Um fundamento profético

Lições da Bíblia1

2. Leia Lucas 24:36-49. O que aconteceu e por que essa foi uma experiência tão crucial para os apóstolos?

Lucas 24:36-49 (NAA)2: 36 Falavam eles ainda estas coisas quando Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: — Que a paz esteja com vocês! 37 Eles, porém, ficaram assustados e com medo, pensando que estavam vendo um espírito. 38 Mas ele lhes disse: Por que vocês estão assustados? E por que surgem dúvidas no coração de vocês? 39 Vejam as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo. Toquem em mim e vejam que é verdade, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vocês estão vendo que eu tenho. 40 Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. 41 E, por não acreditarem eles ainda, por causa da alegria, e como estavam admirados, Jesus lhes disse: — Vocês têm aqui alguma coisa para comer? 42 Então lhe apresentaram um pedaço de peixe assado, 43 e ele comeu na presença deles. 44 A seguir, Jesus lhes disse: — São estas as palavras que eu lhes falei, estando ainda com vocês: era necessário que se cumprisse tudo o que está escrito a respeito de mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. 45 Então lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras. 46 E disse-lhes: — Assim está escrito que o Cristo tinha de sofrer, ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia, 47 e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando em Jerusalém. 48 Vocês são testemunhas destas coisas. 49 Eis que envio sobre vocês a promessa de meu Pai; permaneçam, pois, na cidade, até que vocês sejam revestidos do poder que vem do alto.”

A princípio, os discípulos não creram por medo. Então, quando viram Jesus e tiveram certeza de que Ele estava vivo, não creram por causa da alegria (Lc 24:41). Você já sentiu que algo era bom demais para ser verdade? Essa foi a experiência dos discípulos e dos outros no cenáculo.

Contudo, se Jesus os tivesse deixado apenas com essa experiência, quando Ele partisse, talvez a fé deles não tivesse perdurado. Com o tempo, o poder da experiência poderia se dissipar; eles se esqueceriam, ou começariam até a questioná-la. Jesus não Se contentou apenas em mostrar-lhes Suas cicatrizes e comer peixe diante deles. Ele os conduziu à Palavra e lhes mostrou o fundamento profético de Sua obra e de Seu ministério. Não importava quão grande fosse a experiência que tivessem com Ele, Jesus ainda queria que a fé deles fosse fundamentada na Palavra de Deus (Lc 24:44).

Também encontramos nesse relato uma motivação para o testemunho: a Palavra de Deus. Jesus sabia que, para solidificar a experiência dos discípulos, eles precisavam entender por que Ele teve que morrer e o que Sua ressurreição significava. Era necessário que a cosmovisão deles fosse mudada de um reino político e terreno para a grande solução para o pecado e a vitória de Cristo sobre a morte. O evangelho era muito mais do que conquistar a soberania política para Israel. Revelava a vitória de Cristo sobre Satanás e garantia que um dia a maldade seria destruída, a Terra seria recriada, e Deus estaria entre o Seu povo. Ele “lhes abriu o entendimento” (Lc 24:45) para que compreendessem essas verdades, que deveriam compartilhar com o mundo.

Nossas experiências com Jesus não podem firmar-se sem o fundamento da Palavra, incluindo as profecias que apontam para a história e para os eventos que incluem o primeiro e o segundo adventos de Cristo e conduzem a eles. Com essas verdades firmemente compreendidas, estaremos prontos e motivados para a missão.

Você está bem fundamentado nas profecias que apontam para a primeira e a segunda vindas de Cristo? Nos últimos dias, por que devemos estar firmados na Palavra, e por que entender as profecias é tão crucial para a missão?

Segunda-feira, 06 de novembro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Missão de Deus, minha missão. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 514, out. nov. dez. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Compartilhar as boas-novas

Lições da Bíblia1

1. Qual foi a reação dos que ouviram sobre o Cristo ressurreto? Lc 24:1-12

1 Mas, no primeiro dia da semana, alta madrugada, as mulheres foram ao túmulo, levando os óleos aromáticos que haviam preparado. 2 Encontraram a pedra removida do túmulo, 3 mas, ao entrar, não acharam o corpo do Senhor Jesus. 4 Aconteceu que, perplexas a esse respeito, apareceram-lhes dois homens com roupas resplandecentes. 5 Estando elas com muito medo e baixando os olhos para o chão, eles disseram: — Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que vive? 6 Ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrem-se do que ele falou para vocês, estando ainda na Galileia: 7 “É necessário que o Filho do Homem seja entregue nas mãos de pecadores, seja crucificado e ressuscite no terceiro dia.” 8 Então elas se lembraram das palavras de Jesus. 9 E, voltando do túmulo, anunciaram todas estas coisas aos onze e a todos os outros que estavam com eles. 10 Essas mulheres eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago; também as demais que estavam com elas confirmaram estas coisas aos apóstolos. 11 Mas para eles tais palavras pareciam um delírio; eles não acreditaram no que as mulheres diziam. 12 Pedro, porém, levantando-se, correu ao túmulo. E, abaixando-se, viu somente os lençóis de linho e nada mais; e retirou-se para casa, admirado com o que tinha acontecido.

Várias mulheres foram ao túmulo bem cedo no domingo, após a morte de Jesus. Levaram consigo especiarias; portanto, é provável que estivessem indo cuidar do corpo do Mestre, já que o sábado havia terminado. Como esperavam encontrar um túmulo ainda selado, ficaram chocadas ao encontrar a tumba vazia. Sem saber o que fazer, sentiram medo quando dois homens com vestes brilhantes apareceram. No entanto, eles tinham uma mensagem para elas. Relembrando as palavras do Senhor, contaram às mulheres que Jesus havia ressuscitado, conforme dissera. Felizes com a notícia, rapidamente voltaram aonde os discípulos e outros seguidores de Jesus se encontravam e contaram o que tinham visto e ouvido, pois a emoção delas não podia ser contida. Isto é, compartilharam com outros o que ouviram sobre Cristo.

Como as mulheres devem ter se sentido? Tinham acabado de ter uma experiência incrível, que as deixou maravilhadas, mas os discípulos chamaram essa experiência de “delírio” e não acreditaram nelas. Assim, sem saber se deveria acreditar nas mulheres ou não, Pedro correu para o túmulo para ver por si mesmo.

Para Pedro – e para muitos de nós – há uma hesitação em aceitar algo simplesmente porque alguém o disse. Embora Pedro tenha ouvido o relato das mulheres, ele só compartilhou da experiência delas mais tarde. A princípio, tudo o que viu foi um túmulo vazio, e isso o deixou “admirado com o que tinha acontecido” (Lc 24:12). Sua experiência no túmulo não foi a mesma das mulheres.

Independentemente da reação de Pedro, assim que as mulheres ouviram a notícia sobre Jesus, quiseram compartilhá-la. Que motivação maior para a missão pode haver do que contar a outros sobre o que Jesus fez por nós? Que estímulo maior pode haver do que espalhar as boas-novas da salvação em Cristo, nossa esperança?

Precisamos ter uma experiência pessoal com Deus antes de compartilhá-la. Nosso desejo de dividir com os outros o que tanto amamos deve ser parte crucial de nossa motivação para a missão. Afinal, não podemos repartir o que não temos!

Quais são algumas das experiências que você teve com Deus e Seu amor e que são preciosas para você? Elas o motivam a alcançar outros com as boas-novas?

Domingo, 05 de novembro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Missão de Deus, minha missão. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 514, out. nov. dez. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Motivações e preparo para a missão

Lições da Bíblia1

“São estas as palavras que Eu lhes falei, estando ainda com vocês: era necessário que se cumprisse tudo o que está escrito a respeito de Mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos” (Lc 24:44).

Paulo escreveu aos filipenses: “É verdade que alguns proclamam Cristo por inveja e rivalidade, mas outros o fazem de boa vontade. Estes o fazem por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho; aqueles, porém, pregam Cristo por interesse pessoal, não de forma sincera, pensando que assim podem aumentar meu sofrimento na prisão. Mas que importa? Uma vez que, de uma forma ou de outra, Cristo está sendo pregado, seja com fingimento, seja com sinceridade, também com isto me alegro; sim, sempre me alegrarei” (Fp 1:15-18).

Palavras poderosas! “Seja com fingimento, seja com sinceridade”, Cristo é pregado -e era isso que importava para Paulo. O ideal, porém, é que nossas motivações para pregar a Cristo, para a missão e para alcançar outros com as boas-novas tenham como base o amor e a verdade, não ambição egoísta, inveja nem rixa.

Sendo assim, quais são algumas das motivações para pregar a Cristo, que maneira podemos nos preparar para fazer isso?

Nesta semana, veremos alguns acontecimentos na igreja primitiva que podem nos dar orientação quanto a essas partes cruciais da missão.

Sábado, 04 de novembro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Desculpas para evitar a missão – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Ellen G. White advertiu os que estão com dificuldades para seguir o chamado de Jesus para testemunhar aos que os rodeiam. “As desculpas dos que falham em realizar essa obra não os isentam da responsabilidade. Se escolhem não a fazer, negligenciam as almas pelas quais Cristo morreu e a responsabilidade dada por Deus e são registrados nos livros do Céu como servos infiéis. O ministro trabalha como fez o Mestre, para ser uma força e uma bênção aos outros, quando se fecha para os que precisam de sua ajuda? Os que negligenciam o relacionamento com o povo se tornam egocêntricos, e precisam exatamente dessa experiência de se colocar em contato com seus irmãos, para entender a condição espiritual deles e saber como alimentar o rebanho de Deus, dando a cada um o seu alimento no tempo devido. Os que negligenciam esse trabalho manifestam que carecem de renovação moral, e verão que não carregam o fardo da obra (Ellen G. White, The Advent Review and Sabbath Herald, 30 de agosto de 1892).

Embora essas sejam palavras muito fortes, não somos deixados sem esperança: “Na tarefa que lhe fora entregue, Jonas recebera uma pesada responsabilidade; contudo, Aquele que o havia mandado ir estava apto a sustentar Seu servo e garantir seu sucesso. Se o profeta tivesse obedecido sem questionar, teria sido poupado de muitas experiências amargas e teria sido abundantemente abençoado. Apesar de tudo, no desespero de Jonas, o Senhor não Se afastou dele. Por meio de uma série de provas e estranhas providências, a confiança do profeta em Deus e em Seu infinito poder para salvar devia ser revivida” (Ellen G. White, Profetas e Reis [CPB, 2021], p. 157).

Nosso chamado para a missão não é menos específico do que foi o de Jonas. A questão é: Como responderemos?

Perguntas para consideração

Que desculpas você usa para não se envolver na missão? Qual é a sua Nínive?

Pense na verdade preciosa que temos. O que o impede de compartilhar essa mensagem?

Como vencer por meio da graça o medo de testemunhar e de realizar a missão?

Sexta-feira, 03 de novembro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Eis-me aqui, envia-me a mim

Lições da Bíblia1

A história de Jonas é mais do que incrível. Deus salvou os ninivitas apesar do pobre testemunho de Jonas. Isso é um lembrete gritante de que nosso papel é ser meramente um canal para Deus, o único que pode convencer e converter o coração. É um lembrete de que Deus busca mensageiros dispostos e humildes, que sigam Sua direção.

5. Leia Isaías 6:1-8. Qual é a ideia central dessa passagem?

Isaías 6:1-8 (NAA)2: 1 No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. 2 Serafins estavam por cima dele. Cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os pés e com duas voava. 3 E clamavam uns para os outros, dizendo: “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.” 4 Os umbrais das portas se moveram com a voz do que clamava, e o templo se encheu de fumaça. 5 Então eu disse: — Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de lábios impuros; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! 6 Então um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que havia tirado do altar com uma pinça. 7 Com a brasa tocou a minha boca e disse: — Eis que esta brasa tocou os seus lábios. A sua iniquidade foi tirada, e o seu pecado, perdoado. 8 Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: — A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Eu respondi: — Eis-me aqui, envia-me a mim.

O chamado está aí. Deus procura voluntários. Devemos responder a esse chamado submetendo-nos à Sua liderança, ouvindo Sua voz e escolhendo obedecer a tudo o que Ele nos diga.

A história de Jonas revela o amor de Deus por pessoas que vivem onde Seu amor não é sentido e Sua voz não é ouvida. Assim como teve piedade de Nínive, Ele tem piedade dos milhões que povoam as cidades hoje, onde edifícios tomam o lugar de árvores e flores, e o barulho constante torna difícil aquietar-se e ouvir a Deus. Os ninivitas não sabiam “distinguir entre a mão direita e a mão esquerda” (Jn 4:11). Deus precisa de mensageiros dispostos a levar esperança a pessoas esgotadas pela vida agitada.

Isaías ouviu uma voz perguntando: “Quem há de ir?” Qual será sua resposta?

Desafio: Em uma folha de papel em branco ou em seu diário de oração, faça uma lista com o nome de dez pessoas incrédulas. Vamos chamá-las de seus “discípulos”. Mantenha a lista por perto e, até o fim do trimestre, ore diariamente por eles. Ore pedindo que Deus o ajude a se tornar amigo dessas pessoas. Ore para que você desenvolva amizades mais profundas, mais próximas e confiantes com seus amigos casuais. À medida que aprofunda seus relacionamentos, observe e ouça para identificar as necessidades deles, suas mágoas e dores. Em seguida, ore para que Deus os atenda nessas áreas.

Desafie-se: Escolha uma cidade perto de você, bem como uma cidade em outra parte do mundo. Comece a orar pelas pessoas que vivem e trabalham em cada uma. Peça a Deus que suscite uma forte presença adventista que compartilhe a verdade como a conhecemos – a verdade sobre a breve vinda de Jesus.

Quinta-feira, 02 de novembro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Nossas desculpas: conflitos desconfortáveis

Lições da Bíblia1

“Ah! Senhor! Não foi isso que eu disse, estando ainda na minha terra? Por isso, me adiantei, fugindo para Társis, pois sabia que Tu és Deus bondoso e compassivo, tardio em irar-Se e grande em misericórdia, e que mudas de ideia quanto ao mal que anunciaste” (Jn 4:2). Que bela oração da parte de Jonas, não foi?

4. Leia Jonas 4. O que havia de errado com Jonas?

Jonas 4 “1 Mas Jonas ficou muito aborrecido e com raiva. 2 Ele orou ao Senhor e disse: — Ah! Senhor! Não foi isso que eu disse, estando ainda na minha terra? Por isso, me adiantei, fugindo para Társis, pois sabia que tu és Deus bondoso e compassivo, tardio em irar-se e grande em misericórdia, e que mudas de ideia quanto ao mal que anunciaste. 3 Agora, Senhor, peço que me tires a vida, porque para mim é melhor morrer do que viver. 4 E o Senhor disse: — Você acha que é razoável essa sua raiva? 5 Então Jonas saiu da cidade e sentou-se num lugar a leste da mesma. Ali construiu um abrigo, sentou-se na sombra, para ver o que aconteceria com a cidade. 6 Então o Senhor Deus fez crescer uma planta por cima de Jonas, para que fizesse sombra sobre a sua cabeça, a fim de o livrar do seu desconforto. E Jonas ficou muito contente por causa da planta. 7 Mas no dia seguinte, ao amanhecer, Deus enviou um verme, que atacou a planta, e ela secou. 8 Quando o sol nasceu, Deus fez soprar um vento leste muito quente. O sol bateu na cabeça de Jonas, de maneira que ele quase desmaiou. Então pediu para morrer, dizendo: — Para mim é melhor morrer do que viver! 9 Então Deus perguntou a Jonas: — Você acha que é razoável essa sua raiva por causa da planta? Jonas respondeu: — É tão razoável que até quero morrer! 10 E o Senhor disse: — Você tem compaixão da planta que não lhe custou nenhum trabalho. Você não a fez crescer. Numa noite ela nasceu e na noite seguinte desapareceu. 11 E você não acha que eu deveria ter muito mais compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem distinguir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?”

Jonas sentia um ódio tão profundo pelo povo para o qual Deus o enviara que preferia morrer a ser humilhado quando o fracasso de sua pregação sobre o juízo contra Nínive viesse à tona. Jonas queria que Nínive fosse a próxima Sodoma e Gomorra. Ele ansiava pelo juízo divino sobre aquele povo odiado. Quando isso não aconteceu, sua visão de mundo foi abalada ao máximo, e Jonas preferiu morrer a permitir que seu mundo fosse virado de cabeça para baixo.

Pela segunda vez na história de Jonas, Deus o confrontava, não com um sermão ou uma fala, mas com uma experiência. Cosmovisões não se formam sob encomenda, nem mudam porque ouvimos algo novo ou diferente. Visões de mundo são frequentemente formadas e alteradas com base em experiências de vida e como elas são interpretadas ou explicadas.

Nessa nova experiência, Deus ajudou Jonas a reconhecer sua visão de mundo distorcida. Ele fez com que uma planta crescesse milagrosamente em um dia para oferecer sombra para proteger Jonas do sol. Jonas se sentiu feliz, não com Deus, que havia realizado o milagre, mas com a planta. Em vez de ver isso como um milagre imerecido, ele o viu como uma bênção apropriada e merecida que se seguiu às suas boas obras. Quando a planta morreu, o infortúnio fez com que Jonas ficasse irritado e inseguro em relação à sua autoestima, e seus pensamentos se tornaram suicidas.

Depois dessa experiência, Deus o corrigiu com voz suave, ajudando-o a perceber como era tolice valorizar uma planta mais do que os milhares de homens, mulheres e crianças de Nínive, bem como seus animais.

A história não termina com o arrependimento de Jonas, mas se volta para nós. Qual será nossa atitude diante da preocupação de Deus em relação aos ímpios e cruéis?

Quarta-feira, 01 de novembro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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