Necromancia e culto aos ancestrais

Lições da Bíblia1

A palavra “necromancia” deriva dos termos gregos nekros (“morto”) e manteia (“adivinhação”). Praticada desde os tempos antigos, a necromancia é uma forma de convocar os supostos espíritos ativos dos mortos para obter conhecimento, muitas vezes sobre eventos futuros. O culto aos ancestrais, por sua vez, é o costume de venerar os ancestrais falecidos, visto que ainda são considerados familiares, e cujos espíritos podem, acredita- se, influenciar os assuntos dos vivos. Essas práticas pagãs podem ser muito atraentes para aqueles que acreditam em uma alma imortal e que também sentem falta de seus entes queridos falecidos.

4. Leia 1 Samuel 28:3-25. Quais lições espirituais contra qualquer suposta comunicação com os mortos podem ser extraídas da experiência de Saul com a médium em En-Dor?

1 Samuel 28:3-25 (ARA)2: “3 Já Samuel era morto, e todo o Israel o tinha chorado e o tinha sepultado em Ramá, que era a sua cidade; Saul havia desterrado os médiuns e os adivinhos. 4 Ajuntaram-se os filisteus e vieram acampar-se em Suném; ajuntou Saul a todo o Israel, e se acamparam em Gilboa. 5 Vendo Saul o acampamento dos filisteus, foi tomado de medo, e muito se estremeceu o seu coração. 6 Consultou Saul ao Senhor, porém o Senhor não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas. 7 Então, disse Saul aos seus servos: Apontai-me uma mulher que seja médium, para que me encontre com ela e a consulte. Disseram-lhe os seus servos: Há uma mulher em En-Dor que é médium. 8 Saul disfarçou-se, vestiu outras roupas e se foi, e com ele, dois homens, e, de noite, chegaram à mulher; e lhe disse: Peço-te que me adivinhes pela necromancia e me faças subir aquele que eu te disser. 9 Respondeu-lhe a mulher: Bem sabes o que fez Saul, como eliminou da terra os médiuns e adivinhos; por que, pois, me armas cilada à minha vida, para me matares? 10 Então, Saul lhe jurou pelo Senhor, dizendo: Tão certo como vive o Senhor, nenhum castigo te sobrevirá por isso. 11 Então, lhe disse a mulher: Quem te farei subir? Respondeu ele: Faze-me subir Samuel. 12 Vendo a mulher a Samuel, gritou em alta voz; e a mulher disse a Saul: Por que me enganaste? Pois tu mesmo és Saul. 13 Respondeu-lhe o rei: Não temas; que vês? Então, a mulher respondeu a Saul: Vejo um deus que sobe da terra. 14 Perguntou ele: Como é a sua figura? Respondeu ela: Vem subindo um ancião e está envolto numa capa. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra e se prostrou. 15 Samuel disse a Saul: Por que me inquietaste, fazendo-me subir? Então, disse Saul: Mui angustiado estou, porque os filisteus guerreiam contra mim, e Deus se desviou de mim e já não me responde, nem pelo ministério dos profetas, nem por sonhos; por isso, te chamei para que me reveles o que devo fazer. 16 Então, disse Samuel: Por que, pois, a mim me perguntas, visto que o Senhor te desamparou e se fez teu inimigo? 17 Porque o Senhor fez para contigo como, por meu intermédio, ele te dissera; tirou o reino da tua mão e o deu ao teu companheiro Davi. 18 Como tu não deste ouvidos à voz do Senhor e não executaste o que ele, no furor da sua ira, ordenou contra Amaleque, por isso, o Senhor te fez, hoje, isto. 19 O Senhor entregará também a Israel contigo nas mãos dos filisteus, e, amanhã, tu e teus filhos estareis comigo; e o acampamento de Israel o Senhor entregará nas mãos dos filisteus. 20 De súbito, caiu Saul estendido por terra e foi tomado de grande medo por causa das palavras de Samuel; e faltavam-lhe as forças, porque não comera pão todo aquele dia e toda aquela noite. 21 Aproximou-se de Saul a mulher e, vendo-o assaz perturbado, disse-lhe: Eis que a tua serva deu ouvidos à tua voz, e, arriscando a minha vida, atendi às palavras que me falaste. 22 Agora, pois, ouve também tu as palavras da tua serva e permite que eu ponha um bocado de pão diante de ti; come, para que tenhas forças e te ponhas a caminho. 23 Porém ele o recusou e disse: Não comerei. Mas os seus servos e a mulher o constrangeram; e atendeu. Levantou-se do chão e se assentou no leito. 24 Tinha a mulher em casa um bezerro cevado; apressou-se e matou-o, e, tomando farinha, a amassou, e a cozeu em bolos asmos. 25 E os trouxe diante de Saul e de seus servos, e comeram. Depois, se levantaram e se foram naquela mesma noite.”

O espírito enganador reafirmou a teoria antibíblica da imortalidade da alma. Não devemos crer naquilo que contradiz a Bíblia.

A Bíblia afirma claramente que todos os espíritas, médiuns, feiticeiros e necromantes, na antiga teocracia israelita, eram abomináveis ao Senhor e deveriam ser mortos por apedrejamento (Lv 19:31; 20:6, 27; Dt 18:9-14). Saul havia destruído todos os médiuns e espíritas de Israel segundo essa lei (1Sm 28:3, 9).

Porém, depois de ter sido rejeitado por Deus, o próprio Saul foi à cidade cananeia de En-Dor para consultar uma médium (1Sm 28:6, 7, 15; compare com Js 17:11, Sl 83:10). Ele pediu a ela que trouxesse o falecido profeta Samuel, o qual supostamente tenha aparecido e falado com Saul. O espírito enganador, que fingiu ser Samuel, disse a Saul: “Amanhã, você e os seus filhos estarão comigo” (1Sm 28:13-19). Ao predizer a morte de Saul, o espírito enganador, assumindo a forma de Samuel, reafirmou a teoria da imortalidade da alma. Foi um engano poderoso, do qual Saul deveria estar ciente, em vez de se envolver com o que ele mesmo havia condenado antes.

Mais de dois séculos depois, o profeta Isaías escreveu: “Quando disserem a vocês: ‘Consultem os médiuns e os adivinhos, que sussurram e murmuram’, será que um povo não deveria consultar o seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, jamais verão a luz do alvorecer” (Is 8:19, 20; também Is 19:3).

Quarta-feira, 07 de dezembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Reencarnação

Lições da Bíblia1

A noção pagã de uma alma imortal provê a base para a teoria não bíblica da reencarnação ou transmigração da alma. Essa teoria é adotada por algumas das principais religiões do mundo. Enquanto a maioria dos cristãos acredita na existência de uma alma imortal que fica em um Céu ou inferno permanente após a morte, aqueles que acreditam na reencarnação sustentam que essa alma imortal passa por muitos ciclos de morte e renascimento na Terra.

Para alguns, a reencarnação é considerada um processo de evolução espiritual que permite ao espírito atingir níveis cada vez mais elevados de conhecimento e moralidade em sua jornada para a perfeição. Os hindus acreditam que a alma eterna passe por uma progressão de consciência ou “samsara” em seis classes de vida: aquática, plantas, répteis e insetos, pássaros, animais e seres humanos, incluindo os residentes do Céu.

3. Leia Hebreus 9:25-28 e 1 Pedro 3:18. Se Jesus morreu apenas “uma vez” (Hb 9:28; 1Pe 3:18) e da mesma forma todos os seres humanos morrem apenas “uma vez” (Hb 9:27), por que até mesmo alguns supostos cristãos acreditam em alguma forma de reencarnação?

Hebreus 9:25-28 (ARA)2: “25 nem ainda para se oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santo dos Santos com sangue alheio. 26 Ora, neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado. 27 E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, 28 assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.

1 Pedro 3:18 (ARA)2: “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito,

Muitas pessoas acreditam não no que deveriam, mas no que querem acreditar. Se uma teoria lhes traz paz e conforto existencial, isso é suficiente para resolver a discussão. Mas, para aqueles que levam a Bíblia a sério, não há como aceitar a teoria da reencarnação.

Primeiro, essa teoria contradiz os ensinos bíblicos da mortalidade da “alma” e da ressurreição do corpo (1Ts 4:13-18). Segundo, ela rejeita a doutrina da salvação pela graça através da fé na obra redentiva de Jesus Cristo (Ef 2:8-10) e a substitui por obras humanas. Terceiro, a teoria contradiz o ensino bíblico de que o destino eterno é decidido para sempre pelas decisões da pessoa nesta vida (Mt 22:1-14; 25:31-46). Quarto, essa teoria minimiza o significado e a relevância da segunda vinda de Cristo (Jo 14:1-3). E, quinto, a teoria propõe oportunidades após a morte para alguém ainda superar as dificuldades espirituais de sua própria vida, o que não é bíblico (Hb 9:27). Em suma, não há lugar para a ideia de reencarnação na fé cristã.

Terça-feira, 06 de dezembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Experiências de quase morte

Lições da Bíblia1

Alguns dos argumentos modernos mais populares para “provar” a teoria da imortalidade natural da alma são as experiências de quase morte. Em seu livro, Vida Depois da Vida: O que acontece quando uma pessoa morre? Uma pesquisa séria e impressionante do fenômeno da sobrevivência à morte física (Rio de Janeiro, RJ: Editorial Nórdica, 1979), Raymond A. Moody Jr. apresentou os resultados de seu estudo de cinco anos acerca de mais de cem pessoas que experimentaram “morte clínica” e foram reanimadas. Essas pessoas afirmaram ter visto um ser de luz amoroso e caloroso antes de voltarem à vida. Isso tem sido considerado “prova incontestável da sobrevivência do espírito humano depois da morte” (contracapa). Muitos outros livros promovem a mesma ideia (veja a lição 2).

2. Por que os relatos bíblicos de ressurreição não falam sobre uma existência consciente enquanto as pessoas ressuscitadas estiveram mortas? 1Rs 17:22-24; 2Rs 4:34-37; Mc 5:41-43; Lc 7:14-17; Jo 11:40-44

1Rs 17:22-24 (ARA)2: “22 O Senhor atendeu à voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu. 23 Elias tomou o menino, e o trouxe do quarto à casa, e o deu a sua mãe, e lhe disse: Vê, teu filho vive. 24 Então, a mulher disse a Elias: Nisto conheço agora que tu és homem de Deus e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade.

2Rs 4:34-37 (ARA)2: “34 Subiu à cama, deitou-se sobre o menino e, pondo a sua boca sobre a boca dele, os seus olhos sobre os olhos dele e as suas mãos sobre as mãos dele, se estendeu sobre ele; e a carne do menino aqueceu. 35 Então, se levantou, e andou no quarto uma vez de lá para cá, e tornou a subir, e se estendeu sobre o menino; este espirrou sete vezes e abriu os olhos. 36 Então, chamou a Geazi e disse: Chama a sunamita. Ele a chamou, e, apresentando-se ela ao profeta, este lhe disse: Toma o teu filho. 37 Ela entrou, lançou-se aos pés dele e prostrou-se em terra; tomou o seu filho e saiu.

Mc 5:41-43 (ARA)2: “41 Tomando-a pela mão, disse: Talitá cumi!, que quer dizer: Menina, eu te mando, levanta-te! 42 Imediatamente, a menina se levantou e pôs-se a andar; pois tinha doze anos. Então, ficaram todos sobremaneira admirados. 43 Mas Jesus ordenou-lhes expressamente que ninguém o soubesse; e mandou que dessem de comer à menina.

Lc 7:14-17 (ARA)2: “14 Chegando-se, tocou o esquife e, parando os que o conduziam, disse: Jovem, eu te mando: levanta-te! 15 Sentou-se o que estivera morto e passou a falar; e Jesus o restituiu a sua mãe. 16 Todos ficaram possuídos de temor e glorificavam a Deus, dizendo: Grande profeta se levantou entre nós; e: Deus visitou o seu povo. 17 Esta notícia a respeito dele divulgou-se por toda a Judeia e por toda a circunvizinhança.

Jo 11:40-44 (ARA)2: “40 Respondeu-lhe Jesus: Não te disse eu que, se creres, verás a glória de Deus? 41 Tiraram, então, a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou porque me ouviste. 42 Aliás, eu sabia que sempre me ouves, mas assim falei por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste. 43 E, tendo dito isto, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! 44 Saiu aquele que estivera morto, tendo os pés e as mãos ligados com ataduras e o rosto envolto num lenço. Então, lhes ordenou Jesus: Desatai-o e deixai-o ir.

Todas as experiências de quase morte relatadas na literatura moderna são de pessoas consideradas clinicamente mortas, porém não mortas de fato, em contraste com Lázaro, que estava morto havia quatro dias e cujo cadáver estava apodrecendo (Jo 11:39). Os que ressuscitaram nos tempos bíblicos jamais mencionaram qualquer experiência de vida após a morte, seja no paraíso, no purgatório ou no inferno. Esse é um argumento do silêncio, mas está de pleno acordo com os ensinamentos bíblicos sobre o estado inconsciente dos mortos!

Mas e as experiências de quase morte? Se aceitarmos o ensino da inconsciência dos mortos (Jó 3:11-13; Sl 115:17; 146:4, Ec 9:10), restarão duas possibilidades principais: ou se trata de uma alucinação psicoquímica natural sob condições extremas, ou pode ser uma experiência enganosa sobrenatural satânica (2Co 11:14). O engano satânico poderia ser a explicação, porque, em alguns casos, as pessoas afirmam ter falado com parentes mortos! Contudo, pode ser uma combinação dos dois fatores.

Portanto, é crucial nos apegarmos à Bíblia, independentemente das experiências que contradizem a Palavra, sejam essas experiências nossas ou de outras pessoas.

As EQMs muitas vezes vêm com o selo de aprovação científica. O que isso nos ensina sobre o cuidado que devemos ter até mesmo com o que a “ciência” supostamente “prove”?

Segunda-feira, 05 de dezembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Misticismo

Lições da Bíblia1

O mundo tem sido inundado pelo misticismo. A palavra “misticismo” é um termo complexo que engloba enorme variedade de ideias. Do ponto de vista religioso, a palavra sugere a união do indivíduo com o Divino ou Absoluto em algum tipo de experiência espiritual ou transe. Isso caracteriza a experiência de adoração até mesmo de certas igrejas. Os fenômenos variam em forma e intensidade, mas a tendência é substituir a autoridade da Palavra de Deus pelas experiências subjetivas. A Bíblia perde muito de sua função doutrinária, e o cristão fica vulnerável às suas próprias experiências. A religião subjetiva não protege contra os enganos do tempo do fim.

1. Leia Mateus 7:21-27. À luz das palavras de Jesus, o que significa construir nossa casa “sobre a rocha” e construí-la “sobre a areia”?

Mateus 7:21-27 (ARA)2: “21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. 22 Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? 23 Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade. 24 Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; 25 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. 26 E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; 27 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.”

Há uma tendência no mundo cristão pós-moderno de minimizar a relevância das doutrinas bíblicas, considerando-as ecos entediantes de uma forma obsoleta de religião. Nesse processo, os ensinamentos de Cristo são artificialmente substituídos pela Pessoa de Cristo. O argumento é que uma ou outra história bíblica não pode ser verdadeira porque Jesus, conforme O veem, nunca teria permitido que acontecessem como está descrito. Sentimentos e gostos pessoais acabam sendo os critérios de interpretação das Escrituras ou até mesmo para rejeitar totalmente o que a Bíblia ensina de forma clara, muitas vezes sobre a obediência a Deus, que, como disse Jesus, é essencial para construir a casa sobre a rocha.

Os que pensam que não importa em que doutrina creem, desde que acreditem em Jesus, estão em terreno perigoso. Os inquisidores romanos que condenaram à morte incontáveis protestantes acreditavam em Jesus Cristo. Aqueles que expulsam demônios em nome de Cristo (Mt 7:22) creem Nele. “A teoria que diz que não importa o que as pessoas creiam é um dos enganos mais bem-sucedidos de Satanás. Ele sabe que a verdade, recebida por amor, santifica a alma de quem a recebe; portanto, está constantemente procurando substituí-la por falsas teorias e fábulas ou por outro evangelho” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 434, 435).

Como podemos combater a tendência humana de deixar que nossas emoções e desejos nos levem a fazer coisas contrárias à Palavra de Deus? Como ajudar as outras pessoas nessa luta espiritual?

Domingo, 04 de dezembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Enganos do tempo do fim

Lições da Bíblia1

“E não é de admirar, porque o próprio Satanás se disfarça de anjo de luz. Portanto, não deveria surpreender que os seus próprios ministros se disfarcem em ministros de justiça. O fim deles será conforme as suas obras” (2Co 11:14, 15).

Nosso mundo contemporâneo se tornou um caldeirão do sobrenatural e do místico, incrementado por Hollywood, que não tem problemas em fazer filmes com temas religiosos e místicos em uma miscelânea de erro e engano. A velha mentira: “É certo que vocês não morrerão” (Gn 3:4) inspirou alguns dos livros mais lidos e filmes mais assistidos das últimas décadas, bem como muitos videogames populares. Inegavelmente, somos expostos ao terreno encantado de Satanás e somos tentados por ele, que pode aparecer em inúmeras formas e até, em alguns casos, vir escondido no verniz da ciência.

Um dos fenômenos mais enganosos tem sido o que é chamado de “experiências de quase morte” (EQMs), em que aqueles que “morreram” voltaram à vida com histórias de uma experiencia pós-morte. Muitos consideram esses eventos a prova de uma alma imortal!

Nesta semana, estudaremos sobre alguns enganos do fim dos tempos, como o misticismo, experiências de quase morte, reencarnação, necromancia, culto aos ancestrais e outros. São assuntos perigosos aos quais devemos estar atentos, mas sem nos expormos às suas influências.

Sábado, 03 de dezembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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As chamas do inferno – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: O Grande Conflito, p. 444-458 (“O mistério da morte”); p. 459-562 (“Vozes do além”).

“Sobre o erro básico da imortalidade inerente apoia-se a doutrina da consciência na morte, doutrina que, assim como a do tormento eterno, opõe-se aos ensinos da Bíblia, aos ditames da razão e aos nossos sentimentos de humanidade. Segundo a crença popular, os remidos no Céu estão cientes de tudo que ocorre na Terra, e especialmente da vida dos amigos que deixaram para trás. Mas como poderia ser fonte de felicidade para os mortos o fato de eles saberem das dificuldades dos vivos […]? E quão revoltante é a crença de que, logo que o fôlego deixa o corpo, a alma do impenitente é entregue às chamas do inferno! Em que profunda angústia deverão mergulhar os que veem seus amigos passarem à sepultura sem estar preparados para entrar numa eternidade de miséria e pecado!” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 454, 455).

Perguntas para consideração

  1. Muitos sãos inflexíveis em sua crença na ideia de que os salvos vão imediatamente para o Céu e de que os perdidos estão no tormento eterno. É compreensível que queiram acreditar que seus entes queridos falecidos estão “com o Senhor” (embora haja a questão de que seria perturbador para eles ver o caos aqui embaixo). Mas por que há um forte apego à ideia horrível de que os perdidos são eternamente atormentados no inferno? O que isso ensina sobre o poder da tradição?
  2. A maioria das igrejas cristãs proclama a teoria da imortalidade da alma com todas as suas teorias correlatas. O que mais devemos fazer para proclamar ao mundo a visão bíblica da morte e da vida após a morte?
  3. O poema de Dante, A Divina Comédia, ajudou a consolidar falsos ensinos sobre o que acontece com a “alma” após a morte. Que lições aprendemos quanto à facilidade com que a teologia cristã pode ser influenciada por ideias externas? Que outras ideias não cristãs influenciam o pensamento cristão? Como podemos nos proteger delas?

Sexta-feira, 02 de dezembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A visão bíblica

Lições da Bíblia1

5. Por que João limita a “vida eterna” aos que estão em Cristo? 1Jo 5:3-12

1Jo 5:3-12 (ARA)2: “3 Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos, 4 porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. 5 Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus? 6 Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo; não somente com água, mas também com a água e com o sangue. E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade. 7 Pois há três que dão testemunho [no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um. 8 E três são os que testificam na terra]: o Espírito, a água e o sangue, e os três são unânimes num só propósito. 9 Se admitimos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; ora, este é o testemunho de Deus, que ele dá acerca do seu Filho. 10 Aquele que crê no Filho de Deus tem, em si, o testemunho. Aquele que não dá crédito a Deus o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus dá acerca do seu Filho. 11 E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. 12 Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida.

A doutrina bíblica da imortalidade condicional do ser humano – em comparação com a teoria não bíblica da imortalidade natural da alma – é explicada em 1 João 5:11, 12. Para compreender o significado dessa passagem importante, devemos nos lembrar de que somente a Divindade “possui imortalidade” (1Tm 6:15, 16) e é a única Fonte de vida (Sl 36:9, Cl 1:15-17, Hb 1:2).

Quando o pecado entrou no mundo com a queda de Adão e Eva (Gn 3), eles e todos os seus descendentes (incluindo nós) caíram sob a maldição da morte física e perderam o dom da vida eterna. Mas nosso Deus amoroso implementou o plano da salvação para que os seres humanos recuperassem a vida eterna que deveria ter sido deles desde o início. Como Paulo escreveu: “Antes da fundação do mundo, Deus nos escolheu, Nele, para sermos santos e irrepreensíveis diante Dele em amor” (Ef 1:4).

“Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado veio a morte”, também por “um só Homem, Jesus Cristo”, o dom da vida eterna se tornou acessível a todos (Rm 5:12-21). Paulo fez uma referência inequívoca a um Adão literal que, por meio da transgressão, trouxe o pecado e a morte ao mundo. Não se pode entender nada na Bíblia sem um Adão literal.

João escreveu: “Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está no Seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1Jo 5:11, 12).

O sentido geral fica mais claro à luz destas declarações de Jesus: “A vontade de Meu Pai é que todo aquele que vir o Filho e Nele crer tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6:40); “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11:25).

Isso significa que a vida eterna é um dom de Deus por meio de Cristo. Esse dom é garantido no presente, porém será desfrutado de forma plena somente após a ressurreição final dos justos. A conclusão é simples: se a vida eterna é concedida somente aos que estão em Cristo, então aqueles que não estão Nele não têm a vida eterna (1Jo 5:11, 12). Por outro lado, a teoria da imortalidade natural da alma concede vida eterna – seja no paraíso ou no inferno – a todos os seres humanos, mesmo àqueles que não estão em Cristo. Por mais popular que seja esse ensino, ele não é bíblico.

Quinta-feira, 01 de dezembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Um paraíso com almas desencarnadas

Lições da Bíblia1

Embora os protestantes não aceitem o purgatório, muitos, no entanto, acreditam que as almas dos justos mortos já estão desfrutando do paraíso na presença de Deus. Alguns argumentam que essas “almas” sejam apenas espíritos desencarnados; outros creem que sejam espíritos desencarnados cobertos por um corpo espiritual de glória.

Seja qual for o suposto estado metafísico dos mortos-vivos, essas teorias minam a doutrina bíblica da ressurreição e do julgamento dos mortos. Por que haveria ressurreição e juízo (Ap 20:12-14) se as almas dos justos já estivessem no paraíso?

4. Leia Atos 2:29, 34, 35 e 1 Coríntios 15:16-18. Como esses textos lançam luz sobre o estado dos mortos e dos que aguardam a ressurreição?

Atos 2:29, 34, 35 (ARA)2: “29 Irmãos, seja-me permitido dizer-vos claramente a respeito do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e o seu túmulo permanece entre nós até hoje. […] 34 Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, 35 até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés.”

1 Coríntios 15:16-18 (ARA)2: “16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. 17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. 18 E ainda mais: os que dormiram em Cristo pereceram.

A Bíblia ensina que todos os seres humanos que já estão no Céu foram trasladados vivos, como no caso de Enoque (Gn 5:24) e Elias (2Rs 2:9-11), ou ressuscitados, como Moisés (Jd 9) e os ressuscitados com Cristo (Mt 27:51-53).

Como vimos, a alusão às almas “debaixo do altar” clamando a Deus por vingança (Ap 6:9-11) é apenas uma metáfora para a justiça e não prova a teoria da imortalidade natural da alma. Caso contrário, dificilmente pareceria que essas pessoas estivessem desfrutando da recompensa. A sepultura é um lugar de descanso para os mortos, que inconscientemente aguardam a ressurreição, quando sua existência consciente será restaurada. Os mortos, mesmo os justos, não são almas desencarnadas que vagam pelo Céu, esperando para se reunir a seus corpos na ressurreição final.

Além disso, sobre o que Paulo poderia estar falando em 1 Coríntios 15:18, quando disse que se não houvesse ressurreição dos mortos, então “os que adormeceram em Cristo estão perdidos”. Como poderiam estar perdidos se já estão na bem-aventurança do Céu, e estão lá há tanto tempo, desde que morreram? Uma doutrina central do NT, a ressurreição dos mortos por ocasião do retorno de Cristo, é anulada pelo falso ensino de que os justos mortos voam para sua recompensa eterna logo após a morte. No entanto, ouvimos isso o tempo todo, principalmente em funerais.

Como ajudar as pessoas a entender que a ideia de que os mortos estão dormindo é uma “boa notícia”, pois eles estão em repouso e não experimentam dor e sofrimento?

Quarta-feira, 30 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.