Um apelo à graça

Lições da Bíblia

“2. Leia Daniel 9:3-19. Com base em que Daniel fez seu apelo por misericórdia? Assinale ‘V’ para verdadeiro ou ‘F’ para falso:”1

Daniel 9:3-19 (ARA)2: 3 Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza. 4 Orei ao Senhor, meu Deus, confessei e disse: ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; 5 temos pecado e cometido iniquidades, procedemos perversamente e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos; 6 e não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, nossos príncipes e nossos pais, como também a todo o povo da terra. 7 A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, o corar de vergonha, como hoje se vê; aos homens de Judá, os moradores de Jerusalém, todo o Israel, quer os de perto, quer os de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa das suas transgressões que cometeram contra ti. 8 Ó Senhor, a nós pertence o corar de vergonha, aos nossos reis, aos nossos príncipes e aos nossos pais, porque temos pecado contra ti. 9 Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o perdão, pois nos temos rebelado contra ele 10 e não obedecemos à voz do Senhor, nosso Deus, para andarmos nas suas leis, que nos deu por intermédio de seus servos, os profetas. 11 Sim, todo o Israel transgrediu a tua lei, desviando-se, para não obedecer à tua voz; por isso, a maldição e as imprecações que estão escritas na Lei de Moisés, servo de Deus, se derramaram sobre nós, porque temos pecado contra ti. 12 Ele confirmou a sua palavra, que falou contra nós e contra os nossos juízes que nos julgavam, e fez vir sobre nós grande mal, porquanto nunca, debaixo de todo o céu, aconteceu o que se deu em Jerusalém. 13 Como está escrito na Lei de Moisés, todo este mal nos sobreveio; apesar disso, não temos implorado o favor do Senhor, nosso Deus, para nos convertermos das nossas iniquidades e nos aplicarmos à tua verdade. 14 Por isso, o Senhor cuidou em trazer sobre nós o mal e o fez vir sobre nós; pois justo é o Senhor, nosso Deus, em todas as suas obras que faz, pois não obedecemos à sua voz. 15 Na verdade, ó Senhor, nosso Deus, que tiraste o teu povo da terra do Egito com mão poderosa, e a ti mesmo adquiriste renome, como hoje se vê, temos pecado e procedido perversamente. 16 Ó Senhor, segundo todas as tuas justiças, aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Jerusalém, do teu santo monte, porquanto, por causa dos nossos pecados e por causa das iniquidades de nossos pais, se tornaram Jerusalém e o teu povo opróbrio para todos os que estão em redor de nós. 17 Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo e as suas súplicas e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o rosto, por amor do Senhor. 18 Inclina, ó Deus meu, os ouvidos e ouve; abre os olhos e olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias. 19 Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não te retardes, por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome.

A. (   ) Com base no bom procedimento de Israel.
B. (   ) Com base na justiça do Senhor e em Sua misericórdia.

Resposta sugestiva: F; V.

“Devemos observar especialmente alguns pontos na oração de Daniel: Primeiramente, em nenhuma parte da oração o profeta pediu qualquer tipo de explicação para as calamidades que haviam acontecido com o povo judeu. Ele sabia o motivo. De fato, na maior parte da oração o próprio Daniel explicou a razão para essas calamidades: ‘Não obedecemos à voz do SENHOR, nosso Deus, para andarmos nas Suas leis, que nos deu por intermédio de Seus servos, os profetas’ (Dn 9:10). A última vez em que vimos Daniel necessitando compreender alguma coisa foi no fim do capítulo 8, quando ele declarou que não compreendia a visão das 2.300 tardes e manhãs (Dn 8:27).”1

“O segundo ponto é que essa oração é um apelo à graça de Deus, à Sua disposição de perdoar Seu povo, mesmo que tivesse pecado e feito o mal. Em certo sentido, vemos aqui uma poderosa ilustração do evangelho, de pessoas pecadoras que não tinham mérito próprio, mas que buscaram a graça que não merecem e o perdão ao qual não têm direito. Não é esse um exemplo da nossa situação individual diante de Deus?”1

“3. Leia Daniel 9:18,19. Que outra razão Daniel deu para que o Senhor respondesse à sua oração? Assinale a alternativa correta:”1

Daniel 9:18,19 (ARA)2: “18 Inclina, ó Deus meu, os ouvidos e ouve; abre os olhos e olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias. 19 Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não te retardes, por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome.”

A. (   ) A honra do nome de Deus.
B. (   ) A promessa de que não pecariam mais.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

“Outro aspecto da oração de Daniel merece ser mencionado: o apelo à honra do nome de Deus. Ou seja, a oração não foi motivada pela conveniência pessoal de Daniel nem de seu povo, mas por causa do próprio Deus (Dn 9:17-19). Em outras palavras, uma resposta positiva à oração do profeta traria honra ao nome de Deus.”1

Leia 2Reis 19:15-19. Em quais aspectos a oração de Ezequias se parece com a de Daniel? De acordo com Mateus 5:16, como podemos também glorificar a Deus?

2Reis 19:15-19 (ARA)2: “15 e orou perante o Senhor, dizendo: Ó Senhor, Deus de Israel, que estás entronizado acima dos querubins, tu somente és o Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste os céus e a terra. 16 Inclina, ó Senhor, o ouvido e ouve; abre, Senhor, os olhos e vê; ouve todas as palavras de Senaqueribe, as quais ele enviou para afrontar o Deus vivo. 17 Verdade é, Senhor, que os reis da Assíria assolaram todas as nações e suas terras 18 e lançaram no fogo os deuses deles, porque deuses não eram, senão obra de mãos de homens, madeira e pedra; por isso, os destruíram. 19 Agora, pois, ó Senhor, nosso Deus, livra-nos das suas mãos, para que todos os reinos da terra saibam que só tu és o Senhor Deus.”

Segunda-feira, 02 de março de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A centralidade da Palavra de Deus

Lições da Bíblia

“1. Leia Daniel 9:1,2. Daniel disse que havia entendido ‘pelos livros’ a profecia que ele estava estudando tão cuidadosamente. A qual livro ou livros da Bíblia ele se referiu? Assinale a alternativa correta:”1

Daniel 9:1-2 (ARA)2: “1 No primeiro ano de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus, 2 no primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi, pelos livros, que o número de anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos.”

A. (   ) O livro de Oseias.
B. (   ) Os livros de Moisés e dos profetas.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

“Ao examinarmos a oração de Daniel, fica claro que ela surge de um estudo aprofundado da revelação anterior de Deus a Moisés e aos profetas. Tendo descoberto, a partir do livro de Jeremias, que seu período de cativeiro duraria setenta anos (veja Jr 25:11,12 ; Jr 29:10), Daniel compreendeu a importância do momento histórico em que vivia.”1

Jeremias 25:11, 12 (ARA)2: “11 Toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; estas nações servirão ao rei da Babilônia setenta anos. 12 Acontecerá, porém, que, quando se cumprirem os setenta anos, castigarei a iniquidade do rei da Babilônia e a desta nação, diz o Senhor, como também a da terra dos caldeus; farei deles ruínas perpétuas.” Jeremias 29:10 (ARA)2: “Assim diz o Senhor: Logo que se cumprirem para a Babilônia setenta anos, atentarei para vós outros e cumprirei para convosco a minha boa palavra, tornando a trazer-vos para este lugar.”

“Tenhamos em mente que Daniel fez essa oração em 539 a.C., o ano em que o Império Persa substituiu Babilônia. Portanto, quase setenta anos haviam se passado desde que Nabucodonosor tinha conquistado Jerusalém e destruído o templo. Sendo assim, de acordo com a profecia de Jeremias, os israelitas logo retornariam à sua terra natal. Confiando na Palavra de Deus, Daniel sabia que algo importante estava prestes a acontecer ao seu povo e que, assim como Deus havia prometido em Sua Palavra, o exílio em Babilônia terminaria em breve, e os judeus voltariam para seu país.”1

“A partir do estudo das Escrituras que lhe eram disponíveis, Daniel também percebeu a gravidade dos pecados de seu povo. Por ter quebrado a aliança, ele havia rompido seu relacionamento com Deus; a consequência inevitável foi, portanto, o exílio (Lv 26:14-45). Assim, o estudo da revelação de Deus fez com que Daniel compreendesse os tempos e lhe deu um senso de urgência para pleitear com o Senhor em favor do povo.”1

“Ao nos aproximarmos dos últimos dias da História da Terra, precisamos mais do que nunca estudar a Palavra de Deus e viver de acordo com ela. Somente as Escrituras podem nos apresentar uma explicação autoritativa do mundo em que vivemos. Afinal, elas narram o grande conflito entre o bem e o mal e, assim, revelam que a História humana se encerrará com a destruição do mal e o estabelecimento do reino eterno de Deus. Quanto mais estudamos a Bíblia, compreendemos melhor a situação contemporânea do mundo, percebemos nosso lugar nele e reafirmamos nossas razões para ter esperança em meio a um mundo que não oferece nenhuma esperança.”1

“Como a Bíblia nos ajuda a compreender este mundo, que, por si só, parece não ter sentido?”1

Peça a Deus que lhe permita sentir-se envolvido em Seus braços de amor.

Domingo, 01 de março de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Da confissão à consolação

Lições da Bíblia

“Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não Te retardes, por amor de Ti mesmo, ó Deus meu; porque a Tua cidade e o Teu povo são chamados pelo Teu nome” (Dn 9:19).

“O capítulo 9 de Daniel contém uma das grandiosas orações da Bíblia. Em momentos cruciais de sua vida, o profeta recorreu à oração para enfrentar os desafios que estavam diante dele. Quando ele e seus colegas estavam prestes a ser mortos por causa do misterioso sonho de um rei pagão, o profeta se aproximou de Deus em oração (Dn 2). E quando um decreto real proibiu petições a qualquer deus, exceto ao rei, Daniel continuou fazendo suas orações diárias em direção a Jerusalém (Dn 6). Portanto, ao considerarmos a oração em Daniel 9, lembremo-nos de que a visão das 2.300 tardes e manhãs em Daniel 8 havia impactado grandemente o profeta. Embora os contornos gerais dessa profecia tivessem sido explicados, Daniel não conseguiu compreender o período de tempo comunicado no diálogo entre os dois seres celestiais: ‘Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado’ (Dn 8:14). Somente no capítulo 9 o profeta recebeu mais luz, e dessa vez, também, em resposta à fervorosa oração.”1

Sábado, 29 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 

Da contaminação à purificação – Estudo adicional

Lições da Bíblia

“A seguinte tabela resume a sequência dos reinos descritos em Daniel 2, Daniel 7 e Daniel 8. O que ela revela sobre a purificação do santuário?”1

Daniel 2Daniel 7Daniel 8
BabilôniaBabilônia
Média-PérsiaMédia-PérsiaMédia-Pérsia
GréciaGréciaGrécia
Roma pagãRoma pagãRoma pagã
Roma papalRoma papalRoma papal
—-Juízo no CéuPurificação do Santuário
Segunda vinda de Cristo [pedra cortada sem auxílio de mãos]Segunda vinda de Cristo [os santos recebem o reino]Segunda vinda de Cristo [chifre pequeno é destruído sem auxílio de mãos]
Fonte: Lição da Escola Sabatina, 28 fev. 2020

“Há paralelos entre os capítulos. Não apenas as nações são descritas de maneira paralela, a cena do juízo em Daniel 7, que surge após os 1.260 anos (538 d.C. – 1798 d.C.) de Roma papal, está em paralelo com a purificação do santuário, que em Daniel 8 também surge depois de Roma. Esse juízo celestial em Daniel 7, que leva ao fim do mundo, é a mesma coisa que a purificação do santuário em Daniel 8. São dadas duas representações diferentes da mesma coisa, e ambas ocorrem após o período de 1.260 anos de perseguição perpetrada pelo chifre pequeno.”1

Perguntas para discussão

“1. De acordo com a tabela, a purificação do santuário (ou o juízo em Daniel 7) deve ocorrer antes ou depois dos 1.260 anos do chifre pequeno? Antes ou depois do estabelecimento do reino eterno de Deus?”1

“2. Daniel 8 descreve a violência e a maldade na História. Os dois animais, simbolizando dois impérios mundiais, lutam entre si (Dn 8:1-8). O chifre pequeno que surge após eles é violento e perseguidor (Dn 8:23-25). Portanto, as Escrituras não minimizam o sofrimento. Isso nos ajuda a confiar na bondade de Deus, apesar do mal que vemos ao nosso redor?”1

Sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 

O calendário profético

Lições da Bíblia

“5. Qual foi a pergunta feita em Daniel 8:13? Como isso nos ajuda a entender a resposta no verso seguinte?”

Daniel 8:13 (ARA): “Depois, ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?

“Qual é o cronograma das 2.300 tardes e manhãs? Primeiramente, devemos observar que após Daniel ter visto o carneiro e o bode, e em seguida as ações e os danos causados pelo chifre pequeno, a visão passa a uma pergunta, em Daniel 8:13. Essa pergunta diz respeito especialmente ao que ocorrerá no fim desse período profético, não à sua duração. Além disso, esse período não pode ser limitado apenas à duração das ações do chifre pequeno, pois o termo ‘visão’ inclui tudo, desde o carneiro até as ações do chifre pequeno. Portanto, esse deve ser um longo período de tempo histórico real.”1

“À pergunta ‘até quando durará a visão’ (carneiro [Média-Pérsia], bode [Grécia] e o chifre pequeno e suas ações [Roma, pagã e papal]), o outro ser celestial respondeu: ‘Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado’ (Dn 8:14). Como já foi observado, esse período é muito longo porque começa durante a época do Império Medo-Persa e se estende pelos dias do Império Grego e de Roma pagã e papal, milhares de anos. De acordo com o método historicista de interpretação (veja a lição 1), esse período profético deve ser calculado com base no princípio do dia/ano, o que significa que as 2.300 tardes e manhãs correspondem a um período de 2.300 anos. Caso contrário, os 2.300 dias corresponderiam a um pouco mais do que apenas seis anos, um tempo muitíssimo curto para todos os eventos da visão. Portanto, o princípio do dia/ano deve estar em vigor.”1

“Daniel 8 não apresenta as informações que nos permitem calcular o início desse período de tempo, o que evidentemente poderia estabelecer seu fim. Mas Daniel 9 apresenta essa informação crucial (veja a lição da próxima semana).”1

“Os 2.300 anos dessa profecia constituem a mais longa profecia de tempo da Bíblia. Pense nisto: 2.300 anos! É muito tempo, especialmente se comparado ao nosso tempo de vida atualmente. Como esse contraste nos ajuda a ser pacientes com Deus e em nossa espera pelos eventos finais?”1

Você já reconheceu que tudo o que possui vem da amorosa mão de Deus?

Quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A purificação do santuário

Lições da Bíblia

“4. O que ocorre em Daniel 8:14? Assinale ‘V’ para verdadeiro ou ‘F’ para falso:”1

Daniel 8:14 (ARA)2: “Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.”

A. (   ) O sacerdote oferece um novilho.
B. (   ) O santuário é purificado.

Resposta sugestiva: F; V.

“Após o ataque devastador do chifre, foi feito o anúncio de que o santuário seria purificado. A fim de entender essa mensagem, devemos ter em mente que a purificação do santuário mencionada em Daniel 8:14 corresponde à cena do juízo descrita em Daniel 7:9-14. E visto que esse juízo ocorre no Céu, o santuário também deve estar localizado nesse mesmo lugar. Portanto, enquanto Daniel 7 descreve a intervenção de Deus e Sua relação com os assuntos humanos a partir de uma perspectiva judicial, Daniel 8 descreve o mesmo evento do ponto de vista do santuário.”

“O santuário terrestre foi moldado de acordo com sua contraparte celestial e servia para ilustrar os amplos desdobramentos do plano de salvação. A cada dia, os pecadores traziam seus sacrifícios para o santuário, onde as pessoas eram perdoadas de seus pecados confessados à medida que estes eram, em certo sentido, transferidos para o santuário, que, como resultado, ficava contaminado. Por isso, um processo periódico de purificação era necessário a fim de limpar o santuário dos pecados registrados nele. Esse processo era chamado de Dia da Expiação e ocorria uma vez por ano (veja Lv 16).”

“Por que o santuário celestial precisa de purificação? Por analogia, podemos dizer que os pecados confessados dos que aceitaram Jesus foram ‘transferidos’ para o santuário celestial, assim como os pecados dos israelitas arrependidos haviam sido transferidos para o santuário terrestre. No Dia da Expiação terrestre, muitos animais eram mortos, simbolizando a posterior morte de Jesus – dessa maneira os pecadores podiam sobreviver no Dia da Expiação.”1

“E se isso acontecia no Dia da Expiação terrestre, quando o santuário era purificado, muito mais deveria ocorrer no santuário celestial, em que somente o sangue de Cristo nos faz sobreviver no juízo! A purificação do santuário, descrita em Daniel 8:14, é a contraparte celestial do serviço terrestre, cuja mensagem fundamental é: como pecadores, necessitamos do sangue do Messias para nos perdoar os pecados e nos habilitar a sobreviver no juízo.”1

O que Hebreus 9:23-28 revela sobre a salvação que temos mediante o sacrifício de Jesus?

Hebreus 9:23-28 (ARA): “23 Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que se acham nos céus se purificassem com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios a eles superiores. 24 Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus; 25 nem ainda para se oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santo dos Santos com sangue alheio. 26 Ora, neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado. 27 E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, 28 assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.”

Quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O ataque ao santuário

Lições da Bíblia

“3. De acordo com Daniel 8:10-12, que tipo de atividade o chifre pequeno realiza? Assinale ‘V’ para verdadeiro ou ‘F’ para falso:”1

Daniel 8:10-12 (ARA) “10 Cresceu até atingir o exército dos céus; a alguns do exército e das estrelas lançou por terra e os pisou. 11 Sim, engrandeceu-se até ao príncipe do exército; dele tirou o sacrifício diário e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo. 12 O exército lhe foi entregue, com o sacrifício diário, por causa das transgressões; e deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou.

A. (   ) Atinge o exército dos Céus e tira do Príncipe o sacrifício diário.
B. (   ) Ele se dobra ao Príncipe dos exércitos e Lhe rende adoração.

Resposta sugestiva: V; F.

“Em Daniel 8:10, o chifre pequeno tenta replicar, no nível espiritual, os esforços dos construtores de Babel (Gn 11:4). Os termos ‘exército’ e ‘estrelas’ podem designar o povo de Deus no Antigo Testamento. Israel é chamado de hostes/exércitos do Senhor (Êx 12:41). Daniel descreveu o povo fiel de Deus resplandecendo como as estrelas (Dn 12:3). É claro que isso não é um ataque literal aos corpos celestes, mas uma perseguição ao povo de Deus, cuja ‘pátria está nos Céus’ (Fp 3:20). Embora milhares de cristãos tenham sido mortos por imperadores pagãos, o foco agora está nas ações verticais do chifre pequeno. Portanto, o cumprimento supremo dessa profecia deve estar ligado à Roma papal e à sua perseguição através dos séculos.”1

“Além disso, Daniel 8:11 fala sobre um ‘Príncipe’, mencionado em outras porções de Daniel como ‘Messias, o Príncipe’ (Dn 9:25; ARC), ‘Miguel, vosso Príncipe’ (Dn 10:21) e ‘Miguel, o grande Príncipe’ (Dn 12:1). Ninguém, a não ser Jesus Cristo, poderia ser o referente dessa expressão. Jesus Cristo é o Príncipe do ‘exército’ mencionado acima e o nosso Sumo Sacerdote no Céu. Portanto, o papado e o sistema religioso que ele representa ofuscam e tentam substituir a função sacerdotal de Jesus.”1

“Em Daniel 8:11, o ‘sacrifício diário’ aparece em conexão com o santuário terrestre a fim de designar os aspectos diversos e contínuos dos serviços rituais – incluindo os sacrifícios e a intercessão. É mediante esses serviços que os pecadores são perdoados, e o problema dos pecados é resolvido no tabernáculo. Esse sistema terrestre representa o ministério de intercessão de Cristo no santuário celestial. Portanto, como a profecia prediz, o papado troca a intercessão de Cristo pela intercessão dos sacerdotes. Por meio dessa adoração falsificada, o chifre pequeno tira o ministério de intercessão de Cristo e simbolicamente derruba o lugar de Seu santuário.”

“‘Deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou’ (Dn 8:12). Jesus declarou que Ele é a verdade (Jo 14:6) e que a Palavra de Deus é a verdade (Jo 17:17). Em contrapartida, o papado proibiu a tradução da Bíblia para o idioma do povo, colocou a interpretação das Escrituras sob a autoridade da igreja e a tradição ao lado da Bíblia como regra de fé.”1

O conhecimento da verdade bíblica é importante em contraste com as tradições humanas?

Terça-feira, 25 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A ascensão do chifre pequeno

Lições da Bíblia

“2. Leia Daniel 8:8-12. Para quais direções o chifre pequeno estava se movendo? Por que é importante entender isso? Assinale a alternativa correta:”1

Daniel 8:8-12 (ARA)2: 8 O bode se engrandeceu sobremaneira; e, na sua força, quebrou-se-lhe o grande chifre, e em seu lugar saíram quatro chifres notáveis, para os quatro ventos do céu. 9 De um dos chifres saiu um chifre pequeno e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa. 10 Cresceu até atingir o exército dos céus; a alguns do exército e das estrelas lançou por terra e os pisou. 11 Sim, engrandeceu-se até ao príncipe do exército; dele tirou o sacrifício diário e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo. 12 O exército lhe foi entregue, com o sacrifício diário, por causa das transgressões; e deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou.”

A. (   ) Para o ocidente e para o norte. O chifre pequeno jamais seria destruído.
B. (   ) Para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa. Isso é importante, pois revela até onde se estenderia o domínio do chifre pequeno.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

“Depois de descrever quatro chifres se espalhando aos quatro ventos do Céu, o texto bíblico declara que, de um deles, surgiu um chifre pequeno. A questão aqui é se esse chifre/poder veio de um dos quatro chifres, que, como vimos ontem, representam os quatro generais de Alexandre, ou de um dos quatro ventos. A estrutura gramatical do texto na língua original indica que esse chifre vem de um dos quatro ventos do Céu. E visto que esse poder surge após o Império Grego e suas quatro ramificações, um entendimento comum é que esse chifre seja Roma, pagã e depois papal. Conforme o Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, ‘Este ‘chifre pequeno’ representa Roma em ambas as fases, pagã e papal. Daniel viu Roma, primeiramente em sua fase pagã e imperial, guerreando contra o povo judeu e os cristãos primitivos e, depois, na fase papal, seguindo até o presente e o futuro’ (v. 4, p. 926).”1

“De acordo com o texto bíblico, o chifre pequeno primeiramente realizou um movimento horizontal ‘e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa’ (Dn 8:9). Essas três direções correspondem às três principais áreas que caíram sob o domínio de Roma pagã.”1

“À medida que o chifre pequeno se torna o principal protagonista da visão, sua expansão vertical recebe atenção detalhada. Nesse sentido, o chifre corresponde precisamente ao chifre pequeno de Daniel 7, como mostra a seguinte comparação: (1) ambos os chifres são pequenos no início (Dn 7:8; Dn 8:9); (2) ambos se tornam grandes posteriormente (Dn 7:20; Dn 8:9); (3) ambos são poderes persecutórios (Dn 7:21,25; Dn 8:10,24); (4) ambos se engrandecem e são blasfemos (Dn 7:8,20,25; Dn 8:10,11,25); (5) ambos têm como alvo o povo de Deus (Dn 7:25; Dn 8:24); (6) ambos têm aspectos de sua atividade delineados pelo tempo profético (Dn 7:25; Dn 8:13,14); (7) ambos se estendem até o tempo do fim (Dn 7:25,26; Dn 8:17,19); e (8) ambos enfrentam a destruição sobrenatural (Dn 7:11,26; Dn 8:25). Por fim, visto que o chifre pequeno de Daniel 7 representa o papado, a expansão vertical do chifre pequeno em Daniel 8 deve representar o mesmo poder. Portanto, como em Daniel 2 e Daniel 7, o principal poder final é Roma, tanto pagã quanto papal.”1

Segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.