Ouvindo ou não ouvindo a Palavra

Lições da Bíblia1:

3. Leia João 1:9-13. Que dura realidade João retrata sobre como as pessoas respondem a Jesus?

João 1:9-13 (NAA): “9 a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina toda a humanidade. 10 O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por meio dele, mas o mundo não o conheceu. 11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. 12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome, 13 os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.”

O prólogo do evangelho (Jo 1:1-18) descreve não apenas quem é Jesus, a Palavra (Logos), mas também como as pessoas se relacionam com Ele. Em João 1:9, Cristo é chamado de a “verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina toda a humanidade” (grifos nossos). Essa luz ilumina o mundo, tornando-o compreensível. Como diz C. S. Lewis: “Creio no cristianismo assim como creio que o Sol nasceu, não apenas porque o vejo, mas porque por meio dele eu vejo tudo mais” (O Peso da Glória [Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2017], p. 138).

Observe as implicações do texto de João 1:9. A luz chega a todos, mas nem todos a acolhem. Como veremos no estudo de amanhã, um tema de João é a maneira como as pessoas recebem ou rejeitam a Cristo. Esse tema começa aqui. É triste que Jesus veio para o Seu povo de Israel e muitos não O receberam como o Messias.

Em Romanos 9 a 11, Paulo trata do mesmo tema trágico, o fato de muitos judeus terem rejeitado Jesus. Mas Paulo não termina com uma nota negativa; ele diz que, de fato, muitos judeus, juntamente com gentios, aceitarão Jesus como o seu Messias. O apóstolo adverte os gentios para que não se gloriem contra os judeus: “Pois, se você foi cortado daquela que, por natureza, era uma oliveira brava e, contra a natureza, foi enxertado numa oliveira boa, quanto mais esses, que são ramos naturais, serão enxertados na sua própria oliveira!” (Rm 11:24).

Seguindo a mesma ideia, João diz que todos os que receberem Jesus como Salvador se tornarão filhos de Deus. Isso acontece quando cremos em Seu nome (Jo 1:12, 13).

Aqui está a ligação entre o prólogo e a conclusão do evangelho. Em João 20:31, o apóstolo explica por que escreveu seu livro. Assim, a introdução e a conclusão do evangelho formam uma espécie de unidade, apresentando conceitos relacionados que abrangem tudo o que está entre ambas. Essa ligação aponta para o objetivo central do Evangelho de João: que as pessoas sejam salvas crendo em Jesus como o Salvador.

Como sua vida foi transformada quando você se tornou filho ou filha de Deus?

Terça-feira, 15 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A Palavra Se fez carne

Lições da Bíblia1:

2. O que foi criado por Jesus, que é Deus, e por que essa é a verdade mais importante que podemos conhecer? Jo 1:1-3, 14

Jo 1:1-3, 14 (NAA)2: “1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 Ele estava no princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por ele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. […] 14 E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.”

João não começa seu evangelho com o nome “Jesus” ou apresentando Seu papel como Messias/Cristo, mas com o termo grego Logos (traduzido como “Palavra” ou “Verbo”). Na época em que João escreveu, várias correntes filosóficas usavam o termo logos para se referir à estrutura racional do Universo ou à própria ideia de lógica e razão.

Os ensinos de Platão, filósofo grego, dividiam a realidade em dois domínios: o domínio celestial e imutável, onde existe perfeição, e o domínio visível, perecível, mutável, uma representação imperfeita do domínio perfeito, onde quer que existisse (Platão jamais respondeu onde ele estaria). Algumas filosofias identificavam o logos como um intermediário abstrato entre as formas eternas e as formas perecíveis.

João usa o termo Logos de maneira completamente diferente. Ele defende que a verdade, o Logos, não é um conceito etéreo e abstrato que flutua entre o Céu e a Terra. O Logos é uma Pessoa: Jesus Cristo, que Se fez carne e habitou entre nós (Jo 1:14).

Para João, o Logos é a Palavra de Deus, o qual Se comunicou, isto é, Se revelou à humanidade da forma mais profunda possível: Deus Se tornou um de nós.

No Evangelho de João, o Logos representa o Deus eterno, que entra no tempo e no espaço, que fala, age e Se relaciona com os seres humanos em nível pessoal. O Deus eterno Se tornou um ser humano, um de nós.

O apóstolo indica que o Logos “Se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1:14). A palavra grega traduzida como “habitou” significa “armou uma tenda”. João está se referindo a Êxodo 25:8, quando Deus disse aos israelitas que fizessem um santuário, uma construção em formato de tenda, para que pudesse habitar no meio do povo. Da mesma forma, na encarnação, Jesus, o Filho de Deus, assumiu a carne humana, ocultando Sua glória para que as pessoas pudessem entrar em contato com Ele.

O Criador Se tornou um Ser humano, um de nós, e viveu aqui. O que isso nos diz sobre o amor de Deus pela humanidade? (E ainda nem começamos a estudar a Sua morte por nós!) Por que podemos receber tanto conforto dessa verdade extraordinária?

Segunda-feira, 14 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

No princípio: o Logos divino

Lições da Bíblia1:

1. O que João revela sobre a Palavra (ou o Verbo), Jesus Cristo? Jo 1:1-5

Jo 1:1-5 (NAA)2: “1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 Ele estava no princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por ele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. 4 A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. 5 A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.”

O Evangelho de João começa com este pensamento extraordinário: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus e a Palavra era Deus” (Jo 1:1, NVI). Essa bela frase contém uma profundidade de pensamento que mal conseguimos compreender.

Primeiro, o evangelista remete à história da criação (Gn 1:1): “No princípio”. A Palavra existia antes do início do Universo. João mostra a existência eterna de Jesus.

Ele acrescenta: “e a Palavra estava com Deus”. Em João 1:18, o evangelista indica que a Palavra está “junto do Pai”. Não importa o quanto tentemos imaginar o que isso significa, uma coisa é certa: Jesus e o Pai estão intimamente próximos.

Então, o escritor diz: “e a Palavra era Deus”. Mas como pode a Palavra estar com Deus e, ao mesmo tempo, ser Deus? A resposta é encontrada no texto original grego. A língua grega possui artigo definido (o, a, etc.), mas não artigo indefinido (um, uma, etc.). Em nosso estudo, é importante observar que o artigo definido grego indica algo específico, uma pessoa ou um objeto em particular.

O texto original grego diz, literalmente: “a Palavra estava com o Deus” (grifo nosso). Como o termo “Deus” tem artigo definido, ele aponta para uma pessoa específica: Deus, o Pai. Isto é, a Palavra estava com o Pai. Por outro lado, na frase “e a Palavra era Deus”, o termo Deus não contém o artigo definido – o que, nesse contexto, aponta para as características divinas. Em resumo, Jesus é Deus – não o Pai, mas o divino Filho de Deus, a segunda Pessoa da Divindade.

O apóstolo reforça essa ideia, pois João 1:3 e 4 diz que Jesus é o Criador de todas as coisas. Tudo o que antes não existia, mas que passou a existir, só teve início por meio de Jesus, o Deus criador.

“Desde os dias da eternidade, […] Cristo era um com o Pai. Era ‘a imagem de Deus’ (v. 4), a imagem de Sua grandeza e majestade, ‘o resplendor da glória’ divina” (Hb 1:3; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 9).

Por que a plena divindade de Cristo é uma parte tão importante da nossa teologia? O que aconteceria se Jesus fosse um mero ser criado? Comente com a classe e explique por que a divindade e eternidade de Cristo são tão importantes para a nossa fé.

Domingo, 13 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A história de fundo: o prólogo

Lições da Bíblia1:

“No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus e a Palavra era Deus” (Jo 1:1, NVI).

A lição da primeira semana abordou o final do Evangelho de João, em que o apóstolo explicou por que escreveu esse evangelho. Nesta semana, voltamos ao início do evangelho, em que João explica a direção na qual ele, inspirado pelo Espírito Santo, pretende conduzir o leitor. Nas primeiras palavras e parágrafos de seus livros, os escritores do Novo Testamento (NT) muitas vezes mencionam os principais assuntos que pretendem abordar. Isso também acontece com João, cujos temas são apresentados como parte de uma grande realidade cósmica que retrata algumas das verdades mais importantes sobre Jesus Cristo – verdades que nos levam a uma época antes mesmo da criação.

Essa apresentação, na abertura do livro, dá ao leitor, já sabendo que Jesus é o Messias, uma vantagem que os personagens do livro não tinham. O leitor pode ver claramente os grandes temas aos quais o evangelista volta constantemente ao contar a história de Jesus. Esses grandes temas estão inseridos dentro do período histórico da vida terrestre de Jesus Cristo.

A lição desta semana começará com os primeiros 18 versos de João 1 (conhecidos como o prólogo de João) e resumirá seus temas principais, os quais também serão examinados em outras partes do Evangelho de João.

Sábado, 12 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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Sinais da divindade – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 300-310 (“Crise na Galileia”); 418-428 (“A ressurreição de Lázaro”); 429-433 (“Líderes em conspiração”).

“A vida de Cristo, que dá vida ao mundo, está em Sua palavra. Era por Sua palavra que Cristo curava a enfermidade e expulsava os demônios; por Sua palavra acalmava o mar e ressuscitava os mortos; e o povo dava testemunho de que Sua palavra tinha poder. Ele transmitia a palavra de Deus, como o fizera por intermédio de todos os profetas e mestres do AT. Toda a Bíblia é uma manifestação de Cristo, e o Salvador desejava fixar a fé de Seus seguidores na Palavra. Quando Sua presença visível fosse retirada, a Palavra devia ser sua fonte de poder. Como seu Mestre, deviam viver ‘de toda palavra que procede da boca de Deus’ (Mt 4:4).

“Assim como a vida física se mantém pela comida, a espiritual é mantida pela Palavra de Deus. E toda pessoa deve receber, por si mesma, vida dessa Palavra. […] Não a obteremos simplesmente por meio de outra pessoa. Precisamos estudar cuidadosamente a Bíblia, pedindo a Deus o auxílio do Espírito Santo […]. Devemos escolher um versículo, concentrando a mente na tarefa de compreender o pensamento nele posto por Deus para nós, e pensar bastante no assunto até que o compreendamos completamente” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 306, 307).

Perguntas para consideração

1. Ainda que os milagres de Jesus tenham sido surpreendentes, eles produziram reações divididas: alguns responderam com fé, outros com dúvida. Mesmo diante de evidências poderosas, as pessoas ainda podem escolher rejeitar a Deus?

2. Os sinais apontam para Cristo como o divino Filho de Deus. Por que a divindade de Cristo é tão importante para a fé Nele como Salvador?

3. Leia 1 Coríntios 1:26-29 [“26 Irmãos, considerem a vocação de vocês. Não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento. 27 Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes. 28 E Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são, 29 a fim de que ninguém se glorie na presença de Deus.”]2. De que forma vemos hoje esse mesmo princípio em ação? Quais são as “loucuras” em que os cristãos creem das quais os “sábios segundo a carne” zombam? Quais são as coisas que cremos e que “envergonham” os “fortes”?

Sexta-feira, 11 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A ressurreição de Lázaro

Lições da Bíblia1:

João 11 está repleto de tristeza: a notícia da doença de um amigo querido (Jo 11:1-3); o choro pela sua morte (Jo 11:19, 31, 33); a queixa das irmãs de que Lázaro não teria morrido se Jesus estivesse presente (Jo 11:21, 32); e as lágrimas de Jesus (Jo 11:35).

Mas Jesus demorou dois dias antes de iniciar a jornada até Lázaro (Jo 11:6), chegando a dizer que Se alegrava por não ter ido antes (Jo 11:14, 15). Essa atitude não foi de frieza. Pelo contrário, teve o propósito de revelar a glória de Deus.

Quando chegamos a João 11:17 a 27, Lázaro já estava morto havia quatro dias. O seu corpo já estaria se decompondo e, como disse Marta: “Senhor, já cheira mal, porque está morto há quatro dias” (Jo 11:39). A demora de Jesus apenas ajudou a tornar o milagre ainda mais impressionante. Ressuscitar um cadáver em decomposição? Que outra prova Jesus poderia ter dado de que Ele é o próprio Deus?

E, como Deus, Aquele que criou a vida, Jesus tem poder sobre a morte. Assim, Ele aproveita essa oportunidade, a morte de Lázaro, para revelar uma verdade crucial sobre Si mesmo: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá. E todo o que vive e crê em Mim não morrerá eternamente” (Jo 11:25, 26).

5. Leia João 11:38-44. O que Jesus fez que confirmou a Sua reivindicação?

João 11:38-44 (NAA): “38 Jesus, agitando-se novamente em si mesmo, foi até o túmulo, que era uma gruta em cuja entrada tinham colocado uma pedra. 39 Então Jesus ordenou: — Tirem a pedra. Marta, irmã do falecido, disse a Jesus: — Senhor, já cheira mal, porque está morto há quatro dias. 40 Jesus respondeu: — Eu não disse a você que, se cresse, veria a glória de Deus? 41 Então tiraram a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: — Pai, graças te dou porque me ouviste. 42 Eu sei que sempre me ouves, mas falei isso por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste. 43 E, depois de dizer isso, clamou em alta voz: — Lázaro, venha para fora! 44 Aquele que tinha morrido saiu, tendo os pés e as mãos amarrados com ataduras e o rosto envolto num lenço. Então Jesus lhes ordenou: — Desamarrem-no e deixem que ele vá.”

Assim como Jesus mostrou que é a luz do mundo (Jo 8:12; 9:5) ao dar visão ao cego (Jo 9:7), aqui Ele ressuscita Lázaro dentre os mortos (Jo 11:43, 44), demonstrando que é a ressurreição e a vida (Jo 11:25).

Esse milagre, mais do que qualquer outro, aponta para Jesus como o doador da vida, como o próprio Deus. Ele dá um forte apoio ao tema de João de que Jesus é o divino Filho de Deus, e que, crendo, podemos ter vida por meio Dele (Jo 20:30, 31).

No entanto, quando chegamos ao final dessa história incrível (Jo 11:45- 54), na qual muitos que viram creram (Jo 11:45), desenvolve-se uma ironia poderosa, mas triste: Jesus mostra que é capaz de trazer os mortos de volta à vida, e, ainda assim, aquelas pessoas pensam que conseguiriam detê-Lo matando-O? Que exemplo das fragilidades humanas em contraste com a sabedoria e o poder de Deus!

Quinta-feira, 10 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A cura do cego – parte 2

Lições da Bíblia1:

4. Que perguntas os líderes fizeram e como o cego lhes respondeu? Jo 9:17-34

Jo 9:17-34 (NAA)2: “17 De novo perguntaram ao cego: — O que você diz a respeito dele, uma vez que lhe abriu os olhos? Ele respondeu: — É um profeta. 18 Os judeus não acreditaram que ele tinha sido cego e que agora podia ver, enquanto não chamaram os pais dele 19 e lhes perguntaram: — É este o filho de vocês, que vocês dizem que nasceu cego? Como é que agora ele está vendo? 20 Então os pais responderam: — Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego, 21 mas não sabemos como agora está vendo. E também não sabemos quem lhe abriu os olhos. Perguntem a ele, pois já tem idade e poderá falar por si mesmo. 22 Os pais dele disseram isso porque estavam com medo dos judeus, pois estes já tinham combinado que, se alguém confessasse que Jesus era o Cristo, seria expulso da sinagoga. 23 Foi por isso que os pais dele disseram: ‘Ele já tem idade e poderá falar por si mesmo.’ 24 Então chamaram, pela segunda vez, o homem que tinha sido cego e lhe disseram: — Diga a verdade diante de Deus; nós sabemos que esse homem é pecador. 25 Ele respondeu: — Se é pecador, não sei. Uma coisa sei: eu era cego e agora vejo. 26 Perguntaram-lhe outra vez: — O que ele fez a você? Como lhe abriu os olhos? 27 Ele respondeu: — Já lhes disse, mas vocês não ouviram. Por que querem ouvir outra vez? Por acaso vocês também querem se tornar discípulos dele? 28 Então o insultaram e lhe disseram: — Discípulo dele é você! Nós somos discípulos de Moisés. 29 Sabemos que Deus falou a Moisés, mas este nem sabemos de onde é. 30 O homem respondeu: — É estranho que vocês não saibam de onde ele é, mas ele me abriu os olhos. 31 Sabemos que Deus não atende a pecadores. Pelo contrário, se alguém teme a Deus e pratica a sua vontade, a este atende. 32 Desde que o mundo existe, jamais se ouviu que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. 33 Se este homem não fosse de Deus, não poderia ter feito nada. 34 Mas eles disseram: — Você nasceu cheio de pecado e quer nos ensinar? E o expulsaram.”

Essa longa seção de João 9 é a única parte do evangelho em que Jesus não desempenha o papel principal, embora seja o assunto da discussão. Assim como a questão do pecado deu início à história (Jo 9:2), os fariseus pensavam que Jesus fosse um pecador por ter curado no sábado (Jo 9:16, 24) e difamaram o homem curado como alguém que tinha nascido “cheio de pecado” (Jo 9:34).

Nessa história ocorre uma inversão bastante curiosa. O cego passa a ver cada vez mais, não apenas fisicamente, mas espiritualmente, à medida que cresce no seu apreço por Jesus e na confiança Nele. Os fariseus, por outro lado, tornam-se cada vez mais cegos em seu entendimento, primeiro ficando divididos a respeito de Jesus (Jo 9:16) e depois sem saber de onde Ele veio (Jo 9:29).

Entretanto, o relato do milagre dá a João a oportunidade de dizer quem é Jesus. O tema dos sinais em João 9 se cruza com vários outros temas do evangelho. João reafirma que Jesus é a luz do mundo (Jo 9:5; Jo 8:12). A história também trata da origem misteriosa de Jesus: Quem é Ele? De onde vem? Qual é a Sua missão? (Jo 9:12, 29; Jo 1:14). A figura de Moisés, mencionada em relatos de milagres anteriores, também aparece nesse capítulo (Jo 9:28, 29; Jo 5:45, 46; 6:32). Por último, há o tema da resposta da multidão. Algumas pessoas amam as trevas mais do que a luz, enquanto outras respondem com fé (Jo 9:16-18, 35-41; 1:9-16; 3:16-21; 6:60-71).

A cegueira espiritual dos líderes religiosos é assustadora. Um mendigo, antes cego, declarou: “Desde que o mundo existe, jamais se ouviu que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. Se este Homem não fosse de Deus, não poderia ter feito nada” (Jo 9:32, 33). No entanto, os guias espirituais da nação, que deveriam ter sido os primeiros a reconhecer Jesus e aceitá-Lo como o Messias, diante de todas as evidências, não conseguiam enxergar essa realidade. Ou, em vez disso, realmente não queriam ver. Que advertência sobre como o nosso coração pode nos enganar!

Leia 1 Coríntios 1:26-29 [26 Irmãos, considerem a vocação de vocês. Não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento. 27 Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes. 28 E Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são, 29 a fim de que ninguém se glorie na presença de Deus.”]. Como o que Paulo escreveu nesse texto se ajusta ao que aconteceu em João 9, e como o mesmo princípio se aplica até hoje?

Quarta-feira, 09 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A cura do cego – parte 1

LIções da Bíblia1:

3. Leia João 9:1-16. O que os discípulos achavam ser a causa da cegueira daquele homem, e como Jesus corrigiu essas crenças falsas?

João 9:1-16 (NAA)2: 1 Enquanto Jesus caminhava, viu um homem cego de nascença. 2 E os seus discípulos perguntaram: — Mestre, quem pecou para que este homem nascesse cego? Ele ou os pais dele? 3 Jesus respondeu: — Nem ele pecou, nem os pais dele; mas isso aconteceu para que nele se manifestem as obras de Deus. 4 É necessário que façamos as obras daquele que me enviou enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. 5 Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo. 6 Depois de dizer isso, Jesus cuspiu na terra, fez lama com a saliva e com a lama untou os olhos do cego. 7 Então disse ao cego: — Vá lavar-se no tanque de Siloé. Siloé quer dizer ‘Enviado’. O cego foi, lavou-se e voltou vendo. 8 Então os vizinhos e os que antes o conheciam de vista, como mendigo, perguntavam: — Não é este o que ficava sentado pedindo esmolas? 9 Uns diziam: — É ele. Outros: — Não, mas se parece com ele. O homem dizia: — Sou eu. 10 Então lhe perguntaram: — Como foram abertos os seus olhos? 11 Ele respondeu: — O homem chamado Jesus fez lama, passou nos meus olhos e disse: ‘Vá ao tanque de Siloé e lave-se.’ Então fui, lavei-me e estou vendo. 12 Eles perguntaram: — Onde está ele? Respondeu: — Não sei. Os fariseus interrogam o cego 13 Levaram aos fariseus aquele que antes era cego. 14 E era sábado o dia em que Jesus fez a lama e lhe abriu os olhos. 15 Então os fariseus lhe perguntaram outra vez como podia ver. Ele respondeu: — Ele pôs lama sobre os meus olhos, lavei-me e estou vendo. 16 Por isso, alguns dos fariseus diziam: — Esse homem não é de Deus, porque não guarda o sábado. Mas outros diziam: — Como pode um homem pecador fazer sinais como estes? E houve divisão entre eles.”

Os discípulos estabeleceram uma ligação entre doença e pecado. Várias passagens do Antigo Testamento (AT) apontam nessa direção (compare com Êx 20:5; 2Rs 5:15-27; 15:5; 2Cr 26:16-21), mas a história de Jó deveria mostrar que isso nem sempre é verdadeiro.

Jesus esclarece a questão, não negando alguma ligação entre pecado e sofrimento, mas, nesse caso, apontando para um propósito mais elevado, de que Deus seria glorificado pela cura. O relato contém certas afinidades com a história da criação. Por exemplo, Deus formou o primeiro homem do pó da terra (Gn 2:7), assim como Jesus fez lama para dar ao cego o que lhe faltava desde o nascimento.

Em Mateus, Marcos e Lucas, as histórias de milagres seguem um padrão comum: uma expressão do problema, a condução do indivíduo a Jesus, a cura e o reconhecimento da cura acompanhado de louvor a Deus.

Na história de João 9, essa sequência é completada em João 9:7. Mas, como geralmente acontece no Evangelho de João, o significado do milagre torna-se um tema de debate bem mais amplo, levando a um longo diálogo entre o homem curado e os líderes religiosos. Essa discussão gira em torno de dois pares de conceitos que estão relacionados e são contrastados: pecado/obras de Deus e cegueira/visão.

É só em João 9:14 que o narrador conta ao leitor que Jesus fez essa cura no sábado, o que, segundo a tradição, e não segundo a Bíblia, violava o mandamento. E, assim, os fariseus consideraram Jesus como transgressor do sábado. A conclusão deles foi de que Ele não vinha de Deus, porque supostamente não guardava o sábado (Jo 9:16). Mas outras pessoas acharam inquietante que um pecador pudesse fazer sinais como aqueles.

A discussão estava longe de terminar, mas já surgia uma divisão. O cego ficava cada vez mais cônscio de quem é Jesus, mas os líderes religiosos, cada vez mais confusos e cegos quanto à Sua verdadeira identidade.

Será que às vezes ficamos tão cegos pelas nossas próprias crenças e tradições que podemos ignorar verdades importantes que estão diante dos nossos olhos?

Terça-feira, 08 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.