o santuário celestial, de onde Cristo virá para estabelecer Seu reino eterno. Esse reino encontrará seu cumprimento final na Jerusalém que descerá do Céu (Ap 21:1-27 Ap 22:1-5).”1

“Até agora verificamos que as informações de Daniel 2 sobre todos os reinos estão corretas. Por que, então, é tão lógico e sábio confiar em sua profecia sobre a vinda do reino final e eterno de Deus? Por que é tão insensato não acreditar na profecia?”1

Peça a Deus que o ajude a ser atencioso e cortês durante esse dia.

Quinta-feira, 16 de janeiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A estátua: parte 2

Lições da Bíblia

“5. Leia novamente o sonho e sua interpretação (Dn 2:31-49). O que isso nos ensina sobre a presciência de Deus acerca da História do mundo?”1

Daniel (2:31-49 ARA)2: “31 Tu, ó rei, estavas vendo, e eis aqui uma grande estátua; esta, que era imensa e de extraordinário esplendor, estava em pé diante de ti; e a sua aparência era terrível. 32 A cabeça era de fino ouro, o peito e os braços, de prata, o ventre e os quadris, de bronze; 33 as pernas, de ferro, os pés, em parte, de ferro, em parte, de barro. 34 Quando estavas olhando, uma pedra foi cortada sem auxílio de mãos, feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou. 35 Então, foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a palha das eiras no estio, e o vento os levou, e deles não se viram mais vestígios. Mas a pedra que feriu a estátua se tornou em grande montanha, que encheu toda a terra. 36 Este é o sonho; e também a sua interpretação diremos ao rei. 37 Tu, ó rei, rei de reis, a quem o Deus do céu conferiu o reino, o poder, a força e a glória; 38 a cujas mãos foram entregues os filhos dos homens, onde quer que eles habitem, e os animais do campo e as aves do céu, para que dominasses sobre todos eles, tu és a cabeça de ouro. 39 Depois de ti, se levantará outro reino, inferior ao teu; e um terceiro reino, de bronze, o qual terá domínio sobre toda a terra. 40 O quarto reino será forte como ferro; pois o ferro a tudo quebra e esmiúça; como o ferro quebra todas as coisas, assim ele fará em pedaços e esmiuçará. 41 Quanto ao que viste dos pés e dos artelhos, em parte, de barro de oleiro e, em parte, de ferro, será esse um reino dividido; contudo, haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo. 42 Como os artelhos dos pés eram, em parte, de ferro e, em parte, de barro, assim, por uma parte, o reino será forte e, por outra, será frágil. 43 Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão mediante casamento, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro. 44 Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre, 45 como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. O Grande Deus fez saber ao rei o que há de ser futuramente. Certo é o sonho, e fiel, a sua interpretação. 46 Então, o rei Nabucodonosor se inclinou, e se prostrou rosto em terra perante Daniel, e ordenou que lhe fizessem oferta de manjares e suaves perfumes. 47 Disse o rei a Daniel: Certamente, o vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos reis, e o revelador de mistérios, pois pudeste revelar este mistério. 48 Então, o rei engrandeceu a Daniel, e lhe deu muitos e grandes presentes, e o pôs por governador de toda a província da Babilônia, como também o fez chefe supremo de todos os sábios da Babilônia. 49 A pedido de Daniel, constituiu o rei a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego sobre os negócios da província da Babilônia; Daniel, porém, permaneceu na corte do rei.”

“A profecia expressa pelo sonho de Nabucodonosor apresenta um esboço profético geral e funciona como o parâmetro para abordar as profecias mais detalhadas de 7, Daniel 8 e Daniel 11. Além disso, Daniel 2 não é uma profecia condicional, mas uma profecia apocalíptica: uma predição definitiva do que Deus anteviu e realizaria no futuro.”1

“1. A cabeça de ouro representa Babilônia (626–539 a.C.). De fato, nenhum outro metal poderia representar melhor o poder e a riqueza do Império Babilônico do que o ouro. A Bíblia a chama de ‘a cidade dourada’ (Is 14:4, ARC) e ‘um copo de ouro na mão do SENHOR’ (Jr 51:7; compare com Ap 18:16). Heródoto, antigo historiador, relatou que uma abundância de ouro embelezava a cidade.”1

“2. O peito e os braços de prata representam a Média-Pérsia (539–331 a.C.). Como a prata é menos valiosa que o ouro, o Império Medo-Persa nunca alcançou o esplendor do Império Babilônico. Além disso, a prata era também um símbolo apropriado para os persas porque eles a usavam em seu sistema de tributação.”1

“3. O ventre e os quadris de bronze simbolizam a Grécia (331–168 a.C.). Ezequiel 27:13 descreve os gregos negociando objetos de bronze. Os soldados gregos eram conhecidos por sua armadura de bronze. Seus capacetes, escudos e machados de batalha eram feitos desse metal. Heródoto afirmou que Psamético I, do Egito, viu nos invasores piratas gregos o cumprimento de um oráculo que prenunciava ‘homens de bronze vindos do mar’.”1

“4. As pernas de ferro representam apropriadamente Roma (168 a.C.– 476 d.C.). Como Daniel explicou, o ferro representava o poder esmagador do Império Romano, que durou mais do que qualquer um dos reinos anteriores. O ferro era um metal perfeito para representar o império.”1

“5. Os pés em parte de ferro e em parte de barro representam uma Europa dividida (476 d.C.–Segunda vinda de Cristo). A mistura do ferro com o barro apresenta uma imagem adequada do que ocorreu após a desintegração do Império Romano. Embora muitas tentativas tenham sido feitas para unificar a Europa, desde alianças matrimoniais entre as casas reais até a atual União Europeia, a divisão e a desunião prevaleceram e, de acordo com a profecia, permanecerão assim até que Deus estabeleça o reino eterno.”1

Quarta-feira, 15 de janeiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.