Compaixão reproduzida em todos os tempos

Lições da Bíblia.

“A mais sincera oferta de louvor é imitação. Os primeiros discípulos de Cristo imitaram a vida de oração do Mestre. Naturalmente, eles oraram por segurança pessoal, por suas necessidades diárias e por orientação espiritual individual. No entanto, a oração de intercessão tornou-se componente importante de seu discipulado.”1

“6. Leia Atos 1:13, 14; 1 Timóteo 2:1-4; Tiago 5:13-16; 1 João 5:16; Judas 20-22; 1 Pedro 4:7. Qual foi o papel da oração na igreja primitiva? Por quais situações eles oraram? O que podemos aprender com esses exemplos?”1 “Quando chegaram, subiram ao aposento onde estavam hospedados. Achavam-se presentes Pedro, João, Tiago e André; Filipe, Tomé, Bartolomeu e Mateus; Tiago, filho de Alfeu, Simão, o zelote, e Judas, filho de Tiago. Todos eles se reuniam sempre em oração, com as mulheres, inclusive Maria, a mãe de Jesus, e com os irmãos dele.” (Atos 1:13, 14 NVI)2; “Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.” (1 Timóteo 2:1-4 NVI)2; “Entre vocês há alguém que está sofrendo? Que ele ore. Há alguém que se sente feliz? Que ele cante louvores. Entre vocês há alguém que está doente? Que ele mande chamar os presbíteros da igreja, para que estes orem sobre ele e o unjam com óleo, em nome do Senhor. A oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará. E, se houver cometido pecados, ele será perdoado. Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz.” (Tiago 5:13-16 NVI)2; “Se alguém vir seu irmão cometer pecado que não leva à morte, ore, e Deus dará vida ao que pecou. Refiro-me àqueles cujo pecado não leva à morte. Há pecado que leva à morte; não estou dizendo que se deva orar por este.” (1 João 5:16 NVI)2; “Edifiquem-se, porém, amados, na santíssima fé que vocês têm, orando no Espírito Santo. Mantenham-se no amor de Deus, enquanto esperam que a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo os leve para a vida eterna. Tenham compaixão daqueles que duvidam;” (Judas 20-22 NVI)2; “O fim de todas as coisas está próximo. Portanto, sejam criteriosos e estejam alertas; dediquem-se à oração.” (1 Pedro 4:7 NVI)2. Para a igreja primitiva a oração uniu os crentes para o cumprimento da missão, eles suplicaram e Deus derramou o seu Espírito, concedeu-lhes o Seu poder para pregar o evangelho. Como cristãos devemos orar pela sociedade e suas autoridades para que todos tenham uma vida tranquila e pacífica. Orar também uns pelos outros, orar na alegria e na tristeza, pelos enfermos, pelos fracos na fé. Perseverar sempre em oração, sendo criterioso e sábio pois o tempo está próximo.

“As Escrituras dizem que a oração agrada a Deus porque Ele deseja a salvação para todos e busca promover a verdade. Mediante a oração, combinada com o ensino apostólico, pregação fervorosa, milagres e relacionamento de amor, a igreja primitiva rapidamente se multiplicou. Apesar da perseguição vigorosa, o cristianismo envolveu o império. Milhares e milhares de pessoas aceitaram o evangelho. Vidas transformadas brilharam como luzes vivas do palácio de César para lugares desconhecidos. Quanto tempo você dedica à oração de intercessão? Quanto tempo mais você deveria passar nesse tipo de oração?”1

Quinta-feira, 16 de Janeiro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

__________________

1 LIÇÕES da escola sabatina. Discipulado. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 475, Jan. Fev. Mar. 2013. Adulto, Professor, p. 34

2 BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada: nova versão internacional. São Paulo: Sociedade Bíblica Internacional, 2003.

Compaixão para todos os tempos

Lições da Bíblia.

“Cristo era a personificação da perfeição, ou seja, todas as perfeições divinas foram reveladas nEle. Houve alguém mais compassivo do que Cristo? Houve alguém que desejou aliviar o sofrimento humano com mais intensidade do que Jesus? Qual é a relação da compaixão e intercessão de Cristo com o discipulado?”1

“5. Leia Lucas 22:31, 32; João 17:6-26; Hb 2:17. Como a identificação de Jesus com a humanidade influenciam Suas orações de intercessão? Quais são os objetivos das orações de Cristo?”1 “Simão, Simão, Satanás pediu vocês para peneirá-los como trigo. Mas eu orei por você, para que a sua fé não desfaleça. E, quando você se converter, fortaleça os seus irmãos.” (Lucas 22:31, 32 NVI)2 “Eu revelei teu nome àqueles que do mundo me deste. Eles eram teus; tu os deste a mim, e eles têm obedecido à tua palavra. Agora eles sabem que tudo o que me deste vem de ti. Pois eu lhes transmiti as palavras que me deste, e eles as aceitaram. Eles reconheceram de fato que vim de ti e creram que me enviaste. Eu rogo por eles. Não estou rogando pelo mundo, mas por aqueles que me deste, pois são teus. Tudo o que tenho é teu, e tudo o que tens é meu. E eu tenho sido glorificado por meio deles. Não ficarei mais no mundo, mas eles ainda estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, protege-os em teu nome, o nome que me deste, para que sejam um, assim como somos um. Enquanto estava com eles, eu os protegi e os guardei no nome que me deste. Nenhum deles se perdeu, a não ser aquele que estava destinado à perdição, para que se cumprisse a Escritura. Agora vou para ti, mas digo estas coisas enquanto ainda estou no mundo, para que eles tenham a plenitude da minha alegria. Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, pois eles não são do mundo, como eu também não sou. Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno. Eles não são do mundo, como eu também não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo. Em favor deles eu me santifico, para que também eles sejam santificados pela verdade. Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um: eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste. Pai, quero que os que me deste estejam comigo onde eu estou e vejam a minha glória, a glória que me deste porque me amaste antes da criação do mundo. Pai justo, embora o mundo não te conheça, eu te conheço, e estes sabem que me enviaste. Eu os fiz conhecer o teu nome e continuarei a fazê-lo, a fim de que o amor que tens por mim esteja neles, e eu neles esteja.” (João 17:6-26 NVI)2; “Por essa razão era necessário que ele se tornasse semelhante a seus irmãos em todos os aspectos, para se tornar sumo sacerdote misericordioso e fiel com relação a Deus e fazer propiciação pelos pecados do povo.” (Hebreus 2:17 NVI)2. Jesus se identificou plenamente com a humanidade ao se tornar humano e sofre e morre por ela. Se tornou nosso fiel sumo sacerdote, nosso intercessor diante do Pai. Jesus orou pela unidade da igreja, uma unidade semelhante a dEle com o Pai, unidade necessária para que os discípulos cumprissem a missão de pregar o Evangelho de forma que o mundo cresse em Jesus.

“Jesus Se dedicou aos discípulos. Ele os visitava na casa deles, tornava-Se familiarizado com seus parentes, passava tempo de lazer em sua companhia, e trabalhava ao lado deles. Nada significativo para a vida deles escapava à Sua observação. Fazer discípulos hoje exige mais do que distribuição de folhetos e argumentação bíblica incontestável. Orar com consciência solidária em relação às aflições dos outros, e com grande desejo de aliviar esse sofrimento, ainda é o padrão da oração de intercessão na eficaz formação de discípulos. Embora possa soar estranho, há muita verdade na seguinte afirmação: ‘As pessoas não se importam muito com o que você sabe até que saibam o quanto você se importa.’”1

Quarta-feira, 15 de Janeiro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

__________________

1 LIÇÕES da escola sabatina. Discipulado. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 475, Jan. Fev. Mar. 2013. Adulto, Professor, p. 32

2 BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada: nova versão internacional. São Paulo: Sociedade Bíblica Internacional, 2003.

Tempo para oração

Lições da Bíblia.

“A oração liga miraculosamente pessoas finitas ao Criador infinito. A oração é um adesivo espiritual. Ligados ao Pai celestial, os cristãos transcendem sua natureza terrestre e tendências pecaminosas. Essa transformação os separa do mundo. Se Satanás conseguisse transformar a oração em algo egocêntrico, roubando assim seu potencial para nossa transformação, seríamos grandemente prejudicados e nosso testemunho seria frustrado.”1

“3. Leia Mateus 6:7, 8; 7:7-11; 18:19, 20. O que esses versos nos ensinam sobre a oração?” “E, quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não sejam iguais a eles, porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem.” (Mateus 6:7, 8 NVI)2; “Peçam, e será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta será aberta. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e àquele que bate, a porta será aberta. Qual de vocês, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se pedir peixe, lhe dará uma cobra? Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem!” (Mateus 7:7-11 NVI)2; “Também digo que, se dois de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso será feito a vocês por meu Pai que está nos céus. Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles”. (Mateus 18:19-20 NVI)2. A oração não deve ser uma repetição de palavras e sim a expressão do nosso coração, apresentada a Deus em uma conversa franca e respeitosa. Quando orarmos devemos pedir com fé, crendo que receberemos, ciente que Deus nos dará o que realmente necessitamos, e que a Sua vontade é melhor do que a nossa. Quando oramos em grupo, pedindo aquilo que seja o seu propósito, Ele nos concederá.

“4. Leia Mateus 6:9-15; 26:39. O que esses versos nos ensinam?” “Vocês, orem assim: Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém. Pois, se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também perdoará vocês. Mas, se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não perdoará as ofensas de vocês.” (Mateus 6:9-15 NVI)2; “Indo um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto em terra e orou: ‘Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres’.” (Mateus 26:39 NVI)2. A oração é o momento de louvar a Deus, de demostrar gratidão, de confessa nossas faltas e suplicar as Seu perdão e bênçãos. No entanto devemos ter a certeza que só podemos ser atendidos em nossas suplicas de perdão se tivermos também perdoado o nosso próximo.

“A confiança não deve ser confundida com arrogância ou insolência. Aproximar-se do trono de Deus com confiança não envolve nenhum senso de direito. O comportamento do cristão é caracterizado pela ousadia e humildade. No Getsêmani, Cristo declarou claramente Sua preferência, mas concluiu: ‘Não seja como Eu quero, e sim como Tu queres’. Além da entrega completa, o espírito de perdão é outra indicação de humildade. Nós mesmos, tendo recebido tão grande perdão, devemos fazer o mesmo com os outros. Você está com ódio de alguém, achando difícil perdoar? Ore por essa pessoa. Peça que Deus o ensine a perdoar. Com o tempo, o que deverá acontecer?”1

Terça-feira, 14 de Janeiro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

__________________

1 LIÇÕES da escola sabatina. Discipulado. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 475, Jan. Fev. Mar. 2013. Adulto, Professor, p. 32

2 BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada: nova versão internacional. São Paulo: Sociedade Bíblica Internacional, 2003.

Tempo para oração

Lições da Bíblia.

“Pense no real significado da oração: seres humanos pecadores, dignos de morte, podem ter comunicação direta e instantânea com o Criador do Universo, nosso santo Deus. Além disso, quando Deus em Cristo Se revestiu da humanidade, aceitando as limitações humanas, Ele também sentiu necessidade da oração. Embora não estivesse diante do Pai na mesma condição dos pecadores, Jesus como ser humano ainda sentiu necessidade da oração.”1

“2. Leia Mateus 14:22, 23; 26:36; Marcos 1:35-37; Lucas 5:15, 16; 6:12, 13. O que caracterizava as orações de Jesus? Descreva as circunstâncias que envolveram as orações de Jesus. Que lições podemos aprender com a frequência, locais e tempo das orações dEle?”1 “Logo depois, Jesus ordenou aos discípulos que subissem no barco e fossem na frente para o lado oeste do lago, enquanto ele mandava o povo embora. Depois de mandar o povo embora, Jesus subiu um monte a fim de orar sozinho.” (Mateus 14:22, 23 NVI)2; “Jesus foi com os discípulos para um lugar chamado Getsêmani e lhes disse: — Sentem-se aqui, enquanto eu vou ali orar.” (Mateus 26:36 NVI)2; “De manhã bem cedo, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou, saiu da cidade, foi para um lugar deserto e ficou ali orando. Simão e os seus companheiros procuraram Jesus por toda parte. Quando o encontraram, disseram: — Todos estão procurando o senhor.” (Marcos 1:35-37 NVI)2 “Mas as notícias a respeito de Jesus se espalhavam ainda mais, e muita gente vinha para ouvi-lo e para ser curada das suas doenças. Porém Jesus ia para lugares desertos e orava.” (Lucas 5:15, 16 NVI)2; “Naquela ocasião Jesus subiu um monte para orar e passou a noite orando a Deus. Quando amanheceu, chamou os seus discípulos e escolheu doze deles. E deu o nome de apóstolos a estes doze:” (Lucas 6:12, 13 NVI)2. Jesus procurava orar em lugares solitário, passava muito tempo orando a Deus buscando o poder para cumprir sua missão. Em algumas ocasiões convidava amigos para orar juntos. Os relatos bíblicos apresentam Jesus orando ates e depois que falava as multidões, de realizar seus milagres, ao fazer as escolhas de seus apóstolos. Em sua vida Jesus sempre demostrou a necessidade que tinha de orar permanentemente.

“Deveriam os modernos seguidores de Cristo, enfraquecidos pelas tendências pecaminosas, sufocados por preocupações mundanas, frustrados pelas próprias falhas, ficar satisfeitos com algo menos do que uma vida de oração semelhante à de Jesus?”1

"A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo. Não que seja necessário, a fim de tornar conhecido a Deus o que somos; mas sim para nos habilitar a recebê-Lo. A oração não faz Deus baixar a nós, mas eleva-nos a Ele"3

“Jesus respondeu: — Tenham fé em Deus. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês poderão dizer a este monte: “Levante-se e jogue-se no mar.” Se não duvidarem no seu coração, mas crerem que vai acontecer o que disseram, então isso será feito. Por isso eu afirmo a vocês: quando vocês orarem e pedirem alguma coisa, creiam que já a receberam, e assim tudo lhes será dado. E, quando estiverem orando, perdoem os que os ofenderam, para que o Pai de vocês, que está no céu, perdoe as ofensas de vocês. [Se não perdoarem os outros, o Pai de vocês, que está no céu, também não perdoará as ofensas de vocês.]” (Marcos 11:22-26 NVI)2; “Vocês, mesmo sendo maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos. Quanto mais o Pai, que está no céu, dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem!” (Lucas 11:13 NVI)2; “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem crê em mim fará as coisas que eu faço e até maiores do que estas, pois eu vou para o meu Pai.” (João 14:12-14 NVI)2. “Como devemos entender essas promessas sobre a oração? Você já experimentou essas promessas? Já aprendeu a lidar com as frustrações, quando Deus não responde suas orações do jeito que você espera?”1

Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

__________________

1 LIÇÕES da escola sabatina. Discipulado. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 475, Jan. Fev. Mar. 2013. Adulto, Professor, p. 31

2 BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada: nova versão internacional. São Paulo: Sociedade Bíblica Internacional, 2003.

3 WHITE, Ellen Gould; Caminho a Cristo: em linguagem atualizada. 3.ed. São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2003. p. 93

Compaixão provada pelo tempo

Lições da Bíblia.

“Frequentemente, a oração assume uma postura egocêntrica. Os cristãos apresentam suas listas de desejos diante de Deus, na esperança de obter o que pedem. Ainda que tenhamos sido orientados a colocar nossas petições diante de Deus, às vezes, nossos motivos não são puros. […] No entanto, a oração de intercessão se concentra nas necessidades de outra pessoa, eliminando assim a possibilidade de motivação egoísta. Ao longo da história, as orações de intercessão representaram as mais altas expressões do discurso espiritual. Não sendo contaminadas pelo desejo de satisfação pessoal, essas conversas demonstram abnegação, compaixão e ardente desejo de salvação para os outros.”1

“1. Leia Daniel 9:2-19. O que afligia Daniel? Qual é o papel da confissão nessa oração? Por causa da idade avançada, Daniel provavelmente não se beneficiaria da restauração de Jerusalém. Por isso, o que motivou sua oração?”1 “no primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi, pelos livros, que o número de anos, de que falara o SENHOR ao profeta Jeremias, que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos. Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza. Orei ao SENHOR, meu Deus, confessei e disse: ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; temos pecado e cometido iniquidades, procedemos perversamente e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos; e não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, nossos príncipes e nossos pais, como também a todo o povo da terra. A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, o corar de vergonha, como hoje se vê; aos homens de Judá, os moradores de Jerusalém, todo o Israel, quer os de perto, quer os de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa das suas transgressões que cometeram contra ti. Ó SENHOR, a nós pertence o corar de vergonha, aos nossos reis, aos nossos príncipes e aos nossos pais, porque temos pecado contra ti. Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o perdão, pois nos temos rebelado contra ele e não obedecemos à voz do SENHOR, nosso Deus, para andarmos nas suas leis, que nos deu por intermédio de seus servos, os profetas. Sim, todo o Israel transgrediu a tua lei, desviando-se, para não obedecer à tua voz; por isso, a maldição e as imprecações que estão escritas na Lei de Moisés, servo de Deus, se derramaram sobre nós, porque temos pecado contra ti. Ele confirmou a sua palavra, que falou contra nós e contra os nossos juízes que nos julgavam, e fez vir sobre nós grande mal, porquanto nunca, debaixo de todo o céu, aconteceu o que se deu em Jerusalém. Como está escrito na Lei de Moisés, todo este mal nos sobreveio; apesar disso, não temos implorado o favor do SENHOR, nosso Deus, para nos convertermos das nossas iniquidades e nos aplicarmos à tua verdade. Por isso, o SENHOR cuidou em trazer sobre nós o mal e o fez vir sobre nós; pois justo é o SENHOR, nosso Deus, em todas as suas obras que faz, pois não obedecemos à sua voz. Na verdade, ó Senhor, nosso Deus, que tiraste o teu povo da terra do Egito com mão poderosa, e a ti mesmo adquiriste renome, como hoje se vê, temos pecado e procedido perversamente. Ó Senhor, segundo todas as tuas justiças, aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Jerusalém, do teu santo monte, porquanto, por causa dos nossos pecados e por causa das iniquidades de nossos pais, se tornaram Jerusalém e o teu povo opróbrio para todos os que estão em redor de nós. Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo e as suas súplicas e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o rosto, por amor do Senhor. Inclina, ó Deus meu, os ouvidos e ouve; abre os olhos e olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias. Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não te retardes, por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome.” (Daniel 9:21-9 RA)2. Daniel estava aflito em virtude do pecado de seu povo e temia pelo futuro da nação judaica. Confessou o pecado do povo sem eximir-se do seu próprio pecado. Buscou a misericórdia de Deus, suplicando por uma restauração que dela não poderia usufruir em virtude de sua idade avançada. Sua motivação foi o amor a Deus e ao seu povo.

“Pense na sua vida de oração: pelo que você ora, por que e para quem. Sua oração demonstra a morte para o eu? Como você pode aprender a ser menos egocêntrico em suas orações? Como suas orações podem ser menos egoístas, mesmo quando você ora por si mesmo?”1

Domingo, 11 de Janeiro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

__________________

1 LIÇÕES da escola sabatina. Discipulado. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 475, Jan. Fev. Mar. 2013. Adulto, Professor, p. 29

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Discipulado e oração

Lições da Bíblia.

"Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em Mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és Tu, ó Pai, em Mim e Eu em Ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que Tu Me enviaste" (Jo 17:20, 21)1.

“Não importa o que fizermos para salvar pessoas, sejam quais forem os programas evangelísticos que criarmos, devemos orar fervorosamente por aqueles que procuramos alcançar. Isso está no centro da vida do cristão, e de modo especial na vida do cristão que deseja formar novos discípulos. Que mudanças poderosas poderiam ocorrer se a oração constante e fervorosa estivesse no centro da nossa metodologia ao buscarmos fazer e manter discípulos! Apeguem-se os obreiros às promessas de Deus, dizendo: ‘Tu prometeste: ‘Pedi e recebereis’ (Jo 16:24). Eu preciso que esta pessoa se converta a Jesus Cristo.’ Solicitem orações em favor das pessoas por quem vocês trabalham; apresentem-nas perante a igreja como objetos de súplica. […] Escolham alguém, e alguém mais, buscando diariamente a orientação de Deus, em Suas mãos depondo tudo em fervorosa oração, e trabalhando na sabedoria divina"2

“Se o Salvador dos homens, com Sua força divina, sentia necessidade de oração, quanto mais devem os fracos mortais, pecadores, sentir a necessidade de oração -oração fervorosa, constante! Quando Cristo Se via mais tenazmente assaltado pela tentação, não comia nada. Entregava-Se a Deus e, mediante fervorosa oração e perfeita submissão à vontade de Seu Pai, saía vencedor. Os que professam a verdade para estes últimos dias, acima de todas as outras classes de professos cristãos, devem imitar o grande Modelo na oração.”3

Sábado, 10 de Janeiro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

__________________

1 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

2 LIÇÕES da escola sabatina. Discipulado. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 475, Jan. Fev. Mar. 2013. Adulto, Professor, p. 29

3 WHITE, Ellen Gould. Testemunhos para a igreja. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2006. v. 2, p. 202, 203

Discipulado por meio de metáforas – Vídeo

Lições da Bíblia

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

“Jesus desejava despertar a indagação. Procurou despertar os indiferentes e impressionar-lhes o coração com a verdade. O ensino por parábolas era popular e atraía o respeito e a atenção, não só dos judeus, mas também dos de outras nações. […] Cristo tinha verdades para apresentar, as quais o povo não estava preparado para aceitar nem compreender. Por esse motivo também, Ele lhes ensinava por parábolas. […] Posteriormente, ao olharem os objetos que Lhe haviam ilustrado os ensinos, as pessoas se lembrariam das palavras do divino Mestre. […] Jesus procurava um caminho para cada coração. Usando uma variedade de ilustrações, não só expunha a verdade em Seus diversos aspectos, mas apelava também para os diferentes ouvintes ” 1

Sexta-feira, 10 de Janeiro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudioda Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
__________________

1 WHITE , Ellen Gould. Parábolas de Jesus. Tradução de S. Julio Schwantes. 15. ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2009. p. 20-21

A herança criativa de Cristo

Lições da Bíblia.

“Após a conclusão do registro do ministério de Cristo, a narração de parábolas parece ter desaparecido das Escrituras. O que explica esse fenômeno? Certamente, o maior segmento do restante do Novo Testamento está centralizado em Paulo. […] Embora ele não use histórias da mesma forma que Jesus usou, Paulo ainda fez considerável uso de metáforas, comparações e outros recursos criativos (Rm 7:1-6; 1Co 3:10-15; 2Co 5:1-10). Outros escritores do Novo Testamento demonstram até certo ponto maior afinidade com o uso das parábolas. Tiago, irmão de Jesus, escreveu: ‘Suponham que na reunião de vocês entre um homem com anel de ouro’ (Tg 2:2, NVI), para começar uma lição narrativa. No entanto, nem o irmão de Cristo nem qualquer outro discípulo utilizaram histórias de maneira tão extensiva quanto Cristo.”1

“6. Escolha duas passagens entre os textos a seguir e identifique as metáforas em cada um deles. Quais são as mensagens contidas nesses versos? Que figuras são utilizadas para transmitir a mensagem? At 10:9-16; Tg 3:3-12; Ap 12:7-17; 18:9-20; 19:11-16” 1

“No dia seguinte, indo eles de caminho e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao eirado, por volta da hora sexta, a fim de orar. Estando com fome, quis comer; mas, enquanto lhe preparavam a comida, sobreveio-lhe um êxtase; então, viu o céu aberto e descendo um objeto como se fosse um grande lençol, o qual era baixado à terra pelas quatro pontas, contendo toda sorte de quadrúpedes, répteis da terra e aves do céu. E ouviu-se uma voz que se dirigia a ele: Levanta-te, Pedro! Mata e come. Mas Pedro replicou: De modo nenhum, Senhor! Porque jamais comi coisa alguma comum e imunda. Segunda vez, a voz lhe falou: Ao que Deus purificou não consideres comum. Sucedeu isto por três vezes, e, logo, aquele objeto foi recolhido ao céu.” (Atos 10:9-16 RA)2; Nesse texto de atos, Deus ordenou a Pedro que comesse carne imunda, algo inaceitável para um judeu, uma violação das instruções dadas pelo próprio Deus. No entanto, significava que a mensagem do Evangelho deveria ser pregada aos gentios, que Deus não faz distinção de raça e que a todos é dada a oportunidade de salvação.

“Ora, se pomos freio na boca dos cavalos, para nos obedecerem, também lhes dirigimos o corpo inteiro. Observai, igualmente, os navios que, sendo tão grandes e batidos de rijos ventos, por um pequeníssimo leme são dirigidos para onde queira o impulso do timoneiro. Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva! Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno. Pois toda espécie de feras, de aves, de répteis e de seres marinhos se doma e tem sido domada pelo gênero humano; a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero. Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim. Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso? Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce.” (Tiago 3:3-12 RA)2. Na mensagem de Tiago, as metáforas são o freio que controla os cavalos, o leme que manobra os navios, a centelha que põe fogo na floresta, o veneno mortífero, todas elas simbolizando o poder da língua humana. Esta só pode ser domada pelo Espírito Santo.

“Seja qual for a forma de expressão, o princípio permanece o mesmo: metáforas, símiles, parábolas, alegorias e outros exemplos de linguagem criativa nos permitem a comunicação de modo compreensível.”1

“A experiência do apóstolo Paulo ao defrontar-se com os filósofos de Atenas encerra uma lição para nós. Ao apresentar o evangelho no Areópago, Paulo enfrentou a lógica com a lógica, ciência com ciência, filosofia com filosofia. Os mais sábios de seus ouvintes ficaram atônitos e emudecidos. Suas palavras não podiam ser controvertidas. Pouco fruto, porém, produziu seu esforço. Poucos foram levados a aceitar o evangelho. Daí em diante Paulo adotou uma diversa maneira de trabalhar. Evitava os argumentos elaborados e as discussões de teorias e, em simplicidade, encaminhava homens e mulheres a Cristo como o Salvador dos pecadores.”3

Quinta-feira, 09 de Janeiro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

__________________

1 LIÇÕES da escola sabatina. Discipulado. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 475, Jan. Fev. Mar. 2013. Adulto, Professor, p. 21

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

3 WHITE, Ellen Gould. A ciência do bom viver. Tradução de Carlos Alberto Trezza. 10. ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2004. p. 214