A condição humana. “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,” (Rm 3:23).

Lições da Bíblia

“pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,” (Rm 3:23).

“As pessoas podem se comparar a outras pessoas e se sentir bem. Até o mafioso Al Capone era um santo comparado a Adolph Hitler. Porem, quando nos comparamos com Deus e Sua santidade e justiça, todos nós saímos com um senso opressivo de repugnância e aversão.”

“como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos, há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos.” (Rm 3:10-18).

“A Palavra de Deus declara: ‘Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.’ Rom. 3:23. ‘Não há quem faça o bem, não há nem um só.’ Rom. 3:12. Muitos se enganam acerca do estado de seu coração. Não entendem que o coração natural é enganoso mais que todas as coisas, e perverso. Envolvem-se em sua própria justiça, e satisfazem-se com alcançar sua própria norma humana de caráter; mas quão fatalmente fracassam quando não alcançam a norma divina, e por si mesmos não podem satisfazer as reivindicações de Deus! Podemos medir-nos por nós mesmos, podemos comparar-nos uns aos outros, podemos dizer que procedemos tão bem como Fulano ou Sicrano, mas a pergunta para a qual o juízo exigirá resposta é: Satisfazemos as reivindicações dos altos Céus? Alcançamos o padrão divino? Está nosso coração em harmonia com o Deus do Céu?

Toda a família humana transgrediu a lei de Deus, e como transgressor da lei, o homem está desesperançadamente arruinado, pois ele é inimigo de Deus, sem forças para fazer qualquer coisa boa. ‘A inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.’ Rom. 8:7. Olhando ao espelho moral – a santa lei de Deus – o homem se vê como pecador, e convence-se de seu estado mau, sua condenação sem esperanças, sob a justa penalidade da lei. Mas não foi ele abandonado ao estado de miséria sem esperança, no qual o pecado o mergulhou; pois foi para salvar da ruína o transgressor que Aquele que era igual a Deus ofereceu Sua vida em holocausto no Calvário. ‘Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna.’ João 3:16.” (Ellen G. White, Mensagens escolhidas, v. 1, p. 320-321).

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Não nos envergonhamos do evangelho.

Lições da Bíblia

“Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.” (Rm 1:16-17).

“A ciência e a literatura não podem trazer à entenebrecida mente dos homens a luz que o glorioso evangelho do Filho de Deus pode trazer. O Filho de Deus, tão-somente, pode realizar a grande obra de iluminar a alma. Não admira que Paulo exclame: ‘Pois não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê.’ Rom. 1:16. O evangelho de Cristo confere personalidade àqueles que crêem, e torna-os vivas epístolas, conhecidas é lidas por todos os homens. Deste modo o fermento da piedade é comunicado à multidão. Os seres celestiais conseguem discernir os verdadeiros elementos de grandeza de caráter, pois unicamente a bondade é por Deus estimada com o eficiência.” (Ellen G. White, Fundamentos da Educação Cristã, p. 199 e 200).

“Muitos passam longos anos em sombras e dúvida por não sentirem como desejam. Mas sentimento não tem nada que ver com a fé. A fé que atua por amor e purifica a alma não é questão de impulso. Ela se aventura sobre as promessas de Deus, crendo firmemente que o que Ele disse é capaz de cumprir. Nosso pensamento pode ser exercitado em crer, ensinado a descansar na Palavra de Deus. Aquela Palavra declara que ‘o justo viverá por fé’ (Rom. 1:17), não de sentimento.” (Ellen G. White, Nossa Alta Vocação – Meditações Matinais, 1962 p. 117).

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Todos pecaram. “Todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:23).

Lições da Bíblia

“Tanto cristãos como pagãos devem reconhecer sua profunda necessidade e completa confiança no poder de Cristo para salvá-los de sua natureza pecaminosa.”

“A imputação da justiça de Cristo vem mediante a fé justificadora, e é a justificação pela qual Paulo se bate tão fervorosamente: Diz ele: "Por isso nenhuma carne será justificada diante dEle pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas; isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença. Porque todos pecaram, e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela Sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no Seu sangue, para demonstrar a Sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus. … Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei." Rom. 3:20-31.

Graça é favor imerecido, e o crente é justificado sem qualquer mérito seu próprio, sem nenhum direito a alegar a Deus. É ele justificado pela redenção que há em Cristo Jesus, que está nas cortes do Céu como substituto e penhor do pecador. Mas, conquanto seja justificado por virtude dos méritos de Cristo, não é ele livre para praticar a injustiça. A fé opera por amor e purifica a alma. A fé desabrocha e floresce e traz uma colheita de fruto precioso. Onde há fé, aparecem as boas obras. Os doentes são visitados, cuidados os pobres, não se negligenciam os órfãos e as viúvas, são vestidos os desnudos, alimentados os pobres. Cristo andou fazendo o bem, e quando homens a Ele se unem, amam os filhos de Deus, e a mansidão e a verdade lhes guiam os passos. A expressão do semblante revela sua experiência, e os homens os conhecem como os que estiveram com Jesus e dEle aprenderam. Cristo e o crente tornam-se um, e Sua formosura de caráter se revela naqueles que se acham vitalmente ligados com a Fonte de poder e amor. Cristo é o grande depositário da justificadora justiça e da graça santificante.” (Ellen G. White, Mensagens escolhidas, p. 397-398).

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“Ó insensatos gálatas!”

Lições da Bíblia

“Através da influência de falsos ensinadores que se tinham levantado entre os crentes em Jerusalém, a divisão, heresia e sensualismo estavam rapidamente ganhando terreno entre os crentes na Galácia. Esses falsos ensinadores estavam misturando tradições judaicas com as verdades do evangelho. Desconsiderando a decisão do concílio geral de Jerusalém, impuseram aos crentes gentios a observância da lei cerimonial.

A situação era crítica. Os males que haviam sido introduzidos ameaçavam destruir rapidamente as igrejas da Galácia. Paulo tinha o coração cortado e sua alma estava contristada por essa franca apostasia da parte daqueles a quem ensinara fielmente os princípios do evangelho. Imediatamente ele escreveu aos enganados crentes, expondo as falsas teorias que tinham aceitado, e com grande severidade repreendia a todos os que se estavam apartando da fé. Após saudar os gálatas com as palavras "graça e paz da parte de Deus Pai e da de nosso Senhor Jesus Cristo", dirige-lhes estas palavras de penetrante reprovação: ‘Maravilho-me de que tão depressa passásseis dAquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho. O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do Céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.’ Gál. 1:3, 6-8. Os ensinos de Paulo estavam em harmonia com as Escrituras, e o Espírito Santo tinha dado testemunho de seu trabalho; por isso ele advertia a seus irmãos a não atentarem para coisa alguma que contradissesse as verdades que lhes havia ensinado.

O apóstolo aconselha os crentes gálatas a considerarem cuidadosamente sua primeira experiência na vida cristã. ‘Ó insensatos gálatas!’ exclama, ‘quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi já representado como crucificado? Só quisera saber isto de vós: Recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne? Será em vão que tenhais padecido tanto? Se é que isso também foi em vão. Aquele pois que vos dá o Espírito e que obra maravilhas entre vós, fá-lo pelas obras da lei, ou pela pregação da fé?’ Gál. 3:1-5.

Assim Paulo colocava os crentes da Galácia perante o tribunal de sua própria consciência, e procurava detê-los em seu caminho. Confiando no poder de Deus para salvar, e recusando-se a reconhecer as doutrinas dos ensinadores apóstatas, o apóstolo buscava levar os conversos a ver que haviam sido grosseiramente enganados, mas que pelo retorno a sua primeira fé no evangelho eles podiam ainda anular os propósitos de Satanás. Ele tomou posição firmemente ao lado da verdade e da justiça; e sua suprema fé e confiança na mensagem que apresentara, ajudou a muitos cuja fé havia fracassado, a retornarem à obediência ao Salvador.” (Ellen G. White, Atos dos apóstolos, p. 383-385).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – Sexta-feira, 09 de julho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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A heresia dos gálatas. “[…] se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema.” (Gl 1:9).

Lições da Bíblia

“Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos, e todos os irmãos meus companheiros, às igrejas da Galácia, graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do [nosso] Senhor Jesus Cristo, o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai, a quem seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém! Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema. Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo. Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem, porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo.” (Gl 1:1-12).

“Alguns leem na carta de Paulo aos Gálatas e a evidência de Romanos que a lei moral, os Dez Mandamentos (ou, em verdade, só o quarto mandamento), não mais é aplicável aos cristãos. Mas eles estão perdendo o ponto principal das cartas, perdendo o contexto e as questões históricas de que Paulo estava tratando. […] Paulo enfatizou que a salvação é pela fé somente, e não pela guarda da lei, até mesmo a lei moral – mais isso não é o mesmo que dizer que a lei moral não deve ser guardada. A obediência aos Dez Mandamentos nunca esteve em questão; os que fazem isso estão lendo nos textos uma questão contemporânea, com a qual Paulo não estava lidando.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – Quinta-feira, 08 de julho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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“Não impor maior encargo”

Lições da Bíblia

Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais puderam suportar, nem nós? Mas cremos que fomos salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram. (At. 15:10-11).

“Embora a decisão do Concílio em Jerusalém tenha considerado a ideias judaizantes um jugo insuportável e que a salvação é exclusivamente pela graça “[…] não havia nenhuma menção nem pergunta dos gentios quanto à necessidade de obedecer aos Dez Mandamentos. Afinal, podemos imaginar o Concílio dizendo-lhes que não comessem sangue, mas que era aceitável ignorar os mandamentos contra o adultério, o assassinato e coisas semelhantes? […] Alguns dizem que, por não ter sido especificamente mencionada, a guarda do sábado não deve ter sido aplicável aos gentios (evidentemente, os mandamentos contra a mentira e o assassinato também não foram mencionados especificamente, de forma que o argumento não significa nada).”

“Não basta crer na teoria da verdade, fazer uma profissão de fé em Cristo, crer que Jesus não é um impostor, e que a religião da Bíblia não é uma fábula artificialmente composta. ‘Aquele que diz: Eu conheço-O’, escreveu João, ‘e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a Sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado: nisto conhecemos que estamos nEle.’ I João 2:4 e 5. ‘Aquele que guarda os Seus mandamentos nEle está, e Ele nele.’ I João 3:24.” (Ellen G. White, Atos dos apóstolos, p. 563).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – Quarta-feira, 07 de julho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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“Que devo fazer para ser salvo?”

Lições da Bíblia

Um dos problemas enfrentados pela igreja cristã primitiva foi o ensino de heresias, entre elas as introduzidas por cristãos judeus, “alguns da seita dos fariseus” (At. 15:5), que ensinavam: “[…] Se não vos circuncidardes segundo o costume de Moisés, não podeis ser salvos.” (At. 15:1). Essas afirmações causaram perturbações entre os conversos gentios, quando insistiam com eles “[…] que as leis e cerimônias judaicas deviam ser incorporadas aos ritos da religião cristã. Demoraram a discernir que todas as ofertas sacrificais nada mais prefiguravam que a morte do Filho de Deus, na qual o tipo encontrou o antítipo, e que, depois disso, os ritos e cerimônias da dispensação mosaica não mais eram obrigatórios.”.

Para resolver o problema Paulo e Barnabé se dirigiram Jerusalém e “[…] reuniram os apóstolos e os presbíteros para examinar a questão. Havendo grande debate, […]” (At. 15:6-7). Concluíram que deveriam enviar, aos cristão gentios, a seguinte mensagem “[…] pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas essenciais: que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Saúde.” (At. 15:28-29).

“Embora buscando de Deus a guia direta, [Paulo] estava sempre pronto a reconhecer a autoridade contida no corpo de crentes unidos em comunhão da igreja. Sentia a necessidade de aconselhar-se; e quando surgiam assuntos de importância, alegrava-se em poder apresentá-los perante a igreja, e em unir-se com os irmãos para buscar de Deus sabedoria para fazer decisões acertadas” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 200).

“É unicamente o poder da cruz que pode separar o homem da poderosa confederação do pecado. Cristo Se deu para salvação do pecador. Aqueles cujos pecados são perdoados, que amam a Jesus, se unirão a Ele. Levarão o jugo de Cristo. Este jugo não os embaraçará, não tornará sua vida religiosa de insatisfeita labuta. Não; o jugo de Cristo deve ser o próprio meio pelo qual a vida cristã se há de tornar uma existência agradável e alegre. O cristão deve regozijar-se na contemplação daquilo que o Senhor fez ao dar Seu Filho unigênito a fim de morrer pelo mundo, ‘para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna’. João 3:16.” (Ellen G. White, Mensagens aos jovens, p. 138).

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Leis e regulamentos judaicos.

Lições da Bíblia

“É conveniente classificar as leis do Antigo Testamento em várias categorias: (1) lei moral, (2) lei cerimonial, (3) direito civil, (4) estatutos e juízos e (5) leis de saúde. Em parte, essa classificação é artificial. Na realidade, algumas dessas categorias estão relacionadas, e existe considerável sobreposição. Os antigos não as viam como separadas e distintas.”

Por exemplo, o livro de Levítico apresenta em seu capítulo 12 leis com relação ao parto, a circuncisão; no capítulo 16, a lei do dia da expiação, seus preparativos e ofertas; no capítulo 23, as leis sobre as festas religiosas, tais como, a páscoa e os pães asmos, as primícias, trombetas, tabernáculos. O livro apresenta leis específicas e exequíveis para um contexto e lugar. Entretanto a “[…] lei moral está resumida nos Dez Mandamentos (Êx 20:1-17). Essa lei resume os requisitos morais da humanidade. Esses dez preceitos são ampliados e aplicados em vários estatutos e juízos ao longo dos primeiros cinco livros da Bíblia. Essas amplificações mostram o que significava guardar a lei de Deus em várias situações. As leis civis não deixam de estar relacionadas. Elas também estão baseadas na lei moral. Definem o relacionamento de um cidadão com as autoridades civis e com seus concidadãos. Determinam as penalidades para várias infrações.”

“Muitos há que procuram confundir estes dois sistemas, usando os textos que falam da lei cerimonial para provar que a lei moral foi abolida; mas isto é perversão das Escrituras. Ampla e clara é a distinção entre os dois sistemas. O cerimonial era constituído de símbolos que apontavam para Cristo, para o Seu sacrifício e sacerdócio. A lei ritual, com seus sacrifícios e ordenanças, devia ser cumprida pelos hebreus até que o tipo encontrasse o antítipo, na morte de Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Então cessariam todas as ofertas sacrificais. Foi esta a lei que Cristo ‘tirou do meio de nós, cravando-a na cruz’. Col. 2:14. Mas, com referência à lei dos Dez Mandamentos, declara o salmista: ‘Para sempre, ó Senhor, a Tua palavra permanece no Céu.’ Sal. 119:89. E Cristo mesmo diz: ‘Não cuideis que vim destruir a lei. … Em verdade vos digo’ – tornando a asserção tão expressiva quanto possível – ‘que até que o céu e a Terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.’ Mat. 5:17 e 18. Ele ensina aqui, não simplesmente o que os reclamos da lei tinham sido, e eram então, mas que tais reclamos se manterão enquanto durarem os céus e a Terra. A lei de Deus é tão imutável quanto o Seu trono. Ela manterá suas reivindicações em relação à humanidade, em todos os tempos.” (Ellen G. White, Patriarcas e profetas, p. 365).

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