Cristo justiça nossa

Lições da Bíblia

Que acontecimento no passado nos levou a ser condenados?

Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo. Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos. (Rom. 5:17-19)

“O pecado de Adão levou à queda da humanidade. Cada um de nós, todos os dias de nossa vida, está vivendo com os resultados dessa desobediência. Ninguém está imune.”

Como podemos nos tornar justos?

Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo. Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos. (Rom. 5:17-19)

Se a justiça de Jesus é um dom, como podemos obtê-la?

e se cumpriu a Escritura, a qual diz: Ora, Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça; e: Foi chamado amigo de Deus. (Tia. 2:23)

"Creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça. Ora àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida. Mas àquele que não pratica, mas crê nAquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça." Rom. 4:3-5. justiça é obediência à lei. A lei requer justiça, e esta o pecador deve à lei; mas é ele incapaz de a apresentar. A única maneira em que pode alcançar a justiça é pela fé. Pela fé pode ele apresentar a Deus os méritos de Cristo, e o Senhor lança a obediência de Seu Filho a crédito do pecador. A justiça de Cristo é aceita em lugar do fracasso do homem, e Deus recebe, perdoa, justifica a pessoa arrependida e crente, trata-a como se fosse justa, e ama-a tal qual ama Seu Filho. Assim é que a fé é imputada como justiça; e a pessoa perdoada avança de graça em graça, de uma luz para luz maior. Pode dizer, alegremente: "Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a Sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, que abundantemente Ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador; para que, sendo justificados pela Sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna." Tito 3:5-7. (WHITE, E. G. Fé e Obras, p. 101).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – Terça-feira, 9 de março de 2010.
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Justiça “faça você mesmo”. […] se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus. (Mat. 5:20).

Lições da Bíblia

Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus. (Mat. 5:20).

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque limpais o exterior do copo e do prato, mas estes, por dentro, estão cheios de rapina e intemperança! Fariseu cego, limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo! Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia! Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade. (Mat. 23:25-28).

“Pense honestamente em seu cristianismo. Pode ser o caso de que você seja culpado do mesmo pecado dos escribas e fariseus? Como essa armadilha pode ser mais sutil do que pensamos?”

“Os escribas e fariseus tinham acusado não somente Cristo, mas também Seus discípulos por sua desconsideração para com os ritos e observâncias rabínicos. Muitas vezes tinham sido os discípulos deixados perplexos e perturbados pela censura e a acusação daqueles a quem tinham sido habituados a reverenciar como mestres religiosos. Jesus revelou o engano. Declarou que a justiça a que os fariseus davam tão grande valor, nada valia. A nação judaica pretendia ser o povo peculiar, leal, favorecido por Deus; mas Cristo apresentava sua religião como vazia de salvadora fé. Todas as suas pretensões de piedade, suas invenções e cerimônias humanas, e mesmo o cumprimento das exigências exteriores da lei, não os podiam tornar santos. Não eram puros de coração ou nobres e semelhantes a Cristo no caráter.” (WHITE, E. G. O Maior Discurso de Cristo, p. 53).

“Temos de aprender na escola de Cristo. Coisa alguma senão a Sua justiça pode dar-nos direito a uma única das bênçãos do concerto da graça. Por muito tempo desejamos e procuramos obter essas bênçãos, mas não as recebemos porque temos acariciado a ideia de que poderíamos fazer alguma coisa para nos tornar dignos delas. Não temos olhado para fora de nós mesmos, crendo que Jesus é um Salvador vivo. Não devemos pensar que nossa própria graça e méritos nos salvem; a graça de Cristo é nossa única esperança de salvação. Por meio de Seu profeta promete o Senhor: ‘Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que Se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.’ Isa. 55:7. Temos de crer na clara promessa, e não aceitar os sentimentos em lugar da fé. Quando confiarmos plenamente em Deus, quando nos apoiarmos nos méritos de Jesus como Salvador que perdoa os pecados, receberemos todo o auxílio que possamos desejar.” (WHITE, E. G. O Fé e Obras, p. 36).

Ênfases acrescentadas.

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – segunda-feira, 8 de março de 2010.
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A necessidade de justiça

Lições da Bíblia

carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados. (1 Pedro 2: 24)

“Ao contemplar o pecador o Salvador a morrer no Calvário, e reconhecer que o Sofredor é divino, pergunta ele por que motivo foi feito esse grande sacrifício, e a cruz aponta para a santa lei de Deus, que foi transgredida. A morte de Cristo é argumento irrespondível quanto à imutabilidade e a justiça da lei. Profetizando de Cristo, diz Isaías: "Engrandecerá Ele a lei, e a fará ilustre." Isa. 42:21, Trad. Trinitariana. A lei não tem poder para perdoar ao malfeitor. Sua função é apontar os seus defeitos, para que ele reconheça a necessidade de Alguém poderoso para salvar, sua necessidade de Alguém que se torne seu substituto, seu penhor, sua justiça. Jesus satisfaz a necessidade do pecador, pois tomou sobre Si os pecados do transgressor. "Ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados." Isa. 53:5. Poderia o Senhor ter eliminado o pecador, destruindo-o totalmente; mas foi preferido o plano mais custoso. Em Seu grande amor Ele provê esperança para o desesperançado, dando Seu Filho unigênito para arcar com os pecados do mundo. E visto como derramou todo o Céu nesse único e rico dom, não reterá do homem nenhum auxílio necessário para que possa tomar a taça da salvação e tornar-se herdeiro de Deus e co-herdeiro de Cristo.” (WHITE, E. G. Mensagens Escolhidas, v.1, p. 323)

“Aqueles que reconhecem sua necessidade de arrependimento para com Deus, e de fé em nosso Senhor Jesus Cristo, terão contrição de alma e se arrependerão de sua resistência ao Espírito do Senhor. Confessarão seu pecado em rejeitar a luz que o Céu lhes enviou tão graciosamente, e abandonarão o pecado que entristeceu e ofendeu o Espírito do Senhor. Eles se humilharão e aceitarão o poder e a graça de Cristo, reconhecendo as mensagens de advertência, repreensão e encorajamento. Então sua fé na obra de Deus será evidente, e eles confiarão no sacrifício expiatório. Farão uma apropriação pessoal da abundante graça e justiça de Cristo, e Ele Se tornará para eles um Salvador presente; pois se aperceberão da necessidade que dEle têm, e descansarão em Sua Pessoa com inteira segurança. Beberão da água da vida procedente da inexaurível Fonte divina. Em uma nova e bendita experiência, lançar-se-ão sobre Cristo, tornando-se participantes da natureza divina.” (WHITE, E. G. Review and Herald, 26 de agosto de 1890).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – Domingo, 7 de março de 2010.
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Justiça. “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” (Mateus 5:6).

Lições da Bíblia

“Entendemos justiça de duas formas. Primeiramente, existe a justiça imputada de Cristo, que é o que Jesus fez para nós, a justiça que nos cobre e que é nosso título para o Céu. Em seguida, existe a justiça comunicada de Cristo, que é o que Ele faz em nós, por meio do Espírito Santo, para nos moldar à Sua imagem. Assim entendida, a justiça tem dois componentes inseparáveis, embora todas realmente sejam uma justiça – a justiça de Cristo, sem a qual não teríamos esperança de salvação.”

1. Justiça imputada

“Era possível a Adão, antes da queda, formar um caráter justo pela obediência à lei de Deus. Mas deixou de o fazer e, devido ao seu pecado, nossa natureza se acha decaída, e não podemos tornar-nos justos. Visto como somos pecaminosos, profanos, não podemos obedecer perfeitamente a uma lei santa. Não possuímos justiça em nós mesmos com a qual pudéssemos satisfazer às exigências da lei de Deus. Mas Cristo nos proveu um meio de escape. Viveu na Terra em meio de provas e tentações como as que nos sobrevêm a nós. Viveu uma vida sem pecado. Morreu por nós, e agora Se oferece para nos tirar os pecados e dar-nos Sua justiça.” (WHITE, E. G. Caminho a Cristo, p. 62).

Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei. (Rom. 3:28). […] a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. (Rom. 8:4)

2. Justiça comunicada

“Se vos entregardes a Ele (Cristo) e O aceitardes como vosso Salvador, sereis então, por pecaminosa que tenha sido vossa vida, considerados justos por Sua causa. O caráter de Cristo substituirá o vosso caráter, e sereis aceitos diante de Deus exatamente como se não houvésseis pecado.” (WHITE, E. G. Caminho a Cristo, p. 62).

Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos. (Rom. 5:19)

Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido. Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos, (1 João 5:1-3)

Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nele: aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou. (1 João 2:3-6)

Ênfases acrescentadas.

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – Sábado, 6 de março de 2010.
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Domínio próprio

Lições da Bíblia

Como o domínio próprio pode se tornar um meio de fanatismo? Como podemos evitar o perigo de fazer do domínio próprio uma forma de legalismo?

Toda forma de “domínio próprio” desligado do poder de Deus é mero esforço humano, e traz consigo as consequências naturais de uma carne enfermada pelo pecado: fracasso, desânimo, e o legalismo manifesto no orgulho e presunção. Disse Jesus: “[…] sem mim nada podeis fazer.” (João 15:5). É Ele quem realiza em nós a Sua vontade, só um coração movido pela influência do Espírito Santo é capaz e exercer equilibradamente o domínio próprio. Pois “[…] o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. […]” (Gálatas 5:22-23). Portanto, o equilíbrio se encontra no exercício do conjunto e não apenas de um aspecto.

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – Sexta-feira, 5 de março de 2010.
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Como crescer em domínio próprio.

Lições da Bíblia

Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, (Heb. 12:1)

Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória. Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]. Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas. Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; (Col. 3:1-10)

“Toda habilidade precisa ser praticada. O domínio próprio não vem em um só dia. Vem mediante ganhos e perdas, sucessos e fracassos, conforme tentamos praticá-lo dia após dia. ‘Combate o bom combate da fé’ (1Tm 6:12); ‘Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus’ (Fp 3:12).”

Revistam-se do Senhor Jesus Cristo, e não fiquem premeditando como satisfazer os desejos da carne (Rm 13:14, NVI).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – Quinta-feira, 4 de março de 2010.

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O FRUTO DO ESPÍRITO

Por: Queila de Souza Garcia

“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.” Gálatas 5:22.

Uma primeira leitura deste texto nos dá a impressão de existir um erro de concordância. Como podem tantas virtudes ser consideradas no singular e fazerem parte de um único elemento? Como pode um único fruto ser constituído de tantas características distintas e peculiares? Porém, o entendimento biológico de um fruto vegetal, ou seja, o resultado do crescimento do ovário de uma flor após a fertilização do(s) óvulo(s), pode nos ajudar a compreender com maior propriedade o versículo citado acima.

O fruto é composto por várias partes, podendo ser dissecado em pericarpo, mesocarpo, endocarpo (casca e polpa) e semente(s), com cor, aroma, textura e sabor característicos. Portanto, um único fruto pode apresentar uma gama de propriedades que o identificam.

Mas, o fruto para ser atraente e degustado com prazer deve estar maduro. O fruto verde não possui uma aparência desejável, é duro, amargo, ácido ou adstringente. Para que seja apreciado ele deve amadurecer, adquirindo aparência (cor) e odor atraentes, além de textura e sabor agradáveis.

De uma maneira geral, após completar seu desenvolvimento o fruto amadurece em resposta ao etileno, um hormônio vegetal gasoso. O aumento da concentração do etileno acelera o metabolismo respiratório do fruto e desencadeia a síntese e/ou a ativação de várias enzimas que são responsáveis pelas mudanças drásticas no fruto durante o seu amadurecimento. A partir deste ponto o processo se torna irreversível, e o fruto não tem mais controle sobre ele. Ocorre quebra das paredes celulares que alteram sua textura, fazendo com que ele se torne mais macio. O amido, os ácidos, os taninos são metabolizados tornando-o menos adstringente e mais doce. Concomitantemente são produzidas substâncias voláteis responsáveis pelo aroma. Ocorre uma alteração na composição dos pigmentos, através da quebra da clorofila e síntese de carotenóides e antocianinas que dão a coloração típica do fruto maduro. Para que o fruto seja considerado maduro ele precisa passar por toda essa transformação e possuir todas estas características e não apenas uma ou algumas delas.

O etileno, por ser gasoso, é volátil e, ao ser exalado pode agir em outros frutos que estiverem próximos ao fruto maduro. Vem daí a expressão “uma maçã podre contamina as outras”. O que é uma maçã podre? É um fruto no máximo de seu processo de maturação, que exala etileno suficiente para induzir a maturação de outros frutos.

Do ponto de vista da planta, o objetivo do amadurecimento do fruto é  a dispersão das sementes que, germinando darão origem a novas plantas. Quando o fruto atinge o auge da maturação ele se desintegra, ou seja, deixa de existir como órgão para que as sementes sejam disseminadas. Se por algum impedimento fisiológico a síntese ou a sensibilidade ao etileno for inibida, o fruto morre verde (imaturo) porque perde a capacidade de completar seu desenvolvimento através da maturação e assim deixa de cumprir seu papel biológico.

Podemos fazer uma analogia do fruto vegetal com o Fruto do Espírito. O ser humano é naturalmente carnal e pode ser comparado a um fruto verde: amargo, rude, sem sabor, odor e aparência agradáveis a Deus. A Bíblia nos diz que “a inclinação da carne é morte… e… os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Rom. 8: 6 e 8), porém, “todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rom. 8: 14). Também temos a instrução de que “diariamente precisamos ser transformados pela influência do Espírito Santo; pois a obra do Espírito Santo é elevar os gostos, santificar o coração, enobrecer toda a pessoa, apresentando à alma os incomparáveis atrativos de Jesus” (E.G.White, Meditações Matinais, pág. 77, 1999). Portanto, a transformação necessária para amadurecer espiritualmente é obra do Espírito Santo.

O Espírito Santo é como o etileno que pode provocar mudanças drásticas e desejáveis na vida do cristão. À medida que recebe o Espírito Santo e permite Sua atuação, o ser humano pode desenvolver e amadurecer o fruto do Espírito. Torna-se amoroso, feliz, pacífico, longânimo, benigno, bondoso, fiel, e adquire mansidão e domínio próprio, tornando-se agradável a Deus. Desta forma fica claro que o Fruto do Espírito possui muitas características e para que Ele se manifeste de maneira completa não é suficiente adquirir uma ou algumas de suas características.

Quando permitimos que o Espírito Santo tome posse da nossa vida, nós perdemos o controle das nossas ações, agimos sob a influência dEle, somos dirigidos por Ele. As pessoas que entram em contato com esse “fruto maduro” são contaminadas pelo Espírito Santo que exala dele. Assim como o fruto vegetal, quando atingimos a completa maturidade espiritual morremos para o eu e estamos prontos a difundir a semente do evangelho através do nosso testemunho. Respondamos positivamente às palavras do apóstolo Paulo “andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne” (Gálatas 5:16), para que possamos agradar a Deus e servir ao propósito dEle para as nossas vidas através da resposta ao Espírito Santo.

Queila de Souza Garcia é professora de Fisiologia Vegetal na Universidade Federal de Minas Gerais e membro da Igreja Central de Belo Horizonte, MG, Brasil.

A longa corrida de Paulo

Lições da Bíblia

“Vocês não sabem que de todos os que correm no estádio, apenas um ganha o prêmio? Corram de tal modo que alcancem o prêmio. Todos os que competem nos jogos se submetem a um treinamento rigoroso, para obter uma coroa que logo perece; mas nós o fazemos para ganhar uma coroa que dura para sempre. Sendo assim, não corro como quem corre sem alvo, e não luto como quem esmurra o ar. Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado” (1Co 9:24-27, NVI).

Paulo faz uma analogia da carreira cristã com os jogos atléticos nos quais os competidores para alcançar a vitória, recompensada por uma corroa perecível, em tudo se esforçam. Semelhantemente na carreira cristã deve haver o domínio próprio necessário para a disciplina do próprio eu e seus desejos naturais ainda maculados pela inclinação da carne. Entretanto, nos jogos apenas um atleta leva o prêmio, uma coroa perecível, na carreira cristã todos podem ser vitoriosos e todos podem levar o prêmio, a vida eterna em Cristo Jesus. Por outro lado, Paulo salienta que toda essa disciplina deve resultar em um bom testemunho, evitando que aguem se escandalize e coloque em perigo sua vida eterna assim como a dele também.

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – Quata-feira, 3 de março de 2010.
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