Administrando em tempos difíceis

Lições da Bíblia1

“Oferece a Deus sacrifício de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altíssimo; invoca-Me no dia da angústia; Eu te livrarei, e tu Me glorificarás.” (Sl 50:14, 15)

Às vezes, nosso mundo parece estar fora de controle: guerras, derramamento de sangue, crime, imoralidade, desastres naturais, pandemias, incerteza econômica, corrupção política e muito mais. Há uma forte necessidade de que indivíduos e famílias pensem primeiro em sua própria sobrevivência. Assim, muito se pensa em buscar segurança nesses tempos incertos, o que, naturalmente, é compreensível.

As labutas da vida tiram muito do nosso foco diário. Dívidas a pagar, filhos para criar e bens para manter tomam tempo e trazem preocupação. E, claro, precisamos de roupas, comida e abrigo. No Sermão da Montanha, Jesus abordou essas necessidades básicas e depois declarou: “Porque os gentios é que procuram todas estas coisas. O Pai de vocês, que está no Céu, sabe que vocês precisam de todas elas. Mas busquem em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça, e todas estas coisas lhes serão acrescentadas” (Mt 6:32, 33).

Em meio a tempos difíceis, quando precisamos nos apoiar no Senhor mais do que nunca, há alguns passos concretos, fundamentados em princípios bíblicos, que devemos seguir.

Sábado, 11 de março de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Administradores fiéis: à espera do Mestre. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 511, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 

Retribuindo – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Ellen G. White escreveu dois capítulos sobre esse importante tema de distribuição de nossos bens: Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 101-111 (“A Pais Ricos”), e Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 412-419 (“Testamentos e Legados”).

Há também uma seção que discute o planejamento patrimonial em Conselhos Sobre Mordomia, p. 219-224. Ellen G. White escreveu: “Se fossem cristãos verdadeiros, praticariam em vida, estando ainda saudáveis e fortes, o que adiam até a morte. Dedicariam a Deus a si mesmos e o que lhes pertence, ao passo que, agindo como Seus mordomos, teriam a satisfação de estar cumprindo seu dever. Como executores de seus próprios testamentos poderiam por si mesmos satisfazer às reivindicações divinas em vez de deixar essa responsabilidade a outros” (Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 415).

O que ela quis dizer com “executores de seus próprios testamentos”? Em um testamento normal, aquele que faz o testamento nomeia um executor para distribuir os bens após sua morte, conforme o testamento. Ao se tornar seu próprio executor, você distribui seus bens enquanto está vivo. Assim, terá a satisfação de ver os resultados e de saber que está lidando de forma adequada com os talentos confiados por Deus.

A segunda vinda de Cristo é a nossa “bendita esperança”. Será incrível ver Jesus voltando. Queremos ouvir as palavras: “Muito bem, servo bom e fiel”. Mas, e se descansarmos antes da volta de Jesus? Se seguirmos Sua vontade revelada, poderemos ter a satisfação de ver Sua obra avançar por causa de nossos esforços, sabendo que, devido ao nosso plano patrimonial, ela continuará depois que partirmos.

Perguntas para consideração

Por que ajuntar tesouros no Céu não é “comprar” a sua salvação?

Devemos ser generosos, mas devemos ser sábios. Algumas pessoas marcam datas para eventos proféticos e fazem apelos por dinheiro: “Visto que nosso dinheiro será inútil naquele tempo, é melhor doá-lo para o ministério deles agora”. Como discernir entre esse engano e maneiras legítimas de usar nosso dinheiro para a causa de Deus?

Sexta-feira, 10 de março de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Administradores fiéis: à espera do Mestre. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 511, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 

Legado espiritual

Lições da Bíblia1

Embora seja difícil saber como seria a vida na Terra se os seres humanos não tivessem pecado, podemos ter certeza de que não haveria acúmulo, ganância, pobreza – coisas que atormentam nosso mundo ao longo da história. Se temos propriedades conquistadas pelo trabalho honesto, esses bens são legítimos. No entanto, uma manifestação da vida neste mundo de pecado é o uso egoísta e mesquinho das bênçãos que Deus colocou em nossas mãos. No fim, no entanto, independentemente de quanto temos, há um ponto importante do qual devemos sempre nos lembrar.

5. Leia os textos a seguir. Qual é o ponto central em todos eles, e como isso deve impactar o que fazemos com as bênçãos materiais que Deus nos concedeu? Sl 24:1; Hb 3:4; Sl 50:10; Gn 14:19; Cl 1:15-17

Sl 24:1 (ARA)2: “Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam.”

Hb 3:4 (ARA)2: “Pois toda casa é estabelecida por alguém, mas aquele que estabeleceu todas as coisas é Deus.”

Sl 50:10 (ARA)2: “Pois são meus todos os animais do bosque e as alimárias aos milhares sobre as montanhas.

Gn 14:19 (ARA)2: “abençoou ele a Abrão e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, que possui os céus e a terra;”

Cl 1:15-17 (ARA)2: “15 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; 16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. 17 Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.”

Somos administradores do que Deus nos confiou; ou seja, Ele é o dono de tudo, e é o Senhor quem nos dá vida, existência e força para obter as coisas. Então, é lógico que, quando tivermos completado a tarefa que Deus nos deu, e tivermos cuidado de nossa família, devemos devolver o restante a Ele.

“Ao dar à obra de Deus, você está ajuntando para si tesouros no Céu. Tudo o que você ajuntar lá em cima está livre de desastre e perda e aumenta, tornando-se em bens eternos e duradouros [e] será registrado na conta de vocês no reino dos Céus” (Ellen G. White, Conselhos Sobre Mordomia, p. 232).

Há muitas vantagens em doar agora, enquanto estivermos vivos. Eis algumas: (1) O doador pode ver os resultados no presente: um novo prédio da igreja, um jovem na faculdade, uma campanha evangelística financiada, etc.. (2) O ministério ou a pessoa pode se beneficiar agora quando a necessidade é maior. (3) Não há briga entre familiares ou amigos após sua morte. (4) É um bom exemplo de valores familiares de generosidade e amor ao próximo. (5) Minimiza impostos sucessórios. (6) Garante que a doação será feita à entidade destinada, sem interferência judicial ou parentes descontentes. (7) Demonstra que o coração do doador foi mudado do egoísmo para o altruísmo. (8) Armazena tesouros no Céu.

Quinta-feira, 09 de março de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Administradores fiéis: à espera do Mestre. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 511, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Caridade no leito de morte

Lições da Bíblia1

4. Que princípios podemos tirar dos seguintes textos sobre como devemos lidar com o dinheiro?

1 Tm 6:17 (ARA)2: “Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento;

2 Co 4:18 (ARA)2: “não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.

Pv 30:8 (ARA)2: “afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário;”

Ec 5:10 (ARA)2: “Quem ama o dinheiro jamais dele se farta; e quem ama a abundância nunca se farta da renda; também isto é vaidade.”

O dinheiro pode exercer um controle poderoso sobre o ser humano, o que tem levado muitos à ruína. Quem nunca ouviu falar de pessoas que fizeram coisas terríveis por causa do dinheiro – mesmo quando já possuíam muito?

Mas não precisa ser assim. Pelo poder de Deus, podemos vencer a tentativa do inimigo de tomar o que devia ser uma bênção (posses materiais) e transformar isso em maldição.

No contexto de ser um bom mordomo ao planejar para a morte, um perigo que as pessoas enfrentam é a tentação de acumular bens agora, justificando esse acúmulo com a seguinte ideia: “Bem, quando eu estiver perto de morrer, poderei doar tudo”. Isso seria melhor do que gastar tudo agora. No entanto, podemos fazer melhor do que isso. Não devemos ser inconsequentes como aquele bilionário que desperdiçava dinheiro e declarou que ficaria feliz se o cheque para seu funeral voltasse!

“Vi que muitos sonegam a causa de Deus enquanto estão vivos, acalmando a consciência com a ideia de que serão caridosos na morte. Dificilmente ousam exercer fé e confiança em Deus para dar qualquer coisa enquanto vivem. Mas essa caridade no leito de morte não é o que Cristo exige de Seus seguidores; ela não pode desculpar o egoísmo da vida deles. Os que se apegam às suas propriedades até o último momento entregam-nas à morte em vez de fazê-lo para a Causa. Os prejuízos ocorrem continuamente. Bancos vão à falência e as propriedades vão sendo perdidas de muitas maneiras. Muitos se propõem a fazer algo, mas adiam o assunto, e Satanás entra em ação para que de modo algum os meios sejam postos no tesouro. Perdem-se antes de voltar para Deus, e Satanás se alegra com isso” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 130).

Por que devemos ter cuidado em nosso modo de justificar o uso das bênçãos materiais?

Quarta-feira, 08 de março de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Comece com as necessidades pessoais

Lições da Bíblia1

Nos tempos do AT, muitos dos filhos de Israel eram agricultores e pastores. Assim, as bênçãos prometidas por Deus eram transmitidas na linguagem agrícola. Por exemplo, em Provérbios 3:9 e 10, Deus diz que, se formos fiéis, nossos “celeiros ficarão cheios”. Muitos cristãos não têm um celeiro hoje. Então, Deus abençoará nosso trabalho ou negócio se estivermos dispostos a segui-Lo e a obedecer-Lhe.

3. Leia Provérbios 27:23-27. “Procure conhecer o estado das suas ovelhas e cuide dos seus rebanhos”. Como aplicar essas palavras hoje?

Provérbios 27:23-27 (ARA)2: “23 Procura conhecer o estado das tuas ovelhas e cuida dos teus rebanhos, 24 porque as riquezas não duram para sempre, nem a coroa, de geração em geração. 25 Quando, removido o feno, aparecerem os renovos e se recolherem as ervas dos montes, 26 então, os cordeiros te darão as vestes, os bodes, o preço do campo, 27 e as cabras, leite em abundância para teu alimento, para alimento da tua casa e para sustento das tuas servas.

Por mais que a Bíblia alerte contra a opressão aos pobres, ou a respeito da ganância, as Escrituras não condenam a riqueza nem os esforços para adquiri-la, desde que isso não seja feito de forma desonesta ou por meio da opressão aos outros. O texto de Provérbios indica que devemos ser diligentes para que possamos ter o suficiente para nós mesmos e para nossa família. “As cabras produzirão leite em abundância para alimentar você, alimentar a sua casa e sustentar as suas servas” (Pv 27:27).

Podemos parafrasear esse verso: “Revise seus registros financeiros e determine o estado de seus assuntos financeiros”. Ou: “Faça um balanço patrimonial e entenda sua relação dívida/capital”. De tempo em tempo, durante seus anos de trabalho, seria apropriado revisar seu testamento ou outros documentos em relação aos seus bens atuais e atualizar esses documentos, se for necessário. Testamentos e empresas de administração de patrimônio são estabelecidos no processo de planejamento patrimonial, a fim de proteger a família em caso de morte prematura, ou, por motivos de saúde, na impossibilidade de decidir sobre o destino de seus bens. Planeje o que ocorrerá com suas posses quando elas não mais estiverem sob sua administração.

A mordomia cristã das bênçãos que Deus nos deu não trata apenas do que temos enquanto vivemos, mas também do que acontece depois que descansamos. A menos que o Senhor retorne em nosso tempo, um dia morreremos, e os nossos bens, poucos ou muitos, ficarão aqui. Portanto, cabe a nós tomar providências para que esses recursos sejam uma bênção para outros e um auxílio para a obra de Deus.

“As riquezas não duram para sempre” (Pv 27:24). É importante pensar nesse conceito?

Terça-feira, 07 de março de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Não levamos nada para o túmulo

Lições da Bíblia1

Certa vez alguém perguntou a Billy Graham o que mais o havia surpreendido na vida, agora que ele estava idoso (ele tinha 60 anos). A resposta de Graham? “A brevidade dela”.

2. O que os textos a seguir ensinam sobre a vida humana terrena? Sl 49:17; 1Tm 6:6, 7; Sl 39:11; Tg 4:14; Ec 2:18-22

Sl 49:17 (ARA)2: “pois, em morrendo, nada levará consigo, a sua glória não o acompanhará.”

1Tm 6:6, 7 (ARA)2: “6 De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. 7 Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele.

Sl 39:11 (ARA)2: “Quando castigas o homem com repreensões, por causa da iniquidade, destróis nele, como traça, o que tem de precioso. Com efeito, todo homem é pura vaidade.

Tg 4:14 (ARA)2: “Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa.”

Ec 2:18-22 (ARA)2: “18 Também aborreci todo o meu trabalho, com que me afadiguei debaixo do sol, visto que o seu ganho eu havia de deixar a quem viesse depois de mim. 19 E quem pode dizer se será sábio ou estulto? Contudo, ele terá domínio sobre todo o ganho das minhas fadigas e sabedoria debaixo do sol; também isto é vaidade. 20 Então, me empenhei por que o coração se desesperasse de todo trabalho com que me afadigara debaixo do sol. 21 Porque há homem cujo trabalho é feito com sabedoria, ciência e destreza; contudo, deixará o seu ganho como porção a quem por ele não se esforçou; também isto é vaidade e grande mal. 22 Pois que tem o homem de todo o seu trabalho e da fadiga do seu coração, em que ele anda trabalhando debaixo do sol?

Não só a vida passa rapidamente, mas, quando morremos, não levamos nada conosco, pelo menos dos bens materiais. A única coisa que nos acompanha é o caráter. Isso significa que deixamos o que temos para outras pessoas. Quem vai ficar com os nossos bens? Depende dos planos feitos de antemão.

Embora nem todos tenham propriedades, a maioria das pessoas, como trabalharam ao longo dos anos, acumularam algo. O que acontecerá com isso depois da morte é uma questão que todos devem considerar.

No fim da vida, não importa se a pessoa tem muitos ou poucos bens, o planejamento patrimonial pode ser seu ato final de mordomia cristã, de administração cuidadosa daquilo com que Deus os abençoou. Se alguém não tem um plano de patrimônio que inclua um testamento ou uma holding familiar (empresa criada para administrar bens dos herdeiros), as leis do estado ou do governo civil podem ser aplicadas (tudo isso depende, é claro, de onde a pessoa vive). Se alguém morrer sem deixar testamento, a maioria das jurisdições civis simplesmente passarão seus bens para os parentes, quer eles precisem ou não, quer façam ou não bom uso do dinheiro, não importa se a pessoa tivesse ou não escolhido dar uma parte dos recursos para os parentes. A igreja não vai receber nada. Se for isso que a pessoa quiser, tudo bem. Se não, ela precisa planejar com antecedência. Nesse contexto, busque orientação profissional para escolher a forma mais eficaz e econômica de administrar os recursos de Deus.

Como Deus é o Dono de tudo (ver Sl 24:1), seria lógico concluir a partir de uma perspectiva bíblica que, quando tivermos terminado a tarefa que Deus nos confiou, devemos devolver a Ele, o legítimo Dono, o que restar, uma vez que as necessidades dos entes queridos estejam atendidas.

A morte, como sabemos, pode vir a qualquer momento, inesperadamente. O que aconteceria com seus entes queridos se você morresse hoje? O que aconteceria com seus bens? Seriam distribuídos como você gostaria?

Segunda-feira, 06 de março de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O rico insensato

Lições da Bíblia1

1. Leia Lucas 12:16-21. Qual é a mensagem relevante nesse texto? Que repreensão o Senhor fez ao insensato, e o que isso nos diz a respeito de como deve ser nossa atitude em relação ao que possuímos?

Lucas 12:16-21 (ARA)2: “16 E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produziu com abundância. 17 E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? 18 E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. 19 Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. 20 Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? 21 Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.

Embora a mensagem seja mais ampla do que isso, pode-se argumentar que essa história fala sobre o que não fazer na aposentadoria. Portanto, se alguém está encerrando a carreira profissional para gastar seus recursos acumulados consigo mesmo, deve ter cuidado e levar a sério essa história. O problema não está em trabalhar, acumular bens e enriquecer. O problema é a atitude. As palavras “descanse, coma, beba e aproveite a vida” (Lc 12:19) expressam o verdadeiro problema.

“A aspiração daquele homem não era mais elevada que a dos animais, que perecem. Vivia como se não houvesse Deus, nem Céu, nem vida futura; como se tudo que possuía lhe pertencesse, e nada devesse a Deus nem aos homens” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 146).

Se, tendo recebido as bênçãos de Deus, só pensamos em nós mesmos e ignoramos os outros e a causa de Deus, seguimos o exemplo do rico louco. A parábola não sugere que o rico fosse preguiçoso ou desonesto. O problema era a maneira de gastar os recursos. Como não sabemos o dia da nossa morte, devemos estar sempre prontos, vivendo para cumprir a vontade de Deus, em vez de levar uma vida egoísta.

A perspectiva bíblica geralmente é que uma pessoa trabalhe e produza enquanto ela é capaz. Os autores dos livros de Daniel e Apocalipse estavam, muitos acreditam, na casa dos 80 anos quando completaram seu trabalho, numa época em que a expectativa de vida girava em torno de 50 anos. Ellen G. White publicou alguns de seus livros mais conhecidos e mais amados, como O Desejado de Todas as Nações, após seus 70 anos. Portanto, na medida do possível, a idade não deve nos impedir de ser produtivos nem de fazer o bem.

Jesus aconselhou aqueles que aguardavam Sua segunda vinda a não apenas vigiar, mas continuar trabalhando também (Mt 24:44-46).

Não importa a nossa idade nem a soma dos nossos bens, como evitar a armadilha do insensato? Pergunte a si mesmo: “Qual é o meu propósito na vida?”

Domingo, 05 de março de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Administradores fiéis: à espera do Mestre. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 511, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Retribuindo

Lições da Bíblia1

“Então ouvi uma voz do Céu, dizendo: — Escreva: ‘Bemaventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor.’ — Sim — diz o Espírito —, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham” (Ap 14:13).

Ao nos aproximarmos do fim de nossos anos laborais, nosso foco financeiro se volta para a preservação de nossos bens levando em consideração os anos finais da vida. A transição do período de trabalho para o tempo da aposentadoria pode ser uma experiência traumática. Em termos de finanças, qual é a melhor maneira de proceder?

À medida que as pessoas envelhecem, naturalmente começam a se preocupar com o futuro. Os temores mais comuns são: morrer cedo demais (antes que a família esteja segura); viver tempo demais (esgotando suas economias); enfermidade grave (todos os recursos poderiam se extinguir) e deficiência mental ou física (quem vai cuidar de mim?).

Ao comentar esses medos, Ellen G. White escreveu: “Todos esses temores são originados por Satanás […]. Caso tomassem a atitude que Deus deseja que mantenham, seus últimos dias seriam os melhores e mais felizes […]. Devem pôr de lado a ansiedade e as preocupações, ocupar o tempo da maneira mais satisfatória possível e amadurecerem para o Céu (Testemunhos Para a Igreja, v. 1, p. 376).

Vamos estudar o conselho de Deus sobre nossos últimos anos. O que devemos fazer, o que devemos evitar e quais princípios devemos seguir?

Sábado, 04 de março de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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