Bênçãos da vida justa

Lições da Bíblia1

Leia os Salmos 1:1-3; 112:1-9; 128. Que bênçãos são prometidas para aqueles que reverenciam o Senhor?

Sl 1:1-3 (NAA)2: “1 Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. 2 Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. 3 Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido.”

Sl 112:1-9 (NAA)2: “1 Aleluia! Bem-aventurado o homem que teme ao Senhor e se compraz nos seus mandamentos. 2 A sua descendência será poderosa na terra; será abençoada a geração dos justos. 3 Na sua casa há prosperidade e riqueza, e a sua justiça permanece para sempre. 4 Ao justo, nasce luz nas trevas; ele é benigno, misericordioso e justo. 5 Ditoso o homem que se compadece e empresta; ele defenderá a sua causa em juízo; 6 não será jamais abalado; será tido em memória eterna. 7 Não se atemoriza de más notícias; o seu coração é firme, confiante no Senhor. 8 O seu coração, bem firmado, não teme, até ver cumprido, nos seus adversários, o seu desejo. 9 Distribui, dá aos pobres; a sua justiça permanece para sempre, e o seu poder se exaltará em glória.”

Sl 128 (NAA)2: “1 Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos! 2 Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem. 3 Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa. 4 Eis como será abençoado o homem que teme ao Senhor! 5 O Senhor te abençoe desde Sião, para que vejas a prosperidade de Jerusalém durante os dias de tua vida, 6 vejas os filhos de teus filhos. Paz sobre Israel!”

Das muitas bênçãos prometidas àqueles que reverenciam o Senhor, a paz é talvez uma das maiores. O Salmo 1 compara os justos a uma árvore plantada junto a uma corrente de águas, que produz seus frutos no devido tempo e cuja folhagem não murcha (Sl 1:3; Jr 17:7, 8; Ez 47:12). Essa comparação identifica a fonte de todas as bênçãos, a saber, permanecer na presença de Deus em Seu santuário e desfrutar de um relacionamento ininterrupto e de amor para com Ele. Ao contrário dos ímpios, retratados como joio, sem estabilidade, sem lugar nem futuro, os justos são como árvore frutífera com raízes, tendo um lugar perto de Deus e vida eterna. O Salmo 128:2, 3 evoca as bênçãos do reino messiânico, em que sentar-se sob a própria videira e figueira é um símbolo de paz e prosperidade (Mq 4:4). A bênção da paz sobre Jerusalém (Sl 122:6-8; 128:5, 6) transmite esperança no Messias, que acabará com o mal e restaurará a paz no mundo.

“Na Bíblia, a herança dos salvos é chamada ‘pátria’ (Hb 11:14-16). Ali o Pastor celestial conduz Seu rebanho às fontes de água viva. A árvore da vida produz seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a saúde das nações. Existem rios sempre a fluir, claros como cristal, e, ao lado deles, árvores agitando-se suavemente projetam sua sombra sobre os caminhos preparados para os resgatados do Senhor. Ali as extensas planícies se expandem na direção de lindas colinas, e as montanhas de Deus erguem seus majestosos cumes. Nessas planícies pacíficas, ao lado daquelas correntes cristalinas, o povo de Deus, durante tanto tempo peregrino e errante, encontrará um lar” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 558).

O NT descreve o cumprimento dessa esperança no segundo advento de Cristo e na criação do novo mundo (Mt 26:29; Ap 21). Portanto, enquanto os justos recebem muitas bênçãos nesta vida, a plenitude do favor de Deus os aguarda quando o reino de Deus for totalmente restaurado no fim dos tempos.

Por que o sacrifício de Cristo na cruz é a garantia das promessas encontradas no NT, quanto ao que Deus reservou para nós? Como obter conforto dessas promessas agora?

Quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O engano do caminho perverso

Lições da Bíblia1

4. Leia o Salmo 141. Pelo que o salmista ora?

Salmo 141 (NAA)2: “1 Senhor, eu clamo a ti; apressa-te em me socorrer! Inclina os ouvidos à minha voz, quando te invoco. 2 Suba à tua presença a minha oração como incenso, e seja o erguer de minhas mãos como oferenda vespertina. 3 Põe guarda à minha boca, Senhor; vigia a porta dos meus lábios. 4 Não permitas que o meu coração se incline para o mal, para a prática da perversidade na companhia de malfeitores; e que eu não coma das suas iguarias. 5 Fira-me o justo, e isso será um favor; repreenda-me, e será como óleo sobre a minha cabeça, a qual não há de rejeitá-lo. Continuarei a orar enquanto os perversos praticam maldade. 6 Quando os seus juízes forem lançados do alto de uma rocha, eles ouvirão as minhas palavras, que são agradáveis. 7 Como quando se lavra e sulca a terra, assim os nossos ossos são espalhados à boca da sepultura. 8 Pois em ti, Senhor Deus, estão os meus olhos: em ti confio; não desampares a minha alma. 9 Guarda-me dos laços que me armaram e das armadilhas dos que praticam iniquidade. 10 Que os ímpios caiam nas suas próprias redes, enquanto eu escapo ileso.”

O Salmo 141 é uma oração para proteção contra as tentações de dentro e de fora. O salmista não é apenas ameaçado pelos esquemas dos ímpios (Sl 141:9, 10), mas também é tentado a agir como eles. O primeiro ponto fraco é o autocontrole quanto ao falar, e o salmista ora para que o Senhor vigie a porta de seus lábios (Sl 141:3). Essa imagem se refere à guarda dos portões que, nos tempos bíblicos, protegia as cidades. Nessa prova, o filho de Deus aceitará o conselho dos justos ou será atraído pelas iguarias dos ímpios (Sl 141:4, 5). O salmista descreve seu coração como a ameaça principal, pois ali acontece a verdadeira batalha. Somente a oração incessante de confiança e devoção a Deus pode salvar o filho de Deus da tentação (Sl 141:1, 2).

5. Como o caráter progressivo e astuto da tentação é visto? Sl 1:1; 141:4

Sl 1:1 (NAA)2: “Bem-aventurado é aquele que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.”

Sl 141:4 (NAA)2: “Não permitas que o meu coração se incline para o mal, para a prática da perversidade na companhia de malfeitores; e que eu não coma das suas iguarias.”

O Salmo 141:4 descreve a natureza progressiva da tentação. Primeiro, o coração se inclina para o mal. Em segundo lugar, pratica más ações (o significado em hebraico destaca o caráter repetitivo da ação). Terceiro, o coração come das iguarias dos ímpios, ou seja, aceita suas más práticas como algo desejável.

Da mesma forma, no Salmo 1:1 a tentação vem para impedir que o filho de Deus ande no caminho do Senhor, fazendo-o andar com os ímpios, permanecer no caminho dos pecadores e, finalmente, sentar-se com os escarnecedores. Não devemos ser como ímpios e escarnecedores, nem permitir que nos afastem do Senhor.

Os salmos descrevem o caráter progressivo, sedutor e astuto da tentação, o que ressalta o fato de que somente a dependência total do Senhor garante a vitória. Os salmos enfatizam a importância das palavras faladas e ouvidas em meio à tentação. O fim dos ímpios e dos justos deve ensinar o povo a buscar a sabedoria divina (Sl 1:4-6; 141:8-10). No entanto, nesses dois salmos, a vindicação final dos filhos de Deus está no futuro. Isso significa que os crentes são chamados a confiar pacientemente em Deus e a esperar Nele.

Quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 
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O teste divino

Lições da Bíblia1

3. O que envolve o teste divino? Sl 81:7, 8; 95:7-11; 105:17-22

Sl 81:7, 8 (NAA)2: “7 Na angústia, vocês clamaram e eu os livrei; do esconderijo do trovão eu lhes respondi; e eu os pus à prova junto às águas de Meribá. 8 Escute, meu povo, as minhas admoestações. Ó Israel, se ao menos você me escutasse!”

Sl 95:7-11 (NAA)2: “7 Ele é o nosso Deus, e nós somos povo do seu pasto e ovelhas de sua mão. Hoje, se ouvirem a sua voz, 8 não endureçam o coração, como em Meribá, como naquele dia em Massá, no deserto, 9 quando os pais de vocês me tentaram, pondo-me à prova, apesar de terem visto as minhas obras. 10 Durante quarenta anos, estive irritado com essa geração e disse: ‘Este é um povo que gosta de se desviar; eles não conhecem os meus caminhos.’ 11 Por isso, jurei na minha ira: ‘Eles não entrarão no meu descanso.’”

Sl 105:17-22 (NAA)2: “17 Adiante deles enviou um homem, José, que foi vendido como escravo. 18 Apertaram os seus pés com correntes e puseram uma coleira de ferro no seu pescoço, 19 até cumprir-se a profecia a respeito dele, e tê-lo provado a palavra do Senhor. 20 O rei mandou soltá-lo; o dominador dos povos o pôs em liberdade. 21 Constituiu-o senhor de sua casa e administrador de tudo o que possuía, 22 para, como bem quisesse, sujeitar os seus príncipes e ensinar a sabedoria aos seus anciãos.”

Foi em Meribá que Israel testou a Deus desafiando Sua fidelidade e poder para prover suas necessidades (Êx 17:1-7; Sl 95:8, 9). O Salmo 81 faz uma inversão intrigante e interpreta o mesmo evento como o momento em que Deus testou Israel (Sl 81:7). E, por sua desobediência e falta de confiança (Sl 81:11), o povo falhou no teste divino. A referência a Meribá transmite dupla mensagem. Primeiro, o povo de Deus não deve repetir os erros das gerações passadas, mas precisa confiar Nele e andar em Seu caminho (Sl 81:13). Segundo, embora o povo tenha falhado no teste, Deus o socorreu (Sl 81:7). A graça salvadora no passado assegura a graça às novas gerações.

O Salmo 105 mostra que as provações foram o meio divino de testar a confiança de José na Sua palavra sobre o seu futuro (Gn 37:5-10; Sl 105:19). O hebraico Tsarap, “provado”, no verso 19 transmite um senso de “limpeza”, “refinamento” ou “purificação”. O objetivo do teste da fé de José era remover qualquer dúvida quanto à promessa divina e fortalecer a confiança dele na orientação de Deus.

O objetivo da disciplina divina é fortalecer Seus filhos e prepará-los para o cumprimento da promessa, como mostrado no exemplo de José (Sl 105:20-22).

No entanto, a rejeição da instrução divina resulta em crescente teimosia e endurecimento do coração.

“Deus requer pronta e incondicional obediência à Sua lei. Os homens, porém, estão adormecidos ou paralisados pelos enganos de Satanás, que sugere desculpas e subterfúgios, e lhes vence os escrúpulos, dizendo, como dissera a Eva no jardim: ‘É certo que não morrereis’ (Gn 3:4). A desobediência não só endurece o coração e a consciência do culpado, mas tende também a corromper a fé dos outros. Aquilo que a princípio se lhes afigurava muito errado gradualmente perde esse aspecto, por estar constantemente perante a pessoa, até que finalmente ela duvida de que seja de fato pecado, e cai inconscientemente no mesmo erro” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja [CPB, 2021], v. 4, p. 129).

Você tem percebido o fato de que o pecado endurece o coração humano? Por que esse pensamento deveria nos levar à cruz, na qual podemos encontrar poder para obedecer?

Terça-feira, 20 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 
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Ensina-nos a contar nossos dias

Lições da Bíblia1

2. Leia os Salmos 90; 102:11; 103:14-16. Qual é o dilema humano?

Sl 90 (NAA): “1 Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração. 2 Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus. 3 Tu reduzes o homem ao pó e dizes: Tornai, filhos dos homens. 4 Pois mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite. 5 Tu os arrastas na torrente, são como um sono, como a relva que floresce de madrugada; 6 de madrugada, viceja e floresce; à tarde, murcha e seca. 7 Pois somos consumidos pela tua ira e pelo teu furor, conturbados. 8 Diante de ti puseste as nossas iniquidades e, sob a luz do teu rosto, os nossos pecados ocultos. 9 Pois todos os nossos dias se passam na tua ira; acabam-se os nossos anos como um breve pensamento. 10 Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos. 11 Quem conhece o poder da tua ira? E a tua cólera, segundo o temor que te é devido? 12 Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio. 13 Volta-te, Senhor! Até quando? Tem compaixão dos teus servos. 14 Sacia-nos de manhã com a tua benignidade, para que cantemos de júbilo e nos alegremos todos os nossos dias. 15 Alegra-nos por tantos dias quantos nos tens afligido, por tantos anos quantos suportamos a adversidade. 16 Aos teus servos apareçam as tuas obras, e a seus filhos, a tua glória. 17 Seja sobre nós a graça do Senhor, nosso Deus; confirma sobre nós as obras das nossas mãos, sim, confirma a obra das nossas mãos.”

Sl 102:11 (NAA): “Como a sombra que declina, assim os meus dias, e eu me vou secando como a relva.”

Sl 103:14-16 (NAA): “14 Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó. 15 Quanto ao homem, os seus dias são como a relva; como a flor do campo, assim ele floresce; 16 pois, soprando nela o vento, desaparece; e não conhecerá, daí em diante, o seu lugar.”

A existência humana caída não passa de um vapor à luz da eternidade. Mil anos aos olhos de Deus é “como a vigília da noite”, que dura três ou quatro horas (Sl 90:4). Em comparação com o tempo divino, a duração da vida humana passa rapidamente, voa (Sl 90:10). Os mais fortes entre os seres humanos se assemelham às mais fracas dentre as plantas (Sl 90:5, 6; 103:15, 16). Contudo, mesmo essa vida curta está cheia de labuta e tristeza (Sl 90:10). Até quem não crê em Deus chora e lamenta a brevidade da vida, especialmente em contraste com a eternidade, que é uma realidade e, eles sabem, poderá seguir sem eles. O Salmo 90 coloca o dilema humano no contexto do cuidado do Criador pelas pessoas que Ele criou. O Senhor tem sido o refúgio de Seu povo em todas as gerações (Sl 90:1, 2). A palavra hebraica ma’on, “morada”, retrata o Senhor como o abrigo ou o refúgio de Seu povo (Sl 91:9).

Deus restringe Sua ira justa e estende Sua graça mais uma vez. O salmista exclama: “Quem conhece o poder da Tua ira?” (Sl 90:11), sugerindo que ninguém jamais experimentou o efeito pleno da ira divina contra o pecado e, portanto, há esperança de que as pessoas se arrependam e ganhem sabedoria para uma vida justa.

A sabedoria na Bíblia descreve não apenas inteligência, mas reverência a Deus. A sabedoria de que precisamos é a de como “contar os nossos dias” (Sl 90:12). Se podemos contar nossos dias, isso significa que são limitados e que sabemos disso. Viver com sabedoria significa viver com a consciência de que a vida é transitória, o que leva à fé e à obediência. Essa sabedoria é adquirida somente pelo arrependimento (Sl 90:8, 12) e pelos dons divinos do perdão, compaixão e misericórdia (Sl 90:13, 14).

Nosso problema fundamental não decorre do fato de que somos criados como seres humanos, mas do pecado e do que este operou em nosso mundo. Seus efeitos devastadores são vistos em todos os lugares e em todas as pessoas.

Graças a Jesus, no entanto, abriu-se uma saída do nosso dilema humano (Jo 1:29; 3:14-21), sem a qual não teríamos esperança alguma.

Com Jesus, que promessa e esperança temos para essa vida transitória? (Jo 3:16 [“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”])

Segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 
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Guardo a Tua palavra no meu coração

Lições da Bíblia1

1. Leia Salmo 119:1-16, 161-168. Como devemos guardar os mandamentos de Deus, e que bênçãos advêm disso?

Sl 119:1-16, 161-168 (NAA)2: “1 Bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do Senhor. 2 Bem-aventurados os que guardam os seus testemunhos e o buscam de todo o coração; 3 não praticam iniquidade e andam nos seus caminhos. 4 Tu ordenaste os teus preceitos, para que os cumpramos à risca. 5 Quem dera fossem firmes os meus passos, para que eu observe os teus decretos. 6 Então não terei de que me envergonhar, quando considerar todos os teus mandamentos. 7 Eu te darei graças com integridade de coração, quando tiver aprendido os teus retos juízos. 8 Cumprirei os teus decretos; não me desampares jamais. 9 De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra. 10 De todo o coração te busquei; não deixes que eu me desvie dos teus mandamentos. 11 Guardo a tua palavra no meu coração para não pecar contra ti. 12 Bendito és tu, Senhor; ensina-me os teus decretos. 13 Com os lábios tenho narrado todos os juízos da tua boca. 14 Mais me alegro com o caminho dos teus testemunhos do que com todas as riquezas. 15 Meditarei nos teus preceitos e às tuas veredas terei respeito. 16 Terei prazer nos teus decretos; não me esquecerei da tua palavra. […] 161 Poderosos me perseguem sem motivo, mas o que o meu coração teme é a tua palavra. 162 Alegro-me nas tuas promessas, como quem acha grandes despojos. 163 Odeio e detesto a mentira, mas amo a tua lei. 164 Sete vezes por dia, eu te louvo pela justiça dos teus juízos. 165 Grande paz têm os que amam a tua lei; para eles não há nada que os faça tropeçar. 166 Espero, Senhor, na tua salvação e cumpro os teus mandamentos. 167 A minha alma tem observado os teus testemunhos; eu os amo profundamente. 168 Tenho observado os teus preceitos e os teus testemunhos, pois na tua presença estão todos os meus caminhos.”

A Bíblia descreve uma vida diária de fé como uma peregrinação (“andar”) com Deus em Seu caminho de justiça. A vida de fé é mantida andando “na lei do Senhor” (Sl 119:1) e “na luz da [Sua] presença” (Sl 89:15). Essas duas formas de andar não são de modo algum diferentes. Andar à luz do semblante divino implica defender a lei de Deus. Da mesma forma, andar “na lei do Senhor” envolve buscar a Deus de todo o coração (Sl 119:1, 2, 10). Ser irrepreensível no seu caminho é outra maneira pela qual os salmos descrevem o viver justo (Sl 119:1). “Imaculado” descreve um sacrifício “sem defeito”, que é aceitável a Deus (Êx 12:5). Da mesma forma, a vida do justo, que é um sacrifício vivo (Rm 12:1), deve ser isenta do amor ao pecado. Uma vida dedicada a Deus também é um “caminho da perfeição”, indicando que a pessoa assume uma direção correta na vida, que é agradável a Deus (Sl 101:2, 6; veja também Sl 18:32).

Guardar os mandamentos de Deus não tem nada a ver com observância legalista das regras divinas. Pelo contrário, consiste em “uma boa compreensão” da diferença entre o certo e o errado e o bem e o mal (Sl 111:10; 1Cr 22:12), e envolve todo o ser, não meramente atitudes externas. Ser “imaculado”, guardar os mandamentos de Deus e buscá-Lo de todo o coração são atitudes inseparáveis (Sl 119:1, 2).

Os mandamentos de Deus são uma revelação da vontade divina para o mundo. Eles instruem sobre como se tornar sábio e viver em liberdade e paz (Sl 119:7-11, 133). O salmista se deleita na lei porque ela lhe assegura a fidelidade a Deus (Sl 119:77, 174).

“Grande paz têm os que amam a Tua lei, para eles não há nada que os faça tropeçar” (Sl 119:165). O tropeço retrata o fracasso moral. Como a lâmpada para os pés do salmista (Sl 119:105), a Palavra de Deus nos protege das tentações (Sl 119:110).

Como Cristo demonstrou o poder da Palavra de Deus em Sua vida (Mt 4:1-11)? O que isso nos diz sobre o poder de um coração determinado a obedecer à lei de Deus?

Mt 4:1-11 (NAA): “1 A seguir, Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2 E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. 3 Então o tentador, aproximando-se, disse a Jesus: — Se você é o Filho de Deus, mande que estas pedras se transformem em pães. 4 Jesus, porém, respondeu: — Está escrito: “O ser humano não viverá só de pão, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.” 5 Então o diabo levou Jesus à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo 6 e disse: — Se você é o Filho de Deus, jogue-se daqui, porque está escrito: “Aos seus anjos ele dará ordens a seu respeito. E eles o sustentarão nas suas mãos, para que você não tropece em alguma pedra.” 7 Jesus respondeu: — Também está escrito: “Não ponha à prova o Senhor, seu Deus. 8 O diabo ainda levou Jesus a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles 9 e disse: — Tudo isso lhe darei se, prostrado, você me adorar. 10 Então Jesus lhe ordenou: — Vá embora, Satanás, porque está escrito: “Adore o Senhor, seu Deus, e preste culto somente a ele.” 11 Com isto, o diabo deixou Jesus, e eis que vieram anjos e o serviram.”

Domingo, 18 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 
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Sabedoria para uma vida justa

Lições da Bíblia1

“Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (Sl 90:12).

Como vimos na semana passada, a graça divina oferece o perdão dos pecados e cria um novo coração no pecador arrependido, que, a partir de então, vive pela fé. A Palavra de Deus também apresenta instruções para uma vida justa (Sl 119:9-16). Guardar a lei de Deus não é de forma alguma uma observância legalista das regras, mas significa ter um estreito relacionamento com Deus, uma vida cheia de bênçãos (Sl 119:1, 2; 128).

No entanto, a vida do justo não é isenta de tentações. Às vezes, os justos podem ser tentados pela natureza astuta do pecado (Sl 141:2-4) e até mesmo cair em tentação. Deus permite tempos de provação para que a fidelidade (ou infidelidade) de Seus filhos seja claramente revelada. Se os filhos de Deus derem ouvidos à instrução e à admoestação divinas, a fé deles será purificada, e sua confiança no Senhor será fortalecida. A sabedoria para uma vida justa é adquirida através da dinâmica da vida com Deus em meio a tentações e desafios. Assim, a oração para que Deus nos ensine a contar nossos dias a fim de que possamos ter um coração sábio (Sl 90:12) reflete um compromisso contínuo de andar em fidelidade ao Senhor.

Sábado, 17 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 
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Sua misericórdia se eleva até os céus – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia, de Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 17-22 (“Ponte sobre o abismo”). Nos salmos, as vozes do povo de Deus se unem para repetir o coro “Sua misericórdia dura para sempre”, em celebração do amor eterno (Sl 106:1; 107:1; 118:1-4, 29; 136). “Não louvar a Deus significaria esquecer os Seus benefícios, não apreciar Seus dons. Só quem louva não esquece. Pensar e falar sobre Deus ainda não é louvá-Lo. O louvor começa quando reconhecemos a majestade e as obras divinas e reagimos com adoração à Sua bondade, misericórdia e sabedoria” (Hans LaRondelle, Deliverance in the Psalms, p. 178).

O significado da confissão solene da misericórdia de Deus ganha um tom mais profundo quando nos lembramos de que o khesed divino – Sua bondade e fidelidade para com Sua aliança – é imutável em meio ao pecado e à rebelião contra Deus.

“Temos pecado contra Ele e somos indignos de Seu favor; todavia, Ele nos pôs nos lábios a mais maravilhosa de todas as petições: […] (Jr 14:21). Quando a Ele formos confessando nossa indignidade e pecado, Ele Se comprometeu a atender-nos ao clamor […]” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus [CPB, 2022], p. 81).

Ver como Deus havia sido bondoso com ele (Sl 103:2) encorajou o salmista a dizer que “o Senhor faz justiça e julga todos os oprimidos” (Sl 103:6, grifo nosso). Assim, o objetivo último do testemunho pessoal do salmista e do louvor da misericórdia divina em sua vida é assegurar aos outros da bondade amorosa de Deus para que também abram o coração a Ele, recebam Sua graça salvadora e O louvem (Sl 9:11, 12; 22:22-27; 66:16).

Perguntas para consideração 1. Se a misericórdia de Deus é eterna, isso significa que podemos continuar pecando? 2. Como conciliar o perdão dos pecados com a ideia do juízo divino sobre o pecado? 3. As expressões da misericórdia de Deus no NT se encaixam com as dos salmos? (Ef 2:4, 5; 1Tm 1:16; Tt 3:5; Hb 4:16)

Ef 2:4, 5 (NAA)2: “4 Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, 5 e estando nós mortos em nossas transgressões, nos deu vida juntamente com Cristo — pela graça vocês são salvos —”

1Tm 1:16 (NAA)2: “Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim, que sou o principal pecador, Cristo Jesus pudesse mostrar a sua completa longanimidade, e eu servisse de modelo para todos os que hão de crer nele para a vida eterna.”

Tt 3:5 (NAA)2: “ele nos salvou, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo a sua misericórdia. Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo,”

Hb 4:16 (NAA)2: “Portanto, aproximemo-nos do trono da graça com confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça para ajuda em momento oportuno.”

Sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Não se esqueça de nem um só de Seus benefícios

Lições da Bíblia1

6. Leia o Salmo 103. Como a misericórdia de Deus é retratada aqui?

Salmo 103 (NAA)2: “1 Bendiga, minha alma, o Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. 2 Bendiga, minha alma, o Senhor, e não se esqueça de nem um só de seus benefícios. 3 Ele é quem perdoa todas as suas iniquidades; quem cura todas as suas enfermidades; 4 quem da cova redime a sua vida e coroa você de graça e misericórdia. 5 É ele quem enche de bens a sua vida, de modo que a sua mocidade se renova como a da águia. 6 O Senhor faz justiça e julga todos os oprimidos. 7 Manifestou os seus caminhos a Moisés e os seus feitos aos filhos de Israel. 8 O Senhor é compassivo e bondoso; tardio em irar-se e rico em bondade. 9 Não repreende perpetuamente, nem conserva para sempre a sua ira. 10 Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui conforme as nossas iniquidades. 11 Pois quanto o céu se eleva acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem. 12 Quanto o Oriente está longe do Ocidente, assim ele afasta de nós as nossas transgressões. 13 Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que o temem. 14 Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó. 15 Quanto ao ser humano, os seus dias são como a relva. Como a flor do campo, assim ele floresce; 16 mas, soprando nela o vento, desaparece e não conhecerá, daí em diante, o seu lugar. 17 Mas a misericórdia do Senhor é de eternidade a eternidade sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos, 18 para com os que guardam a sua aliança e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem. 19 Nos céus, o Senhor estabeleceu o seu trono, e o seu reino domina sobre tudo. 20 Bendigam o Senhor os seus anjos, valorosos em poder, que executam as suas ordens e lhe obedecem à palavra. 21 Bendigam o Senhor todos os seus exércitos, ministros seus, que fazem a sua vontade. 22 Bendigam o Senhor todas as suas obras, em todos os lugares do seu domínio. Bendiga, minha alma, o Senhor.”

O Salmo 103 enumera as múltiplas bênçãos do Senhor, e elas incluem todos os Seus benefícios (Sl 103:2) para uma vida próspera (Sl 103:3-6). Essas bênçãos estão fundamentadas no caráter misericordioso de Deus e em Sua fidelidade à aliança com Israel (Sl 103:7-18). O Senhor Se lembra da fragilidade e transitoriedade humanas e tem compaixão de Seu povo (ver Sl 103:13-17). Lembrar é mais do que mera atividade cognitiva. Envolve compromisso que se expressa em ação: Deus liberta e sustenta Seu povo (Sl 103:3-13). As imagens do Salmo 103:11-16 ilustram a imensurável grandeza da graça divina, que só pode ser comparada à infinita vastidão dos céus (Is 55:9). Como as pessoas devem responder à bondade de Deus? Primeiro, bendizendo o Senhor (Sl 103:1, 2).

Em geral, entende-se que bendizer é o ato de conceder benefícios materiais e espirituais a alguém (Gn 49:25; Sl 5:12). Visto que Deus é a Fonte de todas as bênçãos, como o ser humano pode abençoá-Lo? Um inferior pode abençoar um superior como meio de agradecimento ou louvor (1Rs 8:66; Jó 29:13). Deus abençoa as pessoas ao conceder-lhes boas coisas, e as pessoas abençoam a Deus louvando-O, isto é, reverenciando-O por Sua bondade e graça.

Segundo, lembrando-se dos Seus benefícios e de Sua aliança (Sl 103:2, 18-22), assim como o Senhor Se lembra da débil condição humana e de Sua aliança com Seu povo (Sl 103:3-13). Lembrar-se é crucial no relacionamento entre Deus e Seu povo. Assim como o Senhor Se lembra de Suas promessas, o povo tem a obrigação de se lembrar da fidelidade de Deus e responder-Lhe com amor e obediência.

Pense nestas palavras de Ellen G. White: “Faria muito bem para nós se diariamente passássemos uma hora refletindo sobre a vida de Cristo. Devemos considerá-la ponto por ponto e deixar que a imaginação tome conta de cada cena, especialmente as finais. Ao meditar em Seu sacrifício por nós, nossa confiança Nele será mais constante, nosso amor será fortalecido, e seremos mais semelhantes a Ele. Se quisermos estar salvos no fim, teremos que aprender ao pé da cruz a lição de arrependimento e humilhação” (O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 58).

Quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.