Israel no Egito – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia, de Ellen G. White: Patriarcas e Profetas, p. 192-200 [233-240] (“José e seus irmãos”).

“A vida de José ilustra a de Cristo. Foi a inveja que moveu os irmãos de José a vendê-lo como escravo. Esperavam impedir que ele se tornasse superior a eles. […]. Semelhantemente os sacerdotes e anciãos judeus tinham inveja de Cristo, temendo que Ele roubasse deles a atenção do povo. Mataram-No para impedir que Ele Se tornasse rei; mas, ao agirem assim, foi esse mesmo resultado que obtiveram.

“José, mediante seu cativeiro no Egito, tornou-se um salvador para a família de seu pai; contudo, esse fato não diminuiu a culpa de seus irmãos. Da mesma forma, a crucifixão de Cristo, pelos Seus inimigos, fez Dele o Redentor da humanidade, o Salvador de uma raça decaída e Governador do mundo inteiro. No entanto, o crime de Seus assassinos foi tão hediondo como se a mão providencial de Deus não tivesse dirigido os acontecimentos para Sua glória e o bem do ser humano.

“Assim como José foi vendido aos gentios por seus próprios irmãos, Cristo foi vendido aos piores de Seus inimigos por um de Seus discípulos. José foi acusado falsamente e lançado na prisão por causa de sua virtude; assim também Cristo foi desprezado e rejeitado porque Sua vida justa e abnegada era uma repreensão ao pecado; […]. A paciência e humildade de José […] e a nobreza de sua generosidade para com seus irmãos desnaturados representam o resignado sofrimento do Salvador […] e Seu perdão não somente aos Seus assassinos, mas a todos que vão a Ele confessando seus pecados” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 198, 199 [239, 240]).

Perguntas para consideração

1. Depois que Jacó morreu, os irmãos de José temeram que Ele se vingasse. O que isso ensina sobre a culpa que nutriam? O que a reação de José nos ensina sobre o perdão?

2. Quais outros paralelos podemos encontrar entre a vida de José e a de Jesus Cristo?

3. Embora Deus conheça o futuro, somos livres nas escolhas que fazemos?

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 

A esperança da terra prometida

Lições da Bíblia1

6. Leia Gênesis 49:29–50:21. Que grandes temas de esperança são encontrados na conclusão do livro de Gênesis?

Gênesis 49:29–50:21 (ARA)2: “29 Depois, lhes ordenou, dizendo: Eu me reúno ao meu povo; sepultai-me, com meus pais, na caverna que está no campo de Efrom, o heteu, 30 na caverna que está no campo de Macpela, fronteiro a Manre, na terra de Canaã, a qual Abraão comprou de Efrom com aquele campo, em posse de sepultura. 31 Ali sepultaram Abraão e Sara, sua mulher; ali sepultaram Isaque e Rebeca, sua mulher; e ali sepultei Lia; 32 o campo e a caverna que nele está, comprados aos filhos de Hete. 33 Tendo Jacó acabado de dar determinações a seus filhos, recolheu os pés na cama, e expirou, e foi reunido ao seu povo. 50 1 Então, José se lançou sobre o rosto de seu pai, e chorou sobre ele, e o beijou. 2 Ordenou José a seus servos, aos que eram médicos, que embalsamassem a seu pai; e os médicos embalsamaram a Israel, 3 gastando nisso quarenta dias, pois assim se cumprem os dias do embalsamamento; e os egípcios o choraram setenta dias. 4 Passados os dias de o chorarem, falou José à casa de Faraó: Se agora achei mercê perante vós, rogo-vos que faleis aos ouvidos de Faraó, dizendo: Meu pai me fez jurar, declarando: Eis que eu morro; no meu sepulcro que abri para mim na terra de Canaã, ali me sepultarás. Agora, pois, desejo subir e sepultar meu pai, depois voltarei.Respondeu Faraó: Sobe e sepulta o teu pai como ele te fez jurar.José subiu para sepultar o seu pai; e subiram com ele todos os oficiais de Faraó, os principais da sua casa e todos os principais da terra do Egito, 8 como também toda a casa de José, e seus irmãos, e a casa de seu pai; somente deixaram na terra de Gósen as crianças, e os rebanhos, e o gado. 9 E subiram também com ele tanto carros como cavaleiros; e o cortejo foi grandíssimo. 10 Chegando eles, pois, à eira de Atade, que está além do Jordão, fizeram ali grande e intensa lamentação; e José pranteou seu pai durante sete dias. 11 Tendo visto os moradores da terra, os cananeus, o luto na eira de Atade, disseram: Grande pranto é este dos egípcios. E por isso se chamou aquele lugar de Abel-Mizraim, que está além do Jordão. 12 Fizeram-lhe seus filhos como lhes havia ordenado: 13 levaram-no para a terra de Canaã e o sepultaram na caverna do campo de Macpela, que Abraão comprara com o campo, por posse de sepultura, a Efrom, o heteu, fronteiro a Manre. 14 Depois disso, voltou José para o Egito, ele, seus irmãos e todos os que com ele subiram a sepultar o seu pai. 15 Vendo os irmãos de José que seu pai já era morto, disseram: É o caso de José nos perseguir e nos retribuir certamente o mal todo que lhe fizemos. 16 Portanto, mandaram dizer a José: Teu pai ordenou, antes da sua morte, dizendo: 17 Assim direis a José: Perdoa, pois, a transgressão de teus irmãos e o seu pecado, porque te fizeram mal; agora, pois, te rogamos que perdoes a transgressão dos servos do Deus de teu pai. José chorou enquanto lhe falavam. 18 Depois, vieram também seus irmãos, prostraram-se diante dele e disseram: Eis-nos aqui por teus servos. 19 Respondeu-lhes José: Não temais; acaso, estou eu em lugar de Deus? 20 Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida. 21 Não temais, pois; eu vos sustentarei a vós outros e a vossos filhos. Assim, os consolou e lhes falou ao coração.

A conclusão de Gênesis contém três assuntos que envolviam a esperança. Primeiro, é a esperança de que Israel retornasse à terra prometida. Moisés, autor do livro, descreveu a morte e o sepultamento de Jacó e de José como eventos que apontavam para a terra prometida. Imediatamente após sua bênção e profecia sobre as “doze tribos de Israel” (Gn 49:28), Jacó pensou em sua morte e encarregou seus filhos de sepultá-lo em Canaã, na caverna de Macpela, onde Sara estava sepultada (Gn 49:29-31). A narrativa que descreveu o cortejo fúnebre para Canaã tornou-se um precursor do êxodo do Egito.

Em segundo lugar está a esperança de que Deus transformaria o mal em bem. Após a morte e o sepultamento de Jacó, os irmãos de José ficaram preocupados com seu futuro. Temiam que José se vingasse deles. Eles foram e se prostraram diante dele, prontos para se tornar seus servos (Gn 50:18), um cenário que lembrava os sonhos proféticos de José. Ele os tranquilizou e lhes disse: “Não tenham medo” (Gn 50:19), uma frase que se referia ao futuro (Gn 15:1); porque, ainda que tivessem planejado o mal contra ele, “Deus o tornou em bem” (Gn 50:20) e mudou o curso dos eventos em direção à salvação (Gn 50:19-21; compare com Gn 45:5, 7-9). Ou seja, apesar de tantas falhas humanas, a providência de Deus prevaleceria.

Terceiro, foi apresentada a esperança de que Deus salvaria a humanidade caída. A história da morte de José nesse último verso de Gênesis é mais ampla do que apenas sua morte. Estranhamente, ele ordenou que seus ossos não fossem enterrados. Em vez disso, apontou para o tempo em que “Deus certamente [os visitaria]. Quando isso [acontecesse, deviam levar os seus ossos dali]” (Gn 50:25), o que eles fizeram, anos mais tarde, em obediência direta a essas palavras (ver Êx 13:19). A esperança da terra prometida, Canaã, é um símbolo, um precursor da esperança final da salvação, de restauração, de uma nova Jerusalém em um novo céu e uma nova Terra – a esperança final de todos nós, uma esperança garantida pela morte de Siló.

Leia Apocalipse 21:1-4 [1 Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. 2 Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. 3 Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. 4 E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.”]. Como esses versos representam nossa maior esperança? Sem essa promessa, que esperança temos senão a morte como o fim dos nossos problemas?

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Jacó abençoa seus filhos

Lições da Bíblia1

4. Leia Gênesis 49:1-28. Qual é o significado espiritual da bênção de Jacó sobre seus filhos?

Gênesis 49:1-28 (ARA)2: 1 Depois, chamou Jacó a seus filhos e disse: Ajuntai-vos, e eu vos farei saber o que vos há de acontecer nos dias vindouros: 2 Ajuntai-vos e ouvi, filhos de Jacó; ouvi a Israel, vosso pai. 3 Rúben, tu és meu primogênito, minha força e as primícias do meu vigor, o mais excelente em altivez e o mais excelente em poder. 4 Impetuoso como a água, não serás o mais excelente, porque subiste ao leito de teu pai e o profanaste; subiste à minha cama. 5 Simeão e Levi são irmãos; as suas espadas são instrumentos de violência. 6 No seu conselho, não entre minha alma; com o seu agrupamento, minha glória não se ajunte; porque no seu furor mataram homens, e na sua vontade perversa jarretaram touros. 7 Maldito seja o seu furor, pois era forte, e a sua ira, pois era dura; dividi-los-ei em Jacó e os espalharei em Israel. 8 Judá, teus irmãos te louvarão; a tua mão estará sobre a cerviz de teus inimigos; os filhos de teu pai se inclinarão a ti.  9 Judá é leãozinho; da presa subiste, filho meu. Encurva-se e deita-se como leão e como leoa; quem o despertará? 10 O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos. 11 Ele amarrará o seu jumentinho à vide e o filho da sua jumenta, à videira mais excelente; lavará as suas vestes no vinho e a sua capa, em sangue de uvas. 12 Os seus olhos serão cintilantes de vinho, e os dentes, brancos de leite. 13 Zebulom habitará na praia dos mares e servirá de porto de navios, e o seu limite se estenderá até Sidom. 14 Issacar é jumento de fortes ossos, de repouso entre os rebanhos de ovelhas. 15 Viu que o repouso era bom e que a terra era deliciosa; baixou os ombros à carga e sujeitou-se ao trabalho servil. 16  julgará o seu povo, como uma das tribos de Israel. 17 Dãserá serpente junto ao caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os talões do cavalo e faz cair o seu cavaleiro por detrás. 18 A tua salvação espero, ó Senhor! 19 Gade, uma guerrilha o acometerá; mas ele a acometerá por sua retaguarda. 20 Aser, o seu pão será abundante e ele motivará delícias reais. 21 Naftali é uma gazela solta; ele profere palavras formosas. 22 José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus galhos se estendem sobre o muro.  23 Os flecheiros lhe dão amargura, atiram contra ele e o aborrecem. 24 O seu arco, porém, permanece firme, e os seus braços são feitos ativos pelas mãos do Poderoso de Jacó, sim, pelo Pastor e pela Pedra de Israel, 25 pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoará com bênçãos dos altos céus, com bênçãos das profundezas, com bênçãos dos seios e da madre. 26 As bênçãos de teu pai excederão as bênçãos de meus pais até ao cimo dos montes eternos; estejam elas sobre a cabeça de José e sobre o alto da cabeça do que foi distinguido entre seus irmãos. 27 Benjamim é lobo que despedaça; pela manhã devora a presa e à tarde reparte o despojo. 28 São estas as doze tribos de Israel; e isto é o que lhes falou seu pai quando os abençoou; a cada um deles abençoou segundo a bênção que lhe cabia.”

Além das profecias sobre as tribos de Israel, Jacó viu o Messias e a esperança de salvação, indicada nas primeiras palavras de Jacó, “nos dias que virão” (Gn 49:1), uma expressão técnica que se refere à vinda do rei messiânico (Is 2:2; Dn 10:14).

O texto então passa pela linhagem futura de cada um desses homens. Esses não são destinos predestinados, como se Deus quisesse que cada um deles enfrentasse o que enfrentou; antes, são expressões do que seu caráter e o caráter de seus filhos trariam. O fato de Deus saber, por exemplo, que alguém matará um homem inocente é algo muito diferente de Deus ter desejado que o assassino fizesse isso.

Leia Gênesis 49:8-12. Que profecia é dada aqui e por que ela é importante?

Gênesis 49:8-12 (ARA)2: “8 Judá, teus irmãos te louvarão; a tua mão estará sobre a cerviz de teus inimigos; os filhos de teu pai se inclinarão a ti.  9 Judá é leãozinho; da presa subiste, filho meu. Encurva-se e deita-se como leão e como leoa; quem o despertará? 10 O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos. 11 Ele amarrará o seu jumentinho à vide e o filho da sua jumenta, à videira mais excelente; lavará as suas vestes no vinho e a sua capa, em sangue de uvas. 12 Os seus olhos serão cintilantes de vinho, e os dentes, brancos de leite.”

Além do livre-arbítrio humano, Deus conhece o futuro e providenciou que seria por meio de Judá que o Messias viria. Judá (Gn 49:8-12), que é representado por um leão (Gn 49:9), refere-se à realeza e ao louvor. Judá geraria o rei Davi, mas também a Siló, isto é, Aquele que trará shalom, “paz” (Is 9:6, 7). “A Ele obedecerão os povos” (Gn 49:10).

Os judeus há muito veem isso como uma profecia messiânica que aponta para a vinda do Messias, e os cristãos também veem esse texto como apontando para Jesus. “A Ele obedecerão os povos” (Gn 49:10), o que, talvez, seja uma antecipação da promessa do NT de “que ao nome de Jesus se [dobrará] todo joelho” (Fp 2:10).

Como Ellen G. White escreveu: “O leão, rei da selva, é um símbolo apropriado dessa tribo, da qual veio Davi e o Filho de Davi, Siló, o verdadeiro ‘Leão da tribo de Judá’, perante quem todos os poderes finalmente se encurvarão, e todas as nações prestarão homenagem” (Patriarcas e Profetas, p. 195 [236]).

Por que devemos prestar homenagem a Jesus agora, antes mesmo que todas as nações o façam?

Quarta-feira, 22 de junho de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Jacó abençoa os filhos de José

Lições da Bíblia1

À medida que Jacó se aproximava da morte, ele se lembrou de seu antigo retorno a Betel (Gn 35:1-15), quando recebeu de Deus a promessa renovada da “propriedade perpétua” (Gn 48:4) que foi dada a Abraão (Gn 17:8).

A esperança da terra prometida era, portanto, um pensamento reconfortante que alimentava sua esperança ao sentir a morte chegar. Jacó então se voltou para os dois filhos de José, que nasceram no Egito, e os abençoou, mas o fez no contexto da promessa futura sobre sua própria descendência.

3. Leia Gênesis 48. Por que Jacó abençoou os dois filhos de José, e não seus outros netos?

Gênesis 48 (ARA)2: “1 Passadas estas coisas, disseram a José: Teu pai está enfermo. Então, José tomou consigo a seus dois filhos, Manassés e Efraim. 2 E avisaram a Jacó: Eis que José, teu filho, vem ter contigo. Esforçou-se Israel e se assentou no leito. 3 Disse Jacó a José: O Deus Todo-Poderoso me apareceu em Luz, na terra de Canaã, e me abençoou, 4 e me disse: Eis que te farei fecundo, e te multiplicarei, e te tornarei multidão de povos, e à tua descendência darei esta terra em possessão perpétua. 5 Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus; Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão. 6 Mas a tua descendência, que gerarás depois deles, será tua; segundo o nome de um de seus irmãos serão chamados na sua herança. 7 Vindo, pois, eu de Padã, me morreu, com pesar meu, Raquel na terra de Canaã, no caminho, havendo ainda pequena distância para chegar a Efrata; sepultei-a ali no caminho de Efrata, que é Belém. 8 Tendo Israel visto os filhos de José, disse: Quem são estes? 9 Respondeu José a seu pai: São meus filhos, que Deus me deu aqui. Faze-os chegar a mim, disse ele, para que eu os abençoe. 10 Os olhos de Israel já se tinham escurecido por causa da velhice, de modo que não podia ver bem. José, pois, fê-los chegar a ele; e ele os beijou e os abraçou. 11 Então, disse Israel a José: Eu não cuidara ver o teu rosto; e eis que Deus me fez ver os teus filhos também. 12 E José, tirando-os dentre os joelhos de seu pai, inclinou-se à terra diante da sua face. 13 Depois, tomou José a ambos, a Efraim na sua mão direita, à esquerda de Israel, e a Manassés na sua esquerda, à direita de Israel, e fê-los chegar a ele. 14 Mas Israel estendeu a mão direita e a pôs sobre a cabeça de Efraim, que era o mais novo, e a sua esquerda sobre a cabeça de Manassés, cruzando assim as mãos, não obstante ser Manassés o primogênito. 15 E abençoou a José, dizendo: O Deus em cuja presença andaram meus pais Abraão e Isaque, o Deus que me sustentou durante a minha vida até este dia, 16 o Anjo que me tem livrado de todo mal, abençoe estes rapazes; seja neles chamado o meu nome e o nome de meus pais Abraão e Isaque; e cresçam em multidão no meio da terra. 17 Vendo José que seu pai pusera a mão direita sobre a cabeça de Efraim, foi-lhe isto desagradável, e tomou a mão de seu pai para mudar da cabeça de Efraim para a cabeça de Manassés. 18 E disse José a seu pai: Não assim, meu pai, pois o primogênito é este; põe a mão direita sobre a cabeça dele. 19 Mas seu pai o recusou e disse: Eu sei, meu filho, eu o sei; ele também será um povo, também ele será grande; contudo, o seu irmão menor será maior do que ele, e a sua descendência será uma multidão de nações. 20 Assim, os abençoou naquele dia, declarando: Por vós Israel abençoará, dizendo: Deus te faça como a Efraim e como a Manassés. E pôs o nome de Efraim adiante do de Manassés. 21 Depois, disse Israel a José: Eis que eu morro, mas Deus será convosco e vos fará voltar à terra de vossos pais. 22 Dou-te, de mais que a teus irmãos, um declive montanhoso, o qual tomei da mão dos amorreus com a minha espada e com o meu arco.”

Os dois filhos de José, Manassés e Efraim, são os únicos netos que Jacó abençoou. Dessa forma, foram elevados da condição de netos à condição de filhos (Gn 48:5). Embora a bênção de Jacó indicasse uma preeminência do segundo (Efraim) sobre o primeiro (Manassés), diz respeito essencialmente a José (Gn 48:15).

O que vemos é um testemunho pessoal sobre a fidelidade de Deus a eles no passado e Sua promessa para eles no futuro. Jacó referiu-se ao Deus de Abraão e Isaque, que os alimentou e protegeu. É o mesmo Deus que o tinha “livrado de todo mal” (Gn 48:15, 16). Jacó também tinha em mente “o Deus de Betel” (Gn 31:13), com quem lutou (Gn 32:29) e que mudou seu nome de Jacó para “Israel” (Gn 32:26-29).

Ao se referir a todas essas experiências, em que Deus transformou o mal em bem, Jacó expressou sua esperança de que Deus não só cuidaria da vida presente de seus netos, como fez por ele e por José, mas iria ampará-los também no futuro, quando seus descendentes voltassem para Canaã. Essa esperança é clara em sua referência a Siquém (Gn 48:22), que não era apenas um pedaço de terra que tinha adquirido (Gn 33:19), mas também um lugar em que os ossos de José seriam enterrados (Js 24:32) e onde a terra seria distribuída às tribos de Israel (Js 24:1). Mesmo em meio a tudo o que aconteceu, Jacó manteve em mente as promessas de Deus, que havia dito que, por meio daquela família, seriam “benditas todas as famílias da terra” (Gn 12:3).

A promessa de Gênesis 12:3 se cumpriu? Como obtemos essa bênção? (At 3:25, 26 [“25 Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus estabeleceu com vossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência, serão abençoadas todas as nações da terra. 26 Tendo Deus ressuscitado o seu Servo, enviou-o primeiramente a vós outros para vos abençoar, no sentido de que cada um se aparte das suas perversidades.”])

Terça-feira, 21 de junho de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Jacó se estabelece no Egito

Lições da Bíblia1

Jacó tinha ouvido que José estava vivo. Apesar disso, Deus lhe deu “visões, de noite” (Gn 46:2) e ordenou que ele partisse. Jacó deixou a terra da promessa para ir ao Egito, que depois se tornou o único lugar aonde o povo de Deus não devia ir (Dt 17:16).

2. Que verdades e princípios espirituais encontramos nesse relato? Gn 47

Gênesis 47 (ARA)2: “1 Então, veio José e disse a Faraó: Meu pai e meus irmãos, com os seus rebanhos e o seu gado, com tudo o que têm, chegaram da terra de Canaã; e eis que estão na terra de Gósen. 2 E tomou cinco dos seus irmãos e os apresentou a Faraó. 3 Então, perguntou Faraó aos irmãos de José: Qual é o vosso trabalho? Eles responderam: Os teus servos somos pastores de rebanho, tanto nós como nossos pais. 4 Disseram mais a Faraó: Viemos para habitar nesta terra; porque não há pasto para o rebanho de teus servos, pois a fome é severa na terra de Canaã; agora, pois, te rogamos permitas habitem os teus servos na terra de Gósen. 5 Então, disse Faraó a José: Teu pai e teus irmãos vieram a ti. 6 A terra do Egito está perante ti; no melhor da terra faze habitar teu pai e teus irmãos; habitem na terra de Gósen. Se sabes haver entre eles homens capazes, põe-nos por chefes do gado que me pertence.Trouxe José a Jacó, seu pai, e o apresentou a Faraó; e Jacó abençoou a Faraó. 8 Perguntou Faraó a Jacó: Quantos são os dias dos anos da tua vida? 9 Jacó lhe respondeu: Os dias dos anos das minhas peregrinações são cento e trinta anos; poucos e maus foram os dias dos anos da minha vida e não chegaram aos dias dos anos da vida de meus pais, nos dias das suas peregrinações. 10 E, tendo Jacó abençoado a Faraó, saiu de sua presença. 11 Então, José estabeleceu a seu pai e a seus irmãos e lhes deu possessão na terra do Egito, no melhor da terra, na terra de Ramessés, como Faraó ordenara. 12 E José sustentou de pão a seu pai, a seus irmãos e a toda a casa de seu pai, segundo o número de seus filhos. 13 Não havia pão em toda a terra, porque a fome era mui severa; de maneira que desfalecia o povo do Egito e o povo de Canaã por causa da fome. 14 Então, José arrecadou todo o dinheiro que se achou na terra do Egito e na terra de Canaã, pelo cereal que compravam, e o recolheu à casa de Faraó. 15 Tendo-se acabado, pois, o dinheiro, na terra do Egito e na terra de Canaã, foram todos os egípcios a José e disseram: Dá-nos pão; por que haveremos de morrer em tua presença? Porquanto o dinheiro nos falta. 16 Respondeu José: Se vos falta o dinheiro, trazei o vosso gado; em troca do vosso gado eu vos suprirei. 17 Então, trouxeram o seu gado a José; e José lhes deu pão em troca de cavalos, de rebanhos, de gado e de jumentos; e os sustentou de pão aquele ano em troca do seu gado. 18 Findo aquele ano, foram a José no ano próximo e lhe disseram: Não ocultaremos a meu senhor que se acabou totalmente o dinheiro; e meu senhor já possui os animais; nada mais nos resta diante de meu senhor, senão o nosso corpo e a nossa terra. 19 Por que haveremos de perecer diante dos teus olhos, tanto nós como a nossa terra? Compra-nos a nós e a nossa terra a troco de pão, e nós e a nossa terra seremos escravos de Faraó; dá-nos semente para que vivamos e não morramos, e a terra não fique deserta. 20 Assim, comprou José toda a terra do Egito para Faraó, porque os egípcios venderam cada um o seu campo, porquanto a fome era extrema sobre eles; e a terra passou a ser de Faraó. 21 Quanto ao povo, ele o escravizou de uma a outra extremidade da terra do Egito. 22 Somente a terra dos sacerdotes não a comprou ele; pois os sacerdotes tinham porção de Faraó e eles comiam a sua porção que Faraó lhes tinha dado; por isso, não venderam a sua terra. 23 Então, disse José ao povo: Eis que hoje vos comprei a vós outros e a vossa terra para Faraó; aí tendes sementes, semeai a terra. 24 Das colheitas dareis o quinto a Faraó, e as quatro partes serão vossas, para semente do campo, e para o vosso mantimento e dos que estão em vossas casas, e para que comam as vossas crianças. 25 Responderam eles: A vida nos tens dado! Achemos mercê perante meu senhor e seremos escravos de Faraó. 26 E José estabeleceu por lei até ao dia de hoje que, na terra do Egito, tirasse Faraó o quinto; só a terra dos sacerdotes não ficou sendo de Faraó. 27 Assim, habitou Israel na terra do Egito, na terra de Gósen; nela tomaram possessão, e foram fecundos, e muito se multiplicaram. 28 Jacó viveu na terra do Egito dezessete anos; de sorte que os dias de Jacó, os anos da sua vida, foram cento e quarenta e sete. 29 Aproximando-se, pois, o tempo da morte de Israel, chamou a José, seu filho, e lhe disse: Se agora achei mercê à tua presença, rogo-te que ponhas a mão debaixo da minha coxa e uses comigo de beneficência e de verdade; rogo-te que me não enterres no Egito, 30 porém que eu jaza com meus pais; por isso, me levarás do Egito e me enterrarás no lugar da sepultura deles. Respondeu José: Farei segundo a tua palavra. 31 Então, lhe disse Jacó: Jura-me. E ele jurou-lhe; e Israel se inclinou sobre a cabeceira da cama.”

“José levou cinco de seus irmãos para os apresentar ao Faraó e recebeu dele a concessão da terra para sua futura morada. A gratidão para com seu primeiro-ministro teria levado o rei a honrá-los, designando-os para cargos de Estado. Mas José, fiel ao culto a Jeová, procurou poupar seus irmãos das tentações a que estariam expostos em uma corte gentílica. Por essa razão, aconselhou-os a não omitir sua ocupação quando fossem interrogados pelo rei. Os filhos de Jacó seguiram esse conselho, tendo também o cuidado de declarar que tinham vindo para peregrinar na terra, não para se tornar habitantes permanentes ali, reservando assim o direito de partir, se quisessem. O rei indicou-lhes um local para morar, oferecido ‘no melhor da terra’ (Gn 47:6), o território de Gósen” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 192 [233]).

Sabiamente, Faraó não incentivou esses estrangeiros a se tornar mendigos, vivendo da generosidade de seu anfitrião. O monarca indagou sobre sua “ocupação” para que se adaptassem melhor ao ambiente. Ele também estava ansioso para usar seus conhecimentos e até sugeriu que o servissem como “responsáveis pelo gado” (Gn 47:3, 6).

Embora Jacó fosse o estrangeiro, o inferior, ele se colocou diante do chefe da terra e, como diz o texto, “abençoou Faraó” (Gn 47:7). Ele, o humilde estranho, foi quem abençoou Faraó, o governante do poderoso Egito? Por que deveria ser assim?

O verbo ‘amad lifney, “apresentar [colocar diante]” (Gn 47:7), é normalmente usado em contextos sacerdotais (Lv 14:11). Considerando que no antigo Egito o Faraó tinha a condição de sacerdote supremo, isso significa que, em sentido espiritual, Jacó estava em posição mais elevada do que o sacerdote supremo do Egito, o próprio Faraó.

Somos “sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus” (1Pe 2:9). O que isso significa na forma de tratar os outros? Que obrigações a fé nos impõe?

Segunda-feira, 20 de junho de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Jacó vai a José

