Um sinistro cântico de amor (Is 5:1-7)

Lições da Bíblia1

10. Leia o cântico de Isaías 5:1-7. Qual é o significado dessa parábola?

Isaías 5:1-7 (ARA)2: “1 Agora, cantarei ao meu amado o cântico do meu amado a respeito da sua vinha. O meu amado teve uma vinha num outeiro fertilíssimo. 2 Sachou-a, limpou-a das pedras e a plantou de vides escolhidas; edificou no meio dela uma torre e também abriu um lagar. Ele esperava que desse uvas boas, mas deu uvas bravas. 3 Agora, pois, ó moradores de Jerusalém e homens de Judá, julgai, vos peço, entre mim e a minha vinha. 4 Que mais se podia fazer ainda à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas? 5 Agora, pois, vos farei saber o que pretendo fazer à minha vinha: tirarei a sua sebe, para que a vinha sirva de pasto; derribarei o seu muro, para que seja pisada; 6 torná-la-ei em deserto. Não será podada, nem sachada, mas crescerão nela espinheiros e abrolhos; às nuvens darei ordem que não derramem chuva sobre ela. 7 Porque a vinha do Senhor dos Exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta dileta do Senhor; este desejou que exercessem juízo, e eis aí quebrantamento da lei; justiça, e eis aí clamor.

Deus explicou o significado da parábola somente no final, no verso 7. Ao usar uma parábola, Ele fez com que o povo se examinasse objetivamente, a fim de admitir sua verdadeira condição. Deus usou efetivamente essa abordagem com o rei Davi (veja 2Sm 12:1-13). Ao chamar isso de “cântico de amor”, o Pai revelou desde o início Sua motivação para com o povo. Seu relacionamento com ele se originava de Seu caráter, que é amor (1Jo 4:8). Ele esperava, em troca, uma resposta de amor. Mas, em vez de “uvas”, ele recebeu “uvas bravas”, que significa, no hebraico, “coisas estragadas”.

11. O que o Senhor quis dizer em Isaías 5:4: “Que mais se podia fazer à Minha vinha, que Eu não lhe tenha feito”?

Deus faz tudo o que Ele pode para que sejamos restaurados e transformados, mas precisamos fazer a nossa escolha.

Deus declarou nos versos seguintes: “Pois Eu lhes digo o que vou fazer com a Minha vinha: Derrubarei sua cerca para que ela seja transformada em pasto; derrubarei o seu muro para que seja pisoteada. Farei dela um terreno baldio” (Is 5:5, 6, NVI).

Quando pecamos, Deus não nos afasta de Si, removendo Sua proteção e nos destruindo. Ele pacientemente nos dá uma oportunidade de receber perdão (2Pe 3:9). O Senhor não elimina ninguém que atenda ao Seu convite, mas apela enquanto há esperança de resposta. O Senhor não aceita imediatamente o “não” como resposta porque sabe que somos ignorantes e enganados pelo pecado. Mas se não Lhe correspondermos, Ele reconhecerá nossa escolha e nos deixará no caminho em que escolhemos estar (Ap 22:11).

Se rejeitarmos persistentemente os apelos de Deus por meio de Seu Espírito, a situação pode ficar finalmente irreversível (Mt 12:31, 32). Afastar- se de Cristo é perigoso (Hb 6:4-6). Há um limite para o que Deus pode fazer, porque Ele respeita nossa livre escolha.

Considere o conceito encontrado em Isaías 5:4, sobre o “que mais se podia fazer à vinha”. À luz do sacrifício feito na cruz pelas nossas transgressões, o que mais poderia ter sido feito por nós? Isso nos dá certeza de salvação e nos leva ao arrependimento e mudança de vida?

Quinta-feira, 31 de dezembro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Comer ou ser devorado (Is 1:19-31)

Lições da Bíblia1

8. Qual é o tema de Isaías 1:19-31 e que é visto em toda a Bíblia? Assinale a alternativa correta:

Isaías 1:19-31 (ARA)2: “19 Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra. 20 Mas, se recusardes e fordes rebeldes, sereis devorados à espada; porque a boca do Senhor o disse. 21 Como se fez prostituta a cidade fiel! Ela, que estava cheia de justiça! Nela, habitava a retidão, mas, agora, homicidas. 22 A tua prata se tornou em escórias, o teu licor se misturou com água. 23 Os teus príncipes são rebeldes e companheiros de ladrões; cada um deles ama o suborno e corre atrás de recompensas. Não defendem o direito do órfão, e não chega perante eles a causa das viúvas. 24 Portanto, diz o Senhor, o Senhor dos Exércitos, o Poderoso de Israel: Ah! Tomarei satisfações aos meus adversários e vingar-me-ei dos meus inimigos. 25 Voltarei contra ti a minha mão, purificar-te-ei como com potassa das tuas escórias e tirarei de ti todo metal impuro. 26 Restituir-te-ei os teus juízes, como eram antigamente, os teus conselheiros, como no princípio; depois, te chamarão cidade de justiça, cidade fiel. 27 Sião será redimida pelo direito, e os que se arrependem, pela justiça. 28 Mas os transgressores e os pecadores serão juntamente destruídos; e os que deixarem o Senhor perecerão. 29 Porque vos envergonhareis dos carvalhos que cobiçastes e sereis confundidos por causa dos jardins que escolhestes. 30 Porque sereis como o carvalho, cujas folhas murcham, e como a floresta que não tem água. 31 O forte se tornará em estopa, e a sua obra, em faísca; ambos arderão juntamente, e não haverá quem os apague.”

A. ( ) Bênçãos mediante a obediência e maldições em caso de rebeldia.
B. ( ) O livramento de Deus.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

Observe a estrutura lógica em Isaías 1:19, 20: Se o povo escolhesse obedecer a Deus, comeria “o melhor desta terra” (Is 1:19). Por outro lado, se recusasse Sua oferta de perdão e restauração e se rebelasse contra Ele, seria devorado “pela espada” (Is 1:20). A escolha era deles. Esses versos, portanto, contêm bênção e maldição condicionais.

Isaías 1 reiterou e aplicou as palavras de Moisés, registradas quando a aliança com Israel havia sido estabelecida: “Hoje tomo o céu e a Terra por testemunhas contra vocês, que lhes propus a vida e a morte, a bênção e a maldição” (Dt 30:19, 20).

9. Examine essas palavras de Moisés. Observe que não há meio-termo. É vida ou morte, bênção ou maldição. Por que existe apenas uma das duas opções? Por que não pode haver transigência?

A aliança envolve uma escolha no contexto do conflito entre o bem e o mal; não podemos ficar com as duas opções.

Essas palavras de Moisés resumem a sequência de advertências, bênçãos e maldições que concluem o estabelecimento da aliança em Deuteronômio 27–30 (compare com Lv 26). Os elementos dessa aliança incluem (1) recapitulação do que Deus havia feito por eles; (2) condições/estipulações (mandamentos) a ser observadas para que a aliança fosse mantida; (3) referência a testemunhas; e (4) bênçãos e maldições a fim de advertir o povo do que aconteceria caso eles violassem as condições da aliança.

Os estudiosos descobriram que esses elementos aparecem na mesma ordem nos tratados políticos que envolviam povos não israelitas, como os hititas. Portanto, a fim de estabelecer Sua aliança com os israelitas, Deus usou um meio para que eles entendessem. Ele queria que ficassem gravadas em sua mente, com a maior força possível, a natureza e as consequências do relacionamento que os obrigava mutuamente, no qual eles estavam escolhendo entrar. Os benefícios da aliança eram surpreendentes, mas, se Israel quebrasse o acordo, estaria em pior situação do que nunca.

Como você tem vivenciado o princípio de bênçãos e maldições na sua vida cristã?

Quarta-feira, 30 de dezembro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O argumento do perdão (Is 1:18)

Lições da Bíblia1

6. O que o Senhor disse em Isaías 1:18? Assinale a alternativa correta:

Isaías 1:18 (ARA)2: “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.”

A ( ) Que o povo devia fazer mais holocaustos e sacrifícios.
B ( ) Que os pecados do povo poderiam se tornar brancos como a neve.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

Deus apresentou poderosas evidências de que os judeus, os acusados, eram culpados de quebra de acordo (Is 1:2-15) e apelou para que eles passassem por uma reforma (Is 1:16, 17). Esse apelo sugere que havia esperança. Afinal, por que instigar um criminoso que merece execução a mudar seu comportamento? Como um prisioneiro no corredor da morte poderia repreender ao opressor, defender o direito do órfão e pleitear a causa das viúvas? Mas quando Deus diz: “Venham, pois, e vamos discutir a questão” (Is 1:18), Ele ainda buscava argumentar com Seu povo, ainda buscava fazê-lo se arrepender e se desviar de seus maus caminhos, não importando quanto eles haviam se tornado degenerados.

O Senhor lhes disse que seus pecados, embora fossem vermelhos como o carmesim, se tornariam brancos. Por que os pecados são vermelhos? Porque vermelho é a cor do “sangue” (culpa de sangue) que enchia as mãos do povo (Is 1:15). Branco, por outro lado, representa a cor da pureza, a ausência da culpa de sangue. Nesse texto, Deus Se oferece para transformar Seu povo. Esse é o tipo de linguagem que o rei Davi utilizou quando clamou a Deus pelo perdão de seu pecado de tomar Bate-Seba e de destruir o marido dela (Sl 51:7, 14). Em Isaías 1:18, o argumento de Deus é uma oferta de perdão ao Seu povo!

7. Como a oferta divina de perdão servia de argumento para que os judeus mudassem seu comportamento? Compare Isaías 1:18 com Isaías 44:22.

Isaías 44:22 (ARA)2: “Desfaço as tuas transgressões como a névoa e os teus pecados, como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi.”

Agora vemos o propósito das incisivas palavras de advertência de Deus. Elas não foram ditas para rejeitar o povo, mas para trazê-lo de volta a Ele. Sua oferta de perdão é o argumento que sustenta Seu apelo para que o povo se purifique (Is 1:16, 17). Seu perdão possibilita a transformação por Seu poder. Aqui vemos as sementes da “nova aliança” (Jr 31:31-34 [“31 Eis aí vêm dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. 32 Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o Senhor. 33 Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 34 Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor. Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.”]), fundamentada no perdão. Começamos “no vermelho”, com uma dívida que nunca poderíamos pagar. Com humilde reconhecimento da nossa necessidade de perdão, estamos prontos para aceitar o que Deus tem para dar.

Terça-feira, 29 de dezembro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Ritualismo podre (Is 1:10-17)

Lições da Bíblia1

3. Leia Isaías 1:10. Em sua opinião, por que o profeta usou as imagens de Sodoma e Gomorra? Qual mensagem o Senhor estava apresentando?

Isaías 1:10 (ARA)2: “Ouvi a palavra do Senhor, vós, príncipes de Sodoma; prestai ouvidos à lei do nosso Deus, vós, povo de Gomorra.”

Sodoma e Gomorra foram destruídas por causa de seus graves pecados. O Senhor advertiu o povo acerca de um destino semelhante ao daquelas cidades.

4. Leia Isaías 1:11-15. O que o Senhor disse ao povo? Por que Ele rejeitou a adoração que estava sendo oferecida? Assinale a alternativa correta:

Isaías 1:11-15 (ARA)2: “11 De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? —diz o Senhor. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. 12 Quando vindes para comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes os meus átrios? 13 Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene. 14 As vossas Festas da Lua Nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer. 15 Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.”

A. ( ) As ofertas eram abomináveis, pois as mãos do povo estavam cheias de sangue.
B. ( ) Eles estavam roubando o Senhor nos dízimos e nas ofertas.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

As mesmas mãos que ofereciam sacrifícios e eram erguidas em oração estavam “cheias de sangue”; isto é, culpadas de violência e opressão (Is 1:15; 58:3, 4). Quando maltratavam outros membros da comunidade da aliança, eles estavam demonstrando desprezo pelo Protetor de todos os israelitas. Pecados contra outras pessoas são pecados contra o Senhor.

Evidentemente, o próprio Deus havia instituído o sistema ritual de adoração (Lv 1–16) e designado o templo de Jerusalém como o local apropriado para tal (1Rs 8:10, 11). Mas os rituais foram planejados para funcionar no contexto da aliança que Deus havia feito com o povo. A aliança de Deus com Israel possibilitava Sua habitação entre eles no santuário/ templo. Portanto, os rituais e as orações realizados ali eram válidos somente se o povo expressasse fidelidade a Ele e à Sua aliança. As pessoas que ofereciam sacrifícios sem se arrependerem das ações injustas contra outros membros da comunidade da aliança estavam apresentando rituais de falsidade. Portanto, seus sacrifícios não eram apenas inválidos, mas eram pecados! Seus rituais demonstravam lealdade, mas seu comportamento provava que haviam quebrado a aliança.

5. Leia Isaías 1:16, 17. O que o Senhor ordenou que Seu povo fizesse? Nesse contexto, como esses versos são semelhantes ao que Jesus disse em Mateus 23:23-28? Que mensagem encontramos para nós nesses textos e no seu contexto?

Isaías 1:16, 17 (ARA)2: “16 Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. 17 Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas.

Mateus 23:23-28 (ARA)2: “23 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas! 24 Guias cegos, que coais o mosquito e engolis o camelo! 25 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque limpais o exterior do copo e do prato, mas estes, por dentro, estão cheios de rapina e intemperança! 26 Fariseu cego, limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo! 27 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia! 28 Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.”

Deus ordenou que o povo cessasse de fazer o mal, que se lavasse e se purificasse das maldades e injustiças que havia cometido contra os mais vulneráveis. Além disso, Deus pediu que eles voltassem seus olhos para os órfãos e viúvas.

Segunda-feira, 28 de dezembro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Escutem, ó céus! (Is 1:1-9)

Lições da Bíblia1

Na breve introdução de seu livro, o profeta identifica seu autor (Isaías, “filho de Amoz”), a fonte de sua mensagem (uma “visão”) e seu assunto (Judá e sua capital, Jerusalém, durante o reinado de quatro reis). Ele também identifica seu público primário como o povo de seu país durante o tempo em que ele viveu. O profeta falou com o povo acerca da condição e do destino dele.

Mencionando os reis em cujos reinados ele atuou, Isaías restringiu o público-alvo e relacionou o livro aos acontecimentos históricos e políticos de determinado período, que nos leva aos relatos de 2 Reis 15–20 e 2 Crônicas 26–32.

1 Qual é a essência da mensagem de Isaías 1:2? Como essa ideia é vista ao longo da história sagrada? Ela também poderia ser declarada sobre a igreja cristã hoje?

Isaías 1:2 (ARA)2: “Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, ó terra, porque o Senhor é quem fala: Criei filhos e os engrandeci, mas eles estão revoltados contra mim.”

Observe que a mensagem de Isaías inicia com as palavras “Escutem, ó céus, e ouça, ó Terra” (compare com Dt 30:19 [“Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência,”]; 31:28 [“Ajuntai perante mim todos os anciãos das vossas tribos e vossos oficiais, para que eu fale aos seus ouvidos estas palavras e contra eles, por testemunhas, tomarei os céus e a terra.”]). O Senhor não estava sugerindo que o céu e a Terra pudessem ouvir ou entender. Em vez disso, Ele usou essa imagem para dar ênfase.

Quando um antigo rei do Oriente Próximo, como um imperador hitita, fazia um tratado político com um governante menos importante, ele invocava seus deuses como testemunhas para enfatizar que qualquer violação do acordo certamente seria observada e punida. Porém, quando o divino Rei dos reis fez uma aliança com os israelitas nos dias de Moisés, Ele não Se referiu a outros deuses como testemunhas. Como o único Deus verdadeiro, Ele convocou os céus e a Terra para que cumprissem essa função (Dt 4:26).

2. Leia com atenção Isaías 1:1-9. Resuma nas linhas a seguir os pecados de Judá. Anote especialmente os resultados desses pecados. De que Judá era culpado e o que aconteceu por causa de sua culpa? Ao mesmo tempo, que esperança é apresentada no verso 9?

Isaías 1:1-9 ARA(RA)2: “1 Visão de Isaías, filho de Amoz, que ele teve a respeito de Judá e Jerusalém, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá. 2 Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, ó terra, porque o Senhor é quem fala: Criei filhos e os engrandeci, mas eles estão revoltados contra mim. 3 O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende. 4 Ai desta nação pecaminosa, povo carregado de iniquidade, raça de malignos, filhos corruptores; abandonaram o Senhor, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram para trás. 5 Por que haveis de ainda ser feridos, visto que continuais em rebeldia? Toda a cabeça está doente, e todo o coração, enfermo. 6 Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas, umas e outras não espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo. 7 A vossa terra está assolada, as vossas cidades, consumidas pelo fogo; a vossa lavoura os estranhos devoram em vossa presença; e a terra se acha devastada como numa subversão de estranhos. 8 A filha de Sião é deixada como choça na vinha, como palhoça no pepinal, como cidade sitiada. 9 Se o Senhor dos Exércitos não nos tivesse deixado alguns sobreviventes, já nos teríamos tornado como Sodoma e semelhantes a Gomorra.

Domingo, 27 de dezembro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Crise de identidade

Lições da Bíblia

“Venham, pois, e vamos discutir a questão. Ainda que os pecados de vocês sejam como o escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, eles se tornarão como a lã” (Is 1:18).1

“Perdido na terra do esquecimento. Se você dirigir pela Irlanda, ao longo de uma estrada interiorana estreita, ladeada por cercas vivas, é possível que você encontre a estrada bloqueada por uma manada de vacas retornando para casa após uma saborosa alimentação. Mesmo que nenhum pastor as esteja acompanhando, elas voltam para o curral de seus donos, pois conhecem o lugar a que pertencem e a quem pertencem.”1

“Se um garotinho em uma loja se separa de sua mãe e grita: ‘Eu me perdi da minha mãe!’, ele pode não saber exatamente onde está nem onde está sua mãe, mas, em meio a uma multidão de mães andando pela loja, ele conhecerá a única que é a sua mãe.”1

Infelizmente, ao contrário das vacas irlandesas e do garotinho perdido, os judeus se esqueceram de que pertenciam ao Senhor, seu Pai celestial, e, assim, perderam sua verdadeira identidade como povo da aliança. ‘Criei filhos e os engrandeci, mas eles estão revoltados contra Mim. O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o Meu povo não entende’ (Is 1:2, 3).1

Nesta semana, examinaremos a obra de Deus para restaurar Seu povo.

Sábado, 26 de dezembro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 

Céu, educação e aprendizado eterno – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Textos de Ellen G. White: Educação, p. 301-309 (“A escola do futuro”); O Grande Conflito, p. 662-678 (“A vitória do amor”).

“O leão, que aqui tanto precisamos respeitar e temer, se deitará, então, com o cordeiro, e tudo na Nova Terra será paz e harmonia. As árvores da Nova Terra serão retas e altaneiras, sem deformidades […].1

“Deixemos que tudo quanto é belo em nosso lar terrestre nos lembre o rio de cristal e os campos verdejantes, as árvores tremulantes e as fontes vivas, a cidade resplendente e os cantores vestidos de vestes brancas de nosso lar celestial – aquele mundo de beleza que nenhum artista pode pintar e nenhuma língua mortal descrever. Deixe que sua mente imagine o lar dos remidos, mas lembre-se de que ele será mais glorioso do que o pode pintar a sua mais brilhante imaginação” (Ellen G. White, Visões do Céu, p. 133, 134).1

“Um receio de fazer com que a herança futura pareça material demais tem levado muitos a espiritualizar as mesmas verdades que nos levam a considerá-la nosso lar. Cristo garantiu aos Seus discípulos que iria preparar um lugar para eles na casa de Seu Pai. Aqueles que aceitam os ensinos da Palavra de Deus não serão totalmente ignorantes com respeito à morada celestial. […] A linguagem humana não consegue descrever a recompensa dos justos. Será conhecida somente por aqueles que a contemplarem. Nenhuma mente finita consegue compreender a glória do paraíso de Deus” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 674, 675).1

Perguntas para consideração

“1. Por que muitos não se preocupam com a eternidade? Essa atitude não é absurda?”1

“2. Por que a esperança de vida eterna é tão importante para a nossa fé? Sem ela, por que realmente não temos nada?”1

“3. Na ciência há coisas muito complexas. Os cientistas não falam mais em ‘formas de vida simples’ porque, afinal, as formas de vida mais simples não são tão simples assim. Cada nova descoberta traz mais perguntas. Como isso nos ajuda a entender o quanto aprenderemos na ‘escola celestial’?”1

Sexta-feira, 25 de dezembro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

Leia o livro A Grande Esperança,
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A Grande Esperança

VIVA COM A CERTEZA DE QUE TUDO VAI TERMINAR BEM

Esse livro é parte de uma grande campanha desenvolvida nos últimos anos em favor da esperança, com o objetivo de discutir uma visão do futuro para mudar o presente.

São 11 capítulos curtos, simples, mas provocativos. Discutem algumas das questões que mais interessam a todos nós, como: a razão do sofrimento, a verdadeira paz, a vida após a morte e a vitória final do amor de Deus.

Eles seguem uma ordem lógica, que começa com a origem dos problemas e termina com a solução definitiva.
Mas entre esses dois extremos cada um de nós tem que viver o seu dia a dia e nesse ponto é que a esperança faz toda a diferença.
A boa notícia é que há uma luz no fim. E essa luz está chegando até nós, para iluminar o nosso caminho.

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Educação e redenção. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 502, out. nov. dez. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O grande Professor

Lições da Bíblia

“Como vimos durante todo este trimestre, um aspecto central do ministério de Cristo aqui na Terra foi o de professor. Desde o início de Seu ministério, seja por atitudes ou obras, Jesus ensinou constantemente a Seus seguidores verdades sobre Si, sobre o Pai, sobre salvação e sobre a esperança que nos aguarda (veja Mt 5:2; Mc 4:2; Lc 19:47; Jo 6:59).”1

Mt 5:2 (ARA)2: “e ele passou a ensiná-los, dizendo:”

Mc 4:2 (ARA)2: “Assim, lhes ensinava muitas coisas por parábolas, no decorrer do seu doutrinamento.”

Lc 19:47 (ARA)2: “Diariamente, Jesus ensinava no templo; mas os principais sacerdotes, os escribas e os maiorais do povo procuravam eliminá-lo;”

Jo 6:59 (ARA)2: “Estas coisas disse Jesus, quando ensinava na sinagoga de Cafarnaum.”

“De fato, tudo que precisamos fazer é folhear qualquer um dos evangelhos e, em todos eles, encontraremos Jesus ensinando. Por meio de Sua Palavra, o Senhor continua a nos ensinar hoje, e no novo mundo esse ensinamento continuará. Mas imagine como isso será diferente em uma vida livre de pecado e de todas as limitações que ele nos impõe.”1

“6. ‘Se alguém Lhe disser: Que feridas são essas nas Tuas mãos?, responderá Ele: São as feridas com que fui ferido na casa dos Meus amigos’ (Zc 13:6). Do que esse texto trata?”1

“Do momento em que perguntaremos a Jesus sobre as marcas do nosso pecado em Suas mãos, que nos lembrarão de Seu sacrifício pela nossa salvação.”1

“E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão cada vez mais abundantes e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão. Quanto mais as pessoas aprenderem a respeito de Deus, mais admirarão Seu caráter. Quando Jesus lhes revelar as riquezas da redenção e os impressionantes feitos do grande conflito com Satanás, o coração dos resgatados baterá com mais forte devoção, e com alegria mais arrebatadora dedilharão as harpas de ouro. E milhões de vozes se unirão para avolumar o poderoso coro de louvor. […]

“O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única pulsação de harmonia e felicidade vibra por toda a vasta criação. Daquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeita alegria, declaram que Deus é amor” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 678).1

“De todas as verdades incríveis sobre as quais aprenderemos pela eternidade, nada nos cativará mais do que o sacrifício de Cristo em nosso favor. Pense na profundidade e na riqueza desse sacrifício, visto que o estudaremos por toda a eternidade. Desde já, como podemos aprender a valorizar mais o que Jesus fez por nós por meio da cruz?”1

Sexta-feira, 24 de dezembro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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A Grande Esperança

VIVA COM A CERTEZA DE QUE TUDO VAI TERMINAR BEM

Esse livro é parte de uma grande campanha desenvolvida nos últimos anos em favor da esperança, com o objetivo de discutir uma visão do futuro para mudar o presente.

São 11 capítulos curtos, simples, mas provocativos. Discutem algumas das questões que mais interessam a todos nós, como: a razão do sofrimento, a verdadeira paz, a vida após a morte e a vitória final do amor de Deus.

Eles seguem uma ordem lógica, que começa com a origem dos problemas e termina com a solução definitiva.
Mas entre esses dois extremos cada um de nós tem que viver o seu dia a dia e nesse ponto é que a esperança faz toda a diferença.
A boa notícia é que há uma luz no fim. E essa luz está chegando até nós, para iluminar o nosso caminho.

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Educação e redenção. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 502, out. nov. dez. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.