O segredo de estar contente

Lições da Bíblia.

“Paulo nasceu e cresceu em Tarso, em uma família hebreia da tribo de Benjamin. Ele obteve sua nacionalidade romana por meio do pai, cidadão do Império Romano. Tornou-se fariseu, um grupo devoto que seguia a lei (Torah) mais a tradição oral (Mishnah). Com essa origem, ele deve ter apreciado os privilégios de seu status social e religioso.”

“Porém, quando Paulo respondeu ao chamado de Jesus, tudo mudou. Em vez de perseguidor, ele se tornou o objeto da perseguição radical de alguns de sua própria nação e, mais tarde, dos romanos. Sofreu tribulações por três décadas e foi executado depois de ter sido encarcerado em Roma.”

O apostolo Paulo enfrentou algumas adversidades, no entanto, não era abalado nem por fome e escassez nem por fartura e riqueza. “São ministros de Cristo? (Falo como fora de mim.) Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes. Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um; fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite e um dia passei na voragem do mar; em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez. Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas.” (2 Cor. 11:23-28). “Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece.” (Filip. 4:11-13).

“O contentamento é um componente fundamental de felicidade e bem-estar psicológico. Essa disposição se dá aos que veem a perspectiva positiva das coisas, que olham ao passado com aceitação e ao futuro com esperança. Curiosamente, ter ‘tudo’ não garante satisfação nem felicidade. Para alguns, não importando tudo o que tenham, nunca é suficiente. Outros, tendo tão pouco, ainda assim estão satisfeitos. O que você acha que faz a diferença?”

“Uma das muitas definições atuais de ‘inteligência’ é a habilidade de se adaptar a novas situações. Isso pode significar viver em novos lugares, relacionar-se com novas pessoas, experimentar novas condições socioeconômicas. A habilidade de Paulo não é uma característica hereditária, porque ele diz especificamente: ‘Aprendi a viver contente’ (Fp 4:11). Essa não é uma capacidade que alguns possuem e outros, não. A adaptação e a satisfação em meio a uma grande variedade de circunstâncias são processos aprendidos que sobrevêm com o passar do tempo e com a prática.”

O verso 13 dá a chave mais importante para o poder de recuperação de Paulo. Ele podia não só sentir satisfação com poucos ou muitos recursos materiais, mas podia fazer qualquer coisa e tudo em nome de Jesus Cristo. Como está seu contentamento? Você tem sido sacudido de cá para lá e vitimado pelas circunstâncias? Como você pode aprender a ‘viver contente em toda e qualquer situação’ (v. 11)?

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – quinta-feira 17 de fevereiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Os dias de estresse de Ester

Lições da Bíblia.

Ester enfrentou algumas adversidades, entre elas: orfandade; exílio; traição de dois servidores do rei; sentença de morte por Amã; risco de morte por comparecer diante do rei sem ter sido chamada. “que fora transportado de Jerusalém com os exilados que foram deportados com Jeconias, rei de Judá, a quem Nabucodonosor, rei da Babilônia, havia transportado. Ele criara a Hadassa, que é Ester, filha de seu tio, a qual não tinha pai nem mãe; e era jovem bela, de boa aparência e formosura. Tendo-lhe morrido o pai e a mãe, Mordecai a tomara por filha.” (Est. 2:6-7). “Ester não havia declarado o seu povo nem a sua linhagem, pois Mordecai lhe ordenara que o não declarasse.” (Est. 2:10). “Naqueles dias, estando Mordecai sentado à porta do rei, dois eunucos do rei, dos guardas da porta, Bigtã e Teres, sobremodo se indignaram e tramaram atentar contra o rei Assuero. Veio isso ao conhecimento de Mordecai, que o revelou à rainha Ester, e Ester o disse ao rei, em nome de Mordecai.” (Est. 2:21-22). “Mordecai lhe fez saber tudo quanto lhe tinha sucedido; como também a quantia certa da prata que Hamã prometera pagar aos tesouros do rei pelo aniquilamento dos judeus. […] Então, disse Ester que respondessem a Mordecai: Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos. Depois, irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer, pereci. Então, se foi Mordecai e tudo fez segundo Ester lhe havia ordenado.” (Est. 4:7,15-17). “Então, respondeu a rainha Ester e disse: Se perante ti, ó rei, achei favor, e se bem parecer ao rei, dê-se-me por minha petição a minha vida, e, pelo meu desejo, a vida do meu povo. Porque fomos vendidos, eu e o meu povo, para nos destruírem, matarem e aniquilarem de vez; se ainda como servos e como servas nos tivessem vendido, calar-me-ia, porque o inimigo não merece que eu moleste o rei.” (Est. 7:3-4). “Falou mais Ester perante o rei e se lhe lançou aos pés; e, com lágrimas, lhe implorou que revogasse a maldade de Hamã, o agagita, e a trama que havia empreendido contra os judeus.” (Est. 8:3).

“Desde os primeiros anos, Ester viveu como órfã. Embora tivesse sido adotada por seu primo mais idoso, Mordecai, o estigma da infância sem pais foi, certamente, difícil. Apesar disso, Ester cresceu como uma jovem equilibrada, determinada e capaz. Depois de se tornar rainha, Ester não revelou sua nacionalidade nem seu parentesco. Esse foi um desafio particularmente pesado. Cercada por comidas, luxos e práticas da vida na corte, de alguma forma, Ester teve que manter sua fé e identidade judaica. Além disso, o risco de ser identificada como membro do povo judeu era real, e as consequências de sua identidade eram incertas.”

“Ester também teve que levar ao rei as más notícias de que os oficiais estavam conspirando matá-lo. Essa não foi uma fácil tarefa porque, se o complô não ficasse provado, Ester e seu primo poderiam ser acusados de dar início a boatos, e quem sabia quais seriam os resultados? Mas a maior responsabilidade colocada sobre Ester foi ser deixada como o único canal para salvar sua nação. Mordecai lhe pediu que intercedesse em nome dos judeus, o que ela não poderia fazer sem arriscar a vida. Quando ela vacilou, o primo pôs ainda mais pressão sobre ela: ‘Porque, se de todo te calares agora, de outra parte se levantará para os judeus socorro e livramento, mas tu e a casa de teu pai perecereis’ (Et 4:14). Que intensidade de estresse!”

“Entretanto, ela compareceu diante do rei, sabendo que esse ato representava um elevado risco de morte. Finalmente, as coisas deram certo, por mais perigosa que às vezes a situação tenha sido para essa jovem mulher.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – quarta-feira 16 de fevereiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Noemi

Lições da Bíblia.

Noemi sofreu alguns infortúnios: a fome a fez emigrar; morreu seu marido, morreram seus filhos; a viuvez a levou à indigência. “Nos dias em que julgavam os juízes, houve fome na terra; e um homem de Belém de Judá saiu a habitar na terra de Moabe, com sua mulher e seus dois filhos. Este homem se chamava Elimeleque, e sua mulher, Noemi; os filhos se chamavam Malom e Quiliom, efrateus, de Belém de Judá; vieram à terra de Moabe e ficaram ali. Morreu Elimeleque, marido de Noemi; e ficou ela com seus dois filhos, os quais casaram com mulheres moabitas; era o nome de uma Orfa, e o nome da outra, Rute; e ficaram ali quase dez anos. Morreram também ambos, Malom e Quiliom, ficando, assim, a mulher desamparada de seus dois filhos e de seu marido. Então, se dispôs ela com as suas noras e voltou da terra de Moabe, porquanto, nesta, ouviu que o SENHOR se lembrara do seu povo, dando-lhe pão. […] Então, ambas (Noemi e Rute) se foram, até que chegaram a Belém; sucedeu que, ao chegarem ali, toda a cidade se comoveu por causa delas, e as mulheres diziam: Não é esta Noemi? Porém ela lhes dizia: Não me chameis Noemi; chamai-me Mara, porque grande amargura me tem dado o Todo-Poderoso. Ditosa eu parti, porém o SENHOR me fez voltar pobre; por que, pois, me chamareis Noemi, visto que o SENHOR se manifestou contra mim e o Todo-Poderoso me tem afligido?” (Rt 1:1-6,19-21).

“Deixar o próprio país para viver em outro lugar é sempre assustador, especialmente quando a mudança é motivada pela necessidade de sobreviver. A fome em Judá forçou Elimeleque, Noemi e seus dois filhos a emigrar para o país de Moabe, área agrícola em que eles poderiam obter alimento. Os moabitas eram um povo idólatra (Jz 10:6) cujas práticas conflitavam com as crenças judaicas. Só isso já deve ter produzido muita perturbação para os recém-chegados. Poucos dias depois de se terem estabelecido, o marido de Noemi morreu. Mãe e filhos se achavam em terra estranha, degradados à condição de viúva e órfãos, sem proteção e sujeitos a mais uma humilhação. Então, os filhos de Noemi, Malom e Quiliom, se casaram com mulheres moabitas. Esse fato pode ter provocado conflito para a família, ao menos no princípio, por causa de significativas diferenças religiosas. Embora a lei não proibisse especificamente os casamentos entre judeus e moabitas, estava estipulado que nem os moabitas nem seus descendentes poderiam entrar na assembleia do Senhor até depois de dez gerações (Dt 23:3). Mais tarde, Malom e Quiliom, cujos nomes significavam respectivamente ‘doença’ e ‘devastação’, também morreram.”

Mesmo diante de tanta tragédia, Noemi pode contar com o apoio da nora que a acompanhou em todas as circunstâncias. Deus corrigiu as graves adversidades sofridas por Noemi. “Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu e aí serei sepultada; faça-me o SENHOR o que bem lhe aprouver, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti. Vendo, pois, Noemi que de todo estava resolvida a acompanhá-la, deixou de insistir com ela.” (Rute 1:16-18). “Assim, tomou Boaz a Rute, e ela passou a ser sua mulher; coabitou com ela, e o SENHOR lhe concedeu que concebesse, e teve um filho. Então, as mulheres disseram a Noemi: Seja o SENHOR bendito, que não deixou, hoje, de te dar um neto que será teu resgatador, e seja afamado em Israel o nome deste. Ele será restaurador da tua vida e consolador da tua velhice, pois tua nora, que te ama, o deu à luz, e ela te é melhor do que sete filhos. Noemi tomou o menino, e o pôs no regaço, e entrou a cuidar dele. As vizinhas lhe deram nome, dizendo: A Noemi nasceu um filho. E lhe chamaram Obede. Este é o pai de Jessé, pai de Davi.” (Rute 4:13-17).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – terça-feira 15 de fevereiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

José no cativeiro

Lições da Bíblia.

“E dizia um ao outro: Vem lá o tal sonhador! Vinde, pois, agora, matemo-lo e lancemo-lo numa destas cisternas; e diremos: Um animal selvagem o comeu; e vejamos em que lhe darão os sonhos. Mas Rúben, ouvindo isso, livrou-o das mãos deles e disse: Não lhe tiremos a vida. Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cisterna que está no deserto, e não ponhais mão sobre ele; isto disse para o livrar deles, a fim de o restituir ao pai. Mas, logo que chegou José a seus irmãos, despiram-no da túnica, a túnica talar de mangas compridas que trazia. E, tomando-o, o lançaram na cisterna, vazia, sem água. […] E, passando os mercadores midianitas, os irmãos de José o alçaram, e o tiraram da cisterna, e o venderam por vinte siclos de prata aos ismaelitas; estes levaram José ao Egito.” (Gn 37:19-24,28). “Aconteceu, depois destas coisas, que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José e lhe disse: Deita-te comigo. Ele, porém, recusou […] Então, ela o pegou pelas vestes e lhe disse: Deita-te comigo; ele, porém, deixando as vestes nas mãos dela, saiu, fugindo para fora. Vendo ela que ele fugira para fora, mas havia deixado as vestes nas mãos dela, chamou pelos homens de sua casa e lhes disse: Vede, trouxe-nos meu marido este hebreu para insultar-nos; veio até mim para se deitar comigo; mas eu gritei em alta voz. […] Tendo o senhor ouvido as palavras de sua mulher, como lhe tinha dito: Desta maneira me fez o teu servo; então, se lhe acendeu a ira. E o senhor de José o tomou e o lançou no cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam encarcerados; ali ficou ele na prisão.” (Gn 39:7-8,12-14,19-20).

“Após ter lido o relato bíblico sobre José, tente pôr-se na sua pele. Imagine como ele deve ter ficado desanimado. Imagine o potencial de ira amargura que ele poderia ter desenvolvido, e com razão. Embora a Bíblia não nos conte em detalhes quais foram suas emoções, não é difícil imaginar a dor que ele sofreu por tanta traição e deslealdade.”

“Não obstante, José se voltou para o Senhor nessas dificuldades e, no fim, boas coisas resultaram desses eventos. Depois de ter sido vendido por seus irmãos, José passou realmente pela conversão e teve um relacionamento muito mais íntimo com Deus. ‘Contaram-lhe a respeito das promessas do Senhor a Jacó, e como tinham elas se cumprido – como, na hora de necessidade, os anjos de Deus tinham vindo instruí-lo, consolá-lo e protegê-lo. E aprendera acerca do amor de Deus, provendo um Redentor aos homens. Todas estas lições preciosas vinham agora vividamente diante dele. José acreditava que o Deus de seus pais seria o seu Deus. Ali mesmo se entregou então completamente ao Senhor […]’ (Ellen G. White, Patriarcas e profetas, p. 213-214).”

Os textos bíblicos a seguir mostram como as situações ruins podem ser transformadas em boas. “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.” (Rm 5:3-5). “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação! É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus.” (2 Co 1:3-4). “Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida. Contudo, já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos;” (2 Co 1:8-9).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – segunda-feira 14 de fevereiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A paciência de Jó

Lições da Bíblia.

Jó se tornou um exemplo para ser imitado por sua paciência. “Irmãos, tomai por modelo no sofrimento e na paciência os profetas, os quais falaram em nome do Senhor. Eis que temos por felizes os que perseveraram firmes. Tendes ouvido da paciência de Jó e vistes que fim o Senhor lhe deu; porque o Senhor é cheio de terna misericórdia e compassivo.” (Tg 5:10-11). “Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal. […] Sucedeu um dia, em que seus filhos e suas filhas comiam e bebiam vinho na casa do irmão primogênito, que veio um mensageiro a Jó e lhe disse: Os bois lavravam, e as jumentas pasciam junto a eles; de repente, deram sobre eles os sabeus, e os levaram, e mataram aos servos a fio de espada; só eu escapei, para trazer-te a nova. Falava este ainda quando veio outro e disse: Fogo de Deus caiu do céu, e queimou as ovelhas e os servos, e os consumiu; só eu escapei, para trazer-te a nova. Falava este ainda quando veio outro e disse: Dividiram-se os caldeus em três bandos, deram sobre os camelos, os levaram e mataram aos servos a fio de espada; só eu escapei, para trazer-te a nova. Também este falava ainda quando veio outro e disse: Estando teus filhos e tuas filhas comendo e bebendo vinho, em casa do irmão primogênito, eis que se levantou grande vento do lado do deserto e deu nos quatro cantos da casa, a qual caiu sobre eles, e morreram; só eu escapei, para trazer-te a nova.” (Jó 1:1,13-19). “Então, saiu Satanás da presença do SENHOR e feriu a Jó de tumores malignos, desde a planta do pé até ao alto da cabeça. Jó, sentado em cinza, tomou um caco para com ele raspar-se. Então, sua mulher lhe disse: Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre.” (Jó 2:7-9).

“Uma senhora submetida a aconselhamento para se recuperar de uma séria crise disse aos amigos que uma ideia transmitida pelo conselheiro foi fundamental para sua recuperação. ‘O que mais me ajudou’, ela disse, ‘foi que o conselheiro insistia que minhas situações dolorosas teriam fim. Parece escuro e interminável agora, o conselheiro costumava dizer, mas não vai durar muito tempo mais. Esse pensamento me ajudou a obter o poder de recuperação’. Em outras palavras, o conselheiro manteve viva a esperança da paciente.”

“Como ter a paciência aumentada? George Goodman, da Inglaterra, certa vez recebeu um jovem que precisava de oração. Ele expressou diretamente sua necessidade: ‘Sr. Goodman, desejo que o senhor ore para que eu tenha paciência’.”

“O idoso homem respondeu: ‘Sim, vou orar para que você tenha tribulação. Ah não, senhor’, o jovem respondeu, ‘é de paciência que preciso’. ‘Entendendo’ disse Goodman, ‘e vou orar para que você tenha tribulação’. Então o professor de Bíblia abriu a Bíblia e leu Romanos 5:3 para jovem pasmo: ‘E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança’.”

A história de Jó oferece um exemplo supremo do poder de recuperação. No início da vida, Jó entendeu que Deus é misericordioso e justo. Ele não entendia as razões de seu sofrimento; não encontrou apoio na esposa; sua propriedade e seus filhos foram destruídos, e então, ele contraiu uma doença horrível. Mas, de alguma forma, em meio a tudo isso, ele nunca perdeu a fé em Deus e persistiu até que a tragédia terminasse.

Jó se apegou a esperança de seu redentor. “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra.” (Jó 19:25).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – domingo 13 de fevereiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Poder de recuperação

Lições da Bíblia.

“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares; ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes se estremeçam.” (Salmo 46:1-3).

“Resiliência (capacidade de recuperação) nas provações é o resultado de aprender a ser paciente e ter fé na providência, forçar e infalível bondade de Deus para conosco, independentemente do que aconteça. Mesmo os momentos mais difíceis de desespero –aqueles em que somos levados pelo ‘vale da sombra da morte’ e que ameaçam nos destruir- são oportunidades para crescer na graça de Deus, cultivando resiliência emocional, mental e espiritual.”

“O poder de recuperação é o processo de enfrentar adversidades, traumas, tragédias, ameaças, ou estresse extremos e retornar em bom estado sem ser muito afetado negativamente pela experiência. O conceito tem recebido crescente atenção pela importância do poder da recuperação diante das atividades da vida. Afinal quem entre nós, vez por outra, não enfrenta razoáveis fatores estressantes, de uma forma ou de outra? A pergunta é: Como ter poder de recuperação para lidar com o que acontece e não ser destruído emocionalmente no processo?”

“Na década de 1960, Victor e Mildred Goertzel escreveram Cradles of Eminence [Berços de Eminência], que apresenta análises biográficas de mais de 700 personagens que passaram por grandes adversidades na infância (lares destruídos, limitações financeiras, físicas e/ou impedimentos psicológicos, etc.) e ainda alcançaram grande sucesso. O livro foi atualizado em 2004.”

“A Bíblia também fala de pessoas que tiveram que enfrentar adversidades mas que, pela graça de Deus, reagiram e venceram os problemas. A pesar das circunstâncias difíceis e até falhas de caráter, elas foram usadas por Deus porque tiveram o poder de recuperação para avançar, mesmo em meio de circunstâncias adversas.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – sábado 12 de fevereiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Tristeza mortal

Lições da Bíblia.

Leia e medite: “Em seguida, foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar; e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo. Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres. E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade. E, voltando, achou-os outra vez dormindo; porque os seus olhos estavam pesados.” (Mat. 26:36-43). Jesus estava mergulhado ‘numa tristeza mortal’ (v. 38, NVI). “Pense na agonia de Jesus, diante da falta de apoio social e da traição de Seus discípulos, da aparente separação de Deus, e da carga de culpa da humanidade. Seu sofrimento ultrapassou qualquer episódio depressivo experimentado pelos mortais.”

“Ao Se aproximar do Getsêmani, [Jesus] Se tornou estranhamente mudo. Muitas vezes estivera ali, para meditar e orar; mas nunca com o coração tão cheio de tristeza como nessa noite de Sua última agonia. Durante Sua vida na Terra, andara à luz da presença de Deus. Quando em conflito com homens que eram inspirados pelo próprio espírito de Satanás, podia dizer: ‘Aquele que Me enviou está comigo; o Pai não Me tem deixado só, porque Eu faço sempre o que Lhe agrada’ (Jo 8:29). Agora, porém, parecia excluído da luz da mantenedora presença de Deus. Era então contado entre os transgressores. Devia suportar a culpa da humanidade caída. Sobre aquele que não conheceu pecado, devia pesar a iniquidade da humanidade. Tão terrível Lhe parecia o pecado, tão grande o peso da culpa que devia levar sobre Si, que foi tentado a temer que ele O separasse para sempre do amor do Pai. Sentindo quão terrível é a ira de Deus contra a transgressão, exclamou: ‘A Minha alma está profundamente triste até a morte’” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 685).

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Esperança contra a angústia

Lições da Bíblia.

A saída do profeta para os problemas sociais e interpessoais à sua volta foi olhar para o Senhor e esperar em Deus, que nos ouve. “Ai de mim! Porque estou como quando são colhidas as frutas do verão, como os rabiscos da vindima: não há cacho de uvas para chupar, nem figos temporãos que a minha alma deseja. Pereceu da terra o piedoso, e não há entre os homens um que seja reto; todos espreitam para derramarem sangue; cada um caça a seu irmão com rede. As suas mãos estão sobre o mal e o fazem diligentemente; o príncipe exige condenação, o juiz aceita suborno, o grande fala dos maus desejos de sua alma, e, assim, todos eles juntamente urdem a trama. O melhor deles é como um espinheiro; o mais reto é pior do que uma sebe de espinhos. É chegado o dia anunciado por tuas sentinelas, o dia do teu castigo; aí está a confusão deles. Não creiais no amigo, nem confieis no companheiro. Guarda a porta de tua boca àquela que reclina sobre o teu peito. Porque o filho despreza o pai, a filha se levanta contra a mãe, a nora, contra a sogra; os inimigos do homem são os da sua própria casa. Eu, porém, olharei para o SENHOR e esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá.” (Miq. 7:1-7)

“Apenas nos primeiros seis versos, Miqueias descreve um completo leque de atos imorais, pouco éticos e agressivos que havia em seu tempo. Sempre houve diversas formas de opressão e abuso, falta de respeito e consideração, corrupção e engano, desde o começo do pecado. Até hoje, todos enfrentamos esses males. Basta pegar o jornal de hoje, e você poderá encontrar uma correlação direta com a miséria de Israel naquele tempo. Esse caos sociológico se torna especialmente nocivo quando chega perto de casa – afetando algum vizinho, amigo, cônjuge, filho, pai” (Mq 7:5, 6).

“Relacionamentos interpessoais altamente defeituosos levam a muito estresse e estão associadas à depressão. A esperança é o ingrediente conclusivo claramente indicado por Miqueias (v. 7) para sobreviver em meio a uma crise assim.”

“A esperança apresentada na Bíblia vai muito além de uma expectativa positiva. Ela abrange uma perfeita solução e salvação final a partir da redenção em Jesus Cristo. A histórica ‘bendita esperança’ dos adventistas do sétimo dia deve se tornar o ponto focal de nossa vida. A expectação pela vinda de Jesus nos ajuda a obter perspectiva sobre muitas coisas desagradáveis que nos cercam e nos permite olhar com confiança em direção à eternidade.”

Há uma esperança nos é oferecida nas promessas da Bíblia, não haverá lembranças do passado. “Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas.” (Isa. 65:17). “Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça.” (2 Ped. 3:13). “Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” (Apoc. 21:2-4).

“A fé na nova criação pode trazer conforto àquele que sofre.“

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – quinta-feira 10 de fevereiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF