O chamado de um falho pescador

Lições da Bíblia.

“No Novo Testamento, Pedro se destaca como um dos mais importantes de todos os discípulos. Na verdade, ele acabou sendo uma das pessoas mais influentes em toda a história humana. Esse realmente foi um grande exemplo de transformação do ‘ordinário’ para o extraordinário!”1

“3. Leia os seguintes textos. Como eles nos ajudam a entender como Pedro foi transformado de modo tão radical, apesar de seus enormes defeitos?”1

“Aconteceu que, ao apertá-lo a multidão para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré; e viu dois barcos junto à praia do lago; mas os pescadores, havendo desembarcado, lavavam as redes. Entrando em um dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-se, ensinava do barco as multidões. Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes. Isto fazendo, apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes. Então, fizeram sinais aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los. E foram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase irem a pique. Vendo isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador. Pois, à vista da pesca que fizeram, a admiração se apoderou dele e de todos os seus companheiros, bem como de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus sócios. Disse Jesus a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens. E, arrastando eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, o seguiram.” (Lucas 5:1-11 RA)2: “Que palavras de Pedro demonstraram que ele reconhecia sua necessidade de Jesus? Por que é tão importante cultivar essa característica em nossa vida?”1 Pedro demostrou fé e confiança em Jesus, e reconheceu que era um pecador e indigno de estar na presença do Senhor.

“Indo Jesus para os lados de Cesaréia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho do Homem? E eles responderam: Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas. Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou? Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.” (Mateus 16:13-17 RA)2. “O que esses versos nos dizem sobre a receptividade de Pedro ao Espírito Santo?”1 Pedro foi guiado pelo Espírito Santo revelando que Jesus era o Cristo, o Filho de Deus.

“Então, Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. E, saindo dali, chorou amargamente.” (Mateus 26:75 RA)2. “Que atitude de Pedro revela que Deus ainda poderia usá-lo?”1 Pedro negou Jesus, mas seu arrependimento foi sincero, ele chorou amargamente.

“Pedro certamente teve muitas experiências poderosas com o Senhor. Embora fosse apenas um pescador ‘comum’, cheio de defeitos, os muitos momentos passados ao lado de Jesus fizeram com que Pedro fosse radicalmente transformado, mesmo depois de ter cometido alguns erros graves, incluindo negar Jesus três vezes, o que o Mestre havia predito. Um ponto que se destaca na história de Pedro foi o momento em que ele obteve pela primeira vez um vislumbre de quem era Jesus. Ele ficou ciente de suas próprias faltas e as admitiu. Assim, pela paciência e tolerância, Jesus transformou o defeituoso Pedro em alguém que ajudou a mudar a história.”1

“Por que devemos ter muito cuidado para não cair no erro de acreditar que algumas pessoas estão além do alcance da salvação? Por que esse erro é tão fácil de ocorrer?”1

Terça-feira, 04 de fevereiro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Discipulado. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 475, Jan. Fev. Mar. 2013. Adulto, Professor, p. 71

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Transformando os "comuns"

Lições da Bíblia.

“2. Leia João 2:1-11 e Mateus 15:32-39. Como Jesus usou simples desejos e necessidades cotidianas para fazer discípulos e transformar vidas?”1 “Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galiléia, achando-se ali a mãe de Jesus. Jesus também foi convidado, com os seus discípulos, para o casamento. Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm mais vinho. Mas Jesus lhe disse: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. Então, ela falou aos serventes: Fazei tudo o que ele vos disser. Estavam ali seis talhas de pedra, que os judeus usavam para as purificações, e cada uma levava duas ou três metretas. Jesus lhes disse: Enchei de água as talhas. E eles as encheram totalmente. Então, lhes determinou: Tirai agora e levai ao mestre-sala. Eles o fizeram. Tendo o mestre-sala provado a água transformada em vinho (não sabendo donde viera, se bem que o sabiam os serventes que haviam tirado a água), chamou o noivo e lhe disse: Todos costumam pôr primeiro o bom vinho e, quando já beberam fartamente, servem o inferior; tu, porém, guardaste o bom vinho até agora. Com este, deu Jesus princípio a seus sinais em Caná da Galiléia; manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.” (João 2:1-11 RA)2; E, chamando Jesus os seus discípulos, disse: Tenho compaixão desta gente, porque há três dias que permanece comigo e não tem o que comer; e não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça pelo caminho. Mas os discípulos lhe disseram: Onde haverá neste deserto tantos pães para fartar tão grande multidão? Perguntou-lhes Jesus: Quantos pães tendes? Responderam: Sete e alguns peixinhos. Então, tendo mandado o povo assentar-se no chão, tomou os sete pães e os peixes, e, dando graças, partiu, e deu aos discípulos, e estes, ao povo. Todos comeram e se fartaram; e, do que sobejou, recolheram sete cestos cheios. Ora, os que comeram eram quatro mil homens, além de mulheres e crianças. E, tendo despedido as multidões, entrou Jesus no barco e foi para o território de Magadã.” (Mateus 15:32-39 RA)2. A festa de casamento em Cana da Galileia certamente era de pessoas pobres, o vinho provisionado foi pouco, e para resolver esse constrangimento social, Jesus transformou água em vinho, permitindo que a festa continuasse assim como a alegria dos noivos e convidados. Outro aspecto significativo foi o fato de seus discípulos crerem nEle. Ao multiplicar os pães e peixes Jesus supriu um necessidade básica dos seres humano, a fome. Transformou uma coisa comum, uns poucos peixes e pães, em algo extraordinário, alimento suficiente para uma multidão. Nesses eventos Jesus transformava o mais importante, o coração das pessoas.

“Cristo não Se aproximou das talhas nem tocou na água; simplesmente olhou para a água e ela se transformou em puro suco de uva, purificado e refinado. Qual foi efeito desse milagre? – ‘Os Seus discípulos creram nEle’ (Jo 2:11). Por meio desse milagre Cristo também evidenciou Sua misericórdia e compaixão. Mostrou a consideração pelas necessidades dos que O seguiam para ouvir Suas palavras de conhecimento e sabedoria.”3

“Pessoas ‘comuns’ compartilham desejos físicos, emocionais e sociais. Elas querem nutrição física, valorização pessoal e amizade. Jesus compreendia essas características e Se colocava em situações sociais que Lhe oferecessem oportunidades para alcançar pessoas por meio desses desejos universais. Quer Jesus estivesse transformando água em vinho não fermentado, quer transformando pescadores em pregadores (Mc 1:16-18), Ele Se especializou em transformar o ordinário em extraordinário. Haviam pessoas que frequentemente questionavam as credenciais pessoais de Jesus (Mc 6:3). Elas contestavam Sua simplicidade. Porque ansiavam o extraordinário, ignoraram o que consideravam comum. Isso pode significar uma perda eterna.”1

“Muitas vezes Jesus procurava pessoas consideradas comuns porque, não sendo autossuficientes, elas estavam dispostas a confiar em Deus completamente para alcançar sucesso. Muitas vezes, pessoas encantadas por talentos, habilidades e rea­lizações próprias não sentem a necessidade de algo maior que elas mesmas. Que engano terrível! Entre os contemporâneos de Cristo, muitos possuíam formação acadêmica superior, posição social ou riqueza pessoal. No entanto, o nome deles há muito tempo foi esquecido. Porém, permanecem na memória pessoas comuns que foram transformadas em testemunhas extraordinárias para Cristo: agricultores, pescadores, carpinteiros, pastores, oleiros, donas de casa e trabalhadores domésticos.”1

“Todos nós tendemos a ser um pouco apaixonado por pessoas bem-sucedidas e ricas, não é mesmo? Você percebe essa atitude em si mesmo? Como você pode aprender a ter em mente o valor de todas as pessoas, independentemente de seu status, fama ou riqueza?”1

Segunda-feira, 03 de fevereiro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Discipulado. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 475, Jan. Fev. Mar. 2013. Adulto, Professor, p. 70

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

3 WHITE, Ellen Gould; CONRADO, Naor G. Este dia com Deus. Santo André: Casa Publicadora Brasileira, 1980. p. 364

Humildes começos

Lições da Bíblia.

“1. Leia Lucas 2:21-28; Marcos 6:2-4; Levítico 12:8. O que esses versos dizem sobre a condição econômica em que Jesus nasceu? Como essa condição teria influenciado Seu ministério?”1 “Completados oito dias para ser circuncidado o menino, deram-lhe o nome de JESUS, como lhe chamara o anjo, antes de ser concebido. Passados os dias da purificação deles segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor, conforme o que está escrito na Lei do Senhor: Todo primogênito ao Senhor será consagrado; e para oferecer um sacrifício, segundo o que está escrito na referida Lei: Um par de rolas ou dois pombinhos. Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele. Revelara-lhe o Espírito Santo que não passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor. Movido pelo Espírito, foi ao templo; e, quando os pais trouxeram o menino Jesus para fazerem com ele o que a Lei ordenava, Simeão o tomou nos braços e louvou a Deus, dizendo:” (Lucas 2:21-28 RA)2; “Chegando o sábado, passou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se maravilhavam, dizendo: Donde vêm a este estas coisas? Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E como se fazem tais maravilhas por suas mãos? Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, senão na sua terra, entre os seus parentes e na sua casa.” (Marcos 6:2-4 RA)2; Mas, se as suas posses não lhe permitirem trazer um cordeiro, tomará, então, duas rolas ou dois pombinhos, um para o holocausto e o outro para a oferta pelo pecado; assim, o sacerdote fará expiação pela mulher, e será limpa.” (Levítico 12:8 RA)2. Jesus nasceu e cresceu no seio de uma família pobre. As evidencias dessa realidade é demostrada na oferta que José e Maria ofereceram segundo o preceito da lei, ao invés de um cordeiro, ofereceram dois pombinhos, oferta de quem possuía poucos recursos. Outra evidência é a admiração de seus conterrâneos em ver sua sabedoria e ao mesmo tempo desdenha-la por ser Jesus um simples carpinteiro, e filho, e irmão, de pessoas simples da comunidade. Por ter Jesus uma origem humilde demostrava claramente a natureza de seu reino, um reino espiritual.

“[…] Seu nascimento em um estábulo e as ofertas dadas por seus pais, retratavam Jesus assumindo Sua humanidade no lar de pessoas pobres e "comuns". De fato, a evidência arqueológica também parece indicar que a cidade de Nazaré, onde Jesus passou Sua infância, era relativamente pobre e sem importância. Embora a carpintaria seja um trabalho honrado, ela certamente não O colocava na ‘elite’ da sociedade.”1

“Os pais de Jesus eram pobres e dependentes de sua tarefa diária. Ele estava familiarizado com pobreza, abnegação e privações. Essa experiência serviu-Lhe de salvaguarda. Em Sua laboriosa vida não havia momentos ociosos para convidar a tentação. Nenhuma hora vaga abria a porta às companhias corruptoras. Tanto quanto possível, fechava a porta ao tentador. Ganho ou prazer, aplauso ou reprovação, não O podiam levar a condescender com uma ação má. Era prudente para discernir o mal, e forte para a ele resistir"3

“O Criador de tudo o que foi feito (Jo 1:1-3) entrou na humanidade, não apenas como ser humano, não apenas como criança, o que já teria sido muito surpreendente, mas Ele nasceu em uma família relativamente pobre. Qual é a única maneira de responder a essa atitude tão extraordinária?”1

Domingo, 02 de fevereiro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Discipulado. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 475, Jan. Fev. Mar. 2013. Adulto, Professor, p. 69

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

3 WHITE, Ellen Gould. O desejado de todas as nações. Tradução de Isolina A Waldvogel. 22. ed. São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2004. p. 72

Discipulando os comuns

Lições da Bíblia.

"Caminhando junto ao mar da Galileia, viu os irmãos Simão e André, que lançavam a rede ao mar, porque eram pescadores. Disse-lhes Jesus: Vinde após Mim, e Eu vos farei pescadores de homens. Então, eles deixaram imediatamente as redes e O seguiram" (Mc 1:16-18 RA)1.

“A morte de Cristo foi o grande equalizador: ela mostrou que todos nós somos pecadores necessitados da graça de Deus. À luz da cruz, as barreiras étnicas, políticas, econômicas e sociais se desmoronam. Às vezes, porém, em nosso evangelismo, nos esquecemos dessa verdade fundamental, e procuramos alcançar especialmente os que poderiam ser considerados ‘honrados’ ou ‘grandes’ aos olhos do mundo. Não foi assim com Jesus, que percebia a insignificância e o vazio das grandezas e honras mundanas. Na verdade, em muitos casos, as pessoas que mais O perturbaram foram aquelas mais ‘bem-sucedidas’ – os bem situados fariseus, os ricos saduceus e a aristocracia romana. Em contraste com eles, as pessoas ‘comuns’ – carpinteiros, pescadores, agricultores, donas de casa, pastores, soldados e servos – geralmente se aglomeravam e O abraçavam.”2

“Nosso Salvador era a luz do mundo; mas o mundo não O conheceu. Ele estava constantemente empenhado em obras de misericórdia, derramando luz sobre o caminho de todos; todavia, não chamava a atenção daqueles com quem Se misturava para que contemplassem Sua incomparável virtude, Sua renúncia, sacrifício e benevolência. Os judeus não admiraram tal vida. Consideravam Sua religião como sem valor, porque não concordava com sua norma de piedade. Julgaram que Cristo não era religioso em espírito ou caráter, porque a religião deles consistia em exibições, em orações públicas e em fazer obras de caridade por ostentação. Trombeteavam suas boas ações como o fazem aqueles que arrogam a si a santificação. Queriam que todos compreendessem que eles estavam sem pecado. Mas a vida toda de Cristo estava em contraste direto com isto. Ele não buscava nem ganho nem honra. Suas maravilhosas ações de cura eram praticadas da maneira mais silenciosa possível, conquanto não pudesse restringir o entusiasmo daqueles que se tornavam os recipientes de Suas grandes bênçãos. Humildade e mansidão caracterizavam Sua vida. E foi por causa de Seu andar humilde e de Suas maneiras despretensiosas, em tão notável contraste com as dos fariseus, que estes não O aceitaram.”3

Sábado, 01 de fevereiro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

2 LIÇÕES da escola sabatina. Discipulado. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 475, Jan. Fev. Mar. 2013. Adulto, Professor, p. 60

3 WHITE, Ellen Gould; LIMA, Durval Stockler de. Santificação. 9. ed. São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1997. p. 14