Lei e pecado. “[…] porque o pecado é a transgressão da lei.” (1 Jo 3:4).

Lições da Bíblia.

“Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nele: aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou.” (1 Jo 2:3-6).

“Se […] a lei de Deus foi abolida, por que mentir, matar e roubar ainda são pecados? Se a lei de Deus tivesse sido mudada, a definição de pecado também deveria ser mudada. Ou se a lei de Deus tivesse perdido o valor, o pecado também deveria ter desaparecido.”

“Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei.” (1 Jo 3:4).

“visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.” (Rm 3:20).

“Frequentemente, ouvimos que a cruz anulou a lei. Isso é um tanto irônico, porque a cruz mostra exatamente que a lei não pode ser anulada nem mudada. Se Deus não revogou nem mudou a lei antes de Cristo morrer na cruz, por que faria isso depois? Por que não Se livrar da lei assim que a humanidade pecasse e, dessa forma, poupar a humanidade da punição provocada pela violação da lei? Assim, Jesus nunca teria precisado morrer. A morte de Jesus mostra que, se a lei pudesse ter sido mudada ou revogada, isso teria sido feito antes, não depois da cruz. Assim, nada mostra mais a validade contínua da lei que a morte de Jesus, ocorrida justamente porque a lei não pode ser mudada. Se a lei pudesse ter sido mudada para nos ajudar em nossa condição caída, não teria sido uma solução melhor para o problema de pecado do que Jesus ter que morrer?”

“Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” (1 Jo 1:7-10).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – Quinta-feira, 29 de julho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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11 comentários sobre “Lei e pecado. “[…] porque o pecado é a transgressão da lei.” (1 Jo 3:4).

  1. Avatar de oztheonly oztheonly

    SOBRE O SÁBADO ANTES DE TUDO LEIA ATOS CAP 15

    Muitas pessoas citam trechos do velho testamento para dar respaldo a esta prática, talvez por falta de entendimento NÃO SABEM QUE Os textos que falam acerca da guarda do sábado são para Israel, são 1500 anos antes dos textos que orientavam a não guardar que estão no Novo testamento.

    Deus não muda, não é bipolar. A revelação divina é sim progressiva (e alcançou a plenitude em Cristo), mas não, incoerente ou contraditória. O que muda é o homem, a percepção humana da revelação divina. A Lei de Deus é aquilo que Jesus interpretou como sendo Lei, afinal, Ele é a autoridade suprema para atribuir significados. Sendo assim, vemos nEle que a Lei é a perfeita vontade de Deus! É o ideal dEle para que a Criação viva.

    Os judeus viam a Lei de forma objetiva, tanto que havia discussões entre eles sobre o que seria permitido realizar no “dia do Senhor” e o que não seria, Cristo porém, relativiza o mandamento do sábado, ao afirmar que o sábado foi criado para o homem e não, o homem para o sábado. Por que?

    O sábado ou ultimo dia, era apenas um memorial que prefiguravam a vinda do Messias. O Messias era o sábado.

    ENTENDA O SIGNIFICADO PROFÉTICO DO MESSIAS E SÁBADO.

    O termo sábado ( shabat, “cessar”, pelo lat. sabbatum, significa “cessar” ou interromper algo ou alguma coisa, tem o sentido de descansar ou repousar ) designa o dia ( yom ) de descanso dos judeus, isto é, o SÉTIMO DIA da semana. O SÉTIMO DIA da semana como dia de descanso foi dado ao povo de Israel como memorial de Cristo. É um dos Dez Mandamentos, depois incorporados na Lei Moisaica.

    Cristo foi o cumprimento da lei e dos profetas, (Lc 16:16) Porque o fim da lei é Cristo. (Rm 10:4). O que isso significa? A Lei Moisaica servia de tutor do povo de Israel, desempenharia suas funções propostas até a plenificação do Messias (Cristo) (Gl 3:19-27) (Mt 12:8). As leis eram sombras para a infância dos povos, (Hb 10:1; Col 2:17) alcançou a plenitude em Cristo, que por fim nos revela o significado plenificado da sombra: Que a Lei em si, não são os meros mandamentos, e sim, a essência deles. Jesus deixou claro que a Lei é amor a Deus e ao próximo, e que o sábado era sombra do Messias (Ele), pois ele era o “Senhor do sábado”.

    Sendo o Velho Testamento ((sombra)) das coisas futuras e não a realidade exata, a guarda do sábado semanal, dos anos sabáticos e do Ano Jubileu ((prefiguravam)) o vindouro Reinado de Cristo. (Hb 10:1; Col 2:17). Na Nova Aliança as sombras do Velho Testamento se transfiguram NELE. Jesus passa a ser o templo (Jo 2:19), o sumo sacerdote (Hb 4:14), a consumação da Lei (Jo. 19:30), o senhor do sábado (Mc 2:27-28) e a profecia cumprida na consumação do sacrifício no ÚLTIMO dia. (Jo 17:4 ). Depois que ele cumpriu toda a palavra do seu pai NO ÚLTIMO DIA, então foi morto por seus irmãos. Portanto, quem guarda a Nova Aliança (O Evangelho que é revelação da vontade de Deus plena em Cristo), guarda o Messias que profeticamente falando, é o ÚLTIMO DIA SANTO DE DEUS ( Is 42:1; Ml 4:1).

    Muitas pessoas ainda não compreenderam o significado deste dia, pois só o vêem como sábado, e não como o dia do Messias. Muitas outras passagens bíblicas mostram sinais do que ele representa, mas em grande parte não está como sábado, está como último dia, ou dia do senhor. Se você começa a ver esses textos e analisar, verá que seu significado é muito mais abrangente. Se você crer no filho, escutará ele dizer que ele mesmo completou a obra, o sétimo dia, o último dia. “portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa ( celebrações anuais ), ou da lua nova, ou dos ((sábados)), que são ((sombras)) das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.” (Cl 2:16-17; Hb 10:1)

    Várias passagens reforçam a idéia, mostrando que Jesus colhia espigas no sábado, mandou um cego transportar seus pertences no sábado, fazia trabalhos e viagens no sábado, será que ele estava errado? Acha que ele era tão perseguido por quê? Jesus era um falso profeta? É claro que não, ele apenas entendia o significado real da prefiguração do sábado no MESSIAS.

    Assim como o sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. (Mc 2:27). O sacrifício no ultimo dia que é o Messias foi feito por causa do homem e não uma conquista de mérito próprio da LEI do homem para Deus (Rm 3:24).

    O sacrifício de animais para remissão de pecados, também era sombra, era a prefiguração do sacrifício definitivo do Messias que Jesus cumpriu na sua morte para remissão dos pecados do povo, assim aquele que volta a sacrificar animais para remissão de pecados, NEGA O MESSIAS, sacrifica-o novamente, pois este ritual era um memorial do Messias que já foi cumprido. Tudo que era um memorial do Messias foi cumprido por ele. Do mesmo modo, aquele que quer guardar o sábado DA LEI está NEGANDO O MESSIAS, sacrificando-o novamente, pois este também era um memorial que o Messias cumpriu.

    Atenção: Quando Jesus viveu sobre a terra ele instruiu acerca dos preceitos da lei aos Escribas e Fariseus, estes eram Judeus e deveriam cumprir a lei desta aliança, ate que o sacrifício de Jesus – DO MESSIAS fosse consumado (João 19:30) porque Novo testamento se inicia com a morte do testador que foi Jesus, E NÃO QUANDO ELE ESTAVA VIVO (Hb 9:16 -17), portanto, após sua morte, a LEI Moisaica, inclusive os 10 Mandamentos, foram substituídos pela Lei do Cristo. (Mateus 22:34-36). – Que é a mesma lei, só que num formato diferente, num formato onde as sombras são reveladas, em amor a Deus e ao próximo. “Quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei.” (Hebreus 7:12)

    De onde surge o costume de guardar o domingo? Para os discípulos mais maduros, que compreenderam a profundidade da revelação de Deus em Cristo, sabiam que o dia pouco importa, o importante era guardar Cristo, todavia, no Sec I, o costume era reunir-se em comum acordo no domingo (Atos 20:7), porque foi o dia da ressurreição de Jesus, era só um costume deles e não mandamento de Deus. Os discípulos já entendiam não ser necessário guardar o sábado da LEI (Atos 15), salvo quando estavam lidando com Fariseus, (Atos 13:14; Atos 17:2)” para evitar escândalos, Paulo disse que nem comeria carne se for para não escandalizar os meninos na fé (Rm 14:20-21) .

    Apesar de haver referências Tanto Inácio como Justino Mártir se referem aos cristãos reunindo-se no domingo no segundo século, OFICIALMENTE em 7 de março de 321 EC, o Imperador Constantino I decretou que o Domingo ( “Dia do Senhor”; para os romanos, era o “Dia do (deus) Sol” ) fosse o sétimo e principal dia da semana. Conquistas sociais mais recentes resultaram que o dia de repouso dos trabalhadores fosse de 2 dias – sábado e domingo.

    AGORA VOCÊ SABE, PARA OS DISCÍPULOS O DIA POUCO IMPORTAVA, O DOMINGO COMO DIA DE ADORAÇÃO É INVENÇÃO DE CONSTANTINO E O SÁBADO DA LEI ERA A PREFIGURAÇÃO DO MESSIAS.

    Por que, então, guardar um SÓ dia para Deus, se você pode guardar todos os dias? NEM O DOMINGO DE CONSTANTINO, NEM O SÁBADO DA LEI, deve-se guardar o MESSIAS toda hora. Ser o templo dEe o tempo todo, dia a dia! Pois quem está guardando o último dia que é O MESSIAS, deve imita-lo, e Jesus, sabendo o significado verdadeiro do sábado, guardava todos os seus dias para o Criador e não apenas UM.

    Se ainda assim, aos que insistem em afirmar ser necessário guardar o (sábado), também é preciso fazer essas coisas:

    I – Não deviam acender fogo. Êxodo. 35:3;
    II – Não deviam cozinhar naquele dia. Êxodo 16:23;
    III – Não era para saírem de casa. Êxodo 16:29;
    IV – Deveriam matar, aqueles dentre eles que não guardassem o sábado. Êxodo 31:14;
    V – Era para os filhos de Israel obrigarem seus escravos a guardá-lo também. Êxodo 20:10.
    VI – Não deveria comprar nem vender neste dia.

    Será que os que dizem que guardam o sábado cumprem realmente estes requisitos da Lei ?

    ─ Gálatas 5:4 ─ Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído.

    Nossa Salvação depende da Lei do Cristo é não do sábado, uma observância da Lei de Moisés.
    ________________________________

    1. Prezado amigo,
      Obrigado por seu texto que servirá de oportunidade para esclarecer algumas questões relativas ao ensino bíblico sobre o sábado. O texto original que você enviou foi mantido na íntegra.

      Nossas RESPOSTAS/EXPLICAÇÕES encontram-se em negrito.
      O texto recebido se apresenta como uma tentativa de defender a abolição da lei de Deus e do sábado. Para ficar mais claro o assunto, dividimos o texto em seções seguidas de respostas às afirmações nele contidas. Iniciamos pela resposta à sugestão para ler Atos 15 que, entendemos, sugere que somente o que foi decidido pelos apóstolos conforme se encontra nos versos 20 e 29 é o que os cristãos devem obedecer em sua carreira espiritual. Passemos, então, ao texto e às respostas dadas em cada trecho ou seções nas quais o dividimos.

      SOBRE O SÁBADO ANTES DE TUDO LEIA ATOS CAP 15

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO sobre o título acima: Atos 15 é o Concílio dos apóstolos realizado em Jerusalém tratou da questão da circuncisão e rituais da lei cerimonial judaica que alguns judeus cristãos queriam que os gentios convertidos guardassem. Algumas pessoas, por desconhecimento da Bíblia acham que a decisão final que dizia (Atos 15:29): “que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes” resume tudo o que se precisa obedecer das Escrituras, mas esse entendimento, obviamente, indica falta de compreensão completa da Bíblia.
      Se fosse para obedecer somente ao que foi declarado em At 15:20 então os demais mandamentos estariam abolidos e poderíamos pecar à vontade em outras coisas. Mas não é assim, a decisão de Atos 15 se limita ao que estava em controvérsia. As demais coisas, de acordo com a decisão do Concílio em Atos 15 todos sabiam ou deveriam saber conforme se encontra no verso seguinte (At 15:30) “Porque Moisés, desde os tempos antigos, tem em cada cidade quem o pregue, e cada sábado é lido nas sinagogas”. Assim estavam valendo as demais informações dadas por Moisés, e, a decisão que aparece em Atos 15 trata de práticas que eram as questões pendentes e estavam gerando controvérsia entre os cristãos.
      Aliás, os apóstolos declaram que sabiam que Moisés era ensinado nas sinagogas aos sábados e que os cristãos deveriam levar em conta seus ensinos. E como os cristãos judeus e gentios religiosos poderiam ser responsabilizados pelos ensinos de Moisés a não ser que frequentassem as sinagogas como casa de culto? A Bíblia relata que os cristãos e gentios por muito tempo frequentaram as sinagogas e o Templo para adorar a Deus como Jesus e Paulo faziam (Lc 4:16; At 6:9; 13:14-16, 42; 17:1-4, 17; 18:4). Portanto, Atos 15 reforça a validade de toda Bíblia, inclusive dos livros de Moisés, pois “toda escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar e repreender” (2Tm 3:16). Note que, ao contrário dos falsos mestres, Paulo ensina que TODA a Escritura é válida e não somente o Novo Testamento. Aliás, quando ele falou isso, somente existia o Antigo Testamento, o Novo estava ainda sendo escrito, e ele se refere às Escrituras que ajudaram Timóteo quando era menino a encontrar a sabedoria da “salvação pela fé que há em Cristo Jesus” (2Tm 3:15, 16). Portanto, Ato 15, de acordo com o contexto da Bíblia, não está abolindo nem a lei e nem o sábado, porque não diz isso, ademais, se assim fosse, estaria valendo roubar, matar, mentir, adulterar, etc. Atos 15 estava apenas tratando dos assuntos controvertidos porque os outros já eram conhecidos através da pregação de Moisés e demais Escrituras desde a antiguidade e nas sinagogas.

      Muitas pessoas citam trechos do velho testamento para dar respaldo a esta prática, talvez por falta de entendimento NÃO SABEM QUE Os textos que falam acerca da guarda do sábado são para Israel, são 1500 anos antes dos textos que orientavam a não guardar que estão no Novo testamento.

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: Não há um único texto no Novo Testamento que diga que o sábado do sétimo dia, que se encontra nos Dez Mandamentos, foi abolido ou modificado para o domingo (Ver Tg 2:10,; Mt 5:17-19).

      Deus não muda, não é bipolar. A revelação divina é sim progressiva (e alcançou a plenitude em Cristo), mas não, incoerente ou contraditória. O que muda é o homem, a percepção humana da revelação divina. A Lei de Deus é aquilo que Jesus interpretou como sendo Lei, afinal, Ele é a autoridade suprema para atribuir significados. Sendo assim, vemos nEle que a Lei é a perfeita vontade de Deus! É o ideal dEle para que a Criação viva.

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: Exatamente. Deus não muda. Sua lei não muda porque é o seu caráter. E Jesus disse que não veio abolir a lei, nem mesmo em um jota ou um til (Mt 5:17-19).

      Os judeus viam a Lei de forma objetiva, tanto que havia discussões entre eles sobre o que seria permitido realizar no “dia do Senhor” e o que não seria, Cristo porém, relativiza o mandamento do sábado, ao afirmar que o sábado foi criado para o homem e não, o homem para o sábado. Por que?

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: Jesus jamais “relativiza” o sábado. Ele o reafirma, mostrando a maneira correta de guardá-lo. Em nenhuma passagem dos evangelhos sobre o sábado a questão era se deviam guardar ou não, mas sobre a forma de guardar. A declaração de que o sábado foi feito por causa do homem, apenas repete o que o AT já diz: Deus criou o homem primeiro e depois deu o sábado para seu descanso. Nessa declaração não há nada sobre a abolição. Porque fazer alguma coisa para alguém não significa abolir, mas reafirmar.

      O sábado ou ultimo dia, era apenas um memorial que prefiguravam a vinda do Messias. O Messias era o sábado.

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: Em nenhuma passagem bíblica sobre a instituição do sábado é dito que o sábado prefigura o Messias. (1) Em Gn 2:2, 3 Deus descansa, abençoa e santifica o sétimo dia ao final da criação. Aqui não há nada de prefiguração do Messias. (2) Em Êxodo 20:8-11, nos Dez Mandamentos, é dito que o sábado deve ser guardado porque Deus é o criador de tudo e apresenta as razões de Gn 2:2, 3. Aqui também não tem nada de prefiguração do Messias. No entanto, qualquer analogia do repouso do sábado com o descanso em Cristo não anula o mandamento apenas o aprofunda porque ampliar sua aplicação espiritual nada tem a ver com abolição.

      ENTENDA O SIGNIFICADO PROFÉTICO DO MESSIAS E SÁBADO.
      O termo sábado ( shabat, “cessar”, pelo lat. sabbatum, significa “cessar” ou interromper algo ou alguma coisa, tem o sentido de descansar ou repousar ) designa o dia ( yom ) de descanso dos judeus, isto é, o SÉTIMO DIA da semana. O SÉTIMO DIA da semana como dia de descanso foi dado ao povo de Israel como memorial de Cristo. É um dos Dez Mandamentos, depois incorporados na Lei Moisaica.

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: Exatamente, o sábado foi “depois” incorporado porque foi dado pelo próprio Deus na Criação, depois proclamado nos Dez mandamentos. É um dos dez mandamentos e aquele que guarda toda a lei, mas tropeçar em um só ponto se torna culpado de todos (Tg 2:10). Portanto quem transgride o sábado é transgressor de toda a lei. Lei que não deve ser alterada nem mesmo em um J ou um til (Mt 5:17-19).

      Cristo foi o cumprimento da lei e dos profetas, (Lc 16:16) Porque o fim da lei é Cristo. (Rm 10:4). O que isso significa?

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO:
      (1) O cumprimento da lei e dos profetas nada tem a ver com abolição, pois estaria sendo abolida a Bíblia! O texto diz que a lei e os profetas “profetizaram” (Compare Lucas 16:16 com Mt 11:13) até João e então se começou a pregar o evangelho, mas não diz que foi “apenas” até João, porque os apóstolo citaram os profetas várias vezes depois da morte de Jesus para anunciar o fim dos tempos. Assim, nenhuma abolição da lei existe neste texto.
      (2) O “fim” da lei é Cristo tem o mesmo sentido que dizer que o ”fim” da nossa fé é a salvação de almas (1 Pd 1:9). Portanto, a palavra fim, nesses textos, não significa término, mas finalidade. Por isso, o termo grego para “fim” é “telos” que significa “objetivo”, “finalidade”. A lei aponta e conduz a Cristo, mas isso não significa que ela desaparece ou perde a validade quando nos convertemos. A fé não acaba quando alcança seu objetivo de salvar almas pelo testemunho, assim a lei também não acaba quando encontramos a Cristo, muito pelo contrário, de acordo com o próprio apóstolo Paulo, na mesma epístola (Rm 3:1) a fé não anula a lei, mas “pela fé estabelecemos a lei”. Assim, a interpretação de anulação da lei pela fé não combina com a interpretação do próprio apóstolo e. portanto, é anti-bíblica. (3) Basta ler Romanos 8:1-8 onde o apóstolo Paulo deixa claro que a justificação pela fé não anula a lei ao encontramos Jesus, pelo contrário, a prova de que não estamos na carne, mas no Espírito é o fato de andarmos na lei pela fé “para que a justiça da lei se cumprisse em nós que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito” (v. 4) “porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus , nem, em verdade, o pode ser” (v. 7) “portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus” (v. 8). Estes que estão na carne são os que, segundo o apóstolo, não se sujeitam à lei de Deus.
      (4) Mas que lei é essa à qual Paulo se refere? Bem, na própria epístola ele a identifica: é aquela que declara: “não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás” e tudo é resumido no amor, mostrando que o cumprimento da lei é o amor, não que amar dispensa a lei o que seria uma contradição, mas quem ama cumpre a lei e ao cumprir a lei se cumpre o amor. Porque se amor não se definisse na lei, muitos poderiam interpretar o amor como bem entendessem como hoje muitos fazem, inclusive identificando adultério e fornicação como sendo “fazer amor”.
      Quando os homens não querem obedecer ao que Deus escreveu e inventam suas próprias definições eles enganam a si mesmos. A única definição de amor que se repete na Bíblia tanto no AT como no NT é de que amar é guardar a lei, seja em seus princípios mais amplos como está em Dt 6:5 e Lv 19:18: Amar a Deus e amar ao Próximo, ou em seus detalhes, como Deus os escreveu com seu próprio dedo, em Êxodo 20:3-17, os dez mandamentos. Infelizmente o ser humano sempre está procurando uma forma de desfazer o que Deus claramente ensinou.

      A Lei Moisaica servia de tutor do povo de Israel, desempenharia suas funções propostas até a plenificação do Messias (Cristo) (Gl 3:19-27) (Mt 12:8). As leis eram sombras para a infância dos povos, (Hb 10:1; Col 2:17) alcançou a plenitude em Cristo, que por fim nos revela o significado plenificado da sombra: Que a Lei em si, não são os meros mandamentos, e sim, a essência deles. Jesus deixou claro que a Lei é amor a Deus e ao próximo, e que o sábado era sombra do Messias (Ele), pois ele era o “Senhor do sábado”.

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: A validade da lei nada tem a ver com a “plenificação” do Messias nem que perderia seu valor com a vinda de Jesus.
      Gl 3:19 -27 está tratando ainda do mesmo tema exposto no verso 13: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo maldição por nós”. O que termina e é abolido quando encontramos a Cristo é a “maldição” da lei que pesa sobre nós que pecamos e não a lei, pois seria uma contradição com tudo o que Paulo escreveu em outras epístolas como citamos acima. Agora que encontramos Jesus, a função condenatória da lei desaparece porque o sangue de Jesus nos lavou, porém a lei continua porque sem lei não existiria mais pecado, porque “pecado é transgressão da lei” (Rm 5:13). A lei, segundo o próprio Paulo, não é maldita e nem deixa de existir. Nós fomos libertados de sua condenação, pois estávamos debaixo dela para a morte, éramos escravos da lei, mas agora fomos libertados dela não sendo mais condenados por ela porque Cristo morreu por nós e nós estamos mortos Nele. Assim, estamos livres da lei porque ela não condena mais quem já morreu. Assim, não é a lei que desaparece, mas a condenação, porque o crente está morto em Cristo e a lei não condena mais quem está morto. Porém, a lei continua valendo porque, segundo o próprio apóstolo: (1) a lei não é pecado (Rm 7:7); é a lei que nos permite saber o que é pecado (Rm 7:7) e sem lei não há pecado (Rm7:8) e sem pecado para que pedir perdão? Assim, mesmo depois de convertidos, só tem sentido pedir perdão quando existe lei que diz para não cobiçar, por exemplo, (Rm 7:7). Assim, a lei ainda está em vigor, porque só há pecado onde há lei; (3) pois a lei é santa, justa e boa (Rm7:12) e espiritual (Rm 7:14).

      Sendo o Velho Testamento (sombra) das coisas futuras e não a realidade exata, a guarda do sábado semanal, dos anos sabáticos e do Ano Jubileu (prefiguravam) o vindouro Reinado de Cristo. (Hb 10:1; Col 2:17).

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: As leis que eram sombras, ou as aplicações espirituais da lei que são feitas posteriormente na Bíblia, nada têm a ver com a abolição dos Dez mandamentos que, se fossem abolidos, permitiria matar, roubar e até transgredir o sábado sem problemas (conforme o próprio Paulo afirma em Rm 7: 7-12), mas não o fazemos porque a lei, que ainda está em vigor, o proíbe. O motivo do ataque ao sábado é porque a cristandade, em geral, abandonou a Bíblia na questão da guarda do sábado e, depois de Lutero, os protestantes seguiram a tradição católica de guardar o domingo. Agora, para justificar isso, argumentam desconsiderando o contexto das passagens bíblicas e utilizam textos que nada tem a ver com o assunto porque precisam defender a desobediência ao quarto mandamento do decálogo e como não têm um único texto abolindo o sábado do quarto mandamento, apelam para a abolir a própria lei e levar o sábado junto, o que piora ainda mais a situação, pois sem lei não há pecado e sem pecado o ímpio não precisa de perdão e nem de Salvador. Se a lei pudesse ser abolida não precisaria Jesus morrer para salvar os transgressores, bastava ter abolido a lei. Assim, o sacrifício de Jesus foi desnecessário. E porque ele morreria para abolir o que ele mesmo disse que não veio abolir (Mt 5:17)?
      Assim, o sábado, como parte integrante da lei não pode ser abolido. No entanto, alguns confundem o sábado do sétimo dia e os dez mandamentos com os sábados cerimonias (como o da expiação que não caía necessariamente no dia de sábado Lv 16:29, 31 e o sábado da terra que era anual Lv 25:2-4). Portanto, as leis cerimoniais, deixaram de ser obedecidas porque o templo e a teocracia acabaram, mas os dez mandamentos dados por Deus ainda continuam em vigor mesmo na era da fé porque Paulo afirma: “anulamos a lei pela fé? De maneira nenhuma. Antes estabelecemos a lei.” (Rm 3:31).

      Na Nova Aliança as sombras do Velho Testamento se transfiguram NELE. Jesus passa a ser o templo (Jo 2:19), o sumo sacerdote (Hb 4:14), a consumação da Lei (Jo. 19:30), o senhor do sábado (Mc 2:27-28) e a profecia cumprida na consumação do sacrifício no ÚLTIMO dia. (Jo 17:4 ). Depois que ele cumpriu toda a palavra do seu pai NO ÚLTIMO DIA, então foi morto por seus irmãos. Portanto, quem guarda a Nova Aliança (O Evangelho que é revelação da vontade de Deus plena em Cristo), guarda o Messias que profeticamente falando, é o ÚLTIMO DIA SANTO DE DEUS ( Is 42:1; Ml 4:1).

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: Explicar espiritualmente que Jesus é simbolizado como sendo o Templo e sua função de sacerdote não diz que a lei de Deus acabou. O texto de João 19:30 refere-se à obra (Jo 17:4) de redenção que estava consumada e não “à consumação da lei”. O texto não se refere à abolição de nada. Apenas diz que Jesus declarou que sua obra estava consumada. Além disso, ser Senhor do sábado não significa que foi abolido. Ele é o “Senhor” da igreja, de toda a Terra, etc, e isso não significa que a igreja e a Terra foram “abolidas”. Ser Senhor de algo não tem nenhum significado de abolição. Finalmente, como já alertado acima para outros textos usados indevidamente, Is 42:1 e Ml 4:1 não têm nada a ver com abolição de sábado ou da lei, nem mesmo das leis nem dos sábados cerimoniais, muito menos ainda do Decálogo.

      Muitas pessoas ainda não compreenderam o significado deste dia, pois só o vêem como sábado, e não como o dia do Messias. Muitas outras passagens bíblicas mostram sinais do que ele representa, mas em grande parte não está como sábado, está como último dia, ou dia do senhor. Se você começa a ver esses textos e analisar, verá que seu significado é muito mais abrangente. Se você crer no filho, escutará ele dizer que ele mesmo completou a obra, o sétimo dia, o último dia. “portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa ( celebrações anuais ), ou da lua nova, ou dos ((sábados)), que são ((sombras)) das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.” (Cl 2:16-17; Hb 10:1).

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: Como já dito acima, a lei não salva, porém não foi abolida porque Jesus disse que “não veio abolir” (Mt 5:17). A lei abolida foi a lei cerimonial e os sábados cerimoniais. A lei moral, os dez mandamentos, e o sábado do sétimo dia que estão na lei escrita pelo próprio Deus, não foram abolidos porque não existe nenhuma passagem que diga isso. Por outro lado, qualquer pessoa que busca ser salvo guardando a lei ou qualquer preceito inventado por qualquer igreja está errada porque nossa salvação não é pelas obras, mas pela fé em Cristo. A passagem de Colossenses 2:16-17 fala que os sábados e comeres “que são sombras das coisas futuras” não devem ser usados para julgar ninguém, Mas na Bíblia nenhuma passagem que fala do estabelecimento do sábado do sétimo dia diz que ele é sombra de qualquer coisa. Ele é “lembrança” do passado, daquilo que Deus fez, quando “descansou e santificou” e “abençoou e santificou” o sábado, portanto, refere-se ao passado, nada de futuro. O uso da passagem de Cl 2:16, 17 para abolir o sábado é uma aplicação errada. Há aplicações espirituais para o sábado como se faz com muitas outras coisas na Bíblia, mas essas são posteriores e não podem substituir a finalidade original do sábado apontada pelas Escrituras. A passagem de Hb 10:1 refere-se claramente (basta ler o contexto) à abolição das leis cerimoniais (sacrifícios, leis sacerdotais do templo, etc) e nada tem a ver com os dez mandamentos.

      Várias passagens reforçam a idéia, mostrando que Jesus colhia espigas no sábado, mandou um cego transportar seus pertences no sábado, fazia trabalhos e viagens no sábado, será que ele estava errado? Acha que ele era tão perseguido por quê? Jesus era um falso profeta? É claro que não, ele apenas entendia o significado real da prefiguração do sábado no MESSIAS.

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: O texto de Mateus não se refere a uma “colheita” de cereais como na época de ceifa, mas se refere a colher apenas o necessário para se alimentar. Como tirar uma fruta para comer e alimentar-se que não é proibido no sábado. Não requeria, também, preparo, nem cozimento, somente pegaram e foram comendo. Não era, pois, uma colheita no sentido de trabalhar no sábado. A interpretação de que era errado era dos legalistas que não entendiam a guarda do sábado. Assim, hoje muitos imaginam a guarda do sábado de forma errada e o combatem sem nem mesmo entenderem bem essa doutrina de acordo com a Bíblia.

      Assim como o sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. (Mc 2:27). O sacrifício no ultimo dia que é o Messias foi feito por causa do homem e não uma conquista de mérito próprio da LEI do homem para Deus (Rm 3:24).

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: Como já esclarecido acima, dizer que alguma coisa foi feita para alguém não significa que essa coisa foi abolida. Jesus estava ensinando a maneira certa de guardar o sábado porque os judeus haviam inventado leis humanas que dificultava sua guarda. Jesus mesmo ensinou ser lícito levar um boi para beber ou tirar um animal do buraco no sábado, mas não disse que o sábado foi abolido. Sempre a discussão de Jesus com os fariseus de ontem e de hoje não é sobre se o sábado deve ou não ser guardado, mas a maneira correta de guardá-lo. Assim, nós deveríamos buscar com humildade aceitar o ensino da Bíblia sobre a forma correta de guardar o sábado e abandonar o empenho anti-bíblico dos protestantes que forçam a Bíblia a dizer o que não diz só para manter uma tradição católica de guardar o primeiro dia da semana ou não guardar dia nenhum.

      O sacrifício de animais para remissão de pecados, também era sombra, era a prefiguração do sacrifício definitivo do Messias que Jesus cumpriu na sua morte para remissão dos pecados do povo, assim aquele que volta a sacrificar animais para remissão de pecados, NEGA O MESSIAS, sacrifica-o novamente, pois este ritual era um memorial do Messias que já foi cumprido. Tudo que era um memorial do Messias foi cumprido por ele. Do mesmo modo, aquele que quer guardar o sábado DA LEI está NEGANDO O MESSIAS, sacrificando-o novamente, pois este também era um memorial que o Messias cumpriu.

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: o sábado do sétimo dia foi estabelecido como santo dia de descanso na criação antes de haver pecado e sacrifício de animais (Gn 2:1-3). Não tem nada a ver com leis cerimoniais.

      Atenção: Quando Jesus viveu sobre a terra ele instruiu acerca dos preceitos da lei aos Escribas e Fariseus, estes eram Judeus e deveriam cumprir a lei desta aliança, ate que o sacrifício de Jesus – DO MESSIAS fosse consumado (João 19:30) porque Novo testamento se inicia com a morte do testador que foi Jesus, E NÃO QUANDO ELE ESTAVA VIVO (Hb 9:16 -17), portanto, após sua morte, a LEI Moisaica, inclusive os 10 Mandamentos, foram substituídos pela Lei do Cristo. (Mateus 22:34-36). – Que é a mesma lei, só que num formato diferente, num formato onde as sombras são reveladas, em amor a Deus e ao próximo. “Quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei.” (Hebreus 7:12).

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: No novo concerto ou Nova aliança a lei continua do mesmo jeito e sem alteração alguma, porém mais profunda, pois é escrita em nossas mentes e nossos corações. A diferença não é de conteúdo, mas de local onde estará escrita (leia Hebreus 8:8-10). Assim, a lei não é abolida, mas aprofundada na vida do crente. No argumento acima, conforme o texto que nos foi enviado, é dito que a lei continua de uma forma diferente, depois cita um texto (fora de contexto) dizendo que foi abolida. Assim tem sido a confusa contradição dos que tentam forçar a Bíblia a dizer o que ela não diz.

      De onde surge o costume de guardar o domingo? Para os discípulos mais maduros, que compreenderam a profundidade da revelação de Deus em Cristo, sabiam que o dia pouco importa, o importante era guardar Cristo, todavia, no Sec I, o costume era reunir-se em comum acordo no domingo (Atos 20:7), porque foi o dia da ressurreição de Jesus, era só um costume deles e não mandamento de Deus. Os discípulos já entendiam não ser necessário guardar o sábado da LEI (Atos 15), salvo quando estavam lidando com Fariseus, (Atos 13:14; Atos 17:2)” para evitar escândalos, Paulo disse que nem comeria carne se for para não escandalizar os meninos na fé (Rm 14:20-21).

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: Não é correto afirmar que os discípulos só guardavam o sábado na frente dos fariseus “para evitar escândalos”. Primeiro, os discípulos e Jesus guardavam o sábado porque obedeciam a Deus e era “costume” de Jesus (Lc 4:16) que é nosso “exemplo” (1Pe 2:21); segundo, as mulheres que eram discípulas de Jesus, depois de sua morte (mostrando que a morte de Jesus não aboliu o sábado e nem a lei) guardaram o sábado “conforme o mandamento” (Lc 23:53-56). Nem Jesus as corrigiu por isso depois da ressurreição, nem o autor dos evangelhos disse que estavam erradas ou sendo legalistas, mostrando que elas “que tinham vindo com Ele da Galiléia” (v 55) tinham aprendido muito bem o que Jesus ensinou e deu exemplo: que o sábado nunca foi abolido como alguns forçam a Bíblia para convencer outros sem conhecimento. Terceiro: Paulo e Barnabé, em Filipos, onde não havia sinagoga, buscaram no sábado um lugar para a oração na beira do rio (At 16:13), mostrando que o sábado não era dia de fazer tendas enem era guardado só para “judeu ver”, mas um dia de se retirar para orar, portanto um dia santo. O argumento de que guardavam o sábado somente na frente dos judeus é incorreto.

      Apesar de haver referências Tanto Inácio como Justino Mártir se referem aos cristãos reunindo-se no domingo no segundo século, OFICIALMENTE em 7 de março de 321 EC, o Imperador Constantino I decretou que o Domingo ( “Dia do Senhor”; para os romanos, era o “Dia do (deus) Sol” ) fosse o sétimo e principal dia da semana. Conquistas sociais mais recentes resultaram que o dia de repouso dos trabalhadores fosse de 2 dias – sábado e domingo.

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: Esses argumentos usados para guardar dois dias não têm nenhuma base bíblica.

      AGORA VOCÊ SABE, PARA OS DISCÍPULOS O DIA POUCO IMPORTAVA, O DOMINGO COMO DIA DE ADORAÇÃO É INVENÇÃO DE CONSTANTINO E O SÁBADO DA LEI ERA A PREFIGURAÇÃO DO MESSIAS.

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: Agora você sabe que seus argumentos se baseiam em interpretações fora do contexto e uso de passagens sem nenhuma ligação com o assunto e você deveria orar e estudar mais a Bíblia para praticar a verdade em vez de tentar desfazer a palavra de Deus com argumentos superficiais.

      Por que, então, guardar um SÓ dia para Deus, se você pode guardar todos os dias? NEM O DOMINGO DE CONSTANTINO, NEM O SÁBADO DA LEI, deve-se guardar o MESSIAS toda hora. Ser o templo dEe o tempo todo, dia a dia! Pois quem está guardando o último dia que é O MESSIAS, deve imita-lo, e Jesus, sabendo o significado verdadeiro do sábado, guardava todos os seus dias para o Criador e não apenas UM.

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: Esse argumento é opinião particular e não tem base bíblica alguma. O único dia que a Bíblia manda guardar, que não foi abolido, que não foi mudado e que foi guardado no Novo Testamento é o sábado. O resto é desculpa para fugir da verdade e defender opinião pessoal e de igreja particular que não segue a Bíblia nesse assunto.

      Se ainda assim, aos que insistem em afirmar ser necessário guardar o (sábado), também é preciso fazer essas coisas:

      I – Não deviam acender fogo. Êxodo. 35:3.

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: basta ler a Bíblia onde (Êxodo 35:3) a orientação foi dada porque acender fogo referia-se a sair em busca de madeira o que era muito trabalhoso (Nm 15:32). Eles não tinham fósforo e nem querosene. Era difícil. Eles resolviam isso, como os judeus fazem até hoje, mantendo o fogo aceso continuamente sem se apagar, como faziam no santuário (Lv 6:13). Assim bastava ir colocando madeira. Hoje é mais fácil acender fogão automático ou com fósforo. O argumento de não acender fogo hoje é feito por quem não entende o significado do sábado de acordo com Isaías 58:3.

      II – Não deviam cozinhar naquele dia. Êxodo 16:23;

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: Isso mesmo. Deve-se cozinhar no dia anterior. Salvo se, de acordo com o ensino Jesus, for necessário à vida. Pois ele ensinou a guardar o sábado corretamente (não a aboli-lo). Cozinha e acender fogo é menos trabalhoso do que tirar um boi de um buraco. Assim deve-se evitar cozinhar, mas se for necessário pode-se fazer porque o sábado foi feito para o homem. É nesse sentido que Jesus falou, para que o sábado fosse guardado sem ser um fardo, mas como dia deleitoso, de acordo com o ensino do profeta Isaías. Aqueles, porém, que não guardam o sábado e não sabem com fazer isso, porque não obedecem a Deus e nem conhecem a doutrina da Bíblia, começam a pegar textos isolados para dar a impressão de que Deus ordenou o impossível para seu povo hoje e no passado, mas Deus não age assim. Porém, quando conhecem a verdade e são sinceros, passam a entender.

      III – Não era para saírem de casa. Êxodo 16:29;

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: Essa interpretação está errada. O texto fala para não “sair do seu lugar” referindo-se a não sair para recolher maná no sábado como alguns tinham feito. Não fala para não sair de casa, porque os judeus andavam e iam ao Templo no sábado no AT, até os fariseus saiam de casa e andavam no sábado, também Jesus e a mulheres que guardavam o sábado andavam no sábado pregando e ensinando. O problema é que os que atacam a doutrina do sábado não a conhecem e não sabem o que a Bíblia ensina sobre como guardar o dia do senhor.

      IV – Deveriam matar, aqueles dentre eles que não guardassem o sábado. Êxodo 31:14;

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: Essa era a lei da teocracia porque era uma nação com leis penais e as normas religiosas eram leis do país. Eles matavam também quem mentia, adulterava, roubava, blasfemava, etc. Então podemos fazer tudo isso porque hoje não matamos as pessoas que fazem essas coisas? Assim nada tem a ver as penalidades com a abolição do sábado.

      V – Era para os filhos de Israel obrigarem seus escravos a guardá-lo também. Êxodo 20:10.

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: A Bíblia não diz para os senhores “obrigarem” o servo a guardar o sábado, mas diz que até o servo e estrangeiro não deviam ser obrigados a trabalhar no sábado. A obrigação era porque era uma lei e todos eram responsáveis perante a lei, e um privilégio, porque ficavam de folga no sétimo dia. A guarda do sábado para os escravos era o único dia da semana que eles eram livres. O sábado retirava dos senhores o poder de obrigar os escravos a trabalharem. Assim o sábado era um privilégio para os servos.
      Alguns acham que o sábado era somente para os judeus, mas a Bíblia deixa claro que o sábado é para todos os estrangeiros também, como a casa de oração que é para todos os povos (Is 56:3-7). Jesus citou essa passagem em Marcos 11:17 e o contexto original, como vemos em Isaías 56, são estrangeiros que aceitam o Deus verdadeiro e o adoram e guardam o sábado. Assim, o templo não era somente para os judeus, mas para todas as nações que guardavam o santo dia do sábado. Assim, a mesma obrigação que se tem para não matar, roubar e furtar, etc também se tem para guardar o quarto mandamento da mesma lei de Deus.

      VI – Não deveria comprar nem vender neste dia.

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: Exatamente. Até hoje vale a ordem de não comprar e nem vender nesse dia. Os que guardam o sábado não compram e nem vendem nesse dia, conforme ensina a Bíblia, a palavra de Deus. No entanto, em situações especiais, conforme ensinou Jesus, devemos usar de misericórdia, pois “é lícito curar nos sábados” e “fazer bem nos sábados” (Mt 12:10, 12; Mc 3:4). Assim, quando há necessidade e quando a vida ou a saúde da pessoa está em risco, seguindo o exemplo de Jesus, podemos recorrer à medida necessária para atender à necessidade. No entanto, note que Jesus não disse vou curar no sábado porque o sábado não tem valor ou porque a lei não vale mais. Ele ensinou que devemos fazer o bem porque “é lícito” (Mt 12:12). A palavra “lícito” significa “de acordo com a lei” e que “não contraria a lei”. Assim, Jesus ensina que suas ações de fazer o bem não contraria o sábado que, pela Palavra, ainda vale no contexto da lei porque é “lícito”.
      Entre os ensinos de como se deve guardar o sábado está não seguir “os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras” (Is 58:13). Assim, o sábado não se caracteriza como dia de inatividade, mas de desprendimento do eu e dependência total do Senhor. Um dia especial só para adoração e comunhão. Não é um dia para guardar como os fariseus ensinavam, mas para guardar como Jesus ensinava. Um dia que deve ser “deleitoso” (Is 58:13) no qual os trabalhos seculares devem ser deixados de lado (Gn 20:8-11). Um dia para ajudar o necessitado (Is 58:6,7,13) e curar e fazer o bem (Mt 12:10, 12) atender às necessidades de dar água (Lc 13:15) e socorrer, mesmo com muito trabalho às necessidades básicas e emergências que envolvam até animais, tirando-os se caírem em um buraco (Lc 14:5).
      Os que combatem os mandamentos de Deus, porque assim foram ensinados, têm lutado contra a própria Palavra de Deus e, embora pretendam conhecer o assunto na verdade demonstram desconhecer a doutrina que atacam. Portanto, embora as atividades seculares sejam vedadas pela Escritura no sábado, este dia não deve ser guardado na perspectiva dos fariseus, mas do jeito que a Escritura e Jesus ensinam sobre a verdadeira maneira de guardar o sábado. E, como a Bíblia revela, a discussão de Jesus com os judeus em todas as ocasiões em que o sábado era o centro da discussão era sobre a froma de santifica-lo. Jesus jamais disse que o sábado foi abolido, mas apenas mostrou seu verdadeiro significado e a forma correta de ser guardado.

      Será que os que dizem que guardam o sábado cumprem realmente estes requisitos da Lei ?

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: Sim. Na medida em que estes requisitos sejam interpretados corretamente de acordo com a Bíblia e não de forma equivocada. Porém, mesmo que ninguém obedecesse aos mandamentos Deus, conforme a Bíblia manda, isso apenas indica que estão sendo infiéis e não que o mandamento não deve ser guardado. Quando alguém dá a desculpa de que não guarda o sábado porque hoje ninguém está guardando seria como dizer que não se deve guardar nenhuma ordem divina porque ninguém está guardando. Por exemplo, seria como descobrir que todo mundo está mentido, e, então, se concluir que, como todos mentem o mandamento que proíbe mentir não vale mais. Ou seja, como se a desobediência geral justificasse a desobediência às ordens divinas. Isso seria uma iniquidade e desrespeito à Palavra de Deus. Assim é esse argumento quando aplicado ao sábado. Ao ser assim aplicado, esse argumento se estende a todos os demais mandamentos, pois aquele que “guardar todos os mandamentos e tropeçar em um só se tornou culpado de todos” (Tg 2:10). Além disso, os santos de Deus nos últimos dias são identificados como aqueles “que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé em Jesus” (Ap 14:12). Fé sem obediência não tem valor algum, como Tiago explica que a fé sem as obras é morta. As obras não salvam, mas a fé verdadeira produz obras como fruto natural de sua presença na vida das pessoas. A fé sem as obras é mera crença, mas isso não leva à salvação porque até o diabo “crê e estremece” (Tg 2:10). Assim, fé que não obedece aos mandamentos é fé como os demônios têm. Essa não é a fé da pregação de Jesus e nem dos apóstolos.

      ─ Gálatas 5:4 ─ Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído.

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: Aqui fica claro que não se está entendendo o que a Bíblia realmente está falando. A Bíblia ensina que a lei é para ser guardada, mas Paulo no texto de Gálatas 5:4 está repreendendo os que buscam justificação ou salvação e perdão pela lei. Há diferença entre guardar a lei e procurar se salvar pela lei. Paulo condenava buscar salvação na lei, mas ele mesmo, que era justificado por Cristo (Rm 5:1) tinha prazer na lei de Deus (Rm 7:22) e ele mesmo disse que cria em tudo que estava escrito na lei e nos profetas (At 24:14) e que, apesar do pecado na carne ele “servia à lei de Deus” (Rm 7:25). Portanto, quem busca se salvar pela lei não está na graça, mas que diz que está na graça e não obedece está na carne e sua fé fé é morta. Quem de fato está na graça é aquele que está na fé e a fé “confirma a lei” (Rm 3:31) pois a fé sem as obras é morta (Tg 2:20). De acordo com Pauloo o homem é justificado por Jesus sem as obras da lei (Rm 3:28) porém a graça salva o crente pela fé para que produza boas obras (Ef 2:8-10).

      Nossa Salvação depende da Lei do Cristo é não do sábado, uma observância da Lei de Moisés.

      RESPOSTA/EXPLICAÇÃO: Errado. Nossa salvação depende da fé em Cristo (Rm 5:1), mas fé que leva à obediência aos seus mandamentos (Tg 2:10-24), caso contrário é fé morta igual à dos demônios (Tg 2:19). Além disso, quem deu a lei a Moisés foi o próprio Deus. Jesus advertiu severamente aos que desprezam Moisés quando falou que “se não creem em Moisés e nos profetas não acreditarão nem que um morto ressuscite” (Lc 16:31) e, por isso, disse: “têm Moisés e os profetas, ouçam-nos” (Lc 16:29). Somos salvos somente pela fé em Jesus, mas essa fé se prova verdadeira e a salvação é bíblica quando a pessoa abre o coração para entender e obedecer às ordens divinas. Se não faz isso é como um homem que se olha no espelho e depois vai e não adianta nada ter se olhado no espelho porque se esquece como era. Assim aquele que ouve a Bíblia e a lei de Deus e não obedece é assim: vê a verdade e se esquece, e a palavra não adianta nada para ele, pois se engana a si mesmo com falsos discursos (Tg 1:22-25). Então se ocupa em justificar sua posição com argumento totalmente fora do contexto da Bíblia.

      Finalmente, apelamos ao amigo que nos enviou o texto sobre o qual fizemos uma breve análise, com respostas e explicações, para que aceite a verdade de Deus como ela é, não dando crédito a interpretações fora de contexto que somente servem para, tomando textos isolados, justificar a desobediência à palavra de Deus, como, infelizmente, tem ocorrido em muitas igrejas que professam seguir a Jesus e Sua Palavra.

      Fique na Paz.

      Elaborado por Demóstenes Neves da Silva

  2. Avatar de oziel jorge ribeiro oziel jorge ribeiro

    Jesus nao aboliu as leis , Jesus nos tirou debaixo das leis, Romanos 7:6 matar e roubar ainda é pecado portanto nao é o matar e roubar das leis do antigo testamento e sim do novo testamento: Mateus 5 (leiam todo trecho) fiquem na paz

  3. Avatar de Joab Joab

    Porque meu comentário não foi aprovado? Bom, vou participar de novo…
    “Errado. Nossa salvação depende da fé em Cristo (Rm 5:1), mas fé que leva à obediência aos seus mandamentos (Tg 2:10-24)” – Nossa salvação depende unicamente da fé em Cristo sem a lei do Sinai. Vocês tem uma capacidade de distorção bíblica incrível. Citam Tiago a partir do texto que lhes interessa e deixam propositadamente os textos anteriores, que provam o contrário das suas afirmações.
    Tiago 2 começa falando sobre acepção de pessoas. No verso 8 ele cita dois mandamentos que não constam entre os dez, portanto, dizer que ele está falando de decálogo é distorção da Bíblia. No verso 9 diz: “Mas se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redarguidos pela lei como transgressores.” Ou seja, fazer acepção de pessoas é pecado previsto na lei. Que lei? O decálogo? Não! A lei de Deus dada a Israel por meio de Moisés (Moisés não fez lei nenhuma. Não existe “lei de Moisés”. Toda a lei foi dada por Deus). Tiago não separa decálogo de outros mandamentos, de maneira que no seu entendimento lei é uma coisa só. Jesus fez o mesmo (Mateus 5) e em toda a bíblia, podemos ver que não há separação de na lei. O judeu não separava a lei, porque os adventistas a separam?
    Agora, seu último parágrafo foi chocante:
    “Finalmente, apelamos ao amigo que nos enviou o texto sobre o qual fizemos uma breve análise, com respostas e explicações, para que aceite a verdade de Deus como ela é, não dando crédito a interpretações fora de contexto que somente servem para, tomando textos isolados, justificar a desobediência à palavra de Deus, como, infelizmente, tem ocorrido em muitas igrejas que professam seguir a Jesus e Sua Palavra.”
    Vocês sempre vem com esse palavreado “cristão”, usando sofismas, para posar de “povo da Bíblia”. Posso dar um exemplo embora em suas literaturas é o que mais tem.
    Ezequiel 20:12,20 – Leia todo o texto, calmamente, várias vezes se necessário e depois responda:
    1. Com quem Deus está falando? Com Israel ou com os gentios cristãos?
    2. Posso, honestamente, isolar esses dois versos e usá-los para “provar” que o sábado é um sinal entre Deus e os cristãos?
    3. Se a resposta anterior é sim, mostre-me então um único texto, só um, onde Deus, Jesus ou seus apóstolos confirmam a teoria de que o sábado é um sinal entre Deus e gentios, no novo testamento.
    4. Mostre-me um único texto onde Paulo, o apóstolo dos gentios, ao pregar a eles, exalta o sábado, como de suma importância para a salvação, ensinando que a guarda dele é o que identifica (sinal) como povo de Deus.

    1. Avatar de Fabiano Fabiano

      Gostaria que vocês respondessem esse questionamento:

      1. Mostre-me um único texto, só um, onde Deus, Jesus ou seus apóstolos confirmam a teoria de que o sábado é um sinal entre Deus e gentios, no novo testamento.

      2. Mostre-me um único texto onde Paulo, o apóstolo dos gentios, ao pregar a eles, exalta o sábado, como de suma importância para a salvação, ensinando que a guarda dele é o que identifica (sinal) como povo de Deus.

      1. Considerações preliminares:
        Se queremos de fato entender a Bíblia necessitamos utilizá-la em sua totalidade, o Antigo e o Novo Testamento. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça,” 2Timóteo 3:16.
        Não somos salvos pela guarda dos mandamentos, inclusive do sábado, a salvação é um dom de Deus e ocorre exclusivamente através da fé em Jesus Cristo, nosso salvador e Senhor. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus.” Efésios 2:8.
        Quanto ao sábado não existe na Bíblia nenhum texto que trate de sua abolição ou de qualquer outro mandamento do decálogo, pelo contrário, disse Jesus: “17 Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar, mas cumprir. 18 Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido. 19 Qualquer, pois, que violar um destes menores mandamentos e assim ensinar aos homens será chamado o menor no Reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no Reino dos céus.” Mateus 5:17-19. A guarda dos mandamentos não deve ser encarada como atos de justiça própria para alcançar méritos diante de Deus, mas de fidelidade a vontade de dEle, o resultado de um novo coração.
        Deus não faz distinção entre judeus e gentios, todos somos iguais, o caminho da salvação para os dois grupos é um só, Jesus Cristo. “também os levarei ao meu santo monte e os festejarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos.” Isaías 56:7.

      2. O sábado e os apóstolos – Os discípulos respeitavam grandemente o sábado. Isso se tornou evidente por ocasião da morte de Cristo. Ao chegar o sábado, interromperam os preparativos do sepultamento e “no sábado, descansaram, segundo o mandamento”, pretendendo prosseguir com seus afazeres no domingo, o “primeiro dia da semana” (Lc 23:56; 24:1). Assim como Cristo fizera, os discípulos adoraram no sábado do sétimo dia. Em suas viagens evangelísticas, Paulo frequentava as sinagogas no dia de sábado e pregava a Cristo (At 13:14; 17:1, 2; 18:4). Mesmo os gentios o convidavam para pregar a palavra de Deus no sábado (At 13:42, 44). Nas localidades em que não havia sinagoga, ele procurava um lugar adequado para a adoração sabática (At 16:13). Assim como a participação de Cristo nos serviços sabáticos indicou a sua aceitação do sétimo dia como dia especial de adoração, ocorreu também com Paulo. A fiel observância desse apóstolo, dos sábados semanais, estava em marcante contraste com sua atitude firme contra os sábados cerimoniais. Ele tornou claro que os cristãos não se achavam sob a obrigação de guardar esses primitivos dias de descanso pelo fato de haver Cristo pregado na cruz as leis cerimoniais. Ele disse: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo” (Cl 2:16, 17). Uma vez que “o contexto [desta passagem] trata de assuntos rituais, os sábados aqui mencionados são os sábados cerimoniais das festas anuais judaicas, os quais ‘eram uma sombra’, ou tipo, cujo cumprimento ocorreu em Cristo”. De modo semelhante, escrevendo aos gálatas, Paulo insurgiu-se contra a observância dos requisitos da lei cerimonial, dizendo: “Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós tenha eu trabalhado em vão para convosco” (Gl 4:10, 11).

      3. Sinal de santificação – O sábado é um sinal do poder transformador de Deus, um sinal de santidade ou santificação. O Senhor declara: “Certamente, guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que Eu sou o SENHOR, que vos santifica” (Êx 31:13; cf. Ez 20:20). O sábado constitui, portanto, um sinal de Deus como santificador. Da mesma forma como as pessoas são santificadas pelo sangue de Cristo (Hb 13:12), o sábado é também um sinal da aceitação, por parte do crente, de seu sangue para o perdão dos pecados. Assim como Deus colocou o sábado à parte para um santo propósito, Ele separa o seu povo para um propósito santo – para que sejam suas testemunhas especiais. A comunhão do povo com Ele nesse dia conduz à santidade; eles aprendem a não depender de seus próprios recursos, mas do Deus que os santifica. “O poder que criou todas as coisas é o poder que recria a alma à sua própria semelhança. Para aqueles que guardam o santo sábado é ele um sinal de santificação. Verdadeira santificação é harmonia com Deus, unidade em caráter com Ele. Esta é recebida por meio de obediência àqueles princípios que são uma transcrição de seu caráter. E o sábado é o sinal de obediência. Aquele que de coração obedece ao quarto mandamento, obedecerá toda a lei. Ele é santificado por meio da obediência.”

      4. O surgimento da observância do domingo. A mudança do sábado para o domingo, como dia de adoração, ocorreu gradualmente. Não existem evidências de santificação semanal do domingo por parte dos cristãos antes do segundo século, mas as evidências indicam que por volta da metade desse século alguns cristãos observavam voluntariamente o domingo como dia de adoração, não como dia de repouso.31 A igreja de Roma, composta em grande medida de crentes gentios (Rm 11:13), liderou a tendência no tocante à adoração dominical. Em Roma, a capital do Império, existiam fortes sentimentos antijudaicos, os quais se tornaram ainda mais fortes com o passar do tempo. Reagindo a tais sentimentos, os cristãos da cidade procuraram mostrar que eram diferentes dos judeus. Abandonaram algumas práticas que tinham em comum com os judeus e iniciaram a tendência de afastar-se da adoração no sábado, caminhando gradualmente para a adoração exclusiva no domingo. 32
        Do segundo ao quinto séculos, à medida que crescia a influência do domingo, os cristãos prosseguiram observando o sábado em praticamente todos os lugares do Império Romano. Sócrates, historiador do quinto século, escreveu: “Praticamente todas as igrejas do mundo celebram os sagrados mistérios no sábado, todas as semanas, embora as igrejas cristãs de Alexandria e Roma, por conta de algumas tradições antigas, tenham deixado de fazê-lo.”33 No quarto e quinto séculos, muitos cristãos adoravam tanto no sábado quanto no domingo. Sozomen, outro historiador desse período, escreveu: “O povo de Constantinopla, e praticamente de todos os demais lugares, reúne-se no sábado, bem como no primeiro dia da semana, costume este nunca observado em Roma ou Alexandria.”34 Essas referências indicam a liderança de Roma no processo de abandono do sábado como dia de guarda. Por que razão aqueles que estavam abandonando o sábado como dia de adoração escolheram o domingo, e não qualquer outro dia da semana? A razão principal é que Jesus havia ressuscitado no domingo; de fato, alegavase que Ele autorizara a adoração dominical. “Mas, estranho como possa parecer, nenhum autor do segundo e terceiro séculos jamais citou um único texto bíblico como prova da autorização de se observar o domingo em lugar do sábado. Nem Barnabé, nem Inácio, nem Justino, nem Irineu, nem Tertuliano, nem Clemente de Roma, nem Clemente de Alexandria, nem Orígenes, nem Cipriano, nem Vitorino, nem qualquer outro autor que tenha vivido próximo ao período em que Jesus vivera, conhecia qualquer instrução a esse respeito, deixada por Jesus ou por qualquer texto bíblico.”35 A popularidade e influência que a veneração do Sol por parte dos pagãos do império trazia consigo indubitavelmente contribuiu para tornar crescente a aceitação do domingo como dia de adoração. A adoração do Sol ocupava lugar importante no mundo antigo. Representava “um dos mais antigos componentes da religião romana”. Em virtude dos cultos orientais ao Sol, “a partir da porção inicial do segundo século d.C., o culto do Sol Invictus se tornara dominante em Roma e em outras partes do império”.36 Essa religião popular exerceu impacto sobre a igreja cristã primitiva por meio dos novos conversos. “Conversos cristãos provenientes do paganismo sentiam-se constantemente atraídos em direção à veneração do Sol. Isto é indicado não apenas pela frequente condenação da prática por parte dos pais da igreja, como também pelos significativos reflexos da adoração do Sol na liturgia cristã.”37 O quarto século testemunhou a introdução de leis dominicais. Em primeiro lugar, foram impostas leis dominicais de caráter civil, depois vieram as leis dominicais de caráter religioso. O imperador Constantino estabeleceu o primeiro decreto dominical civil em 7 de março de 321 d.C. Em vista da popularidade do domingo entre os adoradores pagãos do Sol e da estima que muitos cristãos lhe dedicavam, Constantino tinha a esperança de que, tornando o domingo um dia santo, obteria ele o apoio das duas correntes em favor de seu governo.38 O decreto dominical de Constantino refletia suas próprias origens como adorador do Sol. Diz o texto: “No venerável Dia do Sol [venerabili die Solis] devem os magistrados e as pessoas que residem nas cidades descansar, e devem fechar todas as casas de comércio. No campo, entretanto, as pessoas envolvidas na agricultura podem livre e legalmente continuar com suas tarefas.”39 Várias décadas mais tarde, a igreja seguiu o seu exemplo. O Concílio de Laodiceia (encerrado em 364 d.C.), o qual não foi um concílio universal, e sim apenas católico romano, emitiu a primeira lei dominical eclesiástica. No cânone 29, a igreja estabeleceu que os cristãos deveriam honrar o domingo e, “se possível, não trabalhar neste dia”, ao mesmo tempo em que se denunciava o repouso no sábado, instruindo os cristãos a não ficarem “inativos no sábado [grego sabbaton, ‘sábado’], pois deveriam trabalhar neste dia”.40 Em 538 d.C., o ano que marcou o início do período profético de 1.260 anos, o Terceiro Concílio de Orleans da Igreja Católica Romana emitiu uma lei ainda mais severa que a de Constantino. O cânone 28 desse concílio diz que no domingo “mesmo a agricultura deve cessar seus labores, de modo que as pessoas não sejam privadas de frequentar a igreja”.41
        31 Ver Justino Mártir, First Apology, em Ante-Nicene Fathers (Grand Rapids: Eerdmans, 1979), v. 1, p. 186; Maxwell, God Cares (Mountain View: Pacific Press, 1981), v. 1, p. 130.
        32 Ver, por exemplo, Bacchiocchi, “The Rise on Sunday Observance in Early Christianity”, em The Sabbath in Scripture and History, edição de Kenneth A. Strand (Washington, DC: Review and Herald, 1982), p. 137; Bacchiocchi, From Sabbath to Sunday (Roma: Pontifical Gregorian University Press, 1977), p. 223-232.
        33 Sócrates, Ecclesiastical History, livro 5, cap. 22, transcrito em Nicene and Post-Nicene Fathers, 2ª série (Grand Rapids: Eerdmans, 1979), v. 2, p. 132.
        34 Sozomen, Ecclesiastical History, livro 7, cap. 19, transcrito em Nicene and Post-Nicene Fathers, 2ª série, v. 2, p. 390.
        35 Maxwell, God Cares, v. 1, p. 131.
        36 Gaston H. Halsberghe, The Cult of Sol Invictus (Leiden: E. J. Brill, 1972), p. 26, 44. Ver também Bacchiocchi, “Rise of Sunday Observanse”, p. 139.
        37 Bacchiocchi, “Rise of Sunday Observanse”, p. 140. Ver também Bacchiocchi, From Sabbath to Sunday, p. 252, 253.
        38 Ver, por exemplo, Maxwell, God Cares, v. 1, p. 129; H. G. Heggtveit, Ilustreret Kirkehistorie (Christiania, Oslo: Cammermeyers Boghandel, 1891-1895), p. 202, conforme transcrito em SDA Bible Students’ Source Book, edição revista, p. 1000.
        39 Codex Justinianus, livro 3, título 12,3 – transcrito em Schaff, History of the Christian Church, 5ª edição (Nova York: Charles Scribner, 1902), v. 3, p. 380, nota nº 1.
        40 Concílio de Laodiceia, Cânone 29, em Charles J. Hefele, A History of the Councils of the Church from the Original Documents, tradução e edição de Henry N. Oxenham (Edinburg: T. & T. Clark, 1876), v. 2, p. 316. Ver também SDA Bible Students’ Source Book, edição revista, p. 885.
        41 Giovanni Dominico Mansi, editor, Sacrorum Conciliorum, v. 9, col. 919, conforme citado por Maxwell, God Cares, v. 1, p. 129. Citado parcialmente em Andrews, History of the Sabbath and First Day of the Week, p. 374.

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