Do rancor para a restauração

Lições da Bíblia.

“5. Leia Mateus 18:15-17. Quais são os três passos ensinados por Jesus para resolver os conflitos quando somos prejudicados por outro membro da igreja? Como devemos aplicar essas palavras aos nossos relacionamentos?” “Se teu irmão pecar [contra ti], vai argui-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano.” (Mateus 18:15-17 RA). “A) Falar com a pessoa que nos ofendeu. B) Se a pessoa não nos ouvir, devemos levar uma ou duas testemunhas, na tentativa de reconciliação. C) Se o conflito não for resolvido, levar o assunto à comissão da igreja, que tentará resolver o conflito. O princípio para os nossos relacionamentos é fazer de tudo para alcançar a reconciliação.”

“O propósito de Jesus ao dar o conselho de Mateus 18 foi que os conflitos na igreja envolvessem a menor quantidade possível de pessoas. Sua intenção era que as duas pessoas envolvidas resolvessem sua própria dificuldade. Por isso, Jesus declarou: ‘Se teu irmão pecar contra ti, vai argui-lo entre ti e ele só’ (Mt 18:15). À medida que cresce o número de pessoas envolvidas em um conflito entre duas pessoas, mais contenda é criada. As pessoas apoiam um dos lados e ocorre uma batalha. Mas quando os cristãos tentam resolver suas diferenças em particular, no espírito de amor cristão e de compreensão mútua, é criada uma atmosfera de reconciliação. Esse ambiente é ideal para que o Espírito Santo trabalhe com as pessoas enquanto elas se esforçam para resolver suas diferenças.”

“Há momentos em que apelos pessoais para resolução de conflitos são ineficazes. Nesses casos, Jesus nos convida a levar uma ou duas pessoas conosco. Esse segundo passo no processo da reconciliação deve ser sempre seguido pelo primeiro passo, no sentido de unir as pessoas afastadas. Não devemos tomar partido. Precisamos demonstrar amor e compaixão cristãos como conselheiros e companheiros de oração, a fim de participar do processo de reconciliação de duas pessoas afastadas.”

“Há ocasiões em que todas as tentativas de resolver o problema não funcionam. Nesse caso, Jesus nos ensina a levar a questão perante a igreja. Certamente, Ele não está falando sobre interromper o culto do sábado de manhã para lidar com uma questão de conflito pessoal. Se as duas primeiras etapas não conseguiram reconciliar as duas partes, o problema deve ser tratado na comissão da igreja. Lembre-se: O propósito de Cristo é a reconciliação. Não é culpar uma parte e isentar a outra.”

“Não permita que seu ressentimento resulte em maldade. Não consinta que a ferida supure abrindo-se em palavras malignas, que venham a deixar uma nódoa na mente dos que ouvem você. Não admita que persistam em sua mente e na deles, pensamentos amargos. Vá ter com seu irmão e, em humildade e sinceridade, converse com ele sobre o problema” (Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, p. 499).

Quinta-feira, 19 de setembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Do atrito ao perdão

Lições da Bíblia.

“O que é o perdão? O perdão justifica o comportamento de alguém que nos ofendeu terrivelmente? O perdão depende do arrependimento do ofensor? E se a pessoa com quem eu estou aborrecido não merece o perdão?”

“4. Como as seguintes passagens nos ajudam a compreender a natureza do perdão?” “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida; e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação.” (Romanos 5:8-11 RA); “Porque, se em lenho verde fazem isto, que será no lenho seco? E também eram levados outros dois, que eram malfeitores, para serem executados com ele. Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, bem como aos malfeitores, um à direita, outro à esquerda. Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes.” (Lucas 23:31-34 RA); “De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus. Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Coríntios 5:20-21 RA); “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo. Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção.” (Efésios 4:26-30 RA). “Jesus nos perdoou e salvou mesmo sem merecermos. Assim precisamos perdoar os semelhantes, praticando a verdade, o perdão, a honestidade e a pureza.”

“Cristo tomou a iniciativa de nos reconciliar com Ele. É ‘a bondade de Deus [… que te] conduz ao arrependimento’ (Rm 2:4). Em Cristo, fomos reconciliados com Deus, sendo nós ainda pecadores. A reconciliação não foi produzida pelo nosso arrependimento e nossa confissão, mas pela morte de Cristo na cruz. Nossa parte é aceitar o que foi feito por nós.”

“É verdade que não podemos receber as bênçãos do perdão até confessarmos os pecados. Isso não significa que a confissão gera o perdão no coração de Deus. O perdão sempre esteve em Seu coração. Em vez disso, a confissão nos permite receber o perdão (1Jo 1:9). Ela é de vital importância, não porque mude a atitude de Deus para conosco, mas porque muda nossa atitude em relação a Ele. Quando nos submetemos ao poder de convencimento do Espírito Santo, nos arrependemos e confessamos os pecados, somos transformados.”

“O perdão também é muito importante para o bem-estar espiritual. A incapacidade de perdoar alguém que nos ofendeu, mesmo que a pessoa não mereça, pode prejudicar-nos mais do que a ela. Se alguém nos prejudicou e a dor nos consome por dentro porque não conseguimos perdoar, estamos permitindo que ela nos machuque ainda mais.”

“Perdão é libertar o outro da nossa condenação porque Cristo nos libertou da Sua condenação. Isso não justifica o comportamento da outra pessoa para conosco. Podemos ser reconciliados com alguém que nos ofendeu porque Cristo nos reconciliou consigo quando O ofendemos. Podemos perdoar porque somos perdoados. Podemos amar, porque somos amados. O perdão é uma escolha. Podemos escolher perdoar, apesar das ações e atitudes da outra pessoa. Esse é o verdadeiro espírito de Jesus.”

“Focalizar o perdão que recebemos em Cristo nos ajuda a perdoar os outros?”

Quarta-feira, 18 de setembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Da competição para a integração

Lições da Bíblia.

“3. A igreja em Corinto tinha graves problemas. Que princípios para a cura e restauração, vitais para o reavivamento e a reforma, foram esboçados por Paulo?” “Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servos por meio de quem crestes, e isto conforme o Senhor concedeu a cada um. Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; e cada um receberá o seu galardão, segundo o seu próprio trabalho. Porque de Deus somos cooperadores; lavoura de Deus, edifício de Deus sois vós. Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor; e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica. Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo.” (1 Coríntios 3:5-11 RA); “A respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. Sabeis que, outrora, quando éreis gentios, deixáveis conduzir-vos aos ídolos mudos, segundo éreis guiados. Por isso, vos faço compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus afirma: Anátema, Jesus! Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo. Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos. A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso. Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento; a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar; a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um, variedade de línguas; e a outro, capacidade para interpretá-las. Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente.” (1 Coríntios 12:1-11 RA); “Porque não ousamos classificar-nos ou comparar-nos com alguns que se louvam a si mesmos; mas eles, medindo-se consigo mesmos e comparando-se consigo mesmos, revelam insensatez. Nós, porém, não nos gloriaremos sem medida, mas respeitamos o limite da esfera de ação que Deus nos demarcou e que se estende até vós. Porque não ultrapassamos os nossos limites como se não devêssemos chegar até vós, posto que já chegamos até vós com o evangelho de Cristo; não nos gloriando fora de medida nos trabalhos alheios e tendo esperança de que, crescendo a vossa fé, seremos sobremaneira engrandecidos entre vós, dentro da nossa esfera de ação,” (2 Coríntios 10:12-15 RA). “Todos os trabalhadores são importantes, mas a obra cresce pelo poder de Deus, o líder da obra. A base da igreja é Jesus Cristo. Ninguém faz a obra sozinho. Pessoas diferentes, com diferentes dons, devem se unir para cumprir uma só missão, dirigida por um único Deus. Devemos ter atitude de humildade, não de competição e comparação.”

“Nessas passagens, o apóstolo descreveu princípios essenciais de unidade da Igreja. Ele ressaltou que Jesus usa trabalhadores diferentes para realizar diferentes ministérios em Sua igreja, embora todos trabalhem em conjunto para a edificação do reino de Deus (1Co 3:9).”

“Deus nos chama à cooperação, não à competição. Cada cristão é dotado por Deus para cooperar no ministério ao corpo de Cristo e servir a comunidade (1Co 12:11). Não há dons maiores ou menores. Todos são necessários na igreja de Cristo (1Co 12:18-23). Os dons recebidos de Deus não são para exibição egoísta. Eles são concedidos pelo Espírito Santo para o serviço.”

“As comparações que fazemos de nós mesmos com outras pessoas são insensatas, porque nos farão sentir desanimadas ou arrogantes. Se as considerarmos ‘superiores’ a nós, sentiremos desânimo. Se pensarmos que nosso trabalho para Cristo é mais eficaz do que o trabalho delas, sentiremos orgulho. Ambas as atitudes prejudicam nossa eficiência por Cristo. À medida que atuamos na esfera de influência que Cristo nos deu, encontraremos alegria e contentamento em nosso testemunho. Nosso trabalho complementará os esforços dos outros membros, e a igreja de Cristo fará grandes progressos para o reino.”

“Você já teve inveja dos dons espirituais de alguém? Você costuma se sentir orgulhoso de seus dons, em contraste com os dos outros? A questão é: As preocupações de Paulo são uma realidade constante em seres caídos. Independentemente do lado em que caímos, como podemos ter as atitudes altruístas necessárias para evitar essas armadilhas?”

Terça-feira, 17 de setembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

De escravo a filho

Lições da Bíblia.

“Enquanto estava preso em Roma, Paulo encontrou um escravo chamado Onésimo, que tinha fugido de Colossos para Roma. Paulo conhecia pessoalmente o dono de Onésimo. A epístola a Filemom é o apelo pessoal de Paulo ao seu amigo a respeito da restauração do relacionamento com o escravo fugitivo.”

“Relacionamentos eram importantes para Paulo. O apóstolo sabia que relacionamentos rompidos prejudicam o crescimento espiritual. Filemom era um líder na igreja em Colossos. Se ele abrigasse amargura para com Onésimo, isso mancharia seu testemunho cristão.”

“2. Leia Filemom 1-25. Quais princípios importantes sobre restauração de relacionamentos podemos encontrar nesse texto? Lembre-se: a palavra-chave é princípios.” “Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, também nosso colaborador, e à irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que está em tua casa, graça e paz a vós outros, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Dou graças ao meu Deus, lembrando-me, sempre, de ti nas minhas orações, estando ciente do teu amor e da fé que tens para com o Senhor Jesus e todos os santos, para que a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo. Pois, irmão, tive grande alegria e conforto no teu amor, porquanto o coração dos santos tem sido reanimado por teu intermédio. Pois bem, ainda que eu sinta plena liberdade em Cristo para te ordenar o que convém, prefiro, todavia, solicitar em nome do amor, sendo o que sou, Paulo, o velho e, agora, até prisioneiro de Cristo Jesus; sim, solicito-te em favor de meu filho Onésimo, que gerei entre algemas. Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim. Eu to envio de volta em pessoa, quero dizer, o meu próprio coração. Eu queria conservá-lo comigo mesmo para, em teu lugar, me servir nas algemas que carrego por causa do evangelho; nada, porém, quis fazer sem o teu consentimento, para que a tua bondade não venha a ser como que por obrigação, mas de livre vontade. Pois acredito que ele veio a ser afastado de ti temporariamente, a fim de que o recebas para sempre, não como escravo; antes, muito acima de escravo, como irmão caríssimo, especialmente de mim e, com maior razão, de ti, quer na carne, quer no Senhor. Se, portanto, me consideras companheiro, recebe-o, como se fosse a mim mesmo. E, se algum dano te fez ou se te deve alguma coisa, lança tudo em minha conta. Eu, Paulo, de próprio punho, o escrevo: Eu pagarei—para não te alegar que também tu me deves até a ti mesmo. Sim, irmão, que eu receba de ti, no Senhor, este benefício. Reanima-me o coração em Cristo. Certo, como estou, da tua obediência, eu te escrevo, sabendo que farás mais do que estou pedindo. E, ao mesmo tempo, prepara-me também pousada, pois espero que, por vossas orações, vos serei restituído. Saúdam-te Epafras, prisioneiro comigo, em Cristo Jesus, Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus cooperadores. A graça do Senhor Jesus Cristo seja com o vosso espírito.” (Filemon 1:1-25 RA). “Reconhecimento das qualidades do outro; orar pela pessoa; abordagem humilde; respeito pelo outro; usar expressões carinhosas; apelar com sinceridade e emoção; reconhecer problemas e indicar soluções; fortalecer antigos vínculos de amizade; mostrar o lado positivo e as lições aprendidas com o problema; enfatizar o papel divino na transformação das pessoas envolvidas; interceder em favor de alguém que precisa de perdão (quem intercede precisa ter autoridade); demonstrar confiança na solução.”

“À primeira vista, é um tanto surpreendente que Paulo não tenha falado contra os males da escravidão de modo mais enérgico. Mas a estratégia dele foi muito mais eficaz. O evangelho deve quebrar todas as distinções de classes (Gl 3:28). O apóstolo enviou Onésimo de volta para Filemom, não como escravo, mas como seu filho em Jesus e como ‘irmão caríssimo’ de Filemom, no Senhor (Fm 16).”

“Paulo sabia que escravos fugitivos tinham pouco futuro. Eles poderiam ser presos a qualquer momento. Estavam condenados a uma vida de miséria e pobreza. Mas, como irmão em Cristo de Filemom e trabalhador disposto, Onésimo poderia ter um futuro maravilhoso. Com Filemom, comida, alojamento e trabalho estariam garantidos para ele. A restauração do relacionamento rompido poderia fazer enorme diferença em sua vida. Ele se tornou um ‘fiel e amado irmão’ e cooperador de Paulo no evangelho (Cl 4:9).”

“Com base nesses princípios, o que podemos fazer para nos ajudar a lidar com as tensões, pressões e até mesmo rompimentos em nossos relacionamentos?”

Segunda, 16 de setembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Da ruptura à amizade

Lições da Bíblia.

“Paulo e Barnabé trabalharam juntos testemunhando sobre Jesus. Mas houve um conflito entre eles (At 15:36-39). Paulo não podia confiar em alguém tão medroso como João Marcos. Os potenciais perigos de pregar o evangelho, em algum momento fizeram com que João Marcos abandonasse Paulo e Barnabé e voltasse para casa.”

“Essa deserção fez com que Paulo, por algum tempo, julgasse Marcos desfavoravelmente e até mesmo severamente. Por outro lado, Barnabé se inclinava a desculpá-lo devido à sua inexperiência. Estava ansioso para que Marcos não abandonasse o ministério, pois nele via qualidades que o habilitariam para ser útil obreiro de Cristo” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 170).

“Embora Deus tenha usado todos esses homens, os problemas entre eles precisavam ser resolvidos. O apóstolo, que pregava a graça, necessitava estendê-la a um jovem pregador que o tinha decepcionado. O apóstolo do perdão necessitava perdoar. João Marcos cresceu com a orientação positiva de Barnabé e, finalmente, o coração de Paulo foi aparentemente tocado pelas mudanças.”

“1. O que as cartas de Paulo, enviadas da prisão a Timóteo e à igreja de Colossos, revelam sobre seu relacionamento renovado com João Marcos e sua nova confiança nesse jovem pregador?” “Saúda-vos Aristarco, prisioneiro comigo, e Marcos, primo de Barnabé (sobre quem recebestes instruções; se ele for ter convosco, acolhei-o), e Jesus, conhecido por Justo, os quais são os únicos da circuncisão que cooperam pessoalmente comigo pelo reino de Deus. Eles têm sido o meu lenitivo.” (Colossenses 4:10-11 RA); “Somente Lucas está comigo. Toma contigo Marcos e traze-o, pois me é útil para o ministério.” (2 Timóteo 4:11 RA). “Paulo orientou a igreja a receber Marcos, que era companheiro de trabalho e um conforto para o apóstolo. Pediu que Timóteo levasse Marcos, porque lhe era útil para o ministério.”

“Embora sejam incompletos os detalhes da reconciliação de Paulo com João Marcos, o registro bíblico é claro: João Marcos se tornou um dos companheiros de confiança do apóstolo. Ele foi altamente recomendado por Paulo como um ‘cooperador’ para a igreja de Colossos. No fim da vida, Paulo encorajou Timóteo a trazer João Marcos para Roma, porque ele era ‘útil para o ministério’ (2Tm 4:11).”

“O ministério de Paulo foi enriquecido com o jovem pregador a quem ele havia perdoado. A barreira entre eles estava desfeita e eles foram capazes de trabalhar juntos na causa do evangelho.”

Domingo, 15 de setembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Reforma: curando relacionamentos quebrados

Lições da Bíblia.

“Se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do Seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela Sua vida” (Rm 5:10).

“Mesmo depois do Pentecostes, o relacionamento entre os cristãos às vezes foi hostil. O Novo Testamento registra repetidos exemplos da maneira pela qual os líderes e membros da Igreja lidaram com esses desafios. Esses princípios são extremamente valiosos para a igreja hoje. Eles revelam os resultados positivos que podem ocorrer quando usamos princípios bíblicos para lidar com os conflitos.”

“Na lição desta semana nos concentraremos nos relacionamentos restaurados. Os grandes reavivamentos espirituais do passado promoveram a cura nos relacionamentos. O Espírito Santo aproxima as pessoas de Deus e umas das outras. Quebram barreiras em nosso relacionamento com Deus e com nossos semelhantes. Em resumo, a maior demonstração do poder do evangelho não é necessariamente o que a igreja diz, mas como a igreja vive.”

“’Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros’ (Jo 13:35). Sem esse amor, toda a nossa conversa sobre reavivamento e reforma não significará nada.

Sábado, 14 de setembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Reforma: nova maneira de pensar – Vídeo

Lições da Bíblia.

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

“Muitos professam estar ao lado do Senhor, mas não estão. A influência de todas as suas ações está do lado de Satanás. Por que meio havemos de determinar de que lado nos encontramos? Quem possui nosso coração? Em quem estão nossos pensamentos? Sobre quem gostamos de conversar? Quem possui nossas mais calorosas afeições e melhores energias? Se estamos do lado do Senhor, nossos pensamentos estão com Ele e nossos mais suaves pensamentos são a Seu respeito. Não temos amizade com o mundo; tudo quanto temos e somos, consagramos a Ele” (Ellen G. White, A Fé Pela Qual Eu Vivo [MM 1959], p. 220).

“Toda pessoa tem o privilégio de ser um conduto vivo, pelo qual Deus pode comunicar ao mundo os tesouros de Sua graça, as insondáveis riquezas de Cristo. Nada há que Cristo mais deseje do que agentes que representem ao mundo Seu Espírito e caráter. Não há nada de que o mundo mais necessite do que a manifestação do amor do Salvador, mediante a humanidade. Todo o Céu está à espera de condutos pelos quais possa ser vertido o óleo santo para ser uma alegria e bênção para os corações humanos” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 419).

Perguntas para reflexão

“1. Quais termos Paulo usou para descrever a alta vocação do povo de Deus? O que essas imagens significam na prática? Nossa vida demonstra essa realidade?” “Mas todas as coisas provêm de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Cristo, e nos confiou o ministério da reconciliação; pois que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões; e nos encarregou da palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores por Cristo, como se Deus por nós vos exortasse. Rogamo-vos, pois, por Cristo que vos reconcilieis com Deus.” (2 Coríntios 5:18-20); “Pelo que, saí vós do meio deles e separai-vos, diz o Senhor; e não toqueis coisa imunda, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.” (2 Coríntios 6:17-18).

“2. Podemos reivindicar as promessas bíblicas, mas, a menos que façamos uma escolha consciente no momento da tentação, no sentido de firmar a mente nas coisas para as quais devemos atentar, sucumbiremos à tentação. Que princípios ou práticas você achou úteis em controlar seus pensamentos nos momentos de tentação?”

“3. O que você responderia a alguém que lhe dissesse: ‘Sim, meus pensamentos nem sempre são o que deveriam ser, mas minhas ações e estilo de vida são irrepreensíveis’?”

“4. Como podemos integrar os princípios de saúde à nossa vida e ao evangelismo e testemunho? Que papel a mensagem de saúde deve ter no reavivamento e reforma?”

Sexta-feira, 13 de setembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Imagens de influência

Lições da Bíblia.

“Existem inúmeras imagens que Jesus usou para descrever a Si mesmo e Sua Igreja. Uma delas é a ‘luz’. Ele é ‘a luz do mundo’ (Jo 8:12). Ele também é a ‘a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem’ (Jo 1:9). Ele nos encoraja a ‘[andar] enquanto [temos] a luz’ e a ‘[crer] na luz’ (Jo 12:35, 36).”

“6. Compare Mateus 5:13-15 com Filipenses 2:14-16. Qual é o objetivo de nosso Senhor para Seu povo? O que isso significa na prática? Como podemos ser o que fomos chamados para ser?” “Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa.” (Mateus 5:13-15 RA); “Fazei tudo sem murmurações nem contendas, para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo, preservando a palavra da vida, para que, no Dia de Cristo, eu me glorie de que não corri em vão, nem me esforcei inutilmente.” (Filipenses 2:14-16 RA). “Que ele seja o sal da Terra, dando sabor à vida dos semelhantes, e a luz do mundo, iluminando o caminho dos que estão em trevas. Que seja irrepreensível no meio de uma geração perversa, evitando contendas e murmurações.”

“O objetivo de todo reavivamento e reforma é permitir que a luz do amor, da graça e da verdade de Cristo brilhe através de nossa vida. A luz brilha em contraste com a escuridão. Jesus chamou Seu povo a ter um estilo de vida bem diferente da que se vive no mundo, a fim de demonstrar a superioridade do Seu caminho. Ele nos chama a ser compassivos, atenciosos e dedicados, neste mundo de egoísmo, cobiça e vaidade. Chama-nos a manter elevados padrões de entretenimento em uma sociedade intoxicada pelo prazer (Cl 3:1, 2). Chama-nos a uma vida saudável nesta época em que milhões de pessoas morrem cedo de doenças degenerativas causadas por elas mesmas (Jo 10:10). Em meio a uma geração indecente, voltada para o sexo e esgotada emocionalmente, Jesus nos chama para algo diferente. Ele nos convida à modéstia, decência e pureza moral (1Pe 3:3, 4). Isaías, profeta do Antigo Testamento, fez um forte apelo a Israel para reforma cerca de 700 anos antes de Cristo. Suas palavras falam com relevância para uma igreja à espera da vinda de nosso Senhor. ‘Os Meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os Meus caminhos, diz o Senhor, porque, assim como os céus são mais altos do que a Terra, assim são os Meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os Meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos’ (Is 55:8, 9). O ideal de Deus para Sua Igreja e para nós, como indivíduos, é maior do que podemos imaginar. Todo o Céu anseia revelar Seu caráter de amor através de Seu povo.

Quinta-feira, 12 de setembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF