Um chamado à fidelidade

Lições da Bíblia1

A mensagem do segundo anjo é: “Caiu! Caiu a grande Babilônia” (Ap 14:8). Em Apocalipse 17, a mulher identificada como a Babilônia espiritual, vestida de púrpura e escarlate, cavalga sobre uma besta de cor escarlate, passa de mão em mão sua taça de vinho e embriaga de enganos o mundo. Igreja e Estado se unem. A mentira prevalece. Demônios fazem seus milagres para enganar. O mundo avança para o conflito final.

O povo de Deus é caluniado, ridicularizado e perseguido, mas em Cristo e pelo poder do Espírito Santo, ele permanece firme em seu compromisso. Os poderes do inferno não podem quebrar sua lealdade a Cristo. Seu povo está seguro Nele. Ele é seu “refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações” (Sl 46:1).

No tempo do fim, Deus chama um povo à fidelidade à Palavra. Jesus orou: “Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade” (Jo 17:17). A verdade da Palavra, não as opiniões e tradições humanas, é a Estrela do Norte para nos guiar nesse momento decisivo da história da Terra.

Em 13 de novembro de 1893, em Nova York, o Dr. Edward T. Hiscox, autor do Standard Manual for Baptist Churches, dirigiu-se a um grupo de centenas de ministros batistas e chocou a todos ao explicar como o domingo entrou na igreja cristã: “Que pena que o domingo tenha vindo carimbado com a marca do paganismo, e sido batizado com o nome do deus Sol, depois adotado e sancionado pela apostasia papal, e transmitido como um legado sagrado ao protestantismo!”

6. Leia Ezequiel 20:1-20. Qual é a essência da mensagem de Ezequiel nessa passagem, e como o sábado se enquadra nesse chamado à fidelidade?

Ezequiel 20:1-20 (ARA)2: “1 No quinto mês do sétimo ano, aos dez dias do mês, vieram alguns dos anciãos de Israel para consultar ao Senhor; e assentaram-se diante de mim. 2 Então, veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: 3 Filho do homem, fala aos anciãos de Israel e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Acaso, viestes consultar-me? Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, vós não me consultareis. 4 Julgá-los-ias tu, ó filho do homem, julgá-los-ias? Faze-lhes saber as abominações de seus pais 5 e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: No dia em que escolhi a Israel, levantando a mão, jurei à descendência da casa de Jacó e me dei a conhecer a eles na terra do Egito; levantei-lhes a mão e jurei: Eu sou o Senhor, vosso Deus. 6 Naquele dia, levantei-lhes a mão e jurei tirá-los da terra do Egito para uma terra que lhes tinha previsto, a qual mana leite e mel, coroa de todas as terras. 7 Então, lhes disse: Cada um lance de si as abominações de que se agradam os seus olhos, e não vos contamineis com os ídolos do Egito; eu sou o Senhor, vosso Deus. 8 Mas rebelaram-se contra mim e não me quiseram ouvir; ninguém lançava de si as abominações de que se agradavam os seus olhos, nem abandonava os ídolos do Egito. Então, eu disse que derramaria sobre eles o meu furor, para cumprir a minha ira contra eles, no meio da terra do Egito. 9 O que fiz, porém, foi por amor do meu nome, para que não fosse profanado diante das nações no meio das quais eles estavam, diante das quais eu me dei a conhecer a eles, para os tirar da terra do Egito. 10 Tirei-os da terra do Egito e os levei para o deserto. 11 Dei-lhes os meus estatutos e lhes fiz conhecer os meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles. 12 Também lhes dei os meus sábados, para servirem de sinal entre mim e eles, para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica. 13 Mas a casa de Israel se rebelou contra mim no deserto, não andando nos meus estatutos e rejeitando os meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles; e profanaram grandemente os meus sábados. Então, eu disse que derramaria sobre eles o meu furor no deserto, para os consumir. 14 O que fiz, porém, foi por amor do meu nome, para que não fosse profanado diante das nações perante as quais os fiz sair. 15 Demais, levantei-lhes no deserto a mão e jurei não deixá-los entrar na terra que lhes tinha dado, a qual mana leite e mel, coroa de todas as terras. 16 Porque rejeitaram os meus juízos, e não andaram nos meus estatutos, e profanaram os meus sábados, pois o seu coração andava após os seus ídolos. 17 Não obstante, os meus olhos lhes perdoaram, e eu não os destruí, nem os consumi de todo no deserto. 18 Mas disse eu a seus filhos no deserto: Não andeis nos estatutos de vossos pais, nem guardeis os seus juízos, nem vos contamineis com os seus ídolos. 19 Eu sou o Senhor, vosso Deus; andai nos meus estatutos, e guardai os meus juízos, e praticai-os; 20 santificai os meus sábados, pois servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou o Senhor, vosso Deus.

Ezequiel 20 foi um apelo para que Israel abandonasse práticas pagãs e adorasse o Criador, em vez dos falsos deuses, no caso os “ídolos do Egito”. Nas três mensagens angélicas, Deus fez um apelo semelhante para adorar o Criador, pois Babilônia caiu. O sábado e a fidelidade a Ele terão papel importante nos eventos finais.

Que lições tiramos do que foi escrito em Ezequiel 20:1-20? (Veja também 1Co 10:11 [“Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado.”]). 

Quarta-feira, 31 de maio de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. As três mensagens do Apocalipse. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 512, abr. maio jun. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Babilônia: o centro da adoração ao Sol

Lições da Bíblia1

A adoração ao Sol era notável no Egito, Assíria, Pérsia e certamente na Babilônia. Em seu livro The Worship of Nature, James G. Frazer faz esta observação: “Na antiga Babilônia, o Sol era adorado desde tempos imemoriais” (London: Macmillan and Co., 1926, v. 1, p. 529), Pode ser surpreendente, mas algumas vezes a adoração babilônica ao Sol influenciou a adoração por parte do povo de Deus no AT.

5. O que os profetas escreveram sobre a influência da adoração ao Sol em Israel e em Judá? Ez 8:16; 2Rs 23:5, 11; Rm 1:25

Ez 8:16 (ARA)2: “Levou-me para o átrio de dentro da Casa do Senhor, e eis que estavam à entrada do templo do Senhor, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do Senhor e com o rosto para o oriente; adoravam o sol, virados para o oriente.

2Rs 23:5, 11 (ARA)2: “5 Também destituiu os sacerdotes que os reis de Judá estabeleceram para incensarem sobre os altos nas cidades de Judá e ao redor de Jerusalém, como também os que incensavam a Baal, ao sol, e à lua, e aos mais planetas, e a todo o exército dos céus. 11 Também tirou os cavalos que os reis de Judá tinham dedicado ao sol, à entrada da Casa do Senhor, perto da câmara de Natã-Meleque, o camareiro, a qual ficava no átrio; e os carros do sol queimou.”

Rm 1:25 (ARA)2: “pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!

Ezequiel, contemporâneo de Daniel, retratou pessoas de costas para o templo do Senhor e virados para o leste, adorando o Sol, em vez de adorar o Criador do Sol.

Em Apocalipse 17, João descreveu um tempo em que os princípios da Babilônia, incluindo a adoração ao Sol, entrariam na igreja durante uma era de concessões. A conversão inesperada de Constantino, no início do 4º século, causou alegria ao Império Romano. Constantino era inclinado a adorar o Sol. Edward Gibbon, renomado historiador, escreveu: “O Sol era universalmente celebrado como o guia invencível e o protetor de Constantino” (The History of the Decline and Fall of the Roman Empire [London: J. O. Robinson & Co, Ltd., 1830], p. 12). Em 321 d.C., Constantino aprovou a primeira “lei dominical”, que dizia: “No venerável dia do Sol, que os Magistrados e as pessoas que residem nas cidades descansem, e que todos os estabelecimentos sejam fechados” (Edict of Constantine, 321 d.C). Essa lei não impôs a observância dominical a todos os súditos de Constantino, mas fortaleceu a observância do domingo na mente da população.

Nas décadas seguintes, imperadores e papas continuaram, por meio de decretos estatais e concílios da igreja, a estabelecer o domingo como único dia de adoração, o qual permanece hoje para a maioria dos cristãos. Esse é um exemplo da verdade de que, não é porque a maioria acredita em algo, ou o pratica, que isso se torna o certo.

Observe a predominância da adoração dominical nas igrejas cristãs. O que isso nos ensina sobre como os enganos satânicos são difundidos? Novamente, assim como no caso do estado dos mortos, qual é a nossa única proteção?

Terça-feira, 30 de maio de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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A antiga mentira da imortalidade

Lições da Bíblia1

3. Leia Apocalipse 16:13, 14 e 18:2, 23. Que alusões ao espiritismo encontramos nesses versos?

Apocalipse 16:13, 14 (ARA)2: “13 Então, vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs; 14 porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso.”

Apocalipse 18:2, 23 (ARA)2: “2 Então, exclamou com potente voz, dizendo: Caiu! Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável, […] 23 Também jamais em ti brilhará luz de candeia; nem voz de noivo ou de noiva jamais em ti se ouvirá, pois os teus mercadores foram os grandes da terra, porque todas as nações foram seduzidas pela tua feitiçaria.”

Expressões como “morada de demônios”, “espíritos de demônios” e “feitiçaria” indicam atividade demoníaca. Não é à toa que fomos avisados de que dos dois grandes enganos nos últimos dias, um será “a imortalidade da alma” (ver Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 489, 490).

Isso é comum hoje. Mesmo no mundo cristão, a crença de que a alma é imortal é considerada doutrina cristã básica. Muitos acreditam que, na morte, os salvos voam para o Céu, e os perdidos descem ao inferno. Quantas vezes, por exemplo, depois que o grande evangelista Billy Graham morreu, ouvimos dizer que “Billy Graham está seguro agora no Céu, nos braços amorosos de Jesus”, ou algo semelhante? Coisas assim são ensinadas nos púlpitos, nas salas de aula e, principalmente, em funerais.

4. Que instrução Deus deu ao Seu povo sobre a vida após a morte e sobre onde está nossa esperança? Ec 9:5; Jó 19:25-27; 1Ts 4:16, 17; Ap 14:13

Ec 9:5 (ARA)2: “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento.

Jó 19:25-27 (ARA)2: “25  Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra.  26  Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. 27 Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim.”

1Ts 4:16, 17 (ARA)2: “16 Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; 17 depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor.

Ap 14:13 (ARA)2: “Então, ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham.”

Um dos pilares do engano babilônico é uma falsa compreensão da morte, que, centrada na ideia da imortalidade da alma, prepara o caminho para a influência enganosa do espiritismo. Se você acredita que os mortos, de alguma forma, vivem e podem até ser capazes de se comunicar conosco, então que proteção você tem contra qualquer um dos milhares de enganos satânicos? Se alguém que você pensou que fosse sua mãe ou filho morto, ou alguém amado, de repente aparecesse e falasse com você, quão facilmente você seria enganado por seus sentidos? Isso aconteceu no passado, ocorre agora e, visto que nos aproximamos dos últimos dias, acontecerá outra vez. A única proteção é estar firmemente enraizado no que a Bíblia ensina e se apegar ao ensino bíblico sobre a morte como um sono até a segunda vinda de Jesus.

Que exemplos de espiritismo moderno existem em sua cultura hoje? Por que a estrita fidelidade à Palavra de Deus é a nossa única proteção?

Segunda-feira, 29 de maio de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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O caminho que parece direito

Lições da Bíblia1

No contexto dos últimos dias, Jesus fez um alerta importante: “Surgirão falsos cristos e falsos profetas, operando sinais e prodígios, para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mc 13:22). Quem são os eleitos? Cristo disse: “Ele enviará os Seus anjos, com grande som de trombeta, os quais reunirão Seus escolhidos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt 24:31). Não é assustador que o engano nos últimos dias será tão grande que até os fiéis estarão em perigo de serem enganados?

1. Quem é enganado por Satanás? Como entender essas palavras? Ap 12:9

Ap 12:9 (ARA)2: “E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos.” 

Deus terá fiéis nos últimos dias, como teve ao longo dos séculos. No entanto, a Bíblia mostra que o engano de Satanás será muito difundido.

2. Leia Provérbios 14:12. Que aviso importante há nessa passagem?

Provérbios 14:12 (ARA)2: “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte.

Muitas vezes as pessoas são instruídas a seguir a própria consciência, a fim de determinar por si mesmas o que é certo ou errado, bom ou mau, e então viver em conformidade com isso. Mas as Escrituras dizem que somos todos pecadores, todos corruptos (Jr 17:9; Rm 3:9-18), e, portanto, confiar apenas em nossos sentimentos é um modo garantido de, mais cedo ou mais tarde, entender e agir de maneira errada. Muito mal tem sido cometido por pessoas convencidas de que suas motivações eram corretas. Ou seja, seguiram o “caminho que ao ser humano parece direito”.

Em vez disso, devemos mergulhar na Palavra de Deus, e a partir dela, à medida que nos rendemos ao Espírito Santo, aprender a distinguir a verdade do erro, o certo do errado, o bem do mal. Deixados às nossas próprias inclinações, ou mesmo aos nossos próprios sentidos, podemos nos tornar presas fáceis para os enganos de Satanás.

Pense nos casos de pessoas que agiram com base no que elas acreditavam ser certo, ou mesmo no que acreditavam ser a vontade de Deus, e acabaram fazendo o que é mau. O que aprendemos com esses trágicos eventos?

Domingo, 28 de maio de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Os últimos enganos de Satanás

Lições da Bíblia1

“Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade” (Jo 17:17).

Era uma linda manhã de setembro em Chicago. Enquanto o sol se levantava sobre o lago Michigan, passageiros lutavam contra os engarrafamentos nas vias expressas Kennedy e Eisenhower, e as crianças iam para a escola, se desenrolava uma história arrepiante que amedrontou os habitantes de Chicago. Pessoas estavam adoecendo gravemente, e algumas estavam morrendo poucas horas depois de tomar cápsulas de Tylenol. Testes realizados mostraram que essas cápsulas estavam envenenadas com cianeto de potássio, um veneno mortal. Um indivíduo mentalmente perturbado havia adulterado a medicação. Até hoje, não se sabe quem fez isso.

Como vimos, o Apocalipse adverte que “os que habitam sobre a Terra” beberão uma poção mortal, o “vinho de Babilônia”. Há falsas doutrinas e falsos ensinamentos que, no fim, só levarão à morte. No entanto, o mundo não é deixado sem o antídoto, a proteção contra esse veneno espiritual: as três mensagens angélicas.

Na lição desta semana, continuaremos estudando não só os enganos de Babilônia, mas o plano de Jesus para nos salvar deles, bem como da morte que eles trariam se não fosse a intervenção divina.

Sábado, 27 de maio de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Uma cidade chamada confusão – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“A mensagem de Apocalipse 14, anunciando a queda de Babilônia, aplica-se às organizações religiosas que se corromperam. Visto que essa mensagem se segue à advertência sobre o Juízo, deve ser proclamada nos últimos dias; portanto, não se refere apenas à igreja de Roma, pois essa igreja tem estado em condição decaída há muitos séculos” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 326).

A história dos três hebreus que receberam ordens para adorar “a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor levantou” (Dn 3:5) na antiga Babilônia permanece como um símbolo, um modelo, do que acontecerá quando a Babilônia espiritual, nos últimos dias, impuser a adoração de uma falsa “imagem” (Ap 13:15; 14:9, 11; 16:2; 19:20; 20:4). É interessante que o segundo mandamento, que os três hebreus teriam violado (Êx 20:4, 5), foi um dos dois mandamentos que esse poder, retratado em outro lugar como buscando “mudar os tempos e a lei” (Dn 7:25), tinha alterado.

Qual foi o outro mandamento que esse poder alterou? O quarto, que está no centro da questão da adoração e será crucial na crise final, quando enfrentarmos a decisão de adorar Aquele que “fez os céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou” (Êx 20:11; Ap 14:7) ou a besta e a sua imagem.

Perguntas para consideração

Qual é a relação da Torre de Babel com a Babilônia espiritual moderna? Quais são as semelhanças entre elas?

Jesus deu autoridade à igreja, mas é perigoso colocar nossa experiência religiosa nas mãos de líderes espirituais. Quais são os limites da autoridade da igreja?

Como entender que a idolatria, um dos pecados de Babilônia, não se trata apenas de se curvar a estátuas? De que maneira até os protestantes podem cair na idolatria?

Quais paralelos podemos encontrar entre Daniel 3 e a adoração forçada, e quanto às questões sobre as quais fomos advertidos no contexto dos últimos dias?

Sexta-feira, 26 de maio de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Babilônia: o centro da idolatria

Lições da Bíblia1

Uma pista identifica o “mistério de Babilônia”: a idolatria estava no centro da adoração babilônica.

6. O que Jeremias fala sobre a adoração de imagens na antiga Babilônia, e qual é a resposta de Deus a isso? Jr 50:33-38; 51:17, 47

Jr 50:33-38 (ARA)2: “33 Assim diz o Senhor dos Exércitos: Os filhos de Israel e os filhos de Judá sofrem opressão juntamente; todos os que os levaram cativos os retêm; recusam deixá-los ir; 34 mas o seu Redentor é forte, Senhor dos Exércitos é o seu nome; certamente, pleiteará a causa deles, para aquietar a terra e inquietar os moradores da Babilônia. 35 A espada virá sobre os caldeus, diz o Senhor, e sobre os moradores da Babilônia, sobre os seus príncipes, sobre os seus sábios. 36 A espada virá sobre os gabarolas, e ficarão insensatos; virá sobre os valentes dela, e ficarão aterrorizados. 37 A espada virá sobre os seus cavalos, e sobre os seus carros, e sobre todo o misto de gente que está no meio dela, e este será como mulheres; a espada virá sobre os tesouros dela, e serão saqueados. 38 A espada virá sobre as suas águas, e estas secarão; porque a terra é de imagens de escultura, e os seus moradores enlouquecem por estas coisas horríveis.

Jr 51:17, 47 (ARA)2: “17 Todo homem se tornou estúpido e não tem saber; todo ourives é envergonhado pela imagem que esculpiu; pois as suas imagens são mentira, e nelas não há fôlego. […] 47 Portanto, eis que vêm dias, em que castigarei as imagens de escultura da Babilônia, toda a sua terra será envergonhada, e todos os seus cairão traspassados no meio dela.

Os capítulos 50 e 51 de Jeremias previram a destruição de Babilônia pelos medos e persas. Uma das razões para isso foi a idolatria. Os babilônios acreditavam que as imagens eram representações das divindades. O ritual de cuidado das estátuas das divindades bem como sua adoração eram sagrados; os deuses viviam simultaneamente em suas estátuas em templos e nas forças naturais que incorporavam. Saquear ou destruir ídolos resultava na perda da proteção divina. Por exemplo, o príncipe caldeu Marduque-apla-iddina II fugiu para os pântanos do sul da Mesopotâmia com as estátuas dos deuses da Babilônia a fim de salvá-las dos exércitos de Senaqueribe da Assíria (Jane R. McIntosh, Ancient Mesopotamia: New Perspectives, ABC-CLIO, Inc., [Santa Barbara, CA, 2005], p. 203).