Lições da Bíblia1

1. Leia Gênesis 46. Qual é o significado da partida de Jacó de Canaã?

Gênesis 46 (ARA)2: “1 Partiu, pois, Israel com tudo o que possuía, e veio a Berseba, e ofereceu sacrifícios ao Deus de Isaque, seu pai.Falou Deus a Israel em visões, de noite, e disse: Jacó! Jacó! Ele respondeu: Eis-me aqui!Então, disse: Eu sou Deus, o Deus de teu pai; não temas descer para o Egito, porque lá eu farei de ti uma grande nação.Eu descerei contigo para o Egito e te farei tornar a subir, certamente. A mão de José fechará os teus olhos.Então, se levantou Jacó de Berseba; e os filhos de Israel levaram Jacó, seu pai, e seus filhinhos, e as suas mulheres nos carros que Faraó enviara para o levar. 6 Tomaram o seu gado e os bens que haviam adquirido na terra de Canaã e vieram para o Egito, Jacó e toda a sua descendência. 7 Seus filhos e os filhos de seus filhos, suas filhas e as filhas de seus filhos e toda a sua descendência, levou-os consigo para o Egito. 8 São estes os nomes dos filhos de Israel, Jacó, e seus filhos, que vieram para o Egito: Rúben, o primogênito de Jacó. 9 Os filhos de Rúben: Enoque, Palu, Hezrom e Carmi. 10 Os filhos de Simeão: Jemuel, Jamim, Oade, Jaquim, Zoar e Saul, filho de uma mulher cananeia. 11 Os filhos de Levi: Gérson, Coate e Merari. 12 Os filhos de Judá: Er, Onã, Selá, Perez e Zera; Er e Onã, porém, morreram na terra de Canaã. Os filhos de Perez foram: Hezrom e Hamul. 13 Os filhos de Issacar: Tola, Puva, Jó e Sinrom. 14 Os filhos de Zebulom: Serede, Elom e Jaleel. 15 São estes os filhos de Lia, que ela deu à luz a Jacó em Padã-Arã, além de Diná, sua filha; todas as pessoas, de seus filhos e de suas filhas, trinta e três. 16 Os filhos de Gade: Zifiom, Hagi, Suni, Esbom, Eri, Arodi e Areli. 17 Os filhos de Aser: Imna, Isvá, Isvi, Berias e Sera, irmã deles; e os filhos de Berias: Héber e Malquiel. 18 São estes os filhos de Zilpa, a qual Labão deu a sua filha Lia; e estes deu ela à luz a Jacó, a saber, dezesseis pessoas. 19 Os filhos de Raquel, mulher de Jacó: José e Benjamim. 20 Nasceram a José na terra do Egito Manassés e Efraim, que lhe deu à luz Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. 21 Os filhos de Benjamim: Belá, Bequer, Asbel, Gera, Naamã, Eí, Rôs, Mupim, Hupim e Arde. 22 São estes os filhos de Raquel, que nasceram a Jacó, ao todo catorze pessoas. 23 O filho de Dã: Husim. 24 Os filhos de Naftali: Jazeel, Guni, Jezer e Silém. 25 São estes os filhos de Bila, a qual Labão deu a sua filha Raquel; e estes deu ela à luz a Jacó, ao todo sete pessoas. 26 Todos os que vieram com Jacó para o Egito, que eram os seus descendentes, fora as mulheres dos filhos de Jacó, todos eram sessenta e seis pessoas; 27 e os filhos de José, que lhe nasceram no Egito, eram dois. Todas as pessoas da casa de Jacó, que vieram para o Egito, foram setenta. 28 Jacó enviou Judá adiante de si a José para que soubesse encaminhá-lo a Gósen; e chegaram à terra de Gósen. 29 Então, José aprontou o seu carro e subiu ao encontro de Israel, seu pai, a Gósen. Apresentou-se, lançou-se-lhe ao pescoço e chorou assim longo tempo. 30 Disse Israel a José: Já posso morrer, pois já vi o teu rosto, e ainda vives. 31 E José disse a seus irmãos e à casa de seu pai: Subirei, e farei saber a Faraó, e lhe direi: Meus irmãos e a casa de meu pai, que estavam na terra de Canaã, vieram para mim. 32 Os homens são pastores, são homens de gado, e trouxeram consigo o seu rebanho, e o seu gado, e tudo o que têm. 33 Quando, pois, Faraó vos chamar e disser: Qual é o vosso trabalho? 34 Respondereis: Teus servos foram homens de gado desde a mocidade até agora, tanto nós como nossos pais; para que habiteis na terra de Gósen, porque todo pastor de rebanho é abominação para os egípcios.”

Quando Jacó deixou Canaã, estava cheio de esperança. A certeza de que não sentiria mais fome e as boas-novas de que José estava vivo devem ter dado a ele o impulso de que precisava para deixar a terra prometida.

Sua partida relembra a experiência de Abraão, embora nesse caso ele estivesse indo para a terra prometida. Jacó ouviu a mesma promessa que Abraão ouviu de Deus, a saber, que Ele o tornaria “uma grande nação” (Gn 46:3; compare com Gn 12:2). O chamado divino nesse caso também é uma reminiscência da aliança de Deus com Abraão; em ambas as ocasiões, Ele usou as mesmas palavras tranquilizadoras, “não tenha medo” (Gn 46:3; Gn 15:1), que trazem a promessa de um futuro glorioso.

