O ano do jubileu

Lições da Bíblia1:

A Terra Prometida era tão essencial para a identidade de Israel como povo de Deus que não poderia ser dividida de maneira ampla e sem critérios. Sua repartição precisava ser feita entre tribos, clãs e famílias (Nm 34:13-18) para garantir que não ficasse nas mãos de algumas elites dominantes.

5. Leia Levítico 25:1-5, 8-13. Qual era o propósito do ano sabático e do ano do jubileu?

Levítico 25:1-5, 8-13 (NAA)2: 1 O Senhor disse a Moisés, no monte Sinai: 2 — Fale aos filhos de Israel e diga-lhes: Quando entrarem na terra que eu lhes dou, a própria terra guardará um sábado dedicado ao Senhor. 3 Durante seis anos vocês semearão os seus campos, e durante seis anos vocês podarão as suas vinhas e colherão os frutos delas. 4 Porém, no sétimo ano, haverá um sábado de descanso solene para a terra, um sábado dedicado ao Senhor; não semeiem os seus campos, nem façam a poda de suas vinhas. 5 Não façam a colheita do que nascer por si mesmo nos seus campos, nem colham as uvas de suas vinhas que não foram podadas; será um ano de descanso solene para a terra. […] 8 — Conte sete semanas de anos, isto é, sete vezes sete anos, de maneira que os dias das sete semanas de anos somem quarenta e nove anos. 9 Então, no sétimo mês, aos dez dias do mês, você fará soar a trombeta; no Dia da Expiação, vocês farão soar a trombeta por toda a terra de vocês. 10 Santifiquem o quinquagésimo ano e proclamem liberdade na terra a todos os seus moradores. Esse será um ano de jubileu para vocês, e cada um de vocês voltará à sua propriedade, cada um de vocês voltará à sua família. 11 O quinquagésimo ano será jubileu para vocês; não semeiem o campo, não colham o que nascer por si mesmo, nem colham as uvas das vinhas não podadas. 12 Porque é jubileu, será santo para vocês; o produto do campo vocês podem comer. 13 — Neste Ano do Jubileu, cada um de vocês voltará à sua propriedade.

Ao contrário do Egito, onde as pessoas frequentemente perdiam suas terras e se tornavam servas do faraó, o propósito de Deus para os israelitas era garantir que eles nunca ficassem em uma situação de desvantagem permanente. A terra que cada família recebia não poderia ser possuída por ninguém de fora do seu clã ou família original. Na verdade, segundo o plano de Deus, a terra não poderia ser vendida; ela só poderia ser arrendada, e seu valor seria determinado com base nos anos restantes até o próximo ano do jubileu. Isso significava que, se alguém tivesse que “vender” sua propriedade familiar, seus parentes tinham a responsabilidade de resgatá-la antes do jubileu (Lv 25:25).

A forma como a terra foi distribuída nos ajuda a entender melhor a intenção no coração de Deus. Como nosso Pai celestial, Ele queria que Seus filhos fossem generosos com os que estavam em dificuldade, permitindo que as terras sustentassem todos a cada sete anos. O ano sabático aplicava a ideia do descanso do sábado em uma escala maior. Além de valorizar e encorajar o trabalho duro, a propriedade da terra exigia que as pessoas se respeitassem e cuidassem umas das outras, especialmente em tempos de dificuldade financeira.

As leis sobre a propriedade da terra ofereciam a cada israelita a chance de se libertar de situações opressivas, herdadas ou causadas por escolhas erradas, e de ter um novo começo.

No fundo, essas leis transmitiam uma das verdades mais importantes sobre o propósito do evangelho: eliminar as divisões entre ricos e pobres, empregadores e empregados, privilegiados e desfavorecidos, reconhecendo que todos precisamos da graça de Deus.

Infelizmente, Israel não seguiu o padrão estabelecido por Deus e, após séculos, as advertências de Deus se tornaram realidade (2Cr 36:20, 21).

Como os princípios da distribuição de terras israelitas e do sábado podem nos lembrar que, aos olhos de Deus, todos nós somos iguais? De que maneira o sábado pode nos ajudar a evitar os ciclos de exploração e compulsão do consumismo que assolam muitas sociedades?

Quarta-feira, 26 de novembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O desafio da terra

Lições da Bíblia1:

4. Leia Josué 13:1-7. Embora a terra de Canaã tenha sido um presente de Deus, quais foram alguns dos desafios enfrentados ao tomar posse dela?

Josué 13:1-7 (NAA)2: 1 Josué já era bem idoso e o Senhor lhe disse: — Você já é bem idoso, e ainda ficou muita terra para ser conquistada. 2 Esta é a terra ainda não conquistada: todas as regiões dos filisteus e toda a Gesur; 3 desde Sior, que está diante do Egito, até o limite de Ecrom, para o norte, que se considera como dos cananeus; cinco governantes dos filisteus: o de Gaza, o de Asdode, o de Asquelom, o de Gate e o de Ecrom; e os aveus, 4 ao sul, além de toda a terra dos cananeus e Meara, que é dos sidônios, até Afeca, na fronteira dos amorreus; 5 e ainda a terra dos gibleus e todo o Líbano, para o leste, desde Baal-Gade, ao pé do monte Hermom, até a entrada de Hamate; 6 todos os que habitam nas montanhas desde o Líbano até Misrefote-Maim, todos os sidônios. Eu os expulsarei de diante dos filhos de Israel; reparta, pois, a terra por herança a Israel, como ordenei a você. 7 Distribua, agora, a terra por herança às nove tribos e à meia tribo de Manassés.

Considerando que os israelitas viveram como escravos por séculos, suas habilidades militares eram limitadas para conquistar a Terra Prometida. Mesmo os egípcios, com seus exércitos treinados e bem armados, não conseguiram ocupar Canaã de forma duradoura. A conquista total da região foi impossível para eles devido às cidades muradas, que eram praticamente intransponíveis. Agora, uma nação composta por ex-escravos enfrentava a tarefa desafiadora de conquistar uma terra que seus antigos senhores não conseguiram dominar. Se algum dia eles conquistassem essa terra, seria unicamente pela graça de Deus, e não por seus próprios esforços.

Os capítulos 13 a 21 de Josué tratam da divisão da terra entre as diversas tribos de Israel. Essa distribuição não apenas indicava o que lhes era concedido, mas também destacava o que ainda precisava ser ocupado dentro daquele território. Os israelitas tinham a promessa de viver com segurança na herança que Deus lhes estava proporcionando. Eles eram, na verdade, inquilinos legítimos da terra que pertencia ao Senhor. Entretanto, a iniciativa de Deus precisava ser acompanhada por uma resposta ativa da parte deles. A primeira metade do livro narra como Deus entregou a terra ao desapropriar os cananeus; a segunda metade relata como Israel tomou posse da terra ao colonizá-la.

Essa complexidade da conquista ilustra o processo da salvação. Assim como Israel, não podemos fazer nada para conquistar nossa salvação (Ef 2:8, 9). Ela é um presente de Deus, assim como a terra era uma dádiva, fundamentada no relacionamento de aliança que Israel tinha com Ele. Isso, sem dúvida, não se baseava em seus próprios méritos (ver Dt 9:5).

Contudo, para que os israelitas pudessem desfrutar desse presente divino, era necessário que assumissem todas as responsabilidades que vinham com a vida na Terra Prometida. Essa dinâmica é semelhante ao processo de santificação que vivenciamos, resultado da nossa obediência de amor, como cidadãos do reino de Deus. Embora os dois processos não sejam idênticos, existem paralelos entre receber a terra pela graça e receber a salvação pela graça. Fomos agraciados com um presente maravilhoso, mas é algo que podemos perder se não cuidarmos dele com responsabilidade e vigilância.

De que maneira os cristãos hoje enfrentam desafios semelhantes aos que surgiram durante a ocupação da Terra Prometida? (Leia Fp 2:12, Hb 12:28.)

Fp 2:12 (NAA)2: Assim, meus amados, como vocês sempre obedeceram, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvam a sua salvação com temor e tremor,

Hb 12.28 (NAA)2: Por isso, recebendo nós um Reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e temor.

Terça-feira, 25 de novembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A terra como dádiva

Lições da Bíblia1:

3. Leia Êxodo 3:8; Levítico 20:22; 25:23; Números 13:27; Deuteronômio 4:1, 25, 26; 6:3; Salmo 24:1. Qual era o relacionamento especial entre Deus, Israel e a Terra Prometida?

Êxodo 3:8 (NAA)2: Por isso desci a fim de livrá-lo das mãos dos egípcios e para fazê-lo sair daquela terra e levá-lo para uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel; o lugar do cananeu, do heteu, do amorreu, do ferezeu, do heveu e do jebuseu.

Levítico 20:22 (NAA)2: Guardem, portanto, todos os meus estatutos e cumpram todos os meus juízos, para que a terra para a qual eu os estou levando, para nela habitar, não os vomite de lá.

Levítico 25:23 (NAA)2: Também a terra não será vendida em definitivo, porque a terra é minha; pois vocês são para mim estrangeiros e peregrinos.

Números 13:27 (NAA)2: Relataram a Moisés e disseram: — Fomos à terra à qual você nos enviou. De fato, é uma terra onde mana leite e mel; estes são os frutos dela.

Deuteronômio 4:1, 25, 26 (NAA)2:  1 Agora, pois, ó Israel, ouça os estatutos e os juízos que eu lhes ensino, para que vocês os cumpram, para que vivam, entrem e tomem posse da terra que o Senhor, o Deus de seus pais, está dando a vocês. […] 25 — Quando, pois, gerarem filhos e tiverem netos, e já estiverem muito tempo na terra, e se corromperem, e fizerem alguma imagem esculpida, semelhança de alguma coisa, e praticarem o que é mau aos olhos do Senhor, o Deus de vocês, para o provocar à ira, 26 hoje tomo o céu e a terra por testemunhas contra vocês, que vocês serão imediatamente eliminados da terra da qual, passando o Jordão, vocês tomarão posse. Vocês não prolongarão os seus dias nela; pelo contrário, serão totalmente destruídos.

Deuteronômio 6:3 (NAA)2: Portanto, escute, Israel, e tenha o cuidado de cumprir esses mandamentos, para que tudo lhes corra bem e vocês muito se multipliquem na terra que mana leite e mel, como o Senhor, o Deus dos seus pais, lhes prometeu.

Salmo 24:1 (NAA)2: Ao Senhor pertence a terra e a sua plenitude, o mundo e os que nele habitam.

No aspecto mais básico, o território oferece à nação uma identidade física. Ao definir sua localização, ele também determina a profissão e o modo de vida do povo. Por outro lado, os escravos não possuem raízes e não pertencem a lugar algum; outra pessoa se beneficia do fruto de seu trabalho. Ter um território significa liberdade. A identidade do povo escolhido estava profundamente conectada à sua permanência na terra.

Havia uma relação especial entre Deus, Israel e a terra. Israel recebeu a terra de Deus como um presente, não como um direito inalienável. O povo escolhido só poderia habitar na terra enquanto mantivesse uma aliança com Yahweh e seguisse os preceitos dessa aliança. Em outras palavras, eles não poderiam desfrutar a terra e suas bênçãos sem a aprovação divina.

Além disso, a terra funcionava como uma janela pela qual Israel tinha uma visão mais ampla de Deus. Viver ali lhes recordava constantemente de que Deus era fiel, cumpria Suas promessas e era digno de confiança. Nem a terra, nem Israel existiriam sem a iniciativa divina, que era a base de sua existência. No Egito, eles dependiam do Nilo e de sistemas de irrigação, aliados ao trabalho árduo, para garantir as colheitas necessárias à sua subsistência. Canaã, no entanto, era diferente. Lá, a prosperidade das colheitas dependia da chuva, e apenas Deus controlava o clima. Dessa forma, a terra reforçava a lembrança da contínua dependência de Israel em relação a Deus.

Embora Israel tenha recebido a terra como um presente de Yahweh, em última análise, Deus permanecia o verdadeiro dono. Como Senhor de toda a criação (Sl 24:1), Yahweh tinha o direito de dar a terra a Israel ou retirá-la. Se Deus é o proprietário, os israelitas – e, por extensão, todos os seres humanos – são apenas estrangeiros e peregrinos. Em outras palavras, somos hóspedes permanentes de Deus em Seu mundo.

À luz de 1 Pedro 2:11 e Hebreus 11:9-13, o que para você significa viver como um estrangeiro e peregrino, aguardando a cidade cujo arquiteto e construtor é o próprio Deus?

Segunda-feira, 24 de novembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Éden e Canaã

Lições da Bíblia1:

1. Leia Gênesis 2:15; 3:17-24. Quais foram as consequências da queda em relação à duração de vida do primeiro casal?

Gênesis 2:15 (NAA)2: O Senhor Deus tomou o homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar.

Gênesis 3:17-24 (NAA)2: 17 E a Adão disse: — Por ter dado ouvidos à voz de sua mulher e comido da árvore que eu havia ordenado que não comesse, maldita é a terra por sua causa; em fadigas você obterá dela o sustento durante os dias de sua vida. 18 Ela produzirá também espinhos e ervas daninhas, e você comerá a erva do campo. 19 No suor do seu rosto você comerá o seu pão, até que volte à terra, pois dela você foi formado; porque você é pó, e ao pó voltará. 20 E o homem deu à sua mulher o nome de Eva, por ser a mãe de todos os seres humanos. 21 O Senhor Deus fez roupas de peles, com as quais vestiu Adão e sua mulher. 22 Então o Senhor Deus disse: — Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal. É preciso impedir que estenda a mão, tome também da árvore da vida, coma e viva eternamente. 23 Por isso o Senhor Deus o lançou fora do jardim do Éden, para cultivar a terra da qual havia sido tomado. 24 E, depois de lançar fora o homem, Deus colocou querubins a leste do jardim do Éden e uma espada flamejante que se movia em todas as direções, para guardar o caminho da árvore da vida.

Na criação, Deus colocou Adão e Eva em um ambiente perfeito, repleto de abundância e beleza. O casal conheceu seu Criador em um lugar que supria todas as suas necessidades físicas. Além da palavra falada de Deus, o jardim do Éden servia como um centro de aprendizado, onde adquiriram uma compreensão profunda do caráter divino e da vida que o Senhor desejava para eles. No entanto, ao quebrar o relacionamento de confiança com o Criador, essa conexão com o jardim também se desfez e, como consequência, tiveram que deixá-lo. Perderam o território que Deus havia confiado a eles. O jardim do Éden passou a simbolizar a vida abundante, uma imagem que redescobriremos no tema da Terra Prometida.

2. Como os patriarcas entendiam a promessa da Terra Prometida? Leia Gênesis 13:14, 15; 26:3, 24; 28:13. O que significa, para nós adventistas, viver como herdeiros das promessas? Hb 6:11-15

Gênesis 13:14, 15 (NAA)2: 14 O Senhor disse a Abrão, depois que Ló se separou dele: — Erga os olhos e olhe de onde você está para o norte, para o sul, para o leste e para o oeste; 15 porque toda essa terra que você está vendo, eu a darei a você e à sua descendência, para sempre.

Gênesis 26:3, 24 (NAA)2: 3 Habite nela, e serei com você e o abençoarei. Porque a você e à sua descendência darei todas estas terras e confirmarei o juramento que fiz a Abraão, o seu pai. […] 24 Na mesma noite, o Senhor lhe apareceu e disse: — Eu sou o Deus de seu pai Abraão. Não tenha medo, porque eu estou com você. Eu o abençoarei e multiplicarei a sua descendência por amor de Abraão, meu servo.

Gênesis 28:13 (NAA)2: E eis que o Senhor estava perto dele e lhe disse: — Eu sou o Senhor, Deus de Abraão, seu pai, e Deus de Isaque. A terra em que agora você está deitado, eu a darei a você e à sua descendência.

Hebreus 6:11-15 (NAA)2: 11 Desejamos que cada um de vocês continue mostrando, até o fim, o mesmo empenho para a plena certeza da esperança, 12 para que não se tornem preguiçosos, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela paciência, herdam as promessas. A promessa de Deus é imutável 13 Pois, quando Deus fez a promessa a Abraão, visto que não tinha ninguém superior por quem jurar, jurou por si mesmo, 14 dizendo: “Certamente eu o abençoarei e multiplicarei os seus descendentes.” 15 E assim, depois de esperar com paciência, Abraão obteve a promessa.

Quando Abraão chegou ao território que Deus lhe havia indicado, aquele lugar, pela fé, tornou-se a Terra Prometida para ele e seus descendentes. No entanto, por 400 anos, essa terra permaneceu apenas como promessa. Os patriarcas não chegaram a possuí-la de fato; não tinham posse que pudessem passar para seus filhos como herança. A terra pertencia a Deus, assim como o jardim do Éden Lhe pertencia. Da mesma forma que Adão e Eva não fizeram nada para merecer o Éden, Israel também não fez nada para merecer aquele território. A Terra Prometida foi um presente de Deus, fruto de Sua iniciativa. Israel não tinha nenhum direito natural ou reivindicação sobre a posse da terra (Dt 9:4-6); somente pela graça de Deus poderiam desfrutá-la.

Os patriarcas eram herdeiros das promessas até que elas se cumprissem. Da mesma forma, como seguidores de Cristo, herdamos promessas ainda maiores (Hb 8:6), que se realizarão se formos “imitadores daqueles que, pela fé e pela paciência, herdam as promessas” (Hb 6:12).

Domingo, 23 de novembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Herdeiros das promessas, prisioneiros da esperança

Lições da Bíblia1:

Voltem para a fortaleza, ó prisioneiros da esperança! Também hoje anuncio que lhes restituirei tudo em dobro” (Zc 9:12).

Leituras da semana: Gn 3:17-24; Dt 6:3; Js 13:1-7; Hb 12:28; Lv 25:1-5, 8-13; Ez 37:14, 25

Os capítulos 13 a 21 de Josué contêm longas listas de fronteiras e divisões de terras destinadas às tribos de Israel. Para muitos leitores de hoje, essas descrições podem parecer irrelevantes, mas elas têm um significado teológico importante. Essas listas mostram que a Terra Prometida não era apenas uma ideia distante, mas uma promessa concreta e real. Deus queria ensinar aos israelitas que o território prometido era algo tangível, e eles precisavam agir com fé para tornar essa promessa uma realidade.

A terra seria dada aos israelitas como herança, um presente que cumpria a promessa feita por Deus a seus antepassados: “Eis aqui a terra que Eu pus diante de vocês; entrem e tomem posse da terra que o Senhor, com juramento, deu a seus pais, a Abraão, Isaque e Jacó, a eles e à sua descendência depois deles” (Dt 1:8).

Nesta semana, vamos explorar alguns conceitos teológicos relacionados à Terra Prometida e refletir sobre sua relevância espiritual para aqueles que, hoje, confiam nas promessas de Deus em Jesus.

Sábado, 22 de novembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Gigantes da fé: Josué e Calebe – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

“Nessa época, a fé de Calebe era exatamente igual à de quando seu testemunho tinha contrariado o relato pessimista dos espias. Havia acreditado na promessa de Deus de que levaria Seu povo a possuir Canaã, e nisso havia seguido fielmente ao Senhor. Tinha suportado, juntamente com o povo, a longa peregrinação no deserto, participando das desilusões e fardos dos culpados. Contudo, não se queixou disso, mas exaltou a misericórdia de Deus que tinha preservado sua vida no deserto, quando seus irmãos foram eliminados. Entre todas as dificuldades, perigos e pragas, nas vagueações pelo deserto e durante os anos de guerra, desde que entraram em Canaã, o Senhor o tinha guardado, e agora, com mais de 80 anos, seu vigor não havia diminuído. Não pedia para si uma terra já conquistada, mas o lugar que, mais do que todos, os outros espias haviam considerado impossível subjugar. Com a ajuda de Deus, arrancaria essa fortaleza daqueles mesmos gigantes cujo poder tinha abalado a fé de Israel. Não foi o desejo de honras ou engrandecimento próprio que determinou o pedido de Calebe. O bravo e velho guerreiro queria dar ao povo um exemplo que honraria a Deus e incentivaria as tribos a dominar completamente a terra que seus pais tinham considerado inconquistável” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 447).

Perguntas para consideração

1. Discuta o impacto da pressão de grupo e a coragem necessária para se manifestar quando os outros não o fazem. Qual é o papel da coragem em nossa vivência da fé? Como defender nossas convicções sem sermos rudes?

2. Compartilhem exemplos de fé de sua igreja ou comunidade que moldaram sua vida e seu caráter. Quais características devem ser seguidas?

3. Reflita sobre a influência da mídia em nossa vida. Como evitar seus efeitos negativos e aproveitar seu potencial para promover causas positivas?

4. Pense sobre a humildade de Josué como líder e seu desejo de viver próximo ao santuário. De que maneira o exemplo dele impacta você?

Sexta-feira, 20 de novembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Transformados pela contemplação

Lições da Bíblia1:

7. Refletir sobre grandes heróis da fé nos inspira, mas nosso maior exemplo é Jesus. Como Sua vida e ensinamentos podem nos transformar? Hb 12: 1, 2; 2Co 3:18

Hb 12: 1, 2 (NAA)2: 1 Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de todo peso e do pecado que tão firmemente se apega a nós e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, 2 olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, sem se importar com a vergonha, e agora está sentado à direita do trono de Deus.

2Co 3:18 (NAA)2: E todos nós, com o rosto descoberto, contemplando a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, que é o Espírito.

Marco Lacoboni, neurocientista da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (EUA), estudou a função dos neurônios-espelho. Esses pequenos circuitos celulares são ativados não apenas quando realizamos uma ação, como rir ou abraçar alguém, mas também quando observamos outra pessoa fazendo a mesma coisa. A atividade desses neurônios diminui a diferença entre ver e fazer.

Ellen G. White escreveu sobre a importância de contemplar o cará-ter de Cristo: “Olhando para Cristo obtemos uma visão mais clara e distinta de Deus, e pela contemplação somos transformados. A benignidade e o amor para com nossos semelhantes se tornam um instinto natural. Desenvolvemos um caráter que é cópia do divino. Crescendo à Sua semelhança, ampliamos nossa capacidade de conhecer a Deus. Entramos, cada vez mais, em comunhão com o mundo celestial e temos o poder incessantemente crescente de receber as riquezas do conhecimento e sabedoria da eternidade” (Parábolas de Jesus [CPB, 2022], p. 207, 208).

Leia Romanos 12:1 e 2. Quais são as duas forças diferentes que influenciam nossa vida? Como podemos ter certeza de que estamos focando na coisa certa?

Romanos 12:1 e 2 (NAA)2: 1 Portanto, irmãos, pelas misericórdias de Deus, peço que ofereçam o seu corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Este é o culto racional de vocês. 2 E não vivam conforme os padrões deste mundo, mas deixem que Deus os transforme pela renovação da mente, para que possam experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Em Romanos 12, o apóstolo Paulo menciona duas forças opostas que tentam moldar nossa vida. De um lado, o mundo ao nosso redor, com suas várias influências, busca nos empurrar para seu próprio padrão, tentando nos moldar de fora para dentro.

Para combater essa influência, o Espírito Santo nos transforma de dentro para fora, de modo semelhante à mudança que ocorre quando uma lagarta se transforma em uma bela borboleta. No entanto, para que essa transformação aconteça, precisamos nos dedicar a Deus e pedir que Ele continue a boa obra que começou em nós (Fp 1:6). No fim, é essencial que façamos a escolha consciente de, a cada momento, viver guiados pelo Espírito.

Você conhece alguém que precisa não apenas de orações, mas também de atenção?

Quinta-feira, 20 de novembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Herói humilde

Lições da Bíblia1:

As longas listas de nomes lugares que marcam as fronteiras das terras dadas às tribos de Israel terminam com a distribuição de terras para os dois heróis, Calebe e Josué, que foram os primeiros a reconhecer essas áreas. Calebe foi o primeiro a receber sua herança, enquanto Josué obteve a sua por último. Até então, Josué havia se concentrado em dividir a terra entre as tribos de Israel; agora foi a vez de o povo dar a Josué a sua herança.

6. Leia Josué 19:49-51. O grande líder de Israel, que dividiu a terra, recebeu sua herança por último. Quais são as implicações desse fato?

Josué 19:49-51 (NAA)2: 49 Quando acabaram de repartir a terra em herança, segundo os seus territórios, os filhos de Israel deram a Josué, filho de Num, uma herança no meio deles. 50 Segundo o mandado do Senhor, deram-lhe a cidade que ele havia pedido, Timnate-Sera, na região montanhosa de Efraim. Josué reedificou a cidade e morou nela. 51 Estas foram as heranças que Eleazar, o sacerdote, e Josué, filho de Num, e os chefes das famílias repartiram por sorteio, em herança, pelas tribos dos filhos de Israel, em Siló, diante do Senhor, à porta da tenda do encontro. E assim acabaram de repartir a terra.

A cidade que Josué recebeu chamava-se Timnate-Sera, um nome formado por duas palavras. A primeira parte, “Timnate”, vem do verbo hebraico manah, que significa contar ou atribuir, referindo-se à porção ou território. A segunda parte provavelmente deriva do verbo serach, que significa sobrar ou exceder (ver Êxodo 26:12). Assim, podemos traduzir o nome dessa cidade como porção restante” ou “território restante”.

O nome da cidade que Josué escolheu, a partir do que sobrou, reflete o caráter nobre do segundo líder de Israel. Primeiro, ele esperou até que todo o povo recebesse sua porção. Em vez de optar por um dos territórios densamente povoados ou pelas cidades mais notáveis como sua herança, Josué escolheu uma cidade modesta, ou talvez até em ruínas, para reconstruí-la com trabalho árduo (ver Js 19:50).

Além disso, Timnate-Sera estava localizada perto de Siló, próximo ao santuário, o que revela onde estavam as prioridades de Josué e onde seu coração realmente se encontrava. Certamente, após a recém-formada nação de Israel ter sido conduzida à Terra Prometida e, com a ajuda de Deus, garantir a herança de cada tribo e família, ninguém teria se oposto ao desejo de Josué por uma herança mais grandiosa. No entanto, ele estava satisfeito em ter uma vida simples, focando no que realmente importava, uma atitude que foi refletida na oração de Davi: “Uma coisa peço ao Senhor e a buscarei: que eu possa morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no Seu templo” (Sl 27:4).

Quais lições você pode aprender com a atitude de Josué? Como pode aplicar isso à sua vida hoje?

Quarta-feira, 19 de novembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.