Um grande perigo

Lições da Bíblia.

“No livro de Hebreus, Paulo não focaliza apenas a compreensão teológica do sacrifício de Cristo, mas também explica algumas das suas implicações práticas. Em vários lugares, ele mostra o que acontece se alguém ignora esse sacrifício.”

“7. Leia Hebreus 6:4-6 e 10:26-31. Sobre o que Paulo está nos advertindo? Que tipos de atitudes ele descreve?” “É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia.” (Hebreus 6:4-6 RA); “Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários. Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés. De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça? Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo.” (Hebreus 10:26-31 RA). “Paulo adverte contra o perigo de aceitar o evangelho e depois minimizá-lo, desconsiderá-lo e rejeitá-lo deliberadamente. Esse ato significa profanar a aliança, ultrajar o ‘Espírito da graça’, crucificar novamente o Filho de Deus e lançá-Lo à ignomínia. As consequências disso são eternamente trágicas.”

“No livro de Hebreus, Paulo demonstrou a magnificência da salvação, mostrou como Deus Se revelou e o que Ele fez e está fazendo pelos fiéis. No entanto, Paulo teve que lidar com pelo menos uma importante questão problemática: o perigo de que o sacrifício de Cristo passasse gradualmente a ser tratado com indiferença. Ele descreveu esse perigo como ‘se desviar’ do alvo (Hb 2:1). A imagem por trás das palavras de Paulo é a de um navio que se afasta do seu curso e não chega ao porto de destino. A principal tarefa é permanecer no rumo.”

“Alguns dos que rejeitam a Deus o fazem deliberadamente, o que significa que sua vida depois de receber o evangelho é praticamente a mesma que tinham antes de recebê-lo. Essas pessoas, de fato, não têm nenhum sacrifício eficaz para seus pecados (Hb 10:26-31). Entretanto, parece que poucos cristãos rejeitariam abertamente o sacrifício de Cristo, ou mesmo pensariam em algo semelhante. Ainda assim, Paulo apresenta um aviso. O perigo real do desprezo e negligência é que, muitas vezes isso é um processo sutil e muito gradual. A transição pode ser imperceptível. Lentamente, a obra de Cristo não é apreciada o suficiente, semelhantemente à falha de Esaú em não mais apreciar seu direito de primogenitura (Hb 12:15-17). O sacrifício de Cristo nunca deveria se tornar tão familiar que o considerássemos banal.”

“Paulo não queria assustar seus leitores. No entanto, precisava mostrar a eles as consequências de se desviar de Deus. Ele não queria que isso acontecesse. No lado positivo, ele os encorajou vividamente a ‘guardar firmemente’ todas as coisas boas da salvação (Hb 3:6, 14; 10:23) e fixar os olhos em Jesus (Hb 12:2).”

“Você simplesmente ‘acostumou-se’ com a verdade sobre a cruz e se tornou indiferente? Por que essa é uma experiência perigosa? Como podemos nos proteger do perigo sobre o qual Paulo nos adverte aqui?”

Quinta-feira, 14 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Sacrifício imaculado

Lições da Bíblia.

“5. Quais critérios um animal oferecido em sacrifício precisava cumprir?” “O cordeiro será sem defeito, macho de um ano; podereis tomar um cordeiro ou um cabrito;” (Êxodo 12:5 RA); “Se a oferta de alguém for sacrifício pacífico, se a fizer de gado, seja macho ou fêmea, oferecê-la-á sem defeito diante do SENHOR.” (Levítico 3:1 RA); “se o sacerdote ungido pecar para escândalo do povo, oferecerá pelo seu pecado um novilho sem defeito ao SENHOR, como oferta pelo pecado.” (Levítico 4:3 RA). “Entre outros critérios, o animal a ser oferecido em sacrifício devia ser imaculado, sem defeito.”

“A escolha de um animal para sacrifício exigia muito cuidado. Uma pessoa não podia simplesmente pegar qualquer animal para uma oferta. O animal precisava cumprir vários critérios, dependendo do tipo da oferta.”

“No entanto, havia um critério que todas as ofertas tinham que cumprir. Tinham que ser ‘sem defeito’. A palavra hebraica tamim também poderia ser traduzida como ‘completo’, ‘ileso’, ‘sem defeito’ ou ‘perfeito’. Ela expressa a ideia de que algo cumpre o mais alto padrão possível. Somente o melhor era bom o suficiente.”

“A respeito do povo, a palavra é usada para caracterizar seu relacionamento com Deus como sendo ‘perfeito’ (‘Estas são as gerações de Noé. Era homem justo e perfeito em suas gerações, e andava com Deus.’ Gênesis 6:9; ‘Quando Abrão tinha noventa e nove anos, apareceu-lhe o Senhor e lhe disse: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda em minha presença, e sê perfeito;’ Gênesis 17:1).”

“6. Como os textos a seguir descrevem Jesus? Por que era crucial que Ele fosse sem pecado?” “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.” (Hebreus 4:15 RA); “Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus,” (Hebreus 7:26 RA); “muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!” (Hebreus 9:14 RA); “sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo,” (1 Pedro 1:18-19 RA). “Imaculado, sem defeito, sem pecado. Somente um Salvador imaculado e santo está habilitado a nos atribuir a justiça que Deus requer.”

“Jesus, o ‘Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo’ (Jo 1:29), cumpriu perfeitamente o critério do Antigo Testamento de um sacrifício imaculado. Sua vida pura demonstrou que Ele foi um sacrifício perfeito. Essa é a garantia da nossa salvação, pois apenas Alguém sem pecado poderia carregar nossos pecados em nosso favor, e é a Sua perfeita justiça que nos cobre, agora e no juízo. Essa justiça é nossa esperança de salvação.”

“Assim como sua equivalente hebraica, a palavra grega para ‘imaculado’ (amomos) é usada não somente para descrever Jesus e Seu sacrifício perfeito, mas também o caráter de Seus seguidores.”

"Ao comparar sua vida com o caráter de Cristo, [as pessoas] serão capazes de discernir onde falharam em cumprir os requisitos da santa lei de Deus e procurarão se tornar perfeitas em sua esfera, como Deus é perfeito em Sua esfera" (Ellen G. White, The Paulson Letters [As Cartas de Paulson], p. 374).

“Mediante a morte e ministério de Cristo, somos apresentados irrepreensíveis diante de Deus (Jd 24). Isso só é possível porque Alguém irrepreensível assumiu nosso lugar.”

“Por que o conceito de ser ‘santos e irrepreensíveis’ (Ef 1:4) causa inquietação? Como o conhecimento de que Cristo é nosso Substituto pode ajudá-lo a aceitar que você é ‘santo’ também? Como nosso novo status diante de Deus deve afetar nossa maneira de viver?”

Quarta-feira, 13 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O sangue de Cristo

Lições da Bíblia.

“O conceito do sangue redentor permeia toda a Bíblia. A partir dos primeiros sacrifícios depois que Adão e Eva pecaram, o sangue sempre esteve presente quando ocorriam sacrifícios de animais. Rituais de sangue caracterizavam o sistema sacrifical israelita, a fim de ilustrar a verdade fundamental de que, sem sangue, não teríamos nenhuma chance de ter nossos pecados perdoados e entrar na presença de Deus. O sangue era o único meio de receber a misericórdia de Deus e ter comunhão com Ele.”

“4. Leia no livro de Hebreus as seguintes passagens sobre o sangue de Cristo e o sangue dos sacrifícios do Antigo Testamento. O que elas nos ensinam sobre o sangue?” “não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção.” (Hebreus 9:12 RA); “Tendo, portanto, um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou os céus, retenhamos firmemente a nossa confissão.” (Hebreus 4:14 RA); “Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão.” (Hebreus 9:22 RA); “Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus,” (Hebreus 10:19 RA); “e a Jesus, o Mediador da nova aliança, e ao sangue da aspersão que fala coisas superiores ao que fala o próprio Abel.” (Hebreus 12:24 RA); “Por isso, foi que também Jesus, para santificar o povo, pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta.” (Hebreus 13:12 RA); “Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança,” (Hebreus 13:20 RA). “O sangue de Cristo redime, purifica, confirma o concerto divino com Seu povo, possibilita acesso a Deus, santifica e aperfeiçoa.”

“O sangue de Cristo não se refere à Sua vida, mas é um símbolo de Sua morte substitutiva e, como tal, descreve o aspecto funcional dessa morte. O sangue derramado de Cristo é incrivelmente multifuncional. O sangue de Cristo obtém eterna redenção, provê purificação do pecado, perdão, santificação, e é a razão para a ressurreição.”

“Em Hebreus, há um contraste poderoso: o sangue de Cristo é melhor do que qualquer outro. Na verdade, nenhum outro sangue pode, realmente, oferecer perdão. A morte de Cristo é a única razão pela qual os pecados são perdoados, antes e depois da cruz (Hb 9:15). O derramamento do sangue de Cristo e seus efeitos são uma prova clara de que a morte de Cristo foi substitutiva, o que significa que Ele assumiu a penalidade que nós merecemos.”

“Como a compreensão da morte de Cristo nos liberta da ideia de salvação pelas obras?”

Terça-feira, 12 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Substituição suficiente

Lições da Bíblia.

“3. Leia Hebreus 2:9. O que significa dizer que Jesus ‘[provou] a morte por todo homem’? Leia também Hb 2:17; 9:26-28; 10:12” “vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem.” (Hebreus 2:9 RA). “Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo.” (Hebreus 2:17 RA); “Ora, neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado. E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.” (Hebreus 9:26-28 RA); “Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus,” (Hebreus 10:12 RA). “A morte de Cristo, como nosso substituto, era absolutamente necessária para que nossa dívida pecaminosa fosse quitada diante de Deus. Ao aceitarmos tal sacrifício feito por nós, recebemos perdão, salvação e libertação do pecado.”

“Jesus morreu pelos pecadores. Ele viveu sem pecado (Hb 4:15) para que, quando oferecesse Sua vida como sacrifício, não morresse por Seu próprio pecado. Ao contrário, Ele devia ‘tirar os pecados de muitos’ (Hb 9:28), para ‘fazer propiciação pelos pecados do povo’ (Hb 2:17), e para aniquilar o pecado para sempre (Hb 9:26).”

“De acordo com Hebreus 2:9 (RC), Jesus foi feito ‘um pouco menor do que os anjos’ com o propósito de que Ele pudesse sofrer a morte. A questão é explicar por que a morte de Jesus é um requisito indispensável para Sua exaltação. Em termos simples: para que a humanidade fosse salva, Jesus teve que morrer. Não havia outra maneira.”

“Nessa passagem, o objetivo da Encarnação é a morte do Filho. Somente por meio do sofrimento da morte Jesus poderia Se tornar o Autor da salvação (Hb 2:10).”

“Por que era apropriado que Deus permitisse Jesus sofrer? O contexto de Hebreus 2:14-18 sugere que a morte de Jesus foi necessária para resgatar os filhos de Deus da escravidão da morte, do diabo, do medo da morte, e para qualificar Jesus a Se tornar um ‘misericordioso e fiel Sumo Sacerdote’ (Hb 2:17).”

“Em suma, a cruz devia preceder a coroa.”

"Sobre Cristo, como nosso Substituto e Penhor, foi posta a iniquidade de nós todos. Foi contado como transgressor, a fim de que nos redimisse da condenação da lei. A culpa de todo descendente de Adão pesava-Lhe sobre o coração. A ira de Deus contra o pecado, a terrível manifestação de Seu desagrado por causa da iniquidade, encheram de consternação a alma de Seu Filho" (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 753).

“Cristo, o Criador do Universo, morreu como um ser humano por nossos pecados. O que isso significa? Pense nessa incrível boa notícia e na esperança que ela nos oferece. Como você pode tornar essa maravilhosa verdade a motivação principal de tudo o que faz?”

Segunda-feira, 11 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Jesus em Isaías 53

Lições da Bíblia.

“1. Leia Isaías 53:2-12. O que esses versos ensinam sobre o que Cristo fez por nós?” “Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca. Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si. Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.” (Isaías 53:2-12 RA). ”Cristo foi rejeitado, humilhado e ferido. Assumiu nosso pecado, morreu em nosso lugar. Mediante nossa aceitação de tudo que Ele fez por nós, somos justificados.”

“Isaías 52:13–53:12 é uma poderosa descrição da morte de Cristo pelos pecados do mundo. Vários aspectos nessa passagem proveem inequívoca evidência de que a morte de Jesus é a expiação na forma de substituição penal, o que significa que Ele assumiu a punição que outros mereciam e, de fato, morreu como Substituto deles. Aqui estão algumas das implicações dessa passagem para o ministério de Jesus por nós:”

“1. Jesus sofreu pelos outros. ‘Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades’, dores (v. 4), transgressões, iniquidades (v. 5, 6, 8, 11) e o pecado (v. 12).”

“2. Ele traz grandes benefícios àqueles por quem Ele sofreu: paz e cura (v. 5); justificação (v. 11).”

“3. Foi a vontade de Deus que Jesus sofresse e fosse moído (v. 10). Deus colocou nossa iniquidade sobre Ele (v. 6), porque era plano de Deus que Ele morresse em nosso lugar.”

“4. Jesus é justo (v. 11), nunca praticou violência nem engano (v. 9).”

“5. Ele foi uma oferta pela culpa, um sacrifício expiatório pelo pecado (v. 10).”

“2. Leia Lucas 22:37; Atos 8:32-35 e 1 Pedro 2:21-25. Como esses autores do Novo Testamento interpretam Isaías 53?” “Pois vos digo que importa que se cumpra em mim o que está escrito: Ele foi contado com os malfeitores. Porque o que a mim se refere está sendo cumprido.” (Lucas 22:37 RA); “Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta: Foi levado como ovelha ao matadouro; e, como um cordeiro mudo perante o seu tosquiador, assim ele não abriu a boca. Na sua humilhação, lhe negaram justiça; quem lhe poderá descrever a geração? Porque da terra a sua vida é tirada. Então, o eunuco disse a Filipe: Peço-te que me expliques a quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de algum outro? Então, Filipe explicou; e, começando por esta passagem da Escritura, anunciou-lhe a Jesus.” (Atos 8:32-35 RA); “Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente, carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados. Porque estáveis desgarrados como ovelhas; agora, porém, vos convertestes ao Pastor e Bispo da vossa alma.” (1 Pedro 2:21-25 RA). “Lucas e Pedro, assim como o próprio Jesus Cristo, identificam o Servo sofredor de Isaías 53 como sendo o Filho de Deus.”

“As alusões do Novo Testamento a Isaías 53 demonstram que Jesus Cristo cumpriu essa profecia. Ele Mesmo Se identificou com a Pessoa representada ali (Lc 22:37). Cristo tomou sobre Si os nossos pecados para que pudéssemos ser perdoados e transformados.”

“Pense no que Cristo fez por você, de acordo com Isaías 53. Não importa o que tenha feito, a certeza encontrada nessa profecia é para você. Basta se entregar ao Senhor com fé e submissão. Que tal fazer isso agora?”

Domingo, 10 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Cristo, nosso sacrifício

Lições da Bíblia.

"Carregando Ele mesmo em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por Suas chagas, fostes sarados" (1Pe 2:24).

“O padre católico Maximiliano Kolbe foi preso em Auschwitz por oferecer abrigo a refugiados da Grande Polônia, incluindo 2.000 judeus. Quando desapareceu um prisioneiro em seu quartel (talvez ele tenha fugido), em represália a SS (organização paramilitar nazista) escolheu dez prisioneiros para que morressem de fome. Um dos homens selecionados gritou: ‘Oh, minha pobre mulher, meus pobres filhos! Eu nunca os verei novamente!’ Nesse momento Kolbe se ofereceu para assumir o lugar do homem. Ele pediu para ser um dos que morreriam de fome, e não o angustiado homem de família. Surpreso, o oficial da SS concordou e Kolbe se uniu aos condenados, enquanto o outro homem sobreviveu (pelo menos até aquele momento).”

“Embora comovente, o sacrifício de Kolbe é apenas uma sombra dAquele que tomou voluntariamente nosso lugar, um ato simbolizado no ritual do santuário. O Novo Testamento identifica Jesus com os dois principais aspectos do sistema sacrificial do Antigo Testamento: Ele é o nosso sacrifício (Hb 9; 10) e Ele é o nosso Sumo Sacerdote (Hb 5–10).”

“Nesta semana, estudaremos diferentes aspectos do grande sacrifício de Cristo e veremos o que Jesus proveu para nós por meio de Sua morte ocorrida ‘uma vez para sempre’ (Hb 9:28).”

Sábado, 09 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O Dia da Expiação – Vídeo

Lições da Bíblia.

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

“Ocorre agora o acontecimento prefigurado na última e solene cerimônia do Dia da Expiação. Quando se completava o ministério no lugar santíssimo, e os pecados de Israel eram removidos do santuário em virtude do sangue da oferta pelo pecado, o bode emissário era, então, apresentado vivo perante o Senhor; e na presença da congregação o sumo sacerdote confessava sobre ele ‘todas as iniquidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, segundo todos os seus pecados’, pondo-os sobre a cabeça do bode (Lv 16:21, RC). Semelhantemente, ao completar-se a obra de expiação no santuário celestial, na presença de Deus e dos anjos do Céu e da multidão dos remidos, serão então postos sobre Satanás os pecados do povo de Deus. Ele será declarado culpado de todo o mal que os fez cometer” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 658).

Perguntas para reflexão

“1. Por que a compreensão do plano da salvação seria incompleta se deixasse de fora, ou minimizasse, a obra de Cristo como Sumo Sacerdote? O que o santuário nos ensina sobre a importância da obra de intercessão no santuário para o plano da salvação? A maior parte do livro de Hebreus é dedicada à obra de Cristo no santuário celestial. Em vista disso, qual é a importância dessa obra?”

“2. Alguém escreveu que a obra de Cristo, desde Sua morte até Seu ministério no santuário celestial, é simplesmente parte do ‘método planejado por Deus’ para lidar com o problema do pecado de uma forma que ajude a responder a todas as perguntas acerca de Sua justiça, honestidade e amor. Pense nas implicações desse conceito, especialmente à luz do grande conflito e o que ele ensina sobre as grandes questões envolvidas na tragédia do pecado.”

“3. Muitos adventistas do sétimo dia foram ensinados sobre o Dia da Expiação de uma forma que os deixou sem a certeza da salvação. Tal visão vem da falsa compreensão do propósito do Dia da Expiação. O que significa a palavra ‘expiação’? Como é alcançada? Quem faz a obra de expiação? Como ela é realizada? Como as respostas a essas perguntas nos ajudam a entender por que o Dia da Expiação é realmente uma boa notícia?”

Sexta-feira, 08 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O Yom Kippur de Isaías

Lições da Bíblia.

“Em Isaías 6:1-6, o profeta viu o Rei celestial sentado em um ‘alto e sublime’ trono no templo. A visão é uma cena de juízo que apresenta Deus como vindo para o julgamento (Is 5:16). Isaías viu o verdadeiro Rei, identificado no Evangelho de João como Jesus Cristo (Jo 12:41).”

“Embora Isaías fosse profeta de Deus e chamasse as pessoas ao arrependimento, entendia que, na presença de Deus, ele estava perdido. Confrontado com a santidade e glória de Deus, Isaías percebeu sua própria pecaminosidade e também a impureza de seu povo. Santidade e pecado são incompatíveis. Como Isaías, precisamos chegar à conclusão de que não podemos passar pelo juízo divino confiando em nós mesmos. Nossa única esperança é ter um Substituto.”

“7. Que paralelos para o Dia da Expiação aparecem em Isaías 6:1-6?” “No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. As bases do limiar se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça. Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos! Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz;” (Isaías 6:1-6 RA). “No cenário da visão de Isaías, há um templo cheio de fumaça, um altar e uma cena de julgamento. Da parte do profeta, há reconhecimento e confissão de sua impureza e a consequente remoção dela.”

“A combinação de um templo cheio de fumaça, um altar, julgamento e expiação para o pecado e a impureza, lembra claramente o Dia da Expiação. Isaías experimentou seu próprio ‘Dia da Expiação’, por assim dizer.”

“Atuando como sacerdote, um serafim (que literalmente significa ‘aquele que arde’) tomou uma brasa viva do altar, o que pressupõe algum tipo de oferta, para remover o pecado do profeta. Essa é uma imagem apropriada para a purificação do pecado, que é possível mediante o sacrifício de Jesus e Seu ministério de mediação sacerdotal. Isaías reconheceu isso como um ritual de purificação e se manteve quieto enquanto a brasa tocava seus lábios. Assim a sua ‘iniquidade foi tirada’ e seu pecado perdoado (Is 6:7). A voz passiva no verso 7 mostra que o perdão é concedido por Aquele que está sentado no trono. O Juiz também é o Salvador.”

“A divina obra de purificação nos leva do ‘ai de mim!’ para ‘eis-me aqui, envia­me a mim’. Compreender a obra celestial no Dia da Expiação leva à disposição para a proclamação, porque um verdadeiro entendimento conduz à segurança e certeza. A razão disso é sabermos que, no juízo, temos um Substituto, Jesus Cristo, cuja justiça (simbolizada pelo sangue) nos permitirá ficar sem medo da condenação (Rm 8:1). Gratidão motiva a missão. Pecadores absolvidos são os melhores embaixadores de Deus (2Co 5:18-20), porque eles sabem que Deus os libertou.”

Quinta-feira, 07 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF