Regras de engajamento – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja [CPB, 2021], v. 1, p. 307-312 (“O poder de Satanás”).

“O homem caído é um legítimo prisioneiro de Satanás. […] Unicamente Deus é capaz de limitar o poder do maligno. Este anda de um lado para outro, para cima e para baixo na Terra. Não está desatento nem por um instante, temendo perder uma oportunidade de destruir pessoas. Importante é que o povo de Deus compreenda isso, a fim de escapar de seus ardis. Satanás está preparando seus enganos, para que, na última campanha contra o povo de Deus, eles não percebam que é ele. […] Enquanto algumas pessoas iludidas advogam a ideia de que ele não existe, ele as está levando cativas e atuando grandemente por meio delas. Melhor que o povo de Deus, Satanás sabe o poder que esse povo pode ter sobre ele, quando fazem de Cristo a sua força. Quando roga humildemente ao poderoso Vencedor que o auxilie, o mais fraco dos crentes na verdade, repousando firmemente em Cristo, pode com êxito repelir a Satanás e todo o seu exército. Ele é astuto demais para apresentar-se aberta e ousadamente com suas tentações, pois então as entorpecidas energias do cristão seriam despertadas, e ele haveria de apoiar-se no forte e poderoso Libertador. Aproxima-se, porém, sorrateiramente, e atua de maneira disfarçada por meio dos filhos da desobediência que professam piedade” (Testemunhos Para a Igreja, v. 1, p. 307).

Perguntas para consideração

1. O que significa ser um “legítimo prisioneiro de Satanás”? Ele pode fazer tudo o que quiser com as pessoas? Se não, por quê? Isso se relaciona com o que chamamos de “regras de engajamento” dentro do conflito cósmico?

2. Por que Deus concederia a Satanás algum poder de atuação no conflito cósmico, mesmo que apenas temporariamente? Como Ele responde às acusações do inimigo?

3. Como você responderia aos que negam a existência de Satanás? Mesmo que não possamos provar a existência dele, que evidências podemos mostrar às pessoas?

Sexta-feira, 07 de março de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.

Limites e regras

Lições da Bíblia1:

O conflito cósmico é, acima de tudo, uma disputa a respeito do caráter de Deus, gerada pelas acusações do diabo contra o Seu governo, Sua bondade e Sua justiça. É uma espécie de processo judicial da aliança que envolve o Universo inteiro.

Tal conflito não pode ser resolvido simplesmente pelo poder, mas exige que cada lado demonstre suas afirmações.

Quando são apresentadas alegações graves contra alguém que está no poder, a melhor (e talvez a única) maneira de responder a essas acusações é permitir que seja feita uma investigação independente, imparcial e aberta. No caso de Deus, se as acusações ameaçam Seu governo (que está fundamentado no amor), elas não podem simplesmente ser varridas para debaixo do tapete.

O que tudo isso nos diz sobre o conflito cósmico e a relação dele com o problema do mal? Se Deus fizesse uma promessa, será que Ele a quebraria? Claro que não. Mas, como o Senhor age em harmonia com as regras de engajamento, Sua ação futura seria limitada em termos morais. Por isso, o domínio temporário do reino das trevas ocasiona o mal que existe atualmente em nosso mundo.

5. Leia Marcos 6:5; 9:29. Até mesmo a ação divina pode estar totalmente relacionada com fatores como fé e oração?

Marcos 6:5 (NAA)2: “Não pôde fazer ali nenhum milagre, a não ser curar uns poucos doentes, impondo-lhes as mãos.”

Marcos 9:29 (NAA)2: “Jesus respondeu: — Esse tipo de espírito só pode ser expulso por meio de oração.”

Em ambas as histórias, parecem estar em vigor alguns limites ou regras de engajamento, relacionados com elementos como fé e oração. Na Bíblia, há evidências de que a oração faz diferença no mundo, dando espaço para as ações divinas, que, de outra forma, poderiam não estar disponíveis em termos morais. No entanto, não devemos cometer o erro de pensar que a oração e fé são os únicos fatores presentes. Provavelmente existem outros fatores dos quais nem sempre temos conhecimento. Isso se encaixa no que estudamos anteriormente sobre as regras de engajamento.

Leia Romanos 8:18 [“Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.”] e Apocalipse 21:3, 4 [“Então ouvi uma voz forte que vinha do trono e dizia: — Eis o tabernáculo de Deus com os seres humanos. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles e será o Deus deles. 4 E lhes enxugará dos olhos toda lágrima. E já não existirá mais morte, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.”]. Ainda que não saibamos de muitas coisas, com base nesses textos, você confia que Deus sabe o que é melhor, deseja o que é melhor e, no fim, acabará com o mal e inaugurará a eternidade de alegria?

Quinta-feira, 06 de março de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O príncipe (temporário) deste mundo

Lições da Bíblia1:

No conflito cósmico, Satanás e seus aliados recebem temporariamente poder de atuação significativo, que é limitado por alguns tipos de regras de engajamento.

Essas regras limitam não apenas as ações dos inimigos (o diabo e seus aliados), mas também a ação de Deus para eliminar ou reduzir o mal que (temporariamente) está sob jurisdição do inimigo. O Senhor não quebrará Suas promessas, pois Ele está em harmonia com as regras de engajamento, o que concede algum domínio limitado e temporário a Satanás. Por isso, Ele limita moralmente o Seu próprio curso de ação no futuro (sem, com isso, diminuir Seu poder e autoridade).

4. Leia João 12:31; 14:30; 16:11; 2 Coríntios 4:4; Lucas 4:6. O que esses textos ensinam sobre o governo do inimigo neste mundo?

João 12:31 (NAA)2: “Chegou o momento de este mundo ser julgado, e agora o seu príncipe será expulso.”

João 14:30 (NAA)2: “Já não falarei muito com vocês, porque aí vem o príncipe do mundo, e ele não tem poder sobre mim.”

João 16:11 (NAA)2: “do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado.”

2 Coríntios 4:4 (NAA)2: “nos quais o deus deste mundo cegou o entendimento dos descrentes, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.”

Lucas 4:6 (NAA)2: “E disse: — Eu lhe darei todo este poder e a glória destes reinos, porque isso me foi entregue, e posso dar a quem eu quiser.”

O NT apresenta um confronto entre o reino da luz e o reino das trevas, sendo as trevas provenientes de Satanás e de sua rebelião. Parte da missão de Cristo era derrotar o reino de Satanás (1Jo 3:8).

No entanto, existem “regras” que limitam o que Deus pode fazer ao agir em harmonia com os princípios que fundamentam Seu governo. Esses limites incluem, por exemplo: (1) conceder livre-arbítrio às criaturas e (2) agir segundo as regras de engajamento pactuais, sobre as quais não temos pleno conhecimento, pelo menos por enquanto. Esses impedimentos e limitações à ação divina têm consequências significativas para a capacidade moral de Deus de reduzir e/ou eliminar imediatamente o mal neste mundo. Assim, o mal e o sofrimento continuam a existir, o que pode, de fato, levar muitas pessoas a questionar a existência de Deus ou a Sua bondade. No entanto, quando compreendemos o pano de fundo do grande conflito e os limites que o Senhor colocou sobre como Ele lidará com o mal, conseguimos, até certo ponto, entender melhor o porquê disso – pelo menos até o triunfo final de Deus sobre o mal.

Jesus chamou Satanás de “príncipe” deste mundo. Como esse fato nos ajuda a compreender, pelo menos um pouco, por que o mal ainda existe no mundo? É reconfortante perceber que se trata, na verdade, apenas de um domínio temporário!

Quarta-feira, 05 de março de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O caso de Jó

Lições da Bíblia1:

No livro de Jó, encontramos alguns vislumbres fascinantes sobre a realidade do grande conflito.

3. Que princípios do grande conflito são revelados em Jó 1:1-12; 2:1-7?

Jó 1:1-12 (NAA)2: 1 Havia um homem na terra de Uz cujo nome era Jó. Este homem era íntegro e reto, temia a Deus e se desviava do mal. 2 Nasceram-lhe sete filhos e três filhas. 3 Tinha sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas. Também tinha muitíssima gente a seu serviço, de maneira que este homem era o maior de todos os do Oriente. 4 Os filhos dele iam às casas uns dos outros e faziam banquetes, cada um por sua vez, e mandavam convidar as suas três irmãs a comerem e beberem com eles. 5 Quando se encerrava um ciclo de banquetes, Jó chamava os seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles. Pois Jó pensava assim: “Talvez os meus filhos tenham pecado e blasfemado contra Deus em seu coração.” Jó fazia isso continuamente. 6 Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se diante do Senhor, veio também Satanás entre eles. 7 Então o Senhor perguntou a Satanás: — De onde você vem? Satanás respondeu ao Senhor: — De rodear a terra e passear por ela. 8 E o Senhor disse a Satanás: — Você reparou no meu servo Jó? Não há ninguém como ele na terra. Ele é um homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal. 9 Então Satanás respondeu ao Senhor: — Será que é sem motivo que Jó teme a Deus? 10 Não é verdade que tu mesmo puseste uma cerca ao redor dele, da sua casa e de tudo o que ele tem? Abençoaste a obra de suas mãos, e os seus bens se multiplicaram na terra. 11 Mas estende a tua mão e toca em tudo o que ele tem, para ver se ele não blasfema contra ti na tua face. 12 Então o Senhor disse a Satanás: — Você pode fazer o que quiser com tudo o que ele tem; só não estenda a mão contra ele. Então Satanás saiu da presença do Senhor.

Jó 2:1-7 (NAA)2: 1 Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se diante do Senhor, veio também Satanás entre eles apresentar-se diante do Senhor. 2 Então o Senhor perguntou a Satanás: — De onde você vem? Satanás respondeu ao Senhor: — De rodear a terra e passear por ela. 3 E o Senhor disse a Satanás: — Você reparou no meu servo Jó? Não há ninguém como ele na terra. Ele é um homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal. Ele ainda conserva a sua integridade, embora você me incitasse contra ele, para destruí-lo sem motivo. 4 Então Satanás respondeu ao Senhor: — Pele por pele! Um homem é capaz de dar tudo o que tem pela sua vida. 5 Mas estende a tua mão e toca nos ossos e na carne dele, para ver se ele não blasfema contra ti na tua face. 6 Então o Senhor disse a Satanás: — Você pode fazer com ele o que quiser; mas poupe-lhe a vida. 7 Então Satanás saiu da presença do Senhor e feriu Jó com tumores malignos, desde a planta do pé até o alto da cabeça.

Jó apresenta várias verdades: (1) Houve um concílio celestial, não apenas um diálogo entre Deus e Satanás, já que outros seres celestiais estão envolvidos.

(2) Existe alguma disputa, assinalada pelo fato de Deus perguntar se Satanás havia reparado em Jó. Por que reparar em Jó? Essa pergunta faz bastante sentido no contexto de uma disputa mais ampla e que já existia antes.

(3) Enquanto o Senhor diz que Jó era íntegro, reto e temente a Deus, Satanás afirma que Jó temia a Deus apenas porque Ele o protegia. Essa era uma acusação contra o caráter de Jó e contra o caráter de Deus (veja Ap 12:10; Zc 3).

(4) Satanás alegava ser injusto que Deus protegesse Jó com uma “cerca” (Jó 1:10), pois isso tornava impossível que ele provasse suas afirmações. Isso mostra que Satanás tinha limites (regras de engajamento) e que ele queria prejudicar Jó.

Deus respondeu às acusações de Satanás permitindo que o inimigo testasse a sua teoria, mas com limites. Primeiro Deus concedeu a Satanás poder sobre “tudo” o que Jó tinha, mas proibiu que infligisse danos pessoais a ele (Jó 1:12). Depois, Satanás afirmou que Jó só se preocupava consigo mesmo. Deus permitiu que Satanás atingisse Jó pessoalmente, mas ordenou que sua vida fosse poupada (Jó 2:3-6).

Satanás trouxe calamidades contra a família de Jó, mas o patriarca continuou a bendizer o Senhor (Jó 1:20-22; 2:9, 10), mostrando que as acusações eram falsas.

A história de Jó ensina várias coisas: (1) Existem regras de engajamento no conflito; (2) Existem parâmetros na corte celestial pelos quais as acusações contra o Senhor são respondidas, sem que Ele viole os princípios do amor, o fundamento do governo de Deus e Sua maneira de dirigir o Universo e as criaturas inteligentes.

As cenas celestiais descritas no livro de Jó nos oferecem uma visão fascinante da realidade do grande conflito e de como ele se desenrola aqui na Terra.

Terça-feira, 04 de março de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O dragão do Apocalipse

Lições da Bíblia1:

O livro do Apocalipse nos apresenta uma visão mais ampla de como os poderes celestiais atuam no conflito cósmico. O diabo é descrito como o “grande dragão” que se opõe a Deus e seduz “todo o mundo” (Ap 12:9).

2. O que Apocalipse 13:1-8 revela sobre os limites de atuação do inimigo?

Apocalipse 13:1-8 (NAA)2: “1 Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças, e, sobre os chifres, dez diademas, e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia. 2 A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como de leão. E o dragão deu à besta o seu poder, o seu trono e grande autoridade. 3 Uma das cabeças da besta parecia ter sido golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada. E toda a terra se maravilhou, seguindo a besta; 4 e adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta. Também adoraram a besta, dizendo: — Quem é semelhante à besta? Quem pode lutar contra ela? 5 Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e foi-lhe dada autoridade para agir durante quarenta e dois meses. 6 A besta abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu. 7 Foi-lhe permitido, também, que lutasse contra os santos e os vencesse. Foi-lhe dada, ainda, autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação. 8 E ela será adorada por todos os que habitam sobre a terra, aqueles que, desde a fundação do mundo, não tiveram os seus nomes escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto.”

O dragão (Satanás) não apenas trava uma guerra contra o Senhor (Ap 12:7-9) e Seus servos (Ap 12:1-6), mas também é descrito como o líder que está por trás dos reinos terrenos que perseguem o povo de Deus ao longo dos séculos.

O dragão “deu à besta o seu poder, o seu trono e grande autoridade” (Ap 13:2, 5; 17:13, 14). A besta do mar recebeu uma “boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e foi-lhe dada autoridade para agir durante quarenta e dois meses” (Ap 13:5).

Assim, o dragão (Satanás) concede poder e autoridade à primeira besta (que simboliza um poder político-religioso terrestre). Esse poder é exercido para usurpar a adoração que é exclusiva de Deus. A besta profere blasfêmias contra o nome do Senhor. Além disso, trava guerra e chega a vencer os santos de Deus, pelo menos por um período de tempo. Essa autoridade e poder de atuação mundial lhe são dadas pelo dragão, o príncipe usurpador deste mundo.

No entanto, também existem limites claros para Satanás e seus agentes, incluindo limites de tempo. “Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vocês, cheio de fúria, sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap 12:12).

Satanás sabe que “pouco tempo lhe resta”, e os acontecimentos descritos no Apocalipse ocorrem dentro de cronogramas proféticos, que apresentam limites específicos para o domínio das forças do mal (veja Ap 12:14; 13:5).

Ap 12:14 (NAA)2: “Mas foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse para o deserto, para o seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora do alcance da serpente.”

Ap 13:5 (NAA)2: “Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e foi-lhe dada autoridade para agir durante quarenta e dois meses.”

No fim, o Senhor triunfará. Ele “lhes enxugará dos olhos toda lágrima. E já não existirá mais morte, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap 21:4).

Mesmo que seja difícil ver isso agora, no fim o bem triunfará para sempre sobre o mal. Por que é tão importante que nunca nos esqueçamos dessa promessa maravilhosa?

Segunda-feira, 03 de março de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Regras de engajamento

Lições da Bíblia1:

“Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto Se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo” (1Jo 3:8).

Em 1 Reis 18:19-40, encontramos uma narrativa impressionante que revela a natureza do conflito cósmico. Na experiência de Elias no monte Carmelo, o Senhor expôs os chamados “deuses” das nações. No entanto, os bastidores dessa história mostram que eles eram muito mais do que meras invenções da imaginação pagã. Por trás dos “deuses” que as nações pensavam que adoravam havia algo bem mais profundo.

Moisés disse: “Ofereceram sacrifícios aos demônios, não a Deus; sacrificaram a deuses que não conheceram, novos deuses que vieram há pouco, diante dos quais os seus pais não tremeram” (Dt 32:17). Paulo acrescentou: “As coisas que eles sacrificam são sacrificadas a demônios e não a Deus; e eu não quero que vocês estejam em comunhão com os demônios” (1Co 10:20).

Por trás dos falsos “deuses” das nações, existiam, na verdade, demônios disfarçados. Isso significa, portanto, que todos os textos bíblicos que se referem à idolatria e aos deuses estrangeiros tratam do conflito cósmico.

Assim, podemos compreender melhor o tema do grande conflito. Além disso, essa verdade tem profundas implicações para entender melhor a natureza desse conflito e como ele lança luz sobre o problema do mal.

Sábado, 01 de março de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Um anjo atrasado

Lições da Bíblia1:

Os falsos “deuses” das nações eram demônios disfarçados. Textos bíblicos apresentam evidências de que os poderes demoníacos às vezes estão por trás dos poderes terrestres. Mesmo os anjos de Deus podem enfrentar a oposição das forças do inimigo.

1. Leia Daniel 10:1-14, com atenção especial aos versículos 12 e 13. O que essa passagem ensina que é mais relevante para o conflito cósmico? Por que o anjo enviado por Deus foi “resistido” durante 21 dias?

Daniel 10:1-14 (NAA)2: 1 No terceiro ano de Ciro, rei da Pérsia, uma palavra foi revelada a Daniel, cujo nome é Beltessazar. A palavra era verdadeira e envolvia grande conflito. Ele entendeu a palavra e teve entendimento da visão. 2 Naqueles dias, eu, Daniel, fiquei de luto por três semanas. 3 Não comi nada que fosse saboroso, não provei carne nem vinho, e não me ungi com óleo algum, até que passaram as três semanas. 4 No dia vinte e quatro do primeiro mês, estando eu na margem do grande rio Tigre, 5 levantei os olhos e vi um homem vestido de linho, com um cinto de ouro puro de Ufaz na cintura. 6 O seu corpo era como o berilo, o seu rosto parecia um relâmpago, os seus olhos eram como tochas de fogo, os seus braços e os seus pés brilhavam como bronze polido, e a voz das suas palavras era como o barulho de uma multidão. 7 Só eu, Daniel, tive aquela visão. Os homens que estavam comigo nada viram, mas ficaram com muito medo, fugiram e se esconderam. 8 Assim, fiquei sozinho e contemplei esta grande visão, e não restou força em mim. O meu rosto mudou de cor e se desfigurou, e perdi as forças. 9 Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo essa voz, caí sem sentidos, com o rosto em terra. 10 Eis que a mão de alguém tocou em mim, e me ajudou a ficar de joelhos, apoiado nas palmas das mãos. 11 Ele me disse: — Daniel, homem muito amado, esteja atento às palavras que vou lhe dizer. Fique em pé, porque fui enviado para falar com você. Enquanto ele falava comigo, eu me pus em pé, tremendo. 12 Então ele me disse: — Não tenha medo, Daniel, porque as suas palavras foram ouvidas, desde o primeiro dia em que você dispôs o coração a compreender e a se humilhar na presença do seu Deus. Foi por causa dessas suas palavras que eu vim. 13 Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu durante vinte e um dias. Porém Miguel, um dos príncipes mais importantes, veio me ajudar, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia. 14 Agora, vim para fazer com que você entenda o que vai acontecer com o seu povo nos últimos dias. Porque a visão se refere a dias ainda distantes.”

Como um anjo enviado de Deus foi “resistido” por três semanas? Sendo todo-poderoso, Deus tinha o poder de responder a Daniel imediatamente – isto é, se Ele quisesse. Caso o Senhor exercesse Seu poder para fazer isso, Ele poderia fazer com que um anjo aparecesse a Daniel naquele instante. Contudo, o “príncipe do reino da Pérsia” “resistiu” ao anjo de Deus durante três semanas (Dn 10:13). O que aconteceu?

“Durante três semanas, Gabriel se empenhou na luta com os poderes das trevas, procurando conter as influências que estavam agindo na mente de Ciro. […] Tudo o que o Céu podia fazer em favor do povo de Deus foi feito. A vitória foi finalmente ganha. As forças do inimigo foram contidas durante toda a vida de Ciro e de seu filho Cambises” (Ellen G. White, Profetas e Reis [CPB, 2021], p. 332).

Para que o conflito cósmico possa acontecer, Deus não deve exercer todo o Seu poder. O inimigo precisa receber alguma liberdade e poder autênticos, que não podem ser removidos de maneira arbitrária, mas restringidos por alguns parâmetros conhecidos por ambas as partes (cujos detalhes não nos são revelados). Parece que, dentro do conflito cósmico, existem alguns parâmetros aos quais até os anjos de Deus se submetem e que podemos chamar de “regras de engajamento”.

Em certo sentido, não é difícil compreender esses limites de atuação, pois o Senhor trabalha apenas por meio do amor, e o amor, e não a imposição, é o fundamento de Seu governo. Deus age unicamente por meio dos princípios que se originam do amor. Esse conceito nos ajuda a entender melhor o grande conflito.

Domingo, 02 de março de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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