Não devemos adorar imagens mortas, mas ao Deus vivo (Jr 51:15, 16, 19).

7. O que a Bíblia ensina sobre idolatria? Êx 20:4-6; Sl 115:4-8

Êx 20:4-6 (ARA)2: 4 Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 5 Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem 6 e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.”

Sl 115:4-8 (ARA)2: “4 Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens. 5 Têm boca e não falam; têm olhos e não veem; 6 têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. 7 Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta.  8 Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam.

Embora a idolatria de Babilônia seja mais profunda do que se curvar diante de imagens de madeira e pedra, a Babilônia espiritual assemelha-se à antiga Babilônia com as imagens introduzidas em sua adoração. O uso de imagens na adoração, a chamada “veneração”, é uma transgressão do segundo mandamento, pois limita a capacidade do Espírito Santo para impressionar a mente com as coisas eternas e reduz a majestade de Deus a uma estátua sem vida. As imagens foram introduzidas no cristianismo no 4º século para torná-lo mais aceitável aos pagãos. São conferidas a essas imagens a homenagem que pertence a Deus, o que é espiritualmente degradante.

Quinta-feira, 25 de maio de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Um chamado ao compromisso

Lições da Bíblia1

O apelo do Apocalipse é um chamado urgente à fidelidade, resumido no simbolismo das duas mulheres. Mesmo que pareça que o povo de Deus será derrotado no conflito cósmico entre verdade e engano, Deus promete que Sua igreja triunfará no final.

5. Que promessa Jesus fez sobre Sua igreja? Mt 16:18; Ap 17:14

Mt 16:18 (ARA)2: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.”

Ap 17:14 (ARA)2: “Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com ele.

Cristo é o sólido fundamento sobre o qual a igreja está construída. Sua igreja se fundamenta nos ensinos de Sua Palavra e é guiada por Seu Espírito. Babilônia, em contraste, apega-se a ensinos e tradições humanas. Qualquer líder religioso que coloque opiniões ou tradições humanas no lugar, ou acima, da vontade revelada por Deus nas Escrituras está simplesmente promovendo a confusão babilônica.

Nos tempos da antiga Babilônia, Igreja e Estado eram um e a mesma coisa. Quando Nabucodonosor se assentava no trono em seu templo, ele supostamente falava no lugar dos deuses. Em uma ocasião, como ato de desafio ao verdadeiro Deus, o rei babilônio aprovou um decreto universal que impôs a adoração e ordenou que os seus súditos se curvassem ao seu decreto, um poderoso símbolo do que o povo fiel de Deus, que se recuse a adorar a falsa imagem, enfrentará nos últimos dias (ver Dn 3).

Nos últimos dias da história da Terra, um sistema de união Igreja-Estado se levantará, Babilônia espiritual, com um líder espiritual afirmando falar como Deus. A palavra dele será declarada como a própria palavra de Deus, e suas ordens, as ordens de Deus. Ao longo dos séculos, os pontífices romanos declararam que estão no lugar do Criador na Terra. Em sua carta encíclica de 20 de junho de 1894, o Papa Leão XIII declarou: “Nós temos na Terra o lugar de Deus Todo-Poderoso”. O Dicionário Eclesiástico Ferraris diz: “O papa é de tão grande dignidade e tão exaltado que ele não é um homem, mas Deus, e Vigário de Deus”. Paulo disse que esse poder “se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, apresentando-se como se fosse o próprio Deus” (2Ts 2:4).

Deus tem fiéis em “Babilônia”. Devemos condenar as pessoas que estão inseridas nesse sistema de engano? Por que devemos ter cuidado ao falar sobre isso?

Quarta-feira, 24 de maio de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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