A lista abrangente dos nomes dos filhos de Israel que foram para o Egito, incluindo suas filhas (Gn 46:7), lembra a promessa divina de fecundidade a Abraão, mesmo quando ele ainda não tinha filhos. O número “setenta” (incluindo Jacó, José e seus dois filhos) expressa a ideia de totalidade. Refere-se a “todo o Israel” que foi para o Egito. Também é significativo que o número 70 corresponda ao número de nações (Gn 10), sugerindo que o destino de todas elas também estava em jogo na jornada de Jacó.

Essa verdade só se tornaria mais evidente muitos anos depois, após a cruz e a revelação mais completa do plano da salvação, que, é claro, foi para toda a humanidade, em todos os lugares, e não apenas para os filhos de Abraão.

Em outras palavras, por mais interessantes que sejam as histórias sobre essa família, a semente de Abraão e quaisquer lições espirituais que possamos tirar delas, esses relatos estão na Palavra de Deus pois fazem parte da história da salvação; são parte do plano divino para trazer a redenção para o maior número possível de pessoas neste planeta caído.

“Porque não há distinção entre judeu e grego, uma vez que o mesmo é o Senhor de todos, rico para todos os que O invocam. Porque: ‘Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo’” (Rm 10:12, 13). O que Paulo disse nessa passagem mostra a universalidade do evangelho? O que essas palavras nos dizem a respeito do que nós, como igreja, devemos fazer para ajudar a difundir o evangelho?

Domingo, 19 de junho de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Israel no Egito

Lições da Bíblia1

“Assim, Israel habitou na terra do Egito, na terra de Gósen. Nela adquiriram propriedades, e foram fecundos, e muito se multiplicaram” (Gn 47:27).

Gênesis inclui os últimos anos de Jacó e José juntos. Vimos Jacó (Israel) deixar Canaã (Gn 46) para se estabelecer no Egito (Gn 47), e lá ele morreu (Gn 49:29–50:21). No entanto, mesmo nesse cenário egípcio, ainda havia a perspectiva da terra prometida (Gn 50:22-26).

Assim que chegou ao Egito, Jacó abençoou Faraó (Gn 47:7-10), cumprindo assim (parcialmente, é claro) a promessa abraâmica de ser uma bênção para as nações (Gn 12:3). Posteriormente, prestes a morrer, Jacó abençoou os filhos de José (Gn 48) e também seus próprios filhos (Gn 49:1-28) e ainda fez previsões impressionantes a respeito de cada um deles no contexto das futuras 12 tribos de Israel (Gn 49:1-27).

O fato, porém, de que Israel “habitou” no exílio, no Egito, como estrangeiro, está em desacordo com a esperança da terra prometida. Embora o livro de Gênesis termine com os filhos de Israel no Egito, algumas das últimas palavras de José apontam para outro lugar: “José disse a seus irmãos: ‘Eu vou morrer em breve. Mas Deus certamente visitará vocês e fará com que saiam desta terra para ir à terra que jurou dar a Abraão, a Isaque e a Jacó’” (Gn 50:24).

Sábado, 18 de junho de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 

José, príncipe do Egito – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia, de Ellen G. White: Patriarcas e Profetas, p. 174-182 [213-223] (“José no Egito”); p. 183-194 [224-232] (“José e seus irmãos”).

“Os três dias de confinamento foram de amarga tristeza para os filhos de Jacó. Eles refletiram sobre seu procedimento errado no passado, especialmente sua crueldade para com José. Sabiam que, se fossem condenados como espiões e não pudessem apresentar provas da sua inocência, todos teriam que morrer ou se tornar escravos. Duvidavam de que qualquer esforço deles pudesse levar seu pai a consentir que Benjamim se afastasse dele, após a morte cruel, como imaginava, que José havia sofrido. Tinham vendido José como escravo e temiam que Deus planejasse puni-los, permitindo que se tornassem escravos. José imaginava que seu pai e as famílias de seus irmãos pudessem estar sofrendo por causa da fome, e ele estava convencido de que seus irmãos tinham se arrependido do tratamento cruel que lhe haviam dado e que de forma nenhuma tratariam Benjamim como o trataram” (Ellen G. White, Spiritual Gifts, v. 3, p. 155, 156).

“José estava satisfeito. Provou seus irmãos e viu neles os frutos do verdadeiro arrependimento dos seus pecados” (Ellen G. White, Spiritual Gifts, v. 3, p. 165).

Perguntas para consideração

1. José teria sido tão gentil com seus irmãos se não tivesse alcançado sucesso? Há indícios na história de José que revelam o caráter dele e que explicam sua bondade?

2. Podemos ver em José uma espécie de precursor de Cristo e do que Cristo sofreu?

3. José havia posto seus irmãos à prova. De que maneira semelhante Deus nos prova?

4. Depois de muitos anos, os irmãos perceberam sua culpa pelo que fizeram a José. O que isso ensina sobre o poder da culpa? Embora sejamos perdoados e aceitemos o perdão de Deus, como perdoar a nós mesmos, apesar de não merecermos o perdão?

Sexta-feira, 17 de junho de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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