O Plano da Redenção

Lições da Bíblia.

“A queda do homem encheu o Céu todo de tristeza. O mundo que Deus fizera estava manchado pela maldição do pecado, e habitado por seres condenados à miséria e morte. Não parecia haver meio pelo qual pudessem escapar os que tinham transgredido a lei. Os anjos cessaram os seus cânticos de louvor. Por toda a corte celestial havia pranto pela ruína que o pecado ocasionara.

O Filho de Deus, o glorioso Comandante do Céu, ficou tocado de piedade pela raça decaída. Seu coração moveu-se de infinita compaixão ao erguerem-se diante dEle os ais do mundo perdido. Entretanto o amor divino havia concebido um plano pelo qual o homem poderia ser remido. A lei de Deus, quebrantada, exigia a vida do pecador. Em todo o Universo não havia senão um Ser que, em favor do homem, poderia satisfazer as suas reivindicações. Visto que a lei divina é tão sagrada como o próprio Deus, unicamente um Ser igual a Deus poderia fazer expiação por sua transgressão. Ninguém, a não ser Cristo, poderia redimir da maldição da lei o homem decaído, e levá-lo novamente à harmonia com o Céu. Cristo tomaria sobre Si a culpa e a ignomínia do pecado – pecado tão ofensivo para um Deus santo que deveria separar entre Si o Pai e o Filho. Cristo atingiria as profundidades da miséria para libertar a raça que fora arruinada.

Perante o Pai pleiteou Ele em prol do pecador, enquanto a hoste celestial aguardava o resultado com um interesse de tal intensidade que palavras não o poderão exprimir. Mui prolongada foi aquela comunhão misteriosa – o ‘conselho de paz’ (Zac. 6:13) em prol dos decaídos filhos dos homens. O plano da salvação fora estabelecido antes da criação da Terra; pois Cristo é ‘o Cordeiro morto desde a fundação do mundo’ (Apoc. 13:8); foi, contudo, uma luta, mesmo para o Rei do Universo, entregar Seu Filho para morrer pela raça culposa. Mas ‘Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna’. João 3:16. Oh, que mistério da redenção! o amor de Deus por um mundo que O não amou! Quem pode conhecer as profundidades daquele amor que ‘excede todo o entendimento?’ Durante séculos eternos, mentes imortais, procurando entender o mistério daquele amor incompreensível, maravilhar-se-ão e adorarão.” (Ellen G. White, Patriarcas e profetas, p. 63-64).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 15 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Vestes de pele

Lições da Bíblia.

“Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu” (Gn 3:21).

“Ontem vimos a resposta de Adão e Eva ao seu pecado; hoje veremos a resposta de Deus. No texto acima, temos a mensagem do evangelho prefigurada. Primeiro, podemos ver que a cobertura de folhas de figueira de Adão e Eva não foi adequada. Se fosse, não teria havido necessidade de matar animais inocentes para vestir o casal caído. Se fosse suficiente operarmos nossa salvação, Cristo não precisaria ter morrido por nós. Assim como folhas de figueira teriam sido menos dispendiosas e traumáticas que a morte de animais inocentes, também, nossas obras teriam sido menos dispendiosas do que a morte de Jesus. Por isso Ele teve que morrer por nós; por isso animais inocentes foram mortos. Não havia outro caminho.” “É, porventura, a lei contrária às promessas de Deus? De modo nenhum! Porque, se fosse promulgada uma lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade, seria procedente de lei.” (Gál. 3:21). “Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus. Onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída. Por que lei? Das obras? Não; pelo contrário, pela lei da fé. Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei.” (Rom. 3:21-28)

“Em segundo lugar, qual é a principal diferença entre as folhas de figueira e as peles de animais? O que, inevitavelmente, vem destas últimas e que não vem das primeiras? Evidentemente, a resposta é: sangue. Somente isso deveria nos dizer como o evangelho aparece em Gênesis 3:21.” “Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida.” (Lev. 17:11). “Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida.” (Apoc. 12:11). “sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo,” (1 Ped. 1:18-19). “Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão.” (Heb. 9:22).

“Em terceiro lugar, talvez a parte mais significativa do texto seja a última, que diz: ‘[Ele] os vestiu’ (Gn 3:21). O original hebraico é claro: foi o Senhor que colocou as peles de animais em Adão e Eva. Foi Seu ato em favor deles que cobriu a vergonha de sua nudez. O texto diz apenas que uma ‘pele’ os cobria, mas não nos diz de que tipo. No entanto, não seria difícil fazer uma suposição correta, não é mesmo? ”Respondeu Abraão: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto; e seguiam ambos juntos.” (Gên. 22:8). “e, vendo Jesus passar, disse: Eis o Cordeiro de Deus!” (João 1:36). “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 14 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Roupas novas

Lições da Bíblia.

“Como sabemos muito bem, mesmo submetidos a um teste muito simples, Adão e Eva falharam. Dizer que os resultados foram trágicos seria, certamente, o maior eufemismo da história humana. O termo ‘trágico’ não comunica plenamente os resultados horríveis da desobediência de nossos pais.”

A primeira coisa que aconteceu depois que Adão e Eva caíram foi percepção de que estavam nus, seus olhos se abriram e tiveram medo. “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim. E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi. Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?” (Gên. 3:6-11).

“Seus olhos foram abertos, exatamente como Satanás disse que seriam, (‘Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos […]’ Gên. 3:5) só que agora passaram a ver de modo diferente o mundo e a realidade, e não como sempre haviam visto. Ao longo desses versos, o tema da nudez se repete. É o tema predominante na seção. Sua perda da inocência, sua transgressão, sua nova relação com Deus e entre si se manifestaram na sua compreensão de que estavam nus.”

“Observe, também, a pergunta do Senhor para eles: ‘Quem te fez saber que estavas nu?’ (Gn 3:11). Isso implica que, em sua inocência, eles nunca haviam percebido sua nudez. Parecia que esse era um jeito natural de ser, e assim eles nem pensavam nisso. Depois, porém, não só pensavam nisso, mas eram dominados pela vergonha causada pela situação.”

A reação de Adão e Eva à própria nudez ao tentarem se cobrir com folhas de figueira, simbolizava que a salvação pelas obras foi e é inútil; diante de Deus se sentiam nus. “Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si.” (Gên. 3:7).

“Imagine Adão e Eva se escondendo atrás de alguns arbustos, olhando-se com a boca aberta e tentando se cobrir diante do Senhor. Olhando para as possibilidades de coberturas, devem ter decidido que as folhas de figueira eram as melhores. Assim, temos ali a primeira lição de salvação pelas obras, de seres humanos tentando resolver o problema do pecado por suas próprias obras e ações. Mas a tentativa deles então, não foi mais inútil do que são as nossas tentativas hoje.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 13 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Satanás na Terra

Lições da Bíblia.

“E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz” (2Co 11:14).

“Como todos sabemos muito bem, a queda de Satanás não afetou o Céu apenas, mas a Terra também, e sua queda e rebelião no Céu se manifestam aqui na Terra no que chamamos de ‘grande conflito’. Ele é real, amargo e envolve todos nós.”

O relato de Apocalipse 12:7-12 nos adverte e nos inspira esperança. “O conflito entre Cristo e Satanás, que começou no Céu, foi definido na cruz. Nessa guerra, devemos confiar no sangue do Cordeiro.” “Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos. Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus. Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida. Por isso, festejai, ó céus, e vós, os que neles habitais. Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta.” (Apoc. 12:7-12).

“Felizmente, por causa da cruz, por causa do que Jesus fez por nós ali, sabemos como tudo terminará. A vitória está garantida para todos os que estão cobertos pelo manto da perfeição de Cristo. Por isso, Satanás trabalha arduamente para impedir que o maior número possível de pessoas encontrem a justiça salvadora, que lhes garante um lugar na eternidade.”

“Assim como Satanás se transforma em anjo de luz, seus seguidores tentam nos atrair para uma falsa luz.” “E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz.” (2 Cor. 11:14).

“Satanás atua de várias formas para nos enganar, para nos afastar de um relacionamento de salvação com Cristo, e ele não reluta em usar outros professos cristãos para fazer exatamente isso. Na verdade, muitas vezes essa pode ser sua estratégia mais eficaz.”

“Perigos espirituais espreitam ao nosso redor (‘Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar;’ 1 Ped. 5:8). É importante lembrarmos, entretanto, que estamos lidando com um inimigo derrotado: o diabo perdeu, sua ruína é certa, seu domínio acabará. No entanto, de nós mesmos, não podemos lutar com ele e vencer. Nossa única esperança e força são encontradas nAquele que já o derrotou, e esse é Jesus. Sua vitória é nossa, desde que a supliquemos para nós mesmos, com fé e obediência.”

“Quais são as maneiras sutis pelas quais o diabo pode, lenta mas seguramente, passo a passo, minar nossa fé, se não formos cuidadosos? Que escolhas do dia a dia podemos fazer para garantir que ele não tenha sucesso?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 7 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

No tear do Céu

Lições da Bíblia.

“Como são felizes aqueles que têm suas transgressões perdoadas, cujos pecados são apagados!” (Romanos 4:7, NVI).

“Embora nos julguemos muito bons, ou pareçamos assim aos outros, nossa bondade, em última instância, não tem mérito para a salvação. Todos somos pecadores carentes da graça divina, simbolizada na Bíblia como o manto da perfeita justiça de Cristo, […] um dom imerecido e gratuito. No entanto, temos de aceitar suas provisões, entregando diariamente a Deus a vontade e os desejos. Devemos deixar que Cristo viva Sua vontade e Seus desejos em nossa vida.”

“Cristo é o substituto e garantia do pecador. Ele obedeceu à lei em lugar do pecador, a fim de que o pecador possa crer nEle e crescer nEle em todas as coisas até a plena estatura humana em Cristo Jesus, e assim ser completo nEle. Cristo fez a reconciliação pelo pecado e suportou toda a sua ignomínia, reprovação e punição. E ainda, embora tenha carregado os pecados, trouxe justiça eterna, para que o cristão esteja imaculado diante de Deus. Haverá ocasiões em que se perguntará: ‘Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?’ E a resposta será: ‘É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou’ (Rm 8:33, 34). Aquele que tem as vestes imaculadas de justiça, tecida nos teares do Céu, em quem não existe um filamento sequer da humanidade pecaminosa, está à mão direita de Deus para vestir Seus filhos crentes com a roupagem perfeita de Sua justiça. Aqueles que estão salvos no reino de Deus não terão nada de que se gloriar; todo louvor e glória são dirigidos a Deus, doador da salvação” (Ellen G. White, The Youth’s Instructor, 6 de dezembro, 1894).

“Observe as imagens: vestes de justiça, vestes imaculadas de justiça ‘tecida nos teares do Céu’ e sem um filamento sequer da humanidade pecaminosa entremeado. Que imagem maravilhosa da justiça de Jesus, justiça que abrange todos os que, por fim, serão salvos para Seu reino!”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – sábado 26 de março de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Vergonha

Lições da Bíblia

Como manifestação do sentimento culpa, Adão e Eva fugiram e se esconderam de Deus, mesmo que isso não fosse possível. “Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim. E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi. Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi. Disse o SENHOR Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.” (Gên. 3:8-13)

“A culpa foi a primeira emoção adversa sentida pelos seres humanos. Logo depois que Adão e Eva pecaram, seu comportamento mudou. Eles ‘esconderam-se da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim’ (v. 8. NVI). Essa reação sem precedentes indicou medo de seu Pai e Amigo e, ao mesmo tempo, vergonha de enfrentá-Lo. Até a queda, eles achavam alegria na presença de Deus, mas agora, escondiam-se ante Sua aproximação. Um bonito elo estava quebrado. Além de medo e vergonha, eles sentiam tristeza, especialmente ao serem informados das terríveis consequências de terem desobedecido a Deus.”

“Note as palavras de Adão e Eva: ‘Foi a mulher que me deste por companheira’ e ‘A serpente me enganou…’ (NVI). A culpa provoca uma reação aparentemente automática de colocá-la em outra pessoa ou justificar o próprio comportamento com argumentação. Sigmund Freud, fundador da psicanálise, chamava essa reação de ‘projeção’ e afirmava que as pessoas projetam sua culpa sobre os outros ou sobre as circunstâncias a fim de aliviar o fardo da culpa. Essa “projeção” é considerada um mecanismo de defesa. Mas o ato de lançar a culpa sobre os outros não contribui para as relações interpessoais e constitui uma barreira para o perdão de Deus. A verdadeira solução consiste em aceitar a plena responsabilidade pelas próprias ações e buscar o único Ser que pode fornecer libertação da culpa: ‘Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus’ (Rm 8:1, NVI).”

“Às vezes, as pessoas sofrem de culpa pelas razões erradas. Parentes próximos daqueles que cometem suicídio, sobreviventes de um grande acidente ou calamidade e filhos de um casal recém-divorciado, na maioria dos casos, são exemplos típicos de culpa infundada. As pessoas que estão nessas situações precisam ter a certeza de que não podem ser consideradas responsáveis pelo comportamento de outros ou por eventos imprevisíveis. E se, em certos casos, eles tiverem alguma culpa, devem assumir a responsabilidade por suas ações, buscar perdão daqueles a quem ofenderam e, então, apegar-se a promessas bíblicas como: ‘Quanto dista o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões’ (Sl 103:12).”

“Como você reage à culpa? Você é rápido, como foi Adão, em culpar os outros por suas ações erradas? Como você pode aprender a fazer face às coisas que fez erradas e então, pela graça de Deus, avançar?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – domingo 23 de janeiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O que há para mim?

Lições da Bíblia.

A pesar de toda a destruição que ocorreria sobre a terra, Deus, em sua misericórdia, concedeu a vida a baruque como o seu despojo. “Palavra que falou Jeremias, o profeta, a Baruque, filho de Nerias, escrevendo ele aquelas palavras num livro, ditadas por Jeremias, no ano quarto de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá, dizendo: Assim diz o SENHOR, Deus de Israel, acerca de ti, ó Baruque: Disseste: Ai de mim agora! Porque me acrescentou o SENHOR tristeza ao meu sofrimento; estou cansado do meu gemer e não acho descanso. Assim lhe dirás: Isto diz o SENHOR: Eis que estou demolindo o que edifiquei e arrancando o que plantei, e isto em toda a terra. E procuras tu grandezas? Não as procures; porque eis que trarei mal sobre toda carne, diz o SENHOR; a ti, porém, eu te darei a tua vida como despojo, em todo lugar para onde fores.” (Jr. 45:1-5)

“Baruque estava triste, em angústia, inquieto e esgotado. Ele via todo o trabalho de sua vida sendo desarraigado, todos os seus sonhos desaparecendo como a névoa. O coração de Deus também estava aflito. Ele havia ternamente plantado e vigiado Israel. Como um pai torturado por um filho teimoso e rebelde, por mais de mil anos, o Senhor havia advertido e apelado a Seu povo. A dor e tristeza de Baruque não são mais que um débil reflexo da tristeza de Deus. Talvez seja por isso que o coração de Deus sempre é tocado por nossas tristezas. Nunca vamos chorar sozinhos. O Deus que conhece o “número de cabelos” em nossa cabeça tirou tempo para cuidar de um escriba desesperado e lhe deu esperança e encorajamento. No juízo que logo deveria cair sobre Israel, Baruque seria salvo. Deus preservaria sua vida. A expressão do verso 5 (‘Eu te darei a tua vida como despojo’) também está refletida em outras partes do livro de Jeremias (Jr 21:9; 38:2; 39:18). Ela faz lembrar a figura de um soldado que escapa com vida depois de uma derrota em batalha.”

“Somente quando estamos dispostos a deixar de lutar e submeter a Deus a vida, os planos e o futuro, então podemos encontrar segurança. É quando estamos totalmente dispostos a render tudo ao Senhor que ficamos seguros nEle.”

“Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.” (Mat. 6:25-34)

“Em Jeremias 45, Deus lembra a Baruque o que é realmente importante. Em Mateus 6, Jesus nos lembra de que a vida é mais importante que nossas posses terrenas.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – quinta-feira 23 de dezembro de 2010. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Baruque: Legado em um mundo em pedaços.

Lições da Bíblia.

“À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Isaías 8:20).

“Como escriba de Jeremias, Baruque escreveu e leu publicamente muitas das mensagens de Jeremias. Ele também partilhou do sofrimento do servo de Deus, como somos todos chamados a fazer. Deus é digno de confiança, especialmente durante períodos de aflição e circunstâncias difíceis.”

“Como Baruque sabia, o mundo estava chegando ao fim. Jerusalém e Judá estavam em seus últimos momentos. A Assíria, que dominara o antigo Oriente Próximo por mais de duzentos anos, estava dividida interiormente, envolvida em guerra civil e perdendo seu domínio sobre os estados vassalos. Enquanto isso, uma nova superpotência estava no horizonte: Babilônia. Por um pouco de tempo, Judá teve algum repouso e, sob o bom rei Josias (640-609 a.C.), a nação conseguiu expandir seu território e renovar seu compromisso de adoração ao Deus verdadeiro. Porém, com a mudança da maré no fim do sétimo século a.C., o tempo estava se esgotando para Jerusalém. O rei Josias morreu em batalha contra os egípcios (2Rs 23:29). Seus filhos, que reinaram depois dele, não tiveram o mesmo status que o pai e se rebelaram repetidamente contra Babilônia, um erro fatal. Finalmente, em 586 a.C., Jerusalém foi tomada, o templo, destruído, e muitos judeus foram levados cativos.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – sábado 18 de dezembro de 2010. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF