Comunhão no evangelho

Lições da Bíblia1:

1. Leia Filipenses 1:3-8. Pelo que Paulo expressou gratidão? Que certeza ele deu aos filipenses, e por que isso é importante?

Filipenses 1:3-8 (NAA)2: 3Dou graças ao meu Deus por tudo o que lembro de vocês, 4fazendo sempre, com alegria, súplicas por todos vocês, em todas as minhas orações. 5Dou graças pela maneira como vocês têm participado na proclamação do evangelho, desde o primeiro dia até agora. 6Estou certo de que aquele que começou boa obra em vocês há de completá-la até o Dia de Cristo Jesus. 7Aliás, é justo que eu assim pense de todos vocês, porque os trago no coração, seja nas minhas algemas, seja na defesa e confirmação do evangelho, pois todos vocês são participantes da graça comigo. 8Pois Deus é testemunha da saudade que tenho de todos vocês, no profundo afeto de Cristo Jesus.

Paulo fundou a igreja de Filipos, e isso explica o tom caloroso de comunhão cristã que permeia sua carta. Embora estivesse separado por centenas de quilômetros, o apóstolo, acorrentado e preso, tinha a igreja e seus membros no coração. Ele sentia saudade dos irmãos, “no profundo afeto de Cristo Jesus” (Fp 1:8), e agradecia a Deus por eles. Sua oração de ação de graças nos dá um vislumbre da intercessão que Jesus realiza por nós no Céu.

No peitoral do sumo sacerdote, havia 12 pedras representando as 12 tribos de Israel. Essas pedras eram colocadas “sobre o seu coração” enquanto ele intercedia pelo povo (Êx 28:29). De maneira ainda mais grandiosa, como nosso Sumo Sacerdote no santuário celestial, Jesus leva Consigo nossos nomes diante do Pai.

Curiosamente, as palavras que estão em Filipenses 1:3 são um pouco ambíguas, destacando a forte relação entre Paulo e os filipenses. Geralmente, o verso é traduzido como se Paulo se lembrasse deles em oração, mas também pode significar que eles se lembravam dele. De qualquer forma, essa ambiguidade reforça um relacionamento recíproco, que fica claro na palavra “comunhão” (em grego, koinonia). Assim como Paulo tomava “parte” nos sofrimentos de Cristo (Fp 3:10), os filipenses “se associaram” (sunkoinhneh) aos sofrimentos de Paulo e apoiaram financeiramente o seu ministério (Fp 4:14, 15). Essa parceria, que existia “desde o primeiro dia”, levava Paulo a agradecer a Deus por eles e a orar “com alegria” (Fp 1:4, 5).

É interessante observar que Paulo descreveu sua prisão de maneira bastante positiva, enxergando-a como uma oportunidade “na defesa e confirmação do evangelho” (Fp 1:7). Esses dois termos jurídicos indicam que seu julgamento estava próximo, mas também mostram que ele estava ativo, compartilhando o evangelho com soldados e visitantes. Para o apóstolo, era essencial defender (em grego, apologia) e confirmar as verdades eternas do evangelho. Paulo se preocupava menos com o que aconteceria com ele do que com a defesa e a confirmação do evangelho. Quer vivesse ou morresse, ele estava confiante de que Deus completaria a “boa obra” que havia começado naqueles que confiam Nele (Fp 1:6).

Como você compreende a promessa de que Deus completará a “boa obra em vocês”? O que isso significa? Essa obra será finalizada antes da segunda vinda de Cristo?

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Cristo em Filipenses e Colossenses. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 523, jan. fev. mar. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

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