O guia de Paulo para viver e amar intensamente

Lições da Bíblia

“Acarta de Paulo aos Romanos é mais conhecida por suas explicações detalhadas da grande doutrina da salvação pela fé mediante a morte de Cristo. Porém, após 11 capítulos sobre essa doutrina, ele muda a ênfase e oferece um guia prático para viver e amar satisfatoriamente, com base na graça e amor de Deus revelados em Jesus e na história do evangelho: ‘Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional’ (Rm 12:1). Com efeito, O que Paulo afirma é que, por causa do que Deus fez por nós em Jesus, devemos viver dessa maneira.”1

“4. Leia e resuma Romanos 12, observando de maneira especial as instruções para amar e cuidar dos outros, principalmente dos necessitados.”1

Romanos (12 ARA)2: 1 Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 2 E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. 3 Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função,assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros, 6 tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé; 7 se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina esmere-se no fazê-lo; 8 ou o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria. 9 O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. 10 Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. 11 No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor; 12 regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes; 13 compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade; 14 abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis. 15 Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram. 16 Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos. 17 Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; 18 se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; 19 não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor.  20 Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. 21 Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.

“Em certo sentido, Romanos 12 funciona como um resumo de muitos assuntos aos quais Paulo deu atenção mais detalhada em algumas de suas outras cartas. Ele falou sobre as diferentes funções e dons dentro do corpo da igreja, inclusive o dom de servir e de encorajar outros e o de doar generosamente (veja v. 3-8). Mas essas coisas devem ser feitas com entusiasmo e, acima de tudo, com amor (veja v. 9-11).”1

“Paulo descreveu em termos práticos o que é essa maneira de viver. Ele rogou aos cristãos que fossem pacientes nas dificuldades e perseguições, cuidassem dos necessitados, fossem pacificadores em qualquer lugar e sempre que possível, como vimos anteriormente, reagissem ao mal e à injustiça com bondade, vencendo o mal com a prática do bem (veja Rm 2:20, 21).”1

“Esse capítulo descreve o que significa viver como uma nova criatura, servindo a Deus individualmente e como parte de uma comunidade de fé. Paulo declarou a esses novos seguidores de Cristo que sua vida, prioridades e ações deveriam mudar por causa de sua resposta ao que Jesus havia feito por eles mediante Sua morte na cruz e devido à esperança de vida eterna que resultava de Seu sacrifício. Vivendo como eles estavam, em uma sociedade opressora e muitas vezes cruel no centro do Império Romano, Paulo os instruiu a viver de maneira diferente: ‘E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente’ (Rm 12:2).”1

“A quais atitudes e práticas você precisa resistir em sua comunidade para viver e amar de maneira ideal como um seguidor de Jesus?”1

Quarta-feira, 28 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Doação como forma de compartilhar

Lições da Bíblia

“Após sua conversão, Paulo assumiu a missão de levar o evangelho ao mundo gentílico. O sucesso que Deus lhe deu levantou questões importantes sobre a relação entre as raízes judaicas da emergente fé cristã e os novos seguidores de Jesus. Um concílio de líderes cristãos judeus e gentios se reuniu em Jerusalém para discutir o assunto e buscar a orientação divina sobre essas questões complicadas. A reunião e suas resoluções estão registradas em Atos 15.”1

“No entanto, no relatório de Paulo acerca dessa reunião, encontrado em Gálatas 2, ele acrescentou outro elemento importante às ordens que havia recebido do concílio de Jerusalém para o seu contínuo ministério entre os gentios: ‘Recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres, o que também me esforcei por fazer’ (Gl 2:10).”1

“E Paulo continuou a perseguir esse objetivo pessoalmente (veja, por exemplo, Atos 20:35) durante todo o seu ministério. Como ocorreu com a igreja primitiva em Jerusalém, Paulo expandiu a visão da comunidade cristã a fim de aceitar todos os crentes.”1

“3. Leia 2 Coríntios 8:7-15. Como Paulo relacionou o evangelho e a doação generosa?”1

2 Coríntios (8:7-15 ARA)2: “7 Como, porém, em tudo, manifestais superabundância, tanto na fé e na palavra como no saber, e em todo cuidado, e em nosso amor para convosco, assim também abundeis nesta graça. 8 Não vos falo na forma de mandamento, mas para provar, pela diligência de outros, a sinceridade do vosso amor;pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos. 10 E nisto dou minha opinião; pois a vós outros, que, desde o ano passado, principiastes não só a prática, mas também o querer, convém isto. 11 Completai, agora, a obra começada, para que, assim como revelastes prontidão no querer, assim a leveis a termo, segundo as vossas posses. 12 Porque, se há boa vontade, será aceita conforme o que o homem tem e não segundo o que ele não tem. 13 Porque não é para que os outros tenham alívio, e vós, sobrecarga; mas para que haja igualdade, 14 suprindo a vossa abundância, no presente, a falta daqueles, de modo que a abundância daqueles venha a suprir a vossa falta, e, assim, haja igualdade, 15 como está escrito: O que muito colheu não teve demais; e o que pouco, não teve falta.”

“Paulo utilizou duas referências do Antigo Testamento para exortar os cristãos a cuidar de seus irmãos em circunstâncias difíceis. Ele citou a história da generosa provisão de maná aos israelitas no deserto como um modelo de doação e do ato de compartilhar entre a comunidade mais ampla da igreja (2Co 8:15). Ele também citou o Salmo 112:9: ‘Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre’ (2Co 9:9).”1

“Paulo recomendou que seus leitores fossem intencionais nas doações, que separassem regularmente uma parte de sua renda para que ele ou Tito recolhessem essas ofertas e as entregassem aos necessitados em Jerusalém. Ele usou o exemplo de uma igreja para encorajar outras a ter generosidade semelhante. Ele escreveu: ‘Por meio dessa prova de serviço ministerial, outros louvarão a Deus pela obediência que acompanha a confissão que vocês fazem do evangelho de Cristo e pela generosidade de vocês em compartilhar seus bens com eles e com todos os outros’ (2Co 9:13, NVI).”1

“Como devemos priorizar nossas doações quando não podemos doar a todas as causas nem a todas as necessidades apresentadas?”1

Terça-feira, 27 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O ministério e testemunho de Dorcas

Lições da Bíblia

“Como Jesus havia predito, à medida que a igreja começou a se espalhar ‘tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra’ (At 1:8), novos cristãos abraçaram a fé e o ministério de Jesus. Entre eles estava Dorcas, também conhecida como Tabita, na cidade de Jope. Evidentemente ela levou a sério o ensino especial de Jesus de que, quando vestia o nu, ela o estava fazendo ao próprio Jesus

(veja Mt 25:38, 40 [‘E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? […] O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.’]).”1

“2. Leia a descrição de Dorcas e de seu ministério em Atos 9:36. Sua vida e ministério poderiam ser descritos em um formato semelhante a esse verso? Como você gostaria que as pessoas o descrevessem?”1

Atos (9:36 ARA): “36 Havia em Jope uma discípula por nome Tabita, nome este que, traduzido, quer dizer Dorcas; era ela notável pelas boas obras e esmolas que fazia.”

“Parece que o ministério de Dorcas era tão notável que a descrição dela como ‘discípula’ (veja At 9:36), bem como sua fidelidade, energia e foco nos outros eram reconhecidos mesmo fora de sua cidade natal.”1

“Pedro estava visitando Lida, a cidade vizinha, e o povo de Jope lhe pediu que ele viesse em resposta à morte prematura de Dorcas

(veja At 9:37-41 [‘37 Ora, aconteceu, naqueles dias, que ela adoeceu e veio a morrer; e, depois de a lavarem, puseram-na no cenáculo. 38 Como Lida era perto de Jope, ouvindo os discípulos que Pedro estava ali, enviaram-lhe dois homens que lhe pedissem: Não demores em vir ter conosco. 39 Pedro atendeu e foi com eles. Tendo chegado, conduziram-no para o cenáculo; e todas as viúvas o cercaram, chorando e mostrando-lhe túnicas e vestidos que Dorcas fizera enquanto estava com elas. 40 Mas Pedro, tendo feito sair a todos, pondo-se de joelhos, orou; e, voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te! Ela abriu os olhos e, vendo a Pedro, sentou-se. 41 Ele, dando-lhe a mão, levantou-a; e, chamando os santos, especialmente as viúvas, apresentou-a viva. 42 Isto se tornou conhecido por toda Jope, e muitos creram no Senhor. 43 Pedro ficou em Jope muitos dias, em casa de um curtidor chamado Simão.’]).

Em sua chegada a Jope, Pedro foi recebido por muitas pessoas que haviam sido auxiliadas por Dorcas mediante o trabalho dela para com os pobres. Elas lhe mostraram as roupas que Dorcas havia feito e, evidentemente, contaram-lhe histórias de como ela as havia ajudado e a muitas outras pessoas.”1

“O fato de que Pedro orou por Dorcas e Deus restaurou essa mulher à vida não garante que sempre dará tudo certo aos que dedicam sua vida ao serviço dos outros. Afinal, Dorcas já havia sofrido doença e morte, e Estêvão, um dos primeiros diáconos nomeados para ministrar às viúvas na igreja, também havia se tornado o primeiro mártir (veja At 7:54-60). Uma vida de serviço não é um caminho fácil, sem obstáculos; às vezes pode até ser a estrada mais difícil.”1

“No entanto, nessa história Deus usou o reconhecimento de Seu amor e poder tanto na vida quanto na morte de Dorcas para causar um forte impacto no povo de Jope: ‘Isto se tornou conhecido por toda Jope, e muitos creram no Senhor’ (At 9:42).”1

“Se você morresse, as pessoas sentiriam falta da sua contribuição assim como o ministério de Dorcas foi lembrado e lamentado? Como podemos deixar um melhor legado de serviço? Considerando a história dessa mulher que fazia roupas para os necessitados, quais são suas habilidades práticas para usar no serviço às pessoas?”1

Segunda-feira, 26 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Um novo tipo de comunidade

Lições da Bíblia

“Depois da ascensão de Jesus e da vinda do Espírito Santo no Pentecostes, o grupo de cristãos cresceu rapidamente e criou a igreja primitiva, um novo tipo de comunidade entre os seguidores de Jesus, inicialmente liderada por Seus primeiros discípulos. No entanto, essa nova comunidade não foi somente algo que eles criaram entre si; em vez disso, foi fundada sobre os ensinamentos e ministério de Jesus e fundamentada na longa história das Escrituras hebraicas e de seus profetas.”1

“1. Leia Atos 2:42-47 e 4:32-37. Quais são os elementos essenciais nessas descrições da comunidade da igreja primitiva?”1

Atos (2:42-47 ARA)2: “42 E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. 43 Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. 44 Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. 45 Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. 46 Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, 47 louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.”

Atos (4:32-37 ARA)2: “32 Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. 33 Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. 34 Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes 35 e depositavam aos pés dos apóstolos; então, se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade. 36 José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé, que quer dizer filho de exortação, levita, natural de Chipre, 37 como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos.”

“Embora pareça que os israelitas não conseguiram viver o projeto de uma sociedade justa e generosa, a comunidade da igreja primitiva levou a sério a ordem de que não deveria haver pobres entre eles (Dt 15:4). Uma das expressões práticas de sua fé foi compartilhar seus recursos materiais, até mesmo vendendo terras e doando o valor recebido (veja At 4:34–5:2) a fim de atender às necessidades de seus irmãos na fé, bem como ser uma bênção aos que não faziam parte daquela nova comunidade, especialmente mediante o ministério da cura

(veja At 3:1-11; 5:12-16 [3:1-11 ‘1 Pedro e João subiam ao templo para a oração da hora nona. 2 Era levado um homem, coxo de nascença, o qual punham diariamente à porta do templo chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam. 3 Vendo ele a Pedro e João, que iam entrar no templo, implorava que lhe dessem uma esmola. 4 Pedro, fitando-o, juntamente com João, disse: Olha para nós. 5 Ele os olhava atentamente, esperando receber alguma coisa. 6 Pedro, porém, lhe disse: Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda! 7 E, tomando-o pela mão direita, o levantou; imediatamente, os seus pés e tornozelos se firmaram; 8 de um salto se pôs em pé, passou a andar e entrou com eles no templo, saltando e louvando a Deus. 9 Viu-o todo o povo a andar e a louvar a Deus, 10 e reconheceram ser ele o mesmo que esmolava, assentado à Porta Formosa do templo; e se encheram de admiração e assombro por isso que lhe acontecera. 11 Apegando-se ele a Pedro e a João, todo o povo correu atônito para junto deles no pórtico chamado de Salomão.”; 5:12-16 ‘12 Muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos. E costumavam todos reunir-se, de comum acordo, no Pórtico de Salomão. 13 Mas, dos restantes, ninguém ousava ajuntar-se a eles; porém o povo lhes tributava grande admiração. 14 E crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor, 15 a ponto de levarem os enfermos até pelas ruas e os colocarem sobre leitos e macas, para que, ao passar Pedro, ao menos a sua sombra se projetasse nalguns deles. 16 Afluía também muita gente das cidades vizinhas a Jerusalém, levando doentes e atormentados de espíritos imundos, e todos eram curados.’]).”1

“No entanto, essa comunidade não era uma sociedade utópica. À medida que aumentava o número de cristãos, cresciam as tensões sobre a administração desses recursos, especialmente em relação à distribuição diária de alimentos às viúvas (veja At 6:1). Os discípulos, que eram os líderes naturais do grupo, desejavam se concentrar na pregação do evangelho. Para lidar com a situação, eles precisaram se reorganizar.”1

“Sete homens foram nomeados para se concentrar nos assuntos práticos da comunidade da igreja. Esse foi talvez o primeiro reconhecimento dos diferentes ministérios e habilidades a ser exercidos na igreja. Ao mesmo tempo, ficou demonstrada a importância do ministério prático para a vida e testemunho dos cristãos. ‘Os mesmos princípios de piedade e justiça que deviam orientar os líderes entre o povo de Deus nos dias de Moisés e de Davi, deviam ser igualmente seguidos por aqueles a quem foi entregue o cuidado da recém-organizada igreja de Deus na dispensação cristã’ (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 95).”1

“Tente imaginar como deve ter sido aquela comunidade primitiva. Como podemos refletir os princípios que a igreja manifestou nesse período?”1

Domingo, 25 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O ministério na igreja do Novo Testamento

Lições da Bíblia

“A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (Tg 1:27).

“Os versos que conhecemos como a Grande Comissão (Mt 28:18-20) estão entre os mais conhecidos da Bíblia, ao menos pelos cristãos. Muitas vezes esses versos foram descritos como nossa ‘declaração de missão’ e inspiraram todos os tipos de projetos missionários e evangelísticos. De fato, inspirados por essa passagem bíblica, os cristãos têm percorrido o mundo todo para espalhar o evangelho, às vezes a um grande custo pessoal.”1

“Quais foram as instruções de Jesus na Grande Comissão? Fazer discípulos, batizando e ensinando as pessoas ‘a guardar todas as coisas que’ Ele nos ordenou (Mt 28:20). E, como vimos, grande parte das determinações de Cristo tem a ver com o cuidado dos necessitados, dos sofredores, dos que são incapazes de cuidar de si mesmos. Sendo assim, precisamos nos lembrar de que as ordens de Jesus aos Seus primeiros discípulos não eram incumbências novas, algo que eles jamais tivessem ouvido ou visto antes, mas uma continuação da missão que Jesus já vinha desenvolvendo entre eles. Por isso, esse aspecto do ensino de Cristo pode ser visto claramente na vida da nova igreja como parte do cumprimento da Grande Comissão.”1

Sábado, 24 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 

“Meus pequeninos irmãos” – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Textos de Ellen G. White: O Desejado de Todas as Nações, p. 497-505 (“O Bom Samaritano”) e p. 637-641 (“Um Destes Meus Pequeninos Irmãos”); Parábolas de Jesus, p. 260-271 (“Como se Decide o Nosso Destino”) e p. 376-389 (“A Verdadeira Riqueza”).1

“Cristo derriba a parede de separação, o amor-próprio, o separatista preconceito de nacionalidade e ensina amor a toda a família humana. Ergue os homens do estreito círculo que lhes prescreve o egoísmo; elimina todos os limites territoriais e as convencionais distinções da sociedade. Não faz diferença entre vizinhos e estrangeiros, amigos e inimigos. Ele nos ensina a considerar todo necessitado como nosso semelhante, e o mundo como o nosso campo” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 42).1

“A norma da regra áurea é o verdadeiro padrão do cristianismo; tudo que a deixa de cumprir é um engano. Uma religião que induz os homens a estimarem em pouco os seres humanos, avaliados por Cristo em tão alto valor que por eles Se doou; uma religião que nos leve a negligenciar as necessidades humanas e seus sofrimentos ou direitos é falsa religião. Menosprezando os direitos do pobre, do sofredor e do pecador, estamos nos demonstrando traidores de Cristo. É porque os homens usam o nome de Cristo ao passo que na vida Lhe negam o caráter, que o cristianismo tem no mundo tão pouco poder” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 136, 137).1

Perguntas para discussão

“1. Das passagens estudadas nesta semana, qual é a sua favorita? Por quê?”1

“2. Por que uma fé ‘que nos leve a negligenciar as necessidades humanas e seus sofrimentos ou direitos é falsa religião’?”1

“3. Como os versos do estudo de quinta mostram o que também implica ter a ‘verdade’?”1

Resumo:

“Os ensinos de Jesus estabelecem um modo de vida diferente para os cidadãos do Seu reino. Com base no Antigo Testamento, Ele ampliou a ênfase em cuidar dos pobres e oprimidos, destacando que Seus seguidores viverão de modo compassivo enquanto aguardam Seu retorno.”1

Sexta-feira, 23 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 

“Meus pequeninos irmãos”

Lições da Bíblia

“Outra ocasião em que Jesus recebeu uma pergunta e deu uma resposta bastante diferente da expectativa dos Seus interlocutores se encontra no sermão registrado em Mateus 24 e 25. Os discípulos foram a Jesus e perguntaram sobre a destruição do templo em Jerusalém e sobre o momento de Seu retorno

(veja Mt 24:1-3 [‘1 Tendo Jesus saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos para lhe mostrar as construções do templo. 2 Ele, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada. 3 No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século.’]).”1

“A conclusão da Sua prolongada resposta a essa pergunta se referiu à prática de alimentar os famintos, dar de beber aos sedentos, acolher os estrangeiros, vestir o nu, cuidar dos enfermos e visitar os que estavam na prisão. Ele lhes assegurou: ‘Sempre que o fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes’ (Mt 25:40) e ‘Sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a Mim o deixastes de fazer’ (Mt 25:45).”1

“Isso está relacionado às perguntas que deram início a esse ensinamento equivalente a uma descrição do juízo final. Ao longo de Mateus 24, Jesus apresentou respostas mais diretas às perguntas dos discípulos, dando sinais e advertências sobre a destruição de Jerusalém e o fim dos tempos, mas Ele enfatizou a necessidade de ‘vigiar’ e viver de maneira apropriada à luz da promessa de Sua segunda vinda. Na primeira parte de Mateus 25, a história das virgens sábias e das tolas instiga a necessidade de preparação para um retorno inesperado ou demorado; a história dos três servos apresenta a necessidade de viver de modo correto e produtivo enquanto O aguardamos. Em seguida, a parábola das ovelhas e bodes é muito mais específica quanto às tarefas com as quais o povo de Deus deve estar ocupado.”

6. Leia Mateus 25:31-46. O que Jesus disse nessa passagem? Por que esse texto não trata de salvação pelas obras? O que realmente significa ter uma fé salvífica?”1

Mateus (25:31-46 ARA)2: “31 Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória; 32 e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas; 33 e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda; 34 então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. 35 Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; 36 estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. 37 Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? 38 E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? 39 E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? 40 O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. 41 Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. 42 Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; 43 sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me. 44 E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos? 45 Então, lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer. 46 E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna.”

“Jesus disse que quando servimos aos outros estamos servindo a Ele. Essa declaração deve transformar todos os nossos relacionamentos e atitudes. Imagine poder convidar Jesus para uma refeição ou visitá-Lo no hospital ou na prisão. […] Jesus disse que fazemos isso quando oferecemos esse serviço às pessoas da nossa comunidade. Que oportunidade incrível Ele nos oferece dessa maneira!”1

“Em espírito de oração, leia o que Jesus disse nesses versículos. Como entendemos a ideia de que Ele simplesmente Se igualou aos famintos, nus e aprisionados? Que obrigação poderosa isso coloca sobre nossa maneira de viver?”1

Quinta-feira, 22 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O rico e Lázaro

Lições da Bíblia

“Na parábola do rico e Lázaro (Lc 16:19-31), Jesus comparou a vida de dois homens – um rico e outro extremamente pobre. Na ausência de assistência social, hospitais comunitários ou refeições para os pobres, era uma prática comum aos necessitados, portadores de deficiências ou desfavorecidos mendigar à porta das casas dos ricos. Esperava-se que os ricos fossem generosos em compartilhar um pouco de sua riqueza para aliviar o sofrimento dos pobres. Mas nessa história, o homem rico era ‘egoisticamente indiferente às necessidades de seu irmão sofredor’ (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 261). Em vida, as respectivas circunstâncias desses dois homens permaneceram inalteradas; mas tendo morrido e sido julgados por Deus, suas posições foram dramaticamente invertidas.”1

“5. Compare Lucas 16:19-31 com Lucas 12:13-21. Quais são as semelhanças e diferenças entre essas duas histórias e, juntas, o que elas nos ensinam?”1

Lucas (16:19-31 ARA)2:  19 Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente. 20 Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele; 21 e desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras. 22 Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. 23 No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio. 24 Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. 25 Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos. 26 E, além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós. 27 Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna, 28 porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento. 29 Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos. 30 Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão. 31 Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.”

Lucas (12:13-21 ARA)2: “13 Nesse ponto, um homem que estava no meio da multidão lhe falou: Mestre, ordena a meu irmão que reparta comigo a herança. 14 Mas Jesus lhe respondeu: Homem, quem me constituiu juiz ou partidor entre vós? 15 Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui. 16 E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produziu com abundância. 17 E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? 18 E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. 19 Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. 20 Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? 21 Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.

“Em nenhuma dessas histórias há evidência de que os homens ficaram ricos fazendo algo errado. Talvez ambos tivessem trabalhado arduamente, administrado com cuidado e sido abençoados por Deus. Mas parece que algo deu errado em suas atitudes em relação à vida, a Deus, ao dinheiro e aos outros, e isso lhes trouxe um custo significativo e eterno.”1

“A partir do imaginário popular acerca da vida após a morte dos dias de Jesus, a história do homem rico e Lázaro ensina que as escolhas que fazemos nesta vida são importantes para a próxima. Nossa maneira de reagir aos que buscam nossa ajuda ou necessitam dela demonstra nossas escolhas e prioridades. Como ‘Abraão’ mencionou ao homem rico sofredor, a Bíblia apresenta uma direção mais do que adequada para escolhermos o melhor: ‘Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos’ (Lc 16:29).”

“Jesus ensinou que as tentações relacionadas ao desejo de ter, manter ou alcançar riquezas podem nos afastar de Seu reino, distanciar-nos dos outros e nos levar ao egocentrismo e à autossuficiência. Jesus nos chamou a buscar Seu reino em primeiro lugar e compartilhar as bênçãos que recebemos com aqueles que nos rodeiam, especialmente com os necessitados.”1

“Seja qual for nossa condição financeira, como podemos impedir que o dinheiro ou o amor ao dinheiro distorçam nossa perspectiva sobre qual deve ser o foco da vida do cristão?”1

Quarta-feira, 21 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.