Mantendo os olhos em Jesus

Lições da Bíblia1:

Leia João 21:20-22. Que pergunta de Pedro surgiu de um entendimento equivocado, e como Jesus o corrigiu?

João 21:20-22 (NAA)2: “20 Então Pedro, voltando-se, viu que o discípulo a quem Jesus amava vinha seguindo; era o mesmo que na ceia havia se reclinado sobre o peito de Jesus para perguntar: ‘Senhor, quem é o traidor?’ 21 Ao vê-lo, Pedro perguntou a Jesus: — E quanto a este? 22 Jesus respondeu: — Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, o que você tem com isso? Quanto a você, siga-me.”

Jesus tinha acabado de restaurar Pedro ao ministério e havia dito: “Siga-Me” (Jo 21:19). Essa ordem provavelmente se referia a segui-Lo fisicamente na praia. Sabemos disso porque, depois, Pedro se virou e viu que João também estava seguindo Jesus. Então fez uma pergunta sobre João: “Senhor, e quanto a este?” (Jo 21:21).

Jesus predisse como Pedro morreria (Jo 21:18). Parece que Pedro estava curioso a respeito da morte de João. Jesus redireciona a atenção do discípulo para uma questão mais importante: seguir a Cristo sem se preocupar com o que aconteceria com o outro.

3. Leia João 21:23-25. Como a declaração de Jesus foi mal-interpretada? E como o apóstolo João corrigiu esse mal-entendido?

João 21:23-25 (NAA)2: “23 Então se espalhou entre os irmãos a notícia de que aquele discípulo não morreria. Ora, Jesus não tinha dito que tal discípulo não morreria, mas: ‘Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, o que você tem com isso?’ 24 Este é o discípulo que dá testemunho a respeito destas coisas e que as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. 25 Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem relatadas uma por uma, penso que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos.”

Muitos dos primeiros cristãos entenderam mal o que Jesus disse (Jo 21:22). Eles concluíram que isso significava que Jesus voltaria antes de João morrer. À medida que João envelhecia, haveria uma crise se ele morresse (o que aconteceu) e Jesus não tivesse retornado. João corrigiu esse equívoco indicando que Jesus expressou uma hipótese quanto à Sua vontade, em vez de fazer uma profecia sobre o que realmente aconteceria.

A atitude de colocar o foco em Jesus, em vez de em outras pessoas, é uma das ideias mais importantes do restante da lição desta semana. Jesus, e somente Ele, é nosso Salvador. As pessoas inevitavelmente irão nos desapontar, e até nos magoar e ferir.

As verdades estudadas nas lições de terça a quinta-feira abordam o tema da compreensão da Palavra de Deus, visando conhecer e seguir a Jesus, que deve ser nosso único Mestre e Guia – por mais importantes que sejam o auxílio, os conselhos e as orientações de outras pessoas.

Você já ficou triste com alguém que admirava? O que aprendeu com essa experiência?

Segunda-feira, 23 de dezembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Encontro na Galileia

Lições da Bíblia1:

1. Leia João 21:1-19. Que verdades cruciais são reveladas nesse texto, especialmente sobre a graça de Deus e a humildade humana?

João 21:1-19 (NAA)2: 1 Depois disso, Jesus se manifestou outra vez aos discípulos junto ao mar de Tiberíades. Foi assim que ele se manifestou: 2 Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e mais dois discípulos de Jesus. 3 Simão Pedro disse aos outros: — Vou pescar. Os outros responderam: — Nós também vamos com você. Foram e entraram no barco, mas, naquela noite, não pegaram nada. 4 Ao romper o dia, Jesus estava na praia, mas os discípulos não reconheceram que era ele. 5 Jesus lhes perguntou: — Filhos, será que vocês têm aí alguma coisa para comer? Eles responderam: — Não. 6 Então Jesus disse: — Joguem a rede à direita do barco e vocês acharão. Assim fizeram e já não podiam puxar a rede, tão grande era a quantidade de peixes. 7 E o discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: — É o Senhor! Simão Pedro, ouvindo que era o Senhor, cingiu-se com a sua túnica, porque tinha tirado a roupa, e lançou-se ao mar. 8 Os outros discípulos vieram no barquinho puxando a rede com os peixes, porque estavam somente a uns noventa metros da margem. 9 Ao saltarem em terra, viram ali umas brasas com peixe por cima; e também havia pão. 10 Jesus lhes disse: — Tragam alguns dos peixes que vocês acabaram de pegar. 11 Simão Pedro entrou no barco e arrastou a rede para a terra. A rede estava cheia, com cento e cinquenta e três grandes peixes. E, mesmo sendo tantos peixes, a rede não se rompeu. 12 Jesus disse a eles: — Venham comer. Nenhum dos discípulos ousava perguntar: “Quem é você?” Porque sabiam que era o Senhor. 13 Jesus veio, pegou o pão e deu a eles. Depois fez a mesma coisa com o peixe. 14 E esta já era a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos depois de ressuscitado dentre os mortos. 15 Depois de terem comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: — Simão, filho de João, você me ama mais do que estes outros me amam? Ele respondeu: — Sim, o Senhor sabe que eu o amo. Jesus lhe disse: — Apascente os meus cordeiros. 16 Jesus perguntou pela segunda vez: — Simão, filho de João, você me ama? Ele respondeu: — Sim, o Senhor sabe que eu o amo. Jesus lhe disse: — Pastoreie as minhas ovelhas. 17 Pela terceira vez Jesus lhe perguntou: — Simão, filho de João, você me ama? Pedro ficou triste por Jesus ter perguntado pela terceira vez: ‘Você me ama?’ E respondeu: — O Senhor sabe todas as coisas; sabe que eu o amo. Jesus lhe disse: — Apascente as minhas ovelhas. 18 Em verdade, em verdade lhe digo que, quando era mais moço, você se cingia e andava por onde queria. Mas, quando você for velho, estenderá as mãos, e outro o cingirá e o levará para onde você não quer ir. 19 Jesus disse isso para significar com que tipo de morte Pedro havia de glorificar a Deus. Depois de falar assim, Jesus acrescentou: — Siga-me.”

João 20 termina mencionando o propósito do livro. Esse seria o momento natural para concluir o evangelho, mas há mais um capítulo, que começa com alguns discípulos na Galileia. Pedro sugere que passem uma noite no lago. Parece que os velhos tempos voltaram, e os discípulos regressaram à pesca. Mas, naquela noite, não pegaram nada.

De manhã, um Estranho que estava na praia lhes disse para jogarem a rede no lado direito do barco. Eles pegaram tantos peixes que não conseguiam puxar a rede, lembrando o início do ministério deles com Jesus (Lc 5:1-11). João reconheceu Jesus e contou a Pedro, que, por sua vez, pulou na água e nadou até a praia.

Jesus fez três perguntas a Pedro, relacionadas ao seu amor pelo Mestre. Antes da crucifixão, Pedro disse que daria a vida por Jesus (Jo 13:37). Foi então que Ele predisse que o discípulo O negaria três vezes (Jo 13:38). Nesse encontro na Galileia, Pedro fez de Jesus, e não de si mesmo, o ponto de referência (Jo 21:17).

Algumas pessoas observaram que Jesus usou o verbo agapao, que significa “amar”, ao questionar Pedro (exceto na última vez), e que o discípulo sempre respondeu com o verbo phileo, que significa “amar”, mas apenas como amigo. Isso significaria que Pedro ainda não havia alcançado o tipo mais elevado de amor.

A resposta de Pedro está centrada na humildade. Como a memória de sua traição sempre assombrava sua mente, é provável que o discípulo tenha usado uma “palavra inferior” para expressar humildade, evitando reivindicar muito para si mesmo. Foi essa humildade que Jesus reforçou e que se tornou crucial para restaurar Pedro ao ministério. A humildade é uma das qualificações mais importantes para o ministério, pois direciona o foco para Jesus Cristo, e não para o próprio eu.

A restauração de Pedro e seu papel como líder na igreja são evidências de que Jesus ressuscitou. Seria bastante difícil explicar a preeminência de Pedro se o próprio Cristo não tivesse restaurado seu ministério na presença dos outros discípulos.

Domingo, 22 de dezembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Epílogo: conhecendo Jesus e Sua Palavra

Lições da Bíblia1:

“Vocês examinam as Escrituras, porque julgam ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim” (Jo 5:39).

O Evangelho de João, assim como o de Marcos, termina com um encontro na Galileia. Esta última semana de estudos sobre João trata desse encontro, mas conectando-o ao tema de como podemos conhecer a Jesus e a Palavra de Deus – um conceito que percorre todo o quarto evangelho.

Embora os discípulos tivessem convivido com Jesus por mais de três anos, ainda estavam despreparados para a crucifixão e a ressurreição, ainda que Cristo lhes tivesse dito várias vezes o que aconteceria.

Infelizmente, eles não acreditaram em Sua palavra.

Hoje, podemos correr o mesmo risco de escutar ou até mesmo ler a Palavra de Deus, mas não a ouvirmos de fato, não permanecermos nela e não obedecermos a ela. Ou seja, não a aceitarmos como a luz que deve guiar nossos pensamentos e nossas ações. Infelizmente, é nesse ponto que muitos cristãos, às vezes involuntariamente, erram.

Vamos examinar alguns dos ensinamentos centrais de João, que podem nos ajudar a ir além do mero conhecimento teórico de Jesus para, em vez disso, conhecê-Lo melhor e nos aproximarmos cada vez mais Dele e de Sua Palavra.

Sábado, 21 de dezembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A hora da glória: a cruz e a ressurreição – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 610- 616 (“‘Está consumado!’”); p. 627-632 (“Sepultura vazia”); p. 633-637 (“Lágrimas enxugadas”). Veja também Clifford Goldstein, Risen: Finding Hope in the Empty Tomb (Nampa: Pacific Press, 2020).

“Pilatos desejava libertar Jesus. Contudo, viu que não podia fazer isso e ainda conservar sua posição e honra. Em vez de perder seu poder no mundo, escolheu sacrificar uma vida inocente. Quantos, para escapar de prejuízo ou sofrimento, também sacrificam um princípio! A consciência e o dever apontam um caminho, e o interesse egoísta indica outro” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 758).

“Cristo não entregou Sua vida antes que realizasse a obra que viera fazer, e, ao morrer, exclamou: ‘Está consumado!’ (Jo 19:30). Ele tinha ganhado a batalha. Sua destra e Seu santo braço haviam alcançado a vitória. Como Vencedor, fixou Sua bandeira nas alturas eternas. Que alegria entre os anjos! Todo o Céu triunfou na vitória do Salvador. Satanás foi derrotado e sabia que seu reino estava perdido.

“Para os anjos e os mundos não caídos, a frase: ‘Está consumado!’ teve profundo significado. A obra da redenção havia sido realizada tanto para o nosso benefício quanto para o benefício deles” (O Desejado de Todas as Nações, p. 610).

Perguntas para consideração

1. Que escolhas nos ajudam a evitar os erros cometidos por Pilatos?

2. Com base na Bíblia, por que Jesus teve que morrer em nosso lugar?

3. Qual é a relação entre as evidências bíblicas e as evidências históricas a respeito da ressurreição de Jesus? Quais evidências históricas confirmam a ressurreição Dele?

4. Reflita sobre 1 Coríntios 15:12-20. Se aqueles “que adormeceram em Cristo” vão imediatamente para o Céu após a morte, por que, sem a ressurreição de Cristo, “os que adormeceram em Cristo estão perdidos” (1Co 15:18)? Paulo confirma a verdade de que os mortos estão inconscientes até a ressurreição?

1 Coríntios 15:12-20 (NAA)2: “12 Ora, se o que se prega é que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como alguns de vocês afirmam que não há ressurreição de mortos? 13 E, se não há ressurreição de mortos, então Cristo não ressuscitou. 14 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e é vã a fé que vocês têm. 15 Além disso, somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos testemunhado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam. 16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. 17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a fé que vocês têm, e vocês ainda permanecem nos seus pecados. 18 E ainda mais: os que adormeceram em Cristo estão perdidos. 19 Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos as pessoas mais infelizes deste mundo. 20 Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.”

Sexta-feira, 20 de dezembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Jesus e Maria

Lições da Bíblia1:

7. Leia João 20:11-13. Qual situação mostra que Maria Madalena ainda não entendia o significado do túmulo vazio?

João 20:11-13 (NAA)2: “11 Maria, no entanto, permanecia junto à entrada do túmulo, chorando. Enquanto chorava, abaixou-se, olhou para dentro do túmulo 12 e viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde o corpo de Jesus tinha sido colocado, um à cabeceira e outro aos pés. 13 Então eles perguntaram: — Mulher, por que você está chorando? Ela respondeu: — Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram.

Na última referência a Maria antes desse texto, ela relatou a Pedro e João sobre o túmulo vazio (Jo 20:2). Eles correram para o túmulo, e ela voltou um pouco mais tarde. Depois que Pedro e João inspecionaram o túmulo, eles o deixaram. Contudo, Maria voltou e ficou ali, chorando. Sem dúvida, Maria tinha chorado muito nos últimos dias por causa da morte de Jesus. E agora, o corpo Dele havia desaparecido! Inclinando-se, ela olhou para dentro.

Para sua surpresa, dois anjos vestidos de branco estavam no túmulo, sentados onde estivera o corpo de Jesus. Eles lhe perguntaram: “Mulher, por que você está chorando?” (Jo 20:13). Sua dolorosa resposta foi que alguém havia levado seu Senhor, e ela não sabia onde O haviam colocado.

8. Leia João 20:14-18. O que mudou tudo para Maria?

João 20:14-18 (NAA)2: 14 Depois de dizer isso, ela se virou para trás e viu Jesus em pé, mas não reconheceu que era Jesus. 15 Jesus lhe perguntou: — Mulher, por que você está chorando? A quem você procura? Ela, supondo que ele fosse o jardineiro, respondeu: — Se o senhor o tirou daqui, diga-me onde o colocou, e eu o levarei. 16 Jesus disse: — Maria! Ela, voltando-se, lhe disse, em hebraico: — Raboni! (Que quer dizer ‘Mestre’.) 17 Jesus continuou: — Não me detenha, porque ainda não subi para o meu Pai. Mas vá até os meus irmãos e diga a eles: ‘Subo para o meu Pai e o Pai de vocês, para o meu Deus e o Deus de vocês.’ 18 Então Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: — Eu vi o Senhor! E contava que Jesus lhe tinha dito essas coisas.

Com os olhos marejados de lágrimas, Maria se virou e viu alguém parado atrás dela. Com palavras semelhantes às dos anjos, o Estranho perguntou: “Mulher, por que você está chorando? A quem você procura?” (Jo 20:15). Ela imaginava estar conversando com o jardineiro e então pediu sua ajuda para encontrar o corpo de Jesus.

O Estranho disse apenas uma palavra: “Maria!” (Jo 20:16). Essa revelação transformou o mundo. De repente, Maria percebeu que era o Jesus ressurreto que falava com ela. Jesus insistiu para que ela não O detivesse, pois Ele devia subir para o Pai. Mas a tarefa dela era ir e contar aos discípulos que Ele estava subindo para o Seu Pai e o Pai dos Seus seguidores, para o Seu Deus e o Deus de Seus seguidores (Jo 20:17). Maria cumpriu sua missão. Ela disse aos discípulos que tinha visto o Senhor e contou todos os demais detalhes que Ele havia compartilhado com ela (Jo 20:18).

Leia 1 Coríntios 15:12-20. De que valeria a fé cristã se Cristo não tivesse ressuscitado?

1 Coríntios 15:12-20 (NAA): “12 Ora, se o que se prega é que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como alguns de vocês afirmam que não há ressurreição de mortos? 13 E, se não há ressurreição de mortos, então Cristo não ressuscitou. 14 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e é vã a fé que vocês têm. 15 Além disso, somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos testemunhado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam. 16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. 17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a fé que vocês têm, e vocês ainda permanecem nos seus pecados. 18 E ainda mais: os que adormeceram em Cristo estão perdidos. 19 Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos as pessoas mais infelizes deste mundo. 20 Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.”

Quinta-feira, 19 de dezembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O túmulo vazio

Lições da Bíblia1:

5. Qual é a relevância para nós do que é retratado em João 20:1-7?

João 20:1-7 (NAA)2: “1 No primeiro dia da semana, de madrugada, quando ainda estava escuro, Maria Madalena foi ao túmulo e viu que a pedra da entrada tinha sido removida. 2 Então correu e foi até onde estavam Simão Pedro e o outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: — Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram. 3 Com isso, Pedro e o outro discípulo saíram e foram até o túmulo. 4 Ambos corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5 E, abaixando-se, viu os lençóis de linho, mas não entrou. 6 Simão Pedro, seguindo-o, chegou e entrou no túmulo. Ele também viu os lençóis 7 e o lenço que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, e que não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte.

Jesus morreu no fim da tarde de uma sexta-feira e ressuscitou no domingo bem cedo. Como o sábado estava próximo (Jo 19:42), o sepultamento foi feito às pressas e não foi concluído. Por mais que amassem Jesus, Seus seguidores guardavam o sábado e não foram ao túmulo (Mc 16:1; Lc 23:56). Depois do sábado, as mulheres compraram especiarias para levar ao túmulo no domingo. Para surpresa delas, a pedra tinha sido removida, e o túmulo estava vazio.

Maria Madalena chegou cedo ao túmulo. Ela correu para contar a Pedro e João o que tinha visto. Os dois homens correram para lá. João ultrapassou Pedro e chegou primeiro. Abaixando-se, viu ali caídos os lençóis (Jo 20:6, NAA) ou faixas (NVI) com os quais Jesus havia sido enrolado. Mas não entrou antes que Pedro entrasse.

Pedro, porém, entrou e viu as faixas de linho estendidas, mas o lenço que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, cobrindo Seu rosto, estava dobrado e separado das faixas.

6. Leia João 20:7-10. João viu que o lenço que cobria o rosto de Jesus estava dobrado. Por que esse fato é importante?

João 20:7-10 (NAA)2: “7 e o lenço que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, e que não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte. 8 Então o outro discípulo, que havia chegado primeiro ao túmulo, também entrou. Ele viu e creu. 9 Pois ainda não tinham compreendido a Escritura, que era necessário que ele ressuscitasse dentre os mortos. 10 E os discípulos voltaram outra vez para casa.”

João entrou, viu e creu. Por que ver as faixas e o lenço separado e dobrado levaria João a crer que Jesus havia ressuscitado dentre os mortos? Para responder a essa pergunta, é necessário refletir por que o túmulo estaria vazio. A resposta mais natural seria a ação de ladrões de túmulos. Mas essa explicação não pode ser aceita por três razões: (1) o túmulo estava guardado por uma escolta (Mt 27:62-66), tornando inviável o roubo; (2) ladrões de túmulos normalmente roubam objetos de valor, não corpos em decomposição; (3) ladrões de túmulos costumam agir com pressa e não se preocupam em dobrar as vestes funerárias. Não é de admirar que, quando João viu o lenço dobrado, creu que Jesus havia ressuscitado.

Quarta-feira, 18 de dezembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Está consumado!

Lições da Bíblia1:

Pilatos mandou preparar uma inscrição em latim, grego e hebraico que dizia: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus” (Jo 19:17-22). Os líderes desejavam que o texto fosse alterado, mas Pilatos ignorou seus pedidos. Essa inscrição foi um testemunho silencioso da verdade sobre Jesus e um dos indicadores de que Ele estava entronizado na cruz. Jesus, o Rei dos judeus, estava na cruz como se fosse um criminoso comum.

“Um poder mais alto que Pilatos ou que os judeus dirigia a colocação daquela inscrição acima da cabeça de Jesus. No propósito divino, ela devia despertar reflexão e o estudo das Escrituras” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 600).

3. Que cena tocante com a mãe de Jesus ocorreu junto à cruz? Jo 19:25-27

Jo 19:25-27 (NAA)2: “25 E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, a irmã dela, Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. 26 Vendo Jesus a sua mãe e junto dela o discípulo amado, disse: — Mulher, eis aí o seu filho. 27 Depois, disse ao discípulo: — Eis aí a sua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa.”

Ao pé da cruz encontravam-se João, o discípulo amado, junto com Maria, a mãe de Jesus, e outras pessoas. Muitos anos antes, Simeão havia predito essa experiência quando José e Maria levaram Jesus ao templo para dedicá-Lo ao Senhor (Lc 2:34, 35). Agora, em Seus últimos momentos, Jesus disse à própria mãe: “Mulher, eis aí o seu filho”, e disse a João: “Eis aí a sua mãe” (Jo 19:26, 27).

4. Leia João 19:28-30. O que significam as palavras que Jesus disse antes de morrer: “Está consumado”?

João 19:28-30 (NAA)2: “28 Depois, vendo Jesus que tudo já estava consumado, para que se cumprir a Escritura, disse: — Tenho sede! 29 Estava ali um vaso cheio de vinagre. Embeberam de vinagre uma esponja e, fixando-a num caniço de hissopo, aproximaram a esponja da boca de Jesus. 30 Quando Jesus tomou o vinagre, disse: — Está consumado! E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.

O verbo grego tele? (“terminar”, “completar”, “executar”), que ocorre no verso 28 (“tudo já estava consumado”), é o mesmo verbo usado no versículo 30 (“Está consumado!”). Além disso, uma palavra relacionada, teleio? (“terminar”, “aperfeiçoar”), também aparece no verso 28 em referência ao cumprimento das Escrituras (“para que se cumprisse a Escritura”). Por mais horrível que fosse a cena, tudo estava sendo cumprido, realizado, completado.

Quando Jesus disse: “Está consumado!”, Ele estava concluindo ou cumprindo a obra que o Pai Lhe tinha dado para fazer.

“Está consumado!” O que isso significa? Como isso se aplica à nossa vida?

Terça-feira, 17 de dezembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Eis o Homem!

Lições da Bíblia1:

2. Leia João 18:38–19:5. Como Pilatos tentou persuadir o povo a pedir a libertação de Jesus?

João 18:38–19:5 (NAA)2: 38 Pilatos perguntou: — O que é a verdade? Depois de dizer isso, Pilatos voltou aos judeus e lhes disse: — Eu não acho nele crime algum. 39 Mas é costume entre vocês que eu solte alguém por ocasião da Páscoa. Vocês querem que eu lhes solte o rei dos judeus? 40 Então todos gritaram, novamente: — Não este, mas Barrabás! Ora, Barrabás era salteador. 19 1 Por isso, Pilatos tomou Jesus e mandou açoitá-lo. 2 Os soldados teceram uma coroa de espinhos e a puseram na cabeça de Jesus. Também o vestiram com um manto de púrpura. 3 Chegavam-se a ele e diziam: — Salve, rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas. 4 Pilatos saiu outra vez e disse aos judeus: — Eis que eu o apresento a vocês, para que saibam que não encontro nele crime algum. 5 Então Jesus saiu, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. E Pilatos lhes disse: — Eis o homem!

Pilatos não esperou que Jesus respondesse o que é a verdade. Em vez disso, voltou para tentar persuadir o povo. Ao dialogar com aquelas pessoas, em vez de apenas libertar Jesus, Pilatos colocou-se em desvantagem. Os líderes religiosos reconheceram que podiam manipular o governador por meio da multidão.

Pilatos se referiu ao costume de libertar um prisioneiro na Páscoa e perguntou se o povo queria que ele libertasse o “rei dos judeus” (Jo 18:39). É surpreendente e irônico que pediram a libertação de um criminoso, em vez do inocente Jesus.

Então começou a zombaria e a humilhação de Jesus. Os soldados teceram uma coroa de espinhos, colocaram um manto púrpura sobre Ele e O aclamaram, em tom de deboche, como rei dos judeus. Essa saudação dos soldados era semelhante à forma como cumprimentavam o imperador, mas nesse momento foi feita com zombaria.

Ao manipular a religiosidade do povo, Pilatos aparentava buscar um modo de libertar Jesus. Ele trouxe Jesus usando a coroa de espinhos e o manto púrpura. Nessa cena, sobre a qual João não faz comentários adicionais, Jesus usava uma falsa veste real, e Pilatos disse ao povo: “Eis o Homem!” (Jo 19:5). Isso lembra as palavras de João Batista: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1:29). É irônico que o governador pagão apresentasse o Messias naquele traje diante de Israel.

No entanto, as pessoas clamavam pela crucifixão de Jesus por causa de Sua afirmação de ser o Filho de Deus (Jo 19:6-16). Isso assustou Pilatos, que procurou ainda mais libertá-Lo. Mas os líderes selaram o destino de Cristo alegando que libertá-Lo seria opor-se a César. Eles sabiam que a lealdade de Pilatos a César significava que ele não libertaria alguém que reivindicasse o mesmo papel. Os líderes disseram que não tinham rei, senão César. O ódio deles por Jesus superava as aspirações nacionais. Eles sacrificariam as reivindicações de autonomia nacional só para se livrarem Dele.

O governador pagão queria livrar Jesus, mas os líderes espirituais, que deveriam tê-Lo reconhecido, desejavam que Ele fosse crucificado! Que lições aprendemos com isso?

Segunda-feira, 16 de dezembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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