Desejando ser Deus

Lições da Bíblia.

“Permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas” (Ez 28:14).

“Ezequiel usou uma figura de linguagem que representa a localização do governo de Deus ou do próprio Céu. Quando Ezequiel descreveu Lúcifer no monte de Deus, suas palavras mostraram a alta posição que Deus deu a esse ser criado e os privilégios que lhe foram concedidos. Outros exemplos na Bíblia indicam que uma experiência na montanha tinha grande significado. Por exemplo, Moisés subiu ao monte para se encontrar com Deus (Êx 19:20); Jesus e três de Seus discípulos se reuniram em uma alta montanha, onde Jesus foi transfigurado (Mt 17:1, 2).”

“No brilho das pedras andavas” (Ez 28:14). “Nesse verso novamente o profeta Ezequiel usa um simbolismo para indicar a presença de Deus: ‘pedras afogueadas’. O Senhor apareceu a Moisés, Arão e os outros líderes desta forma: ‘E viram o Deus de Israel, sob cujos pés havia uma como pavimentação de pedra de safira, que se parecia com o céu na sua claridade’ (Êx 24:10).”

“Apesar de todos os privilégios de Lúcifer, ele permitiu que maus pensamentos entrassem e corrompessem sua mente, pensamentos que finalmente levaram a ações, à rebelião e à ruína.”

Isaías traz outra descrição da queda de Lúcifer, nela é possível observar que “[…] Lúcifer se deixou dominar pelo descontentamento, inveja e cobiça em relação a Deus.” “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.” (Isa. 14:12-14).

“Os antigos romanos geralmente acreditavam que, quando um imperador morria, tornava-se uma divindade, o que explica as palavras de Vespasiano ao morrer: ‘Oh, meu Deus, acho que estou me tornando um deus’.”

“A tentação de fazer o papel de Deus pode ser mais sutil do que a maioria das pessoas imagina. Quando julgamos os motivos dos outros, quando assumimos as prerrogativas que não nos pertencem, quando tentamos controlar os outros de maneira inadequada, não estamos, em nosso próprio método, buscando assumir o papel de Deus?”

“Pense mais sobre o perigo que corremos, de buscar formas sutis que nos coloquem na posição de Deus. Como você pode ter feito a mesma coisa? Qual é, realmente, o único remédio para esse engano perigoso, mas muitas vezes sutil?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 6 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A queda de um ser perfeito

Lições da Bíblia.

“Por mais difícil que seja para nós, com nossa visão limitada da realidade, imaginar isso, Lúcifer deve ter sido um ser de aparência incrível. Veja novamente a descrição dele em Ezequiel 28: sábio, formoso, vestido com todas aquelas pedras majestosas. Sua aparência era impressionante! Se olharmos atentamente para Ezequiel 28:13, podemos notar um ponto interessante. Depois de falar de todos os ornamentos que estavam em seu manto, o texto diz: ‘No dia em que foste criado, foram eles preparados’. O aspecto do revestimento e das vestes de Lúcifer simplesmente refletia sua posição exaltada. Como veremos ao longo deste trimestre, as roupas podem revelar muita coisa sobre nossa condição e posição. Assim, se o vestuário de Lúcifer sugeria alguma coisa, era o fato de que ele era um ser exaltado e encantador, poderoso e influente.”

De acordo com Ezequiel, o que ocasionou a queda de Lúcifer foi a “[…] exaltação e corrupção por causa da própria beleza e sabedoria.” “Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem.” (Ezeq. 28:17).

“A ironia de tudo isso é que, por mais maravilhosos que fossem os trajes de Lúcifer, por mais bonita que fosse sua pessoa, por mais sábio que fosse ele, de onde provinha tudo isso? É claro, tudo que Lúcifer tinha, tudo que ele havia alcançado, e as maravilhosas ‘vestes’ que o revestiam, tudo isso era proveniente unicamente de Deus. Mais uma vez, estamos falando de um ser criado: seu manto, sua beleza e sua sabedoria eram todos dons de Deus. Sem o Senhor, ele não teria possuído nada e não haveria sido nada. No entanto, de algum modo, o ser que viveu mais perto de Deus se esqueceu desse ponto importante.”

Em Deuteronômio encontramos um princípio fundamental: “Devemos ser gratos porque Deus nos guia, disciplina, sustenta e abençoa. Em seu orgulho, Lúcifer se esqueceu da fonte do seu brilho.” “Guarda-te não te esqueças do SENHOR, teu Deus, não cumprindo os seus mandamentos, os seus juízos e os seus estatutos, que hoje te ordeno; para não suceder que, depois de teres comido e estiveres farto, depois de haveres edificado boas casas e morado nelas; depois de se multiplicarem os teus gados e os teus rebanhos, e se aumentar a tua prata e o teu ouro, e ser abundante tudo quanto tens, se eleve o teu coração, e te esqueças do SENHOR, teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão, que te conduziu por aquele grande e terrível deserto de serpentes abrasadoras, de escorpiões e de secura, em que não havia água; e te fez sair água da pederneira; que no deserto te sustentou com maná, que teus pais não conheciam; para te humilhar, e para te provar, e, afinal, te fazer bem. Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. Antes, te lembrarás do SENHOR, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê.” (Deut. 8:11-18).

“Especialmente em tempos de prosperidade e riqueza, como é fácil nos esquecermos de como dependemos do Senhor para tudo. Em termos práticos, o que podemos fazer diariamente para não cair na armadilha de olhar para nossas ‘vestes maravilhosas’ (nossa sabedoria, nosso sucesso e nossa prosperidade, sejam quais forem as formas em que isso aconteça), e esquecer de como dependemos do Senhor para todas as coisas?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 5 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Um ser belo e perfeito

Lições da Bíblia.

“Entre as criaturas de Deus, que antes não existiam, e depois passaram a existir, estava a hoste angelical. O principal entre os anjos era o ser criado chamado Lúcifer, cuja queda é contada em Ezequiel 28, na figura do rei de Tiro.”

Lúcifer é descrito como o “[…] querubim da guarda ungido, perfeito, sábio e belo. Era revestido com pedras preciosas e ouro, simbolizando a santidade e nobreza.” “Filho do homem, levanta uma lamentação contra o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o SENHOR Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura. Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras preciosas te cobrias: o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo e a esmeralda; de ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos; no dia em que foste criado, foram eles preparados. Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti. Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem. Pela multidão das tuas iniqüidades, pela injustiça do teu comércio, profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu, e te reduzi a cinzas sobre a terra, aos olhos de todos os que te contemplam. Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; vens a ser objeto de espanto e jamais subsistirás.” (Ezeq. 28:12-19)

“Descrevendo Lúcifer como o ‘filho da alva’, Isaías 14:12 registra como Deus o retratou em seu estado de inocência. Em Ezequiel 28:12 Deus o descreveu como ‘o sinete da perfeição’; a palavra perfeição poderia ser traduzida como ‘modelo’. Em outras palavras: ‘Você era um exemplo de perfeição [NTLH]’ (The SDA Bible Commentary, v. 4, p. 675). Lúcifer também foi descrito como ‘estrela da manhã’ ou ‘brilhante’ (Is 14:12, NTLH). Em hebraico, htlel (brilhante) e seus equivalentes em línguas relacionadas geralmente eram aplicados ao planeta Vênus, quando aparecia em seu brilho inigualável como a estrela da manhã.”

“Imagine-se usando uma vestimenta, um manto, feito possivelmente de rubis, diamantes, topázio, berilo, ônix, jaspe, safira, esmeralda, crisólito e turquesa, engastados em ouro. Embora pudéssemos tentar visualizar as cores das vestes de Lúcifer (vermelho, amarelo, verde, azul-celeste, azul-esverdeada, verde-oliva), nossa visão terrena das joias celestiais e das cores majestosas jamais nos permitiria contemplar esse manto como os anjos podiam. Como um ser celestial, adornado com tanto esplendor e com a mais alta posição entre eles, Lúcifer certamente deve ter alcançado o respeito e a afeição de todos os outros anjos.”

“Os anjos desejavam agir de acordo com as ordens recebidas. Eles refletiam a beleza de seu Criador e O louvavam pelo privilégio de viver no paraíso de harmonia celestial. Seu constante louvor ao Criador inspirava amor desinteressado de uns para com os outros e, enquanto esse foi seu único desejo, viveram em um ambiente estável, inigualável e amoroso. Nesse ambiente celestial reinaram harmonia, perfeição, amor e adoração, uma descrição que nós, como seres humanos, nem podemos imaginar.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 4 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O Criador de tudo

Lições da Bíblia.

“O Nosso Deus é o Criador. ‘No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.’ João 1:1-3 deixa claro que tudo que foi criado, ou seja, tudo que antes não existia, mas passou a existir, surgiu unicamente pela ação do Senhor.”

“Certa vez, alguém perguntou: ‘Por que há algo em lugar do nada?’ Talvez essa seja a mais básica de todas as perguntas que já foram feitas. Essa ideia é igualmente interessante à luz do que é conhecido como a Teoria do Big Bang, que ensina que nosso Universo, em vez de ser eterno, como muitos acreditaram durante milênios, passou a existir bilhões de anos atrás. Quer a teoria se verifique verdadeira ou falsa, muitos a têm visto como evidência de um Deus, um Criador, porque muita ciência, muita física, e muitas equações matemáticas foram necessárias para que o Big Bang houvesse ocorrido. E, como um cientista perguntou: ‘Quem soprou fogo nas equações?’ Nós sabemos a resposta, não é mesmo?”

“Agora, os cientistas especulam também que há imensas áreas inteiramente fora da nossa visão, as quais são preenchidas com o que se chama de matéria escura e energia escura. O que isso deveria nos dizer, no mínimo, é que somos muito limitados em nossa visão do que realmente está lá fora.”

O relato bíblico deixa claro que Jesus é o criador de tudo. “pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.” (Col. 1:16-17). “Precisamos ser humildes porque conhecemos apenas uma parte da criação.”

“Observe também naqueles versos que, não somente todas essas coisas foram criadas por Deus, elas também foram criadas ‘para Ele’. O que isso poderia significar? Como podemos entender isso? O que deve significar para nós saber que também fomos criados ‘para Ele’?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 3 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Da glória ao pó

Lições da Bíblia.

“Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti” (Ez 28:15).

“A liberdade que Deus nos dá de escolhê-Lo e escolher o modo de vida que Ele deseja que tenhamos nos permite escolher o inverso. Deus não força Sua vontade sobre nós. Precisamos escolhê-Lo conscientemente todos os dias da vida. Quando alimentou orgulho pelos seus dons e buscou mais do que Deus lhe havia dado, Lúcifer cultivou o mal em seu coração e encorajou a dúvida nos outros. Isso trouxe guerra no Céu e tragédia à Terra.”

O texto de Ezequiel 28:15, “[…] deve ser um dos mais profundos em toda a revelação. Duas palavras cruciais se destacam: perfeito e iniquidade, com a última (iniquidade) incluída na primeira (perfeito). Isso significa que, contido na ideia de ser perfeito, de ter perfeição (mesmo no Céu!), estava o potencial para a iniquidade. Como a maldade poderia ser encontrada em um ser criado ‘perfeito’, a menos que a perfeição possibilitasse isso? A iniquidade não poderia surgir em um ser criado perfeito, a não ser que o fato de ser “perfeito” incluísse essa possibilidade, o que obviamente aconteceu.”

“O que esse texto mostra é que, no Universo de Deus, o conceito de ‘perfeito’ inclui liberdade moral, a capacidade de escolher entre o certo e o errado. Se não fosse assim, como a humanidade ainda poderia ser moral e livre? Uma empresa pode ser capaz de configurar programas que bloqueiam os funcionários de acessar pornografia, jogos de azar ou outros sites imorais na Internet, mas ninguém chamaria o programa em si de ‘moral’ ou ‘livre’.”

“O que temos, então, é um ser, Lúcifer, tão altamente exaltado, que mesmo suas vestes e sua cobertura receberam atenção especial nas Escrituras, porém ele abusou da sua liberdade e se afastou do Senhor. O que podemos aprender de seu erro trágico?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 2 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A Justiça Pela Fé

Lições da Bíblia.

“O pensamento de que a justiça de Cristo nos é imputada, não por algum mérito de nossa parte, mas como um dom gratuito de Deus, é um precioso pensamento. O inimigo de Deus e do homem não quer que esta verdade seja claramente apresentada; pois sabe que, se o povo a aceitar plenamente, está despedaçado o seu poder. Se ele pode dominar a mente de maneira que a dúvida e a incredulidade e as trevas constituam a experiência dos que professam ser filhos de Deus, ele os pode vencer com a tentação.

Aquela fé simples, que toma a Deus em Sua palavra, deve ser estimulada. O povo de Deus deve ter aquela fé que lança mão do poder divino; ‘porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus’. Efés. 2:8. Os que crêem que Deus, por amor de Cristo, lhes perdoou os pecados, não devem, pela tentação, deixar de prosseguir em combater o bom combate da fé. Sua fé deve-se tornar mais forte, até que sua vida cristã bem como suas palavras, declarem: ‘O sangue de Jesus Cristo… nos purifica de todo o pecado.’ I João 1:7.

Se queremos ter o espírito e poder da terceira mensagem angélica, temos de apresentar a lei e o evangelho juntos, pois eles andam de mãos dadas. À medida que um poder de baixo está incitando os filhos da desobediência para anular a lei de Deus, e pisar a verdade de que Cristo é nossa justiça, um poder de cima está operando no coração dos leais, para exaltarem a lei, e erguerem a Jesus como Salvador completo.” (Ellen G. White, Obreiros evangélicos, p. 161).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 31 de março de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Graça barata e legalismo

Lições da Bíblia.

“Em toda a Bíblia, os escritores inspirados enfatizam a necessidade de obediência. Pensar que não importa o que fazemos, desde que Cristo esteja em nosso coração, é um engano. Se Cristo realmente vive em nosso coração, boas ações devem, necessariamente, ser o resultado. Ao mesmo tempo, não é menos fatal pensar que podemos ser salvos pelas nossas próprias obras de obediência. Paulo escreveu um relatório impressionante de sua vida, realizações e linhagem, antes de conhecer Jesus: ele foi circuncidado ao oitavo dia, era descendente de Israel, era fariseu, tinha zelo e era irrepreensível. Isso demonstra legalismo. Após sua conversão, ele chamou essas coisas de lixo, comparadas com o conhecimento de Cristo. Ele obteve justiça ao aceitar o manto da justiça de Cristo e queria se tornar como Ele.”

Em Filipenses 3:3-16, Paulo expressa a grande verdade da salvação pela fé e o que isso significa na vida de uma pessoa salva. “Porque nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne. Bem que eu poderia confiar também na carne. Se qualquer outro pensa que pode confiar na carne, eu ainda mais: circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu, quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível. Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé; para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos. Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento; e, se, porventura, pensais doutro modo, também isto Deus vos esclarecerá. Todavia, andemos de acordo com o que já alcançamos.” (Filip. 3:3-16)

“Teologicamente, temos que fazer a diferença entre a justiça imputada de Cristo – a justiça que nos justifica – e a obra que o Espírito Santo faz em nós para nos transformar. Mas nunca devemos separá-las no contexto do que significa ser cristão. Precisamos das duas. Ter a primeira sem a segunda é como ter uma moeda com apenas um lado. Isso não existe.”

“A compreensão de que a obediência vem como um dom nos livra de duas valas: graça barata e legalismo. Primeiro, acreditaremos na importância de obedecer e, segundo, nossa obediência não será meritória, pois a teremos recebido como um dom. Somos tão dependentes de Cristo para obedecer à lei e ser santificados como somos para ser justificados e perdoados diante de Deus. O Senhor está mais do que disposto; Ele está ansioso, não só para nos justificar, mas para nos dar a vitória sobre o pecado e o eu. Como sempre, nossa vontade continua sendo o fator imprevisível: Quão dispostos estamos a Lhe entregar nosso eu, diariamente, ‘para O conhecer, e o poder da Sua ressurreição, e a comunhão dos Seus sofrimentos, conformando-[nos] com Ele na Sua morte’ (Fp 3:10)?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 31 de março de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A roupa faz o homem

Lições da Bíblia.

“Um autor escreveu uma pequena história sobre dois bandidos medíocres tentando realizar um assalto. No plano, um dos bandidos deveria vestir o uniforme de policial e ficar em frente ao local a ser assaltado. Dessa forma, com ele ali, ninguém desconfiaria, enquanto seu parceiro realizasse o assalto. No entanto, a história terminou com o parceiro vestido como policial, prendendo o outro. Vestido como policial, ele começou a agir como tal! Essa história traz uma questão relevante para nosso tema. Sim, pela fé somos cobertos pela justiça de Cristo, Seu ‘manto de justiça’, como ela é chamada. Nascemos de novo e temos vida nova em Cristo. Não há dúvida, portanto, de que nossa vida refletirá a roupa que vestimos.”

“Ao receber o manto da justiça de Cristo, assumimos um compromisso total de permitir que Ele coloque em nossa vida Seus atributos de caráter. Somos totalmente justificados pela graça, obra de um momento, e também recebemos poder para obedecer, que é assimilado ao longo do tempo e produzido como obra de uma vida. Por que pedir mais poder? Porque ‘tudo posso nAquele que me fortalece’ (Fp 4:13). Certamente, isso significaria, pelo menos, o poder para obedecer à Sua lei.”

O texto de Romanos 6:1-13 diz que tipo de vida devemos ter após estarmos cobertos, “vestidos” pela justiça de Jesus. “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos? Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição, sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos, sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele. Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça.” (Rom. 6:1-13).

“Paulo deixa muito claro que a pessoa que foi ‘crucificada’ com Jesus recebe um impacto radical, capaz de mudar a vida. Observe a imagem de vida e morte ali. Não há nada pela metade. Nossa antiga pessoa, que vestia trapos imundos, morreu; uma nova pessoa nasceu, vestida com a justiça de Jesus, uma justiça que se manifesta para que agora possamos andar ‘em novidade de vida’. Essa novidade significa que não devemos mais permitir que o pecado reine em nós. Temos recebido muitas promessas de vitória. A pergunta é: Será que reivindicaremos essas promessas para nós?”

“Que aspectos de sua vida revelam a realidade de sua experiência com Deus? Quais são as áreas em que você está lutando?”

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