A Discrição de Paulo

Lições da Bíblia.

[…] ‘Porque, sendo livre para com todos,’ escreveu ele [Paulo] aos coríntios, ‘fiz-me servo de todos, para ganhar ainda mais. E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivera debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivera sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para, por todos os meios, chegar a salvar alguns.’ I Cor. 9:19-22.

Paulo não se aproximava dos judeus de maneira a despertar-lhes os preconceitos. Não lhes dizia, a princípio, que deviam crer em Jesus de Nazaré; mas insistia nas profecias que falavam de Cristo, Sua missão e obra. Levava seus ouvintes passo a passo, mostrando-lhes a importância de honrar a lei de Deus. Dava a devida honra à lei cerimonial, mostrando que fora Cristo que instituíra a ordem judaica e o serviço sacrifical. Levava-os, então, até ao primeiro advento do Redentor, e mostrava que, na vida e morte de Cristo, se havia cumprido tudo como estava especificado nesse serviço sacrifical.

Dos gentios, Paulo se aproximava exaltando a Cristo, e apresentando as exigências da lei. Mostrava como a luz refletida pela cruz do Calvário dava significação e glória a toda a ordem judaica.

Assim variava o apóstolo sua maneira de trabalhar, adaptando sua mensagem às circunstâncias em que se achava. Depois de paciente trabalho, tinha grande medida de êxito; entretanto, muitos havia que não se convenciam. Alguns há, hoje, que não se convencerão seja qual for o método de apresentar a verdade; e o obreiro de Deus deve estudar cuidadosamente métodos melhores, a fim de não despertar preconceitos nem combatividade. Eis onde alguns têm fracassado. Seguindo suas inclinações naturais, têm fechado portas pelas quais, com outra maneira de agir, poderiam ter encontrado acesso a corações e, por intermédio desses, a outros ainda.

Os obreiros de Deus devem ser homens de múltiplas facetas; isto é, devem possuir largueza de caráter. Não devem ser homens apegados a uma só idéia, estereotipados em sua maneira de agir, incapazes de ver que sua defesa da verdade deve variar segundo a espécie de pessoas entre as quais trabalham, e as circunstâncias que se lhes deparam. (Ellen G. White, Obreiros evangélicos, p. 117-119).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 14 de outubro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A preocupação de Paulo

Lições da Bíblia.

“A situação em Antioquia certamente estava tensa: Paulo e Pedro, dois líderes da igreja, estavam em conflito aberto. E Paulo não se conteve quando pediu a Pedro que explicasse seu comportamento.”

6. Por que Paulo confrontou Pedro publicamente? “Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe face a face, porque se tornara repreensível. Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar-se, temendo os da circuncisão. E também os demais judeus dissimularam com ele, a ponto de o próprio Barnabé ter-se deixado levar pela dissimulação deles. Quando, porém, vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a Cefas, na presença de todos: se, sendo tu judeu, vives como gentio e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?” (Gál. 2:11-14). “Quando os judaizantes chegaram, Pedro se ajuntou a eles, evitou os gentios e trouxe perplexidade aos cristãos.”

“Como Paulo percebeu, o problema não foi a decisão de Pedro de comer com os visitantes de Jerusalém. Antigas tradições sobre hospitalidade certamente exigiam o mesmo.”

“A questão era ‘a verdade do evangelho’. Ou seja, não era apenas uma questão de envolvimento social ou de comer juntos. Na realidade, as ações de Pedro afetavam toda a mensagem do evangelho.”

7. Qual foi a razão pela qual Paulo reagiu de maneira tão forte? “Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” (Gál. 3:28). “no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos.” (Col. 3:11). “Sua atitude poderia dividir a igreja. Cristãos gentios e judeus eram iguais diante de Deus. O preconceito era inaceitável.”

“Durante o encontro de Paulo com Pedro e os outros apóstolos em Jerusalém, eles haviam chegado à conclusão de que os gentios podiam desfrutar todas as bênçãos em Cristo, sem ter que primeiramente se submeter à circuncisão. A atitude de Pedro nessa ocasião colocava em perigo esse acordo. Onde antes os cristãos judeus e gentios se haviam unido em um ambiente de livre comunhão, agora a comunidade estava dividida, e isso trazia a perspectiva de uma igreja dividida no futuro.”

“Do ponto de vista de Paulo, o comportamento de Pedro sugeria que os cristãos gentios fossem fiéis de segunda categoria, na melhor das hipóteses, e que ele acreditava que as ações de Pedro colocariam forte pressão sobre os gentios para que se sujeitassem, se quisessem experimentar plena comunhão. Assim, Paulo disse: ‘Você é judeu, mas vive como gentio e não como judeu. Portanto, como pode obrigar gentios a viverem como judeus?’ (Gl 2:14, NVI). A frase ‘viverem como os judeus’ pode ser traduzida de forma mais literal como ‘judaizar’. Esta palavra era uma expressão comum que significava ‘adotar o modo de vida judaico’. Era aplicada aos gentios que frequentavam a sinagoga e participavam de outros costumes judaicos. Essa foi também a razão pela qual os adversários de Paulo na Galácia, a quem ele chamava de falsos irmãos, foram muitas vezes chamados de ‘judaizantes’.”

“Como se as atitudes de Pedro não fossem ruins o bastante, Barnabé, alguém que deveria ter bom senso, também foi envolvido nesse tipo de comportamento. Que exemplo claro do poder da ‘pressão social’! Como podemos nos proteger para não sermos influenciados no caminho errado por aqueles que nos rodeiam?”

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Confronto em Antioquia

Lições da Bíblia.

“Algum tempo após a conferência de Paulo em Jerusalém, Pedro fez uma visita a Antioquia da Síria, o local da primeira igreja gentílica e a base das atividades missionárias de Paulo descritas em Atos. Enquanto esteve ali, Pedro comeu livremente com os cristãos gentios, mas quando chegou um grupo de cristãos judeus da parte de Tiago, Pedro, com medo do que poderiam pensar, mudou totalmente seu comportamento.”

“5. Por que Pedro devia ter sido coerente? Qual é a influência da cultura arraigada e da tradição em nossa vida? Compare Gl 2:11-13 e At 10:28.” “Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe face a face, porque se tornara repreensível. Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar-se, temendo os da circuncisão. E também os demais judeus dissimularam com ele, a ponto de o próprio Barnabé ter-se deixado levar pela dissimulação deles.” (Gál. 2:11-13). “a quem se dirigiu, dizendo: Vós bem sabeis que é proibido a um judeu ajuntar-se ou mesmo aproximar-se a alguém de outra raça; mas Deus me demonstrou que a nenhum homem considerasse comum ou imundo;” (Atos 10:28). “Porque ele mesmo havia recebido uma visão de Deus afirmando que judeus e gentios são iguais perante o Pai.”

“Alguns têm erroneamente suposto que Pedro e os outros judeus que estavam com ele tinham deixado de seguir as leis do Antigo Testamento sobre alimentos puros e impuros. No entanto, esse não parece ter sido o caso. Se Pedro e todos os cristãos judeus tivessem abandonado as leis alimentares judaicas, certamente haveria acontecido um grande tumulto na igreja. Se isso houvesse ocorrido, com certeza haveria algum registro a esse respeito, mas não há. É mais provável que a questão fosse sobre compartilhar a mesa com os gentios. Visto que muitos judeus viam os gentios como imundos, era prática entre alguns deles evitar o contato social com os gentios, tanto quanto possível.”

“Pedro havia lutado com esse assunto, e somente uma visão de Deus o ajudou a ver claramente a questão. Pedro disse a Cornélio, o centurião romano, depois que entrou em sua casa: ‘Vocês sabem muito bem que é contra a nossa lei um judeu associar-se a um gentio ou mesmo visitá-lo. Mas Deus me mostrou que eu não deveria chamar impuro ou imundo a homem nenhum’ (At 10:28, NVI). Embora tivesse consciência, ele estava com tanto medo de ofender seus compatriotas que voltou aos seus velhos caminhos. Aparentemente, essa foi a força de atração da cultura e da tradição sobre a vida de Pedro.”

“Paulo, porém, chamou as ações de Pedro o que eram exatamente: a palavra grega que ele usou em Gálatas 2:13 é hipocrisia. Mesmo Barnabé, disse ele, se deixou ‘levar pela dissimulação deles’. Foram palavras fortes de um homem de Deus para outro.”

“Por que é tão fácil ser hipócrita? (Seria porque temos a tendência de fechar os olhos para nossas próprias faltas, enquanto ansiosamente procuramos defeitos nos outros?) Que tipo de hipocrisia você encontra em sua própria vida? Mais importante, como você pode reconhecê-la e então extirpá-la?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 12 de outubro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Unidade na diversidade

Lições da Bíblia.

3. Leia Gálatas 2:1-10. Paulo disse: Os falsos irmãos ‘infiltraram-se em nosso meio para espionar a liberdade que temos em Cristo Jesus e nos reduzir à escravidão’ (Gl 2:4, NVI). Do que os cristãos são livres? Como podemos experimentar essa liberdade? “Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão e jamais fomos escravos de alguém; como dizes tu: Sereis livres? Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado. O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (João 8:31-36). “sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado.” (Rom. 6:6-7). “Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado,” (Rom. 8:2-3). “Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela encerrados, para essa fé que, de futuro, haveria de revelar-se. De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé. Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio.” (Gál. 3:23-25). “De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus. Outrora, porém, não conhecendo a Deus, servíeis a deuses que, por natureza, não o são;” (Gál. 4:7-8). “Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele [Cristo], igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.” (Heb. 2:14-15). “Cristo nos liberta do pecado, da morte, do velho homem, da salvação pelas obras da lei e da circuncisão.”

“A liberdade, como condição da experiência cristã, é um conceito importante para Paulo. Ele usou essa palavra mais frequentemente do que qualquer outro autor do Novo Testamento, e, no livro de Gálatas, as palavras livre e liberdade ocorrem várias vezes. Liberdade, no entanto, para os cristãos significa ser livre em Cristo. É a oportunidade de ter uma vida de livre devoção a Deus. Envolve a liberdade da escravidão dos desejos de nossa natureza pecaminosa (Rm 6), liberdade da condenação da lei (Rm 8:1, 2) e liberdade do poder da morte (1Co 15:55).”

4. Os apóstolos reconheceram que a Paulo ‘havia sido confiada a pregação do evangelho aos incircuncisos, assim como a Pedro, aos circuncisos’ (Gl 2:7, NVI). O que isso sugere sobre a natureza da unidade e diversidade dentro da igreja? “Augustinho disse: ‘No essencial unidade, no não essencial liberdade, em tudo caridade’. Somos pessoas diferentes mais temos unidade em Cristo.”.

“Os apóstolos reconheceram que Deus havia chamado Paulo para pregar o evangelho aos gentios, assim como havia chamado Pedro para pregar aos judeus. Em ambos os casos, o evangelho era o mesmo, mas a forma de ser apresentado dependia do povo ao qual os apóstolos estavam tentando alcançar. Implícito nesse verso ‘está o importante reconhecimento de que uma e a mesma fórmula deve ser ouvida de diversas maneira e ter diferente força nos variados contextos sociais e culturais… É justamente essa unidade que é a base da unidade cristã, precisamente como a unidade na diversidade’ (James D. G. Dunn, The Epistle to the Galatians [A Epístola aos Gálatas], Peabody, Massachusetts: Hendrickson Publishers, Inc., 1993, p. 106).”

“Até que ponto devemos estar abertos a métodos de evangelismo e testemunho que nos tirem da nossa ‘zona de conforto’? Existem formas de evangelismo que o incomodam? Quais são elas? Por que o incomodam? Você precisa ter a mente mais aberta para essas coisas?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 11 de outubro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Circuncisão e os falsos irmãos

Lições da Bíblia.

“2. Por que a circuncisão foi um ponto tão importante na controvérsia entre Paulo e alguns judeus cristãos? Por que não é tão difícil entender como alguns poderiam ter acreditado que até mesmo os gentios necessitavam passar por isso?” “7 Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência. 8 Dar-te-ei e à tua descendência a terra das tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o seu Deus. 9 Disse mais Deus a Abraão: Guardarás a minha aliança, tu e a tua descendência no decurso das suas gerações. 10 Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo macho entre vós será circuncidado. 11 Circuncidareis a carne do vosso prepúcio; será isso por sinal de aliança entre mim e vós. 12 O que tem oito dias será circuncidado entre vós, todo macho nas vossas gerações, tanto o escravo nascido em casa como o comprado a qualquer estrangeiro, que não for da tua estirpe. 13 Com efeito, será circuncidado o nascido em tua casa e o comprado por teu dinheiro; a minha aliança estará na vossa carne e será aliança perpétua. 14 O incircunciso, que não for circuncidado na carne do prepúcio, essa vida será eliminada do seu povo; quebrou a minha aliança.” (Gên. 17:7-14). “Contudo, nem mesmo Tito, que estava comigo, sendo grego, foi constrangido a circuncidar-se. E isto por causa dos falsos irmãos que se entremeteram com o fim de espreitar a nossa liberdade que temos em Cristo Jesus e reduzir-nos à escravidão; aos quais nem ainda por uma hora nos submetemos, para que a verdade do evangelho permanecesse entre vós.” (Gál. 2:3-5). “Eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará.” (Gál. 5:2). “Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor.” (Gál. 5:6). “Alguns indivíduos que desceram da Judéia ensinavam aos irmãos: Se não vos circuncidardes segundo o costume de Moisés, não podeis ser salvos.” (Atos 15:1). “Insurgiram-se, entretanto, alguns da seita dos fariseus que haviam crido, dizendo: É necessário circuncidá-los e determinar-lhes que observem a lei de Moisés.” (Atos 15:5). “Cristãos judeus equivocados queriam impor a circuncisão dos gentios; acreditavam que a salvação dependia disso; ainda não compreendiam a nova aliança em Cristo.”

“A circuncisão era o sinal da relação de aliança que Deus havia estabelecido com Abraão, o pai da nação judaica. Embora a circuncisão fosse destinada apenas aos descendentes masculinos de Abraão, todas as pessoas eram convidadas para a relação de aliança com Deus. O sinal da circuncisão foi dado a Abraão em Gênesis 17. Isso ocorreu após a desastrosa tentativa de Abraão de ajudar Deus a cumprir Sua promessa de lhe dar um filho, ao gerar um filho com a escrava egípcia de sua esposa.”

“A circuncisão era um sinal apropriado da aliança, um lembrete de que os planos mais bem elaborados pelos seres humanos nunca podem realizar o que Deus prometeu. A circuncisão exterior devia ser um símbolo da circuncisão do coração [‘Circuncidai, pois, o vosso coração e não mais endureçais a vossa cerviz.’ (Deut. 10:16). ‘O SENHOR, teu Deus, circuncidará o teu coração e o coração de tua descendência, para amares o SENHOR, teu Deus, de todo o coração e de toda a tua alma, para que vivas.’ (Deut. 30:6). ‘Circuncidai-vos para o SENHOR, circuncidai o vosso coração, ó homens de Judá e moradores de Jerusalém, para que o meu furor não saia como fogo e arda, e não haja quem o apague, por causa da malícia das vossas obras.’ (Jer. 4:4). ‘Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus.’ (Rom. 2:29)]. Ela representa o despojamento da confiança própria e, em lugar disso, a constante dependência de Deus.”

“Na época de Paulo, no entanto, a circuncisão se havia tornado um importante sinal da identidade nacional e religiosa, tendo perdido o significado para o qual havia sido originalmente planejada. Cerca de cento e cinquenta anos antes do nascimento de Jesus, alguns patriotas excessivamente zelosos não só forçaram todos os judeus não circuncidados na Palestina a ser circuncidados, mas também exigiram isso de todos os homens que viviam nas nações vizinhas incluídas em sua jurisdição. Alguns até acreditavam que a circuncisão era o passaporte para a salvação. Isso pode ser visto em sátiras antigas que confiantemente declaram coisas como: ‘Os homens circuncidados não descem ao Geena [inferno]’ (C. E. B. Cranfield, A Critical and Exegetical Commentary on the Epistle to the Romans [Um Comentário Crítico e Exegético sobre a Epístola aos Romanos], Edinburgh: T. & T. Clark Ltda., 1975, p. 172).”

“Seria um erro supor que Paulo era contrário à circuncisão em si. O que Paulo contestava era a insistência para que os gentios se submetessem à circuncisão. Os falsos mestres diziam: ‘Se vocês não forem circuncidados conforme o costume ensinado por Moisés, não poderão ser salvos’ (At 15:1, NVI). Portanto, a questão não era realmente sobre a circuncisão, mas sobre a salvação. Ou a salvação é pela fé em Cristo apenas, ou é algo obtido pela obediência humana.”

“Hoje a circuncisão não é o problema da igreja. Mas, o que enfrentamos que se parece com essa questão?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 10 de outubro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A importância da unidade

Lições da Bíblia.

“1. De acordo com 1 Coríntios 1:10-13, é importante manter a unidade na igreja?” “Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer. Pois a vosso respeito, meus irmãos, fui informado, pelos da casa de Cloe, de que há contendas entre vós. Refiro-me ao fato de cada um de vós dizer: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo. Acaso, Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vós ou fostes, porventura, batizados em nome de Paulo?” (1 Cor. 1:10-13). “Cristo não se divide; somente Cristo morreu por nós; nEle somos batizados; apenas perto dEle podemos estar unidos.”

“Tendo refutado todas as alegações de que seu evangelho não havia sido dado por Deus, Paulo dirigiu sua atenção para outra acusação feita contra ele. Os falsos mestres da Galácia declaravam que o evangelho de Paulo não estava em harmonia com o que Pedro e os outros apóstolos ensinavam. Eles diziam que Paulo era um traidor.”

“Em resposta a essa acusação, Paulo narrou a viagem que fez a Jerusalém, cerca de catorze anos depois de sua conversão [‘Catorze anos depois, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também a Tito. Subi em obediência a uma revelação; e lhes expus o evangelho que prego entre os gentios, mas em particular aos que pareciam de maior influência, para, de algum modo, não correr ou ter corrido em vão.’ Gál. 2:1-2]. Embora não tenhamos certeza de quando essa viagem aconteceu, nenhuma viagem na antiguidade era um empreendimento fácil. Se ele viajou por terra de Antioquia para Jerusalém, a viagem de 480 quilômetros teria levado pelo menos três semanas e teria envolvido todos os tipos de dificuldades e perigos. No entanto, apesar dessas dificuldades, Paulo empreendeu a viagem, não porque os apóstolos o tivessem chamado, mas porque havia sido chamado pelo Espírito. E enquanto ele esteve ali, apresentou seu evangelho aos apóstolos.”

“Por que ele fez isso? Certamente não foi porque tivesse dúvidas sobre o que estava ensinando. Certamente ele não precisava de nenhum tipo de reafirmação da parte deles. Afinal, ele já havia proclamado o evangelho durante catorze anos. E embora não precisasse da permissão nem da aprovação deles, Paulo valorizava em grande medida o apoio e encorajamento dos outros apóstolos.”

“Portanto, a acusação de que sua mensagem era diferente foi um ataque não apenas a Paulo, mas também à unidade dos apóstolos e à própria igreja. Manter a unidade apostólica era fundamental, porque uma divisão entre a missão de Paulo aos gentios e a igreja matriz, em Jerusalém, teria trazido consequências desastrosas. Sem harmonia entre os cristãos gentios e judeus, ‘Cristo estaria dividido, e seria frustrada toda a energia que Paulo havia dedicado, e esperava dedicar, para a evangelização do mundo pagão’ (F. F. Bruce, The Epistle to the Galatians [A Epístola aos Gálatas], Grand Rapids, Michigan: William B. Eerdmans Publishing Company, 1982, p. 111).”

“Quais são as questões que ameaçam a unidade da Igreja hoje? Mais importante ainda: como lidamos com elas? Há assuntos mais importantes do que a própria unidade?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 08 de outubro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Unidade do evangelho

Lições da Bíblia.

“Completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude” (Fp 2:2, NVI).

“A unidade é uma característica chave da verdadeira igreja cristã, mas ela não significa apenas evitar conflitos ou ocultar legítimas diferenças. Ela deve ser fundamentada no evangelho. Em função das tradições judaicas que cegavam a igreja primitiva para a questão fundamental da fé na obra de Cristo, a igreja estava em perigo de perder sua compreensão do evangelho.”

“O reformador protestante João Calvino acreditava que desunião e divisão eram as principais estratégias do diabo contra a igreja, e advertiu que os cristãos deviam evitar dissensões como se essas fossem uma peste.”

“Mas a unidade deve ser preservada à custa da verdade? Imagine se Martinho Lutero, o pai da Reforma Protestante, quando foi levado a julgamento no Concílio de Worms, tivesse decidido renunciar a suas convicções sobre a salvação pela fé somente em nome da unidade!”

“Houvesse o reformador cedido num único ponto, e Satanás e suas hostes teriam ganho a vitória. Mas sua persistente firmeza foi o meio para a emancipação da igreja e o início de uma era nova e melhor” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 166).

“Em Gálatas 2:1-14, encontramos o apóstolo fazendo tudo que estava ao seu alcance para manter a unidade do círculo apostólico, diante das tentativas de alguns cristãos de destruí-la. Mas, apesar da importância que Paulo dava à unidade, ele se recusou a permitir que ela fosse alcançada de uma maneira que prejudicasse a verdade do evangelho. Embora haja espaço para a diversidade na unidade, o evangelho nunca deve ser comprometido no processo.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 08 de outubro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

"Rogo-vos que sejais como eu." Gál. 4:12.

Lições da Bíblia.

Havendo visitado as igrejas da Pisídia e regiões circunvizinhas, Paulo e Silas, juntamente com Timóteo, deram-se pressa em passar ‘pela Frígia e pela província da Galácia’ (Atos 16:6), onde com grande poder proclamaram as alegres novas da salvação. Os gálatas eram dados à adoração de ídolos, mas como os apóstolos lhes pregassem, rejubilaram-se na mensagem que prometia libertação do cativeiro do pecado. Paulo e seus cooperadores proclamaram a doutrina da justificação pela fé no sacrifício expiatório de Cristo. Apresentaram a Cristo como sendo Aquele que, vendo o estado desesperado da raça caída, veio para redimir a homens e mulheres mediante uma vida de obediência à lei de Deus, e o pagamento da penalidade da desobediência. E à luz do madeiro, muitos que nunca dantes haviam conhecido o verdadeiro Deus, começaram a compreender a magnitude do amor do Pai.

Assim foram os gálatas ensinados no que respeita às verdades fundamentais concernentes a ‘Deus Pai’ e a ‘nosso Senhor Jesus Cristo, o qual Se deu a Si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai’. Gál. 1:3 e 4. ‘Pela pregação da fé’, receberam o Espírito de Deus, e tornaram-se ‘filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.’ Gál. 3:2 e 26.

A maneira como Paulo viveu entre os gálatas foi tal que ele pôde afirmar mas tarde: ‘Rogo-vos que sejais como eu.’ Gál. 4:12. Seus lábios tinham sido tocados com a brasa viva do altar, e ele foi habilitado a sobrepor-se às fraquezas do corpo e a apresentar a Jesus como a única esperança do pecador. Os que o ouviam sabiam que ele havia estado com Jesus. Assistido com o poder do alto, estava capacitado a comparar as coisas espirituais com as espirituais e a demolir as fortalezas de Satanás. Corações eram quebrantados ao apresentar ele o amor de Deus como revelado no sacrifício de Seu único Filho, e muitos eram levados a perguntar: Que devo fazer para salvar-me?

Este método de apresentar o evangelho caracterizou o trabalho do apóstolo através de seu ministério entre os gentios. Conservava sempre diante deles a cruz do Calvário. ‘Não nos pregamos a nós mesmos’, declarou ele depois de anos em sua experiência, ‘mas a Cristo Jesus, o Senhor; e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus. Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.’ II Cor. 4:5 e 6.

Os consagrados mensageiros que nos primeiros dias do cristianismo levaram as alegres novas da salvação a um mundo a perecer, não permitiam que pensamentos de exaltação própria viessem empanar sua apresentação de Cristo, e Este crucificado. Não cobiçavam nem autoridade nem preeminência. Ocultando-se no Salvador, exaltavam o grande plano da salvação e a vida de Cristo, o Autor e Consumador deste plano. Cristo, o mesmo ontem, hoje e eternamente, era o seu insistente ensino. (Ellen G. White, Atos dos apóstolos, p. 207-209).